terça-feira, 29 de junho de 2010

CV(INFORPRESS):Governo suspende proposta de lei que cria a taxa iluminação pública

PRAIA-O governo retirou a proposta de lei que cria a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública, no momento do início da sua discussão no Parlamento, esta tarde.
O anúncio da retirada foi feito pela ministra da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Janira Hopffer Almada, sem contudo explicar os motivos que estiveram na base dessa decisão.
Após a suspensão da proposta, o grupo parlamentar do PAICV pediu a suspensão dos trabalhos por um período de 30 minutos, mas dado ao adiantando da hora o presidente da Assembleia Nacional, Aristides Lima, decidiu pelo término dos trabalhos desta terça-feira.
Abordada pela Inforpress a ministra do Turismo, Indústria e Energia, Fátima Fialho, disse apenas que o governo entendeu que o momento não era oportuno e remeteu mais explicações para Janira Hopffer Almada.
De salientar que o principal partido da oposição, MpD já tinha avisado que não iria votar favorável à proposta por considerar que essa contribuição de que refere a proposta é um imposto que o governo está a criar para engordar os cofres do Estado e financiar a Electra.
Além do mais, considera que a lei era injusta na sua aplicação, dado que, conforme explicou o líder parlamentar do MpD, Fernando Elísio Freire, a proposta estabelece que cada cidadão deve pagar a taxa de acordo com o consumo de electricidade, sem contudo saber se esse consumidor tem ou não acesso ao serviço de e iluminação pública.
Contudo, mesmo com os votos contra do MpD, em principio a proposta passaria dado que para a sua aprovação era necessária apenas a maioria simples da votação dos deputados, já garantia pelo grupo parlamentar do PAICV que detêm a maioria absoluta no Parlamento.
O governo já havia tentado a cobrança da taxa de iluminação pública em 2008/2009, mas a mesma foi considerada na altura pelo Supremo Tribunal de Justiça, enquanto Tribunal Constitucional, como sendo inconstitucional.
Sapo.cv/Inforpress/MJB/Fim

CV(INFORPRESS):Deputado António Monteiro preocupado com situação social em São Vicente

PRAIA-O deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID - oposição), António Monteiro, exigiu hoje do governo, a adopção de medidas para que a ilha de São Vicente possa sair da “situação complicada” em que se encontra. “Quero exigir ao governo para que ponha em São Vicente uma capacidade de fazer coisas para que as suas famílias consigam tirar proveito da situação que Cabo Verde vive, caso contrário seremos obrigados a interpretar essa atitude como "laissez faire, laissez passez" (deixe fazer, deixe passar) para a ilha, disse. António Monteiro, que falava no período antes da ordem do dia da sessão parlamentar que arrancou segunda-feira, referiu-se à elevada taxa de desemprego na “Ilha do Porto Grande”, situação que, segundo ele, leva com que muitas mães tenham dificuldades de alimentar os filhos.
Por seu lado, a deputada do PAICV (partido no poder), Filomena Martins, recordou que a ilha tem “melhores indicadores sociais do país”, mas que a vida económica não tem dinâmica que devia porque os investidores não têm dinheiro. Entretanto, a deputada eleita pelo círculo eleitoral de São Vicente relembrou que o governo levou, pela primeira vez, o Programa Nacional de Luta Contra Pobreza à ilha e que os investimentos feitos na agricultura na localidade de Ribeira da Vinha trouxeram sustento a mais de 150 famílias.
Inforpress/ DR/FIM

CEDEAO: Cerca de 60 jornalistas de Cabo Verde, Brasil e de África credenciados para cobrir cimeiras

SANTA MARIA- essenta jornalistas de Cabo Verde, de países Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e do Brasil estão credenciados para cobrir os diversos eventos diplomáticos evistos para iniciar quarta-feira na ilha do Sal.
De Cabo Verde regista-se a presença de 26 jornalistas e outros profissionais da comunicação social de diversos órgãos, ao passo que Brasil e CEDEAO credenciaram 17 profissionais cada. Contudo, a organização do evento aponta para o aumento desse número nos próximos dias.
O hotel Crioula, palco dos eventos, regista a azáfama dos retoques finais para que quarta-feira, 30, às 09:00 horas, se dê início a reunião extraordinária do Conselho de Ministros da CEDEAO, para o qual já estão credenciados cerca de 200 participantes.
A reunião dos chefes da diplomacia tem uma agenda intensa, com destaque para as questões da segurança na sub-região oeste-africana e interna da organização, como a eleição da nova Comissão da CEDEAO – presidente, vice-presidente e comissários.
As situações na Guiné-Bissau, com enfoque na recente nomeação das novas chefias militares, e na Guiné-Conacri, que teve eleições no domingo, vão dominar os trabalhos do Comité de Paz e Segurança da CEDEAO.
A presidência e vice-presidência da CEDEAO são ocupadas pelo Gana, país que exigiu na última cimeira da organização, que decorreu em Abuja em fevereiro último, o cumprimento do mandato de quatro anos, decidido em 2006, pelo que só em janeiro de 2011 a nova comissão entrará em funções.
De acordo com a agenda da reunião, na sessão de abertura devem discursar o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Brito, enquanto anfitrião, e os presidentes do Conselho de Ministros e da Comissão da CEDEAO.
Paralelamente, os chefes da diplomacia da CEDEAO vão também preparar os actos eleitorais para a presidência do Parlamento da organização, para o Juiz do Tribunal de Justiça e ainda para o “Controlador Financeiro”.
A reunião do Conselho de Ministros prepara também os documentos da Cimeira CEDEAO/Brasil, no sábado, também no Sal, na presença do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
SAPO.CV/INFORPRESS/FIM/AA/ZS

CV:Política agrícola tem permitido aumentar a produção, defende PM de Cabo Verde

PRAIA-O primeiro-ministro de Cabo Verde disse ontem no Parlamento que a política agrícola do seu governo tem permitido o aumento da produção no país, com a melhoria das condições de vida da população e redução da pobreza.
José Maria Neves falava no debate sobre as políticas e perspectivas para o sector agrícola, assunto que marcou o início da sessão parlamentar de Junho e explicou que o seu executivo tem priorizado a mobilização de água para a agricultura, com a aposta em construção de barragens.
Até agora, o país possui uma única barragem, a do Poilão (interior de Santiago), construída pela cooperação chinesa em 2006, tendo sido assinado este fim-de-semana o contrato com a empresa portuguesa Monte Adriano para a construção de outras três, todas também na mesma ilha.
José Maria Neves destacou que os resultados positivos da barragem de Poilão foram o encorajamento para ir para a construção de mais infra-estruturas do género.
"Há apenas dois dias assinámos os contratos de mais três barragens e prevemos mobilizar mais de dois milhões de metros cúbicos de água por ano para o desenvolvimento da agricultura. E chegaremos a seis milhões por metros cúbicos/ano por 70 furos e mini barragens que fazem parte do mesmo pacote", avançou.
Até 2015 é intenção do governo, construir em diversas ilhas mais 17 barragens com o propósito de mobilizar cerca de 75 milhões de metros cúbicos de água por ano para a agricultura.
José Maria Neves defendeu que, além da mobilização de água, foram adoptadas medidas que favorecem o aumento da produção agrícola, a que se junta a expansão das instituições de micro crédito e a modernização dos portos para facilitar a integração do mercado e o transporte entre as ilhas.
O Movimento para Democracia (MpD, oposição) apresentou uma leitura diferente do sector agrícola, sustentando que o sector "sofreu um retrocesso nos quase dez anos de governação" do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).
O primeiro-ministro negou que a barragem de Poilão seja fruto da governação do MpD e afirmou que quando assumiu o governo existia um projecto de remodelação do Palácio Presidencial que foi reorientado para a construção da barragem.
OJE/LUSA

