segunda-feira, 28 de novembro de 2011
CV(Inforpress):Fábrica de queijo de Bolona encerra as portas por falta de sustentabilidade

PORTO NOVO - A fábrica de queijo de Bolona, na zona Norte do Porto Novo, que começou a operar em 2002, acaba de ser encerrada por falta de sustentabilidade, soube a Inforpress junto da responsável do projecto, Viviane Lopes.
Vivine Lopes explicou que o projecto de Bolona, financiado pela cooperação italiana em um milhão e 240 mil euros, decidiu reorientar seu os objectivos, apostando, a partir de agora, na formação dos criadores a nível da higiene alimentar e para poderem também melhorar a criação do gado caprino.
A partir de agora, em vez de utilizarem a fábrica, os 45 criadores de gado abrangidos pelo projecto passam a produzir o queijo através do processo tradicional, em casa, e o projecto disponibiliza os materiais para auxiliar na produção e os equipamentos de frio para a conservação do queijo.
O funcionamento da fábrica de queijo de Bolona, com capacidade de produção de 180 quilos de queijo por dia, foi marcado ao longo desses anos por vários problemas, de entre os quais se destacam as constantes avarias nos equipamentos e falta de matéria-prima (leite).
Apesar dos problemas, o queijo produzido pela fábrica de Bolona estava a conquistar o mercado, sobretudo santantonense.
Viviane Lopes explicou que a formação dos criadores já começou, sendo objectivo reforçar a capacidade dos da classe visando a melhoria do processo de criação do gado e de produção do queijo.
O queijo tradicional que se produz na zona Norte do Porto Novo tem a chancela de património mundial do gosto, atribuída pela Fundação Slow Food, com sede em Itália, em 2007, na sequência de vários testes de avaliação a que foi submetido.
Nesse ano, o queijo da zona Norte do Porto Novo esteve presente a feira internacional do queijo, em Itália, visitada por mais de 200 mil pessoas.
JM/Inforpress/Fim
CV(ASemana):CARLOS VEIGA APELOU Á CAPACIDADE DOS JOVENS DA PROMOÇÃO DE CAUSAS

LISBOA-O presidente do MPD manifestou em Lisboa a preocupação com a crise que já afecta Cabo Verde e prevê que venha a agravar-se no país em 2012, já que as remessas dos emigrantes e os fundos de apoio estão a diminuir.Apelou aos jovens para que "sejam exigentes" e "sejam capazes de promover causas". A realidade "é perigosa", disse Carlos Veiga, que discursava no encerramento da I Convenção da JpD-Portugal que considerou "histórica". Manifestou contar com o apoio da juventude para uma "maior organização e espírito de pertença partidária" no sentido do MPD vencer as próximas eleições autárquicas, em 2012.
Cerca de uma centena de jovens cabo-verdianos vieram de vários pontos de Portugal, que se reuniram para aprovar o regulamento e os novos dirigentes para o próximo biénio – o que aconteceu pela primeira, embora o embrião da JpD tenha sido iniciado pelo então jovem Lourenço Lopes, actual membro da Comissão Politica e prosseguido por Miguel Monteiro, actual líder da JPD nacional.
Carlos Veiga ouviu as preocupações e propostas plasmadas na Estratégica Global apresentada pelo novo líder da JpD-PT e as diversas questões apresentadas pelo auditório.
O também segundo-vice-presidente da Assembleia Nacional referiu que Cabo Verde é um "país de esperança e de futuro", mas que ainda precisa de todos. Clarificou que "não se pode exigir ainda de Cabo Verde". "Há oportunidades, mas é prudente que os jovens quadros não se deixem engolir pelo sistema", alertou.
Traçou um panorama de Cabo Verde e considerou ser preocupante a situação de Cabo Verde, porque há empresas a falir, endividamento público elevado, desemprego e pobreza. O investimento estrangeiro directo tem vindo a diminuir e a ajuda pública ao desenvolvimento vindo a reduzir. Mesmo o turismo um potencial de rendimento, tem sido explorado com pouca utilização dos produtos e cultura cabo-verdiana.
É preciso repensar um novo modelo de economia, encontrar fundos não tradicionais ou procurar outros fundos no mundo alertou o político no seu discurso, referindo que devido à crise as fontes de financiamento externo também "estão a sofrer".
Criticou diversas posições governamentais como o aumento de impostos e de juros, congelamento de salários, que tem contribuído para o aumento do custo de vida e empobrecimento dos cabo-verdianos.

"Todos os dias há falta de água e cortes de energia"
Referiu-se aos diferentes números de crescimento avançados desde 6 por cento apontados pelo governo aos 4,5 por cento pelo Banco de Cabo Verde e aludiu ao Orçamento de Estado como "despesista". "Contém mais dois milhões de contos que não têm produção efectiva , verbas não descriminadas e vagas e suscitam desconfiança". Defendeu que parte desse dinheiro fosse para garantir bolsas de estudo a famílias pobres.
Defendeu a privatização da Electra, TACV e Portos e considerou que o projecto de construção da uma cidade administrativa, que custa 15 milhões de dólares, deve ser travada para outros investimentos produtivos. Considerou ser necessário "convergência" com a União Europeia. "Tem de se aprofundar e conseguir outros acordos estruturais".
Carlos Veiga falou do MPD e disse que é preciso trabalhar mais para que o partido tenha uma "boa organização, seja forte" e aprofunde "o espírito de pertença", elementos que revelaram défices nas últimas legislativas. Em relação à diáspora e aos problemas com que actualmente se debate, o líder da oposição referiu que o problema tem de fazer parte das questões de cooperação entre Portugal e Cabo Verde. "Há uma parte que depende do país de acolhimento. Tem de ser negociada", disse.
Contrariou a ideia de que o MPD é contrário à renovação de quadros e exemplificou com os jovens no Conselho Nacional e no grupo parlamentar. No entanto, defendeu "uma renovação conquistada, que não se dá". Desafiou os jovens a questionar-se "o que posso fazer pelo meu povo, eu que sou qualificado?", sugerindo que lessem um interessante livro sobre política do antigo presidente brasileiro, Henrique Cardoso da Silva, e verificarão que "a política é muito nobre".
Nesta Convenção interveio também o líder da JpD no país e dirigente juvenil e deputado Social Democrata português, Rui Carvalho, que incentivou os jovens cabo-verdianos a participarem também nas autárquicas portuguesas de 2013 e a integrarem programas de formação política.
Neste encontro da JpD-PT, estavam também observadores do PAICV, nomeadamente Rolando Semedo e da JSD portuguesa (Susana Santos).
OL
Fotos:Liberal.cv
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article70575&ak=1
CV(ASemana):Festival de Batuco e Danças Africanas no Tarrafal 28 Novembro 2011
A cidade do Tarrafal vai receber a 6ª edição do Festival de Batuco e Danças Africanas. Com mais de trinta grupos de batuco provenientes de toda a ilha de Santiago, a organização – liderada pela Associação Delta Cultura – salta uma vez mais ao terreiro para preservar esta tradição, que está na origem da vida deste povo crioulo. 
