domingo, 29 de abril de 2012

"Silvio disse que me cobria de ouro se eu não falasse" - Globo - DN

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Escândalo sexual abala Governo australiano - JN

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Scotland Yard tem esperança de encontrar Maddie com vida

Scotland Yard tem esperança de encontrar Maddie com vida: Polícia britânica vai pedir a Portugal que reabra o caso. A criança desapareceu a 3 de Maio de 2007 na Praia da Luz, em Lagos.

Ex-presidente da Libéria considerado culpado de crimes de guerra

Ex-presidente da Libéria considerado culpado de crimes de guerra: Juízes consideram que Charles Taylor encorajou actos de terrorismo, homicídio, violação, tortura, uso de crianças soldado, escravização e pilagem. É a primeira condenação de um ex-chefe de Estado por um tribunal mundial desde os julgamentos de Nuremberga.

Acordo orçamental na Holanda

Acordo orçamental na Holanda: Governo está demissionário porque não estava a conseguir aprovar as medidas de austeridade, mas hoje cinco partidos entenderam-se.

Revoltosos já admitem voltar a ter Gomes Júnior no Governo guineense

Revoltosos já admitem voltar a ter Gomes Júnior no Governo guineense: Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira estavam detidos pelos militares, desde o passado dia 12, e foram libertados este sábado, nas vésperas de chegar ao país a força de paz da CEDEAO, a comunidade económica dos estados da áfrica ocidental.

Buraco engole táxi e homem na Rússia durante reportagem em TV - Fernando Moreira: O Globo

Buraco engole táxi e homem na Rússia durante reportagem em TV - Fernando Moreira: O Globo

sábado, 28 de abril de 2012

Ex-líderes guineenses chegam à Costa do Marfim depois duas semanas sob detenção - Mundo - Notícias - RTP

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Revista Galileu - NOTÍCIAS - 'Festas do feromônio' reúnem interessados na atração 'natural'

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Londres 2012: Fábrica na Inglaterra produz 8 mil tochas para os Jogos

Travesti diz que igreja inclusiva lhe dá 'liberdade'

Viúvas e filhos de Bin Laden acolhidos por razões "humanitárias" - JN

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USA:Obama explica operação que eliminou Bin Laden a partir da sala secreta - JN

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Strauss-Kahn acusa inimigos ligados a Sarkozy de armar escândalo sexual com camareira

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Martin Schulz confiante em mudança de estratégia europeia - Internacional - Sol

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Portugal:Jogadores da U. Leiria rescindem contratos

Jogadores da U. Leiria rescindem contratos: Os jogadores da União de Leiria decidiram rescindir, de forma colectiva, o contrato que os ligava ao clube da Liga Zon Sagres, o que impede a realização do encontro de domingo com o Feirense. Clube apresentou uma proposta considerada insuficiente pelos atletas.

União de Leiria não vai a jogo - Futebol Nacional - Desporto - RTP

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Austeridade é suicídio, sublinha Nobel Joseph Stiglitz - Economia - Notícias - RTP

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Presidente ucraniano promete inquérito a agressões à principal rival - Mundo - Notícias - RTP

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Na Holanda, cinco partidos chegaram a acordo sobre o programa de austeridade - Mundo - Notícias - RTP

Na Holanda, cinco partidos chegaram a acordo sobre o programa de austeridade - Mundo - Notícias - RTP

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Presidente interino e primeiro-ministro da Guiné-Bissau saíram do país - Mundo - Notícias - RTP

Presidente interino e primeiro-ministro da Guiné-Bissau saíram do país - Mundo - Notícias - RTP

HAIA-A situação política na Holanda, com um governo interino minoritário colocou um fim a muitas das iniciativas prévias do governo, incluindo alguns aspectos da política exterior holandesa.

Geert Wilders e o seu Partido da Liberdade (PVV) apoiaram o governo em troca de ter algumas de suas políticas implementadas. Agora que Wilders retirou o apoio ao gabinete, esse está livre de apoiar suas medidas.

O que Wilders queria
O Ministro da Imigração, Geerd Leers, por exemplo, já anunciou que vai parar de pressionar por políticas mais restritivas na União Europeia no que diz respeito à reunião familiar. O Ministro do Interior retirou seu apoio à nova lei, impulsionada por Wilders, em colocar restrições a cidadãos holandeses que possuem dupla nacionalidade.

Há uma política similar na área de ajuda ao desenvolvimento. Como parte de um corte orçamentário anterior, a ajuda ao desenvolvimento havia sido cortada de 8% para 7% do PIB, o que representa cerca de um bilhão de euros a menos. Geert Wilders insistiu em outro corte da mesma medida durante a recente negociação para mais um corte no orçamento. A nova redução não acontecerá, embora a primeira já tenha sido implementada e não possa ser revertida.

Wilders na oposição
Por sua vez, Geert Wilders está agora livre para se opor aos aspectos da política externa que ele havia apoiado taticamente para manter esse governo no poder. Uma dessas políticas é a venda à Indonésia de dezenas de tanques Leopard que o exército holandês não utiliza mais. O PVV sempre foi contrário à venda, mas não poderia bloqueá-la. Agora que ele faz parte da oposição, quer garantir que a venda não seja aprovada.

Além disso, a participação holandesa no programa Joint Strike Fighter, com a aquisição do segundo avião de teste, está agora incerta.


Relações mais amistosas

Relações com diversos países serão certamente mais amistosas agora que o PVV voltou a ser oposição. Diversas vezes, Wilders havia insultado as autoridades turcas, mais recentemente durante uma visita de Estado do presidente Abdullah Gul. O partido de Wilders criou um website no qual era possível deixar queixas contra imigrantes poloneses, o que aumentou a ira da Polônia e outros países na Europa do Leste.

A Holanda também bloqueou a admissão da Romênia e da Bulgária entre os países da Zona Schengen. Ainda não está claro se a queda do governo irá mudar o ponto de vista holandês.


Europa

O acordo orçamentário fechado rapidamente por cinco partidos na quarta e quinta-feira já faz com que exista uma pequena preocupação que a Holanda não será mais um defensor da disciplina de orçamento na Europa. O acordo tem como objetivo fazer com que o orçamento holandês para 2013 esteja abaixo da norma deficitária de 3% colocada por Bruxelas.

Agora a Alemanha, em particular, está preocupada que a Holanda não vá prosseguir defendendo as medidas de austeridade, ou pelo menos, não mais de maneira ardente. A chanceler alemã Angela Merkel já advertiu a Holanda para fazer os ajustes orçamentários rapidamente. O parlamento holandês parece ter ouvido o aviso.

Toda a atenção se voltará para a Holanda quando dos debates parlamentares para a ratificação dos Mecanismos Europeus de Estabilidade, um fundo permanente, agendado para ser estabelecido em julho. A maioria no parlamento apóia o fundo, mas a quota holandesa de investimento nesse fundo é de 40 bilhões de euros – uma quantia que alguns políticos podem se recusar a aprovar, de olho nas próximas eleições.

A Holanda teve governos interinos por quase dois anos na última década, o que significa que essa situação política não é desconhecida. Ainda assim, esse governo interino é diferente: não possui a maioria dos assentos no parlamento.
Por John Tyler
http://www.rnw.nl/portugues/article/mudan%C3%A7-na-pol%C3%ADtica-exterior-holandesa

ES:Desemprego em Espanha sobe para os 24,4% - Economia - DN

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CHINA:Dissidente chinês escapa a prisão domiciliária e manda vídeo ao Governo - Mundo - PUBLICO.PT

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Países africanos aprovam envio de força militar para Bissau - Mundo - PUBLICO.PT

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NL:Tribunal proíbe estrangeiros nos coffee-shops da Holanda - Globo

Tribunal proíbe estrangeiros nos coffee-shops da Holanda - Globo - DN

NL:De cabeça erguida rumo à Bruxelas



HAIA-Finalmente ele deve ter dormido bem uma noite, o ministro holandês das Finanças, Jan Kees de Jager. Porque hoje ele pode enviar para Bruxelas o pacote de medidas de corte orçamentário no qual a Holanda cumpre as estritas normas europeias.

“Um feito incrível”, disse o primeiro ministro holandês Mark Rutte, sobre o fato de que dentro de 24 horas uma coalizão heterogênea chegou a um acordo sobre o orçamento para 2013.

Ameaça de negligência
Antes de 30 de abril, todos os países membros da União Europeia devem demonstrar à Comissão Europeia que está tudo em ordem com o orçamento. Para a Holanda e diversos outros membros, significa que o déficit precisa ser menor do que 3%. Uma regra estrita que a própria Holanda instou para frear a crise financeira na Europa. Mas há seis dias as negociações sobre o orçamento em Haia falharam e a Holanda corria o risco de pagar uma enorme multa como consequência da negligência.

O causador da crise, o líder do partido da Liberdade, Geert Wilders, tirou seu apoio à coalizão, fazendo com que o gabinete do primeiro ministro Rutte caísse. E então aconteceu o que se parecia impossível.

Três partidos de oposição decidiram ver sobre quais cortes eles poderiam entrar em acordo. O partido verde Groen Links, o União Cristã e o partido de centro D66 trabalharam em estreita colaboração com o ministro das Finanças. Que, em seguida, se dirigiu aos dois partidos do governo, o liberal VVD e o cristão-democrata CDA. E para surpresa de todos, chegou-se a um acordo nessa quinta-feira.

“Isso demonstra que a Holanda não está paralisada pela oposição política. Se é preciso, conseguimos entrar em acordo”, disse De jager durante o debate no qual o parlamento votou a favor do pacote de cortes orçamentários.

