MINDELO-Kelton Jorge Ramos Gonçalves, 8 meses, sofre de cardiopatia congénita, popularmente designado “sopro do coração”, e precisa ser evacuado para Portugal a fim de ser tratado. A mãe, Ivânia Ramos Faria, não possui recursos financeiros e não tem onde ficar em Portugal. Por isso, apela à solidariedade dos cabo-verdianos. Quando nasceu, em Setembro passado, no Hospital Baptista de Sousa, em S. Vicente, Kelton foi imediatamente encaminhado para uma incubadora e permaneceu internado durante mais de duas semanas. Algum tempo depois, foi para casa. Mas desde então, devido ao seu problema de saúde, a mãe é obrigada a levá-lo frequentemente ao HBS.
Há cerca de 20 dias, Kelton Jorge sofreu uma ameaça de ataque cardíaco e teve de ser internado. O HBS decidiu então evacuá-lo para Portugal, país onde poderá ser submetido ao tratamento adequado. Para a mãe de Kelton Jorge, que ainda se encontra internado no HBS, a situação é insustentável.
“Sinto-me triste ao ver o meu filho sofrer tanto assim e eu não posso fazer nada”, confessa Ivânia Ramos, 23 anos, solteira e neste momento desempregada, uma vez que teve de abandonar o emprego para poder cuidar de Kelton Jorge, que exige cuidados a tempo integral.
É que devido ao “sopro do coração”, Kelton Jorge cansa-se rapidamente e já não consegue mamar no peito. “Tiro o leite e dou-lhe através de uma colher”, conta Ivânia Ramos, que alimenta o bebé a horas certas e com base numa dieta rigorosa receitada por um nutricionista.
Agora, Ivânia Ramos prepara-se levar o filho para Portugal. Ainda não sabe em que dia será a viagem mas, também nesta hora, as dificuldades amontoam-se. “Não tenho onde morar em Portugal e não sei como vou cobrir as despesas, pois não trabalho neste momento e não tenho poupança”, conta a mãe do pequeno Kelton Jorge.
Por isso, é com o coração apertado que Ivânia Ramos pede: “Ajudem-me, por favor. Aceito dinheiro, roupa, biberão, fraldas, toalhitas, comida, qualquer coisa”. Quer ajudar Kelton Jorge? Basta contactar a mãe Ivânia Ramos pelo telemóvel(00238)-9835440. Vamos todos mostrar mais uma vez que nós, cabo-verdianos, somos solidários.
ASEMANA.CV-Teresa Sofia Fortes
