quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Angola:Petrolíferas têm que fazer pagamentos em bancos angolanos

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SIDA “Silenciosa” É um dos Grandes Problemas do Brasil

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Primeiro-ministro caboverdiano na Guiné-Bissau

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Mundo - Cerca de 15% das novas infeções com HIV são crianças com menos de 15 anos - RTP Noticias

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Mundo - Grupos de hackers anunciam assaltos a bancos - RTP Noticias

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Ex-dirigente da Independente revela dossier original da licenciatura de Sócrates - Sociedade - PUBLICO.PT

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Mundo - Grupos de hackers anunciam assaltos a bancos - RTP Noticias

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Mundo - Explosão abala central nuclear no Irão - RTP Noticias

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Mundo - Turquia impõe sanções comerciais e financeiras ao regime sírio - RTP Noticias

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Portugal e Moçambique não chegam a acordo sobre venda de 15% de Cahora Bassa - Economia - Sol

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Tribunal recusa pedido de Isaltino - Sociedade - Sol

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PR:Intervenção no acto de anúncio da candidatura a PR - Praia, 27 de Novembro de 2010 (há um ano)

Excelências,

 Caros Amigos, 

Ilustres Convidados

Como sabem, tenho estado, há largos meses, num processo de consultas, de contactos com dirigentes políticos, deputados nacionais, personalidades de relevo na sociedade cabo-verdiana, autarcas, homens e mulheres da cultura e do desporto, universitários, estudantes, empresários, mas igualmente estruturas partidárias e da juventude, em praticamente todos os concelhos do país e em alguns países que acolhem nossas comunidades emigradas. Processo que tem em vista uma candidatura a Presidente da República nas eleições de 2011.
Neste percurso de há já muitos meses, tenho recebido sinais e manifestações de simpatia, de apoio e de encorajamento diversificados, no país e nas diásporas cabo-verdianas. Particularmente nos últimos meses, em contactos mais sistematizados e alargados, com dirigentes e personalidades da vida política nacional, tenho sido estimulado viva e enfaticamente a avançar com a candidatura presidencial. Vários grupos de apoio constituídos um pouco por todo o país e também nalguns países de nossa emigração têm organizado eventos de apoio, de estímulo, enfim, de manifestação de disponibilidades muitas de suporte político de uma tal candidatura. Contactos realizados mais recentemente com populações em diferentes ilhas e regiões do país, com quadros nacionais, líderes associativos e comunitários, além de responsáveis partidários (principalmente do MPD) ajudaram a fortalecer a convicção de que as condições que, a princípio me pusera – políticas e sociais, sobretudo – para uma decisão favorável a uma candidatura se iam consolidando e estendendo.
Sempre fui afirmando aos que me perguntavam se estava ou não decidido, se avançaria ou não sem a garantia de apoios partidários, as razões de fundo por que mostrava interessado numa candidatura presidencial, depois de alguns anos de paragem na actividade política de cariz partidário, que me sentia com condições políticas, morais, pessoais e técnicas para ser Presidente da República de CV, no preciso contexto do nosso sistema constitucional, designadamente do sistema de governo estabelecido na nossa lei Fundamental democrática.
Fui dizendo aos que me interpelavam que tinha experiência política suficiente, como singelo e modesto combatente pela independência do país, sendo muito jovem (praticamente desde os 17 anos de idade) mas igualmente como combatente da liberdade na Pátria, vale dizer pela liberdade e pela democracia. Que de há muito venho sendo um adepto confesso e efectivo dos ideias democráticos e de um estado de direito moderno, e por eles vinha lutando de várias formas, incluindo o risco de restrição de minha liberdade pessoal em tempos difíceis no país.
Sobremaneira, e de forma enfática e sugestiva (pelo menos pretendidamente sugestiva), aos meus interlocutores, amigos, apoiantes, mas também adversários, fui dizendo que poderia, de forma adequada, sem necessidade de grandes esforços ou de ir a um alfaiate para encurtar ou alargar as mangas ou apertar o casaco ou as calças… vestir o fato constitucional desenhado para o cargo de Presidente da República. Achava (e acho) que o fato me podia servir à primeira. De outro modo: seria sempre fundamental que, na nova República – a II -, a República das liberdades, da democracia e do constitucionalismo democrático fundante do estado de direito em Cabo Verde, mas sobretudo nos próximos e complexos tempos que aí virão, prenhes de desafios difíceis e de tentações perigosas, que o PR fosse, para além de tudo, UM DEMOCRATA AUTÊNTICO, GENUÍNO, uma pessoa de fortes convicções democráticas, amiga sincera da liberdade e da Constituição. Porque só assim haveria a garantia de sua defesa e de sua realização, fossem quais fosses as circunstâncias políticas, sociais ou outras, internas ou externas. Mas também quero vestir esse fato, não o posso negar aqui perante vós.
Na verdade, Caras Amigas e Caros Amigos, os próximos tempos não se afiguram fáceis e risonhos. Estamos longe de sinais claros ou definitivos de que a crise internacional esteja no fim ou em sentido descendente; o país está obrigado a ter crescimento económico com aumento do emprego capaz de propiciar efectiva melhoria de vida dos cabo-verdianos e sustentar uma necessária e aceitável redução das desigualdades sociais e das assimetrias regionais (35 anos depois da independência, Cabo Verde precisa de se limitar a fazer «coisas bonitas», a satisfazer-se com posições «honrosas» em rankings mundiais ou regionais africanos, mas de dar «o salto qualitativo» que se traduza em condições económicas, sociais e culturais que propiciem efectiva melhoria da qualidade de vida de suas gente).Temos todos que assegurar que se concretizam os lindos e exigentes propósitos constitucionais de «realização da democracia económica, política, social e cultural e a construção de uma sociedade livre, justa e solidária»; a insegurança precisa, com urgência, de ser contida a níveis comunitariamente suportáveis, sob pena de inclusivamente fazer perigar a liberdade; reformas corajosas e inteligentes – institucionais, de mentalidades e de exigências, diria, mesmo, de responsabilização, devem ser introduzidas para que a confiança na justiça, suas instâncias e agentes seja reposta a níveis aceitáveis, o mesmo devendo acontecer no sistema de ensino; os jovens urgem por soluções que lhes tragam esperança no futuro e não confinem importantes segmentos deles a incertezas, marginalidade ou desemprego, sem que tal se confunda com «facilitismos» populistas ou potenciadores da ausência de responsabilidade.
Ninguém ignora ou pode relativizar os desafios, os riscos, as ameaças reais – para a segurança dos cidadãos, das instituições democráticas ou até para a coesão nacional ou social – favorecidos por fenómenos recentes como a criminalidade altamente organizada ou especialmente violenta, transnacional ou de origem interna, ou a corrupção, os tráficos, os ataques ambientais de dimensão muito relevante. Será necessário, para além de governo eficiente, imaginativo e capaz de políticas e soluções adequadas ou de outras instituições bem estruturadas e todas afeitas aos valores permanentes da democracia e do estado de direito, um Chefe de Estado capaz também de ser um incansável e lúcido moderador, um político experiente e sensato, um democrata convicto e um amigo incondicionado da Constituição e da Liberdade. Um PR capaz, pois, de contribuir, no estrito âmbito de suas competências – as «visíveis» e as menos «visíveis», mas todas inscritas ou decorrentes da Lei Fundamental – para que se encontrem respostas eficientes, práticas, racionais e inteligentes e não apenas as mais fáceis, as mais cómodas, as amiúde mais «atractivas» ou «populares», mas que podem ferir de morte o núcleo essencial e irredutível das liberdades e garantias, sem o qual já não estaríamos nem em Estado de democracia, nem em Estado de direito ou Estado constitucional.
Conheço perfeitamente as competências que a CRCV confere ao PR; estou bem ciente do modelo de sistema de governo que a lei fundamental instituiu e dos poderes que ela atribui aos outros órgãos do poder político, nomeadamente ao Governo; tenho, pois, noção segura de que a tarefa da governação cabe ao governo e não ao PR, ficando este com a complexa tarefa do exercício de uma magistratura de influência política e moral na sociedade e no sistema de poderes.

