Fernando Elísio Freire quer esclarecimentos
A pouca-vergonha da contratação de alguém inabilitado para executar as funções - denunciado ontem pelo Liberal - é o escândalo do momento, e uma evidentíssima prova do compadrio e do pagamento de favores políticos promovidos pelo governo de José Maria Neves
| O curriculum do “especialista” Kaká demonstra que o contrato não passa de um favor feito a um camarada… |
Entretanto, vai estranhando esse expediente, por entender que um cargo do género tão específico exige um técnico da área, com conhecimentos e competências inquestionáveis. “Em relação a esse eventual contrato a questão que se coloca é o currículo, e não se reconhece em Carlos Alberto Barbosa (Kaká Barbosa) competência técnica e cientifica para exercer esse cargo”, avalia Elísio Freire, argumentando que este, se calhar, é mais um caso de clientelismo politico.
“Nos sempre denunciamos casos de nepotismo deste governo, casos de clientelismo político, e o governo vai fazendo orelhas moucas”, acusa, exortando os cabo-verdianos a lutarem contra essas práticas.
De salientar que em Cabo Verde a prática de contratar pessoas reformadas está a lesar milhares de jovens que estão no desemprego. Já se fala em cerca de 2000 licenciados no desemprego neste país.
Um caso que poderá vir a animar a próxima sessão parlamentar, e para o qual não se vislumbra nenhuma “linha de fuga” possível para a entidade contratante, porquanto é evidentíssimo que se trata de compadrio político para beneficiar um camarada de partido, ainda para mais um “analfabeto funcional” na matéria.
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