quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

FUTEBOL:JOGOS E RESULTADOS DA QUINTA JORNADA DA LIGA EUROPA-QUARTA FEIRA


Benfica ganha ao Bate (2-1) e vence grupo I
Um golo de Saviola, no arranque da segunda parte, desbloqueou a apatia do Benfica e permitiu às águias garantirem o primeiro lugar no grupo I da Liga Europa. O Benfica já está nos 16-avos de final da competição.
Com Pablo Aimar e Di Maria no banco de suplentes – Jesus optou por dar descanso a dois dos principais municiadores do ataque encarnado – o Benfica entrou para a partida com alguma dinâmica, mas cedo se deixou adormecer.
Durante a primeira parte, a melhor ocasião para os encarnados pertenceu a Cardozo que, isolado, não fez melhor do que um remate frouxo para defesa fácil de Veremko.
A melhor oportunidade do primeiro tempo acabou, no entanto, por pertencer ao Bate Borisov. Foi num livre directo que Krivets rematou a bola ao poste da baliza de Júlio César. Um sinal de perigo que acabou por dar origem à transformação benfiquista.
Ao intervalo, Jesus afinou alguns pormenores, e obrigou os seus jogadores a aumentarem a pressão e o ritmo de jogo. Os resultados surgiram mesmo antes de serem visíveis os resultados das alterações.
Foi logo na primeira jogada da segunda-parte que Saviola conseguiu introduzir a bola na baliza de Veremko, depois de boa jogada que envolveu Fábio Coentrão e Felipe Menezes.
Aos 62 minutos, Fábio Coentrão ampliou a vantagem com um bom remate de pé-esquerdo, após combinação com Saviola.
Já em 4-3-3, em vez do 4-5-1 com que iniciou a partida, o Bate marcou aos 68 numa infelicidade de Miguel Vítor. Num lance aparentemente inofensivo, um avançado do Bate toca a bola para o lado e esta bate em Miguel Vítor e muda de direcção, parando apenas no fundo da baliza.

Com Pablo Aimar em campo, o Benfica tornou-se mais perigoso e apesar da busca incessante dos bielorrussos, acabou por ser o número 10 argentino a ter uma excelente oportunidade para marcar.
Com esta vitória o Benfica garante a vitória no grupo, uma vez que ganhou os dois jogos ao Everton, que é a única equipa que ainda pode igualar os 12 pontos das águias.
Desta forma, as águias evitam jogar nos 16-avos de final com as equipas que baixam da Liga dos Campeões.
Quarta-feira
Esta quarta-feira começou-se a jogar-se a 5.ª a penúltima jornada da Liga Europa, confira resultados.

GRUPO A
resultados:
Anderlecht-Dínamo Zagreb, 0-1
(Slepicka, 58)
Timisoara-Ajax, 1-2
(Goga, 2) (Suarez, 8; Pantelic, 47)
Grupo B
resultados:
Slavia Praga-Génova, 0-0
Valência-Lille, 3-1
(Joaquin, 3; 32; Mata, 53) (Chedjou, 90+2)
Grupo C
resultados:
Celtic-Hapoel Tel Aviv, 2-0
(Samaras, 23; Robson, 68)
Hamburgo-Rapid Viena, 2-0
(Jansen, 47; Berg, 53)
Grupo G:
Resultados:
Levski Sofia-Villarreal, 0-2
(Rossi, 37; Senna, 85)
Salzburgo-Lazio, 2-1
(Afolabi, 51; Tchoyi, 78) (Foggia, 57)
Grupo H:
Resultados:
Sheriff-Steaua Bucareste, 1-1
(Diedhou, 83) (Toja, 87)
Twente-Fenerbahce, 0-1
(Lugano, 71)
Quinta-feira
Shakhtar Donetsk x Club Brugge
Toulouse x Partizan Belgrado
PSV x Sparta Praga
Copenhague x Cluj
Áustria Viena x Athletic Bilbao
Werder Bremen x Nacional da Madeira
Ventspils x Hertha
Sporting x Heerenveen
Fulham x CSKA Sofia
Roma x Basel
Galatasaray x Panathinaikos
Dínamo Bucareste x Sturm Graz
FONTE:ABOLA-PT

CPLP:Comércio Brasil/PALOP ainda é incipiente e precisa ser trabalhado, diz especialista