Também foi um alívio para Bruxelas. Se a Holanda não cumprisse o prazo, não seria um bom exemplo para países como a Espanha, Irlanda e Grécia.

Principais medidas do acordo:
- a idade para aposentadoria sobe em 2013
- maior contribuição para assistência médica
- aqueles com rendimentos elevados deverão pagar mais impostos
- Impostos para artigos de luxo sobem de 19 para 21%
- sobem os impostos sob bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarro

Com o novo acordo, não haverá mais cortes na ajuda ao desenvolvimento, a norma continua 0,7% do Produto Interno Bruto.

FONTE:http://www.rnw.nl/portugues/article/de-cabe%C3%A7a-erguida-rumo-%C3%A0-bruxelas
Foto:internet

Autoridade do Trabalho detectou salários em atraso em mais de 700 empresas

Autoridade do Trabalho detectou salários em atraso em mais de 700 empresas: Inspectores efectuaram 36 participações-crime ao Ministério Público, em sequência de recolha de indícios para apurar situações de fraude, encerramento ilícito ou falta de pagamento pontual das retribuições dos trabalhadores. Dados são de 2011.

Van Hooijdonk diz que protegia os ouvidos se jogasse no Benfica

Van Hooijdonk diz que protegia os ouvidos se jogasse no Benfica: Irónico, o antigo avançado do Benfica vê em Jesus um treinador que grita, grita e grita. Van Hooijdonk considera que é uma grande desilusão o Benfica falhar o título nacional.

CV:Trabalhadores devem realizar mega-manifestação em junho




PRAIA-Os trabalhadores de todos os sectores de actividade devem realizar uma megamanifestaçao, na Praia, em Mindelo e no Sal.
A decisão foi a tomada pelos responsáveis das duas centrais sindicais, que se reuniram ontem (26), na Praia.

Conforme o secretário-geral da UNTC-CS, Júlio Ascensão Silva, em causa está a não implementação do salário mínimo nacional, do reajuste salarial e do décimo terceiro mês.
A manifestação tem apoio da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL). Sedundo o líder José Manuel Vaz, as centrais sindicais não tiveram outra alternativa para exigir ao Governo a resolução dos problemas que os trabalhadores vivem.

À manifestação agendada para um de Junho poderá seguir-se uma greve geral, caso o Governo continue a fazer orelhas moucas às reivindicações dos trabalhadores, segundo Vaz.
Até à manifestação de Junho, as duas centrais sindicais comprometeram-se ainda a realizar acções de luta que se vão traduzir em manifestações, greves sectoriais e protestos públicos.
http://www.rtc.cv/index.php?paginas=21&id_cod=4155

CV:Carlos Veiga apresenta “Pacto Político” para as Autárquicas


PRAIA-O presidente do Movimento para a Democracia apresenta nesta sexta-feira, 27, na sede do partido, na Praia o “Pacto Político” para as eleições autárquicas que se avizinham. O documento contém as linhas gerais que o partido ventoinha defende para o exercício do Poder Local.
O documento será assinado por todos os candidatos suportados pelo MpD, durante a próxima Convenção Autárquica marcada para a ilha de São Vicente. Antes, nesta sexta-feira, Carlos Veiga reúne-se com a imprensa para apresentar os “grandes compromissos” assumidos pelos candidatos na futura governação dos municípios.

O Pacto Político contém “as prioridades da administração económica, política, social e cultural e o modelo de gestão, sobretudo a transparência na aplicação dos recursos e a proximidade entre eleitos e eleitores” que o MpD defende.

Para Carlos Veiga, estas eleições constituem uma oportunidade para o seu partido “contribuir para que a geração de novas políticas sociais em Cabo Verde ganhe cada vez mais expressão e reforçar a presença do Partido na governação dos Municípios”.

O líder do MpD defende ainda o reforço da autonomia administrativa, financeira e governativa a nível local, como factor propiciador do desenvolvimento humano e económico.
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article75523&ak=1

FUTEBOL:Guardiola confirma saída do Barça

Guardiola confirma saída do Barça: Em conferência de imprensa, o técnico confirmou a saída dos catalães, revelando que o tempo que passou no comando da equipa desgastou-o e esse é o principal motivo que o leva a abandonar o cargo. Tito Vilanova, até agora adjunto, sucede a Pep Guardiola no final da época.

PORTUGAL:País está a recuar a tempos perigosos em que estuda quem tem dinheiro

País está a recuar a tempos perigosos em que estuda quem tem dinheiro: Os Verdes criticam política do Governo para o ensino superior. Passos Coelho diz que o Estado não tem de garantir, em termos financeiros, formação superior a todos.

Holanda decide hoje proibição de cannabis para turistas - Internacional - Sol

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Revista The Economist considera Hollande 'um homem perigoso' - Internacional - Sol

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Merkel intervém nas presidenciais francesas para salvar Sarkozy - Mundo - Notícias - RTP

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CEDEAO intervém na Guiné Bissau - Mundo - Notícias - RTP

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

CV(Liberal): CARLOS VEIGA APRESENTA PACTO POLÍTICO



Antecedendo Convenção Autárquica do Mindelo


Segundo o líder ventoinha, “num arquipélago que se debate com elevadas taxas de desemprego e de pobreza e com elevados défices de infraestruturação básica”, é fundamental “o reforço da autonomia administrativa, financeira e governativa a nível local”





Praia, 26 de Abril 2012 – Comprometer, perante os eleitores, os candidatos do MpD às autárquicas, ou apoiados por este partido, com os grandes compromissos assumidos nas futuras governações municipais é o objectivo do Pacto Político a ser assinado durante a Convenção Autárquica do Mindelo que ter lugar no próximo mês, e que Carlos Veiga apresenta amanhã, 27, na cidade da Praia.


As prioridades na administração económica, política, social e cultural, bem como o modelo de gestão municipal, valorizando a transparência na utilização de recursos públicos, são as grandes linhas orientadoras do Pacto Político, uma oportunidade “para o MpD contribuir para que a geração de novas políticas sociais em Cabo Verde ganhe cada vez mais expressão e reforçar a presença do partido na governação dos municípios”, pode ler-se em nota chegada à nossa redacção.


E, segundo Veiga, “num arquipélago que se debate com elevadas taxas de desemprego e de pobreza e com elevados défices de infraestruturação básica”, é fundamental “o reforço da autonomia administrativa, financeira e governativa a nível local”, porquanto, “é um factor fundamental para a alavancagem do desenvolvimento humano e económico”.


A Conferência Autárquica, que se realiza na cidade do Mindelo, entre 4 e 6 de Maio, vai contar com a presença de todos os candidatos às 22 câmaras e assembleias municipais do país, bem como de convidados nacionais e estrangeiros.

http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35769&idSeccao=523&Action=noticia

Imigração e Europa em destaque na campanha para a segunda volta em França - Mundo - Notícias - RTP

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Charles Taylor nega prática de crimes de guerra na Serra Leoa - Mundo - Notícias - RTP

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GB:Tráfico de droga na Guiné-Bissau poderá ajudar terrorismo

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GUINÉ BISSAU:Depois do fracasso de Bissau as atenções viram-se para Abidjan

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UNITA quer observadores dos EUA nas eleições de Angola

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CV(ASemana):Lavagem de capital na operação Lancha Voadora: Dinheiro vivo e transferências para paraíso fiscal




PRAIA-Informações recolhidas por A Semana desvendam como três empresas envolvidas no caso Lancha Voadora faziam para “lavar” dinheiro alegadamente do tráfico de droga.
Três das cinco empresas acusadas pelo Ministério Publico no processo Lancha Voadora terão montado um complexo esquema de lavagem de capital, que tinha como um dos principais pivots a Aurora International Enterprises & Ventures, uma sociedade gerida pelo empresário cabo-verdiano José Teixeira, dono da imobiliária Editur. A empresa está registada no Estado norte-americano de Delaware, mas é apontada como o canal secreto que permitia a entrada em Cabo Verde do dinheiro resultante da venda de carregamentos de droga enviados para a Europa, a partir do nosso país, pela rede de narcotráfico supostamente liderada pelo arguido Paulo Ivone Pereira. Os milhões de euros eram depois aplicados em negócios chorudos que envolviam transacções principalmente entre a ImoPraia e a Editur, mas também com a Auto Center. Aliás, A Semana apurou que o verdadeiro dono da empresa que comprou a “lancha voadora”, usada no transbordo dos 1501,3 quilos de cocaína pura apreendida pela Judiciária na cidade da Praia, é Paulo Ivone Pereira e não Veríssimo Pinto, como o próprio ex-Presidente da Bolsa de Valores levou muita gente a acreditar. Pereira, apurou este jornal, detinha 59% das acções e foi ele quem financiou a compra da embarcação, em quinze mil contos.

O esquema usado nesta suposta lavagem de capitais é complexo, mas resume-se assim: duas empresas offshore caribenhas, a Viscount Holdings Limited e a Roscomon Ltd, criaram a sociedade Aurora International Enterprises & Ventures, LLC e registaram-na em Delaware, aproveitando certas facilidades legais concedidas a empresas estrangeiras por esse Estado norte-americano. Mas, apesar de pertencer a duas empresas das Caraíbas e estar registada na América, a Aurora International tinha Cabo Verde como o seu mercado preferencial.

