Perdidas as eleições nas condições humilhantes que se conhecem, José Maria Neves e a máquina de Estado por ele controlada, não param de criar constrangimentos ao Chefe de Estado, chegando-se ao ponto de a TCV censurar as suas actividades
Fonte próxima da Presidência confidenciou a Liberal que a disponibilização de residência oficial a Jorge Carlos Fonseca, apesar de alguma insistência junto da Direcção Geral do Património (DGP), se mantém sem resolução à vista, apesar de estarem a fazer obras numa residência da Prainha que já foi casa de função do ex-presidente da Assembleia Nacional, Aristides Lima.
A DGP continua sem avançar com um prazo de entrega, criando graves constrangimentos ao Presidente, que se encontra inibido de receber convidados com a dignidade conferida a um Chefe de Estado. E, no edifício da Achada de Santo António, onde JCF tem residência particular, o incómodo é enorme junto dos vizinhos que viram o prédio invadido por agentes de segurança que, naturalmente, exercem apertado controlo sobre os visitantes.
ACÇÃO DE SABOTAGEM AO CHEFE DE ESTADO
Por outro lado, o escasso orçamento da Presidência da República – no valor de 170 mil contos/ano - não permite acorrer a despesas tidas como essenciais para optimizar os serviços de apoio ao Chefe de Estado, restringindo ao número de 10 o grupo de assessores e colaboradores directos, o que contrasta com as mãos largas do Governo em relação aos gabinetes do Primeiro-ministro, dos ministros e secretários de Estado. Para já não falar da situação da Assembleia Nacional que, com um orçamento de 700 mil contos, comporta ainda um quadro privativo de nível 15 – o escalão máximo da Administração Pública -, ao contrário do que acontece com a Presidência.
ACTIVIDADES DO PRESIDENTE CENSURADAS PELA TCV
Nas deslocações ao estrangeiro, ao contrário do que acontece com o Primeiro-ministro, os serviços da Presidência não dispõem de meios financeiros que permitam ao Chefe de Estado fazer-se acompanhar de, pelo menos, jornalistas da TCV, retirando às suas visitas o mediatismo que seria normal tendo em conta as funções exercidas. Acrescido da objectiva sabotagem da empresa pública de comunicação, de que são exemplos a não cobertura da presença do Presidente na abertura do ano judicial e, mais recentemente, da sua intervenção, a 14 de Dezembro, no encerramento da Conferência sobre a Iniciativa de Paz na África Ocidental – ao mesmo tempo que, um dia antes, dava o maior destaque à intervenção do ex-presidente, Pedro Pires…
Segundo referiu a nossa fonte, “tendo apostado no ‘cavalo errado’, com as trafulhices que se conhecem passado à segunda volta, mesmo assim perdendo as eleições, José Maria Neves procura sabotar o inquilino com quem foi obrigado a coabitar por força da vontade popular”… pelo que, refere ainda, “os actos de sabotagem irão continuar, caso a cidadania não tome a iniciativa e se oponha expressamente às humilhações a que este Governo sujeita o Presidente da República”.
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=34647&idSeccao=523&Action=noticia
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