MUNDIAL 2010:Espanha elimina Portugal e vai aos quartos de final

CIDADE DO CABO-O futebol não é considerado um desporto justo, e nem sempre o melhor vence. Mas no maior clássico ibérico da história, disputado nesta terça-feira, na Cidade do Cabo, pelos oitavos de final da Copa do Mundo, fez-se justiça. A Espanha dominou Portugal durante todo o jogo e, se venceu por apenas 1 a 0, foi porque o guarda redes Eduardo evitou um resultado mais amplo. Agora vai enfrentar o Paraguai nos quartos de final, em partida às 20h30m  de sábado, em Joanesburgo.
O técnico Carlos Queiroz, de Portugal, havia afirmado que, na Cidade do Cabo, Portugal jogava em casa. De facto, a colônia portuguesa é grande na região. Mas a Espanha foi quem actuou como se estivesse sob os seus domínios. Dominou a posse de bola, trocando passes sempre corretos, com autoridade de campeã europeia. Após um início ruim, com derrota para a Suíça, a Fúria volta a mostrar força. O golo da vitória foi marcado por Villa.
Blitz espanhola no início
Diante do óptimo desempenho defensivo de Portugal neste Mundial, os espanhóis entraram em campo dispostos a não dar tempo para o adversário respirar e se arrumar em campo. Foi uma blitz. Em 12 minutos, tiveram 70% de posse de bola e concluíram quatro vezes a golo, em três delas obrigando Eduardo a espalmar a bola. A defesa lusa cometia erros infantis de marcação, permitindo até que Torres recebesse passe rasteiro numa cobrança de canto e virasse para chutar sem dominar a bola.
Até então apagado na competição, o atacante do Liverpool ainda sofreu um pênalti não marcado, numa das vezes em que ficou mano a mano com Coentrão. Os 12 minutos iniciais foram um resumo da Espanha na Copa, com muita presença ofensiva e pouca eficiência na finalização. Portugal defendeu-se no início da partida e ajustou sua marcação, não passando por outro susto até o intervalo. A Espanha virava a bola de um lado para o outro, buscava acionar Villa e Torres nas pontas, mas falhava no passe que acionaria os atacantes pelo meio.
Portugal demorou a acertar sua saída de bola, o que levou até Pepe a discutir com Eduardo, pedindo que o guarda redes não desse mais chutões para frente. O meio-campo pouco criava, e no ataque Cristiano Ronaldo era bem marcado, irritando-se com a arbitragem de Hector Baldassi, que deixava o jogo correr. Seus companheiros tampouco ajudavam: Simão foi uma figura nula, e Hugo Almeida mais trapalhou do que ajudou.
Não por acaso, Liedson e Danny começaram no banco de reservas o aquecimento por volta dos 30 minutos. A essa altura, eles já haviam visto o time testar a insegurança de Casillas por duas vezes, em chute de Tiago e numa cobrança de falta de Cristiano Ronaldo. Outra boa possibilidade de ataque que surgiu, já no fim da primeira etapa, foi o cruzamento da esquerda para a área. Hugo Almeida não cabeceou em cheio no primeiro lance, e Tiago concluiu para fora no segundo.
Espanha
O início da segunda etapa teve uma Espanha com sua tradicional paciência, trocando passes em busca de uma situação clara de ataque. Mais preocupado em defender, Portugal conseguiu apenas uma jogada isolada aos seis minutos, em que Puyol desviou de joelho um passe de Hugo Almeida e quase marcou contra.
Os dois técnicos resolveram mexer em seus times ao mesmo tempo, aos 13 minutos. Vicente del Bosque trocou Torres por Llorente, e Carlos Queiroz substituiu Hugo Almeida por Danny. A Espanha passou a ser mais contundente a partir daí. Logo aos 15, o próprio Llorente perdeu boa chance, ao cabecear em cima de Eduardo, após cruzamento de Sergio Ramos da intermediária, numa jogada pouco comum da Espanha. Em seguida, Villa arriscou de fora da área e quase marcou.
As chances se sucediam, e aos 17 minutos veio o golo. E bem ao estilo espanhol: uma rápida troca de passes, com Xavi usando o calcanhar para deixar Villa na cara de Eduardo. Também ao estilo espanhol foi a conclusão, sofrida: o atacante precisou chutar duas vezes para encontrar a rede, marcando pela quarta vez na Copa e igualando-se ao argentino Higuaín e ao eslovaco Vittek como principais goleadores. Foi também a primeira vez que Eduarddo buscou uma bola no fundo das redes, acabando com a invencibilidade da defesa de Portugal.
Em desvantagem no marcador, Portugal pouco fez até o fim da partida para buscar o empate. Foi a Espanha, na verdade, que esteve mais perto de um golo. E só não fez o segundo porque esbarrou em Eduardo, que fez difícil defesa em chute cruzado de Sergio Ramos e espalmou com plasticidade uma bomba de Villa. Especialista em manter a posse de bola, a Espanha praticamente pôs na roda o adversário, que não encontrou forças para uma marcação mais eficiente. E os portugueses ainda tiveram Ricardo Costa expulso no fim, por um lance na área com Capdevilla.
ESPANHA X PORTUGAL(1-0)
Equipas:
Espanha:Casillas (GR/C); Piqué; Puyol; A. Iniesta; David Villa; Xavi; Torres; Capdevila; Xabi Alonso; Sergio Ramos; Sergio Busquets
Suplentes:R. Albiol; C. Marchena; Fabregas; V. Valdes (GR); Mata; Arbeloa; Pedro; Llorente; J. Martinez; Silva; J. Nava; Reina (GR)
Treinador: Vicente del Bosque
Portugal:Eduardo (GR); Bruno Alves; Ricardo Carvalho; C. Ronaldo (C); Simão; Pepe; R. Meireles; Hugo Almeida; Tiago; R. Costa; Fábio Coentrão
Suplentes:P. Ferreira; Rolando; P. Mendes; Liedson; Danny; Beto (GR); Miguel; Miguel Veloso; Deco; D. Fernandes (GR); Duda; R. Amorim
Treinador: Carlos Queiroz
Árbirtro: Hector Baldassi (Argentina)
Estadio: Cape Town Stadium
Fonte:Globoesporte.com

A bela e o Mundial (actualizado - veja as fotos)

A bela e o Mundial (actualizado - veja as fotos)

CV:BCA subscreve 50% das obrigações da Câmara da Cidade da Praia

PRAIA-O Banco Comercial do Atlântico (BCA, do Grupo Caixa Geral de Depósitos), subscreveu 50% das obrigações da Câmara da Cidade da Praia na Oferta Pública de Subscrição (OPS).
Segundo o presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BCV), Veríssimo Pinto, o BCA garantiu a aquisição de 225.000 obrigações durante a sessão especial de anúncio da OPS das obrigações do município da Cidade da Praia, no valor de 450.000 contos (4,08 milhões de euros), iniciada segunda-feira e que se prolonga até 16 de Julho.
Cada uma das obrigações da operação tem o valor nominal de 1.000 escudos (9,06 euros), com uma maturidade de 20 anos.
A taxa de juros nominal aplicável em cada um dos períodos de juros será variável e igual à TBA, adicionada de um spread de 3,30% (floor de 6,9%), sendo os correspondentes juros pagos em prestações semestrais e sucessivas.
Em declarações à imprensa o edil praiense, Ulisses Correia e Silva, sublinhou a importância do financiamento na promoção e apoio ao desenvolvimento da política de infra-estruturação concebida pela autarquia.
Ulisses Correia e Silva explicou que, com os 450.000 contos, a autarquia praiense poderá liquidar uma parte da dívida actual à banca, no valor de 100.000 contos (906.000 euros), e os restantes 350.000 contos (3,17 milhões de euros) serão destinados ao projecto da construção do novo mercado municipal, no Campo do Coco, na Várzea.
O BCA, com um capital social de 1.324 milhões de escudos (12 milhões de euros), ainda não dispõe dos resultados relativos a 2009, mas, em 2008, obteve lucros líquidos de 975,5 milhões de escudos cabo-verdianos (8,84 milhões de euros).
Para o BCA, liderado pelo gestor português Joaquim de Sousa desde Janeiro último, os resultados representaram um aumento de 50,19% em relação a 2007, quando atingiram 649,5 milhões de escudos (5,89 milhões de euros).
O último aumento de capital ocorreu em Março de 2009 e o então PCA, João Real Pereira, que regressou à sede da CGD, em Lisboa, considerou-o um "sucesso", tendo a procura mais que duplicado a oferta, uma vez que foram postas à disposição 324.765 acções, no valor nominal de 1.000 escudos (9,06 euros) para um total de 745.611 pedidos.
Na altura a estrutura pouco mudou, uma vez que o Grupo Caixa Geral de Depósitos e Banco Interatlântico (BI, de que a CGD é também a maior accionista), continuou como o maior detentor de acções.
O grupo passou de 52,50 para 52,64% do capital total, que passou de 1.000 milhões escudos (9,06 milhões de euros) para 1.324 milhões escudos (12 milhões de euros).
O segundo maior accionista é a empresa de seguros Garantia, também com capitais da CGD, que passou de 12,50 para 12,53%, enquanto o accionista Estado manteve os mesmos 10%. Quem diminuiu ligeiramente de peso na estrutura accionista foi o público em geral, entre trabalhadores do banco e emigrantes, que ficou com menos 0,17%, passando de 25 para 24,83%.
OJE/LUSA

GB:EUA não apoiarão reforma da segurança na Guiné-Bissau


BISSAU-Os EUA lamentam a nomeação de António Indjai como chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau e anunciam que não apoiarão a reforma do sector da segurança, segundo um comunicado da embaixada de Washington na capital guineense.
O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, por proposta do Governo de Carlos Gomes Júnior, nomeou na passada sexta-feira o major-general António Indjai como chefe das Forças Armadas do país.
O anterior titular do cargo da chefia militar, Zamora Induta, foi detido e deposto do cargo em Abril na sequência de uma intervenção militar, liderada pelo agora chefe das Forças Armadas, major-general António Indjai.
OJE/LUSA

