sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
CV(Liberal):BOA VISTA E SÃO VICENTE, A ÚLTIMA INVESTIDA DE ZONA
Até ao encerramento da campanha, agenda cheia para o candidato apoiado pelo MpD. Logo à noite participa no aguardado debate com MIS, e dedica o dia de amanhã à Boa Vista e São Vicente

JCF "queima os últimos cartuchos" em Boa Vista e São Vicente
Praia, 17 de Agosto – Durante o dia de hoje Jorge Carlos Fonseca, o candidato apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD) estará na cidade da Praia, sendo que à noite participará no aguardado debate com Manuel Inocêncio Sousa, transmitido pela TCV, a partir das 21 horas.
Amanhã, quinta-feira, Zona vai estar na Boa Vista tentando capitalizar votos que, na primeira volta, foram maioritariamente para a candidatura de Aristides Lima. Em Sal Rei vai participar em encontros com personalidades da sociedade civil, em contactos com populações de vários povoados e encabeçando uma grande arruada pela ruas da sede do concelho.
Ainda no mesmo dia, JCF desloca-se ao importante círculo eleitoral de São Vicente, presidindo a um comício na Praça D. Luís, na cidade do Mindelo, pelas 20 horas.
Sexta-feira, 19, dia de encerramento da campanha eleitoral, Jorge Carlos Fonseca vai estar na cidade da Praia e, à noite, preside ao último comício no largo do Garden Grill, como aconteceu na primeira volta.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=33518&idSeccao=523&Action=noticia
CV(Espresso):Entrevista Jorge Carlos Fonseca: "Não quero ser amigo nem inimigo do governo, nem líder da oposição"
Jorge Carlos Fonseca é o vencedor da primeira volta das presidenciais. O candidato quer agora capitalizar o entusiasmo à sua volta para vencer no próximo dia 21. Como explica, agora o cenário está mais claro para os eleitores. De um lado, está um candidato, ele próprio, que se assume como um verdadeiro árbitro. Do outro, diz, está alguém que será um prolongamento do governo.
Expresso das Ilhas - Que análise faz do resultado que obteve?
Jorge Carlos Fonseca - Avalio este resultado como muito positivo. Ter 38 por cento, numa eleição presidencial com quatro candidatos, é um resultado muito forte. Claro que falei muito em ganhar à primeira volta e fiquei a doze pontos percentuais. Provavelmente, teria de haver outro tipo de condições. Menos abstenção. Uma data mais adequada à participação dos eleitores. Mas é um resultado que dá uma boa almofada. São mais de oito mil votos de diferença em relação ao meu adversário na segunda volta. E, sobretudo, porque creio que havendo uma taxa de abstenção superior a 40 por cento, há um território ainda vasto para alargamento e crescimento da candidatura. Agora, estando em confronto duas pessoas só, dois rostos, dois percursos, duas visões muito diferentes sobre o país e sobre o papel do Presidente da República, creio que é mais fácil a escolha do eleitor, porque sabe que eu e o meu adversário temos visões diferentes. Acho que agora, talvez mais claramente, represento a candidatura que pode ser o factor de equilíbrio do sistema político. Uma candidatura que representa um Presidente com uma voz diferente e autónoma da do governo. E, portanto, creio que vai ao encontro à expectativa da maioria dos cabo-verdianos, que querem ver um presidente diferente do governo. Por causa dos desafios que temos pela frente, é preciso um Presidente que coopere com o governo, que respeite os poderes do governo, mas que acrescente qualquer coisa, que seja uma voz construtiva, mas crítica. Ou seja, um moderador e um árbitro. E não se pode ser árbitro se for parte do jogo.
Na primeira volta chegou aos 38 por cento, mas agora a disputa a dois não será mais complicada?
Acho que a escolha, para o eleitor, é mais simples. Porque a quatro ainda pode haver factores de algum equívoco, neste momento não. Ou as pessoas querem um Presidente que é uma espécie de prolongamento do governo, no fundo, um ministro na presidência. Ou querem um verdadeiro Presidente da República, isto é, uma personalidade própria, com voz autónoma, independente. Que é capaz de dialogar com o governo, de dialogar com a oposição e de dialogar com a sociedade. Se for necessário, um Presidente capaz de juntar governo e oposição para se encontrarem soluções consensuais que o país possa precisar. E um Presidente que possa mobilizar meios próprios, competências próprias, que acrescentem mais valias à governação.
Um cenário de união do PAICV à volta de um único candidato preocupa-o?
Isso não me tira o sono. Sempre soube que o PAICV ganhou as legislativas, e mesmo assim concorri. São eleições diferentes. Estou optimista a partir do momento em que há uma disputa e eu ganho a primeira volta e estou em primeiro lugar, com uma vantagem de mais de oito mil votos. E temos de contar que houve uma taxa de abstenção elevada, há indecisos, e sobretudo, e insisto nesta ideia, agora estão em confronto duas pessoas que corporizam duas visões diferentes do país. Eu sou o candidato que pode falar, inequivocamente, da cidadania. Tenho um percurso de luta pela cidadania democrática. Estou fora da vida partidária há treze anos. Criei uma revista que se chama, precisamente, Direito e Cidadania, que organizou dezenas de iniciativas para a promoção da democracia, da cidadania, do direito das mulheres, do ambiente. Tenho feito palestras e conferências sobre a democracia. Portanto, tenho o meu percurso. E penso que hoje os cabo-verdianos sabem que o país precisa de equilíbrio. Em nenhuma democracia é bom que um partido tome conta de todas as esferas do poder. Muito menos numa democracia jovem e frágil como a nossa. Isso não seria bom para o país. Creio que dos dois candidatos o único que pode assegurar o equilíbrio sou eu, porque o outro candidato, até nos discursos que tem, diz que quer ser amigo do governo. Eu não pretendo ser nem amigo do governo, nem o devo ser, nem inimigo do governo, nem líder da oposição. Quero ser o Presidente de Cabo Verde. Não quero liderar a oposição, não quero liderar o governo, quero liderar a nação cabo-verdiana e ser o Presidente de todos. E quero, acima de tudo, ser o portador dos grandes desígnios de Cabo Verde, sobretudo os valores da liberdade, democracia, tolerância, respeito pela diferença, solidariedade social e justiça social. Penso que estou em melhores condições para ser esse Presidente de que o país necessita e a Constituição exige.
Um outro cenário, em que o PAICV não saia pacificado desta campanha, poderá beneficiá-lo no dia 21?
Isso não se sabe. Para já, tive um bom resultado, portanto haver dois candidatos do mesmo espectro político pelo menos não me prejudicou. Agora, há problemas que estão na área da governação, sobre os quais não me devo pronunciar. Só posso dizer que este cenário vem reforçar a ideia que Cabo Verde precisa de um Presidente que esteja fora dos confrontos partidários. Fora de disputas dentro dos partidos políticos. Porque há coisas urgentes a serem resolvidas e para isso é necessário um Presidente pacificador, que ajude na estabilidade política e na estabilidade do governo. Porque, o país precisa de muita coisa, não precisa, de certeza, é de uma crise política.
Ainda em relação à primeira volta. Fogo e São Vicente estão definitivamente perdidas?
