quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ZM and Skinny present the BW Skinny Dip - Guinness World Record Gisborne...

UNIAO EUROPEIA:Zona Euro pondera ajuda a Portugal e à Irlanda

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AFRICA DO SUL:Taxista moçambicano morre às mãos da polícia na África do Sul

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VATICANO:Igreja prepara-se para o ritual da sucessão de Bento XVI

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Morreu o intelectual que inspirou os “Indignados”

Morreu o intelectual que inspirou os “Indignados”: Stéphane Hessel era o último redactor vivo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, um documento que, segundo disse à Renascença em 2011, continua actual.

Embaixador moçambicano na África do Sul "horrorizado" com atuação da polícia sul-africana

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CABO VERDE:Renúncia de Tolentino “precariza” Governo


O anúncio, na semana passada, de Jorge Tolentino de querer descer na “próxima estação”, deixando o cargo de ministro da Presidência do Conselho de Ministros e da Defesa Nacional, veio precarizar ainda mais o já por si combalido “comboio” de José Maria Neves. Carlos Veiga, líder da oposição, advoga que diante do quadro criado a única alternativa é o Primeiro-Ministro colocar um substituto no lugar de Tolentino, até uma eventual remodelação governamental.

O desabafo de Jorge Tolentino, algo inédito na política cabo-verdiana, coloca o Governo, em particular o Primeiro-Ministro, José Maria Neves, numa situação delicada. E, conforme uma fonte, num outro momento, José Maria Neves não teria outra saída senão acelerar a marcha do “comboio” por forma a permitir a descida do seu ministro da Defesa Nacional na primeira estação.

Essa hipótese, ao que nos foi explicado também, não está de todo descartada, podendo JMN realizar o mais depressa possível a demissão de Tolentino, colocando a pasta num outro ministro até que a remodelação seja possível.
Esta é de resto a posição defendida pelo presidente do MpD, Carlos Veiga, para quem Tolentino deve ser substituído imediatamente porque “o primeiro-ministro não pode manter no Governo um ministro cansado e desmotivado”.
Por ora, ao que conseguimos apurar, JMN prefere manter a mesma velocidade com que vem conduzido o seu comboio, aguardando pelo próximo congresso do PAICV, que deverá acontecer em Maio, para imprimir mudanças de fundo em todo o sistema tambarina, passando pelo Governo, Grupo Parlamentar e até o próprio partido. Esta semana, no Mindelo, Neves preferiu contudo contornar o problema, afirmando que remodelação governamental não se anuncia, “faz-se”.
DESMOTIVAÇÃO?
A presença de ministro num Governo, contra a sua vontade, segundo o líder do MpD, “não é seguramente um sinal de muita motivação no seio do Governo”. Pelo contrário, alega Carlos Veiga ao A NAÇÃO, “confirma outros sinais de cansaço  de esgotamento e de fim de ciclo do Governo no seu conjunto”.
Mais do que isso, acrescenta Veiga, “mostra um aparente descontentamento que também já terá atingido o interior do executivo em relação ao PM e uma falta de solidariedade no seio dos membros do Governo. Não dá uma imagem de boa relação institucional  com o primeiro-ministro, deixando-o mal colocado”, advoga.