ANGOLA:Reservas internacionais de Angola atingem 16 mil milhões de euros

LUANDA-Angola tem hoje uma reserva externa próxima dos 20 mil milhões de dólares (16 mil milhões de euros), consequência de um crescimento registado de Dezembro de 2009 a Junho deste ano, anuncia hoje fonte do Banco Nacional de Angola (BNA).
Os dados foram avançados pela directora do gabinete de Gestão de Reservas do BNA, Marta Paixão e Silva, que falava em declarações à Rádio Nacional de Angola.
Segundo a directora, em sete meses, as reservas externas de Angola registaram um aumento de cerca de 3 mil milhões de dólares.
Marta da Paixão e Silva referiu ainda que, até ao final do ano, as reservas internacionais angolanas poderão registar "um aumento significativo".
"As reservas internacionais continuam a crescer, prova disso é que de Dezembro para cá as reservas internacionais cresceram cerca de 3 mil milhões de dólares e o BNA está a fazer tudo no sentido de permitir o crescimento destas reservas", disse Marta da Paixão e Silva.
OJE/LUSA

HOLANDA:Inteligência holandesa alerta para estudantes espiões

HAIA-A prisão de um grupo de espiões russos pelas autoridades dos Estados Unidos mostra que os serviços de inteligência ao redor do mundo estão mais activos que nunca, diz um especialista holandês. A notícia veio no mesmo momento em que o serviço de inteligência holandês, AIVD, alerta para a infiltração de agentes secretos estrangeiros em universidades na Holanda.
Os dez russos foram apanhados por agentes do FBI que os monitorizavam há mais de uma década. Os chamados suspeitos ‘deep cover’ tinham adoptado identidades americanas falsas para se misturar à comunidade – alguns deles já viviam nos Estados Unidos por mais de 20 anos.
Deep Cover
Embora soe como a trama de um filme de James Bond, este tipo de actividade está acontecendo em todo o mundo, segundo o professor Ben de Jong, um especialista em serviço secreto russo:
“A espionagem, em geral, nunca acabou com o fim da Guerra Fria. Há muitos exemplos, muitos casos ocorridos entre Oriente e Ocidente, entre Estados Unidos e Rússia, depois de 1991. A única coisa é que os russos, e também a União Soviética, tinham esta tradição particular de trabalhar com agentes de inteligência ‘ilegais’ – eles mesmos definem-se como ‘ilegais’ -, com este tipo de ‘disfarce profundo’. Eles gastam muito tempo e energia preparando seu pessoal de inteligência para estas missões.”
O professor De Jong diz que pode-se traçar paralelos com o tipo de espiões que o serviço de inteligência holandês diz estar trabalhando a partir de universidades na Holanda: ambos usam como táctica se embrenhar profundamente no novo país. Mas os espiões russos também fingiam ser cidadãos norte-americanos.
Estudantes espiões
A AIVD pediu às universidades para serem vigilantes com pessoas que se fazem passar por estudantes e que trabalham para governos estrangeiros que têm interesse em tecnologia holandesa.
No ano passado, alguns estudantes iranianos tiveram vistos negados por causa de temores de que estariam interessados em colectar informação que poderia ser usada para o controverso programa nuclear de Teerão.
“Uma das maneiras que os serviços de inteligência estrangeiros têm de conseguir informação, especialmente na área técnica, é fazer seus próprios jovens passar por exilados, em alguns casos, indo para o exterior, inscrevendo-se em universidades estrangeiras, quando na verdade ainda mantêm contacto com os serviços de inteligência em seu país de origem. Estas práticas são muito antigas”, diz Ben de Jong.
RNW-Por Marijke Peters (Foto: Wikimedia Commons)

MUNDIAL 2010:Nos pênaltis, Paraguai vence batalha contra o Japão e alcança feito inédito

PRETORIA-Depois de 120 minutos de jogo, e com 0-0 no marcador, Paraguai e Japão decidiram a passagem aos quartos-de-final através da marca de grande penalidade e a equipa sul-americana, com golo final de Cardozo, levou a melhor (5-3).PARAGUAI 0 (5)X (3)0
Pela primeira vez neste Mundial2010 um jogo foi decidido através da marca de grande penalidade. A equipa sul-americana marcou nas cinco possibilidades, com o benfiquista Cardozo a ser o responsável pelo último tento e a não defraudar. O número 3 do Japão, Yuichi Komano, foi o que falhou para a equipa nipónica, enviando a bola à trave.

Quanto ao “jogo jogado”, até aos 20 minutos, o embate estava morno sem grandes ocasiões de golo. A equipa asiática a apostar num jogo mais directo enquanto os sul-americanos prendiam mais a bola no meio-campo.
O Paraguai despediçou duas boas oportunidades durante os primeiros quarenta e cinco minutos. Aos 21 minutos, Barrios recebeu a bola dentro da área, rodopiou bem e rematou de pronto. Kawashima esticou-se e evitou o golo. Oito minutos depois, após canto na esquerda, gerou-se grande confusão na área, com a bola a sobrar para Santa Cruz que, de pé esquerdo, atirou ao lado.
Do lado asiático, a melhor oportunidade surgiu aos 21 minutos. Com um grande pontapé de Matsui, a meio do meio-campo, e a bola só foi parada pelo ferro quando Villar estava batido. Já perto do final da primeira parte, Honda rematou com força, fora da área, e a bola passou rente ao poste do guardião do Paraguai.
Na segunda parte, o jogo voltou a esfriar e as oportunidades de perigo foram poucos. O melhor lance pertenceu à formação asiática, na sequência de um canto, Endo levantou para a área, Tulio na marca de penálti, cabeceou ligeiramente ao lado da rede de Villar.

O prolongamento serviu apenas para confirmar o que se viu durante os 90 minutos. Um dos encontros mais fracos e pobres deste Mundial2010. Duas equipas fechadas, parecendo desconhecer que só o golo levaria uma das duas selecções aos quartos-de-final do campeonato.

Nos penáltis, o Paraguai levou a melhor (5-3) e está pela primeira vez num campeonato do mundo de futebol nos quartos-de-final. Espanha ou Portugal, um deles será o próximo adversário.

PARAGUAI:Japão Villar; Bonet, Da Silva, Alcaraz e Morel Rodriguez; Ortigoza (Barreto), Vera, Riveros e Benitez (Valdez); Lucas Barrios e Santa Cruz (Cardozo).

Técnico: Gerardo Martino.
JAPÃO:Kawashima, Komano, Nakazawa, Túlio Tanaka e Nagatomo; Abe (Nakamura), Matsui (Okazaki), Endo, Hasebe; Okubo (Tamada) e Honda.
 Técnico: Takeshi Okada.
Golos (pênaltis): Barreto, Endo, Lucas Barrios, Hasebe, Riveros, Valdez, Honda e Cardozo
Cartões amarelos: Mitsui, Nagatomo, Honda, Endo (JAP) e Riveros (PAR)
Estádio: Loftus Versfeld, Pretória (AFS).
Árbitro: Jerome Bleeckere (BEL). Assistentes: Peter Hermans (BEL) e Walter Vromans (BEL).
SAPO/GLOBOESPORTE

CV(LIBERAL):ANTERO MATOS VÍTIMA DE CAÇO-BODY À PORTA DE CASA

PRAIA-O ex-Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Antero Matos, foi vítima de caço-body, em frente à sua casa na Várzea, na madrugada de sábado para domingo último, depois de ter regressado de viagem de Portugal, onde esteve em missão de serviço, soube Liberal junto de fonte segura.
Tei, como é conhecido no meio militar, foi surpreendido por pelo menos seis assaltantes (thugs), munidos de facas e arma de fogo e que levaram todas as malas e os seus pertences.
Notícias não confirmadas dizem ainda que o agora assessor do Primeiro Ministro, José Maria Neves levou igualmente uma coronhada de pistola e teve de ser atendido no Hospital Agostinho Neto.
Esta situação já causou indignação nos vizinhos de Antero Matos que não entendem a inacção das pessoas que não acudiram aos gritos de socorro da esposa de Tei, sabendo que naquela zona da Várzea moram outros oficiais das Forças Armadas e da Polícia Nacional.
Num comentário no seu post do facebook, uma das vizinhas e talvez uma das recordistas vítimas de caço-body em Cabo Verde – com mais de 13 assaltos -, apelou à união dos cidadãos nos seus bairros para ajudarem a combater a violência urbana.
Descrente no policiamento de proximidade e da acção da PN, a cidadã atenta não explicou de que forma esse combate deveria ser feito, se através da constituição de milícias populares nos bairros ou se de outra forma mais inovadora.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=29513&idSeccao=525&Action=noticia