Um compromisso solene, firme e incondicionado com a Constituição exige e significa também o de um escrupuloso respeito pelas competências do governo e seus membros, mas não pode significar omissão ou fraqueza no exercício das próprias competências que a CRCV confere ao Presidente.
 Quem me conhece sabe bem que farei uma coisa e outra, que não serei um Presidente intruso nem um presidente omisso ou ausente.
Por tudo o que aqui vos disse quero dizer-vos a todos e a cada um de vós aqui presentes, mas a cada mulher e a cada homem de Cabo Verde, residentes no país ou no estrangeiro, e em primeira mão, que sou candidato a Presidente da República nas eleições próximas.
Se Deus quiser, com vida e saúde, serei candidato a PR em 2011. É a decisão que tomei com responsabilidade, sentido de compromisso com o país e com valores fundamentais como a liberdade, a democracia, o estado de direito e o bem-estar material, moral e espiritual dos cabo-verdianos.
Mas mais vos digo, com o mesmo sentido das coisas: com o vosso apoio, o vosso estímulo, e os de milhares e milhares de cabo-verdianos, dentro e fora do país, espero poder ser, a partir do trimestre final de 2011 o PR de cada um dos cabo-verdianos.
Serei um PR que, em primeira linha, garante o cumprimento da Constituição e favorece uma sua efectiva realização.
Serei seguramente um PR que estará na linha de frente da luta pela afirmação constante de uma sociedade e de um Estado fundados nas liberdades.
Serei um PR que tudo fará, em articulação e no respeito das competências dos demais órgãos do poder político, por que se realize, de forma progressiva mas efectiva, o princípio de igualdade de oportunidades entre ilhas, regiões e concelhos.
Serei um PR que promoverá, sem tibiezas, e no âmbito de seus poderes, nomeadamente os atinentes à promoção e defesa da democracia e da cidadania, a afirmação, a extensão e o reforço do poder local autónomo e democrático e o debate despreconceituado sobre o problema das regiões.
Serei um PR que, em qualquer circunstancialismo político, seja qual for o quadro político resultante de eleições livres e da vontade popular, pois, se norteará invariavelmente pelo seu papel de árbitro e moderador do sistema político no seu todo, e se pautará inequivocamente por critérios de equilíbrio e isenção e obediência à legalidade.
Contem comigo!
Conto convosco.
Obrigado a todos.
Praia, Achada Grande, 27 de Novembro de 2011 
por Jorge Carlos Almeida Fonseca 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mulher de 30 anos em corpo de bebé - JN

Mulher de 30 anos em corpo de bebé - JN

CV(Lusa):Arquipélago adopta plano estratégico de combate à sida até 2015, financiado pelo Fundo Global


PRAIA - O Comité de Coordenação de Luta contra a SIDA (CCS-SIDA) adotou hoje, na Praia, o Plano Nacional de Luta contra a Sida 2011-2015 (PENLS), financiado pelo Fundo Global em cerca de 8,9 milhões de euros.


Segundo a ministra da Juventude, Emprego e Valorização dos Recursos Humanos, Janira Hopffer Almada, que presidiu aos trabalhos do CCS-SIDA, a adoção formal do III PENLS com as propostas feitas na reunião de hoje cria as condições para a sua aprovação em sede de Conselho de Ministros.
Fazendo um balanço do combate à Sida no país, a governante admitiu que houve falhas e lacunas, mas reconheceu os avanços conseguidos desde 1986 e lembrou que a luta contra a Sida é de toda a sociedade, devendo ser assumida por todos os setores da sociedade civil.
O Plano Estratégico de Luta contra a Sida prevê até 2015, seis eixos fundamentais de atuação que abrangem gestão da informação estratégica sobre a situação e a dinâmica da epidemia, a prevenção da infeção, o tratamento e cuidados continuados, bem como a promoção de um ambiente ético e jurídico favorável.
Em termos de objetivos específicos, o coordenador do CCS SIDA avançou que o plano prevê a continuação da prevenção da transmissão vertical (de mãe para filho) da doença, a disponibilização gratuita dos medicamentos anti-retrovirais a todos os infetados que deles precisam, o reforço da prevenção tanto para a população em geral como para os grupos considerados de risco, além de trabalhar para que a segurança transfusional seja cada vez maior.
Para conseguir diminuir a taxa de prevalência, José António dos Reis assegurou que o CCS SIDA irá continuar a trabalhar na prevenção dos grupos mais vulneráveis e com comportamentos de risco como os profissionais do sexo e consumidores de droga.
"Pela primeira vez vamos iniciar um trabalho de despistagem e seguimento dos homossexuais que é um grupo do qual não temos quase nenhuma informação em Cabo Verde. Temos estado a trabalhar com esses sub-grupos, já que verificamos que há um aumento de novos casos em alguns sub-grupos, como os dos profissionais do sexo e dos usuários de droga. Em termos de população concentrada começamos já no dia 1 a despistagem nas cadeias de todo o país", explicou.
Segundo dados do CCS SIDA, a taxa de prevalência da Sida na população em geral é de 0,8%, sendo que nas grávidas regista uma percentagem de 0,5%, nos profissionais de sexo de 5,3% e nos consumidores de drogas 3,6%. O número de casos acumulados até 2010 é de 3.299, com 727 óbitos.
Mais de dois milhões e 300 mil preservativos foram distribuídos ao longo dos anos, sendo o tratamento antiretroviral também gratuito e acessível a todos os pacientes que reúnam as condições para isso.
O terceiro Plano Estratégico de Luta contra a Sida já tem financiamento garantido do Fundo Global, de 8,9 milhões de euros, que representam cerca de 80% do total orçamentado. Os restantes 20%, segundo José António dos Reis, deverão ser conseguidos junto dos parceiros internacionais.
CLI./Lusa/FIM

:.: Ronaldo em polémica com presidente do Atlético Madrid - Real Madrid - Jornal Record :.:

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Mundo - American Airlines suspende salários de 78 mil trabalhadores - RTP Noticias, Vídeo

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Mundo - Chanceler alemã reitera convicção da necessidade de modificar tratados - RTP Noticias

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Mundo - TPI emitiu mandado de prisão em nome de Gbagbo - RTP Noticias

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Mundo - Médico pessoal de Michael Jackson condenado a quatro anos de prisão - RTP Noticias

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No Egipto os Cristãos Coptas receiam que os seus direitos sejam ameaçados

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Europa envia forças para África

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CPLP quer força conjunta de manutenção de paz

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SOCIEDADE:O SONHO AMERICANO FICOU NA FRONTEIRA

A caminho dos Estados Unidos, muitas migrantes centro-americanas acabam trabalhando como prostitutas em bares mexicanos, usando o corpo como forma de pagamento - o chamado ‘bodycard’.