O avanço do comércio entre o Brasil e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) depende de "uma grande articulação entre Governos e iniciativa privada", afirma o consultor internacional Altair Maia.
"O comércio entre Brasil e África ainda é incipiente e precisa ser trabalhado". Segundo o especialista os países africanos importam cerca de 500 mil milhões de dólares (330 mil milhões de euros), dos quais menos de 10 mil milhões de dólares (7 mil milhões de euros) do Brasil. "É menos de 2%", afirmou Maia, especialista em questões africanas, à margem do II Encontro de Portos da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que decorre até quinta-feira em Fortaleza, no Estado brasileiro do Ceará.
Para o consultor há um bom potencial de negócios na costa ocidental africana, mas o crescimento do intercâmbio comercial depende de estratégias eficientes. "Não se trata de criar uma linha marítima directa, mas de estudar as linhas existentes e criar condições para uma escala em África. Todo o navio que sai do Brasil desvia de África, quando o mais viável e económico seria oferecer incentivos aos armadores para escalas em portos africanos", afirma.
"Temos parceiros como o Senegal, Guiné-Bissau, Nigéria, Benin e Angola, que poderiam ser distribuidores de mercadorias brasileiras na África, mas ainda falta um link para chegar até lá [à África]", aponta, ao sinalizar que o processo incluiria acordos governamentais e incentivos às companhias de navegação.
Maia observa que muitos produtos brasileiros são comprados por importadores africanos na Europa. "Ora, se existe preço competitivo para isso. Por que não embarcar do Brasil para a África?"
A ideia de uma acção conjunta do Governo, exportadores e armadores, segundo sugere, contemplaria a selecção de portos brasileiros como concentradores de mercadorias, assegurando volume, regularidade e agilidade no transporte marítimo.
"Creio que os [portos brasileiros] mais viáveis seriam de Salvador, na Baía; de Suape, em Pernambuco,;e do Mucuripe ou Pecém, no Ceará", cita.
O Brasil concentra 37 portos públicos, 42 terminais privativos e três complexos portuários que movimentam cerca de 700 milhões de toneladas de mercadorias por ano, respondendo por mais de 90% das exportações, conforme dados disponibilizados pela organização do evento.
O II Encontro de Portos, evento técnico realizado pela Secretaria Especial de Portos da Presidência da República do Brasil (SEP/PR) e pelos portos da CPLP, inclui workshops, palestras e exposições e reúne líderes empresariais dos países lusófonos como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.
Participam ainda no encontro representantes de associações internacionais de outros continentes, informa a organização do evento, que estima em 150 o número de participantes.
A primeira edição do Encontro de Portos da CPLP realizou-se em Setembro de 2008, na cidade de Leixões, em Portugal.
OJE/LUSA

