segunda-feira, 20 de julho de 2009

NASA:Astronautas que foram à Lua incitam humanidade a chegar a Marte

Na foto, da esquerda para a direita: Buzz Aldrin, Michael Collins, Neil Armstrong e Chris Kraft, então director do Centro Johnson Space da Nasa

NASA-Buzz Aldrin e Michael Collins pousaram na Lua há precisamente 40 anos. Aproveitando a efeméride, os antigos astronautas desafiaram a Nasa a desistir de um hipotético regresso ao satélite da Terra, em 2020, e a apostar na chegada de uma viagem tripulada a Marte.«A melhor forma de honrar e de recordar todos os que fizeram parte do programa Apollo é seguir-lhes passos; para corajosamente embarcar outra vez numa nova missão de exploração», disse Aldrin, segundo a BBC.«Preocupa-me que a ênfase actual em voltar à Lua acabe necessariamente por atrasar por décadas a exploração de Marte – um destino que vale bem mais a pena», acrescentou Aldrin.Neil Armstrong, o primeiro homem a andar sobre a superfície lunar, também se juntou aos antigos companheiros esta segunda-feira, para comemorar a data. Armstrong acredita que a competição entre os EUA e a ex-URSS para chegar à Lua foi a derradeira disputa pacífica. Foi um «investimento nacional excepcional», disse.
Fonte:Abola.pt

HOLANDA: Fogo destrói barracão onde Anne Frank ficou presa

Um incêndio no nordeste da Holanda destruiu ontem dois barracões de madeira onde Anne Frank ficou detida no final da Segunda Guerra Mundial.
Os dois barracões ficavam originalmente no campo de concentração de Westerbork, no leste do país, onde os judeus holandeses eram detidos antes de serem deportados para campos de concentração na Alemanha.
Em 1957, os dois barracões foram vendidos e removidos para um vilarejo próximo, Veendam, onde eram utilizados para guardar o maquinário de uma fazenda. A causa do incêndio ainda não é conhecida.
Havia planos para remover um dos barracões, o de número 57, para Westerbork, onde atualmente há um memorial do holocausto. Em agosto de 1944, Anne Frank - que ficou mundialmente conhecida com a publicação póstuma de seus diários - e sua irmã Margot ficaram algumas semanas presas nestes barracões, onde os nazistas usavam os prisioneiros para trabalhos forçados. Após sua deportação para Auschwitz no último transporte saído de Westerbork, Anne Frank morreu em Bergen-Belsen, em março de 1945, poucas semanas antes da liberação daquele campo de concentração.
Fonte:RNW

CINEMA:Brüno, o «imoral», é banido na Ucrânia

FILME "BRUNO" INTERPRETADO PELO ACTOR BRITÂNICO SACHA BARON COHEN
As imagens de órgãos sexuais, de relações homossexuais e de calão são obscenas, impróprias e fazem de Brüno um filme «imoral», diz o Ministro da Cultura e do Turismo da Ucrânia, que baniu o último título com Sacha Baron Cohen do país.A personagem que o actor de Borat agora interpreta é a de um jornalista de moda austríaco, que, sendo gay, coloca em causa todo o tipo de estereótipos que amiúde se jogam contra a homossexualidade. Segundo a Variety, a decisão ucraniana resulta do receio de que o filme ofenda profundamente os sectores religiosos da população.Brüno, realizado por Larry Charles, deveria estrear na próxima semana na Ucrânia e os representantes locais da distribuidora, a Universal Pictures, não comentaram o caso. Esta situação não é nova para Baron Cohen: Borat também havia sido banido do Cazaquistão – de onde era originária essa personagem, também jornalista – e na Rússia.O certo é que o filme está a ter sucesso nas bilheteiras – foi número um na primeira semana de exibição nos Estados Unidos, tendo conseguido, nesse período, 41,4 milhões de euros em todo o mundo. Ainda antes desta decisão, a Universal já tinha decidido lançar uma versão ligeiramente cortada de Brüno – que está classificado para adultos – de forma a abranger audiências mais jovens.
Por Abola.pt

CPLP:XIV Reunião do Conselho de Ministros da CPLP

REUNIÃO DO CONSELHO DE MINISTROS DA CPLP-PRAIA(19-20 de Julho)

LISBOA-A XIV Reunião do Conselho de Ministros da CPLP vai decorrer de 19 a 20 de Julho, na cidade da Praia, em Cabo Verde. “A solidariedade na CPLP no contexto da crise económica e financeira internacional: perspectivas regionais” é o tema escolhido para o debate geral. Esta reunião, que se realiza no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, foi precedida pela XIX Reunião de Pontos Focais de Cooperação, nos dias 13 e 14 de Julho, e pela 125ª sessão ordinária do Comité de Concertação Permanente no dia 17, também na Cidade da Praia. Os Ministros da CPLP responsáveis pelos Assuntos do Mar reúnem-se pela primeira vez no dia 20 de Julho, pelas 10h, também no Ministério cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, na Cidade da Praia, para debater a "Estratégia da CPLP para os Oceanos" que será submetida à XIV Reunião do Conselho de Ministros da CPLP.

XIV Reunião do Conselho de Ministros da CPLP

Programa

Dia 19

Jantar oferecido por S. Exa. Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde aos seus homólogos

Dia 20

8h30Reunião Privada de S. Exas. Os Ministros

FOTO DE FAMÍLIA

09h30-Sessão de Abertura:– Palavras de Boas Vindas do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde– Abertura dos Trabalhos pelo Presidente, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal

Aprovação da Agenda Apresentação dos Relatórios

10h00-Debate Geral – “A Solidariedade na CPLP no Contexto da Crise Económica e Financeira Internacional: Perspectivas Regionais” (Intervenções de S. Exas. Os Ministros e Observadores Associados)

Promoção e Difusão da Língua Portuguesa:

1. Apresentação do Relatório da Directora Executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP)

2. Situação da Língua Portuguesa nas Organizações Internacionais

3. Reestruturação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP)

Apresentação e Aprovação da Estratégia da CPLP para os Oceanos

Aprovação dos Projectos de Resolução e de Declaração Aprovação do Projecto de Comunicado Final

Diversos

Encerramento e Conferência de Imprensa

14H00 -Final dos trabalhos

Fonte:nota de imprensa da CPLP

domingo, 19 de julho de 2009

Jogos da Lusofonia:CABO VERDE MEDALHA DE OURO EM FUTEBOL

A CLAQUE CABOVERDIANA FOI IMPORTANTE PARA A CONQUISTA DO OURO
LISBOA-A selecção Caboverdiana de futebol conquistou sábado a medalha de ouro no torneio de futebol dos II Jogos da Lusofonia, depois de derrotar Moçambique por 2-0, na derradeira jornada.
Foi num ambiente de festa no Jamor, com a ruidosa claque cabo-verdiana a animar as bancadas de início ao fim, que Cabo Verde assegurou mais três pontos na tabela classificativa, totalizando 10, o que lhe garantiu a liderança isolada e consequente conquista do lugar mais alto do pódio.O jogo, nem sempre bem jogado, teve, no entanto, alguns momentos de emoção, quase sempre com Cabo Verde mais próximo de chegar ao golo. E assim seria, ainda no primeiro tempo, na sequência de um canto, depois de muita confusão, com um jogador cabo-verdiano a atirar para o fundo das redes.
No segundo tempo, a formação moçambicana procurou responder, mas poucas vezes conseguiu criar perigo. No contra-ataque, Cabo Verde foi sempre mais afoito e já perto do final, através do recém-entrado Rody, chegaria ao golo, sentenciando a partida.A bancada central do Estádio do Jamor veio abaixo com o segundo golo e, no final, jogadores e adeptos fizeram a festa. No outro jogo, que em caso de vitória de Angola por três ou mais golos, daria aos Palancas Negras o ouro, Portugal acabou por ser mais forte e, apesar de ter estado a perder nos primeiros minutos, conseguiu dar a volta, goleando Angola por 4-1. Foram precisas duas grandes penalidades para a formação nacional dar a volta ao resultado. Depois da reviravolta, os angolanos baixaram os braços e acabaram por permitir a Portugal construir um resultado mais volumoso. Com este desfecho, Portugal subiu ao segundo lugar do pódio, que foi fechado por Angola, que assim se teve de contentar com o bronze.Encerrou assim a modalidade de futebol nos 2os Jogos da Lusofonia, com Cabo Verde a protagonizar uma das maiores surpresas desta edição dos Jogos.
Portugal que tinha sido derrotado na ronda inaugural, frente a Cabo Verde, somou a terceira vitória consecutiva, embora tenha entrado a perder no encontro de hoje, pois Amâncio, aos 23 minutos, deu vantagem a Angola.
Duas grandes penalidades, convertidas por Rui Fonte (45 minutos) e Bura (72), permitiram a Portugal dar a volta ao marcador, tendo o segundo lance levado a uma debandada da maioria dos adeptos angolanos presentes no Estádio Nacional.
A vitória de Portugal não bastou para atingir o primeiro lugar, uma vez que a selecção de Cabo Verde tinha ganho a Moçambique, por 2-0, dando a primeira medalha de ouro ao seu país nos Jogos da Lusofonia.
Com o Jogo e Organização

sábado, 18 de julho de 2009

AFRICA DO SUL:NELSON MANDELA COMPLETA HOJE 91 ANOS

NELSON MANDELA, UM FELIZ 91º ANIVERSÁRIO NELSON MANDELA E ESPOSA GRAÇA MACHEL COM A RAINHA ELIZABETH II
Nelson Mandela discursa durante um concerto internacional de música"46664"no Hyde Park á 27 de Junho de 2007 em Londres- Inglaterra.