Delaware e banco offshore Crédito Agrícola Mútuo

Logo no dia em que criaram a Aurora International em Delaware, os administradores da Viscount e da Roscomon passaram uma procuração ao empresário cabo-verdiano José Teixeira, dando-lhe plenos poderes para administrar a novel sociedade. Com a empresa nas mãos, Teixeira abriu, na cidade da Praia, uma conta no banco offshore Crédito Agrícola Mútuo – Sucursal Financeira Exterior de Cabo Verde, onde passou a receber depósitos de milhares de contos, enviados a partir da Síria por um cidadão desse país chamado Kaís Saab. Os montantes ora eram repassados para uma conta pessoal de Teixeira, ora depositados no nome da imobiliária Editur.

Até aqui, tudo parece normal, se não forem levados em conta os cifrões exorbitantes dos depósitos. Acontece, no entanto, que o dinheiro transferido pelo sírio Saab era, nem mais nem menos, para pagar à Editur as compras de apartamentos feitas pela ImoPraia. Esta pertencerá a Paulo Pereira, apesar de inscrita no nome da sua irmã Ernestina Pereira e da sua mãe Ivone Semedo. Parte dos quase cem apartamentos que a ImoPraia comprou à Editur foi paga com os milhões de euros enviados pelo sírio Kaís Saab para a Aurora International, como quem diz, para José Teixeira.

No apogeu dessa relação, a ImoPraia chegou a realizar em 2007 duas grandes operações com a Editur. Em 2009 adquiriu ainda um extenso lote de terreno ao empresário José Teixeira. Paralelamente, a empresa de Paulo Pereira comprou um outro grande tracto de terreno à empresa pública IFH, por duzentos mil contos, pagos em prestações.

Em Abril de 2007, a ImoPraia, com um capital social de apenas cinco mil contos, comprou à Editur um complexo habitacional e comercial, ainda em construção na Achada de Santo António, por qualquer coisa como trezentos mil contos. Cinco meses depois, as duas imobiliárias voltaram a fechar negócio, quando a ImoPraia adquiriu o condomínio Atlântico, na Cidadela, pela “módica” quantia de quinhentos mil contos. De novo, adquiriu todo o complexo ainda em fase de construção. Dois anos depois, a ImoPraia tornou-se proprietária de um lote de terreno antes pertencente a José Teixeira, após desembolsar cerca de trinta mil contos. O negócio foi feito através de Ernestina Pereira, irmã e procuradora de Paulo Pereira.

"850 mil contos em transacções"

Tirando o valor pago ao IFH, os acordos comerciais efectuados entre a ImoPraia e a Editur atingiram um valor estimado de 850 mil contos, mas apenas uma pequena parcela foi paga por Kaís Saab através de transferências bancárias. O grosso, quase 600 mil contos, foi entregue a José Teixeira em dinheiro vivo, mais propriamente em euros. Com tanto dinheiro na mão, e para não dar nas vistas, Teixeira começou a trocar os euros por escudos cabo-verdianos em quantias de mil, cinco mil e dez mil euros, em vários bancos comerciais. Num só e mesmo dia, fez uma série de operações do tipo usando várias pessoas, entre elas o funcionário da Editur Nilton Jorge, constituido arguído no processo. Conforme apurou este jornal, desses 600 mil contos, apenas 130 mil contos foram trocados ou depositados nas contas da Editur e de José Teixeira. Os restantes, cerca de 470 mil contos, foram levados em malas para um banco no estrangeiro. Todo o papel desempenhado pela Aurora International nesse alegado esquema de lavagem de capitais tem muito a ver com o facto de essa empresa offshore ter sido registada no Estado de Delaware, que concede facilidades únicas a determinadas categorias de empresas de capital estrangeiro. Numa pesquisa efectuada por este jornal na internet, deparamos com um artigo promocional intitulado “Delaware: a capital mundial das empresas” e que estimula os empresários a escolherem esse destino para sediarem as suas sociedades de negócios.

De uma forma muito elucidativa, o texto informa que o Estado de Delaware permite ao interessado estabelecer Empresas de Responsabilidade Limitada, “com discrição nas suas actividades comerciais...” A seguir, o artigo elenca uma série de vantagens concedidas a empresas domiciliadas nesse território norte-americano, entre elas a isenção de impostos sobre acções pertencentes a pessoas não residentes, a possibilidade de a empresa manter seus livros e registos fora desse Estado e de poder ter endereço comercial e instalações também fora da América. Mas os “pontos positivos” não ficam por aqui: não é preciso ter cidadania norte-americana para se registar uma sociedade comercial em Delaware, e ela pode ser vendida facilmente, sem burocracia e sem quaisquer consequências não há multas nem impostos.

Este último ponto é que explica o facto de a Aurora International ter sido constituída e trespassada a José Teixeira em pouco tempo. Bastou para isso uma procuração dos responsáveis da “Viscount” e da “Roscomon”. Com o controlo nas mãos, Teixeira abriu uma conta no banco offshore Crédito Agrícola, na cidade da Praia, e passou a receber depósitos de valores avultados, que, em princípio, não eram do conhecimento do Banco de Cabo Verde.

Kaís Saab, o sírio da rede


O sírio Kaís Saab, soube este jornal, era um elemento influente na rede internacional de narcotráfico e de lavagem de capital integrada por Paulo Pereira e outros cabo-verdianos. Saab era uma espécie de tesoureiro, que seguia instruções supostamente emanadas da cidade da Praia. Assim como depositou valores exorbitantes para dar cobertura às transacções efectuadas entre a ImoPraia e a Editur, chegou a reembolsar Paulo Ivone Pereira por um empréstimo de 15 mil contos que a ImoPraia fez à empresa Auto Center para a compra da lancha usada no transporte da cocaína desembarcada em Cabo Verde.

Uma espécie de “negócio em família”, pois este jornal conseguiu descobrir que o verdadeiro dono da Auto Center é Paulo Ivone Pereira, e não Veríssimo Pinto, como muita gente chegou a pensar. Aliás, Pinto nem sócio era da sociedade. Pereira é accionista maioritário com 59% das acções, foi ele quem efectuou o primeiro depósito bancário na conta da Auto Center, no valor de quatro mil contos, que serviram como garantia para a importação das primeiras viaturas da empresa. Tudo indica, portanto, que Paulo Pereira era o verdadeiro “boss” das empresas e da própria organização criminosa desmantelada na operação Lancha Voadora.
Essa intervenção desencadeada pela Polícia Judiciária, recorde-se, culminou na maior apreensão de droga em Cabo Verde, quando os inspectores descobriram uma tonelada e meia de cocaína pura guardada num prédio na Achada de Santo António, no passado mês de Outubro. No seguimento das investigações, quinze pessoas e cinco empresas acabaram por ser acusadas pelo Ministério Público, grosso modo, dos crimes de associação criminosa para o tráfico, lavagem de capitais, tráfico internacional de drogas e posse de arma de guerra. O grupo dos arguidos é composto por Veríssimo Pinto, Paulo Ivone Pereira, Quirino dos Santos, Carlos Gomes Silva, António “Totony” Semedo, Ernestina “Nichinha” Pereira, Ivone de Pina Semedo, Luís Ortet – os únicos sob prisão preventiva –, José Teixeira, José “Djoy” Gonçalves, Jacinto Mariano, José Alexandre Oliveira, Nilton Jorge, Sandro Spencer e Nerina Rocha. As empresas envolvidas são a Editur, ImoPraia, Auto Center, Aurora International e Tecno-Lage, todas sediadas na Capital.

Sandro Spencer, Nilton Jorge e Nerina Rocha são funcionários da Editur e foram constituídos arguidos por o MP considerar que tentaram encobrir os actos do patrão, o empresário José Teixeira. Consta que Nilton Jorge foi o funcionário da Editur que trocou os euros por escudos em diversos bancos e que Sandro Spencer e Nerina Rocha eram os responsáveis pelos aspectos financeiros e contabilísticos.
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article75358&ak=1

Descobertas 49 drogas em 2011. É um novo recorde europeu

Descobertas 49 drogas em 2011. É um novo recorde europeu: O aumento verifica-se no campo das drogas vendidas em lojas e através da Internet e publicitadas como legais.  

TPI:Charles Taylor culpado de crimes de guerra

Charles Taylor culpado de crimes de guerra: Entre os crimes estão actos de terrorismo, homicídio, violação, tortura, uso de crianças soldado, escravização e pilagem. É a primeira condenação de um ex-chefe de Estado por um tribunal mundial desde os julgamentos de Nuremberga.

Crianças em situação precarias em CaboVerde

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Angola não coopera com organismos de direitos humanos

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Tráfico de droga na Guiné-Bissau poderá ajudar terrorismo

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Angola acusa Kumba Ialá de ser mentor do golpe de estado em Bissau

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Nani noivo após rumores de caso com Rita Pereira - JN

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Brasil lista 115 locais para "Rota do Escravo" em memória do tráfico negreiro - Cultura - Notícias - RTP

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Sarkozy fecha a porta a acordo com a extrema-direita - Mundo - Notícias - RTP

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País político de luto por Miguel Portas - Política - Notícias - RTP

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Cavaco exorta portugueses a mostrarem "valor do país" em época de crise - Política - Notícias - RTP

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NL:E agora, quem governa a Holanda?



HAIA-Os holandeses devem ir às urnas em 12 de setembro para eleger um novo parlamento. Pelo menos isso é o que a rainha Beatrix pediu ao primeiro ministro Mark Rutte. A data precisa ainda poderá ser mudada, já que o gabinete deverá tomar a decisão oficial no final dessa semana.

