quarta-feira, 28 de março de 2012

CV(Liberal):PARLAMENTO É MUITO VIRADO PARA O FOLCLORE

Entrevista com Emanuel Barbosa A política deve ser feita em todo lado, não se deve circunscrever à Assembleia Nacional. O deputado pelo círculo da Europa e Resto do Mundo - e líder da Região Política de Portugal do MpD - está a marcar a diferença e a afirmar-se como uma das vozes emergentes do universo ventoinha Praia, 26 de Março 2012 – A fazer 43 anos, Emanuel Barbosa é talvez dos poucos parlamentares que não precisa da política para nada. Com uma vida profissional bem construída em Portugal, onde reside, o deputado do Movimento para a Democracia (MpD) pelo currículo da Europa e Resto do Mundo tem vindo a dar sinais claros que tem da actividade política uma visão bem diferente dos seus pares, erguendo de longa letargia o seu partido na Região Política de Portugal. Líder local do MpD, Barbosa ambiciona transformá-lo na primeira força da diáspora cabo-verdiana em solo luso e é, cada vez mais, um nome conhecido da comunidade e elogiado pelo seu empenho em servi-la, construindo respostas políticas e estabelecendo contactos permanentes com os emigrantes. Parece ser a antítese dos seus companheiros no arquipélago que, não raras vezes provocam a invectiva popular da base de apoio partidário: “onde está a oposição?”… O MPD ACABA DE COMEMORAR 22 ANOS DE VIDA. E A ESTRUTURA PARTIDÁRIA EM PORTUGAL AVENTUROU-SE A UMA GRANDE INICIATIVA. CORREU BEM, MAS PODIA TER DADO PARA O TORTO. FOI UM “RISCO” CALCULADO? Não foi uma aventura. Abraçamos, responsavelmente, o desafio de colocar de pé um grande evento, com dimensão nunca dantes realizado em Portugal, com o propósito de mostrar que a estrutura local do MpD tem vindo a fazer um percurso devidamente pensado e que com o tempo há-de culminar na consagração do MpD como o maior partido cabo-verdiano em Portugal. Obviamente, que não é fácil organizar eventos do género quando laboramos sem recursos financeiros e tendo em conta as especificidades da emigração. Mas, quando existem vontade e determinação é lógico que se consiga mover montanhas, e aqui devo destacar a entrega da comissão organizadora a quem o sucesso do evento se deveu e a forma como os nossos militantes e simpatizantes responderam com uma participação que muito nos honra. DIZ-SE POR CÁ, PARECER QUE O MPD SÓ EXISTE EM PORTUGAL. SUCEDEM-SE AS ACÇÕES NO TERRENO, VERIFICA-SE UM ACENTUADO CRESCIMENTO ORGÂNICO, FAZ-SE AQUILO QUE É SUPOSTO UM PARTIDO FAZER: TRABALHO POLÍTICO. E ISSO TEM O SEU SELO E O SELO DA COMISSÃO POLÍTICO DO MPD-PT. ESTÁ A DAR UM SINAL, PARA DENTRO, DE COMO SE FAZ POLÍTICA? Seria uma pretensão exacerbada da minha parte querer dar lições nesta matéria a quem quer que fosse. Contudo, devo frisar que a Região Política de Portugal sabe muito bem o que pretende e tem um projecto que está reflectido no seu plano de acção para o ano de 2012. O grande desafio que se nos coloca é o de conseguir mobilizar recursos financeiros para a sua prossecução. Modéstia à parte, reconheço que a nossa equipa tem feito um grandioso trabalho na reorganização do partido para o tornar cada vez mais funcional de forma a reforçar a dimensão da sua actuação política, que pretendemos cada vez mais eficaz e eficiente e próxima das pessoas. O SEU PARTIDO, ENTRE OUTRAS, TEM UMA CARACTERÍSTICA: TRATA MAL OS SEUS – É UM FACTO. FAZEM SENTIDO OS BOATOS QUE DIZEM HAVER UMA RELAÇÃO TENSA ENTRE O LÍDER DO MPD EM PORTUGAL E A ESTRUTURA LOCAL DA JPD-PT? A relação com JpD-PT é uma relação normal com uma estrutura que está à procura de afirmação e que esperamos se afirme e ocupe o seu espaço. Como haveria o MpD de tratar mal os seus? Penso que o que falta ao MpD é uma cultura organizacional forte, desenvolvimento de um espírito de pertença, partilha de padrões de comportamentos e valores, cumprimento dos seus estatutos e regulamentos internos e ter órgãos que, efectivamente, funcionem. Nós, os militantes e dirigentes do partido, temos de perceber que não podemos sobrepor as nossas agendas à do partido. A denegação destes princípios é o mesmo que concorrer para fomentar a anarquia e para sermos um bom movimento, mas um mau partido. MAS NÃO ACHA QUE, TALVEZ EXCEPTUANDO O CASO DE PORTUGAL, A JPD É UMA ORGANIZAÇÃO MORTA, SEM QUALQUER INTERVENÇÃO OU INFLUÊNCIA JUNTO DA JUVENTUDE, E – MAIS GRAVE AINDA – UMA ESPÉCIE DE AGÊNCIA DE EMPREGO POLÍTICO PARA ARRIVISTAS? Quero crer e ter vivas esperanças que assim não seja, seria muito mau para a nossa democracia e uma má escola para os nossos jovens. Seria um factor de descrença para a actividade política. Eventualmente, este é um assunto que merece uma aturada reflexão interna. DESDE LOGO, NA SUA QUALIDADE DE PARLAMENTAR PELO CÍRCULO DA EUROPA, ESTÁ A COLOCAR O DEPUTADO DO PAICV A ANOS-LUZ E OS EMIGRANTES CABO-VERDIANOS NEM LHE CONHECEM O NOME… PELO CONTRÁRIO, EMANUEL BARBOSA É O NOME DE QUE SE FALA. TEM CONSCIÊNCIA DE QUE INAUGUROU UMA NOVA FORMA DE FAZER POLÍTICA NA DIÁSPORA? Tento na política ser igual a mim mesmo, fazendo as coisas com seriedade e abraçando as causas pelas quais acredito e me envolvo. A emigração é uma causa que abracei e tudo farei para defender os interesses dos nossos emigrantes. Existe um grande caminho a trilhar e posso afirmar, com propriedade, que ainda está quase tudo por fazer. Daí que é meu entendimento que todos os deputados eleitos pelos círculos da emigração devam unir-se à volta das políticas necessárias para a nossa diáspora e não partidarizá-las. A meu ver, a política que se faz em sede do parlamento é muito redutora. Ela é virada para o folclore, teatralização para a televisão, e em certa medida, é uma feira de vaidades. QUAIS SÃO AS GRANDES BANDEIRAS DAS POLÍTICAS VENTOINHAS PARA AS COMUNIDADES CRIOULAS ESPALHADAS PELA EUROPA? Acima de tudo, trabalhar para a dignificação e “empoderamento” dos nossos emigrantes, que muito contribuem para o desenvolvimento e para a manutenção da marca Cabo Verde. Passa, essencialmente, pela integração social, política e económica dos nossos emigrantes na sociedade dos países de acolhimento e aproveitamento do seu potencial, enquanto empresários na dinamização da nossa economia. Depois existem as históricas questões das alfândegas, do preço dos bilhetes de avião e do atendimento especializado na administração pública que, com certeza, não serão esquecidas. TENS CONSCIÊNCIA DE QUE CADA VEZ MAIS SE ESPALHA A IDEIA DE QUE O SEU PARTIDO, PARA ALÉM DA ACTIVIDADE PARLAMENTAR, NÃO TEM QUALQUER VISIBILIDADE POLÍTICA NO ARQUIPÉLAGO, NÃO FAZ OPOSIÇÃO E PARECE, ATÉ, SER O MAIOR ALIADO DO GOVERNO DE JOSÉ MARIA NEVES? Aliado do JMN, não. Temos políticas diametralmente opostas às que têm vindo a ser implementadas pelo PAICV com os resultados nefastos que todos sabemos. Porém, a questão eventualmente se coloca ao nível da coordenação política e do funcionamento do MpD, enquanto sistema, pois poderíamos estar com um outro desempenho, aproveitando a força dos nossos autarcas, do nosso grupo parlamentar, da nossa organização da juventude e do partido em si. O grande desafio que se põe ao MpD é o de encontrar soluções para que tenha vida própria, para além do grupo parlamentar, e seja capaz de marcar permanentemente a agenda política cabo-verdiana, socorrendo-se do seu manifesto eleitoral que permanece válido, enquanto compromisso com a sociedade civil. O QUE É O MPD? UM PARTIDO LIBERAL OU SOCIAL-DEMOCRATA? POSICIONA-SE À DIREITA OU À ESQUERDA? PARECE HAVER ALGUMA AMBIGUIDADE IDEOLÓGICA, NUMA ALTURA EM QUE SERIA IMPORTANTE UMA CLARIFICAÇÃO, UM SEPARAR DE ÁGUAS NA POLÍTICA CABO-VERDIANA. Na conferência organizada pela Região Política de Portugal, havia um painel cujo tema foi “MpD entre a esquerda e a direita – Que matriz ideológica”. Houve uma discussão acalorada à volta deste painel. Segundo julgo saber, o MpD, pela sua génese e como forma de federar à sua volta a sociedade civil que se opunha ao regime de partido único, nunca quis vincar a questão ideológica. Basta vermos que a definição explícita da matriz ideológica do MpD não está presente, em termos de esquerda ou da direita, nem no estatuto originário e nem em nenhuma das subsequentes revisões do mesmo. Igualmente, em nenhum outro documento fundador do partido esta matéria é tratada com relevância. Penso não ter sido um lapso! Por outro lado, hoje em dia, os partidos ditos do arco do poder têm vindo a esbater um bocado a ideologia em termos dogmáticos, apostando no pragmatismo ideológico sem pôr em causa as linhas mestras que orientam o essencial dos seus discursos políticos. Contudo, é uma reflexão que se pode fazer abertamente hoje. Já se avaliaram as consequências de se fixar o MpD à esquerda ou à direita? Não será fracturante? O MpD, pelas políticas que implementou quando foi governo e à luz daquelas que hoje defende na oposição, nomeadamente na área económica e na social, bem que poderia ser conotado com um partido de centro-esquerda ou centro-direita. O importante é haver razoabilidade e poder discutir estas matérias com serenidade e ponderação tendo sempre em conta que o órgão com competência para deliberar sobre este assunto é, unicamente, a Convenção. É um assunto pertinente que daria para despendermos muita tinta e energia. Uma coisa é agora certa: o MpD tem uma ideologia assente nos valores da democracia, da tolerância, do humanismo, do pluralismo, da liberdade económica, do interclassismo, de tantos outros que o pouco espaço disponível nos impede de os enumerar. FALA-SE NA NECESSIDADE DE UMA TERCEIRA FORÇA POLÍTICA, QUE CANALIZE O PROTESTO E AS INQUIETAÇÕES COLECTIVAS E QUE FAÇA, DE FACTO, OPOSIÇÃO. ESSE É UM SENTIMENTO QUE ESTÁ A CRESCER NA SOCIEDADE CABO-VERDIANA, AO MESMO TEMPO QUE EMERGE UM DISCURSO CONTRA OS PARTIDOS SISTÉMICOS: O PAICV E O MPD. PENSA HAVER ESPAÇO PARA UM NOVO PARTIDO? A história recente mostra-nos que os cabo-verdianos têm repartido a sua confiança no MpD e no PAICV. Temos a UCID, com implantação regional, que não consegue descolar para além dos dois mandatos que têm conseguido e os outros partidos com expressões ultra-residuais. A democracia é um regime aberto e plural no seio da qual existe um enorme espaço político, por vezes, até invisível e, em consequência, não explorado. Cabe a cada um identificar e disputar um espaço próprio que lhe dê expressão, tendo nesta matéria uma palavra importante e crucial os eleitores. Exclusivo Liberal http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35500&idSeccao=523&Action=noticia