SAÚDE:ANÁLISE AO SANGUE PERMITE PREVER QUANDO MULHERES VÃO ENTRAR NA MENOPAUSA

Usando uma simples análise de sangue, uma equipa da Universidade de Medicina de Teerão (Irão) conseguiu prever quando é que uma mulher vai entrar na menopausa. O estudo será apresentado segunda-feira no encontro da Sociedade Europeia de Embriologia e Reprodução Humana, em Roma.
O teste consiste em identificar a concentração da hormona anti-mulleriana (HAM), que é produzida nos ovários. Esta molécula é responsável pelo controlo da produção de folículos nos ovários, onde está o futuro óvulo. A menopausa acontece quando as mulheres deixam de ovular, o que desencadeia uma diminuição na produção de hormonas. Isto dá-se por volta dos 50 anos.
Desde 1998 que 266 mulheres entre os 20 e os 49 anos participaram neste estudo, que continua a decorrer. A experiência faz parte de um teste maior chamado Estudo dos Lípidos e Glucose de Teerão.
“Desenvolvemos um modelo estatístico para estimar a idade da menopausa a partir de uma única análise da concentração da HAM no soro. Com este modelo, a partir desta concentração, estimamos um período de tempo médio para se dar a menopausa em mulheres que estão em diferentes momentos da sua vida reprodutiva”, disse por comunicado a investigadora Fahimeh Ramezani Tehrani.
Das 266 mulheres, 63 chegaram à menopausa entre o começo do estudo e o presente. Com esta informação, os investigadores conseguiram calcular o grau de erro do modelo. A equipa afirma que as estimativas da altura da chegada da menopausa têm uma margem de erro mínima de quatro meses, e um máximo entre os três e quatro anos. E isto em qualquer mesmo 20 anos antes do momento da menopausa.
Esta informação permitiria calcular a esperança média de vida reprodutiva, e ajudar a planear a gravidez. Se o estudo revelar que a mulher corre risco de ter uma menopausa precoce, então é melhor rever eventuais planos para ser mãe muito tarde.
Segundo Heather Currie, ginecologista e co-editora da Menopause International, revista científica editada pela Sociedade Britânica de Menopausa, já se conhecia a ligação entre esta hormona e a menopausa. “Um teste de precisão seria muito útil para mulheres que estão a ponderar adiar ter filhos, por exemplo por causa da carreira”, disse, citada pelo jornal britânico Sunday Times.
“As nossas descobertas indicam que a HAM é capaz de especificar o estado reprodutivo da mulher de uma forma mais realista do que a idade cronológica só por si”, diz Tehrani, adiantando que serão necessários estudos mais extensivos para validar este modelo.
O conhecimento da idade da menopausa pode ainda antecipar o momento em que devem ser tomadas precauções contra doenças cardíacas e a osteoporose, que estão associadas à ausência de hormonas sexuais nas mulheres.
www.publico.pt
27.06.2010

CV(LIBERAL):JOSÉ LUÍS SANTOS ALERTA PARA A “MORTE LENTA” DO SECTOR DA PESCA NA BOA VISTA

PRAIA-O deputado do Movimento para a Democracia eleito pelo círculo da Boa Vista, José Luís Santos, considerou hoje, que o sector da pesca naquela ilha tem tido uma “morte lenta”, por não beneficiar de uma devida atenção por parte do governo.
Falando no período da sessão parlamentar dedicado a Perguntas ao Governo, o deputado do principal partido da oposição acusou o executivo de não dar a atenção que merecem os pescadores e as peixeiras da “Ilha das Dunas”, escreve a Inforpress.
Segundo José Luís Santos, as acções do governo não envolvem concretamente os profissionais da pesca mais desfavorecidos.
Este facto, no seu entender, tende a prejudicar o desenvolvimento económico da Boa Vista, que tem uma comunidade piscatória “muito considerável”, e cuja maioria das famílias, o Estado não consegue dar emprego.
Em resposta, o ministro do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos, José Maria Veiga, recordou que a pesca, tanto a nível do país, como em todo mundo, tem tornado um sector “extremamente complicado” devido a escassez de recursos, o que exige maiores investimentos.
José Maria Veiga indicou que Boa Vista vai ser beneficiada, brevemente, com alguns projectos a serem executados a nível nacional, sendo um deles no valor de um milhão de euros (110 mil contos) no sector da pesca artesanal, provenientes da cooperação espanhola.
“Já importamos alguns equipamentos, dentro os quais 300 malas de conservação de pescado, 100 sondas para os pescadores, um eixo para capacitação de pescadores e vendedeiras e um sistema de certificação que irá permitir uma enorme organização desse mercado pesqueiro”, garantiu o governante.
Segundo a agência noticiosa cabo-verdiana, José Maria Veiga disse ainda que um novo projecto vai ser lançado nas próximas duas semanas, financiado pelo Banco Mundial, em oito milhões de dólares (cerca de 720 mil contos) e que envolve além da pesca artesanal, a fiscalização marítima.
Um terceiro projecto, já em execução, e que também vai beneficiar Boa Vista, segundo o governante responsável pelo sector das Pescas, é o de instalação de dispositivos de conservas de peixe em Cabo Verde.
O projecto, elaborado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), em São Vicente, está orçamentado em um milhão, 406 mil dólares (cerca de 125 mil contos) e envolve o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
O ministro José Maria Veiga informou, ainda, que no âmbito da sua última deslocação ao Brasil foi concertado um novo projecto “extremamente inovador”, em parceria com o governo brasileiro e a FAO a nível da aquacultura, que vai permitir ainda criar um sistema de intervenção a nível do continente africano.
São um conjunto de acções no sector que, de acordo com o governante, vão permitir que a ilha da Boa Vista e não só, dê um salto qualitativo, além de um trabalho de certificação dos produtos piscatórias que o executivo pretende colocar já em prática.
“Tendo um serviço de certificação no país, podemos exigir mais qualidade aos hotéis e garantir os nacionais no mercado turístico”, advogou José Maria Veiga.
MPD ACUSA GOVERNO DE NÃO TER PLANOS E PROJECTOS PARA SECTOR AGRÍCOLA
PRAIA-O Movimento para Democracia considerou hoje(28 de Junho) na abertura da sessão parlamentar de Junho, que a agricultura em Cabo Verde está abandonada devido à inexistência de planos e projectos concretos para o sector.
De acordo com Agostinho Lopes, deputado da bancada do MpD, os produtores agro-pecuários do país estão “abandonados à sua sorte”, devido a inexistência de uma política e de uma planificação por parte do actual governo, para o sector da agricultura, revelou a Inforpress.
“A ausência de políticas e de planificação é notória e gritante. Os produtores agro-pecuários estão abandonados à sua sorte. A mobilização de mais e melhor água é pura propaganda. A única obra feita com verdadeiro impacto é a barragem de Poilão e só disponibiliza 1,2 milhões de metros cúbicos de água para irrigação (…) e falta executar a parte de chuvas artificias”, disse.
Conforme apontou ainda esse deputado, as obras de ordenamento e valorização das bacias hidrográficas dos Picos, dos Engenhos, de Fajã, de Ribeira Prata, de Alto Mira e Ribeira da Torre, bem como os projectos de MCA têm problemas de execução e até esta data não trouxeram “nenhuma melhoria” para os agricultores em termos de disponibilidade de água.
Ainda de acordo com a Inforpress, outro aspecto apontado pelo deputado Agostinho Lopes, envolve, segundo disse, a improdutividade de várias propriedades devido à ausência do Estado na investigação, mobilização de água e no processo da dessalinização acelerada dos solos, sobretudo nos casos de Justino Lopes e de Chão Bom, na ilha de Santiago.
“Não há regulação na questão de água. Os conflitos são permanentes e a intervenção dos serviços competentes é ineficaz. Os preços subiram em flecha sem uma análise que levasse em conta as necessidades de incentivos à produção de bens agrícolas. Enfim, a água é mais rara e cada vez mais cara”, enfatizou o deputado.
Segundo Agostinho Lopes, a tão “propalada modernização da rega” faz parte de uma “propaganda” do Governo, alegando que a introdução do sistema gota a gota é dos anos 90.
Conforme sublinhou, a sua divulgação tem sido no entanto “tímida, sem incentivos e sem objectivos claros quanto a meta a atingir em termos áreas irrigada, e sem investigação e absorção dos avanços técnicos registados a nível mundial nesta área.
“Quase duas décadas depois da introdução da rega gota a gota, só pouco mais de 20 por cento das nossas terras irrigadas utilizam o sistema. Se a dinâmica dos anos 90 tivesse tido continuação, a superfície hoje contemplada deveria rondar os 80 por cento da área efectivamente irrigada. Com a água que se pouparia teríamos hoje disponibilidade de atingir 3600 hectares de regadio produtivo em vez dos 1800 a 2000 hoje existentes”, citou Lopes.
O deputado do MpD apontou ainda que a investigação agrária no país foi destruída, pois, segundo disse, a única instituição de investigação organizada existente, a INIDA, está em processo de desarticulação.
As críticas do MpD nesse primeiro dia de trabalho parlamentar, referem-se ainda à ausência de transportes marítimos que, conforme apontam, impede a unificação do mercado agrícola cabo-verdiano que está fragmentado, constituindo um dos principais entraves para o desenvolvimento, rentabilização e modernização do sector, conclui a Inforpress.
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MUNDIAL 2010:Brasil e Holanda marcam quarto encontro entre si em fases finais de Mundiais

Frank de Boer e Ronaldo no jogo entre as duas equipas no Mundial de 1998

O Brasil e a Holanda marcaram esta segunda-feira(28) um quarto encontro entre si em fases finais de Mundiais, no África do Sul2010, após baterem Chile (3-0) e Eslováquia (2-1), respetivamente.Juan, aos 35 minutos, Luis Fabiano, aos 38, e Robinho, aos 59, apontaram os tentos dos "canarinhos", que apresentaram de início o benfiquista Ramires (fez o passe para o terceiro golo, mas viu um amarelo e está fora dos "quartos"), em Joanesburgo.

