quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ONU:OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO

OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO DA ONU


1-Erradicar a extrema pobreza e a fome
O número de pessoas em países em desenvolvimento vivendo com menos de um dólar ao dia caiu para 980 milhões em 2004, contra 1,25 bilhão em 1990. A proporção foi reduzida, mas os benefícios do crescimento econômico foram desiguais entre os países e entre regiões dentro destes países. As maiores desigualdades estão na América Latina, Caribe e África Subsaariana. Se o ritmo de progresso atual continuar, o primeiro objetivo não será cumprido: em 2015 ainda haverá 30 milhões de crianças abaixo do peso no sul da Ásia e na África.

2-Atingir o ensino básico universal
Houve progressos no aumento do número de crianças frequentando as escolas nos países em desenvolvimento. As matrículas no ensino básico cresceram de 80% em 1991 para 88% em 2005. Mesmo assim, mais de 100 milhões de crianças em idade escolar continuam fora da escola. A maioria são meninas que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana. Na América Latina e no Caribe, segundo o Unicef, crianças fora da escola somam 4,1 milhões.

3-Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

A desigualdade de gênero começa cedo e deixa as mulheres em desvantagem para o resto da vida. Nestes últimos sete anos, a participação feminina em trabalhos remunerados não-agrícolas cresceu pouco. Os maiores ganhos foram no sul e no oeste da Ásia e na Oceânia. No norte da África a melhora foi insignificante: Um em cinco trabalhadores nestas regiões é do sexo feminino e a proporção não muda há 15 anos.

4-Reduzir a mortalidade infantil
As taxas de mortalidade de bebês e crianças até cinco anos caíram em todo o mundo, mas o progresso foi desigual. Quase11 milhões de crianças ao redor do mundo ainda morrem todos os anos antes de completar cinco anos. A maioria por doenças evitáveis ou tratáveis: doenças respiratórias, diarréia, sarampo e malária. A mortalidade infantil é maior em países que têm serviços básicos de saúde precários.

5-Melhorar a saúde materna
Complicações na gravidez ou no parto matam mais de meio milhão de mulheres por ano e cerca de 10 milhões ficam com seqüelas. Uma em cada 16 mulheres morre durante o parto na África Subsaariana. O risco é de uma para cada 3,800 em países industrializados. Existem sinais de progresso mesmo em áreas mais críticas, com mais mulheres em idade reprodutiva ganhando acesso a cuidados pré-natais e pós-natais prestados por profissionais de saúde. Os maiores progressos verificados são em países de renda média, como o Brasil.

6-Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
Todos os dias 6,8 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e 5.,7 mil morrem em conseqüência da Aids - a maioria por falta de prevenção e tratamento. O número de novas infeccções vem diminuindo, mas o número de pessoas que vivem com a doença continua a aumentar junto com o aumento da população mundial e da maior expectativa de vida dos soropositivos. Houve avanços importantes e o monitoramento progrediu. Mesmo assim, só 28% do número estimado de pessoas que necessitam de tratamento o recebem. A malária mata um milhão de pessoas por ano, principalmente na África. Dois milhões morrem de tuberculose por ano em todo o mundo.

7-Garantir a sustentabilidade ambiental
A proporção de áreas protegidas em todo o mundo tem aumentado sistematicamente. A soma das áreas protegidas na terra e no mar já é de 20 milhões de km² (dados de 2006). O A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida, mas a de melhorar condições em favelas e bairros pobres está progredindo lentamente.

8-Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento
Os países pobres pagam a cada dia o equivalente a US$ 100 milhões em serviço da dívida para os países ricos. Parcerias para resolver o problema da dívida, para ampliar ajuda humanitária, tornar o comércio internacional mais justo, baratear o preço de remédios, ampliar mercado de trabalho para jovens e democratizar o uso da internet, são algumas das metas.
FONTE:PNUD BRASIL

ONU:Angola reitera na ONU apoio ao processo de reconciliação na Guiné

ASSUNÇÃO DOS ANJOS-MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES


NOVA IORQUE-O ministro das Relações Exteriores de Angola, Assunção dos Anjos, garantiu o empenho de Luanda na consolidação do processo de paz e reconciliação da Guiné-Bissau, na intervenção na 64.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.No seu discurso, segunda-feira ao final da tarde, Assunção dos Anjos reiterou o empenho de Luanda na procura da manutenção dos apoios das organizações internacionais, como a União Africana ou as Nações Unidas, O chefe da diplomacia angolana elogiou ainda os progressos registados em países como a República Democrática do Congo, Burundi, Libéria, Serra Leoa ou a Costa do Marfim, no contexto africano, mas deixou um olhar especial sobre a Guiné-Bissau.Na sua intervenção Assunção dos Anjos reiterou ainda o pedido antigo de Luanda para que as Nações Unidas procedam à reforma do Conselho de Segurança e, referindo-se à crise internacional, considerou que os países africanos foram muito afectados devido à redução do preço dos bens que o continente exporta.O governante angolano lembrou ainda que a retenção de capitais de investimento estrangeiro contribuiu para o impacto da crise económica e financeira mundial em África, sublinhando que "os esforços para a liberalização do comércio são insuficientes, mas bem-vindos".
Assunção dos Anjos elogiou ainda os esforços em curso para "reforçar as instituições de regulação económica e financeira" e o incentivo à fluidez e transparência na transferência de capitais para os países menos desenvolvidos.O ministro angolano destacou as iniciativas multilaterais que decorrem actualmente no mundo, nomeadamente a cooperação China-África, África-América do Sul ou, entre outros, a aproximação Europa-África. "Todos eles são fundamentais para o desenvolvimento dos países menos desenvolvidos, que inclui grande número de países africanos, e Angola em particular", afirmou o ministro das Relações Exteriores angolano perante a Assembleia-Geral da ONU.
Assunção dos Anjos falou do sucesso dos esforços angolanos no caminho do desenvolvimento, sublinhando que entre 2004 e 2007 o país cresceu "92 por cento em termos reais", levando esta recuperação económica em tão curto espaço de tempo a que o povo ganhasse "confiança no futuro".
O ministro angolano mostrou-se ainda preocupado com o tráfico de droga no continente africano, pedindo ao Conselho de Segurança que mantenha o apoio no combate a este crime, bem como ao contrabando de armas, pirataria e terrorismo.Segundo Assunção dos Anjos, a prevenção dos conflitos e as resoluções "não podem ser separadas das medidas de combate ao crime organizado e transnacional, à exploração ilegal de recursos e comércio à margem da lei de armas de pequeno calibre".
OJE/LUSA.PT

CV:Presidente do Parlamento de Cabo Verde defende abertura de embaixada em Buenos Aires

ARISTIDES LIMA PRESIDENTE DO PARLAMENTO


PRAIA-O presidente do Parlamento de Cabo Verde defende a abertura de uma missão diplomática na Argentina, país onde reside uma importante e antiga comunidade cabo-verdiana (10.000), cuja segunda e terceira gerações estão "sedentas das suas raízes".
Aristides Lima falava aos jornalistas na Cidade da Praia para um balanço da sua visita de trabalho de quase duas semanas ao Brasil e Argentina, onde se encontrou com altos responsáveis do Senado e da Câmara dos Deputados brasileiros e participou, como presidente, no 8.º Fórum dos Parlamentares da Convenção das Nações Unidas para a Luta contra a Desertificação (CNULD), que decorreu em Buenos Aires.
"Há um potencial importante de cooperação com a Argentina, que passa essencialmente pelas nossas comunidades e sobretudo pelo reforço das relações com as autoridades argentinas. (...) A acreditação de um embaixador na Argentina e a criação de uma Casa do Cidadão poderiam ser providências políticas importantes para imprimir uma nova dinâmica das relações com um país que tem produtos competitivos".O restabelecimento de uma ligação aérea, suspensa no início da década de 90, e a criação de uma rota marítima, via Brasil, poderiam ser opções, sublinhou Aristides Lima, adiantando que estas recomendações estão em linha com as prioridades da política externa cabo-verdiana.
No Brasil, onde a comunidade cabo-verdiana é substancialmente maior que na Argentina, Aristides Lima, acompanhado pelos deputados José Manuel Andrade (Partido Africano da Independência de Cabo Verde - PAICV) e de João Semedo (Movimento para a Democracia - MpD, oposição), assinou um protocolo de cooperação parlamentar com a Câmara de Deputados.
Aristides Lima e respectiva delegação participaram também no acto de reconstituição do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil/Cabo Verde, que contará com membros como os antigos líderes da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo e João Paulo Cunha, e o presidente da Sub-Comissão para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), José Aparecido de Oliveira Filho.
No Ceará, onde se deslocou no início da viagem ao Brasil, o presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde analisou também com o governador local, Cid Gomes, a criação da Universidade Afro-Luso-Brasileira, projecto idealizado pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
OJE/LUSA.PT