CV:Cabo Verde conclui programa de privatização dos portos em Junho de 2010


PRAIA-O processo para privatização dos serviços portuários cabo-verdianos deverá ficar concluído em Junho de 2010, segundo José Manuel Fortes, gestor do Programa de Regulação e Privatizações de Cabo Verde.
"Apesar de ser um processo muito complexo, queremos concluir o dossier para que os serviços portuários venham a ser concessionados através de concursos", salienta José Manuel Fortes.
O processo, acrescenta, vai contemplar inicialmente a movimentação de mercadorias nos portos da Praia, Mindelo e Palmeira, responsáveis por 93% da carga processada no arquipélago.
Os portos da Praia e do Mindelo deverão ser entregues a dois concessionários cada, enquanto o da Palmeira terá apenas uma concessão. Nestes três portos, assim como nas restantes infra-estruturas portuárias do país, serão concedidas licenças para os diferentes serviços portuários.
No futuro concurso as empresas cabo-verdianas vão apresentar-se em pé de igualdade com as companhias estrangeiras.
As propostas de privatização ou de concessão de serviços e licenciamento de funções enquadram-se no âmbito da reforma já iniciada com o processo de modernização dos Portos de Cabo Verde.
O processo de modernização visa dotar o arquipélago de infra-estruturas portuárias que permitam cumprir o plano de desenvolvimento desenhado pelo Governo, e que passa pela concretização da sua vocação logística no Atlântico Médio.
A Enapor - Portos de Cabo Verde é a empresa pública que gere as nove infra-estruturas portuárias marítimas, uma por cada ilha, destacando-se os três portos internacionais, Praia (Santiago), Porto Grande (São Vicente), os que acolhem navios de grande calado, e Palmeira (Sal).
Em Agosto deste ano o presidente de Conselho de Administração da ENAPOR, Franklim Spencer, disse que em 2012 Cabo Verde estará preparado para competir com quaisquer portos, destacando o de São Vicente, onde o Governo tenciona criar um "centro económico", com a oferta de uma zona franca com produtos em regime de isenção aduaneira. A perspectiva é crescer de 150-200 para 400-500 navios e aumentar o número de contentores reexportados de 2.000 para 4.000 ou 5.000, enquanto pretende também servir de plataforma aos navios das empresas petrolíferas no Atlântico Médio.
No porto da Palmeira (Sal) as obras da primeira fase já arrancaram e deverão terminar em Julho de 2010. A segunda fase arranca em 2010 e terminará entre fins de 2011 e início de 2012. Na ilha da Boavista está-se na fase de avaliação das propostas de concurso, e em Porto Novo (Sal) já foram abertas, para que as obras comecem no início de 2010.
Nos portos de Vale de Cavaleiros (Fogo) e da Furna (Brava) a primeira fase terminou em Novembro. Nas ilhas do Maio e de São Nicolau ainda se está na fase de elaboração dos termos de referência para lançar o concurso para a elaboração do plano director, do estudo de viabilidade e faremos todos os esforços para que se possam lançar os concursos ainda este ano. Maio é a ilha mais atrasada.
OJE/LUSA

CV:Carlos Veiga no Congresso do PPE na Alemanha


PRAIA-O Presidente do MpD, Carlos Veiga participa de 8 a 10 de Dezembro, em Bona, Alemanha, como convidado especial no Congresso do Partido Popular Europeu, membro da IDC – Internacional Democrata do Centro, de que faz parte o Movimento para a Democracia. O encontro, que é aguardado com muita expectativa pelos líderes europeus, terá como anfitriã, a Chanceler alemã, Angela Merkel.
O congresso que terá como tema central, a economia social de mercado, contará com a participação de vários líderes europeus, sendo de destacar a intervenção durante o encontro da família popular europeia, de importantes personalidades da política mundial, como o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o Presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek e do Primeiro-Ministro do Luxemburgo, Jean Claude Juncker, um dos fundadores da IDC.
Nesta deslocação à Europa, o Líder do MpD far-se-á acompanhar pelo responsável pelas relações externas do MpD, João Medina.
Foto-Forcv.cv