É uma triste realidade que, em alguns casos, representa uma opção real e até aceita, justificada pela cada vez mais difícil conquista do ‘sonho americano’.
Karen, antes de sair de Honduras, você havia escutado sobre o caminho, como era duro?
“Bom, sim. diziam -me que era muito perigoso, que havia ladrões… mas nunca imaginei que seria como foi.”
Fria, distante, como os que não querem recordar mas são obrigados, Karen relata a um assistente social no YouTube como foi violada pelo bando dos Zetas no México quando ia para os Estados Unidos.
Mãe de dois filhos e em busca de trabalho no país do norte, Karen  faz parte dos 75% das mulheres migrantes que não têm consciência dos riscos que terão que enfrentar durante o trajecto até os EUA. “No caminho, as mulheres estão expostas a qualquer tipo de abuso, não só das autoridades, mas também de pessoas dos lugares por onde passam, que vêm nelas dinheiro e também uma mercadoria sexual. Só este ano registamos 490 denúncias de violações sofridas pelas migrantes”, conta Gemayel Fuentes, do gabinete dos direitos humanos da Casa del Migrante Tecún Umán em San Marcos, Guatemala.
Contraceptivos
Os perigos a que se expõem as guatemaltecas, salvadorenhas e principalmente as hondurenhas são inumeráveis, e por isso algumas tentam tomar precauções de antemão. Quase resignadas ao facto de que serão violadas ou terão que utilizar o seu corpo como mercadoria, cada vez mais mulheres se submetem a tratamentos contraceptivos antes de iniciar a viagem. “Nosso médico aqui disse isso, que elas vêm com dispositivos vaginais ou com injecções de seis meses”, explica à Rádio Nederland o padre Flor Maria Rigani, da Casa Migrante Belén em Tapachula, México.
Diminuição da migração
Entretanto, “o número de migrantes para os Estados Unidos baixou devido à queda do mercado de trabalho norte-americano”, comenta o padre Rigani. “Além disso, o país  tornou-se mais xenófobo e os imigrantes decidem voltar porque, como me dizia um hondurenho que passou por aqui, nos Estados Unidos uma pessoa não morre tanto por uma bala, mas pela discriminação e solidão que faz com que você se sinta um animal asqueroso.”
Pagando com o ‘bodycard’
Estas razões explicam por que muitos migrantes centro-americanos decidem ficar no México. E as aspirações de alguns migrantes, sobretudo mulheres, tomam outro rumo. “Muitas mulheres já vêm com a ideia de se vender no México. Psicólogas que trabalham como voluntárias nos contaram que muitas mulheres usam o ‘bodycard’, quer dizer, não têm passaporte, não têm cartão de crédito, mas têm um corpo que vale como um cartão de crédito”, diz o sacerdote.
De que tipo de sociedade estamos falando quando alguém prefere sair de seu país e se prostituir, assumindo conscientemente este tipo de situação? Onde estão os limites da pobreza? “Acredito que a mulher não tem que chegar a isso, a vender seu corpo para sair da pobreza. Que alguns tabus caiam, estou de acordo, mas que se utilize a prostituição como válvula de escape, pessoalmente não estou de acordo”, opina o padre.
Informação e prevenção
A partir dos centros de atendimento ao migrante, tanto o padre Rigani como Gemayel Fuentes desempenham trabalhos fundamentais de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e saúde reprodutiva para quem decide continuar o caminho. “Para contribuir com a erradicação dessa problemática, damos três palestras ao dia para migrantes que estão hospedados na casa, explicamos os riscos e perigos da migração e como podem fazer valer seus direitos”, diz Fuentes. “Depois destas conversas nós também lhes damos alguns preservativos e fazemos exames de HIV. Mas não podemos fazer mais que isso, pois, mesmo que conheçam os riscos, vão de qualquer maneira”, diz o padre Rigani.
Um caminho que, como o de Karen, não é fácil, mas que lamentavelmente é justificado por uma simples esperança: um futuro melhor para elas e seus filhos.
Por Anna Karina Rosales e Marta Garrido
Foto:Internet

NL:HOLANDA NÃO QUER PAGAR PELO TPI

Irritações sobre nomeações. Problemas para conceder vistos para que testemunhas possam vir à Holanda. Aluguer que não será totalmente pago pela Holanda. 
A relação entre o Tribunal Penal Internacional e a Holanda esfriou-se.
HAIA-O município de Haia  apresenta-se pomposamente como “Capital Internacional da Paz e Justiça”. O Tribunal Penal Internacional é um dos cartões de apresentação, bem como o Tribunal para a antiga Jugoslávia, o do Líbano e o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas.
A Holanda quer o Tribunal no seu território, o que faz com que o país ganhe prestígio internacional, crie empregos e traga investimentos. Mas a relação entre o TPI e a Holanda esfriou-se nos últimos tempos. Dessa forma, a nomeação de um juiz holandês e de um secretário, como queria a Holanda, não aconteceram.
Acordos
E agora há disputas sobre as finanças. Quando o TPI foi fundado, em 2002, a Holanda  comprometeu-se a pagar o aluguer da sede durante dez anos, mas esse contrato está para vencer. O Ministério de Relações Exteriores deve fazer grandes cortes orçamentais e não parece querer assumir esse gasto. Isso causou irritação, disse ao jornal holandês, Trouw, Marc Dubuisson, um dos directores da CPI. Dubuisson declarou que “são realmente holandeses”, fazendo alusão à fama de avarentos que os holandeses têm.
Segundo esse ministério, a Holanda cumpre com o acordado e agora cabe aos 119 países que reconheceram o tribunal pagar o aluguer. O catedrático em direito internacional Göran Sluiter manifestou que, formalmente, a Holanda tem razão. Sluiter foi um dos observadores durante as negociações para a fundação do tribunal, que aconteceram em Roma. “No entanto, a Holanda insistiu em ter a sede do tribunal penal no seu território. Não acredito que o Japão e a Alemanha, os maiores contribuintes do orçamento do TPI, também queiram pagar o aluguer.”
No início, o Ministério das Relações Exteriores queria suspender o subsídio do aluguer  completamente, mas encontrou resistência no parlamento holandês. O Ministro de Relações Exteriores, Uri Rosenthal, deixou claro que, como bom anfitrião, a Holanda contribuirá.
Mudança
O TPI está alojada  num pequeno edifício de escritórios na periferia de Haia. Já esta planeada sua mudança para a Alexanderkazerne, região mais central. Mas esse antigo quartel estará pronto em 2015, renovado com um generoso empréstimo holandês de 200 milhões de euros. A área foi oferecida sem custo, o que deixa clara a vontade holandesa em manter o TPI no país.
Mas os problemas não se restringem ao aluguer. O director do TPI, Marc Dubuisson, queixa-se de que a Holanda põe dificuldades à entrega de vistos às testemunhas dos julgamentos. 
O Tribunal sustenta que às vezes necessitam-se trâmites urgentes, como quando uma testemunha corre perigo em seu país. No entanto, a Holanda não quer dar carta-branca ao Tribunal Internacional.

Crimes de guerra

Um dos processos que estão sendo julgados nesse momento é o de Germain Katanga, líder de uma das milícias do Congo, acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Para a defesa, os advogados de Katanga citaram a duas testemunhas que estavam presas em Kinshasa.
 Ao chegar na Holanda, ambos pediram asilo por temerem por suas vidas caso regressem à República Democrática do Congo. No entanto, até agora a Holanda não aceitou o pedido.
“A Holanda dificulta a entrada de pessoas que são realmente importantes para o desenvolvimento normal da justiça. Isso põe em perigo o funcionamento do Tribunal Penal Internacional”, manifestou o advogado dessas testemunhas, Göran Sluiter.

GB:ONU conta com governo ajuda cabo-verdiana para consolidar paz entre os guineenses

BISSAU-O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, disse hoje ao primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, que a sua instituição conta com o arquipélago para ajudar a consolidar a paz na Guiné-Bissau.

Joseph Mutaboba foi recebido hoje pelo primeiro-ministro cabo-verdiano e em declarações aos jornalistas afirmou ter transmitido a José Maria Neves a intenção da ONU em contar com a colaboração de Cabo Verde para o processo de consolidação da paz na Guiné-Bissau.
Para o responsável da ONU, Cabo Verde podia ajudar a Guiné-Bissau, nomeadamente no programa da reforma do setor de Defesa e Segurança, trazendo a sua experiência no domínio da segurança pública.
"Cabo Verde podia ajudar a Guiné-Bissau, por exemplo, na questão da segurança pública. Tem um sistema que funciona muito bem, a Guiné podia copiar esse sistema, porque fala a mesma língua que Cabo Verde, portanto seria fácil estudar e aplicar esse sistema aqui", notou Jospeh Mutaboba.

O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau disse ter aproveitado também a ocasião para abordar com José Maria Neves as "mudanças positivas" em curso na Guiné-Bissau, mas mesmo assim enfatizando ser necessário a continuação das ajudas dos "parceiros bem-intencionados".

"A partir de agora todo o nosso trabalho se deve virar para a mudança positiva e real da situação de vida dos guineenses. É nesse aspeto que contamos com os apoios dos parceiros bem-intencionados, como é o caso de Cabo verde, para nos ajudarem a prestar os apoios à Guiné-Bissau", sublinhou Mutaboba.

