Cidade da Praia, 04 dez (Lusa) - A Guarda Costeira de Cabo Verde vai passar a contar nos próximos tempos com uma embarcação exclusiva para assegurar o transporte das armas e munições nas águas do Atlântico em direção ao Golfo da Guiné.
A decisão está subjacente ao contrato de concessão entre o Ministério da Defesa cabo-verdiano e a empresa especializada Cape Verde Maritime Security Services, Lda (CVMSS), hoje assinado na Cidade da Praia por responsáveis das duas entidades.
A empresa britânica, segundo a agência Inforpress, vai operar para a segurança dos navios num mercado em que circulam várias armas e que precisa de um controlo especial para evitar o negócio ilícito.
A CVMSS vai também assessorar o Governo cabo-verdiano, gerir e acompanhar, com exclusividade, as atividades das demais empresas privadas de segurança marítima "offshore" que operam a partir de Cabo Verde.
O diretor de Defesa Nacional de Cabo Verde, Pedro Brito, disse que, doravante, o Governo está mais bem preparado para as operações marítimas para garantir a segurança marítima e do país na luta contra a pirataria naval, tendo assegurado que, à luz do contrato de concessão, a CVMSS vai oferecer a embarcação a Cabo Verde.
Segundo o tenente-coronel cabo-verdiano, trata-se de um contrato inédito em Cabo Verde e uma experiência nova para as autoridades, sobretudo ligadas à segurança marítima, num momento em que a pirataria marítima tem estado a afetar o Golfo da Guiné, perturbando a navegação no Atlântico.
Pedro Brito especificou que a operação de segurança tem uma vertente comercial "muito forte", pois as empresas vão instalar-se em Cabo Verde, ao mesmo tempo que trarão para o país os navios capacitados para receberem os equipamentos e as armas para fazer a segurança quando atravessam o Golfo ou para embarcar ou desembarcar as equipas e as armas.
O contrato, com a duração de um ano, prevê, também, a formação dos quadros cabo-verdianos, pelo que Pedro Brito disse esperar que Cabo Verde venha a ganhar com esta experiência e para que a segurança mundial, particularmente da navegação na zona Atlântida, saia reforçada.
O Porto do Mindelo vai ser a base destas operações, que, segundo o contrato, permite abrir portas ao negócio para várias outras empresas e entidades nacionais, desde hotéis até o pessoal de abastecimento de mercadorias diversas, uma vez que a passagem dos navios vai obrigar a fluxos diferentes de comércio.
O contrato de concessão foi rubricado por Pedro Brito e pelo presidente da empresa inglesa Sea Marsmal, que assume igualmente a gestão da CVMSS.
JSD // HB/Lusa/Fim
http://noticias.sapo.cv/lusa/artigo/15414236.html
Sem comentários:
Enviar um comentário
Comentar com elegância e com respeito para o próximo.