NELSON MANDELA É ANIVERSARIANTE HOJE E POR ISSO HOMENAGEADO NO MUNDO INTEIRO
Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho 1918,
próximo a Umtata, capital da reserva de Transkei. Pertencia à família real da tribo themba, chefiada por seu pai, Henry Gadla Mandela. Sua mãe chamava-se Nosekeni. Quando Nelson Mandela tinha doze anos, ficou órfão de pai, do qual era filho único, sendo deixado aos cuidados do chefe da sua tribo. Estudou numa escola metodista e depois em Fort Hare College, em Alice, cidade ao leste do Cabo da Boa Esperança. Lá Nelson Mandela conheceu o futuro revolucionário Oliver Tambo. Foi suspenso de suas aulas por participar de um protesto contra medidas governamentais que limitavam o poder de decisão da representação estudantil em sua escola. Retornando à sua tribo, foi censurado pelo chefe, que esperava fazê-lo seu sucessor e já estava preparando seu casamento com uma noiva selecionada para ele. Tendo outros projetos para sua vida, Nelson, então com vinte e três anos de idade, decidiu fugir para Johannesburgo. Apesar de sua formação, o máximo que conseguiu foi um cargo de vigia noturno numa mina de ouro. O sistema de controle econômico com controle racial era sustentado pela exploração dos recursos minerais da África do Sul, entre eles ouro e diamantes que supriam fábricas de jóias dos grandes centros da Europa e dos EUA. Estes interesses econômicos e racistas estavam entre os principais motivos para o prolongado apoio de países europeus, dos EUA, e de aliados, ao regime racista sul-africano, e também a razão de suas contidas manifestações de condenação, e nenhuma intervenção militar, até o período final do regime de apartheid. O sistema de controle sobre a exploração e sobre o comércio das riquezas sul-africanas tinha como uma de suas diretrizes a exclusão dos não brancos. Nesta época, Mandela fez amizade com Walter Sisulo, dono de uma pequena imobiliária, que prestou a ele ajuda financeira e conseguiu-lhe um emprego a fim de que voltasse a estudar Direito. Casou-se com Evelyn Ntoko Mase, uma enfermeira, indo morar com ela em Soweto. Em 1943, por convite de Walter Sisulo, uniu-se ao Congresso Nacional Africano (CNA), uma organização negra que tinha como principal objetivo por um fim no apartheid. Indo contra o discurso moderado do presidente da organização, A. B. Xuma, Mandela formou com Oliver Tambo, Walter Sisulo e Anton Lambede, a Liga da Juventude do CNA, que defendia uma postura mais agressiva da entidade contra o governo racista sul-africano. A democracia sul-africana, com direito de voto limitado aos brancos, levou ao poder em 1948, o Partido Nacional, que tinham entre suas promessas de campanha reforçar a segregação racial do país, através do apartheid, "desenvolvimento separado". O principal argumento dos racistas referia-se a uma espécie de "valorização da diversidade": afirmava que os negros e brancos estavam em estágios diversos de desenvolvimento e que os próprios negros agrupavam-se em diferentes nações e tribos, com diferentes identidades, e que o isolamento desses vários grupos evitaria atritos entre eles. Dividiram os negros em dez bantustãs (lares bantus), baseados nas antigas reservas nativas. Incentivando o nacionalismo tribal entre os negros, o governo racista os mantinha divididos e também afastados da educação ocidental, fragilizando-os intelectualmente e garantindo mão-de-obra barata para as indústrias dos racistas. A repressão às militâncias negras também foi aumentada. Em 1958, casou-se com Winnie Mandela. Após o massacre de Sharpeville, em 1960, Mandela organizou um grupo paramilitar para lutar contra o governo racista sul-africano, que tinha apoio de países como os EUA, Inglaterra e Estado de Israel. Preso sob a acusação de traição, em 1961, recebeu em 1964 sentença de prisão perpétua por alegados atos de sabotagem. Neste período sua mulher Winnie Mandela serviu-lhe de porta-voz. Foi libertado em 1990, quando o governo de minoria branca já não podia mais suportar as freqüentes revoltas da população negra somadas à pressão mundial contra o regime de apartheid em vigor na África do Sul. Mandela, então, liderou o Congresso Nacional Africano em suas negociações com o Presidente F. W. de Klerk. Foi posto um fim no regime de apartheid e estabeleceu-se um governo multirracial. Em 1992, Nelson Mandela divorciou-se de Winnie.
Em 1993, com de Klerk, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de acabar com a segregação racial.
Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos. Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Já recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais.
Nelson Mandela foi sem sombras de dúvidas um dos maiores líderes políticos da História Moderna.
Fonte:Com noticias online

CV:Câmara de Comércio Brasil-Cabo Verde no Ceará apresentada em encontro de empresários

Praia - Empresários do Ceará, Portugal e Cabo Verde vão reunir-se na próxima terça-feira no hotel Pestana Trópico, na Cidade da Praia, em Cabo Verde para a apresentação oficial do V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa e para o lançamento da Câmara de Comércio Brasil-Cabo Verde no Ceará.
O encontro irá reunir um público de aproximadamente 1.000 pessoas, provenientes dos países de língua portuguesa, além de importantes comunidades originárias desses países mas estabelecidas na África do Sul, Argentina, Bélgica, Chile, Estados Unidos, Luxemburgo, Uruguai e Venezuela. Está prevista a realização de vários negócios e uma exposição de patrocinadores e empresas. Durante o evento será feita a apresentação da Câmara Brasil-Cabo Verde no Ceará, no Brasil, que iniciou suas actividades em Março deste ano, e que tem o objectivo de reforçar as já existentes relações empresariais e comerciais entre os dois países. A câmara surgiu com o objectivo de fomentar as relações entre os dois países nos diversos sectores. A escolha do Ceará para sediar a Câmara de Comércio teve origem no estreito contacto mantido com o país africano, nos últimos dez anos, e também pelo apoio dos órgãos e instituições locais, tais como o Governo do Estado do Ceará, a Prefeitura de Fortaleza, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), a Sebrae/Ceará e a Fecomércio.
Durante o encontro, serão prestadas homenagens ao grupo Pestana, à TACV – Cabo Verde Linhas Aéreas, ao grupo Martifer, à Mota Engil, à clínica Dr. Jório da Escócia e ao empresário Carlos Martins, conselheiro para assuntos internacionais da Câmara de Comércio Brasil-Cabo Verde no Ceará.
PNN Portuguese News Network

DIÁSPORA: Imigrantes Enviam Cerca de 36 milhões de Euros Para Cabo Verde


PRAIA-O volume das remessas enviadas ao país por imigrantes cabo-verdianos em diferentes partes do mundo registou um ligeiro aumento nos primeiros cinco meses do ano em curso, atingindo 3,962 biliões de escudos (cerca de 36 milhões de euros), soube a PANA sábado(12) na Praia de fonte oficial.Esta cifra contraria as previsões que apontavam para uma diminuição do montante das transferências dos imigrantes devido à actual crise económica e financeira internacional.Dados revelados pelos Departamento de Estatísticas do Banco de Cabo Verde, citados pelo suplemento económico do jornal “A Semana”, indicam que os dados registados entre Janeiro e Maio de 2009 (cerca de 36 milhões de euros) é superior aos 3,748 biliões de escudos (cerca de 34 milhões euros) enviados em igual período do ano passado.Dum modo geral, no período em referência registou-se um crescimento das remessas enviadas a partir de Europa, continente responsável por cerca de 75 por cento do dinheiro que os Cabo-verdianos no estrangeiro enviam ao seu país de origem.A única excepção no continente europeu regista-se em relação à Holanda, de onde chegaram nos primeiros cinco meses deste ano um total de 378,92 milhões de escudos (cerca de 3,5 milhões de euros), contra 402,35 milhões (cerca de 3,66 milhões de euros) enviados no mesmo período do ano passado.Nos Estados Unidos da América, outro grande centro da imigração cabo- verdiana, o volume das remessas está dependente das oscilações do dólar no mercado internacional, ao contrário da Europa uma vez que o escudo cabo-verdiano tem uma paridade fixa com o euro.Segundo o BCV, nos primeiros cinco meses deste ano os Cabo-verdianos residentes nos Estados Unidos canalizaram ao país 643,58 milhões de escudos (cerca de 5,85 milhões de euros) contra os 543,36 milhões de escudos (cerca de 5 milhões de euros) no mesmo período de 2008.No ano passado, as remessas dos imigrantes cabo-verdianos registaram um aumento na ordem de 2,6 por cento, ao totalizar 10,4 biliões de escudos (cerca de 94,5 milhões de euros), o que representou um crescimento de 265,3 milhões de escudos (cerca 2,4 milhões de euros) em relação a 2007 - 10,1 milhões de escudos (92,1 milhões de euros).A existência de milhares de cabo-verdianos espalhados pelo mundo - no total superior ao número de residentes no arquipélago - deixa bem claro o papel que as poupanças enviadas por ele assumem no desenvolvimento do país.Segundo estimativas, cerca de 518 mil Cabo-verdianos vivem no exterior, enquanto que a população residente em Cabo Verde era de cerca de 491 mil pessoas em 2007.A maioria destes imigrantes vive nos Estados Unidos, na Europa, com destaque para Portugal, Holanda, França, Luxemburgo, Espanha e Itália, bem como em África, sobretudo no Senegal e em Angola.
FORCV/PANAPRESS