Os shows estão divididos entre os dias 3 e 4 de Dezembro – sábado e domingo.Criado em 2006 a partir de um projecto-piloto, o Festival de Batuco regressa este ano ao Tarrafal. Dando continuidade a um esforço que procura fincar o batuque nos novos tempos destas ilhas que não param de buscar a sua génese, a organização faz passar pelo palco várias centenas de convidados, entre batucadeiras e dançarinos, num movimento de sons, e evoluções ritmadas que se arrastará por todo o fim-de-semana.
Além da sua faceta dinamizadora, cultural e turística, este festival engloba, desde a sua génese, uma perspectiva maior: a da cultura “como um motor central para o desenvolvimento de uma sociedade madura, o que permite a realização e partilha de processos sociais”, refere a própria associação.
É aqui que se inserem dois dos processos mais visíveis desta iniciativa, promovendo a interacção entre os vários grupos dinamizadores da música tradicional cabo-verdiana, reinventá-la e revivificá-la e no tecido social, entre crianças e jovens, sobretudo.
É que, historicamente, o batuco é apontado como o género musical mais antigo do arquipélago, trazido para as ilhas pelos escravos do continente africano, que, com as suas diversas proveniências e diferentes especificidades culturais, acabaram por transmitir a simbiose quase perfeita da humanidade que é este Cabo Verde.
O cenário continua a ser o “terreru” – esteja este no quintal ou na praça – e o “galion” é o seu primeiro movimento. Face à ausência de instrumentos, o seu lado melódico está do lado da voz, da cantora profetisa – a solo – ou das cantadeiras de campanha, que cantam os seus provérbios improvisados com aquilo que a vida lhes dá no quotidiano, o chamado “finaçon”. As pernas marcam o ritmo forte do batuco e o requebrar das ancas o “kutornu”, tudo numa espiral crescente até ao clímax orquestral, até à “txabeta”.
Nos dias de hoje, isto depois de sobreviver à perseguição das autoridades coloniais e religiosas e de se desenterrar o esquecimento a que foi votado –, o Batuco volta a pisar terra firme. Não obstante algumas mudanças nas novas composições – e que o aproximam de outros géneros musicais cabo-verdianos – a sua matriz tradicional mantém-se, tal como a sua importância para a consolidação de uma consciência cultural por parte da população do país. E esta 6ª edição do Festival é disso a prova viva.
Nos dias de hoje, isto depois de sobreviver à perseguição das autoridades coloniais e religiosas e de se desenterrar o esquecimento a que foi votado –, o Batuco volta a pisar terra firme. Não obstante algumas mudanças nas novas composições – e que o aproximam de outros géneros musicais cabo-verdianos – a sua matriz tradicional mantém-se, tal como a sua importância para a consolidação de uma consciência cultural por parte da população do país. E esta 6ª edição do Festival é disso a prova viva.
Fotos de Batukinhas Fidjus de Delta Cultura
CV(ANação):BASES DO PAICV NÃO QUEREM CAMILO GONÇALVES
NOVA SINTRA-Na Brava a era de Camilo Gonçalves pode estar em vias do fim. A pensar nisso, Vasco Spínola, deputado municipal e ex-líder da Assembleia Municipal eleito pelas listas do PAICV, pede "prudência" na escolha do candidato às autárquicas de 2012 na ilha.
Na busca de uma melhor solução para a ilha, aquela fonte diz esperar que não se venham a cometer os mesmos erros das presidenciais e de outras eleições. "O PAICV deverá, em primeiro lugar, ouvir as estruturas de base, ou através das sondagens, para depois decidir o candidato às próximas eleições", defende. Caso não ouvir as bases, Spínola prevê que o PAICV cairá num "abismo sem precedentes" e "perder as eleições de 2012 nesta ilha".
Vasco Spínola considera, entretanto, que o facto de Camilo Gonçalves ter estado praticamente "ausente" da ilha, durante este actual mandato, poderá comprometer a sua intenção de se recandidatar a um quarto mandato.
Daniel Tavares, antigo primeiro secretário do PAICV, ex-delegado da EMPA, vereador e agora empresário, é, no entender daquele dirigente, a figura "mais consensual" para substituir Camilo Gonçalves.
http://www.alfa.cv/anacao_online/index.php/destaque/1335-autarquicasbrava-bases-do-paicv-nao-querem-camilo
CV(ANação):Festival com muita euforia em homenagem a Norberto Tavares
ASSOMADA-Terminou em grande o segundo e último dia do festival de música de Nha Santa Catarina, interior de Santiago. Dezenas de artistas de renome e jovens talentos partilharam o mesmo palco em homenagem ao cantor e compositor Norberto Tavares.
O momento alto foi a actuação do grupo Tropical Power, vindo dos EUA, para prestar tributo ao seu fundador, Norberto. António Tavares (Tóto), irmão e companheiro de estrada de Norberto, afirma que o repertório foi cuidadosamente escolhido e interpretado com muita emoção dado que é primeira vez que o grupo actua sem o seu mentor.
"A homenagem não poderia ser melhor", disse, emocionado. "Na terra que o viu nascer, pelo seu grupo, para o seu povo, só temos é que o agradecer pelo contributo que deu para a cultura cabo-verdiana, enquanto músico, compositor, e acima de tudo amigo".
Grace Évora, Beto Dias, Djay, entre outros, marcaram o evento para a satisfação de milhares de pessoas presentes e que, de acordo com o Director da Juventude e Cultura, Virgílio Graça, estiveram à altura do homenageado. "Não tivemos nenhum incidente que manchasse esses dois dias de festival, o que mostra grande maturidade de todos os que aqui estiveram presentes".
Dedicado este ano a Norberto Tavares, o festival arrancou na sexta-feira com a actuação dos Fidjos di Etiópia, numa noite em que actuaram também o Grupo 111, B Brothers, Projecto Santa Catarina, Cordas do Sol, não deixaram os seus créditos em mãos alheias. Um outro rei da noite foi Princesito que, conforme ele mesmo disse, mudou de visual, mas continua sendo o mesmo, isto é, o "Piscador di poema".
Os Rapaz 100 Juiz, Ferro Gaita e finalmente os African Reinbow, com o estilo roots reegae, tiraram os pés dos chão aos fãs que nem mesmo o frio que se fazia sentir lhes fez arredar os pés.
AV
http://www.alfa.cv/anacao_online/index.php/destaque/1333-santa-catarina-festival-com-muita-euforia-em-homenagem-a-norberto-tavares
O momento alto foi a actuação do grupo Tropical Power, vindo dos EUA, para prestar tributo ao seu fundador, Norberto. António Tavares (Tóto), irmão e companheiro de estrada de Norberto, afirma que o repertório foi cuidadosamente escolhido e interpretado com muita emoção dado que é primeira vez que o grupo actua sem o seu mentor.
"A homenagem não poderia ser melhor", disse, emocionado. "Na terra que o viu nascer, pelo seu grupo, para o seu povo, só temos é que o agradecer pelo contributo que deu para a cultura cabo-verdiana, enquanto músico, compositor, e acima de tudo amigo".