Quem governa nesse meio tempo? Essa questão aparece cada vez que um gabinete pede demissão. Dessa vez é um pouco mais difícil responder essa pergunta.

Tentativas de preencher o vácuo político começam a ser levadas a sério nessa terça-feira, 24 de abril. O primeiro ministro Mark Rutte respondeu questões sobre o fim de seu gabinete minoritário de curta duração e também discutiu como proceder daqui para frente. Após quatro horas de debate, nada estava claro.

Interino minoritário
A atual situação é única na história da política holandesa. O primeiro ministro, junto com seu gabinete inteiro, pediu a demissão, mas irá continuar governando o país interinamente até que um novo governo possa ser formado.

De qualquer forma, o governo de Rutte está em uma posição mais fraca do que a maioria dos governos interinos anteriores por não possuir a maioria no parlamento. O que significa que para tudo o que for fazer será necessário pedir permissão ao parlamento.

O líder do partido União Cristã, Arie Slob, lembrou ao primeiro ministro sua nova posição por diversas vezes. “A situação mudou, Rutte, o gabinete não pode fazer o próximo movimento. O parlamento tem que vir com o pacote da crise agora. Seu papel é vir aqui e ouvir”.

Sete semanas para nada
Cabe ao parlamento a tarefa de preparar o orçamento para 2013. Isso é exatamente o que Rutte do partido Liberal VVD, junto com o partido Democrata Cristão (CDA), com o qual formava a coalizão governista, e o Partido da Liberdade, de Geert Wilders, tentaram fazer nas reuniões quase diárias na Catshuis (a residência oficial do primeiro ministro) nas últimas sete semanas. Wilders se retirou no último minuto, quando o pacote para um orçamento austero estava quase pronto.

De qualquer forma, os parlamentares acreditam ser um problema usar o pacote de Rutte como base para o orçamento do próximo ano. A líder do partido verde (Groen Links), Jolanda Sap, disse que “o VVD e o CDA precisam mostrar que o gabinete de direita acabou e jogar o pacote elaborado na Catshuis na lata do lixo.”

Campanha começou
O debate de terça-feira mostrou como será difícil governar o país nos próximos meses. Os partidos já estão em campanha e devem relutar em tomar as já pensadas medidas para reduzir o déficit orçamentário de acordo com as normas europeias.

A ocasião para esse vácuo político não poderia ser pior. O comissário europeu das Finanças e Economia, Olli Rehn, fixou um prazo para a Holanda apresentar ao menos um esboço do orçamento para o próximo ano, mostrando como o país irá cumprir a regra do déficit orçamentário de 3%. O prazo termina na próxima segunda-feira.

A Holanda espera alguma compreensão de Bruxelas. As projeções sombrias da economia holandesa foram apresentadas há alguns meses e agora a crise política tornará ainda mais difícil cumprir o prazo europeu.

Mas Mark Rutte sabe que a Holanda pode contar com pouca simpatia de outros países europeus. Afinal, foi a Holanda que, no ano passado, pressionou pela execução estrita das regras orçamentárias e deu mais poder a Rehn. “Se a Holanda não limitar o déficit a 3%, seremos pegos em nossa própria armadilha”, afirmou Rutte.

Orçamento de 2013
As consequências financeiras podem ser altas. A multa por não cumprir a regra dos 3% é de aproximadamente 1,2 bilhão de euros. E a multa pode ser cobrada anualmente pelo tempo que o déficit permanecer alto.

O Parlamento irá se reunir nessa quinta-feira em uma tentativa de delinear o orçamento de 2013. Seis negociadores de três partidos se reuniram em segredo por sete semanas e não chegaram a um acordo. Agora 150 parlamentares de onze partidos irão se reunir em público por um dia para tentar o mesmo.
Por John Tyler (Foto: ANP)
http://www.rnw.nl/portugues/article/e-agora-quem-governa-a-holanda

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Extrema-direita precipita a queda do governo holandês | euronews, mundo

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GOVERNO DE CENTRO DIREITA CAI NA HOLANDA

Medidas de austeridade rompem coligação



Mark Rutte-Primeiro-Ministro

A recente crise teve início no mês de Fevereiro, quando os dados demonstraram que a economia holandesa continuaria pouco saudável em 2013 e 2014 e que, por isso, o orçamento anual da Holanda iria portanto exceder o limite de défice da União Europeia (3 por cento do PIB)



Haia, 24 de Abril 2012 - O fracasso nas negociações para a redução do défice público holandês fez cair o governo minoritário de centro-direita da Holanda. O Primeiro-ministro Mark Rutte apresentou a sua demissão à Rainha Beatriz, durante uma reunião ao início da tarde de ontem.

Hoje, terça-feira, às 14 horas, o Primeiro-ministro vai ao parlamento explicar as razões da demissão do governo e procurar-se uma nova data para as eleições legislativas antecipadas que, segundo os analistas, poderão ser em Julho ou no mês de Setembro. Mas partidos como os Liberais do VVD,ou os Trabalhistas do PvdA assim como o Socialista SP avançam também a data de 27 de Junho, por ser antes das férias e com o argumento de que a Holanda preciso o mais rapidamente de um novo Governo.

A recente crise teve início no mês de Fevereiro, quando os dados demonstraram que a economia holandesa continuaria pouco saudável em 2013 e 2014 e que, por isso, o orçamento anual da Holanda iria portanto exceder o limite de défice da União Europeia (3 por cento do PIB). A não ser que sejam feitos cortes importantes, o défice em 2013 será de 4,5 por cento.

Os partidos da coligação sentiram-se obrigados a cortar mais 14 bilhões de euros para a redução do défice público. Isto depois de cortes anteriores de 18 bilhões. Os líderes dos três partidos, cada um com um representante, começaram então um delicado processo de negociação na Catshuis, a residência oficial do Primeiro-ministro. Eles concordaram em manter um completo blackout para os media e não incluíram nem o parlamento nem os ministros nas negociações.


WILDERS PROVOCOU QUEDA DA COLIGAÇÃO

Geert Wilders lidera o Partido pela Liberdade (PVV), considerado de extrema-direita, sobretudo devido ao seu discurso eurocéptico e anti-islâmico. Para Wilders, o Corão é um livro fascista semelhante ao Mein Kapmf, de Hitler. "Pretendo defender a liberdade e considero que ela irá desaparecer como neve ao sol no momento em que a ideologia islâmica se implantar em todo o país", afirmou o dirigente do PVV, defendendo que a sua voz exprime o pensamento de milhares de holandeses.

Em 2006, o seu partido conseguiu nove dos 150 lugares no parlamento holandês e, de imediato, exigiu a proibição de toda a imigração proveniente dos países muçulmanos e a construção de mesquitas. Nas eleições de 2010, o PVV triplicou o número de deputados, conseguindo 24 e um lugar na coligação governamental, como terceira força política holandesa.

O rompimento das negociações entre Wilders e o governo minoritário, ocorreu na tarde de sábado (21), quando ele abandonou as negociações na residência oficial do Primeiro-ministro. Os três partidos envolvidos na coligação estavam a negociar medidas drásticas de austeridade, desde o dia 5 de Março.

Mark Rutte e o vice-Primeiro-ministro, Maxime Verhagen, reagiram de maneira amarga à saída de Wilders. Rutte disse, na altura, que os partidos concordaram num pacote de medidas de austeridade na noite de sexta-feira. A sessão de negociação de sábado deveria ser mera formalidade.

COLIGAÇÃO MINORITÁRIA


O atual governo deve sua existência a uma construção incomum. Os dois partidos da coligação, VVD e CDA, controlam uma minoria de cadeiras no parlamento. Por isso, assinaram um acordo com o Partido da Liberdade (PVV), de Geert Wilders, que garantiu seu apoio no parlamento em troca do suporte do governo a algumas das suas principais políticas, particularmente na questão da imigração. Como resultado, embora o PVV não esteja no governo, a coligação depende do partido para permanecer no poder.

Wilders argumenta que o pacote total, negociado na Catshuis, causaria muito sofrimento a seus eleitores, especialmente aos reformados. “Nós não queremos nossos aposentados sangrando só para atender o que Bruxelas pede. Hoje eu posso olhar meu eleitorado nos olhos e dizer que não compactuamos com os burocratas de Bruxelas.”

NEGOCIAÇÃO INTENSAS


Durante sete semanas, o país esperou pacientemente enquanto as negociações continuavam. Houve dois momentos intensos. O primeiro, no dia 20 de Março, quando o deputado Hero Brinkman deixou o Partido da Liberdade (PVV), mas manteve o seu lugar no parlamento como independente. Isso fragilizou a posição de Geert Wilders e retirou a maioria de uma cadeira que a coligação tinha com o apoio do PVV. Alguns dias mais tarde, os negociadores admitiram que haviam entrado numa “fase difícil”. Geert Wilders ameaçou abandonar a mesa de negociações, mas depois de uma noite para reconsiderar a situação, retornou.

Dos três envolvidos, foi Wilders quem teve mais dificuldade em adoptar as novas medidas de austeridade. Seu partido, o populista PVV, quer manter a rede de segurança social em vigor, enquanto o liberal VVD e o democrata-cristão CDA vêem necessidade de cortar mais nos programas sociais. Por fim, os cortes propostos na saúde e aposentadoria foram demais para Wilders, que declarou não poder concordar de boa-fé com os cortes.

COMISSÃO EUROPEIA CONFIANTE


Apesar da demissão do governo, a Comissão Europeia mantém-se confiante que a Holanda será capaz de encontrar soluções para a redução do seu défice orçamental, "importantes para o país", como afirmou em Bruxelas o porta-voz da comissão. Amadeu Altafaj acrescentou que as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento não são "de pedra e cal", mas sim flexíveis.