PORTUGAL:SEF recusa 60 por cento dos pedidos de legalização

Associações dizem que as autoridades estão a "apertar o cerco" aos irregulares. SEF contrapõe com os 30 mil trabalhadores legalizados, apesar de recusar mais de metade dos pedidos que entraram em 2009
LISBOA-Associações dizem que as autoridades estão a "apertar o cerco" aos irregulares. SEF contrapõe com os 30 mil trabalhadores legalizados, apesar de recusar mais de metade dos pedidos que entraram em 2009
Os imigrantes queixam-se de que, ultimamente, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SE) está a dificultar a concessão dos títulos de residência. E que são mais os que recebem a notificação para sair do País do que a marcação da entrevista. O SEF nega, sublinhando que os números falam por si e que concederam mais de 30 mil autorizações com a nova lei. Mas mais de metade dos 4629 pedidos que entraram em 2009 foram recusados.
"Há um conjunto de factores que dificultam a obtenção e a renovação da autorização de residência. Muita gente ocorre ao artigo 88 [pedido de residência a título excepcional (ver caixa)] como tábua de salvação e, depois, é-lhes negado o visto por não preencher as condições, nomeadamente os meios de subsistência", explica André Costa Jorge, presidente do Serviço de Jesuítas aos Refugiados (SJR). E o resultado "é que o artigo 88 acaba por ser um registo de irregulares. O SEF é talvez a única polícia da Europa a ter uma base de dados de irregulares".
Desde finais de 2007, entraram 71 362 processos para regularizar a situação ao abrigo do artigo 88. Actualmente, a inscrição online já ultrapassou os 80 mil. Entre os que se inscreveram, foram aceites 60%, mas só 42% concluíram o processo. E os dados deste ano demonstram que há menos requerimentos aceites na primeira triagem, 37% dos pedidos (ver quadro). Os 2901 (63%) recusados receberam logo uma notificação para abandonar o País.
"As notificações são o pão nosso de cada dia. O SEF, em vez de encaminhar as pessoas para a legalidade, é um dos motores dessa ilegalidade", acusa Paulo Mendes, coordenador da Plataforma das Associações de Imigrantes.
"O SEF não 'apertou o cerco' como provam os números de cidadãos legalizados", respondem os responsáveis da polícia às acusações. E esclarecem que, "face à análise sumária dos dados fornecidos pelos próprios interessados, constata-se que não se encontram sequer preenchidos os requisitos essenciais para que se inicie um procedimento concreto".
Gustavo Behr, presidente da Casa do Brasil, contrapõe que se as pessoas se inscrevem para obter a regularização através do artigo 88 é porque "preenchem os requisitos e, como tal, deveriam ser todos regu- larizados". É esta a principal reivindicação das associações de apoio aos imigrantes traduzida em manifestações e em colóquios.
"O SEF está a aplicar a lei? Penso que sim", diz Pergunta André Jorge". Mas, sublinha, "os imigrantes são mais vulneráveis à actual crise. Mais facilmente perdem o emprego e, uma vez numa situação de desemprego, é maior o risco de ficarem irregulares face à lei. E a lei também tem uma margem para atender a estas situações".
E nem o facto de o Governo ter diminuído de 400 para 200 euros o rendimento mensal exigido para a renovação do visto é suficiente, já que, explicam os dirigentes associativos, muitas vezes, não têm acesso ao subsídio. O SJR tem tido um aumento de pedidos de apoio, facto que se agravou desde o início do ano.
DN online

sexta-feira, 17 de julho de 2009

DIÁSPORA CV:Pedidos de certidões implicará mudanças na organização dos serviços consulares

LISBOA-O embaixador de Cabo Verde em Portugal, Arnaldo Andrade, admitiu, esta terça-feira, 14, que o aumento de solicitações de certidões on-line por parte da comunidade cabo-verdiana em Portugal vai implicar mudanças na organização dos serviços consulares de Cabo Verde nesse país.
“Estamos ainda no início, mas vão ser precisas mudanças organizacionais, mudanças de procedimentos e mudanças de legislação para garantir, por um lado, a segurança jurídica que deve ter toda a prestação à assistência consular aos cidadãos cabo-verdianos, mas com novos processos”, disse Arnaldo Andrade.
Para dar uma ideia da dimensão do crescimento de solicitações de certidões feitas pelos emigrantes Cabo-verdianos junto dos balcões da Casa do Cidadão em Portugal, Arnaldo Andrade destacou que, “só neste ano, foram tiradas tantas certidões, quantas as tiradas durante todo o ano de 2008”.
Por isso, face a esse aumento justificou que é preciso que os serviços consulares estejam preparados para prestar melhor apoio às solicitações dos cabo-verdianos em Portugal.
Falando do impacto que os produtos disponibilizados pelo balcão da Casa do Cidadão têm tido na vida dos emigrantes cabo-verdianos radicados naquele país, o embaixador de Cabo Verde em Portugal classificou esse impacto de “uma verdadeira história de sucesso” ao mesmo tempo que reconheceu que abertura do balcão da Caso do Cidadão naquele país trouxe ganhos para a comunidade cabo-verdiana.
Antes, os emigrantes tinham que esperar entre 6 meses a um ano para obter uma certidão porque o processo era moroso Mas agora, com a abertura do balcão da Casa do Cidadão, passaram a ter uma certidão em três a cinco minutos, o que, para esse diplomata, representa uma diferença considerável.
INFORPRESS

CV:Financiada pelo MCA-CV: Estrada Assomada-Rincão inaugurada este sábado

ASSOMADA-O primeiro-ministro, José Maria Neves, inaugura, este sábado, 18, a estrada Assomada/Chã de Tanque/ Rincão, concluída no âmbito do Programa Millennium Challenge Account-Cabo Verde (MCA).
Segundo o MCA-CV, esta estrada abre novas oportunidades para a economia da ilha de Santiago, especialmente nos sectores do turismo e das pescas, e vai também beneficiar de modo particular, sete comunidades do concelho de Santa Catarina, que doravante, vêm os problemas de acesso, especialmente na época das chuvas, resolvido.
A “moderna” infra-estrutura com 15,6 quilómetros de extensão, sendo sete metros de largura de Assomada até Chã de Tanque, seis metros de Chã de Tanque até Rincão. Até Chã de Tanque a estrada possui seis metros de faixa e 0,5 metros de berma. De Chã de Tanque a Rincão cinco metros de faixa e 0,5 m de berma.
Todo o pavimento é de asfalto, com sinalização vertical e horizontal. Foram também realizadas obras de drenagem com valetas de betão e aquedutos e também introduzidas plantações de babosa e arbustos.
Conforme o MCA-CV, durante todo o período em que decorreram as obras foram realizadas actividades de sensibilização sobre o VIH/SIDA destinadas aos trabalhadores e às comunidades ao longo da estrada. Um plano de gestão ambiental foi igualmente implementado.
A obra custou cerca de 361 mil contos, a construção esteve a cargo do empreiteiro Monte Adriano, Engenharia e Construção, S.A e a fiscalização da empresa Louis Berger Group, Inc.
INFORPRESS

VATICANO:Operação no pulso de Bento XVI termina com sucesso, diz hospital italiano

VATICANO- operação no pulso direito do Papa Bento XVI terminou "com sucesso" nesta sexta-feira (17), segundo responsáveis pelo hospital Umberto Parini, na cidade italiana de Aosta.
O presidente da região do Valle de Aosta, Augusto Rollandin, também confirmou a informação. Os detalhes da cirurgia não foram divulgados.
O pontífice, de 82 anos, escorregou na casa de banho na noite de quinta-feira e quebrou o pulso direito.
"Salvo contratempos, o papa poderá sair do hospital no fim da tarde ou no começo da noite", disse o porta-voz do hospital, Tiziano Trevisan. Ele terá de usar gesso.
O papa fez uma radiografia que revelou a fratura e foi operado por volta das 12h locais. A operação ocorreu com anestesia local, e não geral, como havia sido informado a princípio.
A cirurgia foi feita pelos médicos Manuel Mancini, chefe de traumatologia do hospital, e Enrico Visetti, chefe de reanimação desse centro. Segundo as fontes oficiais do hospital, durante a cirurgia, foram colocados dois pinos no pulso e os ossos foram submetidos a tração. Em comunicado, o Vaticano disse que antes de ser levado ao hospital o papa "celebrou uma missa e tomou café da manhã".
G1-Globo online