Não. Fiz um bom resultado em São Vicente. Fiquei a 4 ou 5 pontos percentuais do Eng. Manuel Inocêncio, que é natural de lá e toda a gente dizia que ia ganhar à vontade. Portanto, São Vicente é uma ilha onde espero ganhar. A diferença é pequena e portanto vou disputar fortemente os eleitores abstencionistas, os eleitores que votaram noutros candidatos e até alguns eleitores que votaram no Eng. Manuel Inocêncio. Porque as pessoas também vão ouvir melhor a mensagem. Espero também que haja debates na televisão e na rádio, que são importantes para que os eleitores conheçam melhor os candidatos. Portanto, conto ganhar em São Vicente. No Fogo, posso dizer que esperava um resultado melhor. Mas, em São Filipe tive um bom resultado, o que quer dizer que não é de todo de excluir a possibilidade de vencer nesse concelho. A diferença é muito pequena.
Por falar em São Vicente, vai voltar a falar com a UCID?
Falo todos os dias com dirigentes da UCID. Possivelmente, se houver condições, falarei com o Eng. António Monteiro, com quem tenho relações muito cordiais. Mas, sobretudo, faço apelo aos cidadãos e aos eleitores, tanto da UCID, como do MpD, do PTS, os eleitores sem partido e mesmo os do PAICV. Mas, também posso dizer que me parece que seria natural que um eleitor da UCID votasse Jorge Carlos Fonseca, parece quase óbvio. E espero que os eleitores da UCID votem massivamente na minha candidatura.
Estas eleições mostram que, ainda hoje, são necessários os apoios dos partidos políticos para se vencer uma eleição?
A experiência mostra que, até agora, sem o apoio de um partido político forte, é difícil vencer umas eleições presidenciais, apesar de serem umas eleições de raiz suprapartidária. Talvez com o aprofundamento da cultura democrática, daqui a alguns anos, possa haver candidatos presidenciais que se apresentem sem o apoio de um grande partido e possam vencer eleições.
Quer dizer que a cidadania, na democracia, tem ainda um longo caminho a percorrer.
Um longo caminho. Já avançámos um pouco, mas a luta pela cidadania democrática exige determinação, preserverança, paciência, e estamos muito longe de ter um processo democrático perfeito. A nossa democracia ainda é frágil. Os pilares do Estado de Direito são igualmente frágeis. Não temos ainda uma justiça suficientemente forte e independente. Não temos uma opinião pública e uma imprensa suficientemente consistentes e livres. Daí um argumento adicional para que os cabo-verdianos não metam todos os ovos no mesmo balaio.
Ainda em relação aos partidos políticos. Esta vitória serviu também para "ressuscitar" o MpD?
(risos) Isso tem de perguntar ao seu líder. O que posso dizer é que o apoio do MpD foi importante. É natural que, com a mobilização que tiveram na minha campanha e tendo saído de umas legislativas onde foram derrotados, esta batalha tenha motivado e galvanizado o MpD. Mas é uma avaliação que não posso fazer, não estando dentro do partido.
De qualquer maneira havia alguns cépticos, dentro do partido, em relação à sua candidatura. Acha que os convenceu agora?
Às vezes exagera-se o facto de haver alguém a pôr reticências. Era uma voz ou duas. Nunca esperei apoio unânime, isso não há em democracia. Nem eu nunca quis uma passadeira vermelha. Agora, para ter o apoio do MpD tive de trabalhar. Para o reforçar e alargar, tive de trabalhar também. Portanto, penso que esta vitória é capaz de motivar ainda mais eleitores que estavam indecisos, reticentes, e até tenho sinais disso. De domingo até hoje tenho recebido muitos contactos, há uma galvanização maior, entusiasmo, mais crença na vitória. E isso é bom para a minha candidatura, naturalmente.
Entretanto, na noite eleitoral, a mandatária nacional de Manuel Inocêncio desvalorizou a sua vitória perante um PAICV dividido. Estão a começar os jogos psicológicos?
Não. Limitou-se a fazer o seu papel. Não podia dizer ‘estamos perdidos', não é verdade? Conheço bem a Dra. Cristina Fontes, e acho que fez o seu papel de mandatária. Parte em segundo lugar, com uma diferença de oito mil votos, num contexto político e partidário que ela conhece. Portanto, teve de fazer este discurso para animar as hostes, para tentar ganhar. Mas, até por ser pessoa das minhas relações, podia ter sido mais simpática.
Nesta nova fase de campanha em que vai consistir a sua estratégia?
Temos de fazer ajustamentos. Até porque antes tinha três adversários e agora só tenho um. Vamos privilegiar uma campanha pela positiva. Vou continuar a falar dos problemas de Cabo Verde, do crescimento da economia, do desemprego, da segurança, da justiça, da juventude, da violência doméstica, da promoção da igualdade de género, de cultura dos valores. Ainda hoje [ontem] fiz uma visita ao Bispo de Santiago e ao superintendente da Igreja do Nazareno, onde discuti o problema dos valores da sociedade cabo-verdiana. Quanto a métodos, vamos continuar a fazer comícios, desfiles, porta-a-porta. E, estando numa situação privilegiada, vou potenciar esta vitória na primeira volta. Há mais entusiasmo, há mais crença de vitória e tenho de potenciar esse trunfo.
Uma última questão, que é assunto recorrente em todas as eleições em Cabo Verde, é as pressões e a compra de votos. Os observadores da UA e da CEDEAO confirmaram essas pressões e compra de votos. Está preocupado?
Sim. Tenho de preocupar-me. Como cidadão, como candidato e, espero, como futuro Presidente da República, tenho de estar preocupado. Fundamental em democracia é haver processos eleitorais transparentes e justos. E se até há uns tempos atrás havia denúncias, e toda a gente dizia que só eram feitas pelos partidos que perdiam, desta vez foram feitas por candidatos da mesma área política do partido que está no governo. Se há observadores internacionais e entidades da sociedade civil que dizem o mesmo, quer dizer que o fenómeno existe. E se existe é grave. É grave porque se há pessoas que compram bilhetes de identidade, se há pessoas que dão dinheiro, se instituições públicas usam meios do Estado, no fundo o nosso dinheiro, para condicionar os eleitores, quer dizer que o voto deixa de ser consciente e deixa de ser livre. Se não é livre, não é autêntico e a democracia sofre com isso. É importante que um Presidente da República, um deputado, um governo, um presidente da Câmara, sintam que estão lá porque isso resultou da vontade genuína do povo, expressa nas urnas. Mas tem outro efeito colateral. Se algumas pessoas passam a achar que isso é normal, quer dizer que a sociedade, pelo menos parcialmente, está doente. Quer dizer que o nosso processo democrático está com deficiências. E isso pode ser perigoso. Pode alastrar à sociedade. Pode dar origem à corrupção na função pública, nas famílias e transmitir valores negativos para os nossos jovens. Acho que todas as entidades políticas e cívicas devem fazer um combate em prol da dignidade das pessoas, para que estas sintam que só são dignas se o seu voto é livre e em consciência.
http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/detail/id/26548
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
CV(Expresso):Presidenciais: candidatos iniciam campanha no Sal e no Fogo
Os dois candidatos à segunda das eleições presidenciais de 21 de Agosto começaram esta quinta-feira o período de campanha. As ilhas do Sal e Fogo foram as escolhidas para inicias os contactos com o eleitorado.
