terça-feira, 13 de março de 2012

CPLP:Brasil vai doar aviões "Bandeirantes" se Congresso o aprovar


PRAIA- O ministro da Defesa brasileiro manifestou a vontade do Governo de doar aviões Bandeirantes para auxiliar Cabo Verde no patrulhamento da sua zona marítima, noticia hoje a edição "online" do jornal cabo-verdiano A Nação.

Celso Amorim ressaltou, porém, que o processo de doação depende de aprovação do Congresso Nacional (Parlamento), além da preparação das aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB), não adiantando o número de aparelhos a disponibilizar.

A confirmar-se, será um dos resultados da visita que o ministro da Defesa cabo-verdiano, Jorge Tolentino, efetua há cerca de uma semana ao Brasil, em que também já foram acertados aspetos da cooperação bilateral nas áreas da defesa e segurança, que não foram especificados.
Segundo Celso Amorim, o Brasil pretende contribuir para o aumento da segurança na região do Atlântico, onde Cabo Verde está situado, contribuindo com isso "para a paz e a segurança" na região.

 
O mesmo foi dito a 01 deste mês pelo comandante da Marinha brasileira, almirante de esquadra Júlio Moura Neto, durante uma visita de trabalho a Cabo Verde, lembrando que a pirataria marítima está a alastrar no Atlântico Médio e que o Brasil quer prevenir a chegada às suas águas, admitindo a possibilidade de enviar navios patrulha para a costa ocidental africana banhada pelo oceano.
No Brasil, e além da defesa dos domínios marítimos de Cabo Verde, Jorge Tolentino mostrou particular interesse na experiência brasileira nas áreas de segurança marítima e de busca e salvamento.

 
Entre os problemas que o arquipélago cabo-verdiano enfrenta encontram-se, disse Jorge Tolentino à Agência Lusa antes de embarcar para o Brasil, os tráficos de droga e de pessoas, bem como a pesca ilegal, enquanto aumentam as informações sobre atos de pirataria marítima na região oeste-africana.
No Brasil, Jorge Tolentino e Celso Amorim, antigo chefe da diplomacia brasileiro, acertaram também que o Brasil dará apoio técnico e científico a Cabo Verde para o levantamento da sua plataforma continental, tendo em conta a experiência brasileira na Namíbia, já concretizado, e em Angola, em curso.

A 20 de fevereiro último, o porta-voz do Conselho do Ministério da Defesa cabo-verdiano, major António Silva Rocha, indicou que o Governo está à procura de financiamento para reforçar as esquadrilhas naval e aérea de Cabo Verde, incluindo entre os parceiros contactados Portugal e Brasil.
Já a 01 deste mês, o comandante da Guarda Costeira (Marinha) cabo-verdiana, coronel António Monteiro, disse estar a equacionar a aquisição de navios patrulha ao Brasil para fazer face aos desafios e ameaças que estão a surgir na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago, de 723.265 km2, 182 vezes superior ao território terrestre.

Na mesma altura, o almirante de esquadra Júlio Soares de Moura Neto lembrou que o Brasil constrói navios de fiscalização de 200 e 500 toneladas e manifestou abertura para negociar com as autoridades cabo-verdianas uma forma de os disponibilizar ao arquipélago.
JSD./Lusa/Fim
http://noticias.sapo.cv/lusa/artigo/13974045.html

CV:Imprensa cabo-verdiana destaca os 12 golos crioulos na Liga portuguesa


PRAIA- Os 12 golos marcados por jogadores cabo-verdianos na Liga portuguesa de futebol são hoje destacados pela imprensa do país africano, com destaque para Dady, do Olhanense, que já marcou por quatro vezes.

Segundo a edição online do jornal A Semana, o maior goleador cabo-verdiano em Portugal é o internacional Dady, que já apontou quatro golos em 15 jogos, dois deles no domingo, no empate entre o Olhanense e o Nacional (4-4), na 22.ª jornada, "recebendo rasgados elogios da imprensa portuguesa".

"'O avançado Dady terá feito a melhor exibição ao serviço do Olhanense, marcando dois golos e sacando ainda a falta que deu origem à grande penalidade convertida por Wilson Eduardo. (...) O cabo-verdiano foi um autêntico matador e fez a cabeça em água a Neto e Danielson', elogia o jornal O Jogo na sua edição de segunda-feira", cita o A Semana.

Em segundo lugar entre os marcadores crioulos está outro avançado, Djaniny, terceiro melhor marcador da União de Leiria, com três golos em 20 jogos.

Com dois golos marcados aparece o central Fernando Varela, do Feirense, que participou nos 22 jogos da equipa, enquanto os avançados Toy (Olhanense), Héldon (Marítimo) e Zé Luís (Gil Vicente) festejaram um tento cada.
JSD./Lusa/Fim
http://noticias.sapo.cv/lusa/artigo/13974210.html

PJ faz maior apreensão de cocaína do ano

PJ faz maior apreensão de cocaína do ano: Cinco cidadãos argentinos foram detidos no decurso desta operação. Portugal era porta de entrada para a Europa.

Espanha autorizada a exceder o défice em 2012

Espanha autorizada a exceder o défice em 2012: Portugal não vai beneficiar desta flexibilização do défice, por se encontrar a aplicar um programa de ajustamento, disse o ministro das Finanças.

No Brasil , a cerveja é a bebida mais consumida - Mundo - Notícias - RTP

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Atentado numa mesquita de Bruxelas provocou a morte do imã - Mundo - Notícias - RTP

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Capturado líder de cartel de droga mexicano - Mundo - Notícias - RTP

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CV(Liberal):MpD ORGANIZA CONFERÊNCIA EM PORTUGAL

“MpD – 22 anos depois: Que Partido para o séc. XXI”
Dois dias de debate, questionamento e reflexão sobre mais de duas décadas desde a fundação do partido ventoinha, terminando com um comício numa das cidades periféricas de Lisboa e centro de uma pujante comunidade cabo-verdiana