JL:Empate entre Cabo Verde e Angola deixa tudo em aberto para sábado

LISBOA-A disputarem ambas as equipas o terceiro jogo do calendário e partindo em igualdade de pontuação, esperava-se uma luta acesa entre Cabo Verde e Angola na manutenção do primeiro lugar.
A equipa de Ulisses Antunes entrou melhor no jogo, insistindo consistentemente no ataque, e aos 25 minutos o capitão Heldon finalizou com eficácia a jogada que colocou Cabo Verde à frente do marcador. Numa primeira parte dominada pelos cabo-verdianos, que ainda obrigaram o guarda-redes angolano a defesas apertadas, foi com alguma surpresa que se assistiu, já perto dos 45 minutos, ao golo de Angola (resultado de um cabeceamento de Miguel).
Durante o segundo tempo, o jogo seguiu mais equilibrado. A equipa angolana perdeu a timidez e rematou algumas vezes contra a baliza guardada por Hélio, ao passo que Cabo Verde desperdiçou excelentes oportunidades de golo.
Fica assim tudo em aberto na corrida às medalhas para os últimos jogos este sábado, uma vez que são duas as seleções que se encontram em primeiro lugar (Cabo Verde e Angola), enquanto que Portugal ocupa o segundo lugar apenas com um ponto de diferença. Vão ser então decisivos os próximos encontros: Cabo Verde irá defrontar Moçambique e Portugal recebe Angola.
Este jogo foi, até ao momento, o que reuniu mais adeptos no estádio José Gomes. Com a assistência a vibrar do início ao fim da partida ao som dos tambores, o ambiente não podia ter sido melhor, encarnando a boa disposição e o convívio entre os países lusófonos.
Fonte: Org. dos Jogos da Lusofonia

ROTTERDAM-"De Rotterdam" grootste nieuwbouwproject in Nederland

DE ROTTERDAM
Rotterdam-Vrijdag (10 juli) heeft wethouder Hamit Karakus (wethouder wonen en ruimtelijke ordening) samen met het ontwikkelconsortium MAB Development en OVG Projectontwikkeling de start bouw van het grootste nieuwbouwproject van Nederland aangekondigd: De Rotterdam.
Dit project vereist een totale investering van 340 miljoen euro. Door intensieve samenwerking van MAB Development en OVG Projectontwikkeling met de gemeente Rotterdam is het gelukt om in deze economisch moeilijke tijd dit binnenstedelijke sleutelproject op de Wilhelminapier nog dit jaar van start te laten gaan.
Verticale stad aan de Maas
Het gebouw De Rotterdam is een unieke multifunctionele ontwikkeling aan de oever van de rivier de Maas op de Wilhelminapier in Rotterdam, ontworpen door Rem Koolhaas. In deze nieuwe verticale stad, met een oppervlakte van 160.000 m2, zullen dagelijks 3.000 tot 4.000 mensen wonen, werken, winkelen en recreëren. De bijzondere mix van functies maken het gebouw tot een verticale stad waarin 24 uur per dag geleefd wordt: een viersterren hotel, appartementen, kantoren, health club, diverse winkels, cafés en restaurants. Alle onderdelen maken slim gebruik van duurzame energielevering onder andere via het maaswater en de aardbodem. Met spectaculaire uitzichten over de skyline van Rotterdam en de Maas wordt De Rotterdam de ontmoetingsplaats op de pier.
Impuls economie en werkgelegenheid
De Rotterdam heeft een bouwtijd van 45 maanden en wordt medio 2013 opgeleverd. Met de start van dit project wordt voor de bouwsector ca. 3.600 manjaren werkgelegenheid on-site en in de toeleverende industrie gecreëerd. Bij oplevering worden 400 nieuwe banen gecreëerd in het hotel en de leisure functies.
Samenwerking marktpartijen en gemeente
Wethouder Karakus: 'De gemeente zet diverse instrumenten in om door te bouwen: de erfpachtregeling, en 40.000 m2 ingebruikname voor gemeentelijke huisvesting van de drie fysieke diensten. Dit project zorgt, mede door inzet van de 5% norm, voor een enorme boost voor de stad en de werkgelegenheid.'
Ook de aankoop van alle 220 woningen door belegger Amvest en de aankoop door NH Hoteles van het hotel van 280 kamers met een congrescentrum waren mede bepalend voor de start van dit project. Zeventig procent van De Rotterdam is verkocht of verhuurd.
Bron:Gemeente Rotterdam

quinta-feira, 16 de julho de 2009

PORTUGAL:Zeinal Bava evita comentar possível entrada da PT na brasileira Oi

ZEINAL BAVA OFERECE AO PRESIDENTE BRASILEIRO UMA CAMISOLA DE EUSÉBIO COM O NÚMERO 10
RASILIA-O presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, evitou comentar hoje possíveis negociações que podem levar à entrada da PT na Oi (ex-Telemar), a maior empresa brasileira de telefonia, para a criação de um operador luso-brasileiro.
"As empresas quando estão cotadas em Bolsa fazem negócios, não anunciam que vão fazer", afirmou o executivo, em conferência de imprensa, após um encontro com o presidente Lula da Silva, em Brasília.
"Recuso-me sempre a comentar temas que são estratégicos porque o fórum adequado é a nossa comissão executiva e o conselho de administração", limitou-se a dizer.
Uma eventual negociação para a entrada da PT no capital da Oi, operadora com 57,7 milhões de utilizadores em todos os Estados brasileiros, foi recentemente destaque na imprensa brasileira.
Em Julho de 2007, a PT confirmou que manteve contactos com alguns accionistas da Oi para explorar possibilidades de investimento, mas as negociações não avançaram.
A Oi tem entre os seus accionistas de referência fundos de pensão de empresas estatais, como Banco do Brasil (Previ), Petrobras (Petros) e Caixa Económica Federal (Funcef).
Os fundos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), a instituição financeira de fomento do Governo brasileiro, detêm pouco mais de 49% do capital da Oi.
O restante é controlado pelos empresários Sérgio Andrade, do grupo Andrade Gutierrez (construção civil), Carlos Jereissati, do La Fonte, e pela Fundação Atlântico, o fundo de pensão da Oi.
O executivo afirmou, entretanto, que o grupo português está aberto para realizar parcerias com empresas brasileiras na produção de conteúdos em língua portuguesa para a Internet, nomeadamente para o mercado africano.
"Estamos dispostos a nos aliar com todos que estão dispostos a trabalhar. Já lançamos várias versões do portal Sapo", sublinhou.
Sobre o interesse da Oi, anunciado recentemente, em passar a actuar no mercado africano, nos próximos cinco anos, Zeinal Bava ressaltou que estar em África "não é uma intenção" para a PT, mas uma "realidade".
"Já estamos em muitos países africanos, há mais de uma década. Quando falamos de África não é algo que vamos fazer no futuro, nós já estamos a fazer no presente", disse.
As operações em África representam 5% das receitas da PT e cerca de 20% dos resultados líquidos do grupo português, salientou.
"Há todo um crescimento que vai acontecer com essa redistribuição da riqueza das classes D e E, esse peso (do sector) vai aumentar no tempo. Estamos convencidos de que no Brasil o celular vai ser a grande locomotiva do crescimento", disse.
Oje/Lusa

CV:Adiado debate sobre Revisão Constitucional de Cabo Verde

PRAIA-A sessão especial do Parlamento de Cabo Verde dedicada em exclusivo ao debate sobre a Revisão Constitucional, previsto para começar na próxima segunda-feira, foi adiada "sine die", disseram hoje à Agência Lusa fontes oficiais.Rui Semedo, líder parlamentar do partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), e Jorge Santos, presidente do Movimento para a Democracia (MpD, oposição), adiantaram à Lusa que se mantém o impasse nas negociações, gerado a 25 de Junho último, e que a sessão especial foi adiada para data a fixar. Quarta-feira, na reunião de representantes dos dois maiores partidos na Assembleia Nacional (AN) cabo-verdiana, destinada a fixar a agenda de trabalhos da próxima sessão plenária, ficou definido que a última reunião dos 72 deputados começará a 27 deste mês e que o debate sobre o Estado da Nação, que tradicionalmente encerra a sessão legislativa, decorrerá dia 29.
A reforma da Constituição está assim adiada e, embora haja consenso em algumas matérias, ficaram de fora os acordos sobre questões relacionadas com a busca domiciliária nocturna, extradição de nacionais e oficialização da Língua Cabo-Verdiana, entre outras.
Além do debate sobre o Estado da Nação, os deputados cabo-verdianos vão analisar e votar as propostas de lei do governo que estabelecem o regime do Sector Empresarial do Estado e que definem o regime Geral da Cooperação Internacional Descentralizada, segundo a agenda de trabalhos, a que a Lusa teve hoje acesso.
Os parlamentares discutirão ainda propostas de lei que autorizam o governo autorização legislativa para revogar, na íntegra, o Regulamento Orgânico das Alfândegas e para alterar o Código Aeronáutico e um projecto de resolução que estabelece a comemoração de datas históricas.
Oje/Lusa

