sábado, 5 de janeiro de 2013

CV:LÍDER DE BANCADA DO MPD ESCREVE A EVA ORTET SOBRE O CASO KAKÁ BARBOSA


Fernando Elísio Freire quer esclarecimentos 
A pouca-vergonha da contratação de alguém inabilitado para executar as funções - denunciado ontem pelo Liberal - é o escândalo do momento, e uma evidentíssima prova do compadrio e do pagamento de favores políticos promovidos pelo governo de José Maria Neves
O curriculum do “especialista” Kaká demonstra que o contrato não passa de um favor feito a um camarada…
O curriculum do “especialista” Kaká demonstra que o contrato não passa de um favor feito a um camarada…
Praia, 4 janeiro 2013 - O líder da bancada do MpD, Fernando Elísio Freire, já enviou uma carta à ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet , pedindo esclarecimentos sobre o contrato de Carlos Alberto Barbosa (Kaká Barbosa) com a Direcção Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária para fazer um diagnóstico dos “serviços de inspecção zoo-fitossanitaria nos portos e aeroportos nacionais”. Fernando Elísio Freire diz por ora preferir não acreditar que isso seja verdade, embora dê credibilidade à notícia do Liberal.
Entretanto, vai estranhando esse expediente, por entender que um cargo do género tão específico exige um técnico da área, com conhecimentos e competências inquestionáveis. “Em relação a esse eventual contrato a questão que se coloca é o currículo, e não se reconhece em Carlos Alberto Barbosa (Kaká Barbosa) competência técnica e cientifica para exercer esse cargo”, avalia Elísio Freire, argumentando que este, se calhar, é mais um caso de clientelismo politico.
“Nos sempre denunciamos casos de nepotismo deste governo, casos de clientelismo político, e o governo vai fazendo orelhas moucas”, acusa, exortando os cabo-verdianos a lutarem contra essas práticas.
De salientar que em Cabo Verde a prática de contratar pessoas reformadas está a lesar milhares de jovens que estão no desemprego. Já se fala em cerca de 2000 licenciados no desemprego neste país.
Um caso que poderá vir a animar a próxima sessão parlamentar, e para o qual não se vislumbra nenhuma “linha de fuga” possível para a entidade contratante, porquanto é evidentíssimo que se trata de compadrio político para beneficiar um camarada de partido, ainda para mais um “analfabeto funcional” na matéria.
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NOTÍCIA RELACIONADA
Camaradas dão prenda de Natal antecipada a Kaká Barbosa: http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=38237&idSeccao=542&Action=noticia
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=38248&idSeccao=523&Action=noticia

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