Praia, 13 de Março 2012 – A organização em Portugal do Movimento para a Democracia (MpD) vai assinalar, em 17 e 18 de Março, os 22 anos sobre a fundação do partido, promovendo “Diáspora em Conferência, MpD – 22 anos depois: Que Partido para o séc. XXI”.
Promover “um novo espaço de questionamento e de debate” é o objectivo da conferência, que se apresenta “com carácter formativo e informativo, capaz de produzir pensamentos, propor soluções e indicar caminhos, contribuindo desta forma na definição de medidas e políticas modernas, progressistas, transformadoras e profícuas para a nação cabo-verdiana”, pode ler-se em comunicado chegado à nossa Redacção.
E, por outro lado, a iniciativa, que se enquadra num plano mais vasto de reforço da intervenção ventoinha junto da comunidade cabo-verdiana em Portugal, tem ainda o objecto de “colocar na agenda política a nossa diáspora, que recorrentemente tem sido relegada para planos terciários, fazendo jus aos compromissos assumidos aquando das últimas eleições legislativas”, refere ainda a nota de imprensa do MpD-PT, para quem a conferência, “não obstante ser uma iniciativa partidária, irá estar sempre aberta à sociedade civil, mormente para evitarmos a tentação de promover discussões num círculo fechado de visões monolíticas, que com certeza o empobreceria e produziria resultados estéreis”.
“Diáspora em Conferência, MpD – 22 anos depois: Que Partido para o séc. XXI”, tem lugar no próximo fim-de-semana, sábado e domingo, e realiza-se no Fórum Brandoa, Rua Luís Vaz de Camões, Brandoa, Amadora.
A conferência encerra, no domingo, 18, com um Encontro/Comício no Polidesportivo da Junta de freguesia da Brandoa, com intervenções de Emanuel Barbosa, Fernando Elísio Freire, José Luís Livramento e Carlos Veiga.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35380&idSeccao=523&Action=noticia

PORTUGAL:Liga volta aos 18 clubes - Futebol Nacional - Desporto - RTP

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AI SE EU TE PEGO "VESÃO ZOUK ANGOLA" REI HELDER

CV:É inaceitável que a Câmara de Santa Catarina não seja contemplada pelos contratos-programa – MpD

Cidade de Nova Sintra, 12 Mar (Inforpress) – O líder do Movimento para a Democracia (MpD - oposição), Carlos Veiga, afirmou hoje em Nova Sintra ser “inaceitável” que a Câmara de Santa Catarina nada receba pelos contratos-programa quando às associações locais foram transferidas 300 mil contos.

Carlos Veiga respondia às declarações do primeiro-ministro, José Maria Neves, que disse este fim-de-semana em Santa Catarina que a Câmara local não está a ser discriminada, dado que, actualmente, recebe 25 mil contos do Governo, razão porque considerou o discurso de Francisco Tavares de campanha.

“Em termos de contrato-programas, a Câmara de Santa Catarina apenas recebeu sete mil contos que são do PANA (Programa Nacional para o Ambiente), que são receitas consignadas em projectos financiados pela cooperação internacional”, afirmou Carlos Veiga.

Acusou também o primeiro-ministro de ele sim estar a fazer campanha com uma narrativa que é falsa.
“É evidente que em 10 anos, com o IVA a aumentar extraordinariamente as receitas do Estado, o Fundo de Financiamento Municipal (FFM) tem que aumentar, mas também aumentaram as despesas das Câmaras Municipais”, frisou.

Contudo, observou, a percentagem das receitas correntes que hoje é transferida para os municípios a título de FFM não difere “muito da percentagem que era distribuída aos municípios em 2000”.

Por isso, é “inaceitável” que no que toca a contratos-programa a Câmara de Santa Catarina não receba “um único centavo” enquanto as associações de Santa Catarina “que são correios de transmissão do Governo e de alguns membros do Governo” tenham recebido cerca de 300 mil contos nos últimos quatro anos.

“O que não está certo é os recursos do Estado estarem a ser utilizados pelo partido no Governo, através dessas associações, cerca de 300 mil contos em anos pré-eleitorais e eleitorais, para não se transferir nada para a Câmara de Santa Catarina que tem responsabilidades e representa as populações do concelho”, indicou.

Carlos Veiga criticou ainda o primeiro-ministro de estar a fazer campanha com o dinheiro público e admitiu que a afirmação do presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Francisco Tavares, de que aquela Câmara é discrimina pelo Governo “é verdadeira”.

O Governo, na sua opinião, “quer sufocar aquela Câmara Municipal” para a conquistar nas eleições autárquicas que se avizinham.

As denúncias de discriminação por parte do Governo feitas por Francisco Tavares na semana passada, foram refutadas pelo primeiro-ministro, dizendo que contrariamente aos cerca de três mil contos que recebia em 2000, actualmente a Câmara recebe 25 mil contos por mês e que o discurso do autarca é de campanha.
IA/Inforpress/Fim
http://noticias.sapo.cv/inforpress/artigo/160159.html

Marrocos: um país com um rei que tem 32 milhões de clientes - Mundo - PUBLICO.PT

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Enfermeira vence luta contra anorexia e vira maratonista

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ANGOLA:Polícia confisca computadores do Folha 8

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Copa do Mundo vai ser dispendiosa para os brasileiros

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Cavaco:"Leiam na íntegra" texto em que fala de Sócrates - Politica - DN

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CV(ASemana):Reforma do Estado precisa-se

Reforma do Estado precisa-se. Este é o entendimento dos partidos da área do poder, através dos seus principais representantes junto da Comissão Eventual da Reforma do Parlamento (CERP). O PAICV tem, no entanto, uma posição mais moderada no tocante aos gastos com a classe política, ao lembrar que ninguém põe em causa os custos maiores com a realização das eleições, que decorrem do sistema democrático implantado no país. Mais radical está o MpD, que quer ver reduzida a composição da Assembleia Nacional – de 72 para 56 deputados – e exige um governo de 10 ou 11 ministros.

