RETRATO DA VIDA DOS CABO-VERDIANOS NA HOLANDA
Tivemos a oportunidade de assistir ao documentário e está um trabalho muito bem conseguido, por relatar facetas interessantes sobre a vida dos primeiros cabo-verdianos aqui na Holanda...
ROTERDÃO- Agostinho Santos é uma figura muito conhecida na Comunidade cabo-verdiana, na Holanda, e vai lançar brevemente em Cabo Verde o seu último DVD, um documentário intitulado, "CARTA D’HOLANDA". A esse propósito, Rádio Atlântico teve uma curta conversa com ele, sobre esse trabalho que passamos aqui a publicar, no Liberal. São 5 perguntas…
Rádio Atlântico: Vai lançar brevemente no mercado "Carta D’Holanda". Pode resumir o que as pessoas podem ver nesse DVD?
Agostinho Santos: Sim, é verdade. O trabalho já está finalizado. Posso adiantar que nesse documentário as pessoas podem ver e ouvir histórias dos primeiros cabo-verdianos que chegaram à Holanda. Como é sabido os cabo-verdianos começaram a chegar a Holanda em 1940 e com mais regularidade, a partir de 1970.
RA: Porque a escolha do título “Carta D’Holanda”?
AG: Escolhi esse título devido à simbologia que as cartas representam para os que escolhem a emigração à procura de uma vida melhor.
Cartas, na altura, representava o elo de ligação com a família. Muitas vezes, os emigrantes nem sabiam escrever e tinham que pedir a alguém que as escrevesse ou que as lesse. Esse meu “Carta D’Holanda” é inspirado nessas cartas onde passagens que poderão ser vistas no documentário ajuda-nos a perceber melhor o modo de vida dos nossos conterrâneos, com momentos de tristezas e alegrias.
Podemos também a interpretar como uma carta que Agostinho Santos está a escrever, em nome de outras pessoas.
No documentário há relatos de muitos cabo-verdianos que, infelizmente, já não pertencem ao mundo dos vivos e de outros que ainda continuam presentes apesar da idade avançada.
RA: Para onde tens previsto fazer o lançamento do DVD?
AG: Em primeiro lugar, aqui na cidade de Roterdão, como é óbvio, e, em seguida, em Cabo Verde, sobretudo no Mindelo, em S. Vicente de onde saíram os primeiros cabo-verdianos para a Holanda. Mas também, na capital cabo-verdiana porque penso que esse trabalho deve merecer uma atenção especial por parte do público praiense e das pessoas que se ocupam dos assuntos ligados à emigração cabo-verdiana.
RA: Ultimamente tens feito muitos documentários, depois do realizado com Ildo Lobo, agora, "Carta D’Holanda". Porque tens investido nos documentários?
AG: Bem, eu acho importante fazer a recolha dos depoimentos das pessoas em vida sobre a história da nossa emigração, nesse caso concreto, da vinda e vida aqui na Holanda.
Espero dar assim pistas para um trabalho mais científico de um historiador que se interessa por esses assuntos.
RA: A vida dos emigrantes cabo-verdianos na Holanda vai continuar a ser mostrada nos teus documentários?
AG: Sim, claro. E tenho muitos projectos nesse sentido. Posso avançar-te em primeira mão que tenho um projecto sobre as mulheres cabo-verdianas em Roterdão, e um outro, sobre a segunda geração de cabo-verdianos nascidos na Holanda.
Claro que há muitas outras temáticas que poderei explorar e que podem dar origem a mais documentários.
OBS: Tivemos a oportunidade de assistir ao documentário e está um trabalho muito bem conseguido, por relatar facetas interessantes sobre a vida dos primeiros cabo-verdianos aqui na Holanda.
A vivência do dia-a-dia, o trabalho das diversas associações, os convívios, conversas informais sobre a integração, a nossa cultura, o amor à terra natal, podem também ser vistos no documentário que dá pistas interessantes para um trabalho mais aturado e científico por parte dos estudiosos da emigração cabo-verdiana.