Segunda-feira passada José Maria Neves havia anunciado a intenção de Cabo Verde de contribuir financeiramente para o fundo de pensões dos soldados a serem desmobilizados das fileiras do exército, bem como dos veteranos de guerra.

O primeiro-ministro de Cabo Verde recebeu também hoje em audiência os embaixadores dos países da comunidade de língua portuguesa (CPLP) residentes em Bissau.

À saída da audiência, o embaixador de Portugal, António Ricoca Freire, disse terem aproveitado a oportunidade para analisar com o chefe do governo cabo-verdiano a situação atual da Guiné-Bissau e transmitir a perspetiva dos representantes da CPLP.
"O primeiro-ministro (de Cabo Verde), naturalmente, estará muito bem informado sobre o que se passa na Guiné-Bissau, mas espero que tenha sido muito bom para ele ter também a perspetiva dos embaixadores dos países da CPLP aqui no terreno", defendeu Ricoca Freire.

José Maria Neves cumpre hoje o penúltimo de cinco dias de visita à Guiné-Bissau. Na quarta-feira, assina acordos de cooperação com o governo guineense.

MB./Lusa/Fim

CV(ASemana):Maienses reivindicam cimenteira junto do Presidente da República

PRAIA-Um grupo de “jovens quadros” do Maio pediu ajuda ao Presidente da República para usar a magistratura de influência junto do governo de forma a que o executivo de José Maria Neves não leve a cimenteira para Santa Cruz e para que “acabe com o isolamento a que a ilha está" votada, segundo diz o porta-voz, João Dono.

Em pouco mais de meia hora, cinco cidadãos do Maio desabafaram ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, as “preocupações agravadas” dos habitantes “como o isolamento da ilha e a transferência da cimenteira da ilha do Maio para Santiago, para o concelho de Santa Cruz, sem nenhuma explicação viável”, como contou aos jornalistas o porta-voz.
João Dono revelou que o chefe de Estado lhes prometeu que “essa preocupação vai ser transmitida ao governo e que vai exercer o seu poder de influência, o que já é muito bom, para ver se o Maio começa, de facto, a tornar-se uma ilha desenvolvida e não esquecida pelo governo”.
Questionado pelos jornalistas sobre o projecto da cimenteira de Santa Cruz, João Dono é peremptório ao afirmar que “a questão central é que a matéria-prima, sendo a cimenteira em Santa Cruz, Maio, São Vicente ou Santo Antão, é sempre do Maio, ou seja, tira-se a matéria-prima do Maio para se levar para Santa Cruz o que vai acarretar mais custos”. “E porquê? Por que não fazê-la no Maio?”, interroga o também candidato à autarquia maiense.
Questionado sobre os eventuais prejuízos para a população, João Dono reage de imediato dizendo que “as pessoas de Santa Cruz não são mais resistentes que as do Maio” e se a questão é a o afastamento dos turistas, “então também os vai afastar em Santa Cruz”.
“Não há nenhum estudo, feito pelo governo, que diga que há esse problema, não diz que é prejudicial para o Turismo. Não nos foi apresentado nenhum estudo sobre a viabilidade económica na ilha do Maio, pode ter sido feito para outras ilhas mas para o Maio não foi com certeza. Nem há um estudo de impacto ambiental”, explica.
Confrontado sobre a existência de um estudo feito pelos privados que querem investir, João Dono reconhece que ele existe mas “é feito para Santa Cruz”. “Se o governo fez para o Maio desconhecemos e se existem vamos solicitá-los”, acrescenta.
João Dono adianta que para a semana vão pedir uma audiência ao governo, até porque “o investimento é privado mas quem faz a gestão do terreno é o governo, não o privado e quem tem poder em matérias em públicas é o governo e a matéria-prima em questão é matéria pública, não é privada, ou seja, a gestão tem de ser pública e sendo a matéria-prima do Maio a população maiense tem de ter uma palavra a dizer”.
Da mesma forma que têm uma palavra a dizer quando se sentem isolados porque, como dizem os “jovens quadros”, como se auto-intitularam, “o Maio está dotado a um isolamento total, neste momento, há duas ligações marítimas por mês para a ilha”. “Há quem não consiga comprar fiambre para o pequeno-almoço”, acrescentam.
IMN

CV:BCA facilita o acesso a seus produtos e serviços aos trabalhadores da CMP


A Câmara Municipal da Praia e o Banco Comercial do Atlântico assinaram dia, 25 de Novembro, um protocolo que visa estabelecer um compromisso de cooperação, através da disponibilização por parte do BCA à Câmara e aos seus funcionários, em condições preferenciais, um leque de serviços/produtos, sendo: linha de crédito habitação para funcionários da Câmara; linha de crédito para aquisição de viatura pessoal para funcionário da Câmara; linha de crédito ao consumo para funcionário da Câmara; cartão VISA para funcionário da Câmara com anuidade negociada; cartão VISA Corporate para Presidente e Vereadores, com isenção da primeira anuidade.
No acto, o Presidente da Câmara Municipal da Praia, Ulisses Correia e Silva, salientou a confiança que o BCA tem depositado nesta Câmara, especialmente aquando da emissão das obrigações municipais num valor relativamente alto, naquela que foi a primeira experiência do tipo em Cabo Verde. “O facto de o BCA ter acreditado e entrado em força nessa operação foi muito importante e, as operações que se seguiram também demonstram a relação de confiança que queremos conservar e continuar a ter”. E o protocolo assinado hoje “vem estreitar ainda mais as relações entre a CMP e o BCA”, conforme as palavras de Ulisses Correia e Silva.
Por outro lado, o edil da Praia aconselha aos trabalhadores da CMP a “tirarem maior proveito desta oportunidade criada através deste protocolo que vem trazer várias facilidades ”.
O presidente do Conselho de Administração do BCA, Antonio Joaquim de Sousa, que também falou no acto, frisou que “este protocolo é importante porque é dirigido às pessoas, aquilo que, de mais importante, ambas as instituições têm”, ainda, explicou que, com este protocolo ora rubricado, “é objectivo do BCA colocar à disposição dos trabalhadores da CMP os produtos e serviços a preços muito competitivos, considerando o perfil de cada um dos trabalhadores.”
O PCA daquela instituição financeira esclareceu que com esta parceria, a pretensão do BCA não é vender os seus produtos em primeira instância, “queremos sim é ajudar e contribuir para prestar a informação necessária e suficiente para as pessoas tomarem as decisões que têm de tomar na vida e na relação que têm com a banca. Chama-se isso, aconselhamento. Para nós é mais importante o aconselhamento que, no contexto deste protocolo, podemos dar aos trabalhadores da CMP do que o eventual relacionamento ao nível da venda dos produtos”.

País - Estudantes do ensino superior em protesto contra cortes no financiamento - RTP Noticias, Vídeo

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Mundo - Breivik não pode ser condenado por ataques de julho, dizem psiquiatras - RTP Noticias

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Mundo - American Airlines suspende salários de 78 mil trabalhadores - RTP Noticias, Vídeo

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Alemão apresenta queixa depois de Papa Bento XVI não ter usado cinto de segurança - Vida - Sol

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CV(Inforpress):Titina Rodrigues homenageada hoje em Lisboa pelos seus cinquenta anos de carreira artística

PRAIA- A cantora cabo-verdiana Titina Rodrigues será hoje homenageada em Lisboa, no Teatro Tivoli, pela Associação dos Cabo-verdianos (ACV) em Portugal. 

Segundo o presidente da ACV Rui Machado, numa divulgação do site , o tributo prestado à Titina “é mais do que merecida”, pois, a cantora, apesar estar na música há mais de cinco décadas, nunca foi alvo de nenhuma homenagem.

O concerto de homenagem à Titina Rodrigues vai reunir músicos como Bana, Tito Paris, Dany Silva, Zezé Barbosa, Leonel Almeida, Ana Firmino, Luís Fortes, Juary Livramento, Joceline Medina, Alexande Delgado e Coimbra.