Portugal entre os dez países da Europa com maior consumo de álcool - Sociedade - PUBLICO.PT

Portugal entre os dez países da Europa com maior consumo de álcool - Sociedade - PUBLICO.PT

Fidel Castro anuncia que se encontra hoje com o Papa - Mundo - PUBLICO.PT

Fidel Castro anuncia que se encontra hoje com o Papa - Mundo - PUBLICO.PT

ONU alerta para tratamentos terríveis a crianças na Síria

ONU alerta para tratamentos terríveis a crianças na Síria: A alta comissária está profundamente preocupada com o futuro de centenas de menores detidos no país.

Papa termina visita a Cuba com missa na Praça da Revolução

Papa termina visita a Cuba com missa na Praça da Revolução: Bento XVI reuniu-se ontem a sós com o Presidente Raul Castro e pode hoje encontrar-se com o líder histórico Fidel Castro.

CV: PR:“INIQUIDADES DE GÉNERO AINDA PERSISTEM”

Ao mesmo tempo que se congratula com as vitórias já alcançadas pelas mulheres, a Presidência da República sugere que ainda muito há a fazer e avança com propostas concretas A Presidência da República, em nota remetida à imprensa congratula-se com “as vitórias das mulheres cabo-verdianas”, considerando-as “indicadores que nos mostram que importantes conquistas foram obtidas nas diversas vertentes da vida nacional - da económica à política, da social à cultural”, bem como no que respeita à “proporção das mulheres no poder executivo, no Parlamento e na educação”. Para a Presidência da República “é de se assinalar, igualmente, o facto de as mulheres estarem a assumir importância crescente em importantes níveis de decisão na esfera da administração do país”, conquanto tais conquistas, “plasmadas na Lei”, não tenham ainda obstado às “iniquidades de género”, pelo que “sendo hoje o dia da mulher cabo-verdiana, para além de uma legítima homenagem à mulher das ilhas, a data (…) convoque para a manifestação do (…) apoio incondicional ao ideal da equidade nas relações entre homens e mulheres em Cabo Verde”. Segundo a referida nota, urge acabar com os fenómenos de subordinação da mulher, bem como se combater o “desrespeito de normas legais, nomeadamente das que se referem à violação do princípio de trabalho igual, salário igual”, sendo ademais censuráveis “determinadas medidas e práticas como as de expulsão das alunas grávidas do ensino secundário” que, para a Presidência da República, constitui uma “violação crassa de normas constitucionais”, adensando “a noção de exclusividade da responsabilidade das mulheres pela reprodução, e penaliza-as, pois que, uma vez expulsas, em sua maioria, não voltam a integrar o ensino, não conseguem integrar-se no mercado de trabalho e acentuam a sua dependência em relação à família”. PRESIDÊNCIA APRESENTA PROPOSTAS Aproveitando o simbolismo da data, a Presidência da República advoga a necessidade de “políticas transversais”, nomeadamente: “programas de suporte às mulheres trabalhadoras, seja do sector formal ou do informal, com serviços de apoio às crianças no período escolar e extra-escolar. Neste particular, urge aumentar a inclusão ao nível pré-escolar que tende a excluir, precisamente, as crianças provenientes das famílias mais carenciadas; reforço dos mecanismos que facilitam o cumprimento das leis que determinam a participação dos pais, independente do seu estado civil, na manutenção dos filhos; reforço de programas capazes de propiciar trabalho e rendimento às mulheres chefes de famílias que têm crianças a seu cargo, mormente em tempos de crise económica; adopção de programas de facilitação de aquisição de moradia por parte das mulheres, como contributo para a resolução de um dos problemas mais agudos por que passam hoje as famílias cabo-verdianas”. A terminar, a PR recorda as declarações de Jorge Carlos Fonseca, em 8 de Março último, de que as mulheres de Cabo Verde “quase sempre trouxeram às costas ou ao colo este país, (…) sempre foram o rosto e o suor desta terra que nem sempre lhes deu o melhor. Igualando e muitas vezes ultrapassando os homens em sacrifícios, em sofrimento e em capacidade, foram, com eles, por vezes com uma entrega que roça o heroísmo, criando esta realidade, construindo esta terra, edificando a nossa cultura”. PALÁCIO ABRE-SE ÀS MULHERES A Presidência da República anuncia, ainda a realização de uma “tarde cultural”, no próximo dia 30 de Março, sexta-feira, de que reproduzimos o respectivo programa: 16h30 - Recepção dos convidados; 16h55 - Entoação do Hino Nacional pela Banda Militar (mulheres); 17H00 - Mensagem de SE o Presidente da República; 17h15 – Depoimentos; 17h45 - Parte cultural com poesia recitada por mulheres, seguido de um cocktail; 19h00 – Encerramento. O traje é informal. 27 Mar. 2012

CV:Mais de 50 mil praienses sofrem com apagões

São mais de 50 mil pessoas que estão a sofrer com os apagões na cidade da Praia. Todos os dias lá estão eles na linha da frente dos cortes de energia. Nas últimas duas semanas foram todos os dias e, às vezes, durante mais de dez horas por dia. Os moradores já falam em discriminação em relação a outros bairros “chiques” onde poucas vezes falta a luz. E, às voltas com os prejuízos causados, pedem medidas urgentes por parte da Electra. Fazenda, Vila Nova, Achadinha, Eugénio Lima, Bairro Craveiro Lopes, Safende, Calabaceira, Ponta d’Água, Pensamento e Tira Chapéu são alguns dos bairros que se sentem discriminados em relação a outras zonas “chiques” – Palmarejo, Plateau, Achada de Santo António ou Terra Branca - onde poucas vezes falta a luz. Ou quando cai volta logo de seguida. Contactado pela nossa reportagem, um morador de Eugénio Lima descreve a situação. “A luz cai todos os dias por volta das 11 horas e só volta perto da meia-noite. Com isto, já todos perderam as contas aos prejuízos. Para os coitados que não têm motor, a solução é colocar muitos produtos no lixo”, lamenta a nossa fonte, informando também que, como se isso não bastasse, o bairro está a sofrer com a falta de água nas torneiras. Perante este “atropelo” ao fornecimento de dois bens essenciais, a nossa fonte apela à Electra para fazer cortes “mais racionais e equilibrados”. É que, diz, depois “ninguém dá a cara aos estragos nas lojas, cafés e mercados, casas particulares, barbearias, cybers”. A mesma situação acontece em Achadinha. Uma moradora conta que os apagões duram há mais de 20 dias. “Há dias em que a luz cai de manhã e só volta à noite e há outras vezes em que é cortada à noite e só volta de madrugada”, descreve. “As pessoas preferem não comprar muitos produtos e, quem pode, arranja um gerador para se prevenir”. Um morador da Fazenda diz que os cortes neste bairro duram entre oito a 10 horas por dia, uma situação lamentável que se prolonga há semanas. Nos fins-de-semana, é a desilusão. Ninguém consegue fazer os seus trabalhos domésticos, nem lavar quanto menos engomar a roupa e estar informado do que se passa no mundo. Apesar de muitos moradores já estarem preparados para o que der e vier, viram baterias para a Electra. Reconhecem os vários problemas por que passa a empresa, mas apelam para cortar energia de uma forma contrabalançada, para este bem chegar a todos. No bairro de Ponta d’Água, há relatos de um grupo de moradores que, agastado com os apagões diários, tomou uma decisão radical: desligou a sua rede – que, afinal, pouco servia - até a Electra apresentar solução para o problema. Apesar de várias tentativas, o asemanaonline não conseguiu falar com os responsáveis da Electra para uma explicação sobre esta situação que se arrasta há longos e penosos dias. Foi-nos informado na sede da empresa, na Gamboa, que só o PCA, Alexandre Fontes, pode prestar declarações, mas este encontra-se de viagem para a ilha da Boa Vista. Entretanto, na semana passada, Fontes garantiu que a Electra iria intensificar os cortes de energia e água aos clientes que se atrasam no pagamento das suas facturas. http://asemana.sapo.cv/spip.php?article74348&ak=1#ancre_comm 28 Março 2012

domingo, 18 de março de 2012

Futebolista Muamba foi ressuscitado (COM VIDEO)

Futebolista Muamba foi ressuscitado (COM VIDEO)

Futebolista Muamba foi ressuscitado (COM VIDEO)

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Guiné-Bissau vai hoje a votos

Guiné-Bissau vai hoje a votos: Eleições antecipadas para a presidência da República, devido à morte em Janeiro de Malam Bacai Sanhá.