terça-feira, 29 de setembro de 2009

FUTEBOL:SEGUNDA JORNADA DA LIGA DOS CAMPEÕES-JOGOS DESTA TERÇA FEIRA

DAVID MENDES DA SILVA LEVA AS MÃOS A CARA DEPOIS DO AZ SOFRER O GOLO DE EMPATE NO FIM DA PARTIDA

Grupo F: Inter de Mourinho marca passo na Rússia
O Inter, treinado pelo português José Mourinho, cedeu um empate na visita ao reduto do Rubin Kazan (1-1), em jogo da segunda ronda do Grupo F da Liga dos Campeões.O extremo português Ricardo Quaresma estava no banco de suplentes e entrou aos 64 minutos, para o lugar do brasileiro Mancini.Os russos adiantaram-se no marcador logo aos 11 minutos, com golo de Domínguez, mas os nerazzurri alcançaram a igualdade 16 minutos depois, por Stankovic, mas nunca conseguiram superiorzar-se ao adversário.Na segunda parte, quando se pensava que os pupilos de Mourinho fossem atrás de uma vitória, Balotteli ‘borrou a pintura’, pois foi expulso devido a acumulação de amarelos, aos 60 minutos.

Sem muito trabalho e com bela atuação de Messi, Barcelona derrota o Dínamo
Com direito a uma bela actuação de Messi, o Barcelona não deu chances ao Dínamo de Kiev e venceu com facilidade por 2 a 0, nesta terça-feira, em jogo válido pela segunda jornada do grupo F da Liga dos Campeões. Com o resultado, o clube catalão, actual vencedor do torneio, assumiu a liderança do Grupo, com quatro pontos.

Grupo G: Rangers (Pedro Mendes) goleado em casa pelo Sevilha
O médio português Pedro Mendes jogou os 90 minutos durante a goleada sofrida do Glasgow Rangers na recepção ao Sevilha, em jogo da segunda ronda do Grupo G da Liga dos Campeões.A formação da Andaluzia marcou, de forma impressionante, 4 golos em 24 minutos. Konko (50m) abriu o marcador. Adriano (64m) seguiu-lhe os passos. Luis Fabiano (72m) assinou o terceiro tento e Kanouté (74m) o último.Nacho Novo marcou o golo de honra escocês a dois minutos do apito final, mas não livrou a formação de Glasgow de descer ao último posto da classificação.Já o Sevilha está no comando isolado do grupo, pois é a única equipa com duas vitórias.
O Unirea Urziceni, com o defesa português Bruno Fernandes a titular, empatou em casa com o Estugarda (1-1). Os alemães colocaram-se em vantagem logo aos cinco minutos, por Tasci, mas os romenos conseguiram igualar e garantir um ponto aos 48 minutos, graças a Varga.O Estugarda soma assim o segundo empate, mas sobe ao segundo lugar do grupo. O Unirea tem os mesmos pontos que o Rangers, mas tem melhor diferença de golos em todos os jogos disputados.

Arsenal sofre, consegue vencer o time de Zico e se isola no Grupo H
O Arsenal mostrou futebol muito superior ao do Olympiacos, nesta terça-feira, no Emirates Stadium, mas sofreu para conseguir vencer por 2 a 0. Os ingleses esbarraram em grande actuação do goleiro Nikopolidis, que segurou o marcador em branco para o time do técnico Zico até os 33 minutos do segundo tempo. A partir daí, Van Persie e Arshavin resolveram a contenda para os donos da casa. Com o resultado, o Arsenal se isolou na liderança do Grupo H da Liga dos Campeões, com seis pontos. Após duas jornadas, o Olympiacos aparece em segundo, com três. AZ Alkmaar e Standard Liège, que empataram por 1 a 1 nesta terça-feira, dividem a lanterna, com um ponto cada. AZ entrega o ouro no fim
No outro jogo do grupo, os holandeses do AZ Alkmaar do caboverdiano Mendes da Silva receberam os belgas do Standard Liège e cederam o empate por 1 a 1 no fim. Aos 3 minutos da etapa final, Holman cruzou e o marroquino El Hamadaoui abriu o placar para o AZ. O Standard, que teve os brasileiros Felipe, Marcos Camozzato e Igor de Camargo em campo, empatou aos 46, com Traoré. O jogador aproveitou um passe longo e soltou a bomba para deixar tudo igual.
AS EQUIPAS:
AZ: Sergio Romero, Gill Swerts, Kew Jaliens, Héctor Moreno, Sébastien Pocognoli, Brett Holman, David Mendes da Silva, Stijn Schaars, Maarten Martens, Mounir El Hamdaoui, Moussa Dembélé.
Standard Luik: Sinan Bolat, Marco Camozzato, Mohamed Sarr, Eliaquim Mangala, Ricardo Rocha, Axel Witsel, Mehdi Carcela-González, Wilfried Dalmat, Felipe, Milan Jovanovic en Dieudonné Mbokani.


Grupo F: Liverpool vê Jovetic brilhar pela Fiorentina e acabar com série de vitórias
Jovem montenegrino marca duas vezes no triunfo da Viola sobre os Reds em Florença. Também pelo Grupo E, Lyon passeia sobre o Debreceni: 4 a 0
O Liverpool viu uma sequência de seis vitórias ir água abaixo nesta terça-feira. Com grande atuação do jovem Stevan Jovetic, que marcou duas vezes, a Fiorentina passou pelos Reds, por 2 a 0, em Florença, pela segunda rodada do Grupo E da Liga dos Campeões. No outro jogo da chave, o Lyon passeou diante do Debreceni, na Hungria: 4 a 0. O resultado dá a liderança aos franceses, com seis pontos, enquanto ingleses e italianos estão empatados com três
Líder Lyon passeia na Hungria
Sem qualquer esforço, o Lyon visitou o Debreceni, na Hungria, e aplicou uma sonora goleada por 4 a 0, com direito a três gols em 24 minutos de jogo. Kallstrom, Pjanic e Gouvou anotaram na primeira etapa, com destaque para o segundo gol, marcado pelo bósnio, de falta. Gomis completou aos cinco minutos do segundo tempo e deu a liderança do "Grupo da Morte" aos franceses.
Com Abola.pt e Globoesporte.com

PORTUGAL:"Não existe declaração ou escrito do Presidente que refira escutas"

LISBOA-Cavaco Silva esclareceu hoje que não prestou quaisquer declarações sobre alegadas escutas a Belém e que só ele ou os chefes da Casa Civil ou da Casa Militar estão autorizados a falar pelo órgão de soberania. Apontou o dedo a “destacadas personalidades do partido do Governo”, por o terem tentado encostar ao PSD e “desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos”, e admitiu existirem vulnerabilidades no sistema informático da Presidência.
“Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante. Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer”, começou por dizer Cavaco, realçando que “a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar”.
Graves declarações de destacadas personalidades do PS
Cavaco disse que foi surpreendido em Agosto, quando se encontrava na sua casa no Algarve ainda a analisar diplomas “para efeitos de promulgação”, por declarações “de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD”.
Segundo os dados que lhe foram prestados, as informações desses “destacadas personalidades” eram “mentira”, esclareceu Cavaco, vincando no entanto que não tem conhecimento de, em mandatos de anteriores Presidentes, “os membros das respectivas casas civis terem sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam”.
Vincando que transmite a “título excepcional” a sua “interpretação dos factos”, Cavaco diz que considerou “graves” as declarações das “destacadas personalidades do partido do Governo” e que as entendeu como “um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República”.
“Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações: primeiro puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias; segundo desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos”, vincou Cavaco.
“Colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções”
Para o PR, “muito do que depois foi dito ou escrito” visou “consolidar aqueles dois objectivos”, “incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República”.
A mesma interpretação foi dada às interrogações que o seu ex-assessor de imprensa, Fernando Lima, fez como fonte anónima em declarações ao jornal ‘Público’. Isto porque não só o PR garante não ter tido “conhecimento prévio” dessas declarações, como também tem “algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas”.
No entanto, Cavaco deixou uma questão: “Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?”
O PR também interpreta como tentativa de “consolidar” os objectivos de “colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções” a publicação, pelo DN, de um ‘e-mail’ entre dois jornalistas do ‘Público’ no qual se refere que Fernando Lima foi a fonte da Presidência que levantou a questão das alegadas escutas e que fala “num assessor do gabinete do primeiro-ministro que esteve presente durante uma visita” do PR à Madeira.
Desconhecia existência e conteúdo do e-mail do ‘Público’
“Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas. Não conheço o assessor do primeiro-ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém”, garantiu Cavaco.
Também em relação a este ponto o PR deixou uma pergunta – “porque é que o e-mail é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses? – e uma resposta – “liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto”.
Apesar de não “conseguir ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança em relação a atitudes de outras pessoas”, Cavaco considera que o e-mail levantou a dúvida “sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora na Presidência da República: ninguém está autorizado a falar em nome do PR, a não ser os seus chefes da Casa Civil e da Casa Militar. E embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse. Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil [leia-se, saída de Fernando Lima do cargo de assessor de imprensa].
Vulnerabilidades no sistema informático
A publicação do ‘e-mail’ no DN levou também o PR a questionar se “será possível alguém do exterior” aceder ao seu computador e à sua correspondência electrónica ouse estará “a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida”. Também por isso, Cavaco reuniu-se hoje com “várias entidades com responsabilidades na área da segurança” e foi informado de que existem vulnerabilidades no sistema informático, pedindo para que seja estudada uma “forma de as reduzir”.
Justificação do silêncio
Durante a última semana da campanha, tornou-se ensurdecedor o silêncio de Cavaco Silva sobre as alegadas escutas em Belém e a suposta ‘encomenda’ de notícias na comunicação social.
O PR justificou esse silêncio perante “graves manipulações” com “o superior interesse nacional, esmo que isso lhe possa causar custos pessoais”: “Para mim, Portugal está primeiro. O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for. Foi por isso que entendi dever manter-me em silêncio durante a campanha eleitoral”, vincou Cavaco, concluindo com a garantia aos portugueses: “podem estar certos de que, por maiores que sejam as dificuldades, estarei aqui para defender os superiores interesses de Portugal.”

