segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ONU:Disparidades entre ricos e pobres são inaceitáveis


Relatório de Desenvolvimento Humano 2009, divulgado esta segunda-feira pelo Pnud, destaca o potencial da migração; nove países africanos ocupam os 10 últimos lugares do índice de desenvolvimento humano.

Luta contra pobreza
Apesar dos progressos registados em vários sectores ao longo dos últimos 25 anos, as disparidades entre os países ricos e pobres permanecem inaceitáveis.
A afirmação consta do Índice de Desenvolvimento Humano divulgado esta segunda-feira, em Banguecoque, na Tailândia, como parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2009.
Indicadores Sociais
O índice classifica os 182 países do mundo de acordo com vários indicadores sociais, incluido a esperança de vida, acesso à educação, rendimento per capita e taxa de alfabetização.
Os três primeiros lugares da lista são ocupados pela Noruega, Austrália e Islândia. A França regressou aos dez primeiros classificados onde não aparecem os Estados Unidos, que ocupam a 13ª posição.
As dez últimas posições do índice são ocupadas por países africanos, com a excepção do Afeganistão.
Os países de língua portuguesa mantiveram os seus lugares em relação à última classificação. A únicas excepções são Portugal, que caiu um lugar e ocupa agora a posição 34 e a Guiné-Bissau que subiu um lugar mas permanece na posição 173.
O Brasil ocupa o lugar 75, Cabo Verde 121, São Tomé e Principe 131, Angola 143 , Timor-Leste 162 e Moçambique 172.
Desigualdades
A especialista em políticas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Pnud, Isabel Pereira, uma das autoras do relatório, disse à Rádio ONU, em Nova Iorque, que o índice mostra desigualdades gritantes nos países de língua portuguesa.
"Por exemplo no caso de Cabo Verde, os 10% mais pobres no país têm cerca de 2% de todo o rendimento ou toda a despesa comparado com os 10% mais ricos que controlam cerca de 40% da riqueza. Trata-se de uma grande disparidade. Mas a diferença é ainda maior em Angola. Os 10% mais pobres só têm acesso a 0,06% da riqueza enquanto os 10% mais ricos têm acesso a 45% da riqueza. O Brasil é outro país onde a desigualdade , nomeadamente de rendimentos, é bastante grande", disse.
Migração
O Relatório de Desenvolvimento Humano 2009 destaca a importância de movimentos migratórios. O estudo indica que a livre circulação de pessoas entre países tem o potencial para melhorar as vidas de milhões no mundo.
O relatório realça que a migração é inevitável e constitui uma dimensão importante do desenvolvimento humano.
RADIO ONU-Por Carlos Araújo,em Nova Iorque.

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