PALOP:Base de dados jurídicos online para PALOP lançada em Luanda

LUANDA-Uma base de dados jurídicos "online" para facilitar o acesso à legislação e apoiar o desenvolvimento dos sistemas judiciários para Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) foi lançada em Luanda. O endereço da base de dados é www.legis-palop.org.
O lançamento desta base de dados, um projecto avaliado em 9,8 milhões de euros, foi feita quarta-feira à noite pela ministra da Justiça angolana, Guilhermina Prata, que esclareceu os conteúdos da página, nomeadamente aspectos relacionados com a legislação e a jurisprudência nos PALOP, desde as independências destes países (1975) até aos dias de hoje.
"Trata-se de um rigoroso projecto de Apoio ao Desenvolvimento dos Sistemas Judiciários dos PALOP, que visa facilitar o acesso e divulgação da legislação, jurisprudência e doutrina destes países, pelos órgãos de administração de Justiça, num sitio na internet, sob a gestão do Ministério da Justiça", salientou a ministra.
Segundo a governante, "a base de dados contém a classificação jurídica dos actos normativos, jurisprudenciais e de doutrina de cada país desta comunidade, daí que constitui mais do que um acervo de legislação".
Na sua intervenção no lançamento da base de dados, Guilhermina Prata referiu ainda que, a continuidade do projecto prevista será assegurada pelos ministros da Justiça de cada país membro e deverá beneficiar de uma segunda fase de consolidação e capacitação financiada pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).
Segundo a ministra, o projecto, cuja ideia surgiu em 2003 na sequência de conversações entre a Comissão Europeia e os cincos Estados africanos lusófonos, abrange numa primeira fase Angola, Cabo-Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, devendo-se expandir depois para Portugal, Brasil e Timor-Leste, que no seu todo integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A base de dados foi desenvolvida por um consórcio luso-angolano, num período de nove meses e está inserido no programa do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), no âmbito da implementação dos projectos PIR PALOP I e II, para apoiar o desenvolvimento e reforço do sistema judiciário destes países.
Oje/Lusa

ENTREVISTA COM RENATO LIMA DA ARE CABO VERDE

JOÃO RENATO LIMA PRESIDENTE DA AGÊNCIA ARE DE CABO VERDE

PRAIA-Cabo Verde está encaminhado mas ainda há um longo caminho a percorrer na defesa da eficiência económica e protecção do consumidor.
João Renato Lima, 48 anos, presidente da ARE desde 2004, reclama que Cabo Verde tem das legislações sobre regulação energética mais evoluídas do mundo e recusa que os regulados vejam a agência como um monstro. Natural de Sal-Rei, na ilha da Boavista, formado em Gestão pela Universidade de Évora, Renato Lima saúda a aproximação entre as entidades de regulação lusófonas, mas adverte que há ainda um longo caminho a percorrer na defesa da eficiência económica e na protecção do consumidor. Portugal e Brasil são, no seu entender, os principais parceiros para apagar essas zonas-sombra.
Para que serve a ARE em Cabo Verde, aparentemente um país com um reduzido mercado?
A ARE é uma agência criada em 2003 na sequência de uma agência mal sucedida que se denominava Agência de Regulação Multissectorial.É uma agência também ela multissectorial, com a particularidade de ser uma agência de regulação económica, o que quer dizer que há aspectos técnicos de regulação que continuam noutros institutos e organismos centrais do Estado. Nós regulamos o sector do transporte colectivo urbano de passageiros, transporte marítimo de passageiros, o sector energético, incluindo a electricidade e combustíveis, além da água. Resumindo, o objectivo é tentar criar um clima de confiança, fomentar a eficiência económica e fazer com que os consumidores tenham um serviço de qualidade e a bom preço.
Sente que há uma ideia de que a ARE pode ser um "monstro"?
A regulação é uma tarefa difícil porque temos de harmonizar interesses divergentes.Temos os utilizadores dos serviços, as reguladas e o próprio Estado, além de, obviamente, dos consumidores, que procuramos pôr sempre no centro do sistema. Essa percepção de que a agência poderá estar a obstaculizar a actividade dos operadores pode estar relacionada com o facto de exigirmos rigor, nomeadamente na fixação de preços para que o consumidor não seja penalizado pelas ineficiências das empresas. Há um trabalho que, de facto, numa perspectiva se calhar simplista, um qualquer operador pode pensar que a regulação funcione como uma espécie de inimiga do mercado. Mas acho que isso é um contra-senso, porque se o cliente for bem servido a bom preço, isso é vantajoso também para quem presta o serviço. Terá a sua rentabilidade financeira assegurada, bem como os seus equilíbrios financeiros.
Mas essa mensagem está a passar?
A mensagem está a passar, ou está a passar aos poucos. Criámos recentemente um gabinete de comunicação e de apoio ao consumidor. Criámos um site que foi operacionalizado há relativamente pouco tempo e estamos a publicar um boletim informativo. Mas a dificuldade maior da regulação em todos os quadrantes tem a ver com as assimetrias da informação. Nesta fase de luta, de procurar saber o que de facto as empresas estão a fazer, há resistências que são naturais, mas que dificultam, em grande parte, o trabalho da ARE. Mas a agência terá de ser vista numa outra perspectiva: estamos aqui para ajudar a tornar o mercado atractivo e, em última instância, dar o nosso contributo para a competitividade do país.
A ARE alargou a sua área de actuação, com a junção dos aspectos técnicos... O que o governo decidiu recentemente foi juntar à regulação económica os aspectos puramente técnicos. Digamos que se fundiu a regulação económica e técnica. Há uma sobreposição de competências em quase todos os sectores que a ARE regula que dificulta o processo de decisão. Por exemplo, no sector da água, há atribuições que estão em institutos de gestão dos recursos hídricos e os próprios municípios acham que têm determinadas prorrogativas na fixação de preços. Há aqui aspectos que terão de ser clarificados para que a regulação seja mais fluida, para que não haja zonas-sombra.Em Cabo Verde, se calhar herdámos isso por questões culturais, gostamos muito de regular, ou de regulamentar, ou ainda de criar leis. Curiosamente, depois esquecemo-nos de revogar outras. Depois cria-se aqui uma confusão.
Quem é responsável por quem?
Há um trabalho de arrumação legal a fazer e clarificar estratégias, mas estamos convencidos de que será uma batalha ganha a médio/longo prazo.
A legislação actual é suficiente ou há ainda um longo caminho a percorrer?
Quanto ao enquadramento legal, se calhar Cabo Verde tem dos quadros mais evoluídos quase que a nível mundial. Mas isto está longe de ser suficiente e quando nos associamos com outros países, como Portugal, Brasil e outros, estamos à procura de crescer um pouco mais: partir de leis gerais para chegar a regulamentos que estão mais próximos e ajustados às respostas que os consumidores e utilizadores esperam no dia-a-dia. Por mais bonitas que sejam as leis, acabamos por, em determinadas situações, não ter capacidade de resposta porque ainda não regulamentámos, ainda não definimos determinados códigos e algumas balizas estão por definir.
E a Associação dos Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa (RELOP), de que a ARE é fundadora, é esse caminho?
A RELOP, no sector energético, sim, é o caminho que pretendemos fazer. Mas antes da RELOP (criada em 2008) já tínhamos relações bilaterais com praticamente todas as agências (sete) que a integram. Mas decidimos que é preciso definir programas, capacitar pessoal, ter o apoio técnico das agências do Brasil, da ERSE (Entidade Reguladora do Sector Energético de Portugal, cujo presidente, Vítor Santos, lidera também a RELOP), na feitura dos regulamentos. Se formos todos para as consultorias internacionais, o processo será muito mais lento e eventualmente desajustado à realidade de cada Estado. Pertencendo a uma mesma família, teremos um espaço de diálogo mais distendido e haverá respostas mais concretas e ajustadas à realidade.
E em que medida uma boa regulação pode ajudar a atrair o investimento interno e externo?
A economia, hoje, funciona numa base de confiança. Parece um cliché, mas é uma verdade eterna. Se não houver confiança, segurança, um quadro legal bem definido, se um operador não tiver a certeza de que, em determinadas circunstâncias, pode ter as condições que lhe permitam o normal retorno dos investimentos, então é evidente que não aparecem investidores. E isto acaba por prejudicar o país. Por isso, a regulação visa transmitir essa confiança. Para isso, terá de estar dotada e de ter uma certa pujança para que a sua afirmação possa ser feita pela qualidade das decisões que tomar.
Está numa posição privilegiada para uma análise da qualidade do investimento português que faz em Cabo Verde?
Portugal é, reconhecidamente, o melhor parceiro de Cabo Verde na cooperação e nas trocas comerciais. Todos os dados apontam neste sentido. Há um sentimento de confiança no país e acho que este fluxo de investimento poderá ganhar contornos mais interessantes com o fim deste pequeno ciclo de crise que estamos a viver. Mas há outras razões que justificam que os investidores portugueses estejam a procurar Cabo Verde: somos um país estável, com segurança, geograficamente bem situado e localizado e a pequenez do nosso mercado pode parecer uma coisa estranha para quem investe, mas Cabo Verde pode servir de placa giratória para atingir outros mercados com maior expressão, como a costa ocidental de África, ou mesmo para exportar para países de outros quadrantes geográficos. Cabo Verde é um país seguro, jovem, de poucos anos (34), mas com uma democracia consolidada, com as instituições a funcionar, muitas vezes com algumas falhas que são normais neste processo de crescimento. Mas, de facto, há um clima propício para o investimento em Cabo Verde, sobretudo porque as suas instituições têm credibilidade.
Agência LUSA-Por José Sousa Dias