Fonseca vai ao Sal
Jorge Carlos Fonseca, candidato apoiado pelo MpD, iniciou a campanha na ilha do Sal. A agenda do candidato indica que às 10 horas estaria na localidade de Palmeira, numa jornada que inclui ainda a localidade de Pedra Lume, onde arranca com as actividades de campanha às 11h30.
Depois de um almoço de trabalho com o 'staff' local da candidatura, Jorge Carlos Fonseca prossegue, no período da tarde, a sua agenda de contactos, com deslocações às cidades de Santa Maria e Espargos.
Antes de regressar à Cidade da Praia, às 22h55, o candidato participa num convívio com os seus apoiantes na sede de campanha, nos Espargos.
Recorde-se que Fonseca foi o candidato mais votado na ilha do Sal, na primeira volta do escrutínio presidencial.
Inocêncio inicia campanha no Fogo
Manuel Inocêncio Sousa, candidato apoiado pelo PAICV, escolheu a ilha do Fogo para iniciar a campanha para a segunda volta.
De acordo com a agenda do candidato, a chegada à ilha do Fogo deverá ser às 9 horas.
Em São Filipe, Inocêncio deverá encetar contactos com o eleitorado, e reunir-se com algumas personalidades da Cidade.
O candidato segue depois para Santa Catarina, onde deverá realizar um comício às 15 horas.
Às 18 horas está agendado um comício em Mosteiros.
São Filipe acolhe o último comício do candidato na ilha, marcado para as 20 horas.
De referir que Manuel Inocêncio Sousa foi o candidato mais votado na ilha do Fogo, na primeira volta das eleições presidenciais.
11-8-2011, 11:24:24
Fonte: Inforpress/ExpressodasIlhas
http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/detail/id/26515
Fonseca vai ao Sal
Jorge Carlos Fonseca, candidato apoiado pelo MpD, iniciou a campanha na ilha do Sal. A agenda do candidato indica que às 10 horas estaria na localidade de Palmeira, numa jornada que inclui ainda a localidade de Pedra Lume, onde arranca com as actividades de campanha às 11h30.
Depois de um almoço de trabalho com o 'staff' local da candidatura, Jorge Carlos Fonseca prossegue, no período da tarde, a sua agenda de contactos, com deslocações às cidades de Santa Maria e Espargos.
Antes de regressar à Cidade da Praia, às 22h55, o candidato participa num convívio com os seus apoiantes na sede de campanha, nos Espargos.
Recorde-se que Fonseca foi o candidato mais votado na ilha do Sal, na primeira volta do escrutínio presidencial.
Inocêncio inicia campanha no Fogo
Manuel Inocêncio Sousa, candidato apoiado pelo PAICV, escolheu a ilha do Fogo para iniciar a campanha para a segunda volta.
De acordo com a agenda do candidato, a chegada à ilha do Fogo deverá ser às 9 horas.
Em São Filipe, Inocêncio deverá encetar contactos com o eleitorado, e reunir-se com algumas personalidades da Cidade.
O candidato segue depois para Santa Catarina, onde deverá realizar um comício às 15 horas.
Às 18 horas está agendado um comício em Mosteiros.
São Filipe acolhe o último comício do candidato na ilha, marcado para as 20 horas.
De referir que Manuel Inocêncio Sousa foi o candidato mais votado na ilha do Fogo, na primeira volta das eleições presidenciais.
11-8-2011, 11:24:24
Fonte: Inforpress/ExpressodasIlhas
http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/detail/id/26515
CV(liberal): CARLOS VEIGA DIZ QUE MEMBROS DO GOVERNO PARTICIPARAM NA COMPRA DE VOTOS
Satisfeito com a vitória de Jorge Carlos Fonseca, o líder do MpD não deixou de manifestar preocupação pela compra de votos e a abstenção, considerando ainda que 2 terços dos eleitores votaram, em 7 de Agosto, rejeitando um Presidente que seja extensão do Governo.
Veiga apelou aos que prezam a democracia para votarem Zona
Praia, 10 de Agosto – Em conferência de imprensa realizada ao final da manhã de hoje, Carlos Viga reafirmou não ter dúvidas de que “a compra de votos, a utilização de dinheiros públicos e a pressão da máquina do Estado sobre eleitores, voltaram a verificar-se”, nomeadamente, “com a participação pessoal de membros do Governo e ante a omissão cúmplice das autoridades fiscalizadoras competentes”.
Referindo, ainda que essas “imoralidades (…) têm sido denunciadas repetidas vezes pelo MPD e, (…) agora, pela candidatura de Aristides Lima”, Veiga acrescentou que estas foram agora presenciadas por várias pessoas,”tal a desfaçatez e o sentimento de impunidade com que, por vezes, foram levadas a cabo”, adiantando que “os observadores da União Africana também as referiram como um dos aspectos negativos do acto eleitoral”.
Começando por agradecer ao povo cabo-verdiano, o líder do MpD, retirou duas ilações do resultado eleitoral do passado Domingo, sendo a primeira que “venceu claramente um candidato, Jorge Carlos Fonseca, que se identifica com a nossa Constituição, que a compreende profundamente e a tem defendido intransigentemente”; e a segunda que “quase dois terços dos votantes optaram por candidatos que se apresentaram como defendendo um Presidente da República que não seja mera extensão do Governo e do Primeiro-ministro, dizendo claramente que não querem que o Presidente da República seja pouco mais do que um ministro”.
APELO AO VOTO DOS QUE “PREZAM A DEMOCRACIA”
Manifestando preocupação com o “número muito elevado de eleitores que não votou”, Carlos Veiga justificou o fenómeno em razão da “época da realização das eleições, que foi, de facto, manifestamente inconveniente para muitos eleitores no país e na diáspora”, mas também pelo “desinteresse de muitos, desencantados, desiludidos e descrentes da política e desiludidos, depois de terem votado nas legislativas, face à dura realidade que sentem na pele, ao ruir das ilusões falsamente criadas pela propaganda oficial e à negação de algumas das grandes promessas feitas”. E, alegando compreender a “desilusão e a descrença”, defendeu que “a abstenção não é solução”.
Segundo Veiga, a solução está em eleger “um bom Presidente da República com o perfil certo: fiel ao modelo da Constituição; com ideias próprias; independente; próximo das pessoas; preocupado com os problemas fundamentais com que os cabo-verdianos se confrontam na sua vida corrente; e competente e capaz de contribuir junto do Governo, da Assembleia, da Justiça, dos partidos e da sociedade, para encontrar a solução mais adequada às dificuldades do povo e a um desenvolvimento de Cabo Verde que traga uma efectiva e significativa melhoria do nível de vida dos cabo-verdianos”.
E, segundo o líder do MpD, o partido ventoinha acredita “profundamente que, com Jorge Carlos Fonseca, Cabo Verde ganhará um bom Presidente da República”, pelo que apelou “a todos os que prezam a democracia” para se empenharem “de alma e coração” para que “Jorge Carlos Fonseca seja o próximo Presidente de todos os cabo-verdianos”.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=33457&idSeccao=523&Action=noticia
CV(Asemana):Observadores internacionais registam “intimidação” e “tentativa de compra de votos”
“Tentativa de compra de votos na capital e em São Vicente” e “intimidação e pressão” foram algumas das “lacunas” registadas pelos observadores internacionais da União Africana (UA) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que acompanharam a primeira volta das eleições presidenciais em Cabo Verde.