Reforma do Estado precisa-se
O presidente da CERP, Arnaldo Andrade, explica que a reforma em curso no país, a começar pelo parlamento, está concebida no sentido de se procurar uma ‘maior eficiência’ de funcionamento e de resultados (produtividade) para a democracia e o Estado de Direito.
“É muito redutor ver isso como uma mera questão de dinheiro. Se fosse só uma questão de gastos, reduzia-se tudo, mesmo a democracia e o Estado de Direito. E isso está fora de questão. A Constituição da República de Cabo Verde não permite ‘cortes’ na democracia. As eleições custam muito mais caro ao Estado, mas não vejo ninguém a sugerir que deixemos de as fazer”, salienta o deputado tambarina.
Arnaldo faz questão de realçar que os resultados da sondagem de Afrobarómetro revelam claramente que a maioria da população cabo-verdiana prefere a democracia a qualquer outro regime. “E a população não abre mão disso. Outro fenómeno sociológico bem diverso é a disputa do poder político, altamente simbólico, pelas elites. Isso existirá sempre e as eleições serão, por isso, sempre bem-vindas para todos”, conclui a mesma fonte, para quem a Comissão da Reforma do Parlamento tem apenas de estudar os problemas e propor cenários de decisões a serem tomadas pela Assembleia Nacional, dentro em breve.
O representante do MpD na CERP, Jorge Santos, propõe, por seu turno, uma reforma profunda do Estado de Cabo Verde. Tudo com o propósito de se adaptar o sistema político nacional e as autarquias às condições arquipelágicas do país.
“Temos um aparelho político-administrativo demasiadamente grande, a começar pela Assembleia Nacional. O povo pode estar bem representado com um parlamento composto por 56 deputados. Mas o estatuto dos deputados deve ser revisto. O Estado deve, com efeito, criar condições dignas para os deputados desempenharem as suas funções, contemplando o regime de exclusividade e incompatibilidades no exercício de tal cargo. O estatuto remuneratório dos parlamentares deverá ser adaptado a esse novo regime. Isto para que a AN possa exercer mais eficazmente a sua função enquanto fiscalizador da acção governativa”, pontua o eleito ventoinha.
Jorge Santos defende a introdução de outros elementos novos que possam reconfigurar o Estado de Direito Democrático e reduzir ainda mais as despesas com o seu funcionamento. “Cabo Verde pode, à semelhança do Luxemburgo, funcionar com um governo de entre 10 e 11 ministros. Pode-se também diminuir direcções-gerais e institutos públicos. O Estado deve, por outro lado, criar um novo nível de poder, as regiões político-administrativas em cada ilha. O poder central vai reduzir os custos, com a transferência dos serviços desconcentrados do Estado para essas regiões (saúde, ensino secundário, ambiente, infra-estruturas, abastecimento de água, hospitais regionais, etc)”, perspectiva o parlamentar da oposição.
Mas as ideias reformistas de Jorge Santos não ficam por aqui. Este eleito da nação diz ser necessário intensificar a governação electrónica para baixar os custos com a administração pública e modernizar o poder local, para mitigar as despesas com as autarquias. Isto sem contar a reforma das Forças Armadas, em que o Estado poderá disponibilizar mais meios para a Guarda Costeira e reforçar a sua intervenção na Zona Económica Exclusiva e territorial de Cabo Verde.
Este jornal tentou ouvir o representante da UCID na comissão parlamentar da reforma, mas tal foi impossível. Mesmo depois de colocada a questão por escrito, o deputado João Santos Luís alegou que não estava a entender a celeuma suscitada à volta dos gastos da classe politica e da necessidade de reformar o Estado. O partido de António Monteiro ficou, assim, à margem deste debate.
ADP
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article73848&ak=1

segunda-feira, 12 de março de 2012

Bélgica pede julgamento de antigo presidente do Chade - JN

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Vítima de ataque com ácido confronta agressor em tribunal - Globo - DN

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Magistrados lusófonos fundam associação - Angola - Sol

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Angola:Bloco Democrático acusa governo de tentar matar o seu secretário-geral

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Anacom atribui licenças da banda móvel 4G - Economia - Notícias - RTP

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ONU e EUA apelam ao fim da violência na Síria - Mundo - Notícias - RTP

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Director da PSP preocupado com escassez de meios

Director da PSP preocupado com escassez de meios: Estamos preocupados, estamos atentos e estamos a resolver as situações que vão surgindo de acordo com os mecanismos que a lei permite, diz Paulo Gomes, que esteve reunido com o Presidente da República.

Ainda à rasca

Ainda à rasca: Foi há um ano. Milhares de pessoas – mais de duzentas mil só em Lisboa, pelas contas da organização – saíram à rua na manifestação que reuniu a chamada geração à rasca. Os três organizadores continuam em situação precária.

Empresário desvaloriza amuo de Rolando

Empresário desvaloriza amuo de Rolando: O central não escondeu o desagrado por ter sido substituído por Vítor Pereira, durante a 2ª parte do FC Porto-Académica, quando os dragões perdiam por 0-1. Cardoso da Silva considera que se está a fazer uma tempestade num copo de água.

CV(Liberal):CRISTINA DUARTE E JOSÉ MARIA VEIGA NEGOCEIAM AVIÕES VELHOS PARA A TACV

Ministros passam por cima do PCA da empresa e lesam o Estado de Cabo Verde 
O negócio da aquisição de três aviões tresanda a ilegalidades só vistas num país onde as leis não são respeitadas e os governantes não são responsabilizados

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Praia, 12 de Março 2012 - O negócio entre a transportadora aérea nacional, a TACV, e a International Lease Finance Corporotion (ILFC) para aquisição de três aviões Boeing pode vir a ser considerado “nulo”, porque o governo cabo-verdiano andou a negociar directamente com aquela empresa norte-americana, em vez de ser a própria administração a fazê-lo, soube Liberal através de uma fonte que nos forneceu documentos comprovativos.
Segundo os documentos e fontes conhecedoras deste processo, o facto de os ministros Cristina Duarte e José Maria Veiga serem - junto com apenas uma administradora da empresa, Georgina Melo - os negociadores, “pode dar bronca” no negócio. Aliás, diz um jurista contactado por Liberal, “uma coisa destas só pode acontecer porque os ministros envolvidos são ignorantes e muito mal assessorados, ou porque se acham no direito de fazer o que bem entenderem, mesmo lesando o Estado em vários milhões”.
É que, de acordo com os estatutos da empresa, só os administradores têm a prerrogativa de gerir os destinos da TACV. E, no que diz respeito a este tipo de decisão, a TACV apenas se obriga através da assinatura de dois administradores, o que não aconteceu. As nossas fontes garantem que Cristina Duarte ultrapassou António Neves, o então presidente, que só veio a saber do negócio muito mais tarde.
A ministra Cristina Duarte, mais uma vez, mostra que faz o que quer e como quer, mesmo que para isso provoque prejuízos a Cabo Verde. Liberal está na posse de documentos, a este nível, comprometedores para a ministra e para o governo.

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Num país sério, onde as leis são cumpridas, Cristina Duarte e José Maria Veiga teriam que ser punidos por prejudicarem o Estado de Cabo Verde ao assinarem um acordo que, seguramente, nos termos em que foi feito, irá lesar seriamente o erário público.
Sem prejuízo de futura análise jurídica do documento em apreço, avançamos hoje com uma análise factual do seu conteúdo, escalpelizando as dúvidas que nos suscita, tendo em conta os termos em que foi rubricado por Duarte e Veiga, como já se disse ultrapassando o PCA da TACV e violando os estatutos da empresa, centrando no governo uma competência que este não tem.
A 2 de Novembro de 2011, tanto a ministra das Finanças como o das Infra-estruturas e Economia Marítima assinaram com a administradora para a área comercial uma proposta para aquisição dos dois aviões, Boeings 737-800, mais um Boeing 767-200ER que era para ser entregue à TACV a 15 de Janeiro deste ano e que, porque o negócio é de tal forma nebuloso, nem avião, nem outra coisa e muito provavelmente Cabo Verde vai ter que desembolsar uns milhões de dólares.
“O negócio foi de tal forma feito que à TACV não resta argumento nenhum para obrigar a ILFC a entregar avião coisa nenhuma”, garante um jurista que explica que “muito pelo contrário, esta empresa já está a exigir a Cabo Verde mais dinheiro (milhões de dólares) pelos prejuízos que reclama estar a sofrer com o incumprimento da TACV (leia-se de Cristina Duarte e de José Maria Veiga).
DUARTE E VEIGA ADQUIRIRAM “SUCATA”
De acordo com documentos na nossa posse, os aviões que os dois ministros querem adquirir são velhos, mais velhos que os que temos. O Boeing 767-200ER, por exemplo, foi construído em 1984 (um avião com 28 anos). O valor proposto pela ILFC para a venda do avião foi de 11 milhões de dólares (mais ou menos 800 mil contos).

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E mesmo em relação aos outros dois aparelhos, os Boeings 737-800 o governo também tenta guardar segredo sobre a idade dos mesmos. Liberal está em condições de dizer que ambos são usados e velhos. O primeiro, que deveria ser entregue à TACV a 8 de Maio vai fazer 12 anos em Novembro deste ano (foi fabricado em 2000); e o outro, o que seria entregue também nos Estados Unidos da América, a 24 de Julho próximo é ligeiramente mais novo, mas em Julho deste ano faz 11 anos que o Boeing 737 saiu da fábrica.
O leasing de ambos deve terminar em 2018 vai custar aos cofres da TACV perto de 50 mil contos mês, e a nossa companhia vai ser obrigada a pagar um depósito de segurança no valor de 930 mil dólares por aparelho (mais de 76 mil contos, cada) em três tranches. Para não falar das rendas mensais que a TACV é obrigada a pagar pela utilização dos motores, trem de aterragem, como aliás acontece em quase todos os contratos do género.
No documento assumido pelos dois ministros, ficou também acordada uma comissão de 25 mil dólares por cada aparelho que será entregue a Cabo Verde, sem contudo adiantar a quem deve ser atribuído esse montante (à volta de 4 mil contos)…
Se necessário voltaremos a este tema, sendo certo que é fundamental a responsabilização dos agentes políticos que governam o País.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=35366&idSeccao=542&Action=noticia

CV(Expresso):Mirri Lobo e Jay foram os grandes vencedores da II gala dos CVMA

CULTURA

Mirri Lobo foi o grande vencedor da II gala dos Cabo Verde Music Awards, CVMA 2012, que foi realizada ontem na Assembleia Nacional. Jay venceu em todas as categorias para as quais foi nomeado. Dina Medina, Kim Alves e Tcheca conquistaram dois prémios cada.
A gala teve início às 22 horas, com a subida ao palco de Alberto Koenig, Eunice Vieira e Lucy, em homenagem a falecida cantora Cesária Évora. O cantor Bana recebeu o Prémio Carreira, na semana em que completa 80 anos de vida.
Mirri Lobo foi o artista que conseguiu levar para casa mais prémios: de Melhor Música do Ano, Melhor Álbum Acústico, Melhor Voz Masculina e Melhor Coladeira. Jay foi também vencedor em todos as categorias em que foi nomeado: Melhor Álbum Electrónico, com a música, "Sempre Bandidos", Melhor Rap/Hip Pop, e Melhor Reggae/R´n´B.
Kim Alves, Tcheca e Dina Medina foram outros vencedores da noite, ao arrecadar dois prémios cada. Kim Alves foi galardoado como Melhor Instrumentista e Melhor Produtor Musical, Tcheca recebeu dois prémios, de Melhor Batuque Kola Sanjon e melhor Funaná e Dina Medina foi vencedora na categoria de Melhor Morna e Melhor Voz Feminina.

Nas votações em que o público e o júri, votaram cinquenta por cento cada, o grupo Ferro Gaita recebeu prémio de Melhor Banda ao Vivo e o artista Jorge Neto recebeu o prémio de Melhor Artista em Palco. Estes artistas foram vencedores do mesmo prémio, na I gala, que aconteceu no ano passado.
Adalberto Silva (Betú) foi galardoado com o prémio de Melhor Compositor, Steve Andrade foi premiado como Melhor Animador (Comunicação Social), e Ivan Lluv recebeu o Prémio de Melhor DJ.
O prémio de melhor DVD foi para "Best of" da cantora Lura, Ilo Ferreira, recebeu o prémio de Artista Revelação, e o prémio de Melhor Videoclipe foi para os La MC Malcriado com o tema "Lusofonia".
Este ano foi introduzido a categoria Prémio Sapo Awards, para premiar o artista mais popular, e o prémio foi para Ricky Boy. Denis Graça, nomeado na categoria de Melhor Música, acabou por vencer com o mesmo tema na categoria de Melhor House.

Foto: SAPO.cv
11-3-2012
Dulcina Mendes, Redacção da Praia
http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/go/mirri-lobo-e-jay-foram-os-grandes-vencedores-da-ii-gala-dos-cvma

CV(Expresso):Autárquicas’ 2012: Orlando Balla tem todas as condições para vencer Camilo Gonçalves - Carlos Veiga

 Política 
O presidente do Movimento para a Democracia (MpD - oposição), Carlos Veiga, defendeu este domingo,11, que o candidato do seu partido às eleições autárquicas deste ano na Brava, Orlando Balla, tem todas as condições para derrotar o edil Camilo Gonçalves.

Carlos Veiga falava à imprensa, na cidade de Nova Sintra, após a presentação pública do candidato do seu partido à presidência da Câmara Municipal da Brava nas eleições que, de acordo com a lei, deveräo ser realizadas num domingo entre 17 de Maio e 17 de Julho próximos.
Para Carlos Veiga, Orlando Balla tem uma visão e forma de relacionar com as pessoas que, segundo ele, "é muito importante" principalmente numa ilha com a morabeza da Brava" e que, "sem dúvidas, está perfeitamente ao alcance de derrotar Camilo Gonçalves".

Carlos Veiga explicou que a escolha do seu partido recaiu sobre Orlando Balla devido a sua personalidade, porque foi o candidato com as maiores preferências e o apoio de "quase a totalidade" dos membros da Comissão Política local do MpD.
O presidente do principal partido da oposição disse acreditar que, com Orlando Balla na Câmara Municipal, e David Gomes na Assembleia Municipal, Brava vai ganhar porque a equipa vai dar "um contributo fundamental para que a ilha saía do esquecimento e marasmo em que se encontra".

O líder do MpD reafirmou que o seu partido tem como meta nas autárquicas deste ano manter as actuais Câmaras e conquistar "mais algumas", geridas pelo Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) e que Brava pode ser uma delas.
Já no seu discurso de apresentação, Orlando Balla fez saber que se candidatou à Câmara Municipal da Brava porque acredita que "é possível e é preciso mudar de rumo, políticas e fazer mais e melhor", sendo que o principal objectivo é "valorizar os bravenses e desenvolver a ilha".
Orlando Balla promete intervir entre outras, nas áreas no saneamento, saúde, transporte e educação.
Em 2008, o MpD conquistou 11 Câmaras Municipais, contra as dez conseguidas pelo PAICV e viu ainda a candidatura independente que apoiou vencer as eleições na ilha do Sal.
http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/go/autarquicas--2012--orlando-balla-tem-todas-as-condicoes-para-vencer-camilo-goncalves---carlos-veiga

Abbas tem pronta carta a anunciar dissolução da Autoridade Palestiniana - Mundo - Notícias - RTP

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50 personalidades pedem à ONU para retirar "licença para matar" a Assad - JN

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:.: Tamara Ecclestone sem vergonha de ser privilegiada - Jogo da vida - Jornal Record :.:

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UNITA e Bloco Democrático condenam ação "brutal" e "ignóbil" na repressão de sábado aos manifestantes - Mundo - Notícias - RTP

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Sarkozy ameaça retirar França do espaço Schengen de livre circulação - Mundo - Notícias - RTP

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PR:DISCURSO NA SESSÃO SOLENE DE BOAS-VINDAS - Paços do Concelho de Santa Catarina (Santiago) - 8 e 9 de Março de 2012


A mim djam queria ser um poeta/ Pam faze um mar de poesia/Pam compara ess bô beleza c`natureza/Parcem nem mar nem lua cheia/Nem sol brilhante nem note serena / Ta compara c`formusura di bô corpo

Este é seguramente um trecho de quem, como Paulino Vieira, é capaz de criar o belo a partir do nada, de quem tem a capacidade de captar de modo tão simples e simultaneamente tão profundo, o que todos sentimos mas nem sempre conseguimos exprimir.

No dia de hoje não é possível deixar de me lembrar de entes queridos meus, mulheres, e, através deles, abarcar com um olhar maior que o mundo, as mulheres de Santa Catarina, as mulheres de Santiago, as mulheres de Cabo Verde que, neste nosso querido país e em praticamente todo o planeta, vão carregando as nossas dores, as nossas angústias, as nossas vitórias, as nossas esperanças. Mais: é impossível não reconhecer as vitórias protagonizadas por milhares de mulheres ao longo dos anos. A fixação de uma data para celebrar a mulher é o reconhecimento e o coroamento de um longo processo de organização e luta das mulheres, na maior parte dos países do mundo, e que merece, além da nossa exaltação, toda a nossa colaboração. Muito já foi conquistado, mas muito ainda há para ser feito no combate ao preconceito e à desvalorização da mulher em nossas sociedades. 

No dia de hoje, há que homenagear as mulheres do mundo inteiro, reconhecer de forma inequívoca a grande importância que assumem no mundo de hoje e assumir que, no mundo tão conturbado e contraditório em que vivemos, são, de facto, uma das grandes esperanças da humanidade, pois a hegemonia masculina, que ainda se estende por todo o planeta, tem-nos conduzido por caminhos perigosos em termos de relações entre pessoas, entre países, de relações com a natureza, fazendo perigar, a prazo, a nossa própria sobrevivência.

No dia de hoje, há que saudar as mulheres de Cabo Verde. Entre nós as mulheres sempre trouxeram às costas ou ao colo este país. Sempre foram o rosto e o suor desta terra que nem sempre lhes deu o melhor. Igualando e muitas vezes ultrapassando os homens em sacrifícios, em sofrimento e em capacidade, foram, com eles, por vezes com uma entrega que roça o heroísmo, criando esta realidade, construindo esta terra, edificando a nossa cultura, para nem sempre receberem o devido, por direito. 

O abastecimento dos mercados onde adquirimos os bens e produtos essenciais à nossa restauração é uma das grandes obras das mulheres anónimas deste nosso Cabo Verde. E as estatísticas do emprego não são piores do que são graças às actividades dessa parcela importantíssima da nossa Nação que, sem alarido, gera postos de trabalho em números que espantaria muita gente. A estas heroínas, que andam por Dakar, Fortaleza e S. Paulo, Lisboa, Madrid, Paris, Londres e Amsterdão, que já foram assinaladas em Joanesburgo e na Cidade do Cabo e em Telavive, fazendo negócios, presto a minha mais sincera homenagem.

Mas, se no dia de hoje, oito de Março, a luta titânica das mulheres deve ser colocada em primeiro plano, se como dizia o poeta, elas devem no “ Jardim do futuro criar o seu canteiro”, esta perspectiva só tem sentido se o futuro começar hoje, ou mais propriamente, se atentarmos para o facto de que, em boa verdade, este futuro já se iniciou, enquanto entrega, enquanto busca de uma vida melhor, enquanto luta por vezes com contornos plasticizados, diria, por um lugar no mundo que vá para muito além da condição de musa inspiradora.

Minhas senhoras, caras amigas, meus senhores,
Ainda que a realidade aponte nessa direcção, ainda que os factos devam ser verificados, se possível na sua objectividade, confesso que tenho alguma dificuldade em falar de avanços em termos de relações de género;
a minha dificuldade radica no facto de ter de aceitar uma perspectiva evolutiva, perante uma realidade que deveria ter uma solução radical, imediata, irreversível. É evidente que os processos sócio-culturais não podem ser apreendidos e equacionados num óptico voluntarista; mas devemos, igualmente, nos precavermos contra a tendência para nos comprazermos com avanços reais, ainda que limitados, justificados por dificuldades que ainda subsistem.

Com esta observação pretendemos alertar para o facto de se evitar a postura de se esperar que, por inércia, medidas mais gerais e transversais, não obstante importantes, como as aplicadas no sector da educação ou da saúde reprodutiva, por exemplo, por si só resolvam a complexa questão da relação género no nosso país. Aliás, a posição de instituições com particular responsabilidade nessa matéria, como o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e a Equidade do Género (ICIEG) é muito clara a esse respeito; isto é, ao mesmo tempo que se saúdam as medidas globais que têm influência positiva nas relações de género, são propostas intervenções específicas que têm em vista combater as desigualdades inaceitáveis existentes pelas vias da investigação, assistência, legislação e capacitação dos vários intervenientes na matéria. 

Aproveitamos a oportunidade para saudarmos o meritório trabalho que esse instituto tem vindo a realizar em prol da construção de relações mais saudáveis, igualitárias e humanas entre mulheres e homens na nossa sociedade. 

Igualmente, através da Morabi, OMCV, VERDFAM e Laço Branco, e outras instituições, homenageamos as diversas organizações da sociedade civil que, no dia-a-dia, contribuem para edificação de uma sociedade em que a Cidadania Democrática impregne também os gestos, as atitudes, os afectos, o ser e o estar de todas as pessoas, em quaisquer circunstâncias.

Não é possível, nesta data simbólica deixar de enaltecer a luta que as mulheres cabo-verdianas, ao lado dos homens, vêm desenvolvendo para que a que igualdade, consagrada na Constituição e nas demais leis, extravase, em permanência, as páginas desses importantes institutos e impregnem o quotidiano de cada um. Há que realçar os importantes avanços conseguidos na vida política e que continuam a ser perseguidos por iniciativas de organizações como a “Rede de Mulheres Parlamentares” que iniciou recente campanha de modo a aumentar o número de mulheres nas listas para as próximas eleições autárquicas no país.

Entendemos que uma grande prioridade deve continuar da ser concedida à grave problemática da violência baseada no género, nas vertentes educativa, de aperfeiçoamento e efectivação da legislação pertinente e, fundamentalmente, na criação de condições para um rápido e real acolhimento e amparo das vitimas da violência baseada no género. Urge pôr de pé um sistema credível e eficiente de acolhimento e protecção das vítimas dos crimes de VBG. Não se trata de mero detalhe. É um aspecto fundamental. Mormente tendo em conta a vulnerabilidade e a dependência das vítimas da violência baseada no género.

As possibilidades de sucesso no combate à violência baseada no género terão sido potenciadas com a adequação do quadro legal regulador da matéria. Importará, todavia, que todos, poderes e sociedade civil, ofendidos e testemunhas, se disponibilizem para o bom combate contra aquilo a se poderia qualificar, sem tibiezas, como uma inqualificável vergonha nacional.

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago,
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Santa Catarina,
Exmos. Senhores Eleitos municipais,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

É com enorme satisfação que dou início a esta visita a este concelho, durante a qual pretendo aprender o modo como a sua valorosa gente vem perspectivando os grandes desafios que se perfilam e construindo um futuro que se adivinha promissor para o Concelho e para a região norte da ilha.

Agradeço as amáveis palavras que me foram dirigidas e interpreto-as como um incentivo para prosseguir nesta senda de, junto das pessoas, conhecer melhor as realidades - por vezes muito duras do nosso meio - mas também de com elas beber essa força interior tão peculiar da gente trabalhadora deste imponente pedaço de Cabo Verde.

Esta relação é de suma importância num contexto de apreciáveis constrangimentos que condicionam as nossas actividades mas que também convida à perseverança, à criatividade e à ousadia, pois, por vezes, as dificuldades obrigam-nos a combater a inércia e a indagar em que medida as opções, práticas e comportamentos são as mais consentâneas com a realidade a transformar.

Minhas Senhoras e meus Senhores,
O Concelho de Santa Catarina é, sem dúvida, um dos mais emblemáticos de Cabo Verde. Pela importância económica que sempre teve no contexto nacional, pelas contribuições marcantes ao nível da cultura, pelas figuras de proa que se têm imposto no cenário nacional, pelo seu papel de grande articulador económico e social de toda a região norte, ele tem todas as condições para ser o grande elo entre as regiões norte e sul da ilha e, eventualmente, a vizinha ilha do Maio.

Mas se no plano interno esse papel pode assumir grande relevo, a estreitíssima relação que o Concelho mantém com a sua grande diáspora deverá continuar a ser incentivada no sentido da atracção do investimento mas também na perspectiva da intensificação e aprofundamento da cooperação descentralizada bem como do aproveitamento de gente originária do Concelho mas radicada no exterior e detentora de conhecimento nas mais diversas áreas. 

A Santa Catarina do futuro que está a começar tem de ter a ambição de ter o concelho e a região por base, a ilha e o país por referência e o mundo por horizonte. [Diria, no bordejo de poema de assomada nocturna, insinuar-se para além da ilha.] 

Mas essa perspectiva deve ser criada a partir da resolução de problemas locais e das respostas a inquietações e questionamentos que se inscrevem no dia-a-dia das pessoas e dos responsáveis e que, em grande parte, ultrapassam a capacidade material e institucional do poder local.

Minhas Senhoras e meus senhores,
Sendo um Concelho agrícola por excelência, a agricultura e a pecuária devem merecer atenção especial, tendo como fim a sua modernização, com destaque para o acesso a água. Este é um dos grandes condicionalismos que afecta de modo particular essas actividades e que, juntamente com as dificuldades de escoamento dos produtos, impedem que a produção local, para além de assegurar o abastecimento do mercado da Praia, seja também direccionada para as ilhas com maior afluxo de turistas.

A actividade piscatória, pelos rendimentos e postos de trabalho que pode gerar, mas sobretudo pelo grande impacto na dieta alimentar da população, reclama medidas sistemáticas, que passam pela formação, organização e melhoria das condições de captura e conservação do pescado. 

De entre o rol de problemas locais que devem merecer atenção particular,
avulta a complexa questão do desemprego que afecta inúmeros chefes de família e atinge, de forma particular, a juventude.

Temos sempre defendido que, sem um crescimento robusto e sustentado da economia, não será possível debelar a crise do emprego; temos advogado que, nesta matéria, não existem milagres possíveis. Entretanto temos também alertado para a necessidade de medidas que estimulem a criação de postos de trabalho, quer através de incentivos a empresas que os criem especialmente para jovens, quer através de articulações com as Câmaras Municipais que conhecem melhor do que ninguém a realidade local.

Minhas senhoras e meus senhores,
É tão comum quanto errada a afirmação segundo a qual determinados males sociais são preços inevitáveis do processo de desenvolvimento, do progresso. Esta postura tem a perigosa consequência de passar a mensagem segundo a qual determinados fenómenos são uma fatalidade e em relação às quais nada há a fazer. 

Convém clarificar que existem processos de desenvolvimento (ou melhor de crescimento) que estimulam as desigualdades sociais, fomentam a exclusão social e por isso alimentam tais males. Temos de ter a consciência de que, entre nós, as desigualdades sociais, que são grandes, não cessam de crescer, tornando-se comunitariamente insuportáveis; se é verdade que tal facto não é determinante do actual estado de coisas, também não deixa de ser verdade que pode favorecer determinadas manifestações sociais como a violência, a insegurança o uso de substâncias psicoativas, particularmente entre os mais jovens.

Santa Catarina, especialmente a cidade do Planalto, vem sendo assolada por esses fenómenos, possivelmente agravados pela deficiente iluminação pública e pelas constantes interrupções no fornecimento de energia eléctrica, o que tem dificultado, de forma significativa, o dia-a-dia das pessoas. .

Continuamos a defender que medidas preventivas devem ser sistematicamente adoptadas, - em termos de adequação do modelo de desenvolvimento, de educação, de ocupação de tempos livres, do incentivo a práticas solidárias -, simultaneamente à melhoria significativa da capacidade técnica, científica e operacional de investigação e intervenção das forças policiais. Insistimos na necessidade do reforço dos efectivos, da opção pelo aprofundamento efectivo do policiamento de proximidade. 

Tendo em conta a complexificação da realidade do Concelho acreditamos que não seria irrazoável ou até irrealistas encarar-se a possibilidade de criação, aqui neste concelho, de uma delegação da Policia Judiciária.

Minhas senhoras e meus senhores,
O futuro próximo do nosso país está inexoravelmente dependente das opções que viermos a fazer em matéria de redefinição das relações entre os poderes central e local, com reflexos na caplilarização do poder até as comunidades de mais reduzidas dimensões.

Nesta linha apraz-me registar a disposição do Governo de aumentar a participação dos municípios nos recursos do Fundo de Financiamento Municipal, de 10 para 17 por cento. Há muito que se considerava necessário um aumento dos recursos para os municípios. Sugere-se que, tão cedo as condições financeiras do país o permitirem, se encare a possibilidade de a participação dos municípios nas receitas do Estado seja ainda maior.

A Lei das Finanças Locais estabelece que dos 17% de receitas destinadas aos municípios, 5% estarão consignadas a finalidades fixadas na mesma Lei. A medida merecer-me-á os maiores encómios se vier a traduzir em um primeiro passo para uma nova experiência na elaboração do Orçamento de Investimentos do Estado, qual seja a da participação dos municípios na sua elaboração e costura final. Seria vantajoso para o país, como um todo, e para as comunidades, em particular, a opção por um orçamento participativo em matéria de investimentos públicos.

Chamamos a atenção dos autarcas para o desafio que isso representará para eles. É que se o Governo da República se abrir à participação dos municípios na costura do seu orçamento de investimentos, os Presidentes de Câmara estarão sendo desafiados a abrirem os respectivos orçamentos de investimentos à participação das associações de desenvolvimento comunitário e outras OSC, hoje, e às Juntas de Freguesia, mais tarde, quando o processo de descentralização conduzir à emergência de autarquias infra-municipais.

Acreditamos que uma maior disponibilização de recursos aos municípios poderá constituir uma via que contribua para respostas mais atempadas, e, portanto, mais eficientes, em áreas sensíveis como a luta contra o desemprego, a assistência social ou a habitação social.

No debate sobre a descentralização, que deve ser encardo nas perspectivas supra e inira municipal, a complementaridade entre os municípios do norte de Santiago e possivelmente com a ilha do Maio deve ser tido em linha de conta , bem como a ilha de Santiago como um todo.

Acreditamos que a experiencia na área da Saúde que tem procurado integrar os municípios do norte de Santiago, com a criação de uma região sanitária, deve merecer aturada reflexão. Se a nível dos cuidados primários, se verificam ganhos evidentes, o mesmo não se poderá dizer no concernente aos cuidados diferenciados, objectivo central do processo. De entre as razões que poderão explicar esta realidade há que indagar em que medida se repercute a não participação efectiva do poder local no processo.

Minhas senhoras e meus senhores,
Temos plena consciência de que os grandes objectivos de desenvolvimento deste Concelho de grandes dimensões, com uma população apreciável e dispersa, apenas poderão ser atingidos se houver um esforço coordenado de todos, mas especialmente entre o Governo da República e a Executivo Municipal. Penso que esta concertação deve ser procurada em permanência e reitero a minha total e leal disponibilidade para facilitar e potenciar um tal entendimento, se tal for considerado útil e necessário. 

Esperamos sinceramente que estes dois de dias de convívio convosco contribuam para o meu enriquecimento pessoal, na perspectiva de um envolvimento cada vez maior com os anseios, as expectativas e as certezas das gentes desta parcela do nosso chão que, na tabanca, no batuque, no funaná, mas igualmente no teatro e na literatura, recriam essa alma tão rica, pujante e diversificada que inspirou o trovador da liberdade e da democracia que foi Norberto Tavares. De uma gente, como a de Santa Catarina, que, à sua maneira, tanto deu e se entregou aos combates pela dignidade, pela independência e pela liberdade. 

Por fim duas notas: uma em tom pessoal para lembrar esta terra que me diz muito. Terra onde, adolescente, passava algumas de minhas férias (Nhagar).– Assomada, Nhagar, Suduguna, Achada Lém e Pedra Barro – bocados de memória de um tempo que me proporcionou aprender com muitos outros a “conspirar” pelo sonho da independência e pelo sabor então indizível da liberdade. 

A outra, de simbólica homenagem nesta terra de Santa Catarina a uma mulher, Nha Ana Veiga, e através dela, a todas as mulheres deste chão, pelo que representaram a revolta dos rendeiros de Ribeirão Manuel, passados 102 anos, e o lema « Aqui não há negro, não há branco, não há rico, não há pobre... somos todos iguais!", em direcção à cadeia de Cruz Grande .

Omi faka, mudjer matxadu, mininus tudu ta djunta pedra"

Muito obrigado

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domingo, 11 de março de 2012

Núcleo duro de Sócrates unido em ataque violento a Cavaco - Política - PUBLICO.PT

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Académica empata no Dragão - FC Porto - Desporto - RTP

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Jay & Bandidos - No More Troubles

CV-Mirri Lobo e Jay dominam a Gala CVMA de 2012


Mirri Lobo é o artista que mais prémios leva para casa nesta segunda edição dos CVMA 2012. Já Jay consegue igualmente uma grande vitória ao vencer em todas as categorias em que foi nomeado. Dina Medina, Tcheka e Kim Alves levam para casa dois galardões cada. A segunda Gala dos Cabo Verde Music Awards, que teve lugar no dia 10 de Março na Assembleia Nacional, terminou depois da uma da manhã.

A segunda edição dos prémios da música cabo-verdiana levou muitas personalidades à Assembleia Nacional, que foi pequena para receber tanta gente. Entre artistas e público geral, estiveram presentes na plateia tanto o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, como o Primeiro-ministro, José Maria Neves, e o presidente da Assembleia Nacional, Basílio Ramos.

O evento, que contou com a tradicional passadeira vermelha, arrancou por volta das 22h00, com uma homenagem à Diva dos pés descalços, Cesária Évora, que faleceu em Dezembro último. Entre as vozes em palco estiveram Alberto Koenig e Eunice Vieira.

A gala foi apresentada pela dupla Maria João Silveira, jornalista de origem cabo-verdiana da RTP África, e Waldemar Pires, pivot da TCV. Milhares de cabo-verdianos acompanharam a gala que foi transmitida em directo pela TCV mas também online pelo SAPO.

A noite contou com vários momentos musicais. Actuaram os quatro artistas nomeados para a categoriaMelhor Música do Ano. Dina Medina recebeu uma ovação em pé pelo tema “Fidju Magoado”. Mirri Lobo foi igualmente muito aplaudido e foi este cantor salense que acabou por vencer a categoria com o tema “Incmenda di Terra”.

Dina Medina foi a única voz feminina a receber dois galardões na noite da Gala: Melhor Morna para“Fidju Magoado” e Melhor Voz Feminina. A cantora protagonizou um grande momento da noite com a performance do tema “Fidju Magoado”. Dina mostrou-se muito emocionada ao receber os galardões, um deles que recebeu das mãos do Primeiro-ministro, José Maria Neves.

Mirri Lobo venceu mais três prémios: Melhor Álbum Acústico para “Caldera Preta”, Melhor Voz Masculina e Melhor Coladeira com “Incmenda di Terra”.

Já Denis Graça também nomeado na categoria de Melhor Música acabou por vencer com o mesmo tema a categoria de Melhor HouseMário Lúcio igualmente nomeado com o tema “Mar di Tarrafal actuou por último e contou no coro com o filho Alberto Koenig para além de outras vozes. O também ministro da Cultura, que fez questão de salientar que estava presente na cerimónia enquanto artista, acabou por não vencer em nenhuma das quatro categorias em que esteve nomeado.

O convidados da noite, o angolano Matias Damásio, e a moçambicana Lizha James, também actuaram na noite da Gala, bem como o colectivo nacional Rapaz 100 Juiz e Éder Xavier.

Jay foi também um grande vencedor ao ser galardoado em todas as categorias em que foi nomeado: Melhor Rap/Hip Hop para o tema "Obi mas un peça", Melhor Reggae/R n’B para a música "Eli", Melhor Álbum Electrónico para o álbum "Sempri Bandidos". O artista agradeceu aos seus fãs mas também aos “Bandidos”, a sua banda que não pode estar presente.

Nas categorias de voto popular, Mirri Lobo venceu o prémio mais aguardado da noite – de Melhor Música do Ano com “Incmenda di Terra”, uma escolha da inteira responsabilidade do público. Já nas restantes três categorias, em que o voto foi de 50 por cento para o público e 50 por cento para o júri, houve dois vencedores repetentes: Melhor Artista em Palco foi, pelo segundo ano consecutivo, Jorge Neto, e os Ferro Gaita venceram novamente o prémio Melhor Banda ao Vivo. O Melhor DJ foi para o Ivan Lluv que começou a sua carreira em 1989.

A instituição Aldeias SOS de Cabo Verde foi a parceira de Responsabilidade Social da segunda edição dos prémios. Dionísio Pereira, director nacional da instituição, anunciou na Gala que a apresentador Maria João Silveira aceitou o desafio de ser Embaixadora da Boa Vontade das Aldeias SOS. Pereira entregou igualmente o Prémio Acção Social ao músico Bob, um artista que cresceu nessa instiuição.

A noite dos CVMA foi dominada pela classe masculina, à excepção de Dina Medina, apenas a cantora Lura venceu o prémio de Melhor DVD com o trabalho “Best of”, que entretanto não foi receber por motivos de agenda.

Tcheka foi outro vencedor da Gala nas categorias de Melhor Funaná com a música “Forti bu dam ku stango” e Melhor Batuku/Kola Sanjon com o tema “Fla mantenha”. O músico não conseguiu estar presente na gala porque o seu voo foi cancelado, tendo sido representado pela sua esposa e filho.

Kim Alves sagrou-se também vencedor ao receber dois prémios: “Melhor Produtor Musical” pelo trabalho no CD de Bob “Rapacinho Lantuna” e Melhor Instrumentista pela participação no disco de Mirri Lobo “Caldera Preta”.

Beto Dias
, um dos grandes vencedores da gala CVMA 2011, também ausente do show venceu a categoria deMelhor CaboZouk/CaboLove com a música “Nos Amor tem futuro”.

Já o filho de São Vicente, Ilo Ferreira, é o Artista Revelação. Já Melhor Videoclipe foi para os La MC Malcriado com o tema “Lusofonia”.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a atribuição do Prémio Carreira ao Bana, o embaixador da música cabo-verdiana que por motivos de saúde não pode estar presente. O prémio foi recebido pelo manager Luís Fortes que agradeceu a homenagem. O público acabou mesmo por cantar os parabéns ao “gigante da música cabo-verdiana” que completou 80 anos no dia 11 de Março. Bana comoveu a plateia com uma mensagem de agradecimento transmitida no evento, onde o cantor lembrou com emoção o quanto gosta da sua terra e da sua gente.

Este ano igualmente categorias novas é o caso deMelhor Compositor que foi para o Adalberto Silva, mais conhecido por Betu, pelo tema “Nos Fé” de Mirri Lobo; Melhor Animador (Comunicação Social) que foi para o carismático Steve Andrade;  Melhor Reggae/R’n’B que teve como vencedor o Jay; Melhor House foi para Denis Graça. 

Outro prémio novo foi SAPO Award cujo vencedor foiRicky Boy, nomeado igualmente em duas outras categorias. Este prémio é uma distinção que visa eleger o artista mais popular via SAPO e através da rede social Facebook. O vídeo “Djan dicidi” de Ricky Boy foi partilhado mais de mil vezes pelos utilizadores na rede social.


Júri

Os artistas nomeados foram escolhidos, após indicações da comissão regional dos nomeados, pelo júri presidido por Giordano Custódio, Djinho Barbosa e Mário Russo Bettencourt. Já os vencedores tiveram ainda os votos de outros membros do júri: Luís Lopes, Nuno Sardinha, Teresa Sofia Fortes e Kin´zinho Barros.

A gala terminou passava da uma da manhã com um espectáculo multifacetado com diversas actuações de dança e malabarismos. E para o ano a emoção continua…com mais prémios e mais vencedores, e a organização promete que será num espaço com capacidade para albergar mais público.
http://noticias.sapo.cv/especial/premios_cvma/1227351.html