CV(EXPRESSO):JORGE CARLOS FONSECA FALA DA BIPOLARIZAÇÃO E DOS CAMPOS DO MPD E PAICV


É a quinta parte da longa entrevista do professor JCF à Rádio Atlântico. Bem ao seu estilo, Fonseca analisa as diferenças entre o MpD e o PAICV, este que segundo ele, ficou amarrado na identidade da ala pirista. Confira.
O PAICV é o partido que sustenta o actual governo que já vai no seu segundo mandato.
Como político, homem que acompanha a coisa pública, como avalia o desempenho deste governo em termos de liderança e nas realizações efectuadas?
Se no primeiro mandato o PAICV chegou ao governo depois de 10 anos de travessia do deserto onde deparou com um governo do MpD que, no fim do seu mandato, já estava desgastado por ter tido algumas políticas incorrectas, o PAICV com uma liderança nova a que se chamava dos "Jovens Turcos", era natural esperar-se que a liderança de José Maria e do seu grupo (Mário Matos, Basílio Ramos, Carlos Burgo, Júlio Correia etc) seria a de um PAICV reformista, renovador: um PAICV portanto, que interiorizava os valores do chamado socialismo democrático ou do socialismo reformista. Deu a idéia, inicialmente, que era isso mas parece-me que com o tempo essa liderança teve alguma dificuldade em impor as suas políticas que aparentemente, pelo menos, no discurso, eram suas opções. Tiveram alguma dificuldade em tomar conta do próprio aparelho do PAICV. Isto é, o sector mais conservador a que eu chamo do ‘sector nacionalista revolucionário' ainda consegue ser importante.
Encurtando razões e percurso, na eleição de 2001 eu lembro de José Maria Neves, ao ser questionado sobre as presidenciais, se iam apoiar Pedro Pires, ter respondido que não tinha que apoiar ou não porque a candidatura presidencial é uma candidatura de cidadania e não partidária e que não tinha que declarar apoio a Pedro Pires. Ele foi até que terminou no último dia no palco da campanha, a pedir votos para Pedro Pires. Isso mostra que a lógica compressora do sector mais radical do PAICV é forte e parece que continua a ser forte.
Está a falar da ala pirista?
Sim. Repare agora na corrida para as presidenciais, a disputa para a candidatura de quem vai ser o candidato apoiado pelo PAICV.
Retomando a sua pergunta sobre o governo, considero que 10 anos é muito tempo para se estar à frente do governo, e esse governo é relativamente fraco em alguns sectores. É um governo que dá a idéia de que já não tem coisas novas para dar. Os cidadãos apostam num partido para a governação quando olha que esse governo tem mais valias para dar, se vai haver coisas novas para levar o país à frente. Dá a idéia de que com esse governo, as pessoas vão dizer no fundo é mais do mesmo, apesar do esforço do primeiro-ministro por modificar o discurso.
Em sectores importantes como a Segurança Interna, a Justiça, mas, sobretudo de emprego e isso tem a ver com as eleições. O governo falou em reduzir o desemprego a um dígito e isso está muito longe de acontecer.
O governo pode alegar o problema da crise internacional mas é preciso ver que o eleitorado é implacável no seu julgamento, e muitas vezes não faz as mesmas ponderações que faz o governante. Falou-se num crescimento a dois dígitos e não está a acontecer, longe disso. O turismo que está a atravessar maus momentos e a própria situação internacional não é muito favorável ao PAICV, e dentro de um ano, ano e meio teremos as eleições.
Temos um MpD que está na oposição que talvez já tenha aprendido com os erros do passado e tem uma nova liderança de uma pessoa experimentada que foi primeiro-ministro, durante 10 anos e que ainda tem uma dose de prestígio a nível social e que por isso pode mobilizar e galvanizar militantes e a própria sociedade. E tendo em conta ainda que foi o partido que ganhou as autárquicas, há bem pouco tempo, parece-me que à partida que tem boas condições, tem vantagens nas próximas eleições.
Penso que se o MpD não fizer muitas asneiras tem boas possibilidades de ganhar as próximas eleições e provocar uma nova alternância em Cabo Verde. Bem, se houver os sociólogos podem estudar isso para ver se em Cabo Verde o nosso ciclo político normal é de dois mandatos.
A bipolarização é ideal para Cabo Verde?
Acho que não. Sempre achei que não mas é a realidade que ainda temos neste momento. Não é bom em tese geral, porque acentua a picardia política, dificulta o diálogo entre partidos para algumas questões que são essenciais para se obter algum consenso, não se debatem suficientemente as grandes questões nacionais, não favorece a extensão da democracia. Essa idéia de cultura de cidadania, de criação de instâncias da sociedade civil capaz de novas idéias, capazes de introduzir novos fluxos de idéias para o interior dos partidos e para o interior do Estado, tudo gira à volta, digamos, assim, da possibilidade ou não de diálogo entre dois partidos políticos, no parlamento e na administração pública, nos sindicatos e até nas Universidades e muitas vezes na família. O que temos é algo manietador de uma capacidade digamos de regeneração e de diversificação a nível social, político e cultural.
Eu estou convencido de que daqui a mais ou menos alguns anos, poderemos ter uma recomposição do quadro partidário em Cabo Verde, mas talvez não para agora. Isso porque tem a ver talvez com a cultura e história política do país, mais recente.
Hoje em Cabo Verde, discute-se a natureza, por exemplo, do MpD se é de esquerda, do centro, se é humanista, se é liberal. Se o PAICV é de esquerda quer dizer, às vezes parece-me ser uma questão mais de etiqueta porque os partidos em Cabo Verde e estou a falar sobretudo do MpD e do PAICV, o que os diferencia sobremaneira é a cultura, a história, o percurso, é a simbologia. Para os cabo-verdianos quando pensam no PAICV pensam na independência e o MpD, democracia e liberdade. Então, são duas referências simbólico-historicas do país que polarizam os cabo-verdianos para um lado ou para o outro.
Está a dizer-me que não há diferenças entre esses dois partidos?
Claro que há diferenças e importantes. Mas como já disse apenas do ponto de vista cultural. Estão, no MpD, pessoas que sobretudo acentuam os valores de Liberdade e da Democracia e no PAICV pessoas que reivindicam a história da independência nacional, patriotismo, africanidade, quer dizer, as diferenças entre os dois são mais de ambito cultural, de percurso e de referências de cultura, de percurso e de de cultura política. Se quiser, de matriz.
Se se pensar em termos de esquerda e direita tradicional, encontras pessoas de esquerda liberal, da esquerda democrática moderna no MpD assim como encontras no PAICV pessoas conservadoras que não têm nada de socialista. Estão no PAICV por causa do Pires, da luta, de Conakry, de Cabral, das cores da Bandeira (da bandeira com a espiga de milho, vermelho e verde, pessoas que vestem trajes do Bob Marley) e passa sobretudo pelo domínio simbólico.
Suponho que se poderia dizer que o MpD e o PAICV representam, simbolizam, visões diferentes da história recente do país.
Na representação colectiva, o MpD traduz a liberdade e a democracia, o partido que trouxe a democracia e a liberdade: o PAICV a imagem de luta pela independência. Deste modo, fazem-se as divisões, mesmo em termos eleitorais.
EXPRESSO.SAPO.CV-Por Norberto Silva