DECLARAÇÃO NA ÍNTEGRA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

1. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante.
Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer.
E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.
2. Porquê toda aquela manipulação?
Transmito-vos, a título excepcional, porque as circunstâncias o exigem, a minha interpretação dos factos.
Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber o que pensou e continua a pensar o Presidente da República.
Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira).
E não tenho conhecimento de que no tempo dos presidentes que me antecederam no cargo, os membros das respectivas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam.
Considerei graves aquelas declarações, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República.
3. A leitura pessoal que fiz dessas declarações foi a seguinte (normalmente não revelo a leitura pessoal que faço de declarações de políticos, mas, nas presentes circunstâncias, sou forçado a abrir uma excepção).
Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:
Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias.
Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos.
Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração durante uma visita à aldeia de Querença, no concelho de Loulé, no dia 28 de Agosto.
4. Muito do que depois foi dito ou escrito envolvendo o meu nome interpretei-o como visando consolidar aqueles dois objectivos.
Incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República.
Incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas.
Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?
Repito, para mim, pessoalmente, tudo não passava de tentativas de consolidar os dois objectivos já referidos: colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções.
5. E a mesma leitura fiz da publicação num jornal diário de um e-mail, velho de 17 meses, trocado entre jornalistas de um outro diário, sobre um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro que esteve presente durante a visita que efectuei à Madeira, em Abril de 2008.
Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas.
Não conheço o assessor do Primeiro-Ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém.
Sobre mim próprio teria pouco a relatar que não fosse de todos conhecido. E por isso não atribuí qualquer importância à sua presença quando soube que tinha acompanhado a minha visita à Madeira.
6. A primeira interrogação que fiz a mim próprio quando tive conhecimento da publicação do e-mail foi a seguinte: “porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses”?
Liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto.
E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.
7. Mas o e-mail publicado deixava a dúvida na opinião pública sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora na Presidência da República: ninguém está autorizado a falar em nome do Presidente da República, a não ser os seus chefes da Casa Civil e da Casa Militar. E embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse.
Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil.
8. A segunda interrogação que a publicação do referido e-mail me suscitou foi a seguinte: “será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?”
Foi para esclarecer esta questão que hoje ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir.
9. Um Presidente da República tem, às vezes, que enfrentar problemas bem difíceis, assistir a graves manipulações, mas tem que ser capaz de resistir, em nome do que considera ser o superior interesse nacional. Mesmo que isso lhe possa causar custos pessoais. Para mim Portugal está primeiro.
O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for.
Foi por isso que entendi dever manter-me em silêncio durante a campanha eleitoral.
Agora, passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência, espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: partilhar convosco, em público, a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias sem que alguma vez a ele eu me tenha referido, directa ou indirectamente.
E sabendo todos que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que, sobre as suas posições, só o Presidente se pronuncia.
Uma última palavra quero dirigir aos portugueses: podem estar certos de que, por maiores que sejam as dificuldades, estarei aqui para defender os superiores interesses de Portugal.
DN.PT-Por Duarte Ladeiras

ROTTERDAM:Rechter mogelijk naar Costa Rica

Rotterdamse rechter mogelijk naar Costa Rica
ROTTERDAM-De Rotterdamse rechter reist mogelijk af naar Costa Rica, om daar een belangrijke getuige te horen in een oude moordzaak uit 1999. Volgens justitie werd de Rotterdamse zakenman Hans Lijesen destijds door zijn echtgenote Linda V. vermoord om de erfenis van 10 miljoen gulden op te strijken.
De Nederlander in Costa Rica, Sjaak M., heeft een relatie gehad met de verdachte. Hij heeft tegenover Peter R. de Vries ooit gezegd dat Linda achter de moord zat. In een interview voor Radio Rijnmond in 2008 trok hij die verklaring weer in. Vanwege die tegenstrijdigheid wil de rechter nu zelf met de man spreken. Bekeken wordt of Costa Rica bereid is een delegatie uit Nederland te ontvangen. Een andere optie is dat Sjaak M. vanuit Costa Rica naar Curacao vliegt, alwaar hij via een videoverbinding met Nederland wordt ondervraagd.De advocaat van Linda V., Cees Korvinus, zegt geen waarde te hechten aan Sjaak M. als getuige. "Hij heeft wisselende verklaringen afgelegd en is voor mij daarom onbetrouwbaar. Hij heeft voeding gegeven aan roddel en achterklap".
Schande
In de moordzaak is Sjaak M. in 2007 ook als verdachte opgepakt, omdat hij zou hebben geprofiteerd van de miljoenenerfenis. In hoger beroep is hij daarvoor door het gerechtshof in Den Haag vrijgesproken. Opmerkelijk was, dat hij eerder door de rechter in Rotterdam wel schuldig was bevonden. In dat vonnis werd bovendien gesteld dat Linda V. betrokken was bij de moord. Korvinus: "Op dat moment stond mijn cliënt nog helemaal niet terecht. Toch heeft de Rotterdamse rechter haar destijds al schuldig bevonden, zonder wederhoor. Dat is eigenlijk een schande".Volgens Korvinus is het één van de redenen dat de 47-jarige vrouw weinig vertrouwen heeft in de Rotterdamse rechtbank. Linda V. zelf ontkent de opdracht te hebben gegeven tot de moord. Ze wil op korte termijn worden vrijgelaten. "Dat zwaard van Damocles hangt al tien jaar boven mij. Ik ben geestelijk en lichamelijk kapot".
RTV RIJNMOND

NEDERLAND: Kamer wil onderzoek naar DSB-bank

KAMER WIL ONDERZOEK NAAR DSB-BANK
DEN HAAG-De Kamer wil dat er een onderzoek komt naar DSB-bank. Gisteravond zeiden drie oud-medewerkers in tv-programma Nova dat de bank zich schuldig maakt aan verboden verkooppraktijken. DSB-bank zou proberen om klanten zoveel mogelijk overbodige en te dure koopsompolissen aan te smeren.
De verzekeringen, die zijn gekoppeld aan leningen, zouden vaak te duur zijn of onnodig omdat mensen al bij een andere verzekeraar verzekerd zijn. DSB-bank wil niet reageren op de beschuldigingen.
PvdA, SP,VVD en GroenLinks eisten bij de financiële beschouwingen vanavond een onderzoek. Minister Bos reageert morgen.
NOS.NL