Veiga realça, no entanto, que “no plano puramente pessoal do senhor ministro só há que respeitar a sua decisão. Faz parte dos seus direitos de personalidade. E em termos de ética política é de avaliar positivamente: exercer cargos políticos sem motivação, contrariado ou contra a vontade é que seria condenável”.
PRÓXIMO DE JMN
Tido como um dos colaboradores mais próximos de José Maria Neves, Jorge Tolentino confessou, na passada sexta-feira, não ter nenhum sabor especial em ser ministro, preferindo descer na próxima estação para poder dedicar-se à sua "paixão de sempre", a literatura. "Pedi para descer na próxima estação", disse o diplomata e ministro da Defesa Nacional desde 2011."Quero dedicar-me à minha paixão de sempre, a literatura", acrescentou.
A NAÇÃO sabe que a notícia causou surpresas inclusive no seio do Governo, com alguns colegas a perguntarem se Tolentino foi pressionado para fazer tal anúncio, algo considerado despropositado e tempestivo. O mesmo aconteceu junto de sectores mais ligados ao aparelho do PAICV, para quem “só faltava mais esta” para fragilizar ainda mais o “sistema” tambarina.
Homem de poucas palavras, ao que tudo indica, o “desejo” de deixar o executivo era algo tratado, exclusivamente, entre Tolentino e Neves. “Mais ninguém sabia disso”, assegurou-nos uma fonte.
RELAÇÕES COM PR
Calcula-se que a saída de Jorge Tolentino tenha a ver com a deterioração das relações com o Presidente da República, que é comandante supremo das Forças Armadas, e que não foi convidado para a cerimónia de promoção dos generais, cerimónia essa onde o ministro da Defesa Nacional aproveitou para anunciar a sua indisponibilidade para continuar no Governo. Foi de resto ao comentar as suas relações institucionais com o PR que Tolentino acabou por soltar que não gosta de ser ministro, ainda que estando no lugar procura exercer da “melhor forma o que sabe e pode”, o que mesmo assim não deixa de ser chocante, tendo em conta as vezes em que esteve na pele de ministro (ver caixa).
“DESCONSIDERAÇÃO”  DO PR
Ademais, esse desabafo teve lugar uma semana depois de A NAÇÃO ter revelado que, enquanto titular da Defesa, Jorge Tolentino foi “desconsiderado” por Jorge Carlos Fonseca, deixando-o completamente à margem da cerimónia de cumprimentos de Ano Novo pela chefia militar.
Tido como escrupuloso no cumprimento dos seus deveres, segundo um próximo do governante, este esperava que diante do artigo do A NAÇÃO o Palácio do Platô ensaiasse, no mínimo, um desmentido ou um gesto de desagravo. Ora, nem uma coisa nem outra aconteceu.
E, diante disso também, Tolentino terá agido em consequência, não convidando o chefe de Estado à cerimónia de imposição de patentes aos primeiros generais de Cabo Verde, despedindo-se praticamente do lugar. Sendo a primeira vez que o pais tem generais, seria de bom tom convidar o comandante supremo das FA para presidir o acto, ainda que não esteja na Constituição tal prerrogativa, como não está na mesma Constituição que o ministro da Defesa deva estar presente nas cerimónias de cumprimento de ano das chefias militares ao Presidente da República.
SEM ESTÔMAGO PARA “JOGADAS”
Com isso, independentemente da avaliação que se possa fazer do seu desempenho (é considerado um dos melhores ministros de Defesa que já passou pelo lugar),  Jorge Tolentino terá querido mostrar que não está agarrado ao lugar, nem tão-pouco tem estômago para determinadas jogadas ou condutas políticas.
“As pessoas têm que aprender que há quem esteja na política, neste caso no Governo, com desprendimento”, comentou um seu amigo de longa data. “O Jorge que eu conheço é um indivíduo extremamente ético, introvertido e reflexivo, zeloso no cumprimento dos seus deveres e obrigações, que há vários anos adia os seus sonhos literários que não são poucos”, conclui a fonte do   A NAÇÃO
 http://www.alfa.cv/anacao_online/index.php/politica/4317-renuncia-de-tolentino-precariza-governo

Holanda: O gás não é um presente



Extração de gás em Grijpskerk, na província de Groningen (Norte). 
A exploração da jazida no norte dá milhares de milhões de euros ao Estado holandês. Mas os sismos são cada vez mais frequentes e a ausência de investimentos de longo prazo estão a alimentar o debate sobre o seu interesse.
 
Primeiro, o gato salta da cama – os animais de estimação detectam a aproximação dos sismos. Depois começam a ouvir-se roncos fundos, que terminam com um estalo que faz vibrar as janelas e põe as paredes a tremer. É mais uma noite de insónia em todas as aldeias das comunas de Loppersum e Slochteren, às vezes chega mesmo aos subúrbios da cidade de Groningen.

Paredes que racham, portas que empenam, uma telha que cai: danos irritantes, mas que ainda são remediáveis. O pior é o medo. Será que isto vai parar? É pouco provável, a acreditar no relatório da entidade reguladora das atividades de exploração do subsolo, a Staatstoezicht op de Mijnen, que Henk Kamp, ministro da Economia, tornou público no final do mês passado. Nos últimos anos, os tremores de terra causados pela extração de gás no campo de Groningen têm aumentado significativamente, tanto em frequência como em intensidade. Segundo as previsões, o subsolo deverá continuar a tremer durante mais 50 anos.