Titina será acompanhada por uma banda formada por Humberto Ramos, no piano; Miroca Paris, na percussão; Adérito Pontes no violão; Djudjuty Alves no cavaquinho, Ivan Gomes na guitarra, e Costa Neto, no baixo.

Durante os cinquenta anos da sua carreira, Titina Rodrigues gravou três singles, o último dos quais em 1980, e colaborou em outros CD.

Em 2001, participou com seis canções num trabalho discográfico juntamente com outros artistas sobre o tema “Lisboa nos Cantares Cabo-Verdianos”, e em 2000 participou em mais um trabalho discográfico intitulado “Música de Intervenção Cabo-Verdiana”.
Participou, em 2002, no trabalho discográfico “Cabo Verde canta a CPLP”, que aborda o tema da emigração cabo-verdiana para os PALOPS, e em 2006 integrou no trabalho discográfico “Cânticos Crioulos ao Mar”. PC
Inforpress/Fim 

Angola: Malária diminui 50%

Angola: Malária diminui 50%

Guiné-Bissau/Cabo Verde: Países acordam realização de cimeiras de dois em dois anos


BISSAU-Os governos da Guiné-Bissau e Cabo Verde vão institucionalizar a realização de cimeiras de dois em dois anos, alternadamente em cada país, anunciou hoje em Bissau o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves. 

José Maria Neves cumpre hoje o terceiro dia de uma visita de cinco à Guiné-Bissau com encontros com empresários e políticos. Durante a manhã encontrou-se com o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, a quem reafirmou que Cabo Verde tem uma imensa dívida para com o povo da Guiné-Bissau. 
Apelidando de "histórica" a visita à Guiné-Bissau, José Maria Neves disse que se hoje em Cabo Verde se fala da democracia, liberdade e desenvolvimento é porque "houve gente que deu o seu suor, as suas lágrimas, a sua própria vida, houve heróis da Guiné-Bissau e gente anónima que contribuíram para que isto pudesse acontecer". 
"Por mais que façamos será impossível poder pagar esta nossa grande dívida", disse, acrescentando: "Por isso a Guiné-Bissau pode contar com toda a amizade, com toda a solidariedade do povo de Cabo Verde, do governo de Cabo Verde". 
Carlos Gomes Júnior respondeu que a dívida é recíproca, porque também houve combatentes de Cabo Verde que participaram na luta de libertação dos dois países. Mas o que mais emocionou Carlos Gomes Júnior foi o anúncio de José Maria Neves de que Cabo Verde iria contribuir para a reforma das forças de segurança, dando dinheiro para um fundo de pensões para militares que está a ser criado. 
À frente de delegações dos dois governos, José Maria Neves e Carlos Gomes Júnior garantiram que Cabo Verde e Guiné-Bissau vão cooperar muito mais daqui para o futuro e praticamente em todos os domínios. 
José Maria Neves falou de "concertação" em áreas como a governação eletrónica, segurança social, reforma do Estado, formação profissional, transportes ou agricultura, disse que os dois países querem criar condições para que as empresas possam fazer negócios em áreas como o turismo, a agricultura ou as pescas, e sugeriu mais transportes aéreos e marítimos entre os dois países. 
José Maria Neves quer ter já no próximo ano em Cabo Verde pescado da Guiné-Bissau e quer em parceria desenvolver o agronegócio na Guiné-Bissau. A isso respondeu Carlos Gomes Júnior: "ambicionamos poder fornecer uma boa parte dos alimentos procurados hoje em Cabo Verde". E acrescentou que acordos nos domínios dos transportes aéreos e marítimos são fundamentais. 
A cultura também não foi esquecida, com José Maria Neves a falar de mais cooperação, nomeadamente na área do património relacionado com a luta de libertação, e com Carlos Gomes Júnior a considerar imperioso "por gente a trabalhar" nessa área. 
"Cabo Verde e Guiné-Bissau poderão organizar periodicamente feiras da cultura, feiras da música, feiras do artesanato, do livro, há muitas coisas que podemos fazer em comum", disse o primeiro-ministro de Cabo Verde. 
Carlos Gomes Júnior lembrou ainda que a Guiné-Bissau tem madeira e potencialidades na agricultura e na mineração e que eventualmente tem petróleo, e garantiu que a vontade de cooperação é grande e que o governo está aberto a "tudo fazer para propiciar aos investidores cabo-verdianos toda a segurança nos seus investimentos". 
E a tudo isso respondeu José Maria Neves: "Há uma imensidão de oportunidades para que os nossos dois países possam trabalhar conjuntamente e há uma grande disponibilidade, grande vontade política, em poder trabalhar com o governo da Guiné-Bissau".
Bissau, 28 novembro
Inforpress/Lusa 

CV(RTC):Falantes do português devem ter os instrumentos para usarem a língua com maior capacidade, Gilván Oliveira

PRAIA-Para a consecução deste objectivo, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), realiza desde ontem, na sua sede, na Capital, um colóquio sobre a língua portuguesa nas diásporas.
Os mais de 7 milhões de cidadãos que falam o português nos quatro cantos do mundo devem ter os instrumentos que lhes permitam usar esta língua com maior capacidade e desenvoltura.
Para a consecução deste objectivo, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), realiza desde ontem, na sua sede, na Capital, um colóquio sobre a língua portuguesa nas diásporas.
O presidente do IILP, Gilván de Oliveira, considera que a reunião da Praia vai contribuir para que as políticas linguísticas de cada País da CPLP sejam menos isoladas. No final do colóquio, os 15 especialistas deverão aprovar aquilo que Oliveira chama de Carta da Praia.
O presidente do IILP tem consciência de que muitos cidadãos da CPLP vêm perdendo a língua portuguesa, ao mesmo tempo que se ganham outros falantes.
Ante esta realidade multilingue, Gilván Oliveira defende uma actuação mais eficaz do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.
http://www.rtc.cv/index.php?paginas=21&id_cod=3509

Mundo - José Maria Neves promete embaixada em Bissau - RTP Noticias

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Quénia emite mandado de captura contra Presidente sudanês - Mundo - PUBLICO.PT

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O que é ser património imaterial da UNESCO? - Cultura - PUBLICO.PT

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Mundo - Corpo de engenheiro assassinado em Moçambique chegou a Belo Horizonte - RTP Noticias

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Mundo - Missões de paz da ONU na África Ocidental querem rapidez na reforma das forças de segurança - RTP Noticias

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Suposta preparação de fraude eleitoral pela FRELIMO agita Norte de Moçambique

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Mudanças Climatéricas, Poucas Esperanças de Renovação do Protocolo de Quioto

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Alcoolismo: uma urgência nacional-Por Jorge Carlos Fonseca PR de Cabo Verde

