Praia sem luz
O sinal é claro, começou a época dos apagões e, com eles, abriu a caça da Electra aos bolsos dos consumidores. É que, como também desde há muito se percebe, o principal negócio da empresa é mesmo não fornecer energia. Entende-se: não se gasta no combustível e apresenta-se a conta como se o serviço fosse prestado.
Seguramente, esgotados os argumentos dos sabotadores, falidas as desculpas dos caloteiros, encerrada a verborreia da falta de dinheiro para a compra de combustível, José Maria Neves e o seu ministro dos apagões virão a terreiro – pela interposta pessoa de um borra-botas qualquer – exibir mais uma, duas ou três avarias – o argumento agora em uso. Ou, se o Primeiro-ministro estiver para aí virado, inventar-se-á nova desculpa que justifique a injustificável roubalheira e incompetência da Electra.
É mesmo assim: ROUBALHEIRA! E só pode ser assim uma notícia de apagões: parcial, porque toma posição! Mas haverá outra forma de se escrever sobre o escândalo da energia? Poder-se-á ser imparcial quando a Electra nos rouba e, descarada, mente? Quando um Primeiro-ministro nos anda a contar histórias da carochinha vai para sete anos? Ainda para mais quando toda a gente já percebeu que em Fevereiro do próximo ano a situação não se vai resolver coisa nenhuma?
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=34556&idSeccao=525&Action=noticia
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