Meia centena de imigrantes ilegais resgatados do mar em Espanha - JN

Meia centena de imigrantes ilegais resgatados do mar em Espanha - JN

Mulheres alteram raciocínio dos homens - JN

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UNPOL: Eleições decorreram de foram ordeira e pacífica - Globo - DN

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Nomofobia é doença relacionada com as novas tecnologias - Mundo - Notícias - RTP

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Dia de eleições presidenciais na Guiné-Bissau - Mundo - Notícias - RTP

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Guineenses escolhem Presidente da República - Mundo - PUBLICO.PT

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sábado, 17 de março de 2012

tareza-ferro gaita

Jorge Neto - Boca Sabi.flv

CV:Carlos Veiga apresenta recandidatura de Francisco Tavares

ASSOMADA-O líder do MpD, Carlos Veiga, preside este sábado, em Assomada, ao acto público de apresentação do actual edilm Francisco Tavares, como candidato do seu partido às próximas eleições municipais em Santa Catarina. Francisco Tavares corre para um segundo mandato, O actual autarca considera que a sua experiência irá impulsionar o desenvolvimento do concelho, cujos problemas e dificuldades conhece ben. Nos seus quatro anos de mandato, destaca a realização de obras para o concelho “designadamente no domínio da infra-estruturação económica, desportiva, urbana e habitacional. Na área social assinala o combate à insegurança habitacional e à exclusão educativa”. Tavares considera-se, por isso, um “candidato forte” e capaz de continuar a trabalhar em prol do desenvolvimento de Santa Catarina e do bem-estar dos munícipes. O acto de apresentação pública irá contar ainda com a presença dos eleitos municipais, amigos e simpatizantes do MpD em Santa Catarina. http://asemana.sapo.cv/spip.php?article74048&ak=1

Eleições em Timor decorreram sem incidentes - Renascença

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Lewis Hamilton na “pole” do Grande Prémio da Austrália - Renascença

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CV:Amadora: MPD que partido para o século XXI – conferência evocativa do 22º aniversário

LISBOA-A Região Política Especial do MPD em Portugal realiza, sábado e domingo, uma conferência subordinada ao tema “Diáspora em Conferência, MPD 22 anos depois: que Partido para o Seculo XXI”. Carlos Veiga é um dos oradores. O encontro terá lugar no Polidesportivo da Junta de Freguesia da Brandoa, Amadora, e conta com intervenções de Emanuel Barbosa, Fernando Elísio Freire, José Luís Livramento e Carlos Veiga. A conferência realiza-se pelas 15H00 de sábado, depois da apresentação no período da manhã da Academia da Juventude do partido, que se destinará à formação política dos “jotas” liderados por Isidoro Gomes. Domingo, o presidente do partido, Carlos Veiga, tem um encontro com os coordenadores das Regiões Políticas da Europa. No período da tarde ocorrerá um comício festa. Segundo informação do deputado pela Europa e coordenador do MPD em Portugal, Emanuel Barbosa, o partido evoca assim os 22 anos da sua fundação, concretizados no passado dia 14. Foi em 1990, a partir da reunião de 18 dissidentes do PAICV, então partido único, na escola primária do bairro Brasil (Achada de Santo António), na Praia. Ali foi proclamada a fundação do partido. Aos fundadores iniciais juntaram-se 565 cidadãos que subscreveram a Declaração Política, enunciação de princípios a que aderiram milhares de cidadãos que, no ano seguinte em eleições livres, deram a vitória ao Movimento para a Democracia (MpD). OL http://asemana.sapo.cv/spip.php?article74060&ak=1

AS PRINCIPAIS DATAS DE TIMOR-LESTE - Globo - DN

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Timorenses votam para escolher o seu terceiro presidente em dez anos de independência - Globo - DN

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Nunca houve "Governo tão interessado em descentralizar" - Politica - DN

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Beber leite ajuda a controlar o peso? - Life&Style

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REINO UNIDO:Jackie era Jack e pode ser Miss Inglaterra - Life&Style

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USA:Estudante que filmou colega homossexual foi considerado culpado por crime de ódio - Mundo - PUBLICO.PT

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Presidenciais em Timor iniciam fase decisiva para consolidar democracia - Mundo - PUBLICO.PT

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Guiné-Bissau: Tudo a postos para as presidenciais

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ANGOLA:Alegados manifestantes condenados em Benguela

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Timor-Leste: Campanha eleitoral termina sem violência

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Benfica 3-1 Beira-Mar. Águia não perde o dragão do ponto de mira

Benfica 3-1 Beira-Mar. Águia não perde o dragão do ponto de mira: Vitória tranquila de uma águia que não desiste facilmente da corrida pelo título. Vantagem de quatro pontos do dragão durou apenas duas horas. Um ponto separa Jesus de Vítor Pereira.

USA:Obama não altera calendário no Afeganistão

Obama não altera calendário no Afeganistão: Estados Unidos prevêem retirar 23 mil militares até ao Verão.

sexta-feira, 16 de março de 2012

CV(Liberal):BANCOS CABO-VERDIANOS CONSTITUÍDOS ARGUIDOS POR CRIMES DE BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

“Lancha Voadora” tem novos desenvolvimentos…


BCN, Intertlântico, BCA e Caixa Económica foram as entidades bancárias nacionais constituídas arguidas, mas o angolano BAI também se encontra na mesma situação. Para além destes, a Autocenter, de que é administrador Veríssimo Pinto, também se irá sentar no banco dos arguidos

Praia, 16 de Março 2012 – É uma informação de última hora, fonte de Liberal garante que BCN, Intertlântico, BCA, Caixa Económica e BAI foram ouvidos no âmbito da investigação do processo “Lancha Voadora” e foram todos constituídos arguidos. 


De Angola veio um Administrador do BAI, que foi hoje ouvido na Procuradoria da Praia. A Autocenter, concessionária da BMW no nosso país, foi igualmente constituída arguida e o seu PCA, Veríssimo Pinto - que se encontra em prisão preventiva -, prestou hoje declarações.

 Não tendo sido possível saber pormenores, mas dando por segura a informação, a constituição de arguido das entidades referidas deve-se a fortes indícios da prática de crimes de branqueamento de capitais, circunstância, aliás, que já tinha trazido para a praça pública o nome do BAI.

 Recordamos que, segundo na altura foi referido, um funcionário desta instituição bancária angolana terá recebido das mãos de Veríssimo Pinto – e no gabinete deste na Bolsa de Valores – a quantia de 140 mil euros para subscrição de obrigações do BAI. Subscrição essa feita por, nem mais nem menos, Paulo Pereira – o principal arguido do processo, suspeito de liderar uma rede de tráfico de estupefacientes -, que se encontrava presente aquando da transacção.

Uma operação que levou à suspensão de dois colaboradores do banco, um deles administrador executivo. A investigação vai fazendo o seu caminho, sendo hoje inquestionável que o número de envolvidos irá aumentar, criando desde já um problema grave ao país: qual a credibilidade da banca cabo-verdiana? 


O que contraria as declarações optimistas de José Maria Neves e Cristina Duarte, que vêm repetindo com insistência não ter o escândalo da “Lancha Voadora” qualquer reflexo na credibilidade do sistema financeiro de Cabo Verde…
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 Notícia relacionada:
 http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=50&id=35046&idSeccao=545&Action=noticia
Fonte:
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35412&idSeccao=542&Action=noticia

CV(ASemana):ENTREVISTA COM CARLOS VEIGA-LIDER DO MPD

Carlos veiga explica escolhas de cabeça-de-lista: “Não se pode agradar a todos” 
  O líder do MpD garante que o seu partido parte “mais forte para as próximas eleições autárquicas”. Refutando, assim, as críticas sobre o processo de escolha dos cabeças de lista dos ventoinhas. Carlos Veiga diz que o MpD não só deverá manter as Câmaras que ganhou em 2008, como irá vencer outras que hoje estão nas mãos do PAICV – Paul, Santa Cruz, São Nicolau e Fogo. E se perder? “Os militantes terão oportunidade de se pronunciar sobre a minha continuidade na liderança do partido na próxima Convenção”, afirma Veiga, nesta entrevista exclusiva ao A Semana Terça-Feira.

