domingo, 18 de dezembro de 2011

CV(LIBERAL):DE NOITE SE FEZ BRANCO

A rua foi do povo 
E pareceu perceber-se que a melhor solução para a insegurança é mesmo tomar a rua e deixar a bandidagem encolhida, temerosa e cobarde, impotente, castrada das “valentias” que a agitam em grupo e contra vítima indefesa

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PRAIA- A Noite Branca estendeu-se ontem madrugada adentro, dando ao Plateau a singular agitação que, de há muito, ali não se conhecia. A cidade aderiu em peso ao desafio da Câmara Municipal da Praia e o povo tomou a rua. “É nossa!”, lia-se nos olhares dos praienses maravilhados pelo fruir da cidade, por andar ali, nesse fantástico ajuntamento, sem ter de olhar para trás…
E pareceu perceber-se que a melhor solução para a insegurança é mesmo tomar a rua e deixar a bandidagem encolhida, temerosa e cobarde, impotente, castrada das “valentias” que a agitam em grupo e contra vítima indefesa. E percebeu-se, também, o orgulho da mole humana por ser parte da cidade, por a sentir coisa sua. O que é raro!
Em cada esquina, estendendo-se do largo fronteiro ao Palácio da Presidência, indo até aos confins da pedonal 5 de Julho, passando pelo cada vez mais activo Café Palkus – no Palácio da Cultura, fechado sabe-se lá por ordem de quem -, a música, as cores misturando-se no branco das gentes e na negritude da noite, os cheiros plurais de petiscos e guloseimas, estenderam-se todos, entrecruzados, fazendo do Plateau a capital da utopia, por uma noite que fosse, por um momento breve que soube a pouco e exige replay.
Nôs Praia, nôs orgulho!


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