CV(LIBERAL):SANTA CATARINA ASSINA PROTOCOLO COM MUNICÍPIO DE ARUCAS (CANÁRIAS)


ARUCAS, LAS PALMAS-O Presidente da Câmara de Santa Catarina assinou ontem, 01, um protocolo de colaboração com o município espanhol de Arucas, em Las Palmas.

No acto de que decorreu nas ilhas Canárias, Francisco Tavares e Juan Francisco Padrón deixaram em aberto a promessa em desenvolver projectos conjuntos entre os dois municípios, cabo-verdiano e espanhol.
O encontro terminou com um passeio pela zona história de Arucas e um almoço-convívio.
Arucas é uma província espanhola de Las Palmas, com uma área total de 33 quilómetros quadrados, e tem uma população de 35 mil habitantes.
LIBERAL.SAPO.CV

CV:Revisão constitucional vai trazer muitos ganhos para a UCID – presidente partido

Revisão constitucional vai trazer muitos ganhos para a UCID – presidente partido


MINDELO-O presidente da UCID considera “muito importante para Cabo Verde” o acordo entre o PAICV e o MpD para a revisão constitucional e diz que o seu partido vai “ganhar grandemente” com este pacto.
A despeito de não ter a UCID sido chamada a participar nos encontros negociais, ainda que apenas “por uma questão de democraticidade do sistema”, já que “em termos de peso político” isso pouco valeria, António Monteiro acha que o acordo “serve ao país”.
A revisão constitucional que está para vir vai “dar satisfação a todas as partes”, mas sobretudo à UCID, que a partir dali poderá formar grupo parlamentar com os únicos dois deputados que tem na Assembleia Nacional, um deles o próprio António Monteiro.
A revisão abre aos democratas-cristãos a possibilidade de, uma vez constituído grupo, tomarem iniciativas parlamentares e disporem de um quadro técnico como assessores para os diversos sectores, nomeadamente económico e jurídico.
A oficialização da língua crioula ficou fora do acordo entre os dois partidos. E aqui António Monteiro lembra que os deputados da UCID foram os únicos a votar, no parlamento, contra a sua oficialização nesta altura, ao passo que o PAICV votou favoravelmente e o MpD abstenção.
INFORPRESS.CV

CV(EXPRESSO):Jorge Carlos Fonseca sobre as “movimentações” entre 1975/91


Nesta quarta parta da entrevista com Jorge Carlos Fonseca, outros assuntos fortes são abordados.
A experiência vivida antes da independência entre Cabo Verde e Portugal, as odisseias para a formação do MpD, enfim, uma parte interessante e de leitura obrigatória.