CV:MPD insiste na criação do Fundo Nacional para as zonas devastadas

RIBEIRA BRAVA-O Movimento para a Democracia (MpD) voltou a defender, em S. Nicolau, a criação de um “Fundo Nacional” ao qual as pessoas afectadas pelas últimas chuvas possam candidatar-se para, de alguma forma, “colmatarem os seus prejuízos e relançarem a sua vida novamente”.
A ideia da criação do referido fundo foi reforçada, segunda-feira, 28, pela delegação de este partido, em visita S. Nicolau, para se inteirar da situação resultante das cheias provocadas pelas chuvas dos passados dias 17 e 18 Setembro.
A delegação defendeu, a “inventariação completa e profunda” dos estragos causados pelas chuvas, bem como “um plano urgente” para fazer face à situação, a ser elaborado pelo Governo, juntamente com as autoridades municipais e a sociedade civil.
“Constatamos que a situação é calamitosa, particularmente a nível da estrada que liga vila da Ribeira Brava a Juncalinho”, disse Amílcar Spencer Lopes, para quem a reconstrução dessa via “vai exigir muita técnica, recursos humanos, muita ciência e muito dinheiro”.
Quanto à estrada asfaltada vila da Ribeira Brava/Tarrafal, recentemente inaugurada, o ex-autarca ribeira-bravense considera que a via “comportou-se razoavelmente”, embora apresente “pontos críticos”. Estes resultantes de montanhas de onde escorrem enxurradas.
Para os membros do MPD esta estrada não é solução para S. Nicolau. Atravessa zonas de montanhas, como Caminho Novo, Boqueirão e Somadinha. “Quando chove, é sempre um perigo”, argumentam.
Apontam como alternativa, a construção de uma estrada litoral, passando por Preguiça, a qual, além de oferecer maior segurança, potenciaria o desenvolvimento turístico em toda aquela zona.
Amílcar Spencer Lopes destaca o estado espírito de uma população afecta pelo choque de uma catástrofe natural e que teve também muitos prejuízos.
“Sentimos que a população tem ainda alguma aflição. Ela é justificável, porque muitas pessoas ficaram com as suas vidas atribuladas, um pouco arrevesadas. Há pessoas que perderam as suas mercearias, as suas hortas, as suas casas e pessoas que perderam a vida em Covoada”, anota.
Quanto a prioridades, embora afirme que tudo seja prioritário, não deixe de enumerar as que considere de maior urgência:
Restabelecer as ligações entre as diversas localidades, para que qualquer pessoa de qualquer ponto possa chegar, numa situação de emergência, chegar a um dos centros de saúde da ilha (Tarrafal ou vila da Ribeira Brava).
Restabelecer as ligações de água potável, por razões de saúde. Pois o Verão arrasta consigo o perigo de doenças diarreicas, palúdicas e outras. A delegação partidária aponta ainda a promoção de uma campanha de saneamento, porque agora existe muito mais lixo e animais mortos.
A delegação do MpD é composta pelo dirigente nacional do MPD, Amílcar Spencer Lopes, pelo deputado nacional, Nelson Brito, e pelo eleito municipal, Orlando Andrade.
Sapo.cv/Inforpress.cv

IRLANDA:TRATADO DE LISBOA VAI A VOTOS PELA SEGUNDA VEZ


Os irlandeses vão pronunciar-se sexta-feira em referendo sobre o Tratado de Lisboa, quase ano e meio depois de uma primeira consulta em que rejeitaram o documento, paralisando o processo de reforma institucional da União Europeia.

Desta vez, e ao contrário da primeira, as sondagens dão vantagem ao "sim", com as duas últimas publicadas a apontarem para entre 55% e 68% de intenções de voto pela aprovação do documento, contra 17% a 27% pela sua rejeição.

Em Junho de 2007, escassos seis meses após a assinatura na capital portuguesa do Tratado Reformador das Instituições Europeias, que ficou conhecido como Tratado de Lisboa, poucos, em Dublin ou em Bruxelas, valorizaram a ligeira vantagem do "não" nas sondagens que antecederam o voto.

Mas no dia 12 de Junho, 53,4% dos eleitores irlandeses "chumbaram" o Tratado, impedindo a aplicação do texto, que só pode entrar em vigor depois de ratificado por todos os 27 Estados membros UE.

Entre vários outros factores, a desastrosa campanha do governo irlandês foi apontada por muitos analistas como causa maior da rejeição - o próprio primeiro-ministro, Brian Cowen, afirmou publicamente não ter lido o Tratado.

Um estudo de opinião feito mais tarde pela Comissão Europeia concluiu que 70% dos eleitores votaram "não" por pensarem que o documento podia ser facilmente renegociado.

Para assegurar a realização de uma segunda consulta - a Irlanda está constitucionalmente obrigada a referendar qualquer tratado internacional -, os líderes europeus aceitaram dar garantias a Dublin sobre a manutenção da autonomia política interna em questões "sensíveis" para o eleitorado: neutralidade, fiscalidade, direitos laborais, aborto.Além disso, se o Tratado for aprovado, a Irlanda continuará a ter um comissário, abandonando a disposição que previa uma redução do número de comissários.Essas concessões são apontadas por analistas como decisivas para convencer os eleitores irlandeses a votarem "sim" neste segundo referendo. Assim como o actual contexto de grave crise económica: em 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) irlandês deve baixar 8% e a taxa de desemprego triplicar para os 15%."O êxito do referendo é decisivo para a retoma. Devemos ratificar o Tratado, porque isso é bom para o emprego", defendeu na campanha o primeiro-ministro."O único emprego que Lisboa vai salvar é o de Brian Cowen", argumentou por seu lado o empresário Declan Ganley, principal rosto da campanha do "não" mas entretanto consideravelmente enfraquecido pela derrota do seu partido Libertas nas eleições europeias de Junho.

Com as novas garantias "na mão", o governo irlandês fez agora uma campanha centrada na desmontagem de argumentos falsos avançados pela campanha do "não", como os de uma alienação dos direitos em matéria de aborto, eutanásia ou direitos parentais.Todas as forças da oposição, à excepção do Sinn Fein (nacionalista), estiveram ao lado do governo, assim como a principal organização patronal, multinacionais, sindicatos e a poderosa associação nacional dos agricultores.Até a Igreja Católica participou no debate, para assegurar aos seus fiéis que nenhum motivo religioso ou ético desaconselha a ratificação do Tratado de Lisboa.
OJE/LUSA.PT

CV:Hotéis de Cabo Verde recebem menos 4 mil turistas no 1º semestre

Os dados estatísticos da movimentação de hóspedes em Cabo Verde indicam que no primeiro semestre de 2009, entraram nos hotéis do arquipélago, cerca de 163 mil e 125 turistas, menos 2,8% face ao período homólogo no ano transacto.
De acordo com os dados apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em termos absolutos entraram nos estabelecimentos hoteleiros, no primeiro semestre de 2009, menos 4 mil e 691 turistas do que no semestre anterior.
As dormidas atingiram 989 mil e 358 no primeiro semestre de 2009, traduzindo-se numa variação positiva de 8,7%, em relação ao primeiro semestre de 2008. Em termos absolutos, houve um aumento de 79 mil e 266 hóspedes.
Analisando os trimestres, verifica-se uma diminuição de entradas, no primeiro trimestre de 2009, face ao trimestre homólogo de 2008 em cerca de 11% e, um aumento de cerca de 8%, no segundo trimestre.
Por outro lado, as dormidas decresceram cerca de 3% no primeiro trimestre de 2009 face ao mesmo período do ano anterior e, aumentaram 27% no segundo trimestre deste ano.
Os hotéis foram os estabelecimentos mais procurados, representando 82,6% do total das entradas nos diferentes estabelecimentos hoteleiros. Seguem as residenciais, com cerca de 7,4% e, as pensões com 4,7%.
O estudo revela que mantém-se essa mesma tendência relativamente as dormidas.
A ilha do Sal teve maior acolhimento com 46,1% do total das entradas, seguido da ilha da Boa Vista, com 23,7% e, Santiago com 17,1% do total das entradas.
Em relação às dormidas, a ilha do Sal conseguiu 55,7% do total no primeiro semestre de 2009, Boa Vista 32,6% e Santiago, 6,3%.
O inquérito destaca Boa Vista pelo aumento significativo de entradas e dormidas.
OJE/INFORPRESS

USA:Serviços secretos investigam sondagem sobre se Obama deveria ser assassinado


Os serviços secretos norte-americanos estão a investigar um inquérito que esteve disponível na rede social Facebook sobre se o Presidente norte-americano, Barack Obama, deveria ser assassinado.


As respostas possíveis à sondagem – que apareceu online no passado fim-de-semana e foi prontamente referenciado pelo blogue The Political Carnival – eram “não”, “talvez”, “sim” e “sim, se ele cortar o meu plano de saúde”.Esta “sondagem” foi criada através de uma aplicação que permite aos utilizadores realizar os seus próprios inquéritos, segundo o porta-voz do Facebook Barry Schnitt.