 Entrevista: Hermínio Silves A Semana
 – Quais são, nesta altura, as perspectivas do MpD em relação ás eleições autárquicas deste ano?
 Carlos Veiga – As perspectivas são boas. O que sentimos no terreno e as sondagens confirmam é que podemos manter os municípios ganhos em 2008 e ganhar noutros municípios.
  Quando diz que o MpD vai manter as Câmaras onde é poder e ganhar outras autarquias está a referir-se a que municípios, concretamente? Ou seja, o MpD espera tomar que Câmaras ao PAICV?
Em princípio vamos a todas para ganhar. É claro que há concelhos que nos são mais fáceis de ganhar e outros nem tanto. Em todo o caso, pensamos que temos grandes hipóteses de vencer em São Nicolau, no Paul e Santa Cruz, onde já fomos poder, e também no Fogo. Aqui, pela primeira vez o MpD pode vir a gerir uma Câmara. Tudo vai depender da dinâmica de campanha.
  Os cabeças de lista escolhidos são os que, sinceramente, desejaria?
A minha preferência individual não é relevante. Faço parte de um colectivo. As decisões foram tomadas nesse colectivo sempre por consenso. Sinto-me à-vontade e confiante com todos os nossos candidatos. Quais são os concelhos onde o MpD terá maiores dificuldades para vencer? E onde está com mais à-vontade?
Não há, nem haverá eleições fáceis. Todas serão difíceis. Será preciso lutar, e muito, em todos os concelhos. E como o partido está mobilizado, estou confiante. Se nos deixarem, tentaremos ganhar em todos os concelhos. Mas sabemos que, à partida, nada está ganho e tudo deve ser conquistado com esforço, dedicação e sacrifício, também em todos os concelhos.
  Para o seu partido qual seria a melhor data para as eleições autárquicas?
Não temos preferências. Entre 17 de Maio e 17 de Julho estamos preparados. No entanto, cremos que não seria bom para o país e para o ambiente eleitoral desejável por todos que as eleições ocorressem no período das festas juninas e das festas da Independência. O que importa mais é criarmos um ambiente eleitoral saudável para que os munícipes possam exercer livremente o seu direito de voto. Estamos abertos para discutir um código de ética com o PAICV. Seria mais um passo no sentido de, efectivamente, merecermos os elogios internacionais que nos são atribuídos.
  Ao sugerir que a data das eleições não coincidam com o período das festas juninas e o aniversário da Independência está a posicionar-se na mesma linha do PR. Afinal, têm razão os que acusam Jorge Carlos Fonseca de estar a defender os interesses do MpD pressionando o governo e interferindo em assuntos que não são da sua competência. 
 O Presidente da República tem todo o direito de emitir opiniões. E cada órgão tem de exercer aquilo que é sua competência. Portanto, evitar as eleições no período das festas juninas e do aniversário da Independência nacional é apenas uma questão de bom senso.
  Em 2008 o MpD teve uma grande vitória autárquica. E 2012, é para repetir?
Para repetir, consolidar e aumentar. Tudo dependerá dos nossos militantes. Creio estarem motivados e unidos…
Que argumentos vai apresentar para convencer os militantes descontentes a entrarem de corpo e alma na campanha?
No MpD o que sentimos é que os militantes têm sim as suas preferências, mas na altura certa vão votar. As pessoas confiam no partido e sabem que as escolhas feitas foram em consonância com as estruturas locais. E isso demonstra que os militantes estão com o MpD.
  Tendo em conta os resultados das últimas eleições legislativas teme vir a perder algumas das principais Câmaras do país, como São Vicente, Sal ou Santa Catarina de Santiago, onde o PAICV teve melhor score eleitoral? 
 São eleições diferentes. Além disso, depois das legislativas tivemos as presidenciais em que o desempenho do partido foi muito bom. Também porque aprendemos com os erros. Por isso, porque temos bons candidatos e porque estamos a trabalhar bem, motivados e mobilizados, não temo perder qualquer dos municípios hoje geridos por equipas do MpD ou apoiadas por ele.
E na Praia, o cabeça de lista do PAICV pode incomodar ou aqui o MpD já canta vitória? Respeitamos todos os adversários. Mas temos um grande cabeça de lista para a Praia. Com provas dadas, em condições muito difíceis. Os praienses estão a comprovar. No término do primeiro mandato, é notório que a Cidade da Praia recuperou a sua auto-estima. Hoje, todos reconhecem que a Praia está paulatinamente a transformar-se numa verdadeira capital após vários anos de um desmazelo inqualificável na gestão camarária. Não podemos regressar a esses tempos. O MpD sempre entendeu que num Estado de direito democrático governa-se com regras e Ulisses Correia e Silva demonstrou-o de forma inegável nos últimos quatro anos. Provou também que o MpD tem soluções para os principais problemas do país. Para transformar a Praia na capital que todos aspiramos, é necessário que o Governo não só faça a sua parte, especialmente no que toca à segurança, mas também que abandone a sua postura de guerrilha institucional permanente. O Sr. Primeiro-Ministro terá que demonstrar alguma coerência com os rasgados elogios que teceu à edilidade praiense por ocasião das festividades do 19 de Maio.
São Filipe, no Fogo, foi sempre um outsider nas ambições do MpD. Será desta que o seu partido vai ganhar esta CM?
 Temos vindo a melhorar em São Filipe. Temos um excelente cabeça de lista e uma excelente lista. Além disso, há o desgaste normal da gestão PAICV. Vamos lutar para ganhar. O que sentimos no terreno é que isso é possível. Estou convencido que, desta vez, os munícipes de São Filipe saberão exercitar o seu sentido crítico e avaliar que a sua persistência em eleger candidatos de uma única cor política não lhes tem trazido o progresso almejado.
  Nalguns municípios o MpD deparou-se com muitas dificuldades para encontrar um cabeça de lista para a CM, sendo São Domingos e Tarrafal os casos mais gritantes. Considera que a decisão tardia de Fernando Jorge Borges e João Domingos em não concorrer a novo mandato traiu os objectivos do MpD nesses concelhos? 
 Fernando Jorge Borges e João Domingos foram excelentes autarcas e ganhadores natos. Se concorressem de novo ganhariam sem margem para dúvidas. Pelo seu mérito. Por isso, os militantes insistiram para que tentássemos demovê-los da posição que nos haviam comunicado tempestivamente. Mas apresentaram razões inultrapassáveis. Como partido estamos muito gratos e também orgulhosos pelo que fizeram, como autarcas, nos dois municípios. Consideramo-los dois grandes dirigentes do partido e Homens, com H grande. O seu prestígio junto dos eleitores é fruto da relação que com eles estabeleceram e do trabalho abnegado realizado. Face à realidade de que não iam mesmo continuar, foi preciso ouvir as estruturas locais e militantes de referência, bem como os eleitores em geral, sem pressas e com toda a tranquilidade. Um ou outro percalço, pontual, foi empolado pela comunicação social. No seio de quem tinha de decidir, tudo foi consensual e objectivo. Escolhemos bem. Conseguimos escolher bons candidatos, num entendimento muito bom com as estruturas locais e a generalidade dos nossos militantes. Isso é uma garantia de vitória, pois vamos ter todo o partido localmente mobilizado para apoiar os candidatos.
  A Comunicação social não empolou a situação em São Domingos e Tarrafal. Há, de facto, muita contestação de militantes e simpatizantes do MpD pelas escolha feita, é só ver os fóruns online ou contactar as bases. E o que salta à vista é que quer Franklin Tavares, para são Domingos, quer José Pedro Soares, foram solução de recurso que não agradou a muita gente do MpD. 
 Não é bem assim. Todas as pessoas queriam Fernando Jorge em São Domingos e João Domingos no Tarrafal. Eles apresentaram razões pessoais inultrapassáveis, pelo que não podem concorrer a novo mandato como era pretensão do MpD. Mas as pessoas que foram escolhidas para concorrer em São Domingos e Tarrafal não se sentem menorizados por isso. Pelo contrário, os dois candidatos, Franklin Tavares e José Pedro Soares, sentem-se honrados por encabeçar a lista do MpD para a Câmara. Eles foram escolha das próprias estruturas locais e aprovados pela Comissão Politica Nacional por decisão colegial.
  Fernando Jorge e João Domingos vão participar activamente na campanha? 
 Teremos Fernando Jorge e João Domingos, como dirigentes do partido, a participar na linha da frente. Por isso digo, Tarrafal e São Domingos são para ganhar e é com esse espírito que vamos para as eleições. Não estamos mais fracos, mas sim mais fortes.
  Não acha que estaria a promover o caciquismo se tivesse convencido Fernando Jorge Borges e João Domingos Correia a se recandidatarem, ou mantendo Manuel Ribeiro no Maio, José Pinto Almeida na Boa Vista? Não se vê renovação no partido. 
 Eles não são caciques. Esta é uma ideia errada. Quer Fernando Jorge quer João Domingos são autarcas que por mérito próprio continuaram a merecer a confiança do eleitorado. O facto de não quererem ir às eleições deste ano só mostra que não são apegados ao poder. O mesmo se passa com Manuel Ribeiro no Maio e José Pinto Almeida na Boa Vista. Se fosse por eles, tinham saído antes. Mas o seu eleitorado, que conquistaram pelo trabalho, dedicação e empenho na Câmara, é que exigem a sua continuidade à frente dos respectivos municípios.
  Parece que nalguns concelhos o MpD vai ter de enfrentar a oposição não só do PAICV como de candidatos independentes, ex-militantes do seu partido como João Dono no Maio e Moisés Monteiro em Santa Catarina. Eles são empecilhos para os objectivos do MpD? 
Não é a primeira vez que isso acontece connosco. Mas ganhámos antes e vamos ganhar agora. Está ao nosso alcance. Como disse, respeitamos todos os nossos adversários. Mas estamos confiantes, tanto em Santa Catarina, como no Maio.
  O MpD vai expulsar João Dono e, já agora, Moisés Monteiro, como o coordenador autárquico do partido, José Luís Livramento chegou a ameaçar? 
 Eles é que disseram que vão sair. Se vão concorrer como independente têm que deixar o MpD, até porque esta é uma imposição do Código Eleitoral. Quanto ao seu regresso, na altura certa os órgãos do partido irão decidir. Podem ser aceites ou não, esta decisão caberá aos militantes. Mas isso é uma situação normal no MpD, houve gente que saiu e depois regressou. O MpD não é estalinista, as pessoas saem e voltam. É normal, desde que os órgãos assim o entendam. Mas, naturalmente, que nenhuma organização como um partido politico pode admitir que seus militantes concorram contra si. Se o fizerem têm que deixar o partido. Tendo em conta o tempo que resta até às eleições, o seu partido vai ainda a tempo de formar todas as listas para a CM e AM nos 21 municípios onde concorre com candidato próprio?
À vontade. Já estamos a trabalhar há muito. Temos uma comissão coordenadora a nível nacional há vários meses e estruturas locais já a funcionar. Tudo está bem encaminhado. Faremos a Convenção Autárquica em Abril em São Vicente com as listas totalmente prontas, a logística montada e as estruturas de campanha em actividade.
  Muitas regras pré-estabelecias pela Comissão Politica para este período de pré-campanha não foram respeitadas (apresentação de candidatos até Dezembro, resultado das sondagens como critério-base para a escolha dos candidatos) e o processo de escolha dos cabeças de lista foi muito criticado. O que aconteceu, de facto? O MpD está desorganizado? 
 Não compartilho dessas opiniões. Em finais de Dezembro já tínhamos escolhido a quase totalidade dos cabeças de lista para as câmaras municipais. Estávamos convencidos que Tarrafal e São Domingos também estavam resolvidos, acabou por haver um recuo na situação. Mas o prazo de Dezembro sempre foi meramente indicativo, pois que sempre poderiam surgir situações imprevistas . Quanto a sondagens, todos os candidatos escolhidos foram efectivamente sondados. Mas nunca dissemos que a sondagem era o único critério. A opinião das estruturas concelhias era também muitíssimo importante. Conseguimos garantir que os candidatos apresentados, além de sondados, tenham o suporte generalizado das estruturas locais e dos militantes de base, além de terem o consenso praticamente unânime da comissão política nacional e das estruturas regionais, onde elas existem. A não ser num ou noutro caso, estou satisfeito com a forma como decorreu o processo, nesta sua fase a mais difícil.
  Os próprios militantes do MpD denunciam alguma desorganização do partido em todo o processo. E culpam-no a si. 
 Não concordo que tenha havido desorganização. Antes pelo contrário. Aliás, não ouvi muitos militantes a dizer isso. Não se pode agradar a todos e isso é normal. Claro que, também, é sempre possível fazer melhor e acho que a experiência actual vai permitir adoptar, na próxima Convenção, soluções que evitem a indefinição que ocorreu em alguns concelhos, onde os candidatos se recandidatam depois de alguns mandatos. Como Presidente do partido serei sempre o principal responsável pelo que não correr bem. E, como sempre, assumirei as minhas responsabilidades, reconhecendo as falhas e procurando corrigi-las. Mas volto a frisar que em todo o processo as decisões foram sempre colegiais, como mandam os estatutos, e consensuais.
  A sua liderança estará em risco em caso de derrota do MpD nestas autárquicas? 
 Terá de perguntar aos militantes do partido, que, aliás, terão a oportunidade de se pronunciar por ocasião da próxima Convenção e das directas que acontecerão até ao final do primeiro trimestre do próximo ano, como decidiu, sob minha proposta, a última Direcção Nacional. Este não é o momento para pensar nisso. O MpD é um partido maduro e com bases fortes. As bases foram sempre a nossa força motriz. Saberão sempre encontrar os melhores caminhos. Estou confiante de que o partido vai ganhar e vai lutar para ganhar. Quando acontecerá a Convenção ordinária do MpD? 
 A Convenção ordinária não poderá ser antes das autárquicas. Porque o mandato da actual direcção nacional só termina em finais de Outubro. Será entre Novembro deste ano e Março de 2013. Foi a recomendação que a Direcção Nacional me fez.
  Vai concorrer novamente à liderança do partido? 
 Voltar a candidatar-me? Depois das autárquicas pensarei nisso.
  O debate sobre o Poder Local no Parlamento voltou a dar em nada, com os deputados e o próprio governo a repetirem velhos discursos de mais descentralização, desconcentração, etc. Tem novas propostas para a reforma do municipalismo em Cabo Verde? 
 Em primeiro lugar, defendemos uma descentralização que signifique mais poder em termos de recursos financeiros e patrimoniais. Esperamos até que nos próximos tempos os municípios tenham, efectivamente, mais recursos como se anunciou. Mas creio que já é tempo de pararmos para o pais começar a discutir, com seriedade, a regionalização e descentralização infra-municipal, como forma de aproximar o poder às pessoas. E do meu ponto de vista – digo do meu, porque não foi socializada no MpD – defendo a regionalização por ilhas. O Primeiro-ministro, quando me ouviu lançar esta ideia num Workshop sobre a matéria, foi logo contra. Parece que agora está a aproximar o seu discurso para esta linha de raciocínio, o que é muito bom.
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article73949&ak=1