O senhor é muito conceituado a nível Internacional e podia facilmente prosseguir a sua carreira no estrangeiro e ganhar muito mais dinheiro. Lembro de ter um professor em Portugal, um grande Penalista (Marques da Silva) que o citava sempre como uma mente brilhante. Pergunto porque desse seu regresso a Cabo Verde?
Bem aqui é a minha terra. Eu saí de Cabo Verde para estudar em Portugal ainda antes da independência e tive um problema político na Universidade de Coimbra, sendo expulso por uns anos num processo típico dos tempos do Salazarismo. Na altura eu era militante do PAIGC, era muito jovem e na altura do 25 de Abril entreguei-me de corpo e alma ao processo da independência de Cabo Verde e recebi indicação por parte dos dirigentes do PAIGC para regressar a Cabo Verde. Pode imaginar o que se passa na cabeça de um jovem com 22/23 anos com ideais de independência, revolução e não pensei em mais nada. Regressei a Cabo Verde e aqui convidaram-me para ser Comissário Político Nacional das FARP mas depois acharam que era muito jovem e muito radical e por isso não devia ocupar esse cargo. De um momento para o outro mandaram-me para organizar o Comité do PAIGC nos EUA, sem prazo, praticamente sem nada; fiquei 3 a 4 meses e depois pediram para regressar ao país. E fui então enviado para representar o PAIGC em Geneve (Suíça) numa conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
Quando regressei fui nomeado Director Geral da Emigração e dos Serviços Consulares no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entretanto, tempos depois, em 1979, houve aquela ruptura conhecida pelo fenómeno do fraccionismo e trotskismo: rompemos com o PAIGC na altura. Eu tinha 28 anos e aquilo foi muito duro mesmo; e hoje em dia sobretudo os jovens não conhecem essa faceta da nossa história...
Porque é que aconteceu essa ruptura? Muitos críticos diziam que a maioria dos que consideravam trotskistas nem conhecia quem era Leon Trotski e nem a sua doutrina.
Sim é verdade. Mas eu, Jorge Carlos Fonseca, realmente conhecia a obra de Trotski, assim como Rosa de Luxemburgo , Marx, Lenine porque tive a oportunidade, em Portugal, de conviver num ambiente universitário de esquerda, Jazz, revolução surrealismo, movimentos associativos que eram dominados pelos partidos e pelas ideologias esquerdistas. Era o ambiente geral dos meios universitários naquela época.
As pessoas eram Cabo Verde, sobretudo críticos do regime do PAIGC, críticos de maneiras diferentes, por ideologias diferentes, mas com alguns pontos em comum.
Podia citar nomes de pessoas aqui em Cabo Verde que faziam parte desse Grupo?
Era um grupo vasto. Posso citar nomes como Manuel Faustino, Eugênio Inocêncio, José Tomás Veiga, Braga Tavares (Xanon) que vive agora em Roterdão, Gualberto do Rosário, Euclides Fontes que agora vive nos Estados Unidos, Helena Lopes da Silva que vivia em Portugal, Espírito Santo, entre muitos outros.
Não havia figuras próximas do regime do PAIGC?
Bem, éramos formalmente todos do PAIGC. Havia muita gente, mas houve casos de pessoas que recuaram. Por exemplo, o Amaro da Luz era um dos críticos que na altura reuniu muitas vezes connosco inclusivamente há um pormenor: combinamos que ele daria uma entrevista em Nova Iorque onde era embaixador nas Nações Unidas sobre a ruptura; o que acabou por não acontecer.
Havia outros dirigentes próximos de nós como o Renato Cardoso não tão claramente inserido no grupo, teve algumas hesitações ou o José Eduardo, hoje Embaixador, que inicialmente foi considerado trotskista, mas depois também se demarcou publicamente, José Luis Fernandes, Alexandre de Pina, o Tolanta, que veio a falecer. Bem não se pode dizer que eram todos trotskistas, mas digamos que estivemos juntos de uma ou outra forma crítica relativamente ao modo como as coisas estavam a ser conduzidas. Quando se deu a ruptura e começaram a sentir-se as conseqüências, a reacção do regime foi dura e tudo foi etiquetado como trotskista e fraccionista. Era uma etiqueta fácil e cômoda.
Mas qual era o vosso objectivo? Golpe de Estado?
Não, nada disso: isso seria utopia a mais. Não éramos propriamente loucos. Nós éramos críticos do regime do PAIGC e é preciso levar em linha de conta de que éramos jovens e na altura queríamos que as coisas funcionassem melhor. Entre outras coisas queríamos democracia interna no partido, o que não havia no nosso entendimento.
O objetivo da Revolução permanente de Trotsky era chegar ao Poder...
Repare: pode isso ter algum aspecto cómico. Quando o conjunto de pessoas intituladas de combatentes chegou de Conakry, a Cabo Verde, eles na sua esmagadora maioria não conheciam Cabo Verde, o Cabo Verde daquela época, praticamente toda a estrutura do PAIGC era constituída por nós, todos muito jovens e idealistas, os chamados trotskistas é que tinham praticamente tudo em suas mãos.