"A Holanda ? É uma bela equipa, que joga muito, com jogadores muito técnicos. Parece que são sul-americanos", comentou o selecionador brasileiro Dunga sobre o próximo adversário, depois de somar a sexta vitória seguida sobre os chilenos desde que assumiu o posto, com 23 golos marcados.
O Brasil, campeão em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, já tinha eliminado o Chile nas meias finais do torneio de 1962 e nos "quartos" da prova de 1998.
O Chile foi a primeira de cinco seleções sul-americanas a abandonar a competição e a única a sofrer derrotas.
Em Durban, a Holanda, com golos de Robben e Sneijder, aos 18 e 84 minutos, contrariados apenas pela grande penalidade convertida por Vittek, nos descontos, também ficou a dois jogos da final.
A estreante Eslováquia despediu-se com o "louro" de ter eliminado a campeã do Mundo, Itália, e viu o seu avançado igualar o argentino Higuain no topo dos melhores marcadores (quatro golos).
O "escrete canarinho" e a "laranja mecânica" juntaram-se assim a Uruguai, Gana, Argentina e Alemanha, no lote de seleções já apuradas paras os quartos de final.
As duas formações já se defrontaram por três vezes em Mundiais: a Holanda, de Cruyff, venceu por 2-0 em 1974, na segunda fase, e o Brasil levou a melhor em 1994 (3-2 nos quartos de final) e 1998 (4-2 nas grandes penalidades, após 1-1 nos 120 minutos, nas meias finais).
O embate entre o Brasil e a Holanda realiza-se sexta feira, a partir das 16h locais (15h em Lisboa), no Estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
SIC.PT Com Lusa

CV:Cabo Verde tem linhas de crédito de 600 milhões de euros com Portugal

PRAIA-O primeiro-ministro, José Maria Neves, anunciou que Cabo Verde tem, neste momento, com Portugal linhas de crédito no valor superior a 600 milhões de euros, para desenvolver projectos no domínio das infra-estruturas, mobilização de água e energias renováveis.
O chefe do governo falava na cerimónia de assinatura do contrato de construção das barragens de Faveta, Salineiro e Saquinho, todas no interior da ilha de Santiago e financiadas através de uma linha de crédito de Portugal no valor de 200 milhões de euros, cujas obras ficam a cargo da empresa portuguesa MonteAdriano.
"Muita gente diz que esses projectos financiados pela cooperação portuguesa têm a ver apenas com a exportação portuguesa para Cabo Verde. E os ganhos substanciais que Cabo Verde está a ter na construção dessas infra-estruturas, dessas barragens?", questionou o primeiro-ministro.
O governo português dá um contributo fundamental na transformação e desenvolvimento do arquipélago, porque ao lado das linhas de crédito há também a bonificação dos juros, segundo José Maria Neves.
"São milhões de euros que o governo português investe na bonificação dos juros para podermos ter acesso a essas linhas de crédito e podermos fazer esses grandes investimentos, que estamos a fazer e que vão modernizar Cabo Verde", sustentou.
Além dessas três barragens, que, no entender do chefe o executivo, vão ter um impacto fundamental no desenvolvimento da agricultura, o governo, reunido em conselho de ministros, decidiu lançar um programa para que todos os furos do país sejam equipados com energias renováveis, solar ou eólica, permitindo com que os agricultores venham a ter acesso à água a um preço mais competitivo.
Outra das decisões saídas da reunião governamental, conforme o primeiro-ministro de Cabo Verde, versa o lançamento de novas estradas que vão contribuir para o escoamento de produtos agrícolas, tendo saído, na semana passada, os concursos para as estradas de Achada Laje, Saltos Acima e Arribada, e para a reabilitação e asfaltagem do troço Assomada/Tarrafal, entre outras obras.
O chefe do governo cabo-verdiano disse, igualmente, que, nos próximos dois ou três anos, o governo vai construir mais 17 barragens em Cabo Verde para mobilizar, no horizonte de 2015, 75 milhões de metros cúbicos de água, além de alargar substancialmente a área irrigada do país, "caminhando para o pleno emprego para a melhoria substancial do rendimento das famílias no meio rural".
OJE/INFORPRESS

CV(INFORPRESS):BVC lança empréstimo obrigacionista da Câmara da Praia, Cabo Verde

PRAIA-A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) lança hoje(28 de Junho), a Oferta Pública de Subscrição do empréstimo obrigacionista da Câmara Municipal da Praia, no valor de 450 mil contos, segundo avança a Inforpress.
O município da Praia é o segundo, depois do Sal, a recorrer ao crédito através de uma instituição financeira que lhe permita realizar o seu desígnio local.
O montante do empréstimo vai permitir realizar investimentos no domínio de infra-estruturas, entre outros desígnios, satisfazendo, particularmente, as "grandes" reivindicações da população praiense.
Os 450 mil contos, cuja amortização deverá ser feita em 20 anos, permitirá à autarquia praiense liquidar uma parte da divida actual no valor 100 mil contos, "em condições mais favoráveis, quer de taxa de juro quer de prazos", garantiu o edil Ulisses Correia e Silva.
Os restantes 350 mil contos do empréstimo serão destinados ao projecto da construção do novo mercado municipal da Praia, localizado no Campo do Coco, na Várzea.
A proposta foi apresentada e aprovada, em 2009, numa das sessões extraordinárias da Assembleia Municipal, sem voto favorável da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).
OJE/INFORPRESS

ANGOLA/USA:Angola e EUA realizam 1.ª reunião de Conselho de Comércio e Investimentos

LUANDA-A criação de um clima favorável à atracção de mais negócios para Angola é fundamental para o país, sobretudo nas relações com os EUA, afirmou hoje(28), em Luanda, Floria Liser, representante dos EUA em África para o Comércio.
Delegações do comércio e investimentos de Angola e dos EUA estiveram hoje reunidas em Luanda para identificarem novos ambientes de negócios e cooperação para os dois países.
 Para isso, está em Angola uma delegação norte-americana, de 11 membros, chefiada por Florie Liser.
É a primeira reunião do Conselho de Comércio e Investimentos EUA/Angola, que decorre no âmbito do Acordo Quadro de Comércio e Investimento dos dois países, assinado em Maio do ano passado, em Washington, pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos e o representante dos EUA para o Comércio, Ron Kirk.
Em declarações à imprensa, no final da reunião, a representante norte-americana apontou como necessária a criação de um clima que permita atrair mais negócios para o país.
"O que precisamos agora é de identificar o sector chave e os sectores mais problemáticos para melhorar a nossa relação", disse Florie Liser, defendendo a melhoria do clima de investimento e comércio em Angola.
É necessário que o governo angolano identifique as necessidades dos seus diversos sectores e ponha em prática um plano e uma acção para melhorar esses investimentos, visando atrair investidores norte-americanos, segundo a responsável.
Por sua vez, o vice-ministro angolano do Comércio, Augusto Arsher Mangueira, que presidiu à reunião pela parte de Angola, considerou importante que sejam criadas condições para criar um equilíbrio entre as balanças comerciais dos dois países.
"A parte americana apresentou um conjunto de elementos, por isso temos todo o interesse que haja um ambiente de negócio favorável e que sejam eliminadas as barreiras tarifárias", disse o vice-ministro angolano, frisando que o governo tem estado a realizar acções nesse sentido.
O Acordo Quadro de Comércio e Investimento é um mecanismo bilateral de consulta do Governo norte-americano, para a promoção do comércio e investimentos, que poderá levar à assinatura de acordos obrigacionistas, tais como o de promoção e protecção recíproca de investimentos e acordos de livre comércio.
Da delegação norte-americana fazem parte igualmente representantes dos departamentos de Estado da Agricultura, dos Transportes e das Agências americana para o Desenvolvimento (USAID) e para o Comércio e Desenvolvimento (USTDA).
Da parte angolana há ainda elementos do Conselho de Comércio e Investimentos dos Ministérios da Coordenação Económica, da Geologia e Minas e da Indústria, Agricultura e Desenvolvimento Rural e Pescas, Ambiente, Finanças, Transportes e Ciência e Tecnologia.
OJE/LUSA

Público - Portugal e Espanha lutam pela fronteira dos oitavos-de-final

Público - Portugal e Espanha lutam pela fronteira dos oitavos-de-final

segunda-feira, 28 de junho de 2010

GB:Guiné-Bissau irrita Europa e EUA


BISSAU-Nomeação de António Indjai para chefia militar, sob proposta do Governo, mereceu críticas internacionais.
A nomeação do general António Indjai para a chefia do Estado-Maior das forças armadas da Guiné-Bissau mereceu críticas americanas e europeias, mas estará a ser aceite pelos países vizinhos. Amanhã, realiza-se na capital guineense uma reunião de chefias das forças armadas dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e será ali discutida a situação do país.
Fonte da presidência guineense disse ao DN que a comunidade internacional precisa de "estar consciente da situação da Guiné-Bissau". Segundo este dirigente, o "contexto não é fácil" e "as instituições são extremamente frágeis". Os líderes civis querem garantir a estabilidade e dizem que o "país não pode ser abandonado pelos seus parceiros no momento de maior dificuldade".
Na prática, o general Indjai já chefiava as forças armadas há três meses, mas houve pressões contra a sua nomeação, dadas as suspeitas de envolvimento no narcotráfico e o facto de ter liderado um golpe, a 1 de Abril, que resultou na prisão do seu superior hierárquico, almirante Zamora Induta, que foi exonerado anteontem.
A proposta de nomeação de Indjai foi feita pelo Governo, após negociação entre o general e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que regressou à Guiné na semana passada. Indjai e Gomes Júnior têm más relações, que se agravaram a 1 de Abril, quando o primeiro-ministro foi detido durante horas e humilhado pelos militares revoltosos.
O procedimento legal da nomeação do novo chefe de Estado-Maior teria de incluir proposta do governo, seguida de confirmação pelo Presidente da República, Malan Bacai Sanhá, que mediou todo o processo.
Fontes em Bissau garantem que a situação político-militar é agora calma, mas existe enorme incógnita no que diz respeito às relações entre forças armadas e governo. Um dos cenários de futuro passa pelo afastamento de Carlos Gomes Júnior da chefia do partido no poder, o PAIGC, o que permitiria substituir o primeiro-ministro.
Logo após a nomeação, ainda na sexta-feira, o governo americano reagiu com irritação, ameaçando não apoiar a reforma do sector da defesa enquanto não houvesse submissão do poder militar ao poder civil. Washington queria um chefe militar sem ligações ao golpe de 1 de Abril e que pudesse "reconquistar a confiança da comunidade internacional". A posição europeia é semelhante, mas os guineenses dizem que o "abandono" da comunidade internacional só poderá "agravar a situação".
Zamora Induta continua preso em Mansoa e deverá ser julgado por crimes ainda não especificados. A questão do narcotráfico é a que mais preocupa os diplomatas, devido ao seu potencial de desestabilização de toda a região da África Ocidental. Uma das explicações para as divisões das forças armadas tem a ver com os dez anos de alta instabilidade militar na Guiné-Bissau e o conflito latente entre oficiais mais velhos, que combateram na guerra colonial, como é o caso de Indjai, e a geração mais nova, sem essas referências, a que pertence Zamora.
DN.PT-por LUIS NAVES

MUNDIAL 2010: BRASIL VENCE CHILE(3-0) E JUNTA-SE Á HOLANDA NOS "QUARTOS-DE-FINAL"

JOANESBURGO-O Brasil carimbou hoje o apuramento para os quartos-de-final do Campeonato do Mundo depois de vencer o Chile por 3-0. Juan, Luis Fabiano e Robinho apontaram os golos da “canarinha” que vai discutir com a Holanda um lugar nas meias-finais.

O primeiro golo dos brasileiros surgiu de bola parada ao minuto 37. Na sequência de um canto na direita batido por Maicon, Juan sozinho ao segundo poste, cabeceou de forma indefensável, inaugurando o marcador.
Mas primeira situação de perigo do Brasil deu-se logo aos 4 minutos com uma boa abertura de Daniel Alves para Luís Fabiano, que descaído na direita, rematou cruzado ao lado da baliza. Uma boa jogada mas uma finalização deficiente.
Depois do primeiro golo, a selecção Chile descontrolou-se um pouco na organização defensiva e permitiu que Luís Fabiano marcasse o segundo, três minutos depois.
Num contra-ataque rápido da selecção brasileira, Robinho colocou a bola no centro para Kaká, com o jogador do Real Madrid a isolar Fabiano, que sozinho perante Bravo, fintou o guardião chileno e atirou para uma baliza vazia.
O Brasil marcou o seu terceiro e último golo na segunda parte, ao minuto 58. Numa arrancada de Ramires, o jogador do Benfica colocou a bola nos pés de Robinho, que de primeira, rematou para o fundo das redes.
Do lado chileno a melhor oportunidade para reduzir a desvantagem aconteceu ao minuto 65. Perto da grande área, Valdivia dominou com o pé esquerdo e rematou com o pé direito, a bola saiu rente ao poste da baliza de Júlio César.
Com esta vitória, o quadro dos quartos-de-final fica quase completo. Ao Uruguai, Gana, Argentina, Alemanha e Holanda junta-se agora o Brasil. Os vencedores do Japão – Paraguai e Espanha – Portugal completarão as duas vagas que faltam.
Brasil defrontará a Holanda na sexta-feira às 15 horas.
Com arbitragem do inglês Howard Webb, eis as equipas:
BRASIL: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Dani Alves, Gilberto Silva, Kaká (Kleberson, 81m) e Ramires; Luís Fabiano (Nilmar, 75m) e Robinho (Gilberto, 84m).
Treinador:Carlos Dunga
CHILE: Bravo; Isla (Millar, 62m), Contretas (Tello, 46m), Jara e Fuentes; Vidal, Carmona e Beausejour; Alexis Sanchez, Suazo e Mark Gonzalez (Valdivia, 46m).
Treinador:Marcelo Bielsa
Golos: 1-0, Juan (35m); 2-0, Luis Fabiano (38m); 3-0, Robinho (59m).

Cartões amarelos: Kaká, Ramires (Brasil); Vidal, Fuentes, Millar (Chile). Estádio: Ellis Park (em Joanesburgo). 
Árbitro: Howard Webb (ING). Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING). 
Fonte:Abola/Sapo/Globoesporte

CV:LULA DA SILVA VAI RATIFICAR PERDÃO DA DÍVIDA DE TRÊS MILHÕES DE EUROS

PRAIA-O Brasil vai assinar com Cabo Verde o perdão da dívida do arquipélago, no valor de 3,5 milhões de dólares (cerca de três milhões de euros), disse hoje à Agência Lusa a embaixadora brasileira na Cidade da Praia.
Segundo Maria Dulce Barros, trata-se de uma das conclusões práticas do reforço das relações comerciais entre o Brasil e Cabo Verde e integradas no quadro da cimeira entre os dois países, que se realizará sábado à tarde na ilha cabo-verdiana do Sal, na presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O perdão da dívida já tinha sido acordado, mesmo apesar de Cabo Verde sempre ter cumprido os seus compromissos. Mas faltava regulamentá-lo e é isso que vai acontecer, permitindo a Cabo Verde ter melhores condições para obter financiamentos para projetos de desenvolvimento” no arquipélago, disse a diplomata brasileira.
Transportes aéreos e marítimos, relações comerciais e, sobretudo, as “questões estratégicas” ligadas à segurança, designadamente no combate ao narcotráfico, estão também na agenda da visita de Lula da Silva a Cabo Verde, onde participará na inédita cimeira com homólogos da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que se realiza também sábado.
As relações comerciais entre os dois países têm estado a funcionar para um só lado e diminuíram ligeiramente em 2009, devido à crise financeira internacional.
Segundo Maria Dulce Barros, dos 40 milhões de dólares (cerca de 33,5 milhões de euros) em exportações para Cabo Verde atingidos em 2008, desceu-se, no ano passado, para 35 milhões de dólares (29,1 milhões de euros).
No sentido inverso, as importações brasileiras de Cabo Verde mantiveram-se estáveis nos residuais 30 mil dólares (25 mil euros), sendo “enorme” o défice comercial cabo-verdiano em relação ao Brasil.
Outra das apostas da visita de Lula da Silva a Cabo Verde passa pelo setor dos transportes, estando em estudo a possibilidade de os dois países aumentarem “significativamente” as ligações aéreas (só há uma frequência por semana entre a Cidade da Praia e Fortaleza) e marítimas (praticamente inexistentes).
“A experiência com Cabo Verde já está a dar frutos e a ideia (da cimeira com a CEDEAO, sábado de manhã) é estendê-la aos restantes países da sub-região” oeste-africana, disse à Lusa Maria Dulce Barros.
A embaixadora realçou que a estratégia do Brasil em África “há muito que passou da retórica à ação”, lembrando que o país abriu, ao longo dos últimos dois anos, novas embaixadas em Conacri, Ouagadougou, Acra, Bamaco, Cotonou, Niamey e Abidjan (que representa também em Monróvia), que se juntaram às já existentes em Bissau, Cidade da Praia, Lomé, Dacar e Abuja (Nigéria).
“Temos 13 embaixadas nos 15 Estados membros da CEDEAO e alguns projetos em curso nesses países”, afirmou a diplomata brasileira, recordando ainda que o Brasil também abriu uma missão diplomática em Malabo, onde várias empresas brasileiras estão a construir infraestruturas.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim.Sapo.cv

MUNDIAL 2010:Holanda segue para os quartos-de-final

Ter a Holanda pela frente não é exatamente uma boa notícia. Ter a Holanda pela frente com Robben em campo é um pouco pior. Mas complicado mesmo é ter a Holanda pela frente com Robben voando. O camisa 11 voltou nesta segunda-feira a um lugar que sempre foi seu e comandou a vitória de 2 a 1 da Laranja sobre a Eslováquia. Com o resultado, a equipa que também tem Sneijder, Kuyt e Van Persie está nas quartas de final da Copa do Mundo. O adversário sai do duelo entre Brasil e Chile, ainda nesta segunda, às  20h 30m.
O jogo no Moses Mabhida, em Durban, apresentou Robben como titular pela primeira vez na Copa. Recuperado de uma lesão muscular que chegou a colocar em dúvida sua presença no Mundial, o camisa 11 fez o gol da vitória, criou outras chances e deixou os colegas na cara do golo. Mostrou que, apesar de ainda não estar nas condições físicas ideais, continua sendo a figura central da equipa laranja. Em ótima fase, Sneijder, em bela jogada de Kuyt, ampliou. E, no último lance da partida, Vittek descontou em cobrança de pênalti. 
A partida encerrou o sonho dos eslovacos, animados depois de mandarem a atual campeã, a Itália, de volta para casa na primeira fase. Os azarões deixam o Mundial com uma imagem positiva. Nesta segunda, eles encararam a Holanda de frente e tiveram chances claras para empatar a partida no segundo tempo.
A Holanda duelará com Brasil ou Chile na próxima sexta-feira. O jogo será em Porto Elizabeth, às 16h.
Senhoras e senhores, Robben está de volta
Cada dia de recuperação, cada careta de dor, cada unha roída de ansiedade: tudo foi resumido em um segundo para Arjen Robben. Naquele segundo (um pouco mais, um pouco menos) que a bola demorou para sair do pé de Sneijder, genial, e atravessar o campo, Robben deve ter lembrado de tudo. Quando ele pegou a jabulani pela direita, de frente para dois marcadores, puxou para o meio e deixou Durica e Zabavnik perdidos, deve ter lembrado das dúvidas, dos temores, do risco de ver uma lesão no coxa tirá-lo da Copa do Mundo. E aí Robben chutou: no canto, matemático, no contrapé do goleiro Mucha, no único espaço que o adversário não poderia alcançar. O encontro da bola com a rede, com o atacante já correndo para dar liberdade à alegria trancada no corpo, foi um aviso: senhoras e senhores, Arjen Robben está de volta.
Robben não jogou contra a Dinamarca. Também não enfrentou o Japão. Diante de Camarões, só foi a campo por 20 minutos. Estava sendo guardado a sete chaves para a hora do “vamos ver”. E a Eslováquia viu. É difícil se colocar no lugar dos zagueirões eslovacos: olham para um lado, vêem o Kuyt; olham para o outro, aparece Robben; olham para a frente, surge o Van Persie; na armação, mais atrás, Sneijder. É de arrepiar.
Mas eles não arrepiaram. A Eslováquia começou o jogo peitando a Holanda, deixando bem claro que poderia fazer com ela o mesmo que fez contra a Itália. A partida teve largada agitada, com lances lá e cá. Lá: Weiss, filho do técnico, se livra de dois marcadores e aciona Jendrisek, que manda por cima com um minuto de jogo. Cá: Robben, pelo meio, deixa a bola com Sneijder, que bate por cima. Lá: Hamsik avança e manda chute perigoso, sobre o gol holandês. Cá: Kuyt cruza, e Van Persie manda de cabeça uma bola que desvia no braço de Zabavnik antes de sair.
Lá e cá, cá e lá. Por dez minutos. Em um jogo tão equilibrado, pesa a qualidade técnica do jogador. Sneijder, antes de tirar da cartola o lançamento de quase um campo inteiro para Robben, já havia perdido um gol. O meia recebeu de Van Persie e, de frente para a meta, bateu fraquinho, nas mãos de Mucha. Errou uma vez. Não erraria a segunda.
O diferencial na Holanda versão 2010 é o efeito camaleão, a capacidade de se adaptar ao clima da partida: se tem como jogar bonito, tenta jogar bonito; se não tem como, vai com pragmatismo mesmo. Os laranjas, quando fizeram o gol, não saíram pelo campo tabelando de calcanhar, escondendo a bola sob a chuteira, tentando dar aquele espetáculo tão relacionado ao futebol do país. Nada disso. Preferiram ser compactos. Resultado: a Eslováquia passou o resto do primeiro tempo correndo o tempo todo para lugar nenhum, sem realmente ameaçar.
Robben voltou infernal para a segunda etapa. Com quatro minutos, pegou a bola pela direita, puxou para o meio e mandou de perna canhota. A trave direita do goleiro Mucha sentiu o vento da jabulani passando ao lado dela, pertinho. após desvio do arqueiro. Mais um minuto, mais Robben. Pela esquerda, ele mandou na área para Van Persie completar. Mucha salvou a Eslováquia novamente.
A Holanda deixou de matar cedo um adversário disposto a renascer. Não faltaram chances para o empate. Stoch, aos 21, fez o bom goleiro Stekelenburg espalmar para escanteio um chute da entrada da área. Na sequência, após a cobrança do córner, Vittek recebeu livre, de frente para a meta, e também parou no camisa 1 holandês. O artilheiro eslovaco teria outra oportunidade mais tarde, em chute por cima do travessão.
A Holanda vivia momentos de perigo. O técnico Bert van Marwijk resolveu agir. Aos 25 minutos, tirou Robben, cansado. Aos 35, Van Persie, mais uma vez discreto. Colocou Elia e Huntelaar. Na prática, não fez grande diferença. O panorama seguiu igual, com a Eslováquia tentando, em vão, repetir um milagre que não acontece todo dia.
E quem chegou à rede foi a Laranja. Mais pelos espaços deixados pela Eslováquia do que por merecimento. Kuyt fez bela jogada pela esquerda, se livrou do goleiro com um toque de cabeça e rolou para Sneijder, um coadjuvante de luxo para Robben. O meia fuzilou a rede.
O esforço da Eslováquia acabou sendo premiado nos acréscimos. Aos 47, Jakubko recebeu na área e caiu após tentar driblar o goleiro Stekelenburg. Pênalti marcado. Vittek cobrou bem, no canto direito. Mas nem teve tempo de comemorar o seu quarto gol no Mundial. O árbitro espanhol Alberto Undiano encerrou o jogo após a bola tocar na rede. Apito que confirmou que a Holanda está no caminho do Brasil.
FICHA TÉCNICA:
HOLANDA:Stekelenburg, Van der Wiel, Hitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong e Sneijder; Kuyt, Van Persie (Huntelaar) e Robben (Elia).
 Técnico: Bert van Marwijk
ESLOVÁQUIA:Mucha; Pekarik, Skrtel, Durica e Zabavnik (Jakubko): Kucka, Stoch, Weiss e Hamsik (Sapara); Jendrisek (Kopunek) e Vittek.
Técnico: Vladimir Weiss.
Golo: Robben, aos 18 minutos do primeiro tempo, Sneijder, aos 39 do segundo e Vittek, aos 48.
Cartões amarelos: Robben, Stekelenburg (HOL), Kucka, Kopunek e Skrtel (ESL).
Estádio: Moses Madhida, Durban (AFS).
Árbitro: Alberto Undiano (ESP). Assistentes: Fermin Martinez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jimenez (ESP).
FONTE:GLOBOESPORTE.COM

CV(INFORPRESS):Inicio do recenseamento da população fora do país previsto para 2.ª semana de julho

LISBOA-O recenseamento dos cidadãos cabo-verdianos que vivem fora do País deverá começar na segunda semana de julho, em paralelo com uma forte campanha de informação, revelou hoje o ministro da Administração Interna de Cabo Verde.
“Estamos a prever para a segunda semana de julho o início do recenseamento e paralelamente uma campanha de sensibilização e informação”, disse o ministro Lívio Lopes em Lisboa, em declarações aos jornalistas na Embaixada de Cabo Verde.
O ministro quis inteirar-se em Portugal, onde decorreu a formação dos técnicos que trabalharão em todos os países, sobre como está a correr o processo para iniciar o recenseamento eleitoral, todo assente em novas tecnologias, com terminais instalados nas embaixadas, mas também kits móveis que vão estar nos bairros.
Além da tecnologia, o ministro adiantou que também há novidades na recolha de informação, já que além das informações tradicionais, constarão do processo do eleitor a assinatura, a fotografia e a impressão digital, em formato digital, à semelhança do que acontece nos Serviços de Emigração e Fronteira.
“A campanha de informação é uma das componentes fundamentais para um bom resultado final”, até porque “o recenseamento feito em 1995 já não é válido e por isso é importante as pessoas saberem que têm de recensear-se novamente”, afirmou ainda o ministro, explicando que haverá diferentes meios acionados para que ela resulte.
“A campanha está estruturada, a mensagem está pronta (…) e vamos utilizar todos os meios possíveis para chegar perto da comunidade”, disse Lívio Lopes.
A difusão passa por órgãos de informação como a RTP, rádios comunitárias, televisões comunitárias (estas sobretudo nos Estados Unidos), sites institucionais, comissões de recenseamento, mas também pelas “associações comunitárias de base”, adiantou o ministro.
Isto porque, explicou, há situações em que é necessário uma “passagem de informação de forma mais personalizada” e a campanha pretende também “servir para a mobilização e envolvimento do universo global de eleitores”.
Portugal e os Estados Unidos, onde se concentra grande parte da diáspora cabo-verdiana, são alguns dos países em que é necessário um trabalho mais apurado.
Os dados, não oficiais, calculam em cerca de um milhão o número de emigrantes cabo-verdianos, ou seja, o dobro dos que vivem no arquipélago.
O ministro falou ainda aos jornalistas das novas perspetivas e exigências para o serviço de proteção civil cabo-verdiano, que vai ter novos métodos e serviços, como o número de emergência 112.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Inforpress/Lusa/Sapo.cv