Entretanto a sondagem já foi eliminada da rede, tendo estado disponível apenas algumas horas.“Quando suprimimos o inquérito, trabalhámos com o Facebook para o eliminar e começámos as investigações”, indicou um porta-voz do serviço responsável pela segurança presidencial à cadeia de televisão ABC.“Estamos a par da sondagem, e tomaremos as medidas investigativas adequadas”, indicou Darrin Blackford, um porta-voz dos serviços secretos, citado pelo “The Washington Post”. “Nós levamos estas coisas a sério”.Mais de 750 utilizadores do Facebook tinham respondido à sondagem antes de esta ter sido retirada. Como a aplicação que permitiu a criação do inquérito também foi suspensa, não é possível saber os resultados do mesmo.
As reformas que o Presidente Barack Obama quer introduzir no sistema de saúde norte-americano estão a criar enormes tensões no seio do Congresso e da sociedade norte-americana. Alguns cartazes que assemelham Obama a Hitler, a Osama bin Laden e a um curandeiro africano têm-se vindo a tornar comuns em protestos contra as mudanças no actual regime de saúde.
PÚBLICO.PT-Com Agências

USA:Obama vai a Copenhaga por Chicago


Afinal Barack Obama encontrou um espacinho na agenda preenchida e viajará até Copenhaga (Dinamarca), onde se decide, sexta-feira, qual a cidade organizadora dos Jogos Olímpicos de 2016.

O presidente dos EUA não tinha prevista a deslocação, fazendo-se representar pela mulher, Michelle Obama, mas Jacques Rogge lançou o alerta em entrevista ao jornal espanhol ‘El Mundo’, dizendo que a presença dos chefes de Estado poderá ser «decisiva» em caso de votação renhida... como se prevê.

Chicago (EUA), Madrid (Espanha), Rio de Janeiro (Brasil) e Tóquio (Japão) são as cidades candidatas à competição de 2016 e todas terão os respectivos chefes de Estado a defendê-las.

De Espanha viajam o rei Juan Carlos e o primeiro ministro José Luis Zapatero, do Brasil o presidente Lula da Silva e também o primeiro ministro japonês, Yukio Hatoyama, confirmou ontem a presença. Todos confiantes de que a sua cidade será a melhor para acolher a grande competição.
ABOLA.PT-Por Sofia Coelho

GUINÉ-CONACRI:Novo balanço do massacre na Guiné-Conakry aponta para 157 mortos

MASSACRE NA GUINÉ-CONAKRY

CONAKRY-A Organização guineense dos Direitos do Homem garante que o massacre desta segunda-feira num estádio da capital provou pelo menos 157 mortos e mais de 1250 feridos. Um número bem superior ao avançado pelas autoridades locais, que referiram a existência de 87 mortos.De acordo com activistas dos direitos humanos em Conacri, os militares guineenses terão transportado dezenas de corpos para um lugar incerto, com o objectivo de ocultar a real dimensão do massacre.Relatos citados pela ‘AFP’ revelam que já esta terça-feira um adolescente de 15 anos foi mortalmente atingido por uma bala disparada por um militar.
ABOLA.PT

ECONOMIA:Bombardier fornece 80 comboios TGV à China, no valor de 2,7 mil milhões

A fabricante canadiana de material ferroviário Bombardier Transportation vai fornecer 80 comboios de muito alta velocidade (TGV) ao Governo Chinês, um contrato avaliado em 2,7 mil milhões de euros."A Bombardier Transportation anuncia que a sua joint-venture chinesa, Bombardier Sifang (Qingdao) Transportation Ltd., foi eleita pelo Ministério Chinês de caminhos-de-ferro para fornecer 80 comboios de muito alta velocidade Zefiro 380 (1.120 carruagens) para a rede de alta velocidade do país"" anuncia a empresa em comunicado.
Segundo a Bombardier o contrato inclui 20 comboios de oito carruagens e 60 comboios de 16 carruagens, estando prevista para 2012 a entrega do primeiro comboio e para 2014 as últimas entregas.O contrato está avaliado em 27,4 mil milhões de renmimbis chineses (2,7 mil milhões de euros), sendo que a parte que corresponde à Bombardier totaliza 13,5 mil milhões de renmimbis chineses (1,3 mil milhões de euros).
Os comboios, do modelo Zefiro 380, "podem alcançar os 380 quilómetros/hora de velocidade máxima em operação comercial" e serão fabricados nas unidades da Bombardier Sifang (Qingdao) Transportation em Qingdao, na China.
Criada em 1998, a Bombardier Sifang (Qingdao) Transportation foi responsável pelo fornecimento de "mais de 1.000 veículos ferroviários de passageiros à China, incluindo uma gama de comboios de alta velocidade, suburbanos e outros veículos de passageiros".Com sede em Berlim, na Alemanha, a Bombardier Transportation está presente em 60 países e já "participou no fornecimento de mais de 850 comboios e veículos de alta e muito alta velocidade", de acordo com o comunicado.
OJE/LUSA

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ANGOLA:FMI termina ronda de negociações para ajuda especial a Angola



LUANDA-O Fundo Monetário Internacional (FMI) termina terça-feira a segunda missão a Angola, em 2009, no âmbito das negociações com o Governo para atribuição de um empréstimo especial de ajuda ao equilíbrio da balança de pagamentos angolana.Após uma primeira ronda de negociações, que teve lugar em Luanda, no mês de Agosto, uma segunda teve início a meio da semana passada com o objectivo, de acordo com fonte do Ministério das Finanças angolano, de avançar para a definição da verba que deverá servir para equilibrar a balança de pagamentos do país.
O processo de negociação teve início em Julho, quando o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, participou na reunião do G8, em L'Áquila, Itália, e manteve um encontro com responsáveis do FMI, a quem convidou para uma visita a Angola.Visita que teve lugar em Agosto e onde os técnicos do FMI procederam a um diagnóstico da situação da balança de pagamentos angolana, tendo, segundo o porta-voz do Ministério das Finanças, Bastos de Almeida, "concluído que o país precisa de uma ajuda especial".Este tipo de ajuda especial para a balança de pagamentos voltar aos eixos, e segundo os critérios do FMI, pode ir até 120% da quota que os países têm no fundo e que, no caso de Angola, atinge os 500 milhões de dólares."Mas isso é muito pouco para as necessidades de Angola", descreveu à agência Lusa Bastos de Almeida, sem no entanto especificar qual a proposta do Governo de Luanda.No entanto Bastos de Almeida admite que "um bom princípio" seria partir da fasquia de dois mil milhões de dólares, embora sublinhando que isso "não compromete qualquer proposta" de Luanda, porque "até pode ser mais". E "nem isso significa que o FMI esteja disponível para tal", disse.
À actual missão do FMI em Angola, que decorre até terça-feira, e que foi essencialmente passada em conversações entre os elementos do Fundo Monetário Internacional e os ministério das Finanças e do Planeamento, dever-se-ão seguir novas conversações aquando da reunião do Banco Mundial, na Turquia, que vai ter lugar nos próximos dias. "Um acordo pode ser concluído em Outubro", diz Lusa Bastos de Almeida, caso as rondas negociais, a de Agosto, a que termina na terça-feira e nos encontros previstos para Istambul, sejam concluídas com êxito.Luanda considera escasso o montante de 500 milhões que os critérios do FMI apontam para este tipo de ajuda especial ao equilíbrio da balança de pagamentos, tendo em conta as suas necessidades e os esforços de reconstrução nacional em curso.
OJE/LUSA.PT

NEDERLAND:Kamer wil uitleg over bonus Zalm


DEN HAAG-De Tweede Kamer wil opheldering over de bonusregeling die minister Bos is overeengekomen met topman Gerrit Zalm van ABN Amro. Die bonus blijkt op te kunnen lopen tot anderhalf miljoen en dat is vier keer zo veel als een deel van de Tweede Kamer dacht. Het gaat over de bonus die Zalm krijgt als het hem lukt om ABN Amro en Fortis te laten fuseren en het resultaat vervolgens met winst te verkopen. Minister Bos had eerder tegen de Kamer gezegd dat de maximale bonus 375.000 euro is, maar het gaat niet om een eenmalige bonus, waar veel Kamerleden van uitgingen. Het is een jaarlijkse bonus. Het ministerie van Financiën zegt dat dit soort bonussen altijd per jaar worden berekend en dat er een maximum geldt van vier jaar. Dat betekent dat Zalm in totaal tot anderhalf miljoen euro aan bonussen kan opstrijken. Betere kansBovendien maakt Zalm veel sneller kans op een bonus dan veel Kamerleden dachten. De Kamer ging er vanuit dat Zalm het resultaat van de fusie moet verkopen voor meer dan het geïnvesteerde bedrag. Dat blijkt niet het geval te zijn. De investeringen in Fortis Verzekeringen worden voor de berekening van de bonus buiten beschouwing gelaten, omdat dat de verzekeringstak betreft en niet onder Zalm valt. Dat betekent voor Zalm dat hij 'slechts' de 19,3 miljard hoeft te overschrijden wanneer hij het resultaat van de bankenfusie verkoopt. Tot nu toe investeerde het Ministerie van Financiën 23,3 miljard euro in ABN Amro, Fortis Bank en Fortis Verzekeringen. Fusie onzeker

