MINDELO- A cidade do Mindelo, capital da ilha de São Vicente, em Cabo Verde, transforma-se, a partir de hoje e até 20 deste mês, num autêntico palco para acolher o Festival internacional de Teatro, conhecido por "Mindelact".
À espera do público vão estar 21 grupos de teatro oriundos de 10 países da Europa, entre eles Portugal, América do Sul e de África, com o director artístico do festival, o português João Branco, a manifestar a esperança de que a edição deste ano possa ser considerada "a melhor de sempre".
"Apesar de estarmos num ano de crise, estou muito satisfeito com o que conseguimos para este ano. Foi tudo possível graças aos próprios grupos, aos patrocinadores e instituições, nacionais e estrangeiras, que continuam a acreditar no nosso trabalho", afirmou João Branco.
O também encenador aponta como destaque da edição deste ano a actuação do Théatre des Bouffes du Nord, o teatro parisiense de Peter Birook, que leva um grupo de artistas do Mali e de França ao palco principal do festival, a 16 deste mês, com a peça "Sizwe Banzi Est Mort".
"Pela primeira vez teremos no país um espectáculo encenado por Peter Brook, um dos mais importantes encenadores modernos do teatro mundial", explicou.
João Branco realçou ainda a presença do espanhol Carlos Martinez, "um dos maiores mimos do mundo", que trará o espectáculo "Hand Made", bem como a estreia, em Cabo Verde, do Mutumbela Gogo, "o mais emblemático grupo de teatro de Moçambique", com "As Filhas da Nora".
O director artístico do Mindelact sublinhou também a presença, no palco principal, de dois dos mais importantes grupos de teatro cabo-verdianos: o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, que encena "No Inferno", de Arménio Vieira, Prémio Camões em 2009, e de "Chuva Braba", do escritor Manuel Lopes, peça adaptada pelo grupo Juventude em Marcha.
Outro dos destaques da programação é a estreia de "O Escurial", peça concebida especialmente para o Mindelact e com apenas dois actores: o português Valdemar Santos e o cabo-verdiano Flávio Hamilton.
Tal como nas edições anteriores, o Mindelact vai "viver" também fora dos palcos, com acções de formação - técnicas de construção da personagem e vocal -, vertentes que vão misturar-se, para criar o espectáculo "Romance Gitanes", ou a cultura cigana em corpos crioulos, disse João Branco.
Durante oito dias, dois artistas do grupo Serge Art, da República Checa, vão trabalhar com cerca de uma dezena de actores cabo-verdianos. O encenador checo Peter Burtko e o angolano Bráulio Bandeira darão formação sobre "O Teatro Como Concerto", com marionetas, dança e cultura cigana.
"O festival vive e respira para que este género de intercâmbio seja possível. Gostamos de chamar ao festival «a grande festa da partilha», precisamente por causa deste espírito aglutinador que toma conta de todos os participantes no Mindelact", referiu João Branco.
Presentes no certame estarão grupos de Cabo Verde, Angola, Moçambique e Mali, pelo continente africano, Portugal, Espanha França, Bélgica e República Checa, pela Europa, e Brasil, pela América do Sul.
Portugal estará representado, além do actor Valdemar Santos ("O Escurial"), pelos grupos Comédias do Minho (que apresenta Auto de paixão") e Figura Tchyn ("Tchyninho"), participando também em acções de teatro de rua o actor António Santos, o "Staticman", com "A Levitação" e "Personagem Surpresa".
À espera do público vão estar 21 grupos de teatro oriundos de 10 países da Europa, entre eles Portugal, América do Sul e de África, com o director artístico do festival, o português João Branco, a manifestar a esperança de que a edição deste ano possa ser considerada "a melhor de sempre".
"Apesar de estarmos num ano de crise, estou muito satisfeito com o que conseguimos para este ano. Foi tudo possível graças aos próprios grupos, aos patrocinadores e instituições, nacionais e estrangeiras, que continuam a acreditar no nosso trabalho", afirmou João Branco.
O também encenador aponta como destaque da edição deste ano a actuação do Théatre des Bouffes du Nord, o teatro parisiense de Peter Birook, que leva um grupo de artistas do Mali e de França ao palco principal do festival, a 16 deste mês, com a peça "Sizwe Banzi Est Mort".
"Pela primeira vez teremos no país um espectáculo encenado por Peter Brook, um dos mais importantes encenadores modernos do teatro mundial", explicou.
João Branco realçou ainda a presença do espanhol Carlos Martinez, "um dos maiores mimos do mundo", que trará o espectáculo "Hand Made", bem como a estreia, em Cabo Verde, do Mutumbela Gogo, "o mais emblemático grupo de teatro de Moçambique", com "As Filhas da Nora".
O director artístico do Mindelact sublinhou também a presença, no palco principal, de dois dos mais importantes grupos de teatro cabo-verdianos: o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, que encena "No Inferno", de Arménio Vieira, Prémio Camões em 2009, e de "Chuva Braba", do escritor Manuel Lopes, peça adaptada pelo grupo Juventude em Marcha.
Outro dos destaques da programação é a estreia de "O Escurial", peça concebida especialmente para o Mindelact e com apenas dois actores: o português Valdemar Santos e o cabo-verdiano Flávio Hamilton.
Tal como nas edições anteriores, o Mindelact vai "viver" também fora dos palcos, com acções de formação - técnicas de construção da personagem e vocal -, vertentes que vão misturar-se, para criar o espectáculo "Romance Gitanes", ou a cultura cigana em corpos crioulos, disse João Branco.
Durante oito dias, dois artistas do grupo Serge Art, da República Checa, vão trabalhar com cerca de uma dezena de actores cabo-verdianos. O encenador checo Peter Burtko e o angolano Bráulio Bandeira darão formação sobre "O Teatro Como Concerto", com marionetas, dança e cultura cigana.
"O festival vive e respira para que este género de intercâmbio seja possível. Gostamos de chamar ao festival «a grande festa da partilha», precisamente por causa deste espírito aglutinador que toma conta de todos os participantes no Mindelact", referiu João Branco.
Presentes no certame estarão grupos de Cabo Verde, Angola, Moçambique e Mali, pelo continente africano, Portugal, Espanha França, Bélgica e República Checa, pela Europa, e Brasil, pela América do Sul.
Portugal estará representado, além do actor Valdemar Santos ("O Escurial"), pelos grupos Comédias do Minho (que apresenta Auto de paixão") e Figura Tchyn ("Tchyninho"), participando também em acções de teatro de rua o actor António Santos, o "Staticman", com "A Levitação" e "Personagem Surpresa".
EXPRESSO.PT/LUSA.PT
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