PRAIA-Numa conferência de imprensa na tarde desta segunda-feira, 8, os líderes das missões africanas deram os parabéns pelo acto eleitoral “livre e transparente”, mas consideraram que houve algumas lacunas no dia 7 de Agosto.
David Kangah, que liderou a comitiva da CEDEAO, disse aos jornalistas que a missão “tomou conhecimento de certas preocupações relativas à existência de pressão ou manipulação de consciências registadas após o encerramento da campanha eleitoral”. Também registou “atrasos nas aberturas de algumas urnas”, “alguns incidentes e agressões em algumas assembleias de voto”, além de uma “fraca adesão às urnas”.
Por isso, recomendam que medidas concretas sejam tomadas para que não haja essas "lacunas". Propõem, aliás, “datas mais favoráveis”, “medidas adequadas e paliativas contra práticas de intimidação e pressão exercida sobre os eleitores, em particular, no dia da votação” e por último “instaurar um quadro que permita o envolvimento da sociedade civil no processo eleitoral e, em particular, através de observações das eleições”.
Da parte da União Africana, o líder da missão, Pascal Gayama, disse aos jornalistas que também registaram “atrasos na abertura de algumas mesas”, “as cores das urnas não foram transparentes” e “algumas tentativas de ‘compra’ de votos na capital e na ilha de São Vicente”.
Esta missão realça a “ausência dos representantes do candidato Joaquim Jaime Monteiro em quase todas as mesas de voto do país”.
Neste sentido, estes observadores que estiveram nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal, Santo Antão e Fogo, recomendam “o uso de cor transparente", como garante de confiança por parte dos eleitores, "maior rigor no que tange ao respeito para com o período de encerramento oficial da campanha eleitoral" e a "exibição das fotos dos candidatos nos perímetros de locais de voto”.
IMN
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4491417540628377636
Foto:Expresso das ilhas
PRAIA-Numa conferência de imprensa na tarde desta segunda-feira, 8, os líderes das missões africanas deram os parabéns pelo acto eleitoral “livre e transparente”, mas consideraram que houve algumas lacunas no dia 7 de Agosto.
David Kangah, que liderou a comitiva da CEDEAO, disse aos jornalistas que a missão “tomou conhecimento de certas preocupações relativas à existência de pressão ou manipulação de consciências registadas após o encerramento da campanha eleitoral”. Também registou “atrasos nas aberturas de algumas urnas”, “alguns incidentes e agressões em algumas assembleias de voto”, além de uma “fraca adesão às urnas”.
Por isso, recomendam que medidas concretas sejam tomadas para que não haja essas "lacunas". Propõem, aliás, “datas mais favoráveis”, “medidas adequadas e paliativas contra práticas de intimidação e pressão exercida sobre os eleitores, em particular, no dia da votação” e por último “instaurar um quadro que permita o envolvimento da sociedade civil no processo eleitoral e, em particular, através de observações das eleições”.
Da parte da União Africana, o líder da missão, Pascal Gayama, disse aos jornalistas que também registaram “atrasos na abertura de algumas mesas”, “as cores das urnas não foram transparentes” e “algumas tentativas de ‘compra’ de votos na capital e na ilha de São Vicente”.
Esta missão realça a “ausência dos representantes do candidato Joaquim Jaime Monteiro em quase todas as mesas de voto do país”.
Neste sentido, estes observadores que estiveram nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal, Santo Antão e Fogo, recomendam “o uso de cor transparente", como garante de confiança por parte dos eleitores, "maior rigor no que tange ao respeito para com o período de encerramento oficial da campanha eleitoral" e a "exibição das fotos dos candidatos nos perímetros de locais de voto”.
IMN
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4491417540628377636
Foto:Expresso das ilhas
RNW:Cabo-verdianos elegem presidente
Rotterdam-Começa nessa quinta-feira a campanha eleitoral dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais em Cabo Verde, que devem ocorrer em 21 de agosto. Jorge Carlos Fonseca e Manuel Inocêncio Sousa foram os mais votados no primeiro turno, que ocorreu no último domingo, 7 de agosto.
Jorge Carlos Fonseca, apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD) obteve 37% dos votos. Manuel Inocêncio Sousa, do governista Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) ficou em segundo lugar, com 32%, seguido por Aristides Lima (28%) e Joaquim Monteiro (2%). Os dois últimos concorriam de maneira independente. Dos 304.965 eleitores inscritos, apenas 161.058 compareceram às urnas.
Aquele que vencer as eleições será o quarto presidente do país, que é um arquipélago constituído por dez ilhas. Situado no oceano atlântico, o Cabo Verde fica a 500 quilômetros da costa do Senegal.
O Cabo Verde tornou-se independente de Portugal em 1975. Desde então, foi governado por três presidentes. Somente após 1990, com o fim do regime de partido único, os cidadãos passaram a eleger o mandatário de maneira democrática.
Cabo-verdianos na Holanda
Uma das peculiaridades de Cabo Verde é que a maior parte dos seus cidadãos vive fora do país. A Holanda é o terceiro país com mais cabo-verdianos, ficando atrás dos Estados Unidos (300 mil) e Portugal (150 mil). Os cabo-verdianos que vivem na Holanda também compareceram às urnas, situadas nas cidades de Roterdã, Delfzij e Zaandam.
Estima-se que 37 mil cabo-verdianos vivam na Holanda. Destes, apenas 1136 estão recenseados e podem votar. É que grande parte dos cabo-verdianos perdeu a nacionalidade: “Quando se adquire a nacionalidade holandesa, a Holanda pede que se renuncie a nacionalidade de origem. Assim, a maior parte dos cabo-verdianos por aqui não possui mais a cidadania cabo-verdiana”, explica Norberto Silva.
Ainda que a constituição de Cabo Verde garanta que seus cidadãos não percam a nacionalidade, muitos cabo-verdianos não sabem dessa possibilidade. “Tenho a dupla cidadania, holandesa e cabo-verdiana. Fui ao Cabo Verde e tirei a carteira de identidade só para poder votar”, diz Silva.
Aqueles que compareceram ao local de votação em Roterdã o fizeram com convicção. É o caso do cantor Americo Brito: “Para eu poder dialogar acerca dos problemas que afetam a minha comunidade, tenho que votar. Quem não vota não tem direito a dizer nada. Eu uso meu direito de votar porque quero ver mudanças na minha terra”.
Segundo o pesquisador Antônio da Graça, há um envolvimento emotivo muito forte em relação à terra natal: “Não só a primeira, mas as pessoas da segunda e terceira geração também são muito ligadas ao Cabo Verde através da cultura, música e da língua.” Ainda que o idioma oficial seja o português, o criolo é a língua materna da maioria dos cabo-verdianos.
Diáspora
Além de presidente, a diáspora cabo-verdiana elege também os parlamentares. “Há seis deputados da diáspora: dois pela Europa, dois pela América e dois pela África, o que dá muito destaque aos cabo-verdianos que vivem fora”, conta Norberto Silva.