Bruxelas tinha dado como prazo o dia 30 de Abril, para a Holanda apresentar seu plano de austeridade, mas agora tudo deve ser adiado para depois das eleições. O governo de Mark Rutte tinha um defensor ferrenho de cortes drásticos nos países do sul da Europa e agora estará diante de uma crise de credibilidade ao ter dificuldade em pôr em prática o que tem apregado. Haia não encontrará muita simpatia no resto da união por sua actual posição.

Além disso, as avaliações das agências de crédito estão começando a reconsiderar se a Holanda ainda merece a classificação AAA. E se a Holanda for rebaixada, será ainda mais difícil pôr o balanço em ordem.

O governo minoritário de Rutte foi formado após as eleições antecipadas em 2010, devido à queda do governo centro-esquerda liderado pelo cristão-democrata Jan Peter Balkenende. Em fevereiro desse ano, a coligação governamental desabou devido a desacordos quanto ao prolongamento da missão holandesa no Afeganistão.

Dados do Premier
Mark Rutte nasceu a 14 de fevereiro de 1967.
Formado em História pela Universidade de Leiden, Rutte integrou o governo do primeiro-ministro Jan-Peter Balkenende de 2004 até 2006, quando abandonou o governo para ser o líder de seu partido, o VVD, no parlamento. Nas eleições legislativas nos Países Baixos em 2010, o VVD foi o partido que obteve o maior numero de votos, e Rutte, como "lijsttrekker" do partido mais votado,tornou-se o primeiro-ministro em 14 de outubro de 2010.
Em 23 de abril de 2012, Rutte apresentou sua renúncia como primeiro-ministro à rainha Beatriz, pelo fato do partido nacionalista de Geert Wilders, o Partido para a Liberdade, retirar seu apoio à coligacao no governo.[

Norberto Silva*

*com RTP,Radio Nederland,wikepedia e Liberal.cv

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Flagra de funcionários maltratando idosa em asilo causa escândalo na Grã...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Conheça o carro que pode ser dirigido em estradas e ruas e também pilota...

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Cabo-Verde: Depois dos combustíveis, é a vez da electricidade

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GUINÉ BISSAU:OPOSIÇÃO ENTREGA CARTA



Bissau, 18 abr (Lusa) - Os partidos políticos da oposição na Guiné-Bissau entregaram hoje aos jornalistas em Bissau cópia de uma carta que supostamente foi escrita pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, a pedir à ONU uma Força de Manutenção de Paz, com amplos poderes.

A cópia da carta, de três páginas, é datada de 09 de abril e supostamente assinada por Carlos Gomes Júnior no final e rubricada nas outras duas páginas. Não tem qualquer timbre nem carimbo e é dirigida a Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas.

A ser verdadeira, Carlos Gomes Júnior pede ao Conselho de Segurança o envio de uma força de manutenção de paz, "com amplos poderes", para manter a estabilidade política no país.

"Com vista a se travar esta situação que ameaça a paz e a segurança da Guiné-Bissau, com possíveis repercussões regionais, solicito que o Conselho de Segurança, no âmbito das suas atribuições plasmadas no artigo 24.º, da Carta das Nações Unidas, como órgão garante da paz e segurança internacionais, analise, em sessão extraordinária, a situação interna da Guiné-Bissau em resultado da não-aceitação das eleições democráticas, livres, justas e transparentes, e delibere o envio de uma Força de Manutenção da Paz na Guiné-Bissau, com poderes amplos", diz o documento.

A missão teria "o propósito de manter a estabilidade política no país e defender as conquistas democráticas que o Povo da Guiné-Bissau dificilmente alcançou e deseja preservar, com vista ao desenvolvimento económico, social e cultural do país".

"Na qualidade de primeiro-ministro da República da Guiné-Bissau, venho, em nome do Governo e no âmbito da situação de emergência que ocorre no país, informar Vossa Excelência que a Guiné-Bissau pode vir a atravessar um novo momento de instabilidade política interna, devido à não-aceitação dos resultados eleitorais por cinco candidatos que concorreram às eleições presidenciais antecipadas de 18 de março passado", começa por dizer a carta.

Carlos Gomes Júnior, a ser real a carta, lembra depois que a comunidade internacional considerou o processo eleitoral livre e diz que colocar em causa as eleições pode ser entendido como uma manobra "para influenciar negativamente os militares que, a qualquer momento, podem despoletar uma situação desgovernada e ter implicações que afetem a paz e a segurança, não só na Guiné-Bissau, como nos países da sub-região".

No documento, lembra-se ainda a Ban Ki-moon que há um acordo de cooperação assinado entre a Guiné-Bissau e Angola, no âmbito do qual está em Bissau uma missão daquele país, a Missang, que apoia as reformas e é "fator de estabilização político-militar no país".

Lembra também que "devido à reação interna da ala militar", Angola decidiu terminar o acordo e ordenar a retirada das tropas, "o que porá em perigo a situação já grave que o país atravessa".

"Por fim, Excelência, venho informar-lhe que a República de Angola e, eventualmente o Brasil e o Gana, estão na disposição de integrar a tal Força de Manutenção de Paz, que pode ainda ser integrada por
http://noticias.sapo.cv/lusa/artigo/14172592.html

Guineenses saíram à rua em Lisboa para protestar contra golpe militar - Mundo - PUBLICO.PT

Guineenses saíram à rua em Lisboa para protestar contra golpe militar - Mundo - PUBLICO.PT

CV:Augusto Neves, presidente da Câmara Municipal de São Vicente: “Ao governo só pedimos que não nos atrapalhe”



MINDELO-Augusto Neves ficou ao leme da Câmara de São Vicente depois da saída da carismática Isaura Gomes. O presidente admite que o mandato que agora termina não foi dos mais fáceis, mas afirma estar confiante numa vitória nas eleições autárquicas. Nesta entrevista exclusiva ao Expresso das Ilhas, Augusto Neves faz um balanço destes últimos quatro anos, fala das polémicas que afectaram a ilha do Monte Cara, projecta o futuro e anuncia o que pretende fazer se for eleito.

Expresso das ilhas - Com que programa avança para este novo mandato?


Augusto Neves -
Antes de mais, devo dizer que no mandato que agora termina, a Câmara tem trabalhado bastante na área social. A Câmara de São Vicente é essencialmente uma câmara social, porque estamos num município com muitas carências. Construímos muitas habitações sociais, remodelámos muitas casas de pessoas carenciadas, apoiámos muitos estudantes em propinas, subsídios de bolsas, pagamento de medicamentos, óculos. Distribuímos cestas básicas às famílias. E, no próximo mandato, o nosso grande propósito é dar continuidade a essa acção social porque achamos que é possível eliminarmos todas as casas de lata que existem em São Vicente. Temos um défice alargado em termos de casas, em cerca de oito mil e penso que teremos também cerca de oitocentas casas de lata. Acredito que com um bom programa estruturante, bem pensado, é possível eliminá-las de vez e dar às famílias conforto e qualidade de vida. Esse é um dos grandes objectivos.

Quando fala de um défice de oito mil casas, refere-se à necessidade de casas de raiz ou de habitações a precisar de reabilitação?


Quando falo de oito mil fogos, falo de pessoas com necessidade de habitação. Obviamente que isso é muito para a câmara municipal, mas estou convencido de que conseguiremos atacar esse problema. Neste mandato, de quatro anos, construímos cerca de cento e cinquenta casas, portanto, penso que é possível reduzir esse défice.

Neste mandato, que não foi dos mais fáceis, que balanço faz?

Foi, de facto, um mandato difícil, com muitas dificuldades, mas fazemos um balanço extremamente positivo. Pela primeira vez, uma câmara municipal em Cabo Verde fez obras estruturantes. Fomos nós que fizemos as grandes obras de drenagem das águas pluviais, onde a população, pelos resultados alcançados, ficou extremamente satisfeita. Pela primeira vez, na história de São Vicente, as águas seguiram o percurso adequado, pelo menos na avenida 12 de Setembro. Fizemos também vários diques e barragens que melhoraram a vida das pessoas que tinham casas em perigo. Foram obras que ultrapassaram os 400 mil contos. Também reabilitámos todo o centro da cidade. Tudo obras da autarquia, porque do governo não tivemos qualquer apoio. Temos de trabalhar sozinhos. São Vicente tem muitas potencialidades, desde que o governo nos deixe trabalhar. Porque muitas vezes queremos fazer, mas criam-nos muitas dificuldades. Posso dizer que das obras que fizemos, e do empréstimo bancário, pagámos cerca de 80 mil contos de IVA. Isso não pode ser. São obras do Estado. Estamos isentos. Com esses 80 mil contos poderíamos ter feito muitas estradas, reabilitado muitas casas e construído outras habitações.

Falou de obras estruturantes feitas pela Câmara e uma das reivindicações antigas da ilha é que não tem obras estruturantes feitas pelo governo. Qual é o problema com o poder central?