Grace Évora, Beto Dias, Djay, entre outros, marcaram o evento para a satisfação de milhares de pessoas presentes e que, de acordo com o Director da Juventude e Cultura, Virgílio Graça, estiveram à altura do homenageado. "Não tivemos nenhum incidente que manchasse esses dois dias de festival, o que mostra grande maturidade de todos os que aqui estiveram presentes".
Dedicado este ano a Norberto Tavares, o festival arrancou na sexta-feira com a actuação dos Fidjos di Etiópia, numa noite em que actuaram também o Grupo 111, B Brothers, Projecto Santa Catarina, Cordas do Sol, não deixaram os seus créditos em mãos alheias. Um outro rei da noite foi Princesito que, conforme ele mesmo disse, mudou de visual, mas continua sendo o mesmo, isto é, o "Piscador di poema".
Os Rapaz 100 Juiz, Ferro Gaita e finalmente os African Reinbow, com o estilo roots reegae, tiraram os pés dos chão aos fãs que nem mesmo o frio que se fazia sentir lhes fez arredar os pés.
AV
http://www.alfa.cv/anacao_online/index.php/destaque/1333-santa-catarina-festival-com-muita-euforia-em-homenagem-a-norberto-tavares
Crise da dívida ameaça rating de países europeus
Crise da dívida ameaça rating de países europeus: Mesmo os que se consideram sólidos, como Holanda, Áustria, Finlândia ou Alemanha, não estão imunes.
CV(Inforptess):José Maria Neves presta tributo a Amílcar Cabral e ao povo guineense
BAFATÁ - O primeiro-ministro, José Maria Neves, homenageou hoje Amílcar Cabral na cidade de Bafatá, Guiné-Bissau, um tributo também aos guineenses, com os quais os cabo-verdianos têm "uma grande dívida".
"Nós os cabo-verdianos temos uma dívida muito grande para com o povo da Guiné-Bissau. Aqui fez-se a luta pela libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, muitos guineenses deram a sua própria vida, fizeram um esforço enorme para a libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, e nós os cabo-verdianos devemos permanentemente prestar este tributo à Guiné-Bissau e ao povo da Guiné-Bissau", disse.
José Maria Neves, que chegou sábado a Bissau para uma visita de cinco dias, dedicou hoje o dia a Bafatá, terra onde nasceu Amílcar Cabral, que fundou o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e iniciou a luta contra a colonização portuguesa.
Em Bafatá colocou flores no monumento a Amílcar Cabral que existe no centro da cidade e visitou depois, sempre acompanhado pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, a casa onde nasceu o herói dos dois países, hoje transformada em museu.
Foi lá que afirmou que visitar a cidade e a casa onde nasceu Amílcar Cabral foi emocionante.
"Sobretudo porque Amílcar Cabral tem sido a nossa inspiração, para continuarmos a lutar pela liberdade e pela dignidade mas também inspiração para continuarmos a governar o país com muita honestidade", disse José Maria Neves.
"Mas também muito inspirador para o futuro de África. Amílcar Cabral lutou muito pela dignidade de África, hoje mais do que nunca nós, governantes africanos, temos de nos inspirar em Amílcar Cabral para construir o futuro", acrescentou o primeiro-ministro.
A Guiné-Bissau e Cabo Verde caminharam juntos até 1980, quando um golpe de Estado afastou Luís Cabral do poder em 1980 e o PAIGC da Guiné-Bissau desvinculou-se do PAIGC de Cabo Verde.
Há dois anos o primeiro-ministro da Guiné-Bissau visitou Cabo Verde e desde sábado o primeiro-ministro de Cabo Verde está na Guiné-Bissau. José Maria Neves, questionado pela Lusa, garantiu que os dois países nunca estiveram "irreconciliados".
"Houve várias questões em vários momentos, durante a luta e depois da luta de libertação nacional, mas a Guiné-Bissau e Cabo Verde sempre estiveram irmanados em África, para melhorar a dignidade do povo africano, para colocarmos tudo o que existe em África ao serviço dos africanos", disse José Maria Neves.
Lusa/fim
http://noticias.sapo.cv/inforpress/artigo/101121.html
"Nós os cabo-verdianos temos uma dívida muito grande para com o povo da Guiné-Bissau. Aqui fez-se a luta pela libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, muitos guineenses deram a sua própria vida, fizeram um esforço enorme para a libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, e nós os cabo-verdianos devemos permanentemente prestar este tributo à Guiné-Bissau e ao povo da Guiné-Bissau", disse.
José Maria Neves, que chegou sábado a Bissau para uma visita de cinco dias, dedicou hoje o dia a Bafatá, terra onde nasceu Amílcar Cabral, que fundou o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e iniciou a luta contra a colonização portuguesa.
Em Bafatá colocou flores no monumento a Amílcar Cabral que existe no centro da cidade e visitou depois, sempre acompanhado pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, a casa onde nasceu o herói dos dois países, hoje transformada em museu.
Foi lá que afirmou que visitar a cidade e a casa onde nasceu Amílcar Cabral foi emocionante.
"Sobretudo porque Amílcar Cabral tem sido a nossa inspiração, para continuarmos a lutar pela liberdade e pela dignidade mas também inspiração para continuarmos a governar o país com muita honestidade", disse José Maria Neves.
"Mas também muito inspirador para o futuro de África. Amílcar Cabral lutou muito pela dignidade de África, hoje mais do que nunca nós, governantes africanos, temos de nos inspirar em Amílcar Cabral para construir o futuro", acrescentou o primeiro-ministro.
A Guiné-Bissau e Cabo Verde caminharam juntos até 1980, quando um golpe de Estado afastou Luís Cabral do poder em 1980 e o PAIGC da Guiné-Bissau desvinculou-se do PAIGC de Cabo Verde.
Há dois anos o primeiro-ministro da Guiné-Bissau visitou Cabo Verde e desde sábado o primeiro-ministro de Cabo Verde está na Guiné-Bissau. José Maria Neves, questionado pela Lusa, garantiu que os dois países nunca estiveram "irreconciliados".
"Houve várias questões em vários momentos, durante a luta e depois da luta de libertação nacional, mas a Guiné-Bissau e Cabo Verde sempre estiveram irmanados em África, para melhorar a dignidade do povo africano, para colocarmos tudo o que existe em África ao serviço dos africanos", disse José Maria Neves.
Lusa/fim
http://noticias.sapo.cv/inforpress/artigo/101121.html
CV(Liberal):CARLOS VEIGA ACREDITA NA VITÓRIA DO MPD
Autárquicas 2012
Foi um líder optimista aquele que, no último sábado, falou aos jovens ventoinha que residem em Portugal. E neles encontrou o entusiasmo que o faz acreditar reconquistar as câmaras perdidas em 2008 e ganhar outras ao PAICV
| Reunião dos jovens ventoinha foi muito participada |
Carlos Veiga fez essa declaração no encerramento da I Convenção da Juventude para a Democracia-Núcleo de Portugal (JpD-PT) que decorreu, este fim-semana em Portugal, alertando aos presentes de que, para vencer as autárquicas, é preciso uma maior união dos militantes, amigos e simpatizantes em torno do projecto do partido e que estes tenham um sentimento de pertença em relação a esta formação política, revelou a Inforpress.