Overigens is de fusie zelf nog verre van zeker. Dat blijkt onder meer uit een brief die Minister Bos vandaag aan de Tweede Kamer stuurde. Van eurocommissaris Neelie Kroes mag de fusie alleen doorgaan als enkele onderdelen van de banken worden verkocht. Anders zou het resultaat van de fusie een te dominante positie krijgen op de Nederlandse bancaire markt. Onderhandelingen met Deutsche Bank over de verkoop van die onderdelen zijn onlangs stukgelopen. Minister Bos heeft nog tot 2 oktober de tijd om met een oplossing te komen.
NOS.NL

SAÚDE:OMS congratula-se com possível vacina da SIDA, mas alerta para manter a prevenção


Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que é necessário continuar a apostar na prevenção do vírus da SIDA apesar do anúncio recente e optimista de que foi criada uma vacina que reduz o risco de contágio do VIH.Segundo a OMS, a vacina contra o VIH, ainda não disponível no mercado, traz esperança para uma eventual imunização da população em geral, mas há ainda muito trabalho a fazer nesta área, devendo manter-se as estratégias de prevenção.
Um grupo de cientistas norte-americanos e tailandeses apresentou uma vacina que reduz o risco de contágio da SIDA em 31,2 por cento, depois de ter realizado testes em 16 mil voluntários.
Num comunicado conjunto com o Programa das Nações Unidas para a SIDA (ONUSIDA), a OMS considera que os resultados destes testes representam de facto um avanço científico significativo, mas mantém o enfoque na mudança de comportamentos.
O objectivo da prevenção é reduzir as relações sexuais de risco, a aposta no uso correcto dos preservativos masculinos e femininos, o tratamento rápido e eficaz de infecções de transmissão sexual, assim como a circuncisão masculina em zonas com elevada prevalência da doença.
A OMS e a ONUSIDA destacam ainda a importância de ser evitado o contágio entre toxicodependentes, assim como dos profissionais de saúde.
Relativamente aos resultados apresentados pela equipa de cientistas na Tailândia, as duas organizações referem que alimentam a esperança de vir a existir uma vacina efectiva para a SIDA disponível para as populações mais necessitadas, mas deixam claro que existe ainda um longo trabalho em relação à analise das informações obtidas a partir destes testes.

OJE/LUSA.PT

CINEMA:LA vai pedir extradição de Polanski por sexo com menor

ZURIQUE-A Procuradoria de Los Angeles, Estados Unidos, vai pedir a extradição do realizador Roman Polanski, detido há três dias na Suíça. Polanski enfrenta julgamento nos EUA por acusação de ter mantido relações sexuais com uma jovem de 13 anos em 1977. «Prepararemos um pedido de extradição que será enviado à justiça e ao Departamento de Estado, e depois irá para os canais diplomáticos», declarou hoje Sandi Gibbons, porta-voz da procuradoria de Los Angeles.

O mandado internacional de detenção foi aberto nos Estados Unidos e agora as autoridades de LA têm 40 dias para avançarem com o pedido de extradição. Polanski foi detido em Zurique onde se deslocou para receber um prémio de carreira pela sua obra. De acordo com o advogado do realizador, Polanski opõe-se à ordem de extradição e existem pressões internacionais de França e Polónia para que este seja libertado após pagar fiança.Neste momento existe já a possibilidade de o caso vir a ser analisado pessoalmente por Hilary Clinton, secretária de Estado norte-americana.Polanski deixou os EUA em 1978, depois de ter sido acusado, e desde então não mais voltou ao país.
ABOLA.PT

CV:Ministério da Cultura rende homenagem ao escritor e crítico literário Mário Fonseca

O Poeta Mário Fonseca (Cabo Verde), o Embaixador Manuel Pacavira (Angola), jovem do protocolo do Simpósio sobre a Colónia Penal do Tarrafal.

PRAIA-O Ministério da Cultura reconhece a figura do escritor, crítico literário e cronista cabo-verdiano Mário Fonseca como uma ilustre personalidade com repercussão no percurso da literatura cabo-verdiana.

Mário Fonseca faleceu, no passado dia 27 de Setembro. Para o Ministério da Cultura isso representa o “extinguir de uma luz de referência na literatura cabo-verdiana”. Parafraseando alguém, reforça que “o autor pertence à estirpe dos poetas que demandam o Ideal, esse lugar que nenhum mapa assinala e que parece situar-se num país distante chamado Utopia, algures no mar largo.”No comunicado chegado à redacção central da Inforpress, o tutelar da cultura cabo-verdiana afirma:“Como ele mesmo disse, num dos seus poemas, vamos fazer de conta que ele ‘Agora dormiu fingindo que não está morto, visto que mesmo os mortos não gostam de morrer’, e que um país novo o espera onde só os mortos morrem, o que não é o seu caso por ter já ascendido à condição de imortal através das sua obras”.Poeta revolucionário e visionário, Mário Fonseca nasceu em 12 de Novembro de 1939 na cidade da Praia, Ilha de Santiago. Foi Co -fundador do Suplemento Cultural “Seló” dos estudantes do Liceu Gil Eanes.Licenciado em Letras na Universidade de Dakar, foi professor, tradutor e administrativo no Senegal, Mauritânia e Turquia.Em Cabo Verde, foi Presidente do Instituto Nacional da Cultura. Bilingue, escreve tanto em francês, como em português. Tem uma vasta colaboração dispersa por jornais e revistas nacionais e estrangeiras”, pelo que o Ministério da Cultura, em nome do Governo, dos artistas e criadores, lhe rende uma singela homenagem, endereçando, neste momento de dor e de recolhimento, à família enlutada, aos amigos e familiares do extinto, as suas mais sentidas condolências e manifestação de profunda solidariedade.
SAPO CV/Inforpress

ANGOLA:Proliferação de Igrejas pode dividir Angola – Bispo


NAMIBE:A proliferação de seitas religiosas em Angola, foi apontada como um facto perigoso, pelo Bispo do Namibe Dom Mateus Feliciano, considerando oportuna a criação de uma Comissão Interministerial para estudar este fenómeno.
O bispo da Diocese do Namibe, sustentou que, com esta Comissão estará exposta a gravidade em que se encontra esta situação, apontada como perigosa no que diz respeito a divisão do país.
“Aliás, o mundo só vai acreditar em nós como Igrejas, se promovermos a comunhão, e a reconciliação das várias denominações cristãs”, concluiu o Bispo, a Reportagem da TPA.
TPA.AO

ANGOLA:28 mortos num acidente de viação em Angola


HUAMBO:Viatura capotou na província angolana do Huambo. Há ainda cerca de 60 feridos.
No local do acidente, que envolveu um veículo pesado, tiveram morte imediata 25 pessoas, enquanto três outras morreram a caminho do Hospital Central do Huambo, para onde os feridos foram também encaminhados.
As autoridades policiais do Huambo atribuíram a causa do acidente ao excesso de velocidade e ao elevado número de passageiros transportados na viatura, que capotou.
No Hospital Central do Huambo deram entrada 57 feridos, dos quais 27 em estado grave, mas 33 já receberam alta.
As vítimas deste acidente eram provenientes da vila do Catchiungo, 62 quilómetros a leste da cidade do Huambo, local para onde se tinham deslocado para assistir a um funeral.
JN.SAPO.PT

Governo oferece bens às famílias das vítimas do acidente -(JORNAL DE ANGOLA)
Uma comissão provincial de emergência, criada pelo governo da província do Huambo, encabeçada pelo vice-governador para área produtiva, económica e social, Henriques Deolindo Barbosa, ofereceu, ontem, artigos de primeira necessidade às famílias das vítimas do acidente de viação, ocorrido na sexta-feira, no troço Catchiungo-Huambo. O acidente provocou a morte de 28 pessoas e ferimentos em várias dezenas. Muitos dos feridos continuam em estado grave.O donativo é composto por caixas de óleo de cozinha, arroz, feijão, massa alimentar e farinha de trigo. Além de entregar os bens alimentares, o vice-governador, na qualidade de coordenador da comissão de emergência, entregou 15 mil kwanzas a cada um dos feridos, que estão, em estado de observação, no Hospital Central do Huambo. Deolindo Barbosa disse, durante a visita que efectuou à unidade hospitalar, onde se encontram, ainda, internados 28 doentes, que a verba é para ajudar os doentes, na compra de medicamentos essenciais e de bens alimentares. Deolindo Barbosa anunciou que o governo do Huambo vai criar, em todos os municípios e comunas, reservas alimentares para acudir a situações de género.
Excesso de velocidadee negligência do condutor
A maior parte dos mortos residia no bairro da Bomba Alta, nos arredores da cidade do Huambo. O director do Hospital Central, o médico João Chicoa, disse ao Jornal de Angola que a maioria os doentes em estado grave está a recuperar. A polícia anunciou que o acidente de viação registado no troço Catchiungo-Huambo, se deveu ao excesso de velocidade e negligência por parte do motorista da viatura.
JORNAL DE ANGOLA.SAPO.AO-Por Justino Vitorino