Eu penso que o governo pensa sempre em criar dificuldades a São Vicente e não apenas ao nível da Câmara Municipal. Na última década não houve uma obra estruturante para São Vicente. Temos obras que a Câmara não consegue fazer, obras de milhões, para as quais o governo consegue apoios e empréstimos no exterior e que o governo terá de fazer. Nos últimos anos nada tem feito. Tem dado continuidade a alguns trabalhos, mas obras estruturantes para a ilha, nem uma. Há mais de seis anos entregámos todas as obras de drenagem ao governo e não obtivemos qualquer resposta. Entregámos projectos de diques de retenção de água, para melhorar a vida das pessoas junto das zonas ribeirinhas, e não tivemos qualquer resposta. Entregámos vários projectos e nada. Pelo contrário, ainda nos cobram. Quando recorremos aos bancos aplicam-nos todas as taxas que podem cobrar, só para nos criar dificuldades. Não podemos pagar impostos como se fossemos privados. O estado faz obras e não paga IVA. A algumas câmaras é aplicado IVA. É isso que nós temos reivindicado. Por outro lado, os grandes financiamentos não chegam a São Vicente. Há bem pouco tempo reclamámos a nossa quota-parte do Millenium Challenge Account. O primeiro foi todo usado na Cidade da Praia, no porto. Nós, com um grande porto aqui a cair aos pedaços e a precisar de ser reabilitado, e que já foi um dos melhores da África Ocidental, e o governo não investe. Mesmo os nossos empresários têm uma série de dificuldades. Queixam-se de abandono. Os investimentos estão todos centrados em Santiago e não podemos aceitar isso. São Vicente foi sempre uma ilha próspera, com muitas potencialidade, uma ilha capital da cultura e do desporto, uma ilha administrativa por excelência e o governo não nos dá qualquer apoio. Agora, com o novo porto da Praia, este deve fechar, quase de certeza. Vão fazer também a cidade administrativa na Praia. Tudo com financiamento para os cabo-verdianos, pago pelos cabo-verdianos. Só que os cabo-verdianos vivem em nove ilhas, por isso exigimos investimentos também em São Vicente, para que a ilha continue a desenvolver-se.

O estatuto especial para São Vicente

Quando diz que ‘algumas' câmaras pagam está a referir-se ao facto de serem autarquias do MpD. É a isso que se deve a pressão do governo?


Sem dúvida alguma. Porque temos câmaras que têm facilidades e o governo sabe disso. Nós sentimos uma dificuldade enorme sempre que temos de lidar com o governo. Mas, o que eu digo é que São Vicente precisa é que o governo nos deixe tranquilos, que não impeça o nosso desenvolvimento, porque temos muitas potencialidades e conseguimos andar pelos nossos pés.

Por isso é que também solicitou o estatuto especial para São Vicente?

São Vicente tem uma história. Aqui surgiram os grandes escritores, os grandes poetas, os grandes intelectuais. O primeiro liceu surgiu aqui. Temos uma história riquíssima. Sempre tivemos um papel fundamental nas ilhas do norte, por isso é que acho que devemos ter um estatuto especial, autonomia administrativa, autonomia territorial e assim conseguiremos desenvolver-nos. Sabemos que em São Vicente a arrecadação de receitas é altíssima, com as alfândegas, com a Electra, com as finanças ... E vai tudo depois para a Praia. Os nossos emigrantes vêm cá, trazem os carros, fazem os despachos e depois quem tapa os buracos da estrada é a Câmara Municipal porque não nos dão um tostão. As pessoas pagam os 7$ por litro de combustível, mas quem faz as obras é a autarquia. Quem cobra o dinheiro é o governo. Isso não pode continuar. A própria lei das finanças locais diz que os recursos devem ser distribuídos de forma equitativa. Acho que o governo deve mudar a sua postura para com São Vicente e outras câmaras também. Porto Novo, por exemplo, está igualmente a passar dificuldades. Portanto, deve mudar a sua postura porque nós estamos aqui a trabalhar para a população, espero que o governo dê também a sua contribuição para o desenvolvimento da ilha.

Que dê a sua contribuição mesmo que não apoie financeiramente?

Que não ponha entraves. Porque assim nós conseguiremos desenvolver-nos sem problemas.

Porque há essa tentativa de diminuir, se o podemos dizer, o Mindelo em relação à Praia?

Não vejo isso dessa forma. Acho apenas que se devem dar também oportunidades a São Vicente. Praia é a capital do país, mas São Vicente foi sempre uma ilha forte, capital da cultura, capital do desenvolvimento, capital do mar. Acho que pecámos por não termos conseguido manter esse desenvolvimento. Porque daqui a pouco São Vicente está sem nada. Querem levar a Electra para a Praia, quando se sabe que as sedes das grandes em-presas estão em São Vicente. A Shell, a ENAPOR, a ENACOL, a MOAVE, a CABNAVE. As empresas mais importantes têm cá a sede. Tirar essas sedes daqui irá afundar a ilha.

Essa será a luta do futuro, tentar impedir essa deslocalização?

Essa será a nossa luta. Para nós, São Vicente está em primeiro lugar e tudo vamos fazer para que as sedes dessas empresas continuem aqui. Porque com as sedes, o dinheiro vai atrás e nós sabemos que as coisas estão mal. O desemprego na juventude ultrapassa os 50 por cento. As estatísticas dizem outra coisa, mas nós que estamos aqui no terreno sabemos como é que as coisas estão. Na Câmara, por dia, atendo mais de trinta pessoas com problema de emprego. Se nos tirarem essas empresas as coisas vão piorar e nós não vamos aceitar isso. As sedes das empresas vão ter de continuar cá. O governo terá de fazer investimentos e o investimento mais próximo é o MCA, que terá de passar por São Vicente. O governo tem de repensar a sua política, porque não sabemos se haverá um terceiro ou um quarto compacto. No primeiro pacote não levantámos problemas, mas agora, no segundo, exigimos que haja investimentos. Precisamos, por exemplo, do aterro sanitário, é um investimento estruturante. A continuidade dos trabalhos de drenagem de água pluviais, aos quais demos o arranque, também é uma obra estruturante e deve ser feita pelo governo.

O futuro de São Vicente


Que futuro para São Vicente? Até onde pode chegar a ilha?

São Vicente é uma ilha próspera e tem todas as potencialidades. Aquilo que estamos a ver é que se houver um melhor diálogo São Vicente tem futuro. Por exemplo, ao nível do turismo penso que teremos de investir no turismo de cruzeiro. Quase todos os dias chega um barco e um dos aspectos que iremos trabalhar no próximo mandato é arranjar condições para que os nossos turistas sintam a morabeza de São Vicente, fazendo assim com que os navios repitam a sua visita. Aprovámos na semana passada o nosso PDM que vem dar toda a força à nossa baía, para criarmos condições para os barcos de cruzeiro e de lazer.

É por isso que são contra a construção do terminal de contentores na baía?

Já o retirámos do PDM e colocámo-lo no vale de Flamengo. Meter um terminal na zona é acabar com a paisagem. O turista quer contactar com a natureza e é isso que temos de lhe oferecer. Contentores não nos dão nada disso.

De qualquer maneira a discussão do PDM não foi pacífica por causa da transferência de todas as infra-estruturas para o vale de Flamengo.

Eu acho que foi bastante tranquila. A bancada do MpD votou em pleno, 10 votos, a UCID também, mais 4 votos, e a bancada do PAICV votou contra, 5 votos, portanto ficou 14-5. Acho que as pessoas entenderam. O problema dos outros partidos é o timing. Retirar todas as infra-estruturas para o outro lado da ilha exige um avultado investi-mento. Mas eu disse que se há dinheiro para fazer o porto da Praia, se há dinheiro para fazer uma cidade administrativa na Praia, também terá de haver dinheiro para São Vicente. O que queremos é tirar daqui a Shell, a ENACOL, a CABNAVE, a Electra e colocá-los na parte sul. Se há dinheiro para outros investimentos, terá de haver dinheiro para este que é fundamental para a melhoria da qualidade de vida dos sanvicentinos. Os depósitos de combustível dentro da cidade tiveram outrora o seu relevo, mas hoje são um perigo. Penso que com o investimento certo é possível reorganizar a ilha. Temos a vantagem de ser uma ilha/cidade e podemos passar o equipamento de um lado para o outro sem sair do município. Se há dinheiro para outras coisas, repito, tem de haver também para São Vicente.

Só assim é que se poderá apostar a sério no turismo?

Claro. A ideia é dar à nossa cidade mais beleza, reabilitar todo o nosso património cul-tural e transferir a parte industrial para o outro lado da ilha. Assim não incomoda ninguém e obriga a ilha a expandir-se. Pensamos fazer uma marginal de João Ribeiro até Morro Branco para que as pessoas possam passear e transformar assim também a zona ribeirinha numa zona residencial.

Em termos culturais que projectos têm?

Nos últimos anos temos apostado fortemente no Carnaval, no festival da Baía das Gatas, no teatro, no Fim de Ano e agora temos também a feira do artesanato. O nosso projecto é investir muito mais no Carnaval nos próximos anos. Dar melhores condições aos grupos, aliás, já fizemos a primeira reunião para lhes pedir ideias para o que é necessário. Seja formação do pessoal em música, na confecção dos vestuários ... Dar formação e acompanhar todo o Carnaval. Se for necessário a Câmara recorrerá ao banco para investir no Carnaval.

Porque sentem que há essa necessidade de investir mais?