Para o presidente do MpD, é possível o partido manter as câmaras municipais que detém actualmente e reconquistar as que perdeu nas últimas eleições autárquicas, e ainda conquistar outras aos seus adversários.
Veiga, que não colocou de lado as dificuldades que o MpD vai enfrentar nos próximos tempos, indicou, no entanto, que as coisas estão a correr bem no seio do seu partido.
Ainda segundo a Inforpress, o líder do maior partido da oposição chamou, porém, a atenção para a necessidade de uma melhor organização do partido, devido à existência de um “défice de sentimento de pertença dos militantes ao MpD”, acrescentando que as pessoas sondadas para as listas ventoinha - e possíveis candidatos às próximas eleições autárquicas -, estão a responder, de forma positiva, aos apelos da direcção do partido.
O líder disse acreditar que, com a provável vitória do MpD nas próximas eleições autárquicas – “com muito trabalho, esforço e dedicação” -, haverá uma situação nova em Cabo Verde, com perturbações no comportamento dos seus adversários, numa clara alusão ao partido no poder, o PAICV.
Carlos Veiga considerou ainda que não será possível ao MpD vencer estas eleições sem a participação activa dos jovens e congratulou-se com o entusiasmo que encontrou no seio do núcleo da JpD em Portugal.
CV(LIBERAL):CRISE NÃO CHEGOU ÀS FINANÇAS DA MINISTRA
Está explicada a “blindagem”…
Não lhe bastando uma espaventosa mansão, Cristina Duarte já vai na construção de outra. Ambas, ao que parece, a menos de 80 metros da orla marítima… o que, aparentemente, será ilegal
| Para Cristina Duarte a crise é - mesmo e só - "internacional"... |
Efectivamente, a vida sorri e é generosa com responsável pela pasta das Finanças e do Plano. E, como não lhe bastasse a espaventosa casa de Cova Minhoto, ali para os lados da Cidadela (Praia), a senhora resolveu, em plena crise… “internacional”, construir mais uma casita a pouca distância. E esta é, de facto, uma das provas da inexistência de crise… nos bolsos de Cristina.
Mas, não, longe de nós sugerir que as mansões da ministra não foram erigidas com o fruto de trabalho árduo. Claro que não! Mas, mesmo que a laboriosa governante tenha amealhado pé-de-meia considerável quando esteve por Angola, as interrogações são muitas.
| ... e, já que não há crise nacional, vamos lá construir mais uma casinha |
São interrogações legítimas a que Cristina Duarte teria obrigação de responder em qualquer Estado de Direito democrático. A promiscuidade entre o público e o privado tem de acabar de vez em Cabo Verde. Os muros de silêncio que envolvem as vidas dos nossos governantes têm de ser transpostos pelas legítimas interrogações dos cidadãos. E a ministra tem calado, como é do conhecimento público, várias das perguntas que pairam, vários dos rumores que se agigantam sem respostas. E essa opacidade não é boa para a saúde da nossa democracia.
| Ministra deveria dar explicações |
Senhora ministra, esclareça a opinião pública. Este clima de suspeição permanente só persiste como resultante do seu silêncio. A senhora tem alguma coisa a esconder, ou a mudez decorre da arrogância de se considerar acima dos seus concidadãos?
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=34494&idSeccao=525&Action=noticia
CV(ASemana):Cristina Duarte e Carlos Burgo em ponto de rebuçado
As relações entre a ministra das Finanças, Cristina Duarte, e o Governador do Banco de Cabo Verde, Carlos Burgo, estão ao rubro. Depois do bate-boca público à volta do Orçamento Geral do Estado para 2012 numa autêntica “sabatina” sobre Finanças Públicas, o ambiente é de cortar à faca entre estas duas instituições que devem transmitir ao país e ao mundo um clima de estabilidade macro-económica.
A gota de água que fez transbordar o copo caiu na última terça-feira, quando Carlos Burgo resolveu esticar ainda mais a corda, ao impedir dois técnicos das Finanças de participar nas reuniões entre o Banco Central e uma missão do FMI, que se encontra em Cabo Verde. Um acto temerário de Burgo que, além de alterar uma prática de há largos anos, é reputado por analistas económicos como sendo de extrema gravidade. Um ex-responsável do Banco Central chega mesmo a vaticinar que, à luz da lei, este incidente dá à ministra razões suficientes para demitir o governador do BCV.
Está instalada uma profunda crise institucional entre o Banco de Cabo Verde e o Ministério das Finanças. Na origem, os números do Orçamento de Estado para 2012, que Cristina Duarte defende com unhas e dentes, e Carlos Burgo critica, pelo seu carácter “despesista”.
Mas a gota que fez transbordar o copo aconteceu esta semana, perante uma equipa do Fundo Monetário Internacional que está em Cabo Verde em missão regular de serviço. O governador do BCV, segundo fontes do A Semana, impediu dois técnicos do Ministério das Finanças de acompanhar as reuniões de trabalho entre o Banco Central e os técnicos do FMI, como, aliás, é prática há vários anos. A postura radical de Carlos Burgo, exactamente na presença de uma equipa daquele organismo da Bretton Woods, caiu mal junto do Ministério das Finanças, que a interpretou como uma reacção extrema à dura resposta de Cristina Duarte aos reparos feitos pelo governador do BCV ao OGE de 2012.
A governante, agastada com as críticas “inoportunas” de Carlos Burgo disse, nas vésperas do debate parlamentar sobre o OGE, em alto e bom som que “o BCV não precisa ensinar a missa ao vigário”. Mais, mandou dizer ao governador do BCV que é ela quem manda na política financeira do país.
Terá sido essa “boca” da Kity que levou Carlos Burgo a mostrar que também no BCV é ele quem manda, e barrou a entrada aos técnicos das Finanças que normalmente acompanham as reuniões entre o FMI e o Banco Central. O certo é que este incidente acabou por entornar o caldo, mergulhando de vez as duas instituições numa grave crise institucional, sem precedentes em Cabo Verde. O clima é de forte tensão.
Ataque e contra-ataque
Na verdade, os sinais de algum desacordo entre Cristina Duarte e Carlos Burgo começaram a surgir já nas projecções sobre o desempenho da economia cabo-verdiana para os próximos tempos. O governo perspectiva um crescimento de 6-7 por cento, enquanto o BCV revê esse indicador em baixa – entre 4 e 5 por cento este ano, havendo indícios de abrandamento em 2012.
Os pontos de vista diferentes das duas instituições acentuaram-se nas vésperas da aprovação do OGE, quando o governador do BCV criticou o “irrealismo” que rodeou a elaboração do documento. Ao apresentar o relatório sobre a Política Monetária nacional, Burgo disse ao país e a quem o quisesse ouvir, que o quadro orçamental para 2012 aponta para uma desaceleração das receitas fiscais, uma queda dos donativos, aumento das despesas correntes, redução das despesas de investimento. Tudo contribuindo também para a desaceleração da economia.
E de conta em conta, o governador do BCV veio publicamente recomendar uma moderação no recurso ao endividamento interno, única forma, segundo ele, de estabilizar as reservas sem penalizar o financiamento ao sector privado. Ou seja, entende Carlos Burgo que o recurso sistemático do Governo à divida interna poderá sufocar os privados nacionais, fragilizando, desta forma, a economia.