EXPRESSO DAS ILHAS ENTREVISTA COM O ECONOMISTA PAULO MONTEIRO JR


EXPRESSODASILHAS-“Cabo Verde passou a viver da ajuda internacional e de empréstimos” - PAULO MONTEIRO JR
Paulo Monteiro Jr tece, nesta primeira grande entrevista ao nosso Jornal, duras críticas à política económica do PAICV que, no seu entender, é errada, mal concebida e inadequada à realidade cabo-verdiana. Tomando como indicador o desemprego, o economista diz que as medidas tomadas pelo executivo para reverter a situação não passaram de mero anúncio: "E um dos grandes anúncios que o governo fez, foi reduzir a taxa do desemprego para um dígito. Estamos longe disso; pelo contrário, aumentou". Um outro factor que, na sua opinião, traduz a desorientação estratégica do governo nesta área é a mudança de 5 ministros da Economia, em menos de 9 anos. "Cada ministro da Economia tem ficado, em média, menos de dois anos no cargo. A média de vida de cada ministro da Economia é um indicador que não é possível tomar medidas que vão ter um efeito duradouro", afirma. Monteiro não fica só pela constatação da crise da economia cabo-verdiana, mas aponta os caminhos para a saída desta situação: "uma profunda reinvenção da economia cabo-verdiana", abrindo novas fronteiras e novas frentes, à semelhança do que aconteceu em 1991. Paulo Monteiro analisa ainda na nossa conversa a crise financeira internacional, o imposto de selo, o sector privado, o turismo e crise de valores na nossa sociedade.

Expresso das Ilhas - Em resposta a um artigo seu, publicado no Expresso das ilhas, em Março de 2009, em que atribuía ao governo grande parte da responsabilidade pela crise da economia cabo-verdiana, alguém comentou que a sua análise passa ao lado da realidade cabo-verdiana, acrescentando que, agora "neste país todos querem escrever sem uma prévia investigação". É o seu caso?
Paulo Monteiro Jr -
Eu penso que não. Sou académico de profissão, e a minha actividade, quer no Banco de Portugal, quer em outras instituições universitárias, é a investigação académica. Portanto, eu penso que ele não estava a se referir a mim, em concreto.
Afirma que é difícil não ver a crise na economia e na sociedade cabo-verdiana como resultado das políticas e actuação do governo nessa área. Em que se baseia?
Basta recorrer às chamadas variáveis socio-económicas, ao desemprego. O desemprego é um indicador da crise económica profunda, em Cabo Verde. É uma variável que chamamos socio-económica e que resume, por exemplo, toda a contra performance duma economia. Ou seja, políticas económicas erradas, mal concebidas e inadequadas a uma realidade concreta, neste caso de Cabo Verde. Há também um outro indicador da crise muito importante para uma economia com as características de Cabo Verde que é a situação a nível da balança de pagamentos. Num país que tem uma restrição externa muito forte, constata-se que há um deficit insustentável da balança corrente de capital. O saldo entre a balança de conta corrente de capital sobre o PIB está acima dos dois dígitos. Ora, todos nós sabemos pelos manuais da teoria económica, que, quando este rácio está acima de 6 por cento, é preocupante. Em Cabo Verde, este deficit está nos dois dígitos. Portanto, este deficit é também um indicador muito relevante para uma economia com as nossas características.
A dívida pública: contacta-se que a dívida está a crescer muito forte; se tomarmos como referência os valores de Maastricht, segundo os quais o rácio entre a dívida pública total e o PIB não deve ultrapassar os 60 por cento, o nosso rácio está claramente acima dos 60 por cento, o que vai retirar margem de manobra para fazer a política económica num país. Em relação à variável stock, tudo leva a crer que o stock da pobreza está a aumentar: aumentando o desemprego, vai aumentar o volume da pobreza no país. Outro indicador que se pode também ter em conta é a repartição do rendimento. Nota-se que, cada dia que passa, há uma repartição mais desigual do rendimento. Isto também vai gerar uma situação de exclusão social: ou seja, a pobreza. Eu acho que esses cinco indicadores são mais que suficientes para mostrar uma situação de crise na economia de Cabo Verde.
Não fica só pela constatação da crise da economia cabo-verdiana, mas aponta os caminhos para a saída desta situação:
"uma profunda reinvenção da economia cabo-verdiana". Como se processará?
Esta reinvenção passa primeiro por pôr em prática medidas estruturais que este governo durante os nove primeiros anos não efectivou. Quando digo reinvenção, significa reabrir novas fronteiras, nova frentes. Nós vimos que, em 1991, com a saída de uma situação de impasse em que o país se encontrava, abriu-se muitas frentes, por exemplo, as privatizações. O sector privado entrou fortemente na economia. Houve esta situação com o escudo português e depois a paridade com o euro. Portanto, viu-se que se inventou, que se criou. Também, para a saída desta crise, vai-se ter que inventar, ou seja, abrir novas fronteiras quer a nível de objectivos, quer a nível da capacidade de instrumentos de política económica. Nós temos o caso concreto das já referidas micro, pequenas e médias empresas: não só criam empregos, como também produzem bens e serviços transaccionáveis, voltadas para o mercado externo. Por exemplo, o país poderia promover protocolos com a COTEC Europa (Portugal, Espanha e Itália) que é um autêntico laboratório para financiar a inovação e a capacidade de aumentar a competitividade das micro, pequenas e médias empresas. Aí há uma frente, uma fronteira para reinventar. Outro exemplo: não se pode reunir os grandes financiadores institucionais como a União Europeia, Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional só quando um país saí de uma situação de guerra, ou de uma catástrofe natural. Cabo Verde precisa reunir estes grandes financiadores internacionais para obter um grande empréstimo por forma a infraestruturar o país com vista à criação de um sector privado com condições de sucesso. Aqui está outra reinvenção que se tem que fazer para a economia cabo-verdiana.
“Último Orçamento não vai reverter a situação do desemprego”