Tivemos a oportunidade de assistir ao documentário e está um trabalho muito bem conseguido, por relatar facetas interessantes sobre a vida dos primeiros cabo-verdianos aqui na Holanda...
ROTERDÃO- Agostinho Santos é uma figura muito conhecida na Comunidade cabo-verdiana, na Holanda, e vai lançar brevemente em Cabo Verde o seu último DVD, um documentário intitulado, "CARTA D’HOLANDA". A esse propósito, Rádio Atlântico teve uma curta conversa com ele, sobre esse trabalho que passamos aqui a publicar, no Liberal. São 5 perguntas…
Rádio Atlântico: Vai lançar brevemente no mercado "Carta D’Holanda". Pode resumir o que as pessoas podem ver nesse DVD?
Agostinho Santos: Sim, é verdade. O trabalho já está finalizado. Posso adiantar que nesse documentário as pessoas podem ver e ouvir histórias dos primeiros cabo-verdianos que chegaram à Holanda. Como é sabido os cabo-verdianos começaram a chegar a Holanda em 1940 e com mais regularidade, a partir de 1970.
RA: Porque a escolha do título “Carta D’Holanda”?
AG: Escolhi esse título devido à simbologia que as cartas representam para os que escolhem a emigração à procura de uma vida melhor.
Cartas, na altura, representava o elo de ligação com a família. Muitas vezes, os emigrantes nem sabiam escrever e tinham que pedir a alguém que as escrevesse ou que as lesse. Esse meu “Carta D’Holanda” é inspirado nessas cartas onde passagens que poderão ser vistas no documentário ajuda-nos a perceber melhor o modo de vida dos nossos conterrâneos, com momentos de tristezas e alegrias.
Podemos também a interpretar como uma carta que Agostinho Santos está a escrever, em nome de outras pessoas.
No documentário há relatos de muitos cabo-verdianos que, infelizmente, já não pertencem ao mundo dos vivos e de outros que ainda continuam presentes apesar da idade avançada.
RA: Para onde tens previsto fazer o lançamento do DVD?
AG: Em primeiro lugar, aqui na cidade de Roterdão, como é óbvio, e, em seguida, em Cabo Verde, sobretudo no Mindelo, em S. Vicente de onde saíram os primeiros cabo-verdianos para a Holanda. Mas também, na capital cabo-verdiana porque penso que esse trabalho deve merecer uma atenção especial por parte do público praiense e das pessoas que se ocupam dos assuntos ligados à emigração cabo-verdiana.
RA: Ultimamente tens feito muitos documentários, depois do realizado com Ildo Lobo, agora, "Carta D’Holanda". Porque tens investido nos documentários?
AG: Bem, eu acho importante fazer a recolha dos depoimentos das pessoas em vida sobre a história da nossa emigração, nesse caso concreto, da vinda e vida aqui na Holanda.
Espero dar assim pistas para um trabalho mais científico de um historiador que se interessa por esses assuntos.
RA: A vida dos emigrantes cabo-verdianos na Holanda vai continuar a ser mostrada nos teus documentários?
AG: Sim, claro. E tenho muitos projectos nesse sentido. Posso avançar-te em primeira mão que tenho um projecto sobre as mulheres cabo-verdianas em Roterdão, e um outro, sobre a segunda geração de cabo-verdianos nascidos na Holanda.
Claro que há muitas outras temáticas que poderei explorar e que podem dar origem a mais documentários.
OBS: Tivemos a oportunidade de assistir ao documentário e está um trabalho muito bem conseguido, por relatar facetas interessantes sobre a vida dos primeiros cabo-verdianos aqui na Holanda.
A vivência do dia-a-dia, o trabalho das diversas associações, os convívios, conversas informais sobre a integração, a nossa cultura, o amor à terra natal, podem também ser vistos no documentário que dá pistas interessantes para um trabalho mais aturado e científico por parte dos estudiosos da emigração cabo-verdiana.
RÁDIO ATLÂNTICO/LIBERAL.CV
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