De desabafo em desabafo, o governador do BCV ainda faz correr tinta numa longa entrevista ao jornal Expresso das Ilhas e assinando artigos de opinião publicados nos jornais da praça onde vai dizendo que a política orçamental adoptada pelo governo nos últimos anos, o de 2012 em particular, tem sido expansionista. Pede mais “qualidade dos investimentos públicos para que possam traduzir-se no aumento do potencial de crescimento da economia”, e sugeriu cortes radicais nas despesas de investimento. Cabo Verde, segundo o governador do BCV, é um país de risco baixo, mas que se aproxima do nível de risco moderado, o que obriga a que “a política de endividamento e o investimento tenham em conta o risco acrescido”.
Em reacção, a ministra das Finanças garantiu que o programa de investimentos não vai parar porque, a acontecer, seria pior para Cabo Verde.
Embora admita riscos devido à crise internacional, Cristina Duarte disse não haver sinal de recuo dos parceiros internacionais: “Temos projectos financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento, com o Banco Mundial e a União Europeia, que não dão nenhum sinal da suspensão dos desembolsos”. Também no que respeita aos projectos financiados por Portugal, a governante garantiu que tudo continua como estava e que o governo português não deu nenhuma indicação de suspender qualquer programa ou financiamento.
“Portanto, o BCV não precisa ensinar a missa ao vigário”, concluiu Cristina Duarte. A frase, forte por sinal, não mereceu qualquer reacção pública do governador do Banco de Cabo Verde. Mas a resposta de Carlos Burgo não se fez esperar e veio de forma radical, rompendo com tudo o que pudesse restar de “djunta-mon” e coabitação pacífica entre as duas instituições: impediu os técnicos das Finanças de entrar no BCV e participar nas reuniões com o FMI. Um caso sem precedentes e que abriu uma enorme ferida entre o Banco Central e o Governo.
Ponto de ruptura
Para alguns analistas, as relações entre o Governo e o Banco Central devem ser sempre as mais cordiais e consentâneas, pois “o Banco Central é o instrumento de política financeira do Governo. O BCV é o principal fornecedor de dados ao Ministério das Finanças”. Entretanto, analisa um economista, os últimos acontecimentos fizeram com que Cristina Duarte e Carlos Burgo atingissem o ponto de ruptura.
“O que aconteceu dá à ministra das Finanças ene razões para propor ao Conselho de Ministros a demissão do governador do BCV, por interfererir nas políticas do governo – o BCV tem como função criar e garantir a estabilidade financeira do país, pelo que nunca o governador pode contestar ou criticar publicamente as políticas do governo. Isso é contradizer a função do Banco Central e constitui razão suficiente para provocar a demissão do governador com justa causa”, analisa um ex-governador do BCV.
O nosso interlocutor esclarece ainda que o governador do BCV “não pode fazer política, limita-se a executar as políticas financeiras adoptadas pelo governo”. “O governador pode até sugerir ou propor alterações ao Orçamento mas, internamente, e nunca na comunicação social. E Carlos Burgo cometeu essa gaffe de extrema gravidade porque em vez de criar estabilidade está a perturbar o sistema, dizendo ao mercado que o que o governo afirma é falso, o que não é de todo a sua função. O BCV, tal como INE, limitam-se a fornecer dados, sem os interpretar. Quem faz isso é o governo e os analistas. Portanto, agindo desta forma, Burgo deu motivos para Cristina Duarte o demitir com justa causa, alegando falta de confiança”, conclui esse analista, que já foi dirigente do BCV.
“Economist” admite fim da Zona Euro
“Economist” admite fim da Zona Euro: Artigo da revista dá algumas semanas de vida à moeda única.
domingo, 27 de novembro de 2011
CV(Expresso):ELECTRA SUL TERÁ PREJUÍZOS DE MILHÕES
PRAIA-Um estudo, subsidiado pela União Europeia, é taxativo. Divisão vertical - produção de um lado, transporte e distribuição do outro - sim, segmentação horizontal - Norte/Sul - não. As perdas, na Electra Sul, poderão rondar os três milhões de contos.
A divisão da Electra, em Norte e Sul, é uma das medidas anunciadas pelo ministro do Turismo, Indústria e Energia, Humberto Brito, para resolver os problemas mais urgentes do sector. Mas, um estudo da alemã Pohl Consulting & Associates, a pedido da delegação da União Europeia em Cabo Verde, vem dizer que essa fragmentação não reforçará a capacidade institucional.
A divisão da Electra em Electra Norte e Electra Sul, diz o estudo, cria vários riscos. Por exemplo, a criação de entidades separadas, que prestarão o mesmo serviço, levará à duplicação de papéis, principalmente por causa do reduzido tamanho da companhia. A parte comercial, que é considerada área chave, é outra das que corre riscos, uma vez que com a criação de duas unidades comerciais existe a possibilidade dos recursos não serem os suficientes. Essa é mesmo considerada uma grande ameaça a uma empresa que tem como alvo principal a melhoria da cobrança, principalmente em Santiago.
Criar a Electra Sul acarreta também grandes custos. Investimentos avultados serão necessários para a recolocação ou o recrutamento de novos funcionários. A duplicação de sistemas e de peças de reposição, pelas duas unidades operativas, trará um aumento de valores. Mais investimentos são esperados para que se consigam coordenar os códigos e os modelos de operação entre as duas empresas.
Um outro estudo, citado no documento da Pohl Consulting, da empresa Hector Farina Advocats (HFA), fez as contas aos encargos financeiros da divisão da Electra e chegou à conclusão que a Electra Sul gerará números negativos na ordem dos dois milhões e setecentos mil contos, isto sem considerar as despesas gerais da criação das duas companhias. Os dados usados pelos especialistas financeiros da HFA foram cedidos pela Agência de Regulação Económica e não pela Electra. Aliás, é referido no estudo que foi difícil obter informações junto da companhia pública de electricidade e água.
Dividir a Electra em duas companhias, geograficamente diferentes, pode ler-se ainda no documento, não criará capacidade para assegurar concorrência suficiente e vem acrescentar mais custos fixos. Não será possível assim alocar recursos de melhor forma melhor e com mais eficiência.
Entre os desafios a vencer, além da reestruturação da empresa, o estudo aponta a má gestão dos débitos, a ineficiência na produção de energia, o ineficaz controlo de rede e a má gestão dos stocks de combustível.
A tarifa cobrada é outro dos problemas referenciados no estudo. Segundo o documento, os preços não cobrem o custo da produção, transporte e distribuição de energia, o que aumenta o risco da sustentabilidade da dívida. "Não é possível gerir uma rede onde apenas uma parte é mantida e renovada".
As prioridades para o futuro do sector energético passam por: resolver as questões de gestão; reestruturar o sector de energia de forma a implementar a concorrência, separando a produção, do transporte e da distribuição [segmentação vertical, em vez da horizontal - Norte/Sul - proposta pela tutela]; implementar a concorrência na produção de energia e no fornecimento de combustíveis; rever o contrato de concessão do transporte e distribuição de energia e o modelo económico das tarifas; alcançar a sustentabilidade do débito com a privatização do transporte e distribuição de energia.