George Clooney preso em Washington - Mundo - Notícias - RTP

George Clooney preso em Washington - Mundo - Notícias - RTP

CV: A PRAGA DOS APAGÕES CONTINUA

Também sem água nas torneiras…

 A situação começa a ser insustentável, a falta de luz e água – apesar da promessa de Humberto Brito – está a fazer perder a paciência aos cabo-verdianos. E uma pergunta paira no ar: “quando é que o Presidente da República volta a “puxar as orelhas” a Humberto Brito?”. A própria RTC já pôs no ar, nos últimos dias, duas reportagens sobre o assunto.

 Praia, 16 de Março 2012 – Os apagões não param e água nem vê-la. E isto apesar da promessa de Humberto Brito, de que no passado mês de Fevereiro a situação estaria regularizada. Promessa, diga-se, feita aos consumidores e, mais grave ainda, garantido ao próprio Presidente da República. Os factos desmentem a promessa do ministro da Indústria, Turismo e Energia, dando de Humberto Brito a imagem de alguém que mente aos seus concidadãos. E não é só Liberal a dizê-lo, a própria televisão do Estado já o referiu – e muito bem, fazendo o que lhe compete: serviço público -, em 10 e 15 de Março (ver links). Mas retratação pública do ministro, também nem vê-la.

 A primeira peça da RTC, a este propósito, é bem ilustrativa do que pensam da personagem os cidadãos praienses fustigados pela falta de luz e água. Hoje, o “filme” continua: a Electra dos apagões opera cortes cirúrgicos de energia a vários bairros da capital, a água há vários dias que não jorra nas torneiras de quem não tem o privilégio de uma cisterna e dinheiro para comprar o precioso líquido, que se vende no mercado a preço proibitivo (mil escudos por tonelada). Tendo o seu epicentro na cidade da Praia, apagões e falta de água estendem-se a outros pontos da ilha de Santiago: Cidade Velha, Tarrafal, Santa Catarina, São Miguel, Santa Cruz…. É um número infindável de municípios e localidades votadas aos desmandos da Electra e à incompetência de um ministro mentiroso.

 O próprio Primeiro-ministro que, no ano passado, por várias vezes deu a cara pela Electra, fecha-se em copas, juntando-se aos silêncios do ministro Brito e da administração da empresa. E a situação dos empresários e das famílias revela-se cada vez mais preocupante, sem que se preveja um fim à vista. Hoje, quando passeávamos pelas ruas da Várzea, o sentimento de revolta era generalizado, principalmente junto dos comerciantes que vêem os seus prejuízos aumentar em flecha. À perda do poder de compra dos cabo-verdianos, junta-se a degradação de alimentos nas arcas dos que não têm geradores; e o aumento de despesas no combustível dos bafejados pela sorte de terem um aparelho. E uma interrogação vai passando de boca em boca: “quando é que o Presidente da República volta a “puxar as orelhas” a Humberto Brito?” ___________________________________________ 
 Veja aqui as reportagens da RTC de 10 e 15 de Março: 
http://rtc.cv/index.php?paginas=13&id_cod=16425
 http://rtc.cv/index.php?paginas=13&id_cod=16516
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35408&idSeccao=542&Action=noticia

CV:Operação "Voo da Águia": Condenados preparavam fuga com recurso a helicóptero

MINDELO- Lígia, Zé Pote e Jorge Semedo, condenados por associação criminosa, lavagem de capitais e narcotráfico, no âmbito da operação "Voo da Águia", estavam a preparar uma fuga da Cadeia de São Vicente. E para essa acção espectacular contavam com o alegado envolvimento da direcção daquele estabelecimento prisional. A fuga, segundo uma fonte que pediu anonimato, envolveria meios navais e aéreos. "Um navio de longo curso traria um helicóptero até o limite das águas territoriais do arquipélago, onde o aparelho partiria rumo à Cadeia Central de São Vicente, para, numa operação relâmpago, "resgatar" os três reclusos. De acordo com a mesma fonte, a operação deveria contar com apoio logístico de um advogado residente na ilha de Santiago, que, inicialmente, terá recebido dinheiro para usar os seus "bons ofícios" no sentido de transferir os três prisioneiros para a Cadeia Central da Praia. "Gorada essa possibilidade, a alternativa era tentar uma fuga do estabelecimento prisional da Ribeirinha".
  MÃOZINHA DA VIZINHANÇA
 Para além dos "apoios" da direcção da Cadeia, os três reclusos "contavam com a colaboração, quase que incondicional, de algumas pessoas da vizinhança da prisão de Ribeirinha, que vinham recebendo dinheiro e outros presentes em troca de silêncio", revela a nossa fonte. Entretanto, o ex-director da Cadeia de São Vicente, Manuel Cândido, preso preventivamente alegadamente por envolvimento num esquema de favorecimento a um grupo de reclusos condenados por associação criminosa, lavagem de capitais e narcotráfico, foi transferido para o estabelecimento prisional da Praia, onde vai aguardar julgamento.
 Criado em 12-03-16
http://www.alfa.cv/anacao_online/index.php/destaque/2069-operacao-qvoo-da-aguiaq-condenados-preparavam-fuga-com-recurso-a-helicoptero

Aula prática de sexo

Aula de sexo oral para mulheres timidas

Los niños en la guerra - CNNMéxico.com

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Bento XVI vai ao Líbano em Setembro

Bento XVI vai ao Líbano em Setembro: Notícia foi avançada pelo Patriarca Gregório Laham, da Igreja Melquita, que será o primeiro a receber Bento XVI naquele país.

Arcebispo de Cantuária renuncia ao cargo

Arcebispo de Cantuária renuncia ao cargo: Sucessor ainda não é conhecido, mas o ugandês John Sentamu é apontado como um dos principais candidatos.

Sporting defronta ucranianos do Metalist

Sporting defronta ucranianos do Metalist: Depois de eliminarem o Manchester City, os leões têm pela frente, nos quartos-de-final da Liga Europa, o Metalista Kharkiv.

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PORTUGAL:Adolescentes do Alentejo e Algarve com mais comportamentos de risco - Sociedade - PUBLICO.PT

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Seca ameaça estrutura do Taj Mahal

CV(Liberal):MpD FAZ HOJE 22 ANOS

Efeméride é comemorada no próximo fim-de-semana 
A fundação do partido marcou tempo novo na sociedade cabo-verdiana, abrindo espaço à realização das primeiras eleições livres e construindo um Estado de Direito democrático que, mais de duas décadas depois, continua o seu caminho de consolidação rumo a uma sociedade mais justa e solidária

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Praia, 14 de Março 2012 – Hoje, ao baterem as 19 badaladas do relógio da História, passam 22 anos sobre a fundação do Movimento para a Democracia (MpD). Corria o dia 14 de Março de 1990 quando 18 dissidentes do partido único (PAICV) – que se manteve no poder durante 15 anos consecutivos sem eleições democráticas - se reuniram na escola primária do bairro Brasil (Achada de Santo António), tendo ali mesmo proclamado a fundação do partido e, com esse acto, aberto um caminho irreversível para a construção de um Estado de Direito democrático em Cabo Verde. Aos 18 fundadores iniciais, juntaram-se mais 565 cidadãos que subscreveram a Declaração Política, uma enunciação de princípios que uniu à sua volta largos milhares de cidadãos que nas primeiras eleições livres, realizadas no ano seguinte, deram uma vitória esmagadora ao MpD.
Para assinalar estes 22 anos de existência, a organização do MpD da Região Política Especial de Portugal, organiza no próximo fim-de-semana uma conferência subordinada ao tema “Diáspora em Conferência, MpD – 22 anos depois: Que Partido para o séc. XXI”, que encerra no domingo, 18, com um Encontro/Comício no Polidesportivo da Junta de Freguesia da Brandoa (cidade da Amadora), com intervenções de Emanuel Barbosa, Fernando Elísio Freire, José Luís Livramento e do líder, Carlos Veiga.

CV(Liberal):DETIDO DESAPONTADO COM O “AMIGO” JOSÉ MARIA NEVES

Caso “Lancha Voadora” 
O Primeiro-ministro teve repetidos encontros com “amigos” envolvidos neste processo de tráfico de droga, com “pequenas”, lagostas, percebes, ostras, “groguinhos” e negócios pelo meio. A denúncia foi feita por um dos arguidos detido em São Martinho, que refere também alegadas ligações do ministro José Maria Veiga aos negócios de Paulo Pereira e Ivone Semedo

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Praia, 15 de Março 2012 – Os encontros de “amigos” repetiram-se entre a Cidade Velha, Fogo d’África, Cockpit e nas residências de José Maria Neves, no Palmarejo e na Prainha. O caso “Lancha Voadora” ganha, assim, novos contornos. É que depois da defesa de Veríssimo Pinto ter ameaçado divulgar peças processuais, onde constam nomes de “altas individualidades” deste país, por considerar que tem havido violação de segredo de justiça, aparece agora Quirino Manuel dos Santos (Naiss) - detido na Cadeia Central de São Martinho, na sequência da operação “Lancha Voadora”, em Outubro de 2011 - desapontado com a postura do Primeiro-ministro, José Maria Neves, seu “amigo de peito”, que vem sentenciá-lo, na praça pública, ainda antes da decisão judicial.
“Não esperava isso de José Maria Neves, pessoa com quem convivi várias vezes, quer em casa dele, quer em restaurantes e discotecas, como o Cockpit e tantas outras da capital do país”, lamenta Naiss o abandono e a ingratidão do seu “amigo” JMN.
De acordo com Quirino dos Santos, as últimas declarações públicas do Primeiro-ministro, em Janeiro último, à saída de uma visita que efetuava às instalações da Polícia Judiciária - em que teceu “considerações possessas” sobre os detidos na Cadeia de São Martinho, por alegado envolvimento no caso “Lancha Voadora” -, deixam-no absolutamente desapontado, já que o considerava um “amigo” de vários momentos de ócio.
TUDO BONS “AMIGOS”…
“A primeira vez que conheci José Maria Neves foi, num convívio à noite na Cidade Velha. Estava acompanhado dos seus guarda-costas. Comemos lagostas ao jantar, na companhia do nosso amigo José Júnior Gonçalves (DJoy). Eu e JMN conversámos bastante durante o jantar, perguntou-me sobre a minha origem e quem eram os meus familiares. Ele estava acompanhado de uma ‘piquena’, a quem eu fui apresentado”, conta Naiss, num discurso híbrido entre o crioulo cabo-verdiano e o neerlandez do país onde nasceu, a Holanda.

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Mas o convívio, a que se refere Quirino dos Santos, não acabou nessa noite em Cidade Velha. Continuou pela noite dentro, desta feita com a visita à antiga residência do Primeiro-ministro, em Palmarejo. “De regresso à Praia, convidou-nos a conhecer a sua antiga casa, em Palmarejo, mas disse-nos que estava ali por pouco tempo, já que ia mudar, brevemente, para a sua nova residência na Prainha. Quando chegámos, fomos convidados a entrar e a tomar uma bebida. Apresentou-nos uma aguardente e acabámos, cada um, por beber um cálice. Ficámos em casa de JMN, durante algum tempo, até que ele manifestou interesse em ir para o Fogo D’África [uma espécie de pub situado em Tira Chapéu, arredores da cidade da Praia]. Mas um outro amigo estava interessado em ir ao Cockpit, ao invés de Fogo D’África. Perante a indecisão no seio de grupo, entre ir ou não ir, JMN chamou mais um guarda-costas, que se encontrava em casa, para o acompanhar ao Fogo D’África”, assevera Naiss, acrescentando que do grupo de “amigos” faziam parte Ivan – militar que faleceu recentemente na Praia -, Djoy de Zé Gonçalves, e mais duas pessoas cujo nome não se recorda.
Durante o convívio no Fogo D’África, segundo Naiss, o grupo de amigos, do qual fazia parte o chefe do Governo, dividiu-se em dois e distribuído em duas mesas. Porém, com permanentes contactos entre si.
Às tantas resolvemos ir ao Cockpit. Mas antes contactámos a gerência do estabelecimento, para saber se havia condições de segurança, já que o Primeiro-ministro pretendia visitar aquele espaço”, explica Quirino Santos.
Foi durante o convívio no Cockpit que José Maria Neves confessou a Naiss, que era amigo de Ivone Semedo – mãe de Paulo Semedo, preso na primeira operação “Lancha Voadora”, em Outubro de 2011. “No Cockpit, Zé Maria disse-me que era amigo de Dona Ivone, pois conhecia-a desde criança, em Santa Catarina. Que ficava em casa da mãe da Dona Ivone, enquanto a sua ia vender doces e rebuçados. Por isso, sugeriu-me que dissesse à Dona Ivone para preparar um prato, para irmos comer em casa dela”, afirma Naiss.
Voltaram a encontrar-se, pela segunda vez, depois de combinado - Naiss, Djoy Gonçalves e o Primeiro-ministro -, justamente, na Cidade Velha. Desta feita com a presença de portugueses e o pai do Djoy, José Gonçalves. “A segunda vez que estive com Zé Maria foi num restaurante, em Cidade Velha. Estava eu, Djoy, o pai, Zé Gonçalves, e mais uns portugueses. O Djoy chamou-o e ele foi ter connosco na Cidade Velha”, continua o recluso, sublinhando que, durante o jantar, Zé Maria falava aos portugueses das obras que construiu desde que está no Governo.
Da lista dos amigos de Naiss consta, ainda, o empresário Jorge Spencer Lima – Scapa - e o falecido Ivan. “Estivemos ainda num jantar no Cockpit, aquando da inauguração do restaurante, que deveria ser presidida por Primeiro-ministro. Nesse convívio estavam também presentes, ainda, Scapa, Ivan, eu, Djoy e o Zé Maria”, confirma Naiss, afirmando que ele e o Djoy são amigos e estavam juntos “vinte e quatro sobre vinte e quatro horas”.

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O momento alto da relação entre o Primeiro-ministro e o recluso Quirino dos Santos, foi quando o chefe do Governo convidou Naiss para conhecer a sua nova residência, na Prainha. “Eu e o Djoy fomos convidados para comer umas ostras e percebes enviados da Guiné-Bissau pelo Scapa. Quando nos aproximámos da porta de entrada da residência do Zé Maria, aparece a esposa que me perguntou quem eu era, ao que lhe respondi que eu era Manuel. Retorquiu, perguntando-me se não tinha nenhum ‘nominho’, respondi que era conhecido por Naiss. Foi então que ela exclamou, de forma entusiasta: Ahahah! É bó quê Naiss!?”. Conta que depois dessa exclamação, ele e o Djoy foram acompanhados pela esposa de JMN, até ao quintal, onde decorria o convívio.
Por tudo isso e porque sabe que o PM sabe de muitas outras coisas, o recluso estranha a atitude de José Maria Neves ao proteger o seu ministro José Maria Veiga, que também construiu um grande prédio pertencente a familiares de Paulo e Ivone Semedo. Dessa construção, o ministro Veiga recebeu avultada soma em dinheiro vivo e, curiosamente, até este momento, ainda não foi ouvido no processo do caso “Lancha Voadora”, apesar de a PJ estar na posse de “documentos comprometedores”.
Recorde-se que a operação "Lancha Voadora" tornou-se pública a 8 de Outubro, quando a PJ fez a maior apreensão de droga de sempre no arquipélago: 1,5 toneladas de cocaína em elevado estado de pureza, deteve três indivíduos – que se encontram em prisão preventiva -, apreendeu milhares de euros, milhões de escudos cabo-verdianos em notas, bem como outras moedas. A Polícia Judiciária confiscou, ainda, cinco viaturas topo de gama, três jipes, duas “pick-up”, uma moto aquática e uma “moto-quatro”, além de algumas armas de guerra.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35401&idSeccao=542&Action=noticia

CV(Liberal):IFH OFERECE MILHÕES SEM CONCURSO PÚBLICO

José Maria Neves vai dar a bênção... Sem qualquer propaganda ou alarido, todo o pessoal da Imobiliária Fundiária e Habitat, empresa pública cabo-verdiana, já se encontra novamente na sede da empresa, na Achada de Santo António, agora completamente remodelada. Na segunda-feira, o Primeiro-ministro vai dar a bênção aos gastos luxuosos

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Praia, 15 de Março 2012 - Quando, na próxima segunda-feira, 19, José Maria Neves chegar à Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), vai encontrar um edifício praticamente novo e com mobiliário topo de gama, próprio de uma empresa que há dois anos passava por sérias dificuldades e que, de repente, começa a dar sinais de muita ostentação num período de crise imobiliária profunda em que quase não se vende nada. Aliás, que se saiba, não houve, por enquanto, qualquer explicação para o desafogo repentino da empresa. Nem mesmo os apartamentos construídos em Achada de São Filipe a IFH consegue vender… Continuam desocupados, tal é a péssima qualidade dos mesmos.
Enquanto se gasta luxuosamente de um lado; do outro, estão as reclamações dos trabalhadores que tardam em ser satisfeitas.
Só que os sindicatos já estão na posse de outros dados comprometedoras para a gestão de Paulo Soares, o presidente do Conselho de Administração, que teima em cumprir as reivindicações dos trabalhadores, mas não tem mãos a medir nos gastos em obras ou em assuntos supérfluos.
As obras de remodelação na sede da IFH, orçamentadas inicialmente em 90 mil contas, realizadas em parte com recurso a empréstimo bancário, conforme conseguimos apurar junto de fonte sindical, já chegaram aos 120 mil contos cabo-verdianos e ainda não estão acabadas.
Para aguçar ainda mais as críticas, Paulo Soares e seus pares, em vez de entregarem a obra a uma empresa de construção civil cabo-verdiana - num sector cada vez mais sufocado pela concorrência das construtoras estrangeiras - decidiram entregá-la à empresa portuguesa Monte Adriano… e sem concurso público!
Mas há mais gastos: “só a empresa que fez o projecto de decoração, abocanhou cerca de 15 mil contos”, conta-nos a nossa fonte, indignada com o facto de a administração, paralelamente, ter estado a exigir sacrifícios aos trabalhadores e contenção de despesas, como a exigência de mais uma hora de trabalho sem a devida compensação financeira.

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Outra reivindicação dos trabalhadores é a actualização salarial, referente ao ano passado, ou mesmo a reposição do poder de compra tendo em conta a inflação registada. Em 2012, continuam sem falar no assunto e, cada vez mais, os trabalhadores da IFH vêm as suas conquistas irem por água abaixo. Foram suprimidos os subsídios de transporte e a isenção de horário a alguns trabalhadores.
Entretanto, o Conselho de Administração continua em viagens frequentes, sempre em classe executiva, alugando carros topo de gama e com alojamento em hotéis de luxo quando vai para o exterior.
Só nos últimos dois anos, a IFH já adquiriu seis viaturas novas e, durante esse período, já contratou 13 novos colaboradores, e parece que não se fica por aqui. Os dois últimos contratados são amigos do peito de membros da administração: um deles é primo do administrador Carlos Moura e colega de curso de Paulo Soares, o PCA.
São dados na posse dos sindicatos que brevemente irão ser confrontados com a administração da IFH, até verem satisfeitas as reivindicações dos trabalhadores. Caso contrário, fica a promessa de luta firme e decidida.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35405&idSeccao=542&Action=noticia

CV(Liberal):FRANCISCO TAVARES APRESENTA RECANDIDATURA

Prenunciando já a pré-campanha… 
O tiro de partida para a corrida eleitoral é dado no sábado em Assomada. Ao lado de Carlos Veiga, o edil da cidade do planalto vai subir ao palco para anunciar as razões do bis para a presidência da câmara e enunciar propósitos da candidatura

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Praia, 5 de Março 2012 – Francisco Tavares vai anunciar publicamente a sua recandidatura à presidência da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago. O acto, a decorrer no próximo sábado, 17, pelas 10 horas, no Cine Clube de Assomada, contará com a presença do líder do Movimento para a Democracia (MpD), Carlos Veiga.

Segundo nota chegada à nossa redacção, Tavares “considera importante um segundo mandato de modo a impulsionar o desenvolvimento do concelho”, cujos problemas e dificuldades “são conhecidos”, adiantando que “a casa está arrumada” e elencando as “obras estruturantes” realizadas no município, nomeadamente, “no domínio da infra-estruturação económica, desportiva, urbana e habitacional”, e na implementação de “politicas públicas hoje consideradas boas práticas, especialmente no domínio social como o combate à insegurança habitacional e à exclusão educativa”, mas também na implementação de “parcerias para o desenvolvimento”.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35406&idSeccao=523&Action=noticia

Padre faz furor ao dar dicas sobre “como arrumar alguem” (COM VIDEO)

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quinta-feira, 15 de março de 2012

SUIÇA:Polícia suíça não consegue explicar causas do acidente - Mundo - Notícias - RTP

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FRANÇA:Três soldados mortos a tiro em França - Mundo - Notícias - RTP

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Três ex-chefes de Estado na apresentação do livro de António Costa - Política - Sol

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Show Frans Molenaar in Amstel Hotel - FOTO - PAROOL

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CV(Liberal):MpD FAZ HOJE 22 ANOS

Efeméride é comemorada no próximo fim-de-semana


A fundação do partido marcou tempo novo na sociedade cabo-verdiana, abrindo espaço à realização das primeiras eleições livres e construindo um Estado de Direito democrático que, mais de duas décadas depois, continua o seu caminho de consolidação rumo a uma sociedade mais justa e solidária

Praia, 14 de Março 2012 – Hoje, ao baterem as 19 badaladas do relógio da História, passam 22 anos sobre a fundação do Movimento para a Democracia (MpD). Corria o dia 14 de Março de 1990 quando 18 dissidentes do partido único (PAICV) – que se manteve no poder durante 15 anos consecutivos sem eleições democráticas - se reuniram na escola primária do bairro Brasil (Achada de Santo António), tendo ali mesmo proclamado a fundação do partido e, com esse acto, aberto um caminho irreversível para a construção de um Estado de Direito democrático em Cabo Verde. Aos 18 fundadores iniciais, juntaram-se mais 565 cidadãos que subscreveram a Declaração Política, uma enunciação de princípios que uniu à sua volta largos milhares de cidadãos que nas primeiras eleições livres, realizadas no ano seguinte, deram uma vitória esmagadora ao MpD.

Para assinalar estes 22 anos de existência, a organização do MpD da Região Política Especial de Portugal, organiza no próximo fim-de-semana uma conferência subordinada ao tema “Diáspora em Conferência, MpD – 22 anos depois: Que Partido para o séc. XXI”, que encerra no domingo, 18, com um Encontro/Comício no Polidesportivo da Junta de Freguesia da Brandoa (cidade da Amadora), com intervenções de Emanuel Barbosa, Fernando Elísio Freire, José Luís Livramento e do líder, Carlos Veiga.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35389&idSeccao=523&Action=noticia

BÉLGICA:É a pior coisa que pode acontecer na vida

É a pior coisa que pode acontecer na vida: Depois de 22 crianças terem perdido a vida num acidente de viação, sucedem-se as homenagens numa Bélgica que está em luto. Desenhos e flores estão a ser deixados junto à parede de uma escola em Haverlee, onde estudavam algumas das crianças que morreram.

Governo belga cria gabinete de crise depois do acidente com autocarro - Mundo - Notícias - RTP

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Thomas Lubanga condenado pelo TPI por tornar crianças em soldados - Mundo - Notícias - RTP

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Politie neemt veel meer wapens in beslag - MISDAAD - PAROOL

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News of The World: Rebekah Brooks foi detida - Internacional - Sol

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Bolívia exige legalização da folha de coca - Internacional - Sol

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Ban Ki-moon pediu a Paulo Portas apoio de Portugal à Guiné-Bissau - Política - Sol

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Não é só o Barça que dá sete na Champions

Não é só o Barça que dá sete na Champions: Os catalães despacharam o Bayer Leverkusen com um impressionante 7-1. Hoje, os bávaros repetiram a dose ofensiva sem qualquer golo sofrido diante do Basileia. Bayern está nos quartos-de-final da Champions.

“Europa arrisca-se a uma explosão social”

“Europa arrisca-se a uma explosão social”: Ex-primeiro ministro não está preocupado com “a herança” política que deixou no país e não tenciona escrever as suas memórias.

ETIOPIA/Ataque contra autocarro faz 19 mortos na Etiópia - JN

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Vídeo mais visto do YouTube rende 120 mil euros a família - JN

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TAILANDIA/Primeiras assistentes de bordo transexuais - JN

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terça-feira, 13 de março de 2012

CV-JORGE SANTOS EM BISSAU COMO OBSERVADOR DAS ELEIÇÕES DE DOMINGO

Deputado integra missão de observação UA/PAP
O mundo está de olhos postos nas presidenciais. Se forem consideradas livres e justas e aceites por todos, novos caminhos de desenvolvimento poderão emergir de uma sociedade guineense marcada pelo conflito
foto
Praia, 13 de Março 2012 – Jorge Santos, deputado e ex-líder do Movimento para a Democracia (MpD) partiu hoje para Bissau, integrado na missão conjunta da UA/PAP que vai observar as eleições presidenciais do próximo domingo, 18.

O deputado foi convidado pessoalmente pela secretária-geral adjunta para os Assuntos Legislativos da União africana, Helen B. Dingani.

OLHOS POSTOS EM BISSAU

As eleições presidenciais na Guiné-Bissau estão a criar grande expectativa na comunidade internacional, porquanto poderão, ou não, ditar a continuação dos esforços de paz e reconciliação empreendidos.

Ou seja, se as eleições decorreram dentro da normalidade, respeitando os procedimentos democráticos, sendo consideradas livres e justas e o seu resultado aceite por todos os sectores da sociedade guineense, os caminhos do desenvolvimento traçados pela cooperação internacional poderão dar uma nova dinâmica ao país, resgatando-o do ambiente de conflitualidade que tem vivido nos últimos anos.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35385&idSeccao=542&Action=noticia

CV-Rubrica do acordo de facilitação de vistos para Europa está para breve

Cidade da Praia, 13 mar (Lusa) - O acordo para a facilitação de vistos entre a União Europeia (UE) e Cabo Verde vai ser rubricado "dentro de semanas", abrangendo, numa primeira fase, os passaportes diplomáticos e de serviço, anunciaram hoje fontes oficiais.