O Eugénio Inocência (Dududa) era responsável do partido em Santo Antão e em S.Vicente, o Faustino era responsável do partido na ilha do Sal, o José Tomás Veiga era responsável por Santiago, eu era Comissário Político da Praia, Euclides Fontes de S. Miguel, Braga Tavares na Cidade Velha e assim por diante. Isto é, nós éramos tão ingénuos ou românticos que eles chegaram e entregámos tudo de bandeja.
Era a ideia que tínhamos deles; de heróis de luta, grandes combatentes, colegas de Cabral, etc. Portanto nós tínhamos efectivamente o poder e entregámo-lo ao pessoal que vinha do «mato», da luta, de bandeja. Mais depois, tempos depois, não muito tempo depois, veio a desilusão, a decepção foi quase imediata. Eu lembro-me da primeira reunião da Direcção Nacional na Praia, presidida por Aristides Pereira em que participei. Foi já uma decepção por várias razões. Por exemplo, a questão da democracia interna, não se podia criticar livremente, então havia pessoas que estavam desiludidas com a forma como funcionava o regime, mesmo que tivessem formação e percurso político diferenciados, uns mais influênciados pelo marxismo, outros mais nacionalistas.
Dos Combatentes quem eram os mais duros, mais "pitbull" em reprimir as ideias contrárias?
Posso citar o nome do Silvino da Luz como pertencente à ala então vista como a mais radical que veio de Conakry e que várias vezes pediu as nossas "cabeças", o que Pedro Pires não aceitou da primeira vez, mas em 79 quando houve uma clivagem mais forte, Pires foi inteligente e tomou conta dos acontecimentos e foi ele que ficou na vanguarda do combate aos ditos fraccionistas, liderando o processo da purga e do que chamavam a campanha de erradicação de ideologias estranhas ao partido.
Foi um período difícil, muito duro, eu como muitos outros colegas por exemplo tinha um agente de segurança permanentemente no meu encalço, na minha casa, se fosse a Prainha tomar um banho no mar, tinha lá um segurança, se fosse para uma festa particular e chegasse a casa de madrugada o segurança acompanhava-me sempre de caderno e caneta na mão. Não tínhamos hipótese de conseguir um trabalho. Pedimos emprego e foi sempre recusado.
Entretanto, em Setembro de 1979 houve os acontecimentos da Brava, facto histórico que por sinal ainda é pouco conhecido em Cabo Verde ou na diáspora. Mas foram acontecimentos dos mais duros e marcantes do regime de partido único no nosso país. Eu e mais duas pessoas, Dulce Dupret e Daniel Lobo, fomos retidos na ilha Brava durante 3 semanas, não podíamos sequer estar numa pensão privada, muito menos apanhar um barco ou alugar um carro. Quando nos permitiram regressar tivemos de carregar as malas e ir a pé de Nova Sintra a Furna, uma humilhação tremenda, metidos num barco e vigiados por um pelotão de polícias e militares armados. Mas houve vítimas que mais sofreram, caso de David Barros, hoje nos Estados Unidos.Uma história muito triste.
Então eu tive que optar por sair do país. Fui para Portugal onde poderia além do mais findar os estudos superiores.
Pediu asilo?
Na altura havia autorização de saída e que por pressão psicologica só recebias resposta uma hora e meia antes da viagem e por isso ficavas em dúvida se ia ser-te concedida ou não. Fui para Portugal, terminei o meu curso, fiz estágio de advogacia fiz um concurso para assistente estagiário na Faculdade de Direito de Lisboa, consegui entrar, entretanto vinha a Cabo Verde de férias.
Estava ao mesmo tempo ligado a grupos oposicionistas como os Círculos Cabo-verdianos para a Democracia, CCPD.
Tinha a ver com a UCID?
Não, era outro grupo que eu ajudei a criar e de que faziam parte também Eurico Monteiro, Mário Silva, Henrique Monteiro, Daniel Lobo, Arnaldo Silva, Alfredo Teixeira, Jorge Teixeira, José Manuel Pinto Monteiro.
O Grupo estava sediado na diáspora?
Uns estavam em Portugal e outros aqui em Cabo Verde. Tínhamos uma rede na clandestinidade, publicávamos um boletim e do grupo faziam parte ainda, além dos nomes que citei, o falecido Vani, e em Cabo Verde, Manuel Político, Iras, Luís Leite, Jorge Figueiredo, mais tarde Gustavo Araújo, João Brito advogado falecido há uns anos, então repare é algo que deve ser talvez estudado. Se comparar com o MpD dos anos noventa, com a sua liderança política inicial, pode ver que uma boa parte da liderança do MpD veio do CCPD.
Foi então o CCPD que deu origem ao MpD?
Não se pode dizer isso, porque o MpD acaba por representar algo mais vasto e alargado, um forte movimento popular, social e político. Acho apenas que, de certa maneira e em alguma medida, foi um movimento precursor mesmo a nível da sua liderança, se pensarmos na liderança colectiva.
Nomes como Dr. Luis Leite, Eurico Monteiro, Vani, José Manuel Pinto Monteiro, Arnaldo Silva, Mário Silva, Daniel Lobo, Jorge Figueiredo, Jorge Teixeira, Alfredo Teixeira... quer dizer foram todas pessoas que fizeram parte da primeira leva da Direcção política do MpD.
Expresso das Ilhas-Por Norberto Silva