Um outro estudo do Banco Mundial, feito já em 2009, sobre a segmentação horizontal, salienta que "a divisão do território nacional, em vários operadores, mina a solidariedade entre ilhas que deveria resultar num nível mínimo de serviço de qualidade, espalhado pelo território, e na suavização das taxas (...) é importante para os países manterem o princípio da solidariedade entre as ilhas".
Jorge Montezinho, Redacção Praia
A divisão da Electra, em Norte e Sul, é uma das medidas anunciadas pelo ministro do Turismo, Indústria e Energia, Humberto Brito, para resolver os problemas mais urgentes do sector. Mas, um estudo da alemã Pohl Consulting & Associates, a pedido da delegação da União Europeia em Cabo Verde, vem dizer que essa fragmentação não reforçará a capacidade institucional.
A divisão da Electra em Electra Norte e Electra Sul, diz o estudo, cria vários riscos. Por exemplo, a criação de entidades separadas, que prestarão o mesmo serviço, levará à duplicação de papéis, principalmente por causa do reduzido tamanho da companhia. A parte comercial, que é considerada área chave, é outra das que corre riscos, uma vez que com a criação de duas unidades comerciais existe a possibilidade dos recursos não serem os suficientes. Essa é mesmo considerada uma grande ameaça a uma empresa que tem como alvo principal a melhoria da cobrança, principalmente em Santiago.
Criar a Electra Sul acarreta também grandes custos. Investimentos avultados serão necessários para a recolocação ou o recrutamento de novos funcionários. A duplicação de sistemas e de peças de reposição, pelas duas unidades operativas, trará um aumento de valores. Mais investimentos são esperados para que se consigam coordenar os códigos e os modelos de operação entre as duas empresas.
Um outro estudo, citado no documento da Pohl Consulting, da empresa Hector Farina Advocats (HFA), fez as contas aos encargos financeiros da divisão da Electra e chegou à conclusão que a Electra Sul gerará números negativos na ordem dos dois milhões e setecentos mil contos, isto sem considerar as despesas gerais da criação das duas companhias. Os dados usados pelos especialistas financeiros da HFA foram cedidos pela Agência de Regulação Económica e não pela Electra. Aliás, é referido no estudo que foi difícil obter informações junto da companhia pública de electricidade e água.
Dividir a Electra em duas companhias, geograficamente diferentes, pode ler-se ainda no documento, não criará capacidade para assegurar concorrência suficiente e vem acrescentar mais custos fixos. Não será possível assim alocar recursos de melhor forma melhor e com mais eficiência.
Entre os desafios a vencer, além da reestruturação da empresa, o estudo aponta a má gestão dos débitos, a ineficiência na produção de energia, o ineficaz controlo de rede e a má gestão dos stocks de combustível.
A tarifa cobrada é outro dos problemas referenciados no estudo. Segundo o documento, os preços não cobrem o custo da produção, transporte e distribuição de energia, o que aumenta o risco da sustentabilidade da dívida. "Não é possível gerir uma rede onde apenas uma parte é mantida e renovada".
As prioridades para o futuro do sector energético passam por: resolver as questões de gestão; reestruturar o sector de energia de forma a implementar a concorrência, separando a produção, do transporte e da distribuição [segmentação vertical, em vez da horizontal - Norte/Sul - proposta pela tutela]; implementar a concorrência na produção de energia e no fornecimento de combustíveis; rever o contrato de concessão do transporte e distribuição de energia e o modelo económico das tarifas; alcançar a sustentabilidade do débito com a privatização do transporte e distribuição de energia.
Um outro estudo do Banco Mundial, feito já em 2009, sobre a segmentação horizontal, salienta que "a divisão do território nacional, em vários operadores, mina a solidariedade entre ilhas que deveria resultar num nível mínimo de serviço de qualidade, espalhado pelo território, e na suavização das taxas (...) é importante para os países manterem o princípio da solidariedade entre as ilhas".
Jorge Montezinho, Redacção Praia
CV(ANação):CRIMINALIDADE AUMENTA EM CABO VERDE
Praia imbatível nos homicídios
PRAIA-A criminalidade em Cabo Verde aumentou 2,9 por cento (%), de Janeiro a Setembro deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2010. Dos 39 homicídios, 26 aconteceram na cidade da Praia. A capital é de longe o centro mais crítico no ranking da criminalidade.
De acordo com os dados da Polícia Nacional a que A NAÇÃO teve acesso, de Janeiro a Setembro do corrente ano, houve em Cabo Verde 16.264 crimes, contra 15.807 de 2010, o que corresponde a um aumento de 2,9 por cento.
Os crimes contra as pessoas totalizaram 8.665, contra 8.225 em 2010, um aumento de 5,3%. A seguir estão dos crimes contra a propriedade, um total de 7.599, contra 7.582 registado no ano passado, o que corresponde a um aumento de 0,2%. As ofensas corporais foram 2.977 casos, uma redução de 7,9%.
A Cidade da Praia, por ser o maior centro populacional, é também o concelho mais crítico em termos de segurança. Aqui foram registados 775 casos (menos 322 crimes do período homólogo), seguido de São Vicente com 511 – aqui houve um aumento de 101 ocorrências.
Ainda no que refere aos crimes contra pessoas, mais concretamente a nível dos homicídios, houve um total de 39 casos, contra 23 registados em 2010. Praia, com 26 casos, é de longe o concelho que regista o maior número de homicídios. Com dois casos cada, seguem-se Ribeira de Santiago, São Salvador do Mundo e Paul. São Vicente, Sal, Maio, São Domingos, Santa Cruz e Mosteiros registaram apenas um caso cada.
SÃO FILIPE LIDERA NA VBG
Neste cômputo da criminalidade, é de realçar São Filipe, concelho da ilha do Fogo, onde foi registado o maior número de casos de VBG (violência baseada no género), com 220 registos, o que corresponde a um aumento de 134%. Seguem-se as ilhas de São Vicente, com 134 (mais de 26,4%), Sal com 110 (mais 89,7%) e Praia com 113 casos (aqui uma diminuição na ordem de 39,2% em relação ao ano de 2010).
Há também a registar um ligeiro aumento (1,7%) dos crimes contra a propriedade. Em primeiro lugar aparece o furto com 2.780 casos, sendo o furto na residência o principal tipo, 1.587, dos quais 909 com uma diminuição de menos 22,6 %, só na Praia. Enquanto isso o de roubo atingiu um total de 2.323, com um aumento de 3%, sendo que de entre estes 1.489 cometido na via pública e 860 casos registados concretamente na Cidade da Praia, com um aumento de 8,3%.
“O índice de esclarecimento dos crimes pela Polícia Nacional é francamente positivo”, diz o intendente Emanuel Moreno. “Do total dos crimes registados, 16.264, em 2011, 12.391 foram esclarecidos, elevando a percentagem de esclarecimento a 76,1%, isso mostra claramente que os planos operacional da nossa corporação face a evolução da criminalidade tem surtido efeito”.
NOVO CONCEITO
Aquele responsável adianta que está em marcha um novo conceito de actuação policial, com um plano de operacionalidade especifico para determinadas localidades e concelhos, tidos por críticos, em termos de segurança. “Neste momento a PN já dispõe de um conjunto de ferramentas, passando os seus operacionais a ter melhores condições de trabalho e respostas às acções ilícitas”.
