Cabo Verde aplica somente 150 dólares per capita com a Saúde, pega 500 milhões de escudos do INPS e mete na ELECTRA em vez de colocá-los na Saúde, e ainda tem o tamanho descaramento de se gabar no Parlamento
| "Este quadro é inaceitável e o nosso Governo precisa de ser mais honesto e humano”, disse Orlando Dias |
Para o deputado, “a saúde é um atributo que condiciona a possibilidade de consumo de todos os outros bens e serviços e os consumidores, muitas vezes, não são soberanos para decidir quando, nem como utilizar os serviços de saúde, exigindo intermediação dos profissionais e assunção plena de responsabilidades do Estado”. Por isso, “é preciso ter em conta a aleatoriedade do aparecimento das enfermidades, os diversos riscos, a demanda dos provedores e a natureza permanente das necessidades de saúde”.
Segundo Orlando Dias, “o crescimento permanente das exigências da população cabo-verdiana, dos gestores e administradores, da Ordem dos Médicos de Cabo Verde e dos profissionais de Saúde sobre os políticos e os formuladores de política em associação com o aumento e melhoria do conhecimento sobre os cuidados de saúde devem ser encarados e tratados como processos motivadores para a introdução de medidas eficazes e eficientes de reforma e não menosprezados e repudiados, irracionalmente, como tem acontecido, o que tem levado, muitas vezes, a tomada de medidas paliativas e de gestão corrente e aleatória do sistema, sem a necessária efetividade”. Assim, “torna-se cada vez mais indispensável uma adequada regulação do Estado, proporcionando o equilíbrio entre o poder central, o poder local, o Instituto Nacional de Previdência Social - INPS - o sector privado e a sociedade civil, permitindo mais transparência e responsabilização de todos os intervenientes no sistema de saúde, incluindo os utentes”.
E, para confirmar a sua opinião, referiu números do que se passa noutros países: “enquanto Maurícias gasta em saúde 382 dólares per capita (com TMM5-15 por mil), Seicheles 301 dólares per capita (com TMM5-14 por mil, Portugal 2100 euros per capita (com TMI-3,4 por mil), França 4000 euros per capita, a média da União Europeia é de 2110 euros per capita, o Governo de Cabo Verde aplica somente 150 dólares per capita com a Saúde (com TMM5-24 por mil), pega 500 milhões de escudos do INPS mete na ELECTRA em vez de colocá-los na Saúde, e ainda tem o tamanho descaramento de se gabar no parlamento (dados trazidos pelo Governo). Sinceramente, que este quadro é inaceitável e o nosso Governo precisa de ser mais honesto e humano”, concluiu Orlando Dias.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=37894&idSeccao=524&Action=noticia
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