Os cabo-verdianos espalhados pelo mundo também contribuem financeiramente para o país: “O dinheiro que enviamos para Cabo Verde é fundamental para o país e significa cerca de 15% do Produto Interno Bruto”, diz Silva.
Na opinião de Americo Brito, uma das coisas que precisa ser melhorada é a relação entre o Estado e os cabo-verdianos da diáspora: “O imigrante é visto como segunda classe, mas se esquecem que o imigrante contribui muito para o desenvolvimento do país. Eles precisam da gente só nas eleições. Depois eles se esquecem e promulgam certas leis que não conjugam com a diáspora.”
Por Daniela Stefano
Foto:DS
Fonte: http://www.rnw.nl/portugues/article/cabo-verdianos-elegem-presidente
Jorge Carlos Fonseca, apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD) obteve 37% dos votos. Manuel Inocêncio Sousa, do governista Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) ficou em segundo lugar, com 32%, seguido por Aristides Lima (28%) e Joaquim Monteiro (2%). Os dois últimos concorriam de maneira independente. Dos 304.965 eleitores inscritos, apenas 161.058 compareceram às urnas.
Aquele que vencer as eleições será o quarto presidente do país, que é um arquipélago constituído por dez ilhas. Situado no oceano atlântico, o Cabo Verde fica a 500 quilômetros da costa do Senegal.
O Cabo Verde tornou-se independente de Portugal em 1975. Desde então, foi governado por três presidentes. Somente após 1990, com o fim do regime de partido único, os cidadãos passaram a eleger o mandatário de maneira democrática.
Cabo-verdianos na Holanda
Uma das peculiaridades de Cabo Verde é que a maior parte dos seus cidadãos vive fora do país. A Holanda é o terceiro país com mais cabo-verdianos, ficando atrás dos Estados Unidos (300 mil) e Portugal (150 mil). Os cabo-verdianos que vivem na Holanda também compareceram às urnas, situadas nas cidades de Roterdã, Delfzij e Zaandam.
Estima-se que 37 mil cabo-verdianos vivam na Holanda. Destes, apenas 1136 estão recenseados e podem votar. É que grande parte dos cabo-verdianos perdeu a nacionalidade: “Quando se adquire a nacionalidade holandesa, a Holanda pede que se renuncie a nacionalidade de origem. Assim, a maior parte dos cabo-verdianos por aqui não possui mais a cidadania cabo-verdiana”, explica Norberto Silva.
Ainda que a constituição de Cabo Verde garanta que seus cidadãos não percam a nacionalidade, muitos cabo-verdianos não sabem dessa possibilidade. “Tenho a dupla cidadania, holandesa e cabo-verdiana. Fui ao Cabo Verde e tirei a carteira de identidade só para poder votar”, diz Silva.
Aqueles que compareceram ao local de votação em Roterdã o fizeram com convicção. É o caso do cantor Americo Brito: “Para eu poder dialogar acerca dos problemas que afetam a minha comunidade, tenho que votar. Quem não vota não tem direito a dizer nada. Eu uso meu direito de votar porque quero ver mudanças na minha terra”.
Segundo o pesquisador Antônio da Graça, há um envolvimento emotivo muito forte em relação à terra natal: “Não só a primeira, mas as pessoas da segunda e terceira geração também são muito ligadas ao Cabo Verde através da cultura, música e da língua.” Ainda que o idioma oficial seja o português, o criolo é a língua materna da maioria dos cabo-verdianos.
Diáspora
Além de presidente, a diáspora cabo-verdiana elege também os parlamentares. “Há seis deputados da diáspora: dois pela Europa, dois pela América e dois pela África, o que dá muito destaque aos cabo-verdianos que vivem fora”, conta Norberto Silva.
Os cabo-verdianos espalhados pelo mundo também contribuem financeiramente para o país: “O dinheiro que enviamos para Cabo Verde é fundamental para o país e significa cerca de 15% do Produto Interno Bruto”, diz Silva.
Na opinião de Americo Brito, uma das coisas que precisa ser melhorada é a relação entre o Estado e os cabo-verdianos da diáspora: “O imigrante é visto como segunda classe, mas se esquecem que o imigrante contribui muito para o desenvolvimento do país. Eles precisam da gente só nas eleições. Depois eles se esquecem e promulgam certas leis que não conjugam com a diáspora.”
Por Daniela Stefano
Foto:DS
Fonte: http://www.rnw.nl/portugues/article/cabo-verdianos-elegem-presidente
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
CV(Asemana):FILÚ DEMITE-SE DO GOVERNO DE JMN
PRAIA-O ministro de Desenvolvimento Social e Família, Felisberto Vieira, demitiu-se esta segunda-feira, 8, do referido cargo. Filú fundamenta, no pedido entregue ao gabinete do primeiro-ministro, que deixa o governo «por razões pessoais e políticas». Fontes deste jornal asseveram que José Maria Neves poderá, caso aceite o pedido de demissão de Filú, nomear um novo titular da pasta de Desenvolvimento Social e Família em breve. O chefe do executivo cabo-verdiano poderá, a qualquer momento, prenunciar-se sobre o assunto.
Conforme a carta entregue ao gabinete do PM, Felisberto Vieira fundamenta que «por razões pessoais e políticas pede a exoneração do cargo de ministro de Desenvolvimento Social e Família» que vinha exercendo.
Esta é a primeira consequência política da troca de acusações entre os dirigentes do PAICV durante a campanha eleitoral para a primeira volta das presidenciais.
Felisberto Vieira, um dos principais apoiantes da candidatura presidencial de Aristides Lima que ficou no terceiro lugar na eleição deste domingo, ocupava o cargo de ministro desde 22 de Março deste ano.
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article67336&ak=1
Conforme a carta entregue ao gabinete do PM, Felisberto Vieira fundamenta que «por razões pessoais e políticas pede a exoneração do cargo de ministro de Desenvolvimento Social e Família» que vinha exercendo.
Esta é a primeira consequência política da troca de acusações entre os dirigentes do PAICV durante a campanha eleitoral para a primeira volta das presidenciais.
Felisberto Vieira, um dos principais apoiantes da candidatura presidencial de Aristides Lima que ficou no terceiro lugar na eleição deste domingo, ocupava o cargo de ministro desde 22 de Março deste ano.
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article67336&ak=1
CV(Inforpress):Presidenciais: Não me embalo na euforia da vitória – Jorge Carlos Fonseca

PRAIA-O candidato Jorge Carlos Fonseca afirmou, hoje, que, embora motivado pela vitória na primeira volta das presidenciais, não embala na euforia da vitória, prometendo desenvolver uma campanha pela positiva, para vencer o escrutínio de 21 de Agosto.
Em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, Jorge Carlos Fonseca, que vai para a segunda volta com Manuel Inocêncio Sousa, apoiado pelo PAICV, admitiu que vai ser uma disputa renhida, mas salientou que será “um combatente limpo, leal e com absoluto respeito pelas regras do jogo democrático”.
“Encaro esta segunda volta decidida e democraticamente como uma oportunidade para poder continuar a esclarecer o eleitorado sobre quem é Jorge Carlos Fonseca e qual é a sua visão para o nosso país”, disse, apelando a todos que, no dia 7 de Agosto, votaram nele que voltem a fazê-lo, confirmandom, uma vez mais, com redobrada convicção, a sua escolha.