ANGOLA:TAAG retoma voos para Lisboa em Agosto

BOEING 777 DA TRANSPORTADORA ANGOLANA TAAG
Luanda – A Comissão Europeia anunciou quarta-feira(15) o levantamento condicional da proibição de realização de voos para a Europa da TAAG, e a partir do dia 1 de Agosto deste ano a companhia realizará o primeiro voo para Lisboa, Portugal, com o Boeing 777. Segundo uma nota de imprensa do Ministério dos Transportes, a companhia está autorizada a realizar 10 frequências semanais, mais três do que as existentes, que estarão sujeitas à inspecção dos institutos nacionais de Aviação Civil de Angola e de Portugal. Caso a TAAG demonstre total conformidade ao longo das inspecções, a reunião do comité de segurança da União Europeia, em Novembro, poderá confirmar a sua retirada da lista de companhias interditas de voar no espaço da União Europeia, podendo retomar voos para outros destinos europeus. A decisão constitui “o reconhecimento público do esforço que a companhia tem vindo a desenvolver no sentido de assegurar os necessários padrões de segurança, qualidade e fiabilidade”, refere a nota oficial. A decisão é também um “voto de confiança no processo de reorganização do INAVIC (Instituto Nacional de Aviação Civil), cuja actuação determinada ao longo dos últimos meses foram essenciais para assegurar a credibilidade de todo o sector de transporte aéreo de Angola”, sublinha o documento. O documento refere que a nível do processo de recertificação, a TAAG foi a primeira companhia aérea angolana a cumprir com os novos e exigentes requisitos do INAVIC, obtendo o certificado de operador aéreo no dia 28 de Maio de 2009. Relativamente ao processo de reentrada na IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos), a TAAG concluiu a rigorosa auditoria IOSA “com 100 porcento de conformidade em relação aos padrões internacionais”. A TAAG submeteu-se a um “safety assessment of foreign aicraft” (SAFA) – avaliação de segurança - por peritos da União Europeia (UE), que levou a recomendação unânime do Comité de Segurança Aérea da UE no sentido de levantamento da proibição de viajar para a Europa. A recomendação, resultado da apresentação pela TAAG e pelo INAVIC das melhorias substanciais obtidas, foi aprovada pela Comissão Europeia, ratificando o seu regresso ao espaço aéreo europeu. Segundo o comunicado, a companhia está hoje mais perto de se colocar em pé de igualdade com as melhores companhias aéreas do mundo e isso deve-se em larga medida à incansável atitude dos seus trabalhadores.
Angop

NASA:Os três pilotos que fizeram a primeira incrível viagem à Lua

"A 16 de Julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins descolaram do Cabo Canaveral. Depois de uma viagem de quatro dias, a sua rede espacial, composta pelos módulos Columbia e Eagle, metia-se em órbita à volta da Lua. Armstrong e Aldrin instalaram-se no módulo de aterragem Eagle, enquanto Collins, que tinha ficado no Módulo Columbia, continuava a girar à volta da Lua. Pilotado por Armstrong, o Eagle desceu em direcção à superfície da Lua. Depois de sobrevoar um pouco para escolher um local favorável, desceram sobre o Mar da Tranquilidade. Os astronautas equiparam-se para sair, e filmado por uma câmara colocada no exterior do módulo Eagle, Neil Armstrong desceu a Escada e pôs o pé no solo da Lua".(in Blog Ciências Fisicas)
NASA-Parecia impossível que naquele ponto branco no céu estivessem dois homens a dar pequenos saltos. O primeiro passeio lunar durou duas horas e meia e, em órbita, havia um terceiro astronauta muito, mas mesmo muito sozinho.
Passaram 40 anos e ainda há quem não acredite que fosse verdade. Na Terra, 450 milhões de pessoas seguiam aquele acontecimento improvável pela televisão.
Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar o solo da Lua, comandante da tripulação da Apollo 11, estava à beira de fazer 39 anos. A missão correu sem falhas e o único erro que lhe atribuem foi o de ter pronunciado de forma quase inaudível o artigo indefinido "um" na famosa frase "pequeno passo para um homem, salto gigantesco para a humanidade".
Piloto naval com acções de combate na guerra da Coreia (abatido uma vez), Armstrong foi também piloto de testes com a sua dose de histórias de arrepiar. Ao serviço da NASA, voou em três missões e, pouco depois da Apollo 11, deixou a agência para seguir uma discreta carreira de professor. Não deu mais entrevistas e podia ter sido tudo o que queria, mas recusou ofertas políticas. Há uma cratera lunar com o seu nome e um asteróide.
O segundo astronauta, Buzz Aldrin, viveu com a mágoa de ser segundo. Embora fizesse o mesmo que Armstrong, com 15 minutos de diferença, Aldrin será sempre o primeiro a ser esquecido. Mas é ele que aparece nas fotos na Lua. Piloto da força aérea, Buzz Aldrin abateu dois MIG-15 na Guerra da Coreia e chegou a coronel. Também foi piloto de testes. Depois da Apollo, debateu-se com alcoolismo.
Michael Collins, o terceiro homem da tripulação, fez um trabalho bem difícil, o de ficar sozinho durante as órbitas lunares. Filho e sobrinho de generais, Collins chegou a major-general da força aérea.
Neil Armstrong
- Nascido em Agosto de 1930, estava à beira de completar 39 anos quando pisou a Lua- Tem actualmente 78 anos- Com sólida base científica e de engenharia, Armstrong foi piloto militar num porta-aviões e combateu na Coreia- Participou em missões 'Gemini ' - Era o comandante da missão 'Apollo 11'
Michael Collins
- Nasceu em Roma, Itália, em Outubro de 1930- Tem actualmente 78 anos- Piloto da força aérea americana, membro da 'Gemini 10', era piloto do módulo de comando da 'Apollo 11'
Edwin 'Buzz' Aldrin
- Nascido em Janeiro de 1930, era o membro mais velho da 'Apollo 11'- Tem agora 79 anos- Piloto militar na Coreia, foi também piloto de testes e chegou à patente de coronel - Era piloto do módulo lunar e foi o segundo homem a pisar o solo da Lua.
DNonline-Por Luis Naves

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PORTUGAL:DEFESA DO CASO ISALTINO MORAIS

ISALTINO MORAIS-PRESIDENTE DA CÂMARA DE OEIRAS
Com duras críticas ao Ministério Público e a toda a acusação, a defesa de Isaltino Morais fez hoje as alegações finais. O advogado Rui Eloy Ferreira pediu a absolvição por todos os crimes e disse que o processo constituiu uma «tentativa de assassinato cívico e político»