Para isso, designadamente na cidade da Praia, a PN já conta com uma equipa de patrulha, com cerca de quatro viaturas, que vão fazer policiar de forma ostensiva e preventiva, 24 horas por dia, sendo accionado sempre em caso de ocorrência de casos crimes.
Ainda no caso particular da Cidade da Praia, esta vai ser dividida em quatro zonas, coincidindo com as esquadras existentes. Com isso pretende-se melhorar a presença da PN perante a população, minimizando o sentimento de insegurança latente na mente dos cidadãos.
http://www.alfa.cv/anacao_online/index.php/destaque/1327-criminalidade-aumenta-praia-imbativel-nos-homicidios
PRAIA-A criminalidade em Cabo Verde aumentou 2,9 por cento (%), de Janeiro a Setembro deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2010. Dos 39 homicídios, 26 aconteceram na cidade da Praia. A capital é de longe o centro mais crítico no ranking da criminalidade.
De acordo com os dados da Polícia Nacional a que A NAÇÃO teve acesso, de Janeiro a Setembro do corrente ano, houve em Cabo Verde 16.264 crimes, contra 15.807 de 2010, o que corresponde a um aumento de 2,9 por cento.
Os crimes contra as pessoas totalizaram 8.665, contra 8.225 em 2010, um aumento de 5,3%. A seguir estão dos crimes contra a propriedade, um total de 7.599, contra 7.582 registado no ano passado, o que corresponde a um aumento de 0,2%. As ofensas corporais foram 2.977 casos, uma redução de 7,9%.
A Cidade da Praia, por ser o maior centro populacional, é também o concelho mais crítico em termos de segurança. Aqui foram registados 775 casos (menos 322 crimes do período homólogo), seguido de São Vicente com 511 – aqui houve um aumento de 101 ocorrências.
Ainda no que refere aos crimes contra pessoas, mais concretamente a nível dos homicídios, houve um total de 39 casos, contra 23 registados em 2010. Praia, com 26 casos, é de longe o concelho que regista o maior número de homicídios. Com dois casos cada, seguem-se Ribeira de Santiago, São Salvador do Mundo e Paul. São Vicente, Sal, Maio, São Domingos, Santa Cruz e Mosteiros registaram apenas um caso cada.
SÃO FILIPE LIDERA NA VBG
Neste cômputo da criminalidade, é de realçar São Filipe, concelho da ilha do Fogo, onde foi registado o maior número de casos de VBG (violência baseada no género), com 220 registos, o que corresponde a um aumento de 134%. Seguem-se as ilhas de São Vicente, com 134 (mais de 26,4%), Sal com 110 (mais 89,7%) e Praia com 113 casos (aqui uma diminuição na ordem de 39,2% em relação ao ano de 2010).
Há também a registar um ligeiro aumento (1,7%) dos crimes contra a propriedade. Em primeiro lugar aparece o furto com 2.780 casos, sendo o furto na residência o principal tipo, 1.587, dos quais 909 com uma diminuição de menos 22,6 %, só na Praia. Enquanto isso o de roubo atingiu um total de 2.323, com um aumento de 3%, sendo que de entre estes 1.489 cometido na via pública e 860 casos registados concretamente na Cidade da Praia, com um aumento de 8,3%.
“O índice de esclarecimento dos crimes pela Polícia Nacional é francamente positivo”, diz o intendente Emanuel Moreno. “Do total dos crimes registados, 16.264, em 2011, 12.391 foram esclarecidos, elevando a percentagem de esclarecimento a 76,1%, isso mostra claramente que os planos operacional da nossa corporação face a evolução da criminalidade tem surtido efeito”.
NOVO CONCEITO
Aquele responsável adianta que está em marcha um novo conceito de actuação policial, com um plano de operacionalidade especifico para determinadas localidades e concelhos, tidos por críticos, em termos de segurança. “Neste momento a PN já dispõe de um conjunto de ferramentas, passando os seus operacionais a ter melhores condições de trabalho e respostas às acções ilícitas”.
Para isso, designadamente na cidade da Praia, a PN já conta com uma equipa de patrulha, com cerca de quatro viaturas, que vão fazer policiar de forma ostensiva e preventiva, 24 horas por dia, sendo accionado sempre em caso de ocorrência de casos crimes.
Ainda no caso particular da Cidade da Praia, esta vai ser dividida em quatro zonas, coincidindo com as esquadras existentes. Com isso pretende-se melhorar a presença da PN perante a população, minimizando o sentimento de insegurança latente na mente dos cidadãos.
http://www.alfa.cv/anacao_online/index.php/destaque/1327-criminalidade-aumenta-praia-imbativel-nos-homicidios
Papa pede responsabilidade e solidariedade na resposta às alterações climáticas
Papa pede responsabilidade e solidariedade na resposta às alterações climáticas: “Espero que todos os membros da comunidade internacional cheguem a acordo (…) tendo em conta as necessidades das populações mais pobres e das gerações futuras”, disse Bento XVI.
CV(ASemana):Indivíduo assassinado a tiro no Paiol
Um indivíduo, de nome “Djidjo”, de 16 anos, morreu na noite deste sábado,26, no Paiol, Praia, após ter sido, supostamente, baleado com um tiro de boca bedjo, no tórax, durante um confronto entre gangs rivais desta zona com os de Achada Mato. Cinco indivíduos já foram detidos pela BICC, numa operação conjunta com o serviço de Piquete.
Segundo uma fonte policial, o incidente aconteceu na noite de sábado, por volta das 22h00, durante um confronto entre dois grupos de delinquentes de Achada Mato e Paiol. Ao que tudo indica, conforme a fonte deste diário, há mais de um ano havia uma rixa entre os gangs de Achada Mato e Paiol.
Entretanto, neste sábado, o primeiro grupo teria invadido a zona do Paiol, onde atacou o grupo rival, disparando vários tiros que acabou por atingir um indivíduo, de nome Djidjo, debaixo de um dos braços. A vítima morreu minutos depois.
A BICC (Brigada de Investigação e Combate à Criminalidade) e o serviço de piquete já detiveram os supostos autores do crime que vão ser apresentados, em breve, ao tribunal. Com este assassinato eleva para 27 o número de homicídios na cidade da Praia, neste ano de 2011.
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article70550&ak=1
CV(Sapo.cv):Sara Tavares de volta aos palcos
“Fiquei com menos paciência para as tretas da vida”
Depois de ter estado parada cerca de um ano e meio, Sara Tavares regressa em grande com uma tournée internacional para promover o seu último disco – “Xinti”. Depois de Brasil, Polónia, Portugal e Angola, Sara esteve em Cabo Verde para dar dois concertos memoráveis, na Praia e no Mindelo.
“Xinti” Tour
“Xinti” Tour

“Fiquei doente e nunca tive oportunidade de apresentar o concerto maduro com as outras dimensões que se vão conseguindo descobrir ao longo da carreira das tournées”, afirmou Sara Tavares, explicando assim a necessidade de fazer esta tournée internacional.