UE:LIDERANÇA DA UNIÃO EUROPEIA E AS DEZ MUDANÇAS DO TRATADO DE LISBOA


Herman van Rompuy

O primeiro-ministro que conseguiu acabar com a crise política na Bélgica, líder de um partido flamengo da família democrata-cristã, foi escolhido para presidente permanente da UE para um mandato de dois anos e meio. Ele é quam passa a presidir às reuniões do Conselho Europeu, que junta os líderes europeus, faz cumprir as suas decisões e representa externamente a UE.

Catherine Ashton
Alta-representante para a Política Externa
Ex-comissária europeia do Comércio, a baronesa britânica, trabalhista, vai liderar a diplomacia europeia enquanto alta-representante para a Política Externa e de Segurança Comum e simultaneamente ser a vice-presidente da Comissão Europeia. Disporá de um orçamento próprio e um serviço diplomático com pelo menos cinco mil funcionários. O mandato é de cinco anos.

Jerzy Busek
Antigo primeiro-ministro da Polónia, é o primeiro presidente do Parlamento Europeu vindo de um dos novos países de Leste. Membro do Partido Popular Europeu, Buzek lidera uma câmara com 750 deputados vindos de 27 países e das mais diversas tendências políticas, da extrema-esquerda à extrema-direito. Divide mandato com o alemão Martin Schulz.

Durão Barroso
Presidente da Comissão Europeia
Ex-primeiro-ministro de Portugal, Durão Barroso foi recentemente reconduzido no cargo de presidente da Comissão Europeia. Esta é uma das três instituições da UE, a par do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu. Tem a iniciativa legislativa, mas com o Tratado de Lisboa estará mais controlada pelo Parlamento Europeu e mesmo pelos parlamentos nacionais.

As dez mudanças do Tratado de Lisboa

1. Regra de cálculo da maioria qualificada
A ponderação do Tratado de Nice prevê para o Conselho 345 votos. A Alemanha tem 29, o mesmo que a França, enquanto Portugal tem 12. No futuro, a maioria exige acordo de 55% dos países somando 65% da população.
2. Presidência fixa do Conselho Europeu
Actualmente, em cada semestre há presidências rotativas. No futuro, haverá um presidente escolhido pelo Conselho Europeu, com mandato renovável de dois anos e meio. Tony Blair é o candidato mais forte até agora.
3. Manutenção do número de comissários
Após negociadas as garantias para a Irlanda, o Tratado de Lisboa permite que cada país mