terça-feira, 12 de outubro de 2010

CV(LIBERAL):JORGE CARLOS FONSECA RECEBIDO COM GRANDE ENTUSIASMO EM S. VICENTE

 
Mindelo, 11 Outubro - O mais que provável candidato às eleições presidenciais de 2011, Jorge Carlos Fonseca, esteve durante dois dias na ilha de São Vicente, cumprindo uma extensa agenda de contactos sociais e políticos, com destaque para as visitas efectuadas ao Frescomar, Lar Infantil “Nhô Djunga”, Salesianos, Lar da Terceira Idade, Nazarenos, Padres Capuchinhos, à Câmara Municipal de São Vicente, à Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agricultura de Barlavento, entres outras instituições, que permitiram ao político, poeta, académico e antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros do I Governo do MpD, sentir o pulsar social, económico e político da ilha do Porto Grande.
Os pontos altos da visita de “Zona” a Mindelo aconteceram na conferência realizada na Associação Comercial de Barlavento e no Jantar de Apoio, e que contou com a presença de centenas de apoiantes e simpatizantes, entre figuras de primeira linha do MpD em São Vicente e de ilustres personalidades da sociedade civil mindelense, como o Presidente da CCISA de Barlavento, o Presidente da ADECO, vários empresários locais, docentes e estudantes universitários, como do Presidente da UCID, António Monteiro. Da parte do MpD, destacam-se as presenças nesses eventos do Coordenador do partido e Presidente da Câmara em exercício, Augusto Neves, do Presidente da Assembleia Municipal, João Gomes, do vereador Humberto Lélis, do Vice-Presidente da JpD nacional, César Fortes, das Mulheres democratas e de importantes líderes locais do partido.
APOIO DO MPD
Confrontado com os apoios partidários que conta neste momento para avançar com uma candidatura viável à Presidência da República, Jorge Fonseca reafirmou a natureza cívica do seu projecto político, como o exige, aliás, a Constituição, mas deixou bem claro, que pelos contactos já realizados com dirigentes e estruturas do MpD, no país e na diáspora, está muito seguro quanto a um posicionamento favorável do partido liderado por Carlos Veiga.
Daí não seja de estranhar, que no jantar tenha assumido um discurso que, para alguns observadores, teve em alguns momentos um certo pendor partidário, quando a dado momento apelou à necessidade de uma mudança no próximo ciclo político, que deverá ser sobretudo de uma governação e de uma magistratura voltada para as pessoas, curiosamente, o mesmo “slogan” suportado pelo líder da oposição cabo-verdiana.
Não passou despercebida ao vasto auditório, que sublinhou o facto com prolongada ovação, a referência a Isaura Gomes como “autarca e política de relevante valia nacional, de quem se espera ainda contribuição importante no futuro breve”.

REAFIRMAR OS IDEAIS DA II REPÚBLICA
Os encontros realizados em São Vicente serviram claramente para Jorge Carlos Fonseca assumir um compromisso inequívoco e inabalável com os ideais, valores e princípios da II República, materializados na Constituição de 1992. Para Fonseca, o próximo Presidente da República deverá ser uma personalidade que seja um democrata convicto, um defensor estrénuo da Constituição, um amigo dos símbolos nacionais e alguém capaz de garantir, em qualquer cenário político, uma isenta magistratura de influência política e moral na sociedade cabo-verdiana e uma arbitragem do sistema político susceptível de assegurar estabilidade política, institucional e governativa.
OS PODERES “INVISÍVEIS” DO PRESIDENTE
Para Jorge Fonseca, além dos poderes definidos expressamente pela Constituição e que são os normalmente reconhecidos, caberá ao PR saber exercer os chamados poderes “invisíveis”, nomeadamente no agendamento público de temas que têm a ver com a garantia da unidade nacional, da coesão social e da valorização do papel da sociedade civil. Aparecem nesta linha temáticas como as assimetrias sociais e regionais, assegurando o exercício de uma efectiva igualdade de oportunidades de desenvolvimento entre todas as ilhas e uma atenção igual a todos os municípios, independentemente da sua cor política, as relações com as comunidades emigradas, dando corpo ao conceito de Nação diasporizada.
Para Fonseca, nos tempos que correm, torna-se imperativo ter um Presidente da República que, pela sua experiência política, pela sua habilidade diplomática, pelo seu percurso de democrata convicto e defensor do Estado de direito e das liberdades, dê a confiança total de, em momentos de dificuldades, saber aguentar a nação e apontar caminhos que podem não ser os mais fáceis e atraentes mas que salvaguardam o futuro da democracia e dos valores por que lutaram tantos e tantos democratas, mulheres e homens amantes da liberdade.
NÃO FAZ SENTIDO A IDEIA DE UMA III REPÚBLICA
Sobre a possibilidade de estarmos na presença de uma III República com a Revisão Constitucional de 2010, ideia defendida por um dos candidatos presidenciais da área do PAICV, Jorge Fonseca recusou liminarmente essa tese, reafirmando que ainda estamos numa II República, materializada na Constituição de 1992. Para Fonseca a Constituição é a mesma, a de 92, pois houve apenas uma revisão, nem sequer uma “transição constitucional” como aconteceu em 1990; o “rosto” da Constituição não mudou, a Constituição material é a mesma, não houve qualquer mudança de regime político, porquê uma nova República, interrogou Fonseca.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=30477&idSeccao=523&Action=noticia

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