“Xinti” é o segundo álbum da cantora. Não o faz questão de explicar, já que para ela o melhor de um músico “é fazer música e não explicá-la”. “Queria que as pessoas o (disco) sentissem”. Neste álbum usa os mesmos ritmos que no álbum “Balancé”, muitos dos mesmos músicos, mas este é um álbum que fala mais de estados da alma e pede uma sonorização mais delicada, mais suave.
A krioulidade
“Xinti” é o segundo álbum da cantora. Não o faz questão de explicar, já que para ela o melhor de um músico “é fazer música e não explicá-la”. “Queria que as pessoas o (disco) sentissem”. Neste álbum usa os mesmos ritmos que no álbum “Balancé”, muitos dos mesmos músicos, mas este é um álbum que fala mais de estados da alma e pede uma sonorização mais delicada, mais suave.
A krioulidade
Sara Tavares nasceu em Portugal e é filha de pais cabo-verdianos.
A mãe é de Santo Antão e o pai é da Praia. “Embora tenha nascido em Portugal, sempre senti, que sim era portuguesa, mas uma portuguesa especial (…). Aqui não sinto que seja uma cabo-verdiana diferente dos outros, até porque a diáspora é muito grande e é uma realidade super aceite e integrada (…)e as pessoas não deixam de ser cabo-verdianas porque estão ou já nasceram na diáspora.”
Fala num sentimento de pertença e numa herança genética que lhe permitem sentir o “funaná tão profundo” e que faz com que o “batuque mexe com as coisas lá dentro no estômago”. Sara revela que tem vontade de voltar sempre e não exclui, um dia, vir cá ficar por mais tempo.
Fala num sentimento de pertença e numa herança genética que lhe permitem sentir o “funaná tão profundo” e que faz com que o “batuque mexe com as coisas lá dentro no estômago”. Sara revela que tem vontade de voltar sempre e não exclui, um dia, vir cá ficar por mais tempo.
Garante que o crioulo sempre fez parte da sua vida e para cantar na língua materna dos pais teve apenas de ganhar coragem. “Logo quando comecei a compor em português, comecei também a compor em crioulo”. E justifica: “Se eu quisesse transmitir quem eu era também tinha de transmitir que era filha de pais cabo-verdianos e que havia essa dimensão na minha vida”.

A doença
Em Dezembro de 2009, Sara soube que estava doente (um tumor benigno no cérebro). “Foi o único período da minha vida que tive bem afastada da música”, confessa. Na fase inicial de recuperação, o problema afectava a sua coordenação motora não lhe permitindo tocar viola sequer. Explica que resolveu não lutar contra isso
Sara concentrou-se na família e assim passou a estar mais tempo com os seus. “Durante esse ano e meio, deu para acompanhar o nascimento dos meus últimos sobrinhos e o crescimento deles”.
“Não sinto que tenha mudado (…) sempre senti que a vida era muito fugaz e tinha que aproveitar”, diz com uma tranquilidade a cantora e acrescenta que teve uma criação simples. Sara explica que se calhar a principal diferença, entre o antes e o depois da doença, é que agora tem mais urgência de viver as coisas importantes e com “menos paciência para tretas”.
Não tem pressa de viver, mas antes “vontade de viver mesmo” e “não acordar para correr atrás do dinheiro ou do vento”. Quer aproveitar os amigos e a família, porque “as pessoas vão-se (…)Este ano perdi o meu irmão e a minha avó”.
O regresso aos palcos tem sido “muito bom”. A cantora fica feliz com a reacção do público que sente que esteve preocupado com ela e agora mostra-se contente com o seu regresso.
Sara concentrou-se na família e assim passou a estar mais tempo com os seus. “Durante esse ano e meio, deu para acompanhar o nascimento dos meus últimos sobrinhos e o crescimento deles”.
“Não sinto que tenha mudado (…) sempre senti que a vida era muito fugaz e tinha que aproveitar”, diz com uma tranquilidade a cantora e acrescenta que teve uma criação simples. Sara explica que se calhar a principal diferença, entre o antes e o depois da doença, é que agora tem mais urgência de viver as coisas importantes e com “menos paciência para tretas”.
Não tem pressa de viver, mas antes “vontade de viver mesmo” e “não acordar para correr atrás do dinheiro ou do vento”. Quer aproveitar os amigos e a família, porque “as pessoas vão-se (…)Este ano perdi o meu irmão e a minha avó”.
O regresso aos palcos tem sido “muito bom”. A cantora fica feliz com a reacção do público que sente que esteve preocupado com ela e agora mostra-se contente com o seu regresso.
CV(ASemana):Sporting derrota Boavista e vai à final da Taça Município da Praia
O Sporting da Praia apurou-se para a final da Taça do Município ao vencer neste sábado, 26, no Estádio da Várzea, o Boavista por 2-1. A final vai ser com a Académica que garantiu a vaga no sorteio.
PRAIA-No jogo Sporting-Boavista, as duas equipas proporcionaram um bom espectáculo de futebol para os que se deslocaram ao Estádio da Várzea neste sábado, 26.
O Sporting entrou melhor e, logo aos três minutos, Loloty abriu o marcador. Já nos minutos iniciais da segunda parte, Fufuco restabeleceu a igualdade no marcador. O golo da vitória dos leões da capital foi apontado por Dário à passagem do minuto 41, na transformação de uma grande penalidade.
Na ilha do Sal, e a contar para a primeira jornada do torneio de abertura, a equipa do Santa Maria empatou a zero bolas com a Académica. Já Palmeiras perdeu por 1-2 com o Académico. Para este domingo, 27, está calendarizado o jogo Juventude x Verdun.
Na ilha Brava, a contar para a terceira jornada do Torneio de Abertura, o Coroa goleou o Benfica por quatro bolas zero. Este domingo, jogam Sporting x Morabeza e Juventude x Académica.
Em São Nicolau, a contar para a quinta jornada do torneio de abertura, o Desportivo de Ribeira Brava venceu a Académica da Preguiça por 1-0. No outro jogo do dia, a Ultramarina de Tarrafal goleou o Belorizonte por 3-0. Neste domingo estão calendarizados seguintes encontros: Atlético x Talho, Praia Branca x Ajat SN.
Já na ilha do Fogo, na abertura da segunda jornada do campeonato regional, o Valência derrotou o No Pintcha por três bolas a zero. Já o outro jogo do dia, agendado entre Botafogo e Baxada, não se realizou. Baxada não marcou presença no Estádio 5 de Julho em São Filipe.
Este domingo estão ainda agendados os seguintes encontros: Juventude x Académica e Luzabril – Vulcânicoa (Estádio 5 de Julho) e Cutelinho – Spartak (Estádio Francisco José Rodrigues - Mosteiros).
Em Santo Antão Norte, Solpontense venceu 1-0 a equipa do Sinagoga. Rosariense e Foguetões ficaram em branco. Com este resultado à passagem da terceira jornada do torneio de abertura, Solpontense e Paulense lideram o torneio com seis pontos cada. O Foguetões segue em terceiro, com 4 pontos, o Rosariense tem 1 ponto e o Sinagoga ainda não pontuou.
Foto:Expresso das Ilhas
http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article70548
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