José Maria Neves vai apresentar o último Orçamento do seu governo. Pensa que ele poderá reverter ainda a situação?
É praticamente impossível reverter esta tendência com o seu último Orçamento. Com o seu Orçamento vai haver uma sobreposição dum ciclo político e dum ciclo económico. Não há 36 atitudes, só há duas. Ou a pessoa põe em prática, tendo em conta o ciclo económico, ou seja, orçamento com rigor económico, sabendo que o horizonte temporal de uma nação é o infinito, não chutar dívidas e problemas para as gerações vindouras, ou se o ciclo político eleitoral for dominante, poderá fazer um orçamento expansionista para animar o último ano do ciclo político eleitoral. O governo e a geração seguintes irão pagar o preço.
Caso o MpD for governo em 2011 estaria disponível a titular o ministério da Economia, para pôr em prática tudo o que tem criticado ao actual governo?
Não é criticar. Eu faço análises como académico. Sou militante do MpD, eu estou aberto a colaborar com o meu partido. Admito que tenho a minha expertise e a minha experiência. Portanto é apenas esta atitude de abertura e de disponibilidade.
Foi presidente da Cabo Verde Investimentos. Passou ali um ano. O que é que não bateu certo?
Menos de um ano. Talvez 6 a 7 meses. Havia uma lógica de actuação que chocava fortemente com os meus princípios, com os meus valores. Eu defendo o interesse geral, numa perspectiva a longo prazo. E vi que se estava a pôr em prática um fenómeno que está a acontecer hoje, chamado economia pirata. Ou seja, uma lógica de grupos que colide fortemente com uma lógica de interesse geral e de longo prazo. Quando isto acontece, o resultado só podia ser o que aconteceu. Repito: defendo interesses gerais, interesses de longo prazo de Cabo Verde e a transparência.
O muito criticado imposto de selo foi aprovado com votos de parlamentares do MpD. Não se terão dado conta do seu impacto na economia e nos bolsos dos cabo-verdianos?
Eu não estava lá, não sei como votaram, mas, efectivamente, para aprovar qualquer imposto, a nossa Constituição diz que são precisos dois terços dos deputados. Apenas os votos do PAICV não chegariam e portanto deverão ter votado com os do MpD. O imposto de selo aumenta os custos dos consumidores. Isso pode aumentar alguma receita para o Estado. O que é que o Estado quer fazer com esta receita? É a grande questão que se põe. Porquê é que esta receita não ficaria nas mãos dos consumidores e o seu efeito multiplicador poderia ser maior? Eu acredito que seria maior, dentro da lógica keynesiana.
Diz que qualquer que seja o padrão de comparação (pequenas economias insulares, União Europeia, Estados Unidos) a taxa de desemprego, em Cabo Verde, é muito elevada e dramática. Acredita que José Maria Neves poderá cumprir a sua promessa de, até o final deste mandato, reduzir a taxa de desemprego para um dígito?
Quando você ouve o governo, no seu programa, a anunciar que vai reduzir a taxa do desemprego a um dígito, significa ignorar qual é a natureza do desemprego em Cabo Verde. Isto é gravíssimo. Como é que você vai a um médico e ele engana-se no diagnóstico: a probabilidade de matar é forte. Se você diz que vai reduzir até o final da legislatura a taxa do desemprego para um dígito, o diagnóstico está mal feito, monstra que JMN não conhece a natureza da pobreza em Cabo Verde. Com a crise internacional, nós constatamos, sobretudo nas ilhas onde há imobiliária turística, como no Sal, que o desemprego aumentou fortemente e o Sal hoje está acima da taxa média, que são 22 por cento...
Quer dizer, José Maria Neves promete baixar a taxa de desemprego para um dígito, digamos, para 9 por cento, mas constata-se que a taxa do desemprego está a subir. É uma contradição.
Há muitos anos atrás, com uma aritmética, podia-se ver que tecnicamente era impossível reduzir a taxa de desemprego para um dígito, quer dizer, o máximo 9 por cento. Estando hoje a taxa do desemprego acima dos 22 por cento, vemos que é tecnicamente impossível baixá-la para um dígito, porque há uma famosa lei de Okun que nós diz que cada 3 por cento do crescimento económico traduz-se num aumento, num curto prazo, de 1,4 por cento da criação de emprego. Depois há o médio e longo prazo que é ligeiramente superior. Vê-se tecnicamente, aritmeticamente que o anunciado do Primeiro-Ministro é uma impossibilidade. Até porque a taxa do desemprego aumentou, porque o crescimento reduziu.
A redução da taxa de desemprego para um dígito, em pelo menos uma ilha, foi um dos grandes anúncios de José Maria Neves. Sendo já tecnicamente impossível alcançá-lo neste mandato, significa que a sua política económica falhou?
É evidente. Hoje estamos no momento de fazer balanço. E uma variável sócio-económica chave para se medir o bem-estar de uma sociedade e para fazer o balanço do governo é o emprego. E um dos grandes anúncios que o governo fez foi reduzir a taxa do desemprego a um dígito. Estamos longe disso; pelo contrário, aumentou. É um indicador que falhou completamente. Outro grande falhanço é o governo não ter sido capaz de criar nenhum sector económico de bens ou serviços transaccionáveis internacionalmente. Não foi capaz de saber o que vamos produzir para vender internacionalmente. Uma pequena economia aberta como a de Cabo Verde tem de saber atrair investimentos, aumentar a competitividade, etc., para poder produzir e vender bens e serviços nos mercados internacionais. Senão a economia não é viável. Só podemos ganhar divisas, exportando: nada tão simples como isso. Aí o governo falhou.
Escreveu num dos seus artigos de opinião que a nossa sociedade, além da preocupante crise económica, atravessa uma crise de valores. Quais são os seus principais indicadores?
A única maneira de ter sucesso na vida é pelo trabalho. Mas constatamos que hoje as pessoas querem ter riqueza, querem ter bens materiais por outros meios que não pelo trabalho. E este fenómeno da economia pirata que existe é uma perversão da criação de riqueza que é o trabalho, a energia e o talento. Igualmente existe hoje um desequilíbrio entre o ter e o ser. A pessoa passou a ver no ter uma extensão do seu ser: é ter um bom carro, é ter uma boa casa, ou seja, os valores espirituais desvalorizaram-se. Segundo, sente-se que há um deficit de solidariedade e mais desigualdade entre gerações e grupos sociais. Portanto temos uma crise de valores a três níveis: primeiro, deve-se ganhar bens materiais pelo trabalho; segundo, temos um desequilíbrio entre o ser e o ter; terceiro, há um deficit de solidariedade na nossa sociedade.
EXPRESSODASILHAS.SAPO.CV

CPLP:Empresas da CPLP reunem no Brasil para reforçar intercâmbio comercial


FORTALEZA-Empresas dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) participam no V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa, a decorrer hoje e terça-feira em Fortaleza, estado brasileiro do Ceará.
O programa do encontro, que juntará mais de mil participantes, inclui painéis, conferências e palestras sobre turismo, infra-estruturas, recursos naturais, agronegócios e inovações tecnológicas, além de rondas de negócios.
"As principais empresas que actuam em mais de um país da CPLP, muitos deles com operações no Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde, estarão no encontro para oferecer uma visão actualizada dos negócios na língua portuguesa", afirmou Rômulo Alexandre Soares, presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (CCPCB), uma das entidades promotoras da iniciativa.
O evento acolhe também a reunião da Direcção do Conselho Empresarial da CPLP, "a primeira após a entidade ter apresentado ao Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da comunidade, em Julho, em Cabo Verde, a criação de uma confederação empresarial".
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, deverá representar o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura do encontro.Galp, Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, Brisa, Efacec, EDP, Martifer, Dom Pedro Hotéis, Sociedade Rebelo de Souza e Vila Galé são algumas das empresas portuguesas que marcarão presença no evento, que contará também com as participações da Petrobras, Vivo e Bradesco, do Brasil, o Banco BIC e o Banco Africano de Investimentos, de Angola, da Geocapital, de Macau e da Cabo Verde Airlines. "O nosso objectivo é ampliar as trocas comerciais e abrir novas oportunidades de negócios através de parcerias, no âmbito dos países de língua portuguesa, um mercado de mais de 240 milhões de pessoas", afirmou à Lusa Rômulo Soares, adiantando que a crescente estabilidade das economias de países lusófonos "cria oportunidades de comércio e investimentos até há pouco tempo inimagináveis".
O dirigente referiu ainda que um estudo divulgado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio (Unctad) estabelece em cerca de 13 mil milhões de dólares (8,84 mil milhões de euros) o valor do comércio entre os países da CPLP, enquanto as trocas internacionais dos "oito" com o resto do mundo supera os 550 mil milhões de dólares (374 mil milhões de euros).Rômulo Soares acrescentou que a reunião de empresários dos oito países da CPLP contribui para fortalecer os laços económicos e culturais. "Será uma troca de experiências valiosa", avaliou.
OJE/LUSA

CV:EUA vão apoiar Cabo Verde na luta contra o narcotráfico


MARGARIDA-Os EUA vão apoiar Cabo Verde a reforçar a luta contra o narcotráfico, revelou ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano, José Brito.
"Há interesse comum na luta contra o narcotráfico e poderemos contar com o apoio dos EUA para reforçar a capacidade de Cabo Verde lutar contra o narcotráfico na região" da África Ocidental, disse José Brito à Agência Lusa à margem da II Cimeira África/América do Sul (ASA), que decorre na ilha venezuelana de Margarita e que conta com a presença de 28 chefes de Estado e de Governo, oito deles da América do Sul.
Por outro lado, explicou, EUA e Cabo Verde estão "a operacionalizar a vontade dos dois países em estreitar as suas relações, sobretudo após a visita a Cabo Verde da secretária de Estado norte-americana, Hillary Cliton, em que se reafirmou a perspectiva" de fortalecer o relacionamento bilateral.
Segundo o ministro, Cabo Verde articula com os EUA o aprofundamento de "valores, sobretudo em termos de boa governação e intensificação da democracia" e "o papel de influência" que os cabo-verdianos podem desempenhar em África.
José Brito frisou ainda que Cabo Verde está a negociar "a possibilidade de ter um segundo acordo com o programa dos EUA" Millennium Challenge Account (MCA), iniciado há cerca de três anos e que está prestes a terminar.
Outro objectivo desta cooperação bilateral é tentar "criar condições para favorecer o investimento privado", disse.
A 10 de Setembro último o MCA Cabo Verde solicitou um novo desembolso de 13,9 milhões de dólares (cerca de 10 milhões de euros) para o financiamento de projectos de infra-estruturas, tendo em conta a boa utilização dos recursos já disponibilizados e a transparência demonstrada.
A decisão de pedir novo financiamento foi tomada a 9 deste mês, na 17ª Reunião do Conselho Coordenador do MCA, que visou colmatar os custos da construção de infra-estruturas em curso em todo o arquipélago para o período entre Outubro e Dezembro deste ano.
O segundo pacote, caso se concretize, será destinado a financiar projectos nas áreas da agricultura, captação de água, acesso ao mercado e protecção das zonas costeiras.
LUSA/OJE.PT