Intervenção em sessão organizada pela ACPA - «Alcoolismo - Urgência nacional» - Dia 10 Novembro 2011.
Entre a globalização e a cultura
Exmo. Sr. Presidente da Associação Cabo-verdiana de Prevenção do Alcoolismo
Exmo. Sr. Representante da OMS
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Geral da Associação Cabo-verdiana de Prevenção do alcoolismo
Exmos. Srs. Membros do grupo terapêutico do Hospital Agostinho Neto
Minhas senhoras, meus senhores
Prezados jovens
Sinto-me profundamente honrado pelo convite da Associação Cabo-verdiana para a Prevenção do Alcoolismo em Cabo Verde para presidir este evento que tem por objectivo contribuir para uma reflexão em torno de uma problemática - o alcoolismo - com propriedade e justiça considerada uma urgência nacional.
Aproveito a oportunidade para desejar os maiores sucessos à associação e manifesto, desde já, toda a minha disponibilidade de cooperação, bem assim a da Presidência da República na extensão, aprofundamento e aprimoramento das medidas de prevenção e combate do alcoolismo.
O problema do alcoolismo converteu-se num dos fenómenos sociais mais generalizados das últimas décadas, tanto nos países do norte como do sul, e com força crescente em Cabo verde, onde é e deve continuar a ser fonte
de preocupação, não só das autoridades, como de toda a sociedade. Governo, associações e famílias devem assumir suas responsabilidades nesta matéria, desde a rua ao espaço privado.
Minhas senhoras e meus senhores,
Os tempos de hoje caracterizam-se por processos que tendem a generalizar-se e que se manifestam através de comportamentos que se estendem pelos quatro cantos do globo, ainda que assumindo características locais que os podem singularizar.
Geralmente a ideia do mundo como uma aldeia global refere-se a aspectos económicos, financeiros e ecológicos que, de forma mais ou menos clara, revelam no dia-a-dia a interdependência planetária.
Essa expressão também poderá, até certo ponto, alargar-se à esfera comportamental, uma vez que diferentes comportamentos tendem a generalizar-se, possivelmente como fruto do grande intercâmbio humano.
Assim, tanto aspectos positivos como negativos tendem a disseminar-se. A solidariedade é, sem dúvida, um desses aspectos positivos que muito se tem desenvolvido ao nível global. Importantes movimentos em torno de questões humanitárias, políticas e culturais têm conhecido importantes desenvolvimentos, mobilizando milhares de pessoas de todos os continentes em torno de causas diversas, mas sempre de grande conteúdo e sentido humanista.
Infelizmente, determinadas condutas inadequadas também tendem a expandir-se, como sejam os comportamentos violentos, especialmente no seio da juventude e o uso de substâncias psicoativas.
Essas substâncias sempre fizeram parte da vida das pessoas. O homem sempre teve necessidade de alterar o seu estado de consciência, como forma de se aproximar do divino ou como uma maneira de fugir das tensões do dia-a-dia.
Existem registos muito antigos desse uso. O álcool era considerado uma dádiva dos deuses: Osiris deu-o aos egípcios, Dionísio aos gregos e Noé aos hebreus.
Contudo, o facto de o início desse consumo se perder na noite dos tempos, não significa que ele não seja moldado pelas circunstâncias e pelas sociedades. Hoje, convém realçar que o que marca a relação com as bebidas alcoólicas é o facto de se ter perdido o controlo social do seu consumo.
Inicialmente esse controlo era assegurado por entidades religiosas ou ligadas à medicina. A perda desse controlo abriu as portas ao consumo danoso para a pessoa e muitas vezes para a família, e com fortes reflexos na sociedade. Actualmente o uso abusivo de álcool é considerado uma verdadeira epidemia à escala mundial.
Minhas senhoras e meus senhores,
Como a questão do álcool se apresenta a nível mundial?
A OMS considera o alcoolismo um dos mais graves problemas de saúde a nível mundial e calcula que, anualmente, cerca de 2,5 milhões de pessoas morram por causa do álcool, enquanto, aproximadamente, 200.000 pessoas faleçam devido ao uso de drogas ilícitas.
Paradoxalmente, os investimentos na luta contra o alcoolismo são pouco relevantes a nível internacional, provavelmente devido a poderosas razões de ordem económica e política, a que se associam elementos de ordem cultural.
Essa realidade mantém-se mesmo quando se sabe que os prejuízos causados pelo alcoolismo podem ser muito mais elevados do que os benefícios provenientes das actividades económicas em torno da sua produção e distribuição. Na União Europeia, por exemplo, pensa-se que as despesas realizadas para fazer face às consequenciais directas e indirectas do alcoolismo são cinco vezes superiores a esses benefícios.
As preocupações com as drogas ilícitas são muitíssimo maiores. Não obstante os grandes males que o uso abusivo de álcool provoca, esse consumo beneficia de grande tolerância social, exceptuando os países muçulmanos, o que dificulta de forma muito significativa a adopção de atitudes mais adequadas para enfrentar o problema.
Infelizmente, as consequências do consumo excessivo de bebidas alcoólicas são, como sabemos, altamente prejudiciais, pois o etanol atinge o sistema nervoso central, provocando alterações de comportamento, e, ao ser ingerido em excesso, provoca danos em quase todo o nosso organismo.
Para além desse efeito, absentismo laboral e perda de emprego, alteração de comportamento, violência, acidentes de trânsito ou de trabalho e problemas familiares, são consequências muito comuns do uso abusivo de álcool.
Ao mesmo tempo, o alcoolismo é uma doença de tal ordem que, apesar destas graves consequências, as pessoa têm muita dificuldade em parar de beber sem ajuda.
Minhas senhoras e meus senhores,
Quando abordamos o uso de álcool numa perspectiva ampla e histórica, não pretendemos com isso justificar a situação de Cabo Verde, mas situar o problema em toda a sua complexidade para que as soluções a serem procuradas tenham em conta a problemática em toda a sua dimensão.
É fundamental compreender os aspectos essenciais da doença para que ela possa ser encarada de forma adequada e sistemática.
Qual a situação de Cabo Verde?
Em Cabo Verde o uso de bebidas alcoólicas terá começado com a colonização que introduziu o milho e a cana sacarina, matéria-prima para a produção da aguardente, ao qual foi-se associando o consumo de outras bebidas como o vinho e a cerveja.
Admite-se que, para além do tabaco, o álcool tenha sido praticamente a única substancia psicocoativa utilizada em Cabo Verde até meados da década de setenta do século passado. A partir dessa altura a cannabis e outras drogas ilícitas terão sido introduzidas, mas o consumo de álcool sempre foi preponderante.
A penetração da aguardente na sociedade cabo-verdiana foi de tal ordem que mesmo durante a crise agrícola dos anos sessenta, com redução da produção de cana sacarina, a oferta de aguardente e similares não foi afectada. Lançou-se, também, mão da produção de aguardente de açúcar, cada vez mais importante, e da importação.
É muito provável que a introdução precoce da cana em Cabo Verde esteja associada à grande ligação da nossa cultura à aguardente. Na realidade, em praticamente todas as situações importantes, alegres ou tristes, o consumo de bebida alcoólica é praticamente obrigatório. Na tristeza, e na alegria, no nascimento e na morte, a propósito de tudo e de nada.
Aceitar esta realidade de ligação hábitos e atitudes culturalmente radicados, em boa medida, no nosso de estar, não significa justificar o seu consumo e muito menos o consumo abusivo. Pretende-se, sim, reconhecer uma complexa realidade com a qual se terá de lidar.
O que está inserido ou se mostra atinente à cultura, à tradição ou aos hábitos não tem que ser bom ou isento de riscos em qualquer circunstância. Existem elementos culturais positivos, muito positivos ou bons, a par de outros menos positivos ou francamente negativos, independentemente do papel que possam desempenhar nas dinâmicas culturais.
Não é pelo facto do álcool ter forte presença na cultura cabo-verdiana que se deve ignorar o risco que ele representa. Deve-se, pois, ter a consciência de que o facto de existir uma ligação muito forte entre a cultura e o álcool dificulta e condiciona a compreensão e assunção dos males que o álcool pode causar e a necessidade de abstinência em várias situações.
Minhas senhoras e meus senhores,
A produção e importação de bebidas alcoólicas têm aumentado de forma significativa em Cabo Verde, acontecendo o mesmo com a produção local de cerveja e vinho. Em 2007, a importação dessas bebidas rondou os 100 milhões de dólares. Nesse mesmo ano o alcoolismo foi a segunda causa de internamento psiquiátrico na Praia.
Se a produção de vinho, cerveja e parte da aguardente obedece a padrões aceitáveis de qualidade, o mesmo não se pode dizer de uma parte da produção de aguardente. Sérios problemas higiénicos com a utilização de substâncias altamente prejudicais para a saúde, como detergente e ácido sulfúrico, utilizadas para acelerar a fermentação, têm sido detectados.
Dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que " os cabo-verdianos reservam igual montante do orçamento familiar para a saúde e para as bebidas alcoólicas, que representam o dobro do que gastam em educação.”
O Instituto Nacional de Previdência Social anuncia que cada vez mais a sociedade cabo-verdiana vem sentindo o impacto do uso exagerado do álcool, o que se reflecte em acidentes, no absentismo ao trabalho, na saúde e no desemprego.
Estudos do Ministério da Saúde e de outras fontes apontam o alcoolismo como um dos maiores problemas de saúde pública. Ele figura entre as principais causas de morbilidade e mortalidade.
Os internamentos psiquiátricos aumentam sem cessar, a participação das mulheres no consumo e nos internamentos tem crescido e, cada vez mais, a idade de início de consumo reduz-se.
A relação entre o uso excessivo de álcool, acidentes de viação e a violência, com destaque para a violência baseada no género, é cada vez mais evidente.
O sofrimento que o alcoolismo vem causando num número apreciável de famílias, as grandes repercussões ao nível do trabalho, da saúde das pessoas e do desenvolvimento da juventude, fazem com que ele seja considerado, de modo apropriado, uma urgência nacional.
Assim, torna-se imperioso que um grande esforço seja realizado a nível nacional para fazer face a esta problemática que ameaça corroer os alicerces da nossa sociedade.
É de vital importância que a questão do alcoolismo seja encarada como prioridade nacional, como um problema social, colectivo, uma questão de saúde pública em relação à qual devem ser preparadas e desenvolvidas políticas públicas eficazes, em matéria de prevenção e tratamento.
Este esforço deverá abranger as áreas da educação, da prevenção, da legislação e regulamentação, do controlo da produção, dos preços das bebidas alcoólicas, da publicidade, bem como do tratamento e da reinserção social.
A educação é fundamental para que os cidadãos possam ter consciência dos problemas que o uso de álcool pode acarretar de forma a poderem realizar escolhas conscientes.
Embora não se defenda qualquer tipo de “lei seca” não se deve descuidar o facto de que “sem álcool, não há alcoolismo”, e que é imperioso evitar sua excessiva presença, sobretudo, entre a população juvenil, facilmente susceptível aos apelos publicitários e às sensações e tentações provocadas pelo álcool.
As empresas e demais entidades empregadoras poderão também ter uma actuação de grande relevo nesta matéria, ao considerarem o alcoolismo como uma doença que deve ser prevenida e tratada, desenvolvendo acções de prevenção e encaminhando os possíveis doentes para tratamento.
Diversas instituições têm um papel determinante nesta matéria, em especial as das áreas da saúde, educação e juventude, e estimulo todos os cabo-verdianos, especialmente as igrejas e organizações da sociedade civil, a juntarem os seus esforços a essas entidades no sentido de se constituir um poderoso movimento que tenha como objectivo a luta contra o alcoolismo. A prevenção e o tratamento do alcoolismo em Cabo Verde são actividades que exigem empenho sério e decidido de toda sociedade cabo-verdiana.
Esta iniciativa da Associação Cabo-verdiana para a Prevenção do Alcoolismo, de alertar para o facto de o alcoolismo constituir em Cabo Verde uma urgência nacional, merece toda a nossa solidariedade e todo o nosso empenho. A Associação tem em nós e na Presidência da República um parceiro certo.
Para finalizar, gostaria de endereçar uma mensagem muito especial aos membros do grupo terapêutico do Hospital Agostinho Neto que deixaram aqui seus testemunhos de determinação na luta contra a doença, cujo tratamento demonstraram ser possível, e a consciência clara de que a preocupação com o alcoolismo e seus malefícios é um imperativo com carácter de urgência.
Muito obrigado.
por Jorge Carlos Almeida Fonseca a Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011
https://www.facebook.com/notes/jorge-carlos-almeida-fonseca/interven%C3%A7%C3%A3o-em-sess%C3%A3o-organizada-pela-acpa-alcoolismo-urg%C3%AAncia-nacional-dia-10-n/127062087402382