Porque o Carnaval de São Vicente já chegou a um patamar em que, agora, tem de ser repensado para atrair mais gente. Este ano, vieram quatro ou cinco aviões. Houve muitos turistas, houve muito dinheiro a circular na ilha e sentimos que a ilha um mês antes do Carnaval e um mês depois está muito bem economicamente. Por isso, é um dinheiro que a câmara investe, mas que tem retorno. Quando se paga à costureira que faz as fantasias, ou ao pessoal que solda os andores, eles a seguir lembram-se que têm de pôr um puxador na porta, e dão dinheiro aos carpinteiros, ou que devem pintar a casa, e dão dinheiro aos pintores, ou que devem pagar as taxas autárquicas. É isso que faz crescer a nossa economia, portanto, vamos investir fortemente no Carnaval e vamos dar melhores condições aos grupos. Vamos também investir no festival [Baía das Gatas], porque com o festival há o mesmo fenómeno, um mês antes e um mês depois há uma dinâmica grande. Portanto, queremos melhorar o nosso festival para pôr dinheiro a circular e a ficar na ilha. Vamos continuar a apostar no artesanato, no teatro e também no Final do Ano. Porque muita gente vem para passar cá a festa. São investimentos da Câmara Municipal que têm retorno.

Por outro lado, nessas datas é quase impossível encontrar alojamento.

Temos de melhorar a oferta hoteleira. Eu tenho dito que me sinto satisfeito quando sei que os hotéis estão cheios. A Câmara não quer nada dos hotéis, mas sei que assim o pessoal está a trabalhar, que requisitam mais um cozinheiro, mais empregados para os quartos, essa é a satisfação da autarquia. Por isso é que criamos as condições para que todos os serviços funcionem e tenham os seus lucros. Por isso é que digo que a Câmara Municipal só quer que não nos criem dificuldades porque sabemos andar.

Há alguns projectos hoteleiros em carteira?

Há três semanas estive nas Canárias, onde falei com alguns empresários, e acho que há vontade de investir nessa área. Aliás, já há negócios para a construção de mais hotéis. Na Câmara Municipal, a nossa postura com os empresários é facilitar. Criamos todas as con-dições para que os investidores não tenham problemas. Os nossos problemas com o governo resolvemos à porta fechada. Antes, metiam-se os empresários no meio e criavam-se toda uma série de problemas e o investidor fugia, e fugiram muitos. Agora criamos todas as facilidades e tudo o que tiver de ser ajustado a Câmara faz direc-tamente com o governo.

As polémicas

Uma das questões que tem preocupado São Vicente é a construção do acesso norte, que a Câmara já disse que está contra por causa da possível destruição da praia da Laginha. Qual é a situação actual?


Esses são aqueles investimentos que não sei para que os fazem. Ao construir esse acesso estão a destruir a Laginha, porque vão deitar pedras e encurtar a praia, e é a única praia que temos dentro da cidade. E os camiões carregados? Vão conseguir subir a Escola Técnica? Claro que não, terão de entrar na rua Machado e na rua Lisboa. Não sei como é que se pensa essas coisas. Não só se destrói uma praia como se obriga os camiões a circularem no centro da cidade. Outra coisa que também não percebo é a razão de se alargar o parque de contentores quando nós temos conhecimento, pelos próprios dados da ENAPOR, que não se fez o transbordo de um único contentor em 2011 [transbordo consiste em deixar contentores num dado porto para serem carregados por outro navio para um novo porto]. Para quê alargar um parque que funciona a meio gás? É por isso que estamos contra essa destruição. E temos outra grande ameaça que é o acordo que o governo está a fazer com a China em relação à CABNAVE. Não comunicou nada à autarquia e quando o mar está sujo de óleo por causa dos barcos chineses, como já aconteceu, quem vai limpar somos nós e a protecção civil. O governo não pode esquecer que nós é que fomos eleitos pelos cidadãos. Não fomos nomeados, fomos eleitos para defender a ilha. Essa baía não precisa de mais pedra, pelo contrário, precisamos é de limpá-la. Noutros pontos do mundo criam-se baías artificiais e nós estamos a destruir a nossa baía natural.

Outra questão que tem sido levantada é a alegada corrupção na Câmara de São Vicente. Com o recente arquivamento do caso Cláudia Salomão acha que finalmente deixa de fazer sentido levantar essas suspeitas?


Nunca passaram de denúncias políticas. Todo o desenrolar do processo veio mostrar que afinal não havia nada. Foram acusações feitas nas últimas eleições. Denúncias apresenta-das no tribunal que foram conduzidas de forma política e não jurídica e que provocaram todo esse alvoroço. Hoje, chegamos à conclusão que afinal não havia nada. Ainda não está tudo terminado, mas vários processos já foram arquivados. Acho que os políticos, por vezes, acabam por exceder-se e isso prejudicou bastante a ilha. O dia 27 de Abril de 2010 é uma data que ninguém esquece. A Câmara foi invadida, desnecessariamente, num autêntico teatro da [Polícia] Judiciária. Uma palhaçada. Acho que essas pessoas deviam ser punidas agora por esses actos. Afinal, sequestraram as pessoas dentro da autarquia, funcionários, utentes, e tudo para quê? Sabemos que essa operação foi dirigida da cúpula. Foi o governo quem esteve por trás. Sabemos isso tudo. São Vicente é uma ilha pequena. Cabo Verde é um país pequeno. Alguém terá de responder mais tarde por isso. Porque paralisou-se uma câmara durante um dia, devido a suspeições com dois anos. Curioso é que isso acontece sempre quando se aproximam eleições. Mas, hoje as pessoas estão cada vez mais esclarecidas. E já vêem que foram acusações políticas, perseguições políticas e actuações políticas. Eu nem culpabilizo a Polícia Judiciária. Receberam ordens e tiveram de as cumprir. Só quero que agora acabe tudo para podermos trabalhar por São Vicente.

Falou várias vezes de recurso à banca, mas a oposição acusa o executivo de endividamento excessivo. Como estão os cofres da autarquia?


São Vicente é das Câmaras que menos deve. Pedimos, em 2010, 250 mil contos e em 2011 pedimos mais 60 mil contos. O máximo de dívida que podemos fazer por ano, em termos de pagamentos, é de 93 mil contos e nós estamos em 25 mil contos. Ou seja, temos ainda uma margem grande. Somos obrigados a recorrer aos bancos e iremos sempre que for necessário para fazer obras para São Vicente. As obras de drenagem deixaram a população satisfeita. As obras dos diques deixaram a população satisfeita. O presidente do Tribunal de Contas, ainda o ano passado e publicamente, elogiou a câmara de São Vicente, dizendo que é uma autarquia que tem as contas em ordem e envia toda a documentação a tempo. Mas, como eu digo, não é só a câmara. Em São Vicente, em termos de administração, temos uma tradição forte. Por isso é que eu acho que aqui é que se devia fazer a cidade administrativa porque somos uma sociedade de serviços. Um governo que prezasse as ilhas devia analisar as vocações próprias antes de fazer qualquer investimento. Isso faria com que cada cabo-verdiano ficasse na sua ilha e contribuísse para o seu desenvolvimento. Concentrar todo o investimento em Santiago, obriga as pessoas a migrar e daí surgem todos os problemas sociais que se conhecem.

É, portanto, um defensor da regionalização?

Acho que se deve fazer uma política descentralizadora. O MpD luta pela regionalização porque só assim se consegue autonomia e o posterior desenvolvimento.

A oposição acusa-o também de ser um presidente pouco acessível às populações.

Eu? (risos) Acho que é ao contrário. Em termos de audiências, se lhe disser o número até pode pensar que é um exagero. Eu atendo, por dia, trinta a quarenta pessoas. Começo as audiências às oito da manhã e acabo às cinco da tarde. Audiência aberta, no meu gabinete. E atendemos as pessoas diariamente, apesar das audiências abertas estarem marcadas para as segundas, quartas e sextas. Acho que a oposição sabe perfeitamente que sou um homem de terreno e a população também.

Com as datas apontadas para as eleições [na altura da entrevista, A Semana avançava com o dia 1 de Julho], o prazo posterior para a tomada de posse pode provocar interferências com o Festival da Baía das Gatas?


Claro que vai interferir. A data mais correcta, para nós, seria meados de Junho. Julho provoca-nos algumas dificuldades, no entanto, já começámos a trabalhar. É esse o nosso dever. E vamos fazer um festival com muito brilho, mesmo estando apertados em termos de datas. Os patrocinadores já estão a preparar tudo há muito tempo. Quando falo de afectar, falo mais da campanha do que o festival em si, que já está marcado para meados de Agosto.

Acredita na reeleição?

Obviamente. A minha aposta vai no sentido de dar continuidade ao nosso trabalho. Acho que estamos a fazer um trabalho sério, direccionado à população de São Vicente, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas e eu confio que tudo o que fizemos, nos últimos anos, será positivamente reconhecido pela população.

Está disponível para uma coligação pós-eleitoral?