SINTRA-No início do julgamento que decorre no tribunal de Sintra, Isaltino Morais era acusado de três crimes de corrupção, um de abuso de poder, um de participação económica em negócio, um de branqueamento de capitais e um outro de fraude fiscal.
Na semana passada, o procurador do Ministério Público (MP) Luís Elói deixou cair um dos crimes por corrupção, mas a defesa de Isaltino Morais entende não haver fundamento para que o presidente da Câmara de Oeiras seja acusado por qualquer ilícito.
Retomando uma alegoria culinária referida pela acusação, o advogado de defesa acusou a investigação de ser «muito mal confeccionada, com especiarias mas sem um ingrediente fresco» e defendeu a relevância de várias testemunhas que passaram pela sala de audiências, e não apenas da prova documental apresentada pela acusação e que a terá levado, segundo a defesa, a orientar-se por «convicções e conjecturas» e não factos.
Rui Eloy não se conteve ao apontar «graves peripécias» ocorridas durante o processo, nomeadamente por alegadas «fugas de informação», e pelo «ambiente tenso nos interrogatórios, que acabaram de madrugada», ainda na fase de instrução.
Sob fogo ficaram também os critérios do MP, ao não querer chamar testemunhas como Onésimo da Silveira e Carlos Veiga (no caso de abuso de poder no decorrer do processo de geminação com Cabo Verde), ao arrolar Paula Nunes quando esta é arguida num processo paralelo, ou ao não acusar Leandro Alves e Casimira Alves (no que toca ao branqueamento de capitais).
Ponto por ponto, o advogado de defesa (recorde-se que na primeira sessão do julgamento, em Março, esteve presente Pinto de Abreu, do mesmo escritório) rebateu todos os crimes de que Isaltino é acusado.
No que toca à participação económica em negócio, o advogado entende ter ficado «demonstrado que não havia na Câmara de Oeiras ninguém disponível com a qualificação e know how» de Fernando Trigo, que desempenhou funções de assessoria e trabalho de kliping de notícias. A isto junta-se uma empresa deste ex-jornalista e de Isaltino Morais, que elaboraria um boletim informativo que a edilidade adquiriu. Rui Eloy entende que esse negócio «foi de interesse público», uma vez que na altura os meios de comunicação eram escassos.
Caída uma acusação por corrupção, a defesa reitera que é «abjecto (Isaltino) ser acusado de corrupto». Foi criticada prova documental, como as fotografias da casa de Altura, e vincado o longo tempo entre as situações que a acusação relaciona, entendendo que o trabalho do empresário João Algarvio na casa de férias de Isaltino é de pouca monta e nunca seria justificação para ilícitos posteriores. «A acusação não logrou relacionar actos distanciados», sentenciou o causídico, argumentando não haver irregularidades na aprovação de um empreendimento do construtor no município e que esse aval foi suportado em pareceres camarários. No banco dos réus está também o empresário Mateus Marques, alegado co-autor, mas a conclusão de Rui Eloy é a mesma: «São sugeridas relações promíscuas com construtores, sem apresentar um caso concreto».
Rebatendo a acusação de abuso de poder, o advogado acusa o MP de não se ter interessado pelo que motivou as actas usadas como prova do suposto interesse de Isaltino num terreno em Cabo Verde. «Todas as testemunhas negaram qualquer tipo de manipulação, influência ou exigência», vincou a defesa, que repetiu um argumento usado por vários políticos e ex-políticos da antiga colónia portuguesa: «A ‘morabeza’ é mais forte que uma escritura e não tolera o ‘não’».
A rematar, Rui Eloy manifestou o desejo de que «esta história processual não se repita». «Que nunca mais um pedido de prisão efectiva se repita sem provas», rematou.
SOL-Por Igor Costa

BRASIL:Brasil quer fundar outra empresa pública para exploração de petróleo

Governo brasileiro pretende criar uma nova empresa estatal, à margem da Petrobras, para explorar as promissoras reservas de crude que podem multiplicar por seis as reservas do país, afirmou o Governo segunda-feira.O novo quadro regulador do petróleo prevê um sistema de repartição da produção entre o Estado e as empresas que ganhem os concursos para explorar blocos na área geológica do pré-sal, onde foram encontradas as últimas reservas do país.Este modelo podia estender-se a outras áreas "estratégicas", onde se encontram reservas "generosas" de petróleo, de acordo com o ministro brasileiro das Minas e Energia, Edison Lobão, numa reunião do gabinete de ministros presidida pela presidente Lula da Silva, em que se definiram as linhas mestras da reforma da lei brasileira do petróleo.A intenção do Governo do Brasil é criar um fundo social com os lucros do petróleo para financiar a educação, saúde pública e outros programas sociais que será administrado pelo Ministério da Fazenda.Segundo o ministro os últimos pormenores da reforma legislativa deverão estar preparados dentro de duas semanas, prazo em que será encaminhada ao presidente brasileiro.O pré-sal é uma área geológica situada no Oceano Atlântico a cerca 290 quilómetros do litoral do Rio de Janeiro, em águas profundas sete mil metros abaixo do nível do mar. O Governo brasileiro calcula que esta zona poderá ter reservas até aos 80.000 barris de crude, o que poderá multiplicar por seis as actuais reservas do país.
Oje/Lusa

NIGÉRIA:MEND decreta cessar-fogo de 60 dias

LAGOS-O principal grupo armado da Nigéria, que efectua "uma guerra do petróleo", decretou um cessar-fogo temporário de 60 dias, após a libertação do seu chefe Henry Okah na segunda-feira, no âmbito de uma amnistia presidencial."A contar das 00:00 horas de quarta-feira, 15 de Julho de 2009, o Movimento para a emancipação do delta do Níger (MEND) observará um cessar-fogo temporário por um período de 60 dias", indicou o grupo num comunicado.O MEND explica que a decisão foi guiada por vários factores, sendo o mais determinante a libertação de Henry Okah, preso desde o fim de 2007.O movimento indica que considera a sua libertação "um passo para uma paz e uma prosperidade verdadeiras se a Nigéria estiver aberta a discussões francas e a discutir os problemas de fundo" que geraram o movimento de rebelião no delta do Níger, região petrolífera do Sul da Nigéria.Okah foi libertado segunda-feira, já que a justiça nigeriana abandonou as acusações de traição que pesavam contra ele, depois de aceitar uma amnistia presidencial. O engenheiro marítimo de 45 anos Henry Okah foi detido em Setembro de 2007 em Angola por tráfico de armas.O MEND assegura que vai constituir uma equipa de negociações com o Governo, mas impõe como "condição obrigatória" para qualquer discussão a retirada da Força mista polícia-exército (JTF) da zona do delta do Níger.O MEND afirma efectuar "uma guerra do petróleo" contra as multinacionais e as autoridades federais, oficialmente para obter uma maior parte dos rendimentos petrolíferos em prol das populações miseráveis da zona. Desde que surgiu em 2006 que o MEND multiplicou as sabotagens e ataques no Delta do Níger. Desde então a produção de petróleo bruto caiu cerca de um terço e atinge actualmente um limite de 1,8 milhões de barril/dia contra 2,6 mbj há três anos.A Nigéria, que durante muito tempo e de longe era o principal produtor de petróleo de África, está actualmente lado a lado com Angola.
Oje/Lusa

TPI:Charles Taylor nega ter recebido diamantes em troca de armas

Haia- O antigo presidente liberiano, Charles Taylor, negou perante o Tribunal especial para a Serra-leoa (TSSL, sigla em inglês), de Haia, ter recebido diamantes em troca de armas para os rebeldes serraleonenses de que é acusado de ter dirigido pessoalmente.
" Nenhum ser humano poderá acreditar ser verdade que fiz negócio com a RUF, recebendo diamantes em troca de armas ou recebendo diamantes em troca de algo ", afirmou Taylor, que começou, terça-feira, a depôr perante o tribunal.
Segundo a acusação, Taylor dirigia pessoalmente os rebeldes da Frente revolucionária unida (RUF), a quem forneceu armas e munições em troca de um acesso aos recursos, nomeadamente diamantes e madeiras preciosas, da Serra-Leoa.
" Recebias regularmente frascos de mayoneses com diamantes da RUF?", interrogou a sua advogada, Courtenay Griffiths, citando o depoimento de uma testemunha da acusação.
" Nunca recebi nada, nem frascos de mayoneses, nem café ou diamantes. É uma mentira, trata-se de uma mentira diabólica ", assegurou o antigo senhor de guerra eleito presidente da Libéria em 1997, que se encontra no tribunal desde Janeiro de 2008.
Charles Taylor, é acusado de 11 crimes de guerra e contra a humanidade, nomeadamente morte, violação e recrutamento de crianças durante a guerra civil na Serra-Leoa, que causou 120 mil mortos e milhares de mutilados entre 1991 e 2001.
Angop

UE:Ex-PM polaco eleito presidente do Parlamento Europeu

O antigo primeiro-ministro polaco Jerzy Buzek foi terça feira(14)eleito em Estrasburgo presidente do Parlamento Europeu, na sessão constitutiva da assembleia para a legislatura 2009-2014.
BRUXELAS-Buzek, conservador de 69 anos, foi eleito na primeira volta do escrutínio, ao recolher os votos de 555 dos 736 deputados da nova assembleia.
A eleição de Buzek, do Partido Popular Europeu (PPE), estava garantida à partida, na sequência de um acordo entre as três grandes famílias políticas europeias -- PPE, Socialistas e Liberais -- em torno da distribuição dos cargos mais importantes da instituição e que prevê que a presidência seja assumida por um socialista na segunda parte da legislatura.
Na sequência desse acordo -- que abrange também a distribuição das vice-presidências da assembleia -, o liberal Graham Watson retirou a candidatura à presidência do Parlamento, pelo que a sueca Eva Britt-Svensson, do Grupo da Esquerda Unitária, era a única concorrente de Buzek, tendo recolhido 89 votos.
O "novo" Parlamento Europeu, que conta com 22 eurodeputados portugueses, elegeu terça feira o presidente da assembleia mas decidiu não se pronunciar para já sobre a recondução do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que deverá ter que esperar pela sessão plenária da "rentrée" política, em meados Setembro, para ver o seu nome aprovado pelo hemiciclo.
DN/LUSA

