PARIS-A France Télécom anunciou hoje a saída do “número dois” da empresa, Louis Pierre Wenes, devido ao suicídio de 24 colaboradores nos últimos 18 meses, cedendo assim aos sindicatos na questão da mobilidade interna.
Trata-se da primeira mudança na direcção da empresa de telecomunicações desde o início da série de suicídios, que os sindicatos dizem serem motivados pelo descontentamento dos trabalhadores em relação à reorganização interna. A France Télécom, detida em 13 por cento pelo Governo francês, emprega actualmente 100 mil pessoas no país.
“Wenes é simbólico. Foi ele que instituiu a gestão pelo terror e deve partir”, disse recentemente o delegado sindical de uma das estruturas sindicais que representam os trabalhadores da France Telecom.
Numa mensagem interna dirigida aos trabalhadores, a que a agência France Press teve acesso, Wenes explica que pediu à administração da empresa para ser “libertado das suas responsabilidades”.
“Apesar das condições competitivas em que vivemos particularmente no nosso sector de actividade, nada justifica que homens e mulheres ponham fim às suas vidas. Ontem como hoje não o posso aceitar”, declarou.
Stephane Richard, que até agora assumia a direcção das operações internacionais, entrou para a France Télécom em Maio e o seu nome tem sido designado na substituição do presidente do grupo, Didier Lombard, em 2011.
O mal-estar gerado pela série de suicídios de trabalhadores da France Télécom tem levado os sindicatos a criticar fortemente os métodos de gestão levados a cabo na operadora e a exigir medidas.
LUSA/PÚBLICO
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