CV(LIBERAL):CÂMARA MUNICIPAL ESTUDA PARCERIAS COM CÂMARAS PORTUGUESAS DE GOLEGÃ E ODIVELAS

SÃO DOMINGOS-O presidente da Câmara Municipal de S. Domingos recebeu na semana passada, o seu homólogo da Golegã, José Veiga Maltez, que se fez acompanhar pelo Vice-presidente, Rui Lince Medinas e pelo Vice-presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Mário Máximo, todos eles autarcas portugueses de visita ao nosso país, mais concretamente à Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago.
Durante a audiência que decorreu nos Paços do Concelho, Fernando Jorge Borges agradeceu a visita da delegação portuguesa e manifestou o interesse no estreitamento das relações com Golegã e Odivelas em vários domínios, sendo certo que o Município da Golegã é uma região agrícola por excelência muito semelhante a S. Domingos e com potencialidades a serem exploradas pelos dois municípios.
Em relação à Câmara Municipal de Odivelas, onde aliás reside alguns cabo-verdianos, existe a total abertura para futuras parcerias, conforme comunicou Mário Máximo ao Presidente da CM de S. Domingos e que a partir de agora vão ser analisadas.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=29500&idSeccao=517&Action=noticia

CV(BRAVANEWS):Banco Cabo-Verdiano de Negocio na ilha Brava

NOVA SINTRA-No próximo mês de Julho, um novo balcão bancário passa a funcionar na ilha Brava. Trata-se do Banco Cabo-Verdiano de Negócios que abre as suas portas. O anuncio foi feito por altura das festas de São João e deste modo o BCN vem colocar a disposição dos bravenses um leque variado de produtos.
Ontem, sem balcão para funcionar, mas ganhando tempo, na Praça Eugenio Tavares, Gisela Évora, um dos futuros funcionários da agencia da Brava era o rosto da campanha de abertura de contas de forma gratuita.
Muitas pessoas dirigiram ao pátio da esplanada para procederem ao preenchimento de uma ficha de abertura de contas nesta nova agencia na Brava.
http://www.bravanews.com/?c=118&a=2886

CV:Mário Lúcio no Festival Sete Sóis Sete Luas em Oeiras


Mário Lúcio é dos mais prestigiados músicos de Cabo Verde. Já foi líder do grupo Simentera, actuando com este nos mais importantes festivais de world music de todo o mundo. O concerto de Mário Lúcio oferece uma inesquecível viagem aos sons cabo-verdianos, mornas, coladeiras, funaná, que envolvem o público com os seus ritmos de festa.
Sapo.cv

G20:G20 condiciona cortes a preservação do crescimento

TORONTO-Os líderes dos países do G20 (grupo das principais economias avançadas e em desenvolvimento) reunidos em Toronto, no Canadá, concordaram neste domingo em reduzir seus déficits orçamentários, mas sem ameaçar da consolidação do crescimento global.

No comunicado final da Cúpula do G20, divulgado na tarde deste domingo(27), as economias avançadas se comprometeram em reduzir em pelo menos a metade seus déficits até 2013 e em estabilizar ou reduzir a relação entre dívida e PIB (Produto Interno Bruto) até 2016.
Essas metas haviam sido propostas pelo anfitrião do encontro, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper.
O documento diz, porém, que os planos de consolidação fiscal serão diferenciados de acordo com circunstâncias de cada país e “focados em medidas para manter o crescimento econômico”.
"O caminho do ajuste deve ser cuidadosamente calibrado para sustentar a recuperação da demanda privada. Há um risco de que ajustes fiscais sincronizados em diversas grandes economias possam impactar negativamente a recuperação", diz o texto.
“Mas também há um risco de que o fracasso em implementar a consolidação onde necessária possa minar a confiança e impedir o crescimento.”
O Japão, que tem um déficit muito alto, ficou de fora e não se comprometeu em cumprir a meta.
Emergentes
A questão das medidas de ajuste fiscal e da retirada de estímulos vinha dividindo os países do G20.
No sábado, antes das discussões da cúpula, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, que liderou a delegação brasileira em Toronto, havia dito que cortar o déficit pela metade até 2013 era uma meta “draconiana” e “exagerada”.
O Brasil, assim como os Estados Unidos, alertaram antes e durante a cúpula sobre o risco de que ajustes fiscais drásticos demais e a retirada prematura de medidas de estímulo, especialmente em países da Europa, pudessem ameaçar a consolidação da recuperação da economia global.
No entanto, após a divulgação do comunicado, Mantega disse que, apesar de ainda considerar as metas “ambiciosas”, acredita que os países emergentes foram “plenamente contemplados” no comunicado final.
“A posição dos países emergentes está contemplada no comunicado. Estávamos querendo enfatizar a necessidade de continuar com a recuperação mundial, enfatizando a consolidação do crescimento, e isso foi aprovado no comunicado, com forte apoio dos Estados Unidos e dos países emergentes”, afirmou o ministro.
“Temíamos que alguns países enveredassem por uma desativação dos estímulos de crescimento”, disse.
Segundo Mantega, não se pode “desconhecer” o problema fiscal enfrentado por países europeus, que vêm adotando medidas de austeridade para conter suas crises de déficit orçamentário e dívida pública.
“Há países com déficit acima de 10%, cujas dívidas cresceram muito, então eles também têm a preocupação de uma melhoria da situação fiscal, só que no documento foi colocado que essa política de ajuste fiscal não deve prejudicar a recuperação e a consolidação do crescimento”, disse Mantega.
Mercado interno
Durante a cúpula, os líderes também concordaram com a necessidade de estimular seus mercados internos, iniciativa que teve adesão inclusive da China, até então reticente.
Mantega voltou a criticar, porém, os países avançados e exportadores que, em vez de estimular seus mercados internos, fazem um ajuste fiscal muito severo, “às custas dos emergentes”. O ministro citou a Alemanha e o Japão.
“Eles também têm que fomentar o mercado interno. E esse recado é para a Alemanha e para o Japão, que vivem dos mercados externos e agora querem fazer um ajuste sem estimular tanto a economia quanto deveriam”, afirmou Mantega.
“Nós fazemos a nossa parte, eles também têm que fazer a parte deles”, disse.
A Cúpula do G20 também voltou a discutir a reforma do sistema financeiro global, ponto já em debate em reuniões anteriores.
Os líderes concordaram em aprovar a regulação do sistema financeiro na próxima Cúpula do G20, marcada para novembro, em Seul.
Entre as medidas previstas estão maior controle de operações com derivativos, aumento de capital dos bancos e maior supervisão do sistema financeiro, com o objetivo de garantir mais transparência e evitar a ocorrência de novas crises econômicas como a de 2008.
Taxação e Doha
Em pelo menos dois pontos, porém, não houve acordo em Toronto.
A proposta de taxação sobre os bancos, defendida por países como Grã-Bretanha e França, sofre resistências por parte do Brasil e de outras economias, e acabou descartada.
A decisão de implementar essas medidas ficará a cargo de cada país individualmente.
Também não houve avanço na questão sobre as negociações da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial.
Em um almoço com os demais líderes, neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou claro que não concorda com a aprovação da atual proposta.
Segundo Mantega, a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi lamentada por vários líderes, mas todos manifestaram solidariedade pelo problema das chuvas no Brasil.
Lula cancelou a participação na cúpula na sexta-feira, véspera do encontro, para acompanhar de perto os esforços de auxílio às vítimas das enchentes no Nordeste.
Protestos
Os dois dias de discussões no Canadá, com as reuniões de cúpula do G8 (grupo das nações mais industrializadas do planeta) e do G20, também foram marcados por confrontos entre a polícia e manifestantes.
Neste domingo, policiais chegaram a disparar balas de borracha para disperar os protestos.
Mais de 500 pessoas foram presas durante o fim de semana.
Alessandra Corrêa-Enviada especial da BBC Brasil a Toronto
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/06/100628_g20_final_ale_rw.shtml