segunda-feira, 30 de novembro de 2009

CV(LIBERAL):FOI COM O MpD QUE OS EMIGRANTES DEIXARAM DE SER DESPREZADOS E CONSIDERADOS ‘ESTRANGEIRADOS’

Carlos Veiga recordou tudo o que foi feito pelo seu governo para a emigração

FOI COM O MpD QUE OS EMIGRANTES DEIXARAM DE SER DESPREZADOS E CONSIDERADOS ‘ESTRANGEIRADOS’

Veiga fala dos emigrantes nos EUA e no Mundo em geral
Veiga diz que “o MpD sempre tratou a Diáspora cabo-verdiana com o respeito, com a dignidade e com a elevada consideração que merece. Que o MpD sempre lutou pela liberdade e autonomia de escolhas políticas de todos os cabo-verdianos

BOSTON- “Foi com o MpD que os nossos irmãos não residentes no país deixaram de ser desprezados e considerados ‘estrangeirados’ e passaram a participar na vida social, cultural, económica e política de Cabo Verde”, disse Carlos Veiga, presidente do Movimento para a Democracia, durante a sua intervenção na “Primeira Convenção da Família Democrática na Diáspora” que teve lugar sábado, 28, no Auditório do Salão Nobre de Venus de Milo, em Swansea, nos EUA.

Para além do discurso, Veiga falou com as pessoas
O presidente do MpD, referindo-se aos cabo-verdianos emigrados nos EUA em particular e nos emigrantes espalhados pelo mundo em geral, disse que a Convenção prova, uma vez mais, que, embora longe da terra, “os cabo-verdianos da Diáspora estão atentos ao que se passa no nosso País e querem ter uma palavra importante sobre o presente e o futuro de Cabo Verde”.
E, segundo disse Veiga, “o MpD está absolutamente de acordo com esse desejo que é também um direito”. Até porque, “desde a sua fundação, o nosso partido sempre tomou como linha de política fundamental reconhecer os direitos dos cabo-verdianos da Diáspora, como parte integrante da Nação de todos os nós”.

E com base neste princípio, Carlos Veiga diz que foi com o MpD que os emigrantes “passaram a poder votar no estrangeiro para eleger os dirigentes do país e a poder ser eleitos deputados”; que foi com o MpD que “passou a existir na Constituição um Conselho de Comunidades integrado no Conselho Económico e Social que representa as forças vivas de Cabo Verde; e que um dos membros do Conselho da República passou a dever ser designado pelo Presidente da República de entre os cabo-verdianos residentes no exterior”. E, apesar disso, “até hoje o presidente da República nada fez para concretizar esta norma”.

De todos os ângulos é visível a sala completamente abarrotada
Veiga diz que “o MpD sempre tratou a Diáspora cabo-verdiana com o respeito, com a dignidade e com a elevada consideração que merece; o MpD sempre lutou, ainda, pela liberdade e autonomia de escolhas políticas de todos os cabo-verdianos; para haver eleições livres, transparentes e democráticas nas nossas comunidades emigradas; contra a partidarização das embaixadas e consulados”.
E porque continuam a defender estas linhas de pensamento, Veiga prometeu várias medidas a favor dos emigrantes quando for governo em 2011: embaixadas e consulados como representações da Nação, abertas a todos os cabo-verdianos. Deixarão, também, de ser centros de manipulação e de fraude eleitoral; manter e reforçar a ligação das comunidades à vida de Cabo Verde em todos os seus aspectos; e sobretudo para que a segunda geração conheça a nossa cultura, a nossa vida e o nosso país e se sinta orgulhosa deles; criar um Observatório e um Provedor das Comunidades que acompanhem, proponham medidas e ajudem a pôr em prática as politicas e medidas necessárias à defesa dos interesses das nossas comunidades; políticas que favoreçam a criação de uma classe empresarial cabo-verdiana na Diáspora; criar um baixo nível geral de impostos e com uma administração fiscal competente; adoptar políticas de transporte, como a de céu aberto, que estimulem a concorrência e farão descer os preços dos bilhetes de avião.
LIBERAL.SAPO.CV

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