IRLANDA DO NORTE:Confrontos regressam com violência

BELFAST-Há muito tempo que a Irlanda do Norte não vivia uma noite tão violenta. A marcha anual dos unionistas protestantes da Ordem de Orange degenerou em confrontos no bairro de Ardoyne, em Belfast, zona predominantemente nacionalista e católica.Os habitantes do bairro culpam os protestantes pelos incidentes – que se alastraram a outras cidades –, mas também desceram às ruas. As autoridades tiveram de intervir e acabaram atacadas com os próprios carros-patrulha, cocktails molotov, pedras e garrafas. Contabilizam-se 23 polícias feridos.O líder do partido nacionalista, Gerry Kelly, aponta o dedo ao grupo Real Ira, um grupo extremista que se opõe ao processo de paz na Irlanda do Norte.«As acções desta noite expõem com clareza o processo contrário ao processo de paz e a agenda sectária que alimenta estas facções. Foram eles que mandaram esta gente para aqui com a intenção de provocar motins, de agravar ainda mais o sectarismo. Isto não tem nada a ver com o republicanismo irlandês», disse Kelly à BBC.Estes confrontos são comuns durante as marchas da Ordem de Orange, que pretende comemorar a vitória militar do rei Guilherme de Orange sobre os monárquicos católicos, em 1690, na Grã-Bretanha, precisamente onde hoje está a República da Irlanda.
BOLA.PT

terça-feira, 14 de julho de 2009

FRANÇA:Sarkozy defende gasto militar com tecnologia e espionagem

Johnny Hallyday o famoso cantor francês actua para 700 mil pessoas em Paris
PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu nesta terça-feira, 14, que os gastos militares de seu país concentrem-se em armas de alta tecnologia e nos serviços de espionagem. Os comentários do líder francês foram feitos durante a revista das tropas realizada anualmente como parte das celebrações do Dia da Bastilha. Jovens franceses colocaram fogo em 317 carros e feriram 13 policiais durante a noite de segunda para terça-feira, às vésperas do feriado, segundo a polícia francesa.
A cerimônia deste ano tem os líderes da Índia e da Alemanha como convidados de honra do presidente. A França celebra o aprofundamento das relações com a Índia e o deslocamento de soldados alemães em solo francês como parte do retorno de Paris à estrutura de comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Uma multidão aplaudia enquanto soldados indianos e alemães marchavam ao lado de algumas das mais modernas unidades militares francesas nos Campos Elísios e aviões de combate sobrevoavam Paris. Sarkozy e sua esposa, Carla Bruni, cumprimentaram crianças feridas em guerras no exterior e levadas à França para tratamento.
Protestos
Segundo a BBC, a direção da polícia francesa informou que pelo menos 317 carros foram queimados em periferias do país na madrugada desta terça-feira, data das festividades nacionais que celebram a queda da Bastilha. Esse número, segundo um balanço ainda provisório, já representa um aumento de 6,7% em relação ao ano passado. O número de pessoas presas, 240, dobrou na comparação com o mesmo período. O ministro do Interior, Brice Hortefeux, anunciou que irá reforçar a segurança no país nesta terça-feira, com um esquema policial de 40 mil homens.
Os transportes públicos, sobretudo os que ligam as periferias de Paris à capital também serão mais vigiados, disse o ministro. Hortefeux também proibiu a venda de certos tipos de fogos de artifício, que podem ser utilizados contra os policiais. Nesta madrugada, 13 policiais ficaram feridos nos protestos. A maioria sofreu problemas auditivos causados por explosões de fogos de artifício atirados contra eles.
Tradicionalmente inúmeros veículos são incendiados em subúrbios pobres da França durante as festividades de 14 de julho como sinal de protesto contra a situação social dos moradores dessas áreas, onde vivem principalmente pessoas de origem imigrante e os índices de desemprego podem atingir 40%. Mas neste ano, em razão da crise econômica, o sentimento de insatisfação contra o governo tende a ser ainda maior. Além disso, nos últimos dias, confrontos entre jovens e a polícia vêm ocorrendo em cidades da periferia.
Como em situações anteriores, os distúrbios dos últimos dias foram causados por moradores que acusam os policiais de uso da violência em operações nessas áreas. Em Montreuil, ao norte de Paris, cerca de 300 pessoas protestaram nesta madrugada contra a expulsão de pessoas que ocupavam ilegalmente um prédio abandonado. Um homem afirma ter perdido um olho nessa operação devido a uma bala de borracha disparada por um policial. Os manifestantes em Montreuil atiraram fogos de artifício contra os policiais, que responderam aos ataques com bombas de gás lacrimogênio.
Apesar dos incidentes e do maior número de carros queimados, a direção da polícia francesa informa que, globalmente, a noite de véspera do feriado nacional "foi calma, sem maiores incidentes". No entanto, a polícia afirma que houve muitas agressões "com artefatos pirotécnicos" contra os oficiais. A polícia ainda está contabilizando o número de carros queimados nesta madrugada. O balanço final deve ser divulgado no final da tarde desta terça.
O ministro do Interior convocou uma reunião na quarta-feira com os secretários de Segurança Pública do país para pedir uma mobilização contra a delinquência na França, "que parou de registrar queda" no primeiro semestre deste ano.
Estadao.com.br

ESPANHA:Erro clínico grosseiro mata prematuro

O destino parecia traçado: menos de uma semana depois da mãe, com gripe A, ter falecido, o bebé prematuro, que conseguira ser salvo, morreu hoje em Madrid na sequência de um erro clínico grosseiro.
MADRID-Um bebé prematuro, filho de uma jovem marroquina que foi a primeira vítima mortal da gripe A (H1N1) em Espanha, morreu hoje num hospital de Madrid devido a um "terrível erro profissional", informam fontes sanitárias.
O pessoal de enfermagem "confundiu a via de administração de um leite específico para bebés prematuros e introduziram-no na veia, quando devia ser por via nasogástrica", explica António Barba Ruiz de Gauna, director do Hospital Gregório Maranon.
A sonda nasogástrica é um tubo de material plástico, mais ou menos flexível, que normalmente se coloca por via nasal.
O bebé, que nasceu por cesariana às 28 semanas de gestação, não ficou infectado com a gripe A (H1N1) que matou a mãe. A jovem de 20 anos morrera há menos de uma semana, 30 de Junho.
"É uma negligência gravíssima que não tem desculpa", acusa o director do hospital, adiantando que foi aberta uma investigação interna à pessoa que cometeu o erro.
O bebé "estava a evoluir bem", quando domingo à noite lhe foi administrado o leite pela via errada. Embora o erro tenha sido detectado pouco depois e os médicos tenham "tentado limpar-lhe o sangue", o bebé morreu hoje.
Em relação à possibilidade da família do bebé processar o hospital por negligência, o director adianta que o estabelecimento de saúde assume "todas as responsabilidades humanas". A família da jovem anunciou poucos dias após a sua morte que iria iniciar um processo judicial pelo facto. Após a morte do bebé, os profissionais de enfermagem foram afastados do serviço no Hospital Gregório Maranon. O caso está também a ser investigado pela tutela.
EXPRESSO/LUSA.PT

NIGÉRIA:Libertado líder rebelde do Delta do Níger

HENRY OKAH LIDER DO MEND
ABUJA-O líder do Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (MEND), Henry Okah, foi libertado pelo governo da Nigéria, satisfazendo uma exigência do principal grupo rebelde por detrás dos ataques a plataformas petrolíferas no sul do país.
Segundo o advogado de Henry Okah, Femi Falana, o líder do MEND foi libertado segunda-feira, depois de a Procuradoria-Geral nigeriana ter retirado as acusações de traição e contrabando de armas que caíam sobre ele.
Já o procurador-geral, Michael Aondoakaa, explicou que “a Procuradoria e o acusado chegaram a uma solução por mútuo acordo”.
A libertação ocorre cerca de um mês depois de o governo ter anunciado uma amnistia a vários elementos da guerrilha, entre os quais Okah, apesar de o MEND ter afirmado que a libertação do líder não implica os fins dos ataques.
A razão que terá estado na origem da amnistia, decretada a 25 de Junho pelo presidente nigeriano, Umaru Yar’Adua, seria o pedido do grupo rebelde para tratar Okah no estrangeiro, uma vez que este tinha problemas renais.
Apesar de inicialmente ter recusado a concessão da amnistia, Yar’Adua ordenou na semana passada ao ministro do Interior que reiterasse a oferta e prometeu libertar Henry Okah em breve, caso este aceitasse.
O MEND iniciou as suas actividades armadas em 2006 para exigir ao governo nigeriano mais autonomia e investimentos na região petrolífera do Delta do Níger, tendo procedido a ataques a oleodutos, gasodutos e instalações de extracção, bem como ao sequestro de empregados das empresas petrolíferas nacionais e estrangeiras.
Nas últimas semanas, o MEND realizou vários ataques contra instalações da Shell, Chevron e Agip, o que obrigou estas empresas a reduzir a extracção e exportação de petróleo da Nigéria.
Os ataques e actos de sabotagem do MEND reduziram a produção de barris de petróleo de 2,6 milhões de barris diários (a quota determinada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, OPEP) para cerca de 1,3 milhões de barris por dia.
Correio da Manhã.pt