Questionado se o “apelo de união” feito, esta segunda-feira, pelo presidente do PAICV, José Maria Neves, não constitui uma ameaça à sua candidatura, já que a soma dos votos das duas candidaturas da área do PAICV ultrapassa os 50 por cento de votantes, o candidato disse que a segunda volta será uma nova eleição.
Aí a escolha tem de ser clara. Ou um presidente que é prolongamento do Governo, que tem apenas um percurso político, ou um presidente que tem equidistância entre as forças políticas e tem um percurso de largos anos de cidadania, de trabalho na sociedade cabo-verdiana e que é o único que pode garantir condições para o equilíbrio do sistema político e estabilidade institucional”, explicou.
Jorge Carlos Fonseca argumentou que ele é um candidato de “mão livres” que, embora apoiado por diversas quadrantes e forças políticas, saberá, em todos os momentos, ser uma voz diferente e independente.
“Comigo, será Cabo Verde e as suas gentes que estarão sempre à frente (…) Acredito que Cabo Verde pode ter em mim um presidente ‘di sperança’”, frisou, acrescentando que, com ele na presidência, o Governo terá uma pessoa capaz de cooperar de forma construtiva, criativa e que acrescente algo de positivo ao país.
O aspirante ao mais alto cargo da Nação indicou ter já iniciado os contactos para angariar mais votos nesta segunda volta das eleições.
Nenhum contacto directo com candidaturas ou candidatos que não passaram à segunda volta vai ser feita, garantiu o candidato, apontando que a sua conversa com o eleitorado cabo-verdiano será feita via comunicação social, nos comícios e através do contacto directo com todos.
“Será um contacto sem diferenciação e com os eleitores que votaram em mim no dia 7 de Agosto: aqueles que pretendiam votar em mim mas que acabaram por se abster, aos eleitores que não votaram, aqueles que votaram noutras candidaturas. Todos são donos dos seus votos e livres”, disse, afirmando que a escolha agora é mais simples.
Na conferência de imprensa, o candidato apoiado pelo MpD (oposição) e pelo Grupo Independente Movimentar Sal (GIMS - no poder nessa ilha) fez saber que já endereçou o convite para a realização do debate televisivo entre as duas candidaturas no sentido de garantir um esclarecimento eleitoral mais abrangente.
A campanha para a segunda volta arranca esta quinta-feira (11) e Jorge Carlos Fonseca garante que tem já tudo pronto para mais uma maratona de confirmação e alargamento dos votos conseguidos no dia 7 de Agosto.
Já esta manhã, o candidato esteve reunido com os representantes das confissões religiosas e, à tarde, mantém contactos com a população da Cidade da Praia.
MJB
Inforpress/Fim
CV(LIBERAL):OS GURUS DA HIPOCRISIA-Por Casimiro de Pina
Praia-José Maria Pereira Neves, após ter diminuído, da forma que se sabe, Aristides Lima e os outros, no lodaçal da intolerância, prepara-se, então, para a estocada final: comprar-lhes, definitivamente, a alma, que é o apogeu do poder e da vaidade pessoal (outrora falava-se em “culto da personalidade”)
Ninguém ousa, creio, contestar esta verdade auto-evidente: José Maria Neves é o político mais cínico e hipócrita da II República. Cínico mais cínico…não há!
Após ter arrasado a candidatura de Aristides Lima (chantageando funcionários e chefias, comprando votos “ad hoc”, transferindo, cirurgicamente, cheques do Tesouro nas vésperas do acto eleitoral, segundo denúncias de Roselma Évora e d’outros apoiantes de Lima, que finalmente acordaram de um longo torpor), o dr. Neves prepara-se agora, com a maior cara-de-pau do mundo, para subornar uns e outros, comprando, na ressaca da 1.ª volta, a última gota de dignidade dos “intriguistas” e traidores de ontem.
Fingindo-se “homem de Estado” (que, aliás, nunca foi), o grande timoneiro saiu, placidamente, com esta, tentando vender o seu empreiteiro-candidato, que confunde a lei fundamental do país com a barragem de Poilão (lol!):
“Na política devemos ter muita humildade, muita ética, ou seja, é fundamental continuarmos a ser responsáveis, consciencializar e aceitar as regras do jogo democrático, construir os consensos e trabalhar para a realização do bem comum” (http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article67326&ak=1#ancre_comm).
Ora, isto é tudo o que o sr. José Maria nunca fez. Um ditadorzeco que construiu a sua mansão num terreno do Estado e, no dia 22 de Janeiro de 2006, cometeu media dúzia de crimes, não tendo, até hoje, prestado contas à justiça. Descarado!
Neves, com a sua infinita truculência, é o principal factor da degradação moral deste país e do Estado de direito, alimentado, a montante e a jusante, por uma formidável máquina de propaganda e por uma rede clientelar bem estabelecida. Pior do que ele, só mesmo Manuel Inocêncio (com o seu ridículo “MI ê Cabo Verde”!!!), cuja empresa, jeitosamente, “fiscalizava” (que bonito!) obras milionárias atribuídas, sem concurso, aos camaradas do além-mar (em troca de quê?)…
Para essa gente sem escrúpulos, apostada nas negociatas e no enriquecimento fácil, tudo vale na política. Hoje, maltrata-se o adversário; amanhã, compra-se-lhe a honra por um prato de lentilhas. Tudo se “arranja”, nos subterrâneos podres da República!
É a mais violenta desumanização, num caldo de prepotência, caciquismo, falta de respeito e vulgaridade, em que a dignidade humana, já sem qualquer substância, se rebaixa a uma mercadoria transaccionável no mercado. É a total ausência de seriedade e de valores.
José Maria Pereira Neves, após ter diminuído, da forma que se sabe, Aristides Lima e os outros, no lodaçal da intolerância, prepara-se, então, para a estocada final: comprar-lhes, definitivamente, a alma, que é o apogeu do poder e da vaidade pessoal (outrora falava-se em “culto da personalidade”).
Isto é: pensa reduzir, com a estratégia da cenoura, os seus adversários internos à insignificância, à triste rendição moral, obrigando, antes de mais, o dr. Aristides Lima, cabisbaixo, a meter a melodiosa viola da “cidadania”, que tanta gente seduziu, no saco do Centralismo Democrático, às ordens mansas e doutas do Chefe…
Resta saber se os cabo-verdianos vão aturar mais esta jogada suja de um tirano de pacotilha, ou se vão, num grito de Liberdade, tão sufocada nestes dias, reforçar a confiança em Jorge Carlos Fonseca na segunda volta (21 de Agosto), votando, conscientemente, num homem de carácter e numa inteligência centrada nos caminhos da “Polis” e da Constituição.
Para ele, os votos não se compram, nem se vendem. A verdadeira Cidadania é exigente. É o orgulho do Cidadão altivo e justo, para quem a virtude não é uma palavra vã.
Fonseca não é um vendedor de banha de cobra. Ele fala claro com as pessoas. A sua ética não é a “ética” fácil da dependência, da exploração da miséria, a ética dos pigmeus e politiqueiros da Neveslândia.
Jorge, cuja voz se impõe tranquilamente, aponta para longe, e encontra-se, aí, com o grande Immanuel Kant, nesta máxima luminosa que os pobres de espírito não podem pronunciar:
“Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na de qualquer outra, sempre e simultaneamente como um fim, e nunca como um meio. (…) Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dele qualquer outro como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço e, portanto, não permite equivalente, então tem ela dignidade”.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=33440&idSeccao=527&Action=noticia
Ninguém ousa, creio, contestar esta verdade auto-evidente: José Maria Neves é o político mais cínico e hipócrita da II República. Cínico mais cínico…não há!
Após ter arrasado a candidatura de Aristides Lima (chantageando funcionários e chefias, comprando votos “ad hoc”, transferindo, cirurgicamente, cheques do Tesouro nas vésperas do acto eleitoral, segundo denúncias de Roselma Évora e d’outros apoiantes de Lima, que finalmente acordaram de um longo torpor), o dr. Neves prepara-se agora, com a maior cara-de-pau do mundo, para subornar uns e outros, comprando, na ressaca da 1.ª volta, a última gota de dignidade dos “intriguistas” e traidores de ontem.
Fingindo-se “homem de Estado” (que, aliás, nunca foi), o grande timoneiro saiu, placidamente, com esta, tentando vender o seu empreiteiro-candidato, que confunde a lei fundamental do país com a barragem de Poilão (lol!):
“Na política devemos ter muita humildade, muita ética, ou seja, é fundamental continuarmos a ser responsáveis, consciencializar e aceitar as regras do jogo democrático, construir os consensos e trabalhar para a realização do bem comum” (http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article67326&ak=1#ancre_comm).
Ora, isto é tudo o que o sr. José Maria nunca fez. Um ditadorzeco que construiu a sua mansão num terreno do Estado e, no dia 22 de Janeiro de 2006, cometeu media dúzia de crimes, não tendo, até hoje, prestado contas à justiça. Descarado!
Neves, com a sua infinita truculência, é o principal factor da degradação moral deste país e do Estado de direito, alimentado, a montante e a jusante, por uma formidável máquina de propaganda e por uma rede clientelar bem estabelecida. Pior do que ele, só mesmo Manuel Inocêncio (com o seu ridículo “MI ê Cabo Verde”!!!), cuja empresa, jeitosamente, “fiscalizava” (que bonito!) obras milionárias atribuídas, sem concurso, aos camaradas do além-mar (em troca de quê?)…
Para essa gente sem escrúpulos, apostada nas negociatas e no enriquecimento fácil, tudo vale na política. Hoje, maltrata-se o adversário; amanhã, compra-se-lhe a honra por um prato de lentilhas. Tudo se “arranja”, nos subterrâneos podres da República!
É a mais violenta desumanização, num caldo de prepotência, caciquismo, falta de respeito e vulgaridade, em que a dignidade humana, já sem qualquer substância, se rebaixa a uma mercadoria transaccionável no mercado. É a total ausência de seriedade e de valores.
José Maria Pereira Neves, após ter diminuído, da forma que se sabe, Aristides Lima e os outros, no lodaçal da intolerância, prepara-se, então, para a estocada final: comprar-lhes, definitivamente, a alma, que é o apogeu do poder e da vaidade pessoal (outrora falava-se em “culto da personalidade”).
Isto é: pensa reduzir, com a estratégia da cenoura, os seus adversários internos à insignificância, à triste rendição moral, obrigando, antes de mais, o dr. Aristides Lima, cabisbaixo, a meter a melodiosa viola da “cidadania”, que tanta gente seduziu, no saco do Centralismo Democrático, às ordens mansas e doutas do Chefe…
Resta saber se os cabo-verdianos vão aturar mais esta jogada suja de um tirano de pacotilha, ou se vão, num grito de Liberdade, tão sufocada nestes dias, reforçar a confiança em Jorge Carlos Fonseca na segunda volta (21 de Agosto), votando, conscientemente, num homem de carácter e numa inteligência centrada nos caminhos da “Polis” e da Constituição.
Para ele, os votos não se compram, nem se vendem. A verdadeira Cidadania é exigente. É o orgulho do Cidadão altivo e justo, para quem a virtude não é uma palavra vã.
Fonseca não é um vendedor de banha de cobra. Ele fala claro com as pessoas. A sua ética não é a “ética” fácil da dependência, da exploração da miséria, a ética dos pigmeus e politiqueiros da Neveslândia.
Jorge, cuja voz se impõe tranquilamente, aponta para longe, e encontra-se, aí, com o grande Immanuel Kant, nesta máxima luminosa que os pobres de espírito não podem pronunciar:
“Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na de qualquer outra, sempre e simultaneamente como um fim, e nunca como um meio. (…) Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dele qualquer outro como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço e, portanto, não permite equivalente, então tem ela dignidade”.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=33440&idSeccao=527&Action=noticia
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
CV(LIBERAL):NA REGIÃO DO BENELUX, JORGE SANTOS EXPLICA APOIO A JCF
Praia, 12 Julho - O vice-presidente do MpD, Jorge Santos, esteve durante o fim-de-semana na Holanda e Luxemburgo, onde desencadeou uma série de encontros com dirigentes, militantes e simpatizantes do seu partido, para falar sobre as eleições presidenciais cabo-verdianas e justificar o apoio dos ventoinhas, ao candidato Jorge Carlos Fonseca.
Eleger Jorge Carlos Fonseca é de "importância capital"
Para Jorge Santos, é importante que Jorge Carlos Fonseca seja o próximo presidente da República para que haja um verdadeiro equilíbrio no sistema político cabo-verdiano, “porque se Aristides Lima ou Manuel Inocêncio ganharem as eleições, o PAICV controlará todos os órgãos importantes da soberania como o Governo, a Assembleia Nacional e a Presidência da República”, citando o secretário-geral do PAICV, Armindo Maurício que há bem pouco tempo no Parlamento profetiza a breve trecho vamos ter no nosso país a “Angolanização da Política cabo-verdiana” em que consiste em comprar consciência dos dirigentes adversários de modo a acabar praticamente com a oposição interna.
Por isso, disse, é de importância capital a eleição de Jorge Carlos Fonseca como o próximo presidente.
Sobre Aristides Lima que proclama como sendo o Homem da Cidadania, Jorge Santos relembrou aos presentes que ele, enquanto líder da bancada do PAICV, abandonou a sala de sessões, aquando da votação da Constituição de 92, assim como o outro candidato da outra facção do PAICV, Manuel Inocêncio Sousa, na altura, deputado eleito por S. Vicente.
Santos nega que qualquer dirigente do MpD tenha manifestado apoio a Aristides Lima e desafia o candidato a dizer o nome de um dirigente ventoinha a manifestar esse apoio.
Sobre o candidato apoiado pelo seu partido, disse que Jorge Carlos Fonseca ser o único candidato com um verdadeiro projecto presidencial, tendo apresentado recentemente o seu projecto a que chamou “Um pacto com a Nação”, onde o candidato apresenta as suas principais linhas de actuação enquanto Presidente da República.