Vamos lutar para ter o melhor resultado possível. Aposto num resultado que nos dê condições de fazer uma governação tranquila, esse é que é o objectivo. Neste momento, não pensamos em coligações. Pensamos apenas numa vitória que nos permita continuar os nossos projectos.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/go/augusto-neves--presidente-da-camara-municipal-de-sao-vicente---ao-governo-so-pedimos-que-nao-nos-atrapalhe

15-4-2012
Jorge Montezinho, Redacção Praia

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terça-feira, 17 de abril de 2012

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

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domingo, 15 de abril de 2012

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CV(Expresso): Audição ao governador do BCV: Todos os sistemas financeiros têm riscos

PRAIA-Foi uma audiência com três intervenientes distintos: os deputados do MpD queriam saber se casos como o do BPN/Banco Insular ou a prisão do presidente da Bolsa de Cabo Verde tinham abalado a credibilidade do sistema financeiro cabo-verdiano. Os deputados do PAICV afirmaram que o encontro devia servir para saber informações sobre a saúde financeira do país. O governador do Banco de Cabo Verde foi cauteloso e avisou que não fala de processos que estão em segredo de justiça e que salvaguarda o sigilo bancário. A audiência parlamentar surgiu no seguimento de um pedido apresentado pelo grupo parlamentar do MpD. A razão principal prendia-se com as referências recentes sobre o sistema financeiro nos órgãos de comunicação social, principalmente as menos abonatórias, como foi o caso da operação Lancha Voadora e os posteriores desenvolvimentos, com a prisão preventiva do presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde. Segundo a presidente da Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, a democrata Orlanda Ferreira, a praça financeira poderia ficar prejudicada se não houvesse alguns esclarecimentos e o sistema financeiro abalado na sua credibilidade. Apesar do Governador do Banco de Cabo Verde ter agradecido "a oportunidade que tem de prestar contas", a primeira meia hora da audiência gastou-se a debater o conteúdo da mesma. Os deputados do PAICV, como Euclides de Pina, defendiam que estavam na reunião para ouvir uma apresentação sobre a saúde financeira do país. Já os do MpD insistiam na necessidade de se abordarem temas como a Bolsa de Valores ou o caso BPN porque, como explicou Abraão Vicente, "se quisermos perceber a credibi-lidade do sistema financeiro temos também de analisar os últimos abalos desse mesmo sistema". Carlos Burgo nunca se negou a debater qualquer dos pontos, mas sublinhou que "o governador não está a averiguar casos, nem é a pessoa mais indicada para falar de casos que estão a ser investigados pelas entidades competentes. Respeitemos o segredo da justiça que eu irei salvaguardar, dever que tenho, o sigilo bancário". As questões do MpD Para os deputados democratas, o sistema financeiro cabo-verdiano tem sido afectado por uma série de casos que põem em causa a credibilidade do mesmo. Na sua intervenção, Abraão Vicente deixou uma série de perguntas ao governador do Banco Central, expondo situações que, no seu entendimento, mexeram com a reputação de Cabo Verde "O caso BPN não abalou a credibilidade do sistema financeiro? O facto do presidente da BVCV estar preso não abala a credibilidade do sistema financeiro? O facto de grande parte das operações, consideradas de sucesso, na BVCV estarem neste momento envolvidas em suspeitas não põe em causa o sistema financeiro cabo-verdiano?". Na interpretação de Carlos Burgo, governador do BCV, não houve falhas na supervisão nem na regulação. O responsável salientou que, ao nível da regulação, Cabo Verde responde ao que é exigido pelas normas internacionais. "O trabalho de supervisão é bem feito, apesar de sabermos que podemos fazer melhor. E esse é um dos nossos principais desafios. Acho que os casos não têm muito a ver com a supervisão. Quando há falhas ao nível dos principais responsáveis das instituições financeiras e são cometidos ilícitos criminais, isso tem pouco a ver com a supervisão. Um princípio da supervisão tem a ver com a gestão sã e prudente e nós, discutindo os eventos recentes, temos chegado à conclusão que queremos ter pessoas íntegras a gerir as instituições. Quando não há pessoas íntegras a gerir as instituições, não há supervisão nem regulação que nos possa valer". Apesar de sublinhar que preferia que alguns eventos não tivessem acontecido, Carlos Burgo adiantou que o sistema cabo-verdiano é de tal forma credível que tomando as medidas adequadas podem ultrapassar-se as consequências negativas sem muitos custos. "Na minha avaliação, sem escamotear os danos em termos de reputação, não acho que devamos sobrevalorizar esses acontecimentos, acho que é a melhor atitude que se deve ter". Em relação ao escândalo BPN, informou ainda o Governador do BCV, o problema não teve efeito nenhum em Cabo Verde. "Houve efeito ao nível da reputação. Mas o banco era supervisionado pela OCDE. Não houve impacto nenhum no país. Este tipo de negócios só nos interessa se acrescentar notoriedade ao nosso país, se não, não interessa. Por isso é que revemos o modelo, apesar de ainda hoje haver quem defenda a vinda de gente desconhecida para cá criar bancos. No Banco Central temos uma opinião diferente. Para desenvolver a praça financeira queremos operadores credíveis, bancos que tenham reputação a perder, é esse o modelo que nos interessa, não queremos saber da quantidade que pode trazer riscos para Cabo Verde". No entanto, Carlos Burgo avisou que o risco é real, "mas a única maneira de não ter riscos no sistema financeiro é abolir o sistema. De vez em quando ocorre uma fraude num banco, isso faz parte do negócio, é inevitável, não se pode abolir esse risco. Assim como em relação à lavagem de capitais, não é o facto de ocorrerem alguns casos que faz com que o sistema perca credibilidade. Não há nenhum sistema no mundo onde não há branqueamento. Procura-se é minimizar". A transferência da UIF As mudanças na Unidade de Informação Financeira (UIF), que o Expresso das Ilhas adiantou há duas semanas, também foram abordadas na audição do governador do BCV, depois de questionado pelo deputado democrata Humberto Cardoso. A UIF vai deixar o Banco de Cabo Verde e passar para a alçada do Ministério da Justiça, ou seja, deixa de ser controlada por uma instituição independente e passa para as mãos do governo. A UIF lida com informação secreta que tem a ver com o combate aos crimes de lavagem de capitais e financiamento do terrorismo. A UIF, como explicou Carlos Burgo, foi criada porque as comunicações de operações suspeitas eram feitas à Polícia Judiciária e havia alguma inibição por parte dos bancos. Agora, diz o Governador do BCV, a UIF sai do Banco Central para que se consiga mais eficácia. "A UIF ficou sedeada no Banco de Cabo Verde para dar algum conforto aos bancos privados. Numa primeira fase pensamos que era essencial estar connosco. Agora, é possível fazer um reequacionamento. Em alguns países a UIF está no Banco Central, noutros no ministério que tutela a polícia e noutros ainda é uma unidade independente. Em Cabo Verde, passa para o Ministério da Justiça, e acho que se pode ganhar em termos de eficácia. Para nós também não era muito confortável ter a UIF no Banco Central. É um serviço do Banco Central, mas que não reportava nem ao governador nem à administração, enviava os relatórios para o Ministro das Finanças e para o Ministro da Justiça e não tínhamos maneira de acompanhar o funcionamento da UIF. E há outra realidade, não temos muito espaço no Banco Central. Não há nenhuma outra intenção que não seja essa maior eficácia". Todos os sistemas falham Falhas operacionais há em todos os sistemas financeiros, afirmou o governador do Banco de Cabo Verde, essa falha, frisou, não pode é pôr em causa todo o sistema financeiro. "Temos é de aceitar riscos, porque sem riscos não temos desenvolvimento financeiro. Temos é de ter a noção dos riscos e amenizá-los. Não podemos excluir que daqui a algum tempo não apareça alguém envolvido num acto ilícito que tenha conta no banco. Uma das razões para a existência do sistema financeiro é o risco. Não se pode ter sistema financeiro sem risco". Mesmo com esse risco presente, Carlos Burgo está convencido de que Cabo Verde poderá ter uma praça financeira e assim prestar serviços a entidades externas. "Continuo a sonhar, porque não há nenhuma praça financeira a prestar serviço ao mercado lusófono, mas também na região africana. Temos condições de estabilidade para que Cabo Verde possa ser útil aos países da região. Criando a jurisdição adequada, oferecendo com-petitividade fiscal, poderemos ter o desenvolvimento, com bons operadores, da prestação de serviços financeiros a não residentes". O MpD não se mostrava satisfeito com as respostas, o deputado Abraão Vicente refor-çou que queria respostas directas e claras e não a assumpção que as falhas são naturais, mas Carlos Burgo reagia afirmando que não deviam esperar que estivesse na comissão a dramatizar as situações. "Mas também não estou a naturalizar nada, não escondemos que falhamos. Não somos perfeitos. Mas cremos que a vida também é assim. Não espere que concordemos consigo quanto à dramatização que faz com os eventos. Só tenho a desejar-lhe boa sorte, que lhe renda alguma coisa". "Não espere também que lhe garanta um sistema de prevenção de lavagem de capitais sem falhas. Isso seria uma irresponsabilidade. O risco é real e a dificuldade é grande. O que posso prometer é que daremos toda a atenção a esse risco e procuraremos atenuá-lo em prol da integridade do sistema que é fundamental para o desenvolvimento da economia". "Também não disse que os eventos que tiveram lugar na bolsa de valores não tiveram impacto algum, também seria irresponsabilidade fazê-lo. A gravidade não deve ser escamoteada mas também não deve ser dramatizada", concluiu o governador do Banco de Cabo Verde. À saída do encontro, as três partes reagiram de forma diferente. Enquanto Carlos Burgo assinalava a "oportunidade" que teve para prestar informações, o MpD, pela voz de Abraão Vicente, dizia que não saía totalmente esclarecido. "A nossa interpelação foi no sentido de mostrar as fragilidades no sistema e que o BCV não soube acautelar as falhas, nomeadamente no caso Bolsa de Valores. O governador do BCV não soube responder, não quis falar disso. Mas, vamos insistir". Já o PAICV sublinhava que saía muito satisfeito com as explicações do governador do BCV. Sobre as fragilidades que, segundo a oposição, não foram explicadas, Euclides de Pina salientou que tem de se "confiar na justiça. Houve algumas falhas de supervisão, mas isso não mancha o BCV". 14-4-2012, Jorge Montezinho, Redacção Praia http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/go/audicao-ao-governador-do-bcv--todos-os-sistemas-financeiros-tem-riscos