Segundo o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano, José Luís Rocha, e o chefe da representação da Comissão Europeia (CE) em Cabo Verde, o espanhol Josep Coll, que falaram aos jornalistas momentos antes do início da XIII Reunião do Comité Local de Seguimento (CLS) da Parceria Especial, o acordo será assinado "dentro de semanas", mas sem adiantarem uma data.
Os dois responsáveis referiram que o documento está já "tecnicamente pronto", faltando agora as traduções para as várias línguas utilizadas pelos "27" para que o Conselho de Ministros o aprove definitivamente.
José Luís Rocha salientou que, inicialmente, Cabo Verde definiu como meta a isenção de vistos para todos os cabo-verdianos, "sendo esse o objetivo final", embora haja necessidade de, primeiro, testar os novos passaportes eletrónicos, através da concessão de autorizações, múltiplas e durante cinco anos, para 10 categorias.
Entre elas figuram as personalidades cabo-verdianas detentoras de passaportes diplomáticos e de serviço, bem como académicos, empresários, jornalistas e artistas.
A Parceria para a Mobilidade, integrada na parceira especial, consiste numa oferta específica e concreta de diálogo e cooperação da UE e dos seus Estados-membros nos domínios da migração legal e da migração e desenvolvimento em troca de uma cooperação maior dos países terceiros nos domínios da luta contra a imigração ilegal e a readmissão.
Nesta última questão, José Luís Rocha e Josep Coll garantiram que Cabo Verde não terá qualquer centro de acolhimento, estando previsto apenas a criação de uma sala nos quatro aeroportos internacionais do arquipélago, "com condições dignas", para instalar todos os que cheguem ilegalmente ao país.
Cabo Verde, a 05 de junho de 2008, e a Moldávia foram escolhidos para se tornarem Estados piloto para o estabelecimento pela UE da Parceria para a Mobilidade, o que constitui também uma forma de combater a imigração ilegal.
Duas das realizações concretas levadas a cabo no âmbito da Parceria para a Mobilidade foram a abertura, na Cidade da Praia, do Centro de Apoio ao Migrante no País de Origem (CAMPO) e do Centro Comum de Vistos (CCV) da UE, liderado por Portugal.
O CAMPO, encerrado em fins de 2011 e que Cabo Verde pretende ver novamente implementado, visa aconselhar e guiar os candidatos migrantes nas suas pesquisas no mercado de trabalho europeu e, para aqueles que queiram voltar ao país, facultar-lhes um acompanhamento de reintegração.
JSD./Lusa/Fim
http://noticias.sapo.cv/lusa/artigo/13975332.html

PORTUGAL/B. Leza reabre ao público

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Vaticano contra privatização do setor da água - Globo - DN

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CPLP:Brasil e Cabo Verde aprofundam cooperação na área de defesa


Rio de Janeiro, 09/03/2012 – Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e de Cabo Verde, Jorge Tolentino, manifestaram hoje a intenção de estreitar a cooperação entre os dois países nas áreas de defesa e segurança. Amorim recebeu nesta manhã, no Rio de Janeiro, seu colega cabo-verdiano, que se encontra em visita oficial ao Brasil.

Em reunião na sede da Escola Superior de Guerra (ESG), no bairro da Urca, os ministros trataram de uma série de temas relacionados ao aprimoramento da cooperação bilateral. O representante de Cabo Verde expressou o interesse do país na obtenção de expertise brasileira, sobretudo nos segmentos de segurança marítima e SAR (Busca e Salvamento).
País insular situado numa importante posição geoestratégica no Atlântico, Cabo Verde enfrenta, atualmente, problemas com organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas e pessoas. “Há uma firme disposição do governo do meu país de combater essas organizações”, afirmou Tolentino, ressaltando a necessidade de apoio de países como o Brasil nessa tarefa.

Durante o encontro, do qual participaram os comandantes das três Forças Armadas – almirante Júlio Soares de Moura Neto (Marinha), general Enzo Peri (Exército) e brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica) –, foram oferecidas aos representantes de Cabo Verde vagas em escolas militares nacionais de formação de praças e oficiais.
O comandante da Marinha do Brasil reiterou a importância da integração dos centros de controle de tráfego marítimo dos dois países. E mencionou também a possibilidade de oferecimento de vagas a militares da Guarda-Costeira cabo-verdiana em escolas de formação de pessoal da força marítima.
Na área de cooperação marítima, foi acertada entre os representantes dos dois países a criação de um “embrião” de uma missão da Marinha brasileira. Essa missão deverá visitar Cabo Verde para que as duas nações discutam todas as possibilidades de cooperação, tanto nas áreas de pessoal quanto de meios (equipamentos) navais.

Plataforma continental
Os ministros também acertaram que o Brasil dará apoio técnico e científico a Cabo Verde para o levantamento da plataforma continental do país. Ainda este ano, a Marinha enviará ao arquipélago uma missão para dar início às tratativas sobre o assunto.

O Brasil possui larga experiência nesse tipo de trabalho, tendo realizado levantamento semelhante da plataforma da Namíbia. A Marinha brasileira também trabalha na Leplac (termo técnico que designa a tarefa) de Angola.

Outro aspecto tratado no encontro foi a possibilidade de o Brasil enviar a Cabo Verde os três navios-patrulha adquiridos recentemente da Inglaterra. A ideia é realizar manobras conjuntas na área de Busca e Salvamento. Outra possibilidade aventada nesse campo é o envio de aviões-patrulha (P3) da Força Aérea Brasileira (FAB) para exercícios na costa do país lusófono.
Na reunião foi informado ao ministro de Cabo Verde a intenção do Brasil de doar um ou dois aviões bandeirantes que poderão auxiliar o país no patrulhamento de sua costa. O processo de doação será iniciado em breve e deverá ser concluído após aprovação do Congresso Nacional e preparação das aeronaves pela FAB.

O Exército Brasileiro ofereceu ainda a possibilidade de militares de Cabo Verde conhecerem a experiência do país em operações de paz, a exemplo do Haiti, além de vagas em cursos de formação de oficiais e praças.

A delegação do país lusófono deverá visitar amanhã a base do Exército no Complexo do Alemão, no Rio, para conhecer, na prática, uma operação de garantia da lei e da ordem executada por uma força armada. O ministro Jorge Tolentino manifestou o interesse do país em conhecer a experiência do Brasil em ações de segurança interna.
Ao final do encontro, o ministro Celso Amorim comemorou o estreitamento da cooperação integrada entre os dois países. “Meu desejo é que essa parceria contribua também para a paz e a segurança no Atlântico”, disse.
Também participaram do encontro, como membros da delegação cabo-verdiana, o diretor Nacional de Defesa, Pedro dos Reis Brito, e o comandante da Guarda-Costeira, Antônio Duarte Monteiro.
Fotos: Tereza Sobreira
Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social
(61) 3312-4070 // 4071
https://www.defesa.gov.br/index.php/noticias-do-md/2454900-09032012-defesa-brasil-e-cabo-verde-aprofundam-cooperacao-na-area-de-defesa.html

CPLP:Brasil vai doar aviões "Bandeirantes" se Congresso o aprovar


PRAIA- O ministro da Defesa brasileiro manifestou a vontade do Governo de doar aviões Bandeirantes para auxiliar Cabo Verde no patrulhamento da sua zona marítima, noticia hoje a edição "online" do jornal cabo-verdiano A Nação.

Celso Amorim ressaltou, porém, que o processo de doação depende de aprovação do Congresso Nacional (Parlamento), além da preparação das aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB), não adiantando o número de aparelhos a disponibilizar.

A confirmar-se, será um dos resultados da visita que o ministro da Defesa cabo-verdiano, Jorge Tolentino, efetua há cerca de uma semana ao Brasil, em que também já foram acertados aspetos da cooperação bilateral nas áreas da defesa e segurança, que não foram especificados.
Segundo Celso Amorim, o Brasil pretende contribuir para o aumento da segurança na região do Atlântico, onde Cabo Verde está situado, contribuindo com isso "para a paz e a segurança" na região.

 
O mesmo foi dito a 01 deste mês pelo comandante da Marinha brasileira, almirante de esquadra Júlio Moura Neto, durante uma visita de trabalho a Cabo Verde, lembrando que a pirataria marítima está a alastrar no Atlântico Médio e que o Brasil quer prevenir a chegada às suas águas, admitindo a possibilidade de enviar navios patrulha para a costa ocidental africana banhada pelo oceano.
No Brasil, e além da defesa dos domínios marítimos de Cabo Verde, Jorge Tolentino mostrou particular interesse na experiência brasileira nas áreas de segurança marítima e de busca e salvamento.

 
Entre os problemas que o arquipélago cabo-verdiano enfrenta encontram-se, disse Jorge Tolentino à Agência Lusa antes de embarcar para o Brasil, os tráficos de droga e de pessoas, bem como a pesca ilegal, enquanto aumentam as informações sobre atos de pirataria marítima na região oeste-africana.
No Brasil, Jorge Tolentino e Celso Amorim, antigo chefe da diplomacia brasileiro, acertaram também que o Brasil dará apoio técnico e científico a Cabo Verde para o levantamento da sua plataforma continental, tendo em conta a experiência brasileira na Namíbia, já concretizado, e em Angola, em curso.

A 20 de fevereiro último, o porta-voz do Conselho do Ministério da Defesa cabo-verdiano, major António Silva Rocha, indicou que o Governo está à procura de financiamento para reforçar as esquadrilhas naval e aérea de Cabo Verde, incluindo entre os parceiros contactados Portugal e Brasil.
Já a 01 deste mês, o comandante da Guarda Costeira (Marinha) cabo-verdiana, coronel António Monteiro, disse estar a equacionar a aquisição de navios patrulha ao Brasil para fazer face aos desafios e ameaças que estão a surgir na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago, de 723.265 km2, 182 vezes superior ao território terrestre.

Na mesma altura, o almirante de esquadra Júlio Soares de Moura Neto lembrou que o Brasil constrói navios de fiscalização de 200 e 500 toneladas e manifestou abertura para negociar com as autoridades cabo-verdianas uma forma de os disponibilizar ao arquipélago.
JSD./Lusa/Fim
http://noticias.sapo.cv/lusa/artigo/13974045.html