O dirigente do MpD aproveitou ainda para desempenhar o seu papel de oposição revelando, com base nos dados do INE que diz existirem mas de 140 mil cabo-verdianos a ganhar menos de 138 escudos por dia, e que apesar de um desemprego galopante que existe no País - mais de 48 % entre os jovens -, nunca o actual Presidente República, fez menção de chamar a atenção do Governo para o facto. Pelo contrário, sempre se manteve calado, assim como fez em relação aos assuntos relacionados com a insegurança que grassa nas ilhas ou sobre o sistema caótico de energia no País.
“Jorge Carlos Fonseca vai ser um Presidente que vai usar todos os seus poderes para que haja um verdadeiro Estatuto de Investidor emigrante em Cabo Verde, usando a sua influência para ajudar na integração das nossas comunidades espalhadas pelo mundo, dando especial atenção as comunidades mas carenciadas em África assim como usar a sua influência política e redes de amizade para ajudar a resolver muitos dos problemas que os cabo-verdianos enfrentam”, garantiu.
No caso das comunidades cabo-verdianas na Europa, Jorge Carlos Fonseca defende o diálogo com países amigos como Portugal, Luxemburgo, Espanha, França, Holanda, Bélgica, para que a questão da mobilidade dos trabalhadores cabo-verdianos seja efectivada.
Para terminar, Jorge Santos disse à nossa comunidade naqueles dois países europeus de que Cabo Verde precisa de um Presidente que seja uma verdadeira mais-valia para o País e para a valorização da nossa democracia.
Fotos:Luis Moreira
Presidenciais: Jorge Santos critica ausência de embaixada de Cabo Verde na Holanda
Roterdão- O vice-presidente do Movimento para a Democracia (MpD – oposição), Jorge Santos, afirmou domingo, que a ausência de uma embaixada de Cabo Verde na Holanda tem criado problemas de relacionamento com o Estado holandês, reduzindo a cooperação entre estes dois países.
Jorge Santos está em Roterdão desde sábado, em representação de Jorge Carlos Fonseca, candidato que o seu partido apoia às eleições presidenciais de 7 de Agosto, e que não pôde se deslocar à Holanda, devido a alteração da agenda, adiando assim a visita para uma data a indicar, nos próximos dias.
Em Roterdão, Jorge Santos reuniu-se com os elementos da estrutura do MpD, passou em revista o trabalho da comissão que apoia o candidato presidencial Jorge Carlos Fonseca e, por fim, encetou contactos individualizados com os cidadãos.
Jorge Santos ainda assistiu durante alguns minutos, à festa dos 36 anos de Independência, um evento que o número dois do MpD classificou “de escândalo e esbanjamento por parte do PAICV” (partido no poder).
“Basta ver para as tendas dos dois candidatos (presidenciais) Manuel Inocêncio e Aristides Lima. Isto é mais campanha do que festa, e tudo isto foi organizado por um partido”.
Jorge Santos fez saber que, além de uma melhor integração social, cultural e económico dos emigrantes, o candidato apoiado pelo seu partido defende a implementação de uma boa representação diplomática, como meio para equacionar alguns problemas na diáspora.
Quanto ao compromisso com os cabo-verdianos na Holanda, Jorge Santos defendeu a abertura de uma Embaixada de Cabo Verde nesse país, pelo facto deste ser um dos que mais tem contribuído para a construção e o desenvolvimento do arquipélago e, também, pelas oportunidades que oferece enquanto Estado, e como centro financeiro e de negócio.
Considerando a comunidade cabo-verdiana bem integrada, o dirigente do MpD acusou o actual Presidente da República de visitar a Líbia três vezes num ano e Holanda e Luxemburgo “nunca em dez anos”, sublinhando que Pedro Pires tem medo de confrontar as ideias com as comunidades.
O membro da comissão da candidatura de Jorge Carlos Fonseca promete um Presidente junto das comunidades.
Jorge Santos aponta como instrumentos concretos para encurtar esse afastamento, entre outras medidas, a criação do estatuto do investidor emigrante para Cabo Verde, o abaixamento das taxas alfandegárias e a diminuição da carga fiscal.
Essas medidas, esclareceu Jorge Santos, são tomadas pelo Governo, mas a intervenção concertada de um chefe de Estado com o Executivo pode influenciar nessas decisões, e é isto que o Presidente da República, promovido pelo partido “ventoinha”, vai fazer, afiançou o vice-presidente do MpD.
A liberalização do espaço aereo de modo a baixar o preço das passagens de viagens a Cabo Verde, segundo o vice-presidente do MpD, constitui uma outra preocupação da equipa de Jorge Carlos Fonseca.
Por António Verissimo
Foto:Luis Moreira
Jorge Santos está em Roterdão desde sábado, em representação de Jorge Carlos Fonseca, candidato que o seu partido apoia às eleições presidenciais de 7 de Agosto, e que não pôde se deslocar à Holanda, devido a alteração da agenda, adiando assim a visita para uma data a indicar, nos próximos dias.
Em Roterdão, Jorge Santos reuniu-se com os elementos da estrutura do MpD, passou em revista o trabalho da comissão que apoia o candidato presidencial Jorge Carlos Fonseca e, por fim, encetou contactos individualizados com os cidadãos.
Jorge Santos ainda assistiu durante alguns minutos, à festa dos 36 anos de Independência, um evento que o número dois do MpD classificou “de escândalo e esbanjamento por parte do PAICV” (partido no poder).
“Basta ver para as tendas dos dois candidatos (presidenciais) Manuel Inocêncio e Aristides Lima. Isto é mais campanha do que festa, e tudo isto foi organizado por um partido”.
Jorge Santos fez saber que, além de uma melhor integração social, cultural e económico dos emigrantes, o candidato apoiado pelo seu partido defende a implementação de uma boa representação diplomática, como meio para equacionar alguns problemas na diáspora.
Quanto ao compromisso com os cabo-verdianos na Holanda, Jorge Santos defendeu a abertura de uma Embaixada de Cabo Verde nesse país, pelo facto deste ser um dos que mais tem contribuído para a construção e o desenvolvimento do arquipélago e, também, pelas oportunidades que oferece enquanto Estado, e como centro financeiro e de negócio.
Considerando a comunidade cabo-verdiana bem integrada, o dirigente do MpD acusou o actual Presidente da República de visitar a Líbia três vezes num ano e Holanda e Luxemburgo “nunca em dez anos”, sublinhando que Pedro Pires tem medo de confrontar as ideias com as comunidades.
O membro da comissão da candidatura de Jorge Carlos Fonseca promete um Presidente junto das comunidades.
Jorge Santos aponta como instrumentos concretos para encurtar esse afastamento, entre outras medidas, a criação do estatuto do investidor emigrante para Cabo Verde, o abaixamento das taxas alfandegárias e a diminuição da carga fiscal.
Essas medidas, esclareceu Jorge Santos, são tomadas pelo Governo, mas a intervenção concertada de um chefe de Estado com o Executivo pode influenciar nessas decisões, e é isto que o Presidente da República, promovido pelo partido “ventoinha”, vai fazer, afiançou o vice-presidente do MpD.
A liberalização do espaço aereo de modo a baixar o preço das passagens de viagens a Cabo Verde, segundo o vice-presidente do MpD, constitui uma outra preocupação da equipa de Jorge Carlos Fonseca.
Por António Verissimo
Foto:Luis Moreira
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