Holanda-Brasil: relações bilaterais ainda podem melhorar

RIO DE JANEIRO-O ministro Henk Bleker, da Agricultura e Comércio Exterior, abriu nesta segunda-feira no Rio de Janeiro um seminário sobre oportunidades e negócios entre Holanda e Brasil. Bleker veio acompanhado de um grupo de quarenta empresários e também se reuniu com empreendedodores holandeses estebelecidos no Brasil. Pela primeira vez no país, o ministro ainda aproveitou a passagem pelo Rio para conhecer o estádio do Maracanã, onde será realizada a final da Copa de 2014.
O principal objetivo do seminário era a aproximação de empresas holandesas do mercado brasileiro e a proposta de que para as empresas brasileiras pode ser interessante abordar o mercado europeu através da Holanda. Também foi orgnizada uma rodada de negociações pré-agendadas para empresários brasileiros e holandeses interessados em firmar parcerias.
De acordo com Bleker, a área que oferece maior oportunidade de crescimento nos próximos anos nas relações comerciais entre Holanda e Brasil é o setor de energia:
“Exploração de gás e petróleo offshore e energia sustentável. E em segundo lugar, tudo o que tem a ver com transporte e o setor de logística, portos e desenvolvimento de portos. Estes são setores muito importantes. Também podemos aprender muito uns com os outros no setor de alimentos. O Brasil ja está bastante adiantado nisso, mas podemos trabalhar juntos, cooperando para chegar a um nível mais elevado”, acredita Bleker.
Diplomacia econômica
Para reforçar a diplomacia econômica entre os dois países, a Holanda estará abrindo nos próximos meses três escritórios – em São Paulo, Rio e Brasília – para atender empresas que queiram iniciar negócios no Brasil e vice-versa.
Amanhã, o ministro também assina um Memorandum of Understanding com o Brasil na área de ciência e tecnologia. O documento representa uma ação no mais alto nível político para intensificar a cooperação neste setor.
“Isso significa que faculdades e universidades técnicas na Holanda e no Brasil poderão, com o apoio do governo, trabalhar em conjunto e criar programas de formação científica em determinados terrenos, como o de energia sustentável”, comenta Henk Bleker.
Relações mais duradouras
Brasil e Holanda têm ótimas relações comerciais. Há anos a Holanda aperece entre os três maiores investidores no país, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Mas alguns pontos podem ser trabalhados para que estas relações se tornem ainda melhores.
“Acho que ainda temos que fazer nosso melhor na Holanda para deixar claro para as empresas holandesas que há uma perspectiva real de crescimento no Brasil e que nós temos que estar presentes. Esta é uma fase crucial para o Brasil e nos próximos dez anos haverá programas significativos de investimentos em diversos campos. Esse é um lado da medalha. Por outro lado, temos que procurar fazer com que as relações sejam duradouras. Uma das preocupações que as empresas holandesas têm agora é que a cooperação às vezes é de curta duração, para projetos específicos, e elas prefeririam manter relações duradouras com empresas locais no Brasil. Então temos dever de casa para os dois países”, conclui o ministro.
Por Mariângela Guimarães (Foto: MG)
http://www.rnw.nl/portugues/article/holanda-brasil-rela%C3%A7%C3%B5es-bilaterais-ainda-podem-melhorar

CV(Inforpress):RESULTADOS DOS JOGOS DO ÚLTIMO FIM DE SEMANA

Futebol/Regional Santiago Norte: Benfica de Santa Cruz inicia defesa do título a vencer
A equipa de Benfica de Santa Cruz venceu ontem a formação de Beira-Mar do Tarrafal, por duas bolas a uma, no jogo a contar para a primeira jornada do Regional Santiago Norte do grupo B.
O campeão em título entrou em jogo mostrando um ritmo muito baixo. Aos 36 minutos os tarrafalenses inauguraram o marcador do municipal “25 de Julho”por intermédio de Hadji, aproveitando uma desatenção da defesa dos encarnados.
No segundo tempo, o timoneiro António Silvino Pinto mexeu na equipa tirando o médio defensivo Geja para entrar o avançado Evandro dando mais dinâmica ofensiva à equipa.
Mas foram os defesas a provocarem o reviravolta. Aos 72 minutos, Nito cabeceia para o golo do empate e Nesta faz o 2-1, na cobrança de um pontapé de livre aos 76 minutos.
Na outra partida realizada ontem do grupo B, a formação Flor Jovem da Calheta perde em casa por 2-1 frente às Estrelas dos Amadores do Tarrafal.
No grupo A, o AJAX foi vencer em Assomada o Desportivo de Nhagar por 2-0.
No sábado, no grupo A, a equipa do Desportivo da Calheta recebeu e venceu o Barcelona do Tarrafal, enquanto no grupo B o Real Júnior bateu Varandinha por 1-0.
O jogo entre as equipas de São Lourenço e Desportivo de Assomada foi adiado por falta de condições do campo de São Lourenço dos Órgãos.
Para a próxima jornada, no grupo A, o AJAX recebe o Desportivo de Santa Cruz e o Barcelona do Tarrafal recebe a formação de São Lourenço. O Desportivo da Calheta visita o terreno do Desportivo de Assomada.
Uma vez que as equipas estão divididas em dois grupos de sete, o Desportivo de Nhagar fica isento nesta segunda jornada.
No grupo B, a equipa Flor Jovem da Calheta recebe o Real Júnior do Tarrafal e o Scorpion de Santa Cruz jogo com o Benfica de Santa Cruz. Estrelas dos Amadores defrontam Varandinha, enquanto Beira-mar fica isento.
São Vicente: Batuque vence São Pedro e mantém condição de líder do Torneio de Abertura

O Batuque continua a liderar o Torneio de Abertura de São Vicente, em futebol, após vencer o São Pedro por 1-0, sábado, em jogo a contar para a 5ª jornada da prova.
A equipa axadrezada soma agora 10 pontos, os mesmos de Mindelense e Derby, que igualmente triunfaram nos seus jogos da 5ª jornada. O Mindelense derrotou o Ponta de Pom por 2-0, ao passo que o Derby venceu Falcões do Norte por 1-0.
Batuque, Mindelense e Derby somam o mesmo número de pontos, 10, mas o Batuque lidera devido à melhor diferença de golos marcados e sofridos (6-2), contra 6-3 do Mindelense e 4-2 do Derby.
No jogo que encerrou a 5ª jornada, Amarante e Académica empataram a um golo.
Resultados completos da 5ª jornada: Derby 1 Falcões do Norte 0, Batuque 1 São Pedro 0, Mindelense 2 Ponta de Pom 0 e Académica 0 Amarante 0.
Na classificação, Batuque, Mindelense e Derby têm 10 pontos, São Pedro e Académica somam seis pontos, Amarante têm agora cinco pontos, Ponta de Pom, quatro, e Falcões do Norte é último da tabela classificativa com três pontos.
Santo Antão Norte: Paulense mantém liderança da classificação do torneio de abertura

O Paulense mantém-se na liderança da classificação do torneio de abertura da época futebolística na zona norte de Santo Antão com os mesmos seis pontos que o Solpontense, beneficiando do seu melhor “goal average”.
O Solpontense venceu o seu jogo de sábado frente ao Sinagoga por 1-0, com um golo de Nadir aos 90 minutos, e igualou os pontos do Paulense.
O campeão em título, o Rosariense, não consegue descolar-se dos últimos lugares da classificação e conseguiu o seu primeiro ponto ao empatar a zero com o Foguetões.
Com este resultado, o Paulense beneficia do seu melhor “goal average” para se manter na liderança da prova com os mesmos seis pontos que o Solpontense, segundo classificado, o Foguetões vem em terceiro lugar com quatro pontos, o Rosariense está no quinto com um ponto e o Sinagoga ainda não pontuou.
Na próxima jornada serão disputados os jogos Paulense/Foguetões e Solpontense/Rosariense. O Sinagoga fica isento.
São Nicolau: Ultramarina vence e assume liderança do Torneio de Abertura
 O Futebol Clube Ultramarina venceu o Futebol Clube Belo Horizonte por três bolas a zero e assume a liderança do Torneio de Abertura.
O S.C. Atlético iguala a pontuação na tabela classificativa com o C. D. Ribeira Brava no fim-de-semana em que se jogou a jornada cinco do campeonato.
Nos jogos disputados este fim-de-semana no Estádio Municipal Dideus, na cidade da Ribeira Brava, e no Estádio Municipal Orlando Rodrigues, na cidade do Tarrafal, a tabela classificativa do Torneio de Abertura sofreu algumas alterações:
Tabela classificativa:
1º - F.C. Ultramarina – 13 pontos;
2º - F.C.B. Horizonte – 10 pontos;
3º - C.D.R. Brava – 10 pontos;
4º - S.C. Atlético – 8 pontos;
5º - Académica – 4 pontos;
6º - F.C.P. Branca – 4 pontos;
7º - F.C. Talho – 3 pontos;
8º - AJAT-SN – 3 pontos.
Jogos da próxima jornada, a sexta, prevista para os dias 3 e 4 de Dezembro:
AJAT-SN x F.C. Talho; F.C. Ultramarina x C.D.R. Brava; Académica x F.C.B. Horizonte; S.C. Atlético x F.C.P. Branca.
Brava: Sporting empata com o Morabeza e continua à frente do torneio de abertura
 O Sporting empatou a três bolas com o Morabeza hoje na terceira jornada do torneio de abertura no estádio Aquiles d’ Oliveira e conserva o primeiro lugar da prova.
Os golos da equipa do Sporting foram marcados por Zé aos 9 minutos, Deo aos 50 e Nelson aos 93, enquanto os do Morabeza foram apontados por Toy aos 36 e 76 minutos e Zé Lito aos 51 minutos.
No primeiro jogo da tarde, o Juventude venceu o Académica por três bolas a duas. Os golos do Juventude foram marcados por Kalu aos 30 e 56 minutos e Douglas aos 47. Os do Académica foram apontados por Tchacula aos 66 minutos e Anildo aos 88.
A quarta jornada do torneio de abertura continua no sábado, 3 de Dezembro, com o jogo entre o No Pintcha – Académica e no domingo, 4, com os jogos entre o Coroa – Morabeza, Juventude – Sporting. O Benfica fica de fora.
Foto:Asemana.cv
Fonte:Sapo.cv/Inforpress.cv

Freitas critica "ditadura" franco-alemã de "Mercozy" - Economia - DN

Freitas critica "ditadura" franco-alemã de "Mercozy" - Economia - DN

CV(Inforpress):Fábrica de queijo de Bolona encerra as portas por falta de sustentabilidade


PORTO NOVO - A fábrica de queijo de Bolona, na zona Norte do Porto Novo, que começou a operar em 2002, acaba de ser encerrada por falta de sustentabilidade, soube a Inforpress junto da responsável do projecto, Viviane Lopes.
Vivine Lopes explicou que o projecto de Bolona, financiado pela cooperação italiana em um milhão e 240 mil euros, decidiu reorientar seu os objectivos, apostando, a partir de agora, na formação dos criadores a nível da higiene alimentar e para poderem também melhorar a criação do gado caprino.
A partir de agora, em vez de utilizarem a fábrica, os 45 criadores de gado abrangidos pelo projecto passam a produzir o queijo através do processo tradicional, em casa, e o projecto disponibiliza os materiais para auxiliar na produção e os equipamentos de frio para a conservação do queijo.
O funcionamento da fábrica de queijo de Bolona, com capacidade de produção de 180 quilos de queijo por dia, foi marcado ao longo desses anos por vários problemas, de entre os quais se destacam as constantes avarias nos equipamentos e falta de matéria-prima (leite).
Apesar dos problemas, o queijo produzido pela fábrica de Bolona estava a conquistar o mercado, sobretudo santantonense.
Viviane Lopes explicou que a formação dos criadores já começou, sendo objectivo reforçar a capacidade dos da classe visando a melhoria do processo de criação do gado e de produção do queijo.
O queijo tradicional que se produz na zona Norte do Porto Novo tem a chancela de património mundial do gosto, atribuída pela Fundação Slow Food, com sede em Itália, em 2007, na sequência de vários testes de avaliação a que foi submetido.
Nesse ano, o queijo da zona Norte do Porto Novo esteve presente a feira internacional do queijo, em Itália, visitada por mais de 200 mil pessoas.
JM/Inforpress/Fim