A maior jazida do mundo

Henk Kamp fez o que o consórcio holandês de petróleos – Nederlandse Aardolie Maatschappij (NAM) – deveria ter feito há anos: reconhecer que o subsolo da província de Groningen está a ceder devido à extração de gás, situação que é acompanhada por pequenos sismos.

Segundo Wobbes Reint, da aldeia de Huizinge, que integra a fundação de proteção de antigas igrejas da região, a Oude Groninger Kerken, "Kamp fala de medidas preventivas. Mas não sei o que pode fazer. Esta região é culturalmente uma das mais antigas da Europa. Como vai proteger as casas e outros edifícios, igrejas com vários séculos? Devia ter tomado medidas mais cedo. Porque é que o impulso teve que partir de uma iniciativa cidadã, do movimento de defesa do subsolo de Groningen – o Groninger Bodem Beweging? Porque é que as autoridades não trataram mais cedo de proteger a população?
Campos nus cobertos de neve: a lama arada aguarda a primavera. Nas terras altas, a extração de gás é pouco percetível. Não se sente, não se vê. O primeiro furo do "depósito de Slochteren" foi aberto em 22 julho de 1959, nas terras do agricultor Boon, perto da aldeia de Kolham. Mas a euforia só se deu alguns anos mais tarde, quando se tornou evidente que este campo de gás era a maior reserva particular em todo o mundo. No entanto, a região não enriqueceu com isso. Segundo a Lei de Mineração de 1810, os minerais extraídos do subsolo não revertem para o dono da terra, mas para o Estado. Isso às vezes causa algum mal-estar.

Uma segurança social generosa

Não é isso que é grave, considera Herman de Jong, professor de História Económica da Universidade de Groningen: "Nem quero imaginar o que teria acontecido se a lei mineira não existisse. Teríamos uma série de habitantes que teriam enriquecido e que teriam as ideias mais extravagantes; além disso, o impacto sobre o emprego seria de curta duração. Assim, foi possível pôr de pé um sistema de segurança social generoso e fazer investimentos significativos em infraestruturas, nomeadamente as obras do Plano Delta".

"Devíamos era orientar a economia por antecipação em relação à cessação das receitas do gás, dentro de trinta anos. A Holanda nunca pensou a longo prazo, persuadida de que ia passar para a energia nuclear. O campo de gás há anos que vem sendo usado para tapar buracos orçamentais. A Noruega adotou uma abordagem mais sensata, investindo as receitas do petróleo e do gás num fundo público: os juros gerados por ele servem para financiar os gastos públicos em educação e infraestruturas".

A Shell e a Esso, parceiros da NAM, recebem somas substanciais da extração de gás em Groningen, recorda Herman de Jong. "Mas o Estado também beneficia. Um contrato engenhoso permitiu-lhe cobrar impostos elevados, desde o primeiro momento." O campo de Groningen já fez entrar mais de 200 mil milhões de euros para os cofres do Estado. Dentro de vinte anos, a Holanda terá usufruído de 75 anos deste sistema.

Groningen, plataforma energética

Os habitantes de Groningen começam a perguntar-se o que ganharam, nos últimos 50 anos, com o gás que tinham debaixo dos pés, para lá do lento afundamento do solo. O Partij voor het Noorden [partido que defende os interesses dos habitantes das províncias do norte dos Países Baixos: Groningen, Drente e Frísia] exige que um quarto da receita do gás natural seja investido na região.
Jan Willem Velthuijsen, professor especializado em Energia e Fluxos Financeiros Associados na Universidade de Groningen, também considera que a Holanda deve investir na província de Groningen. Não por o gás ser ali extraído, mas porque o Norte desempenha um papel importante no fornecimento de energia.
Para ele, "há boas razões para investir na província de Groningen como plataforma energética. A interface que estamos a construir é fundamental para o abastecimento energético da Europa. Estamos ligados ao mercado alemão, que privilegia o desenvolvimento sustentável, o que dá vantagens às centrais a gás. São baratas e ecologicamente limpas. O cabo submarino que traz a energia hidroelétrica da Noruega é conectado aqui, tal como o gás russo. Temos uma infraestrutura fantástica, os gasodutos e depósitos de gás são perfeitos, não só para bombar o gás, mas também para o armazenar. Podemos armazenar gás russo barato, distribuindo-o quando os preços subirem. A torneira pode ser aberta ou fechada como quisermos. É muito mais fácil fazê-lo aqui do que em qualquer outro lugar."
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/3451041-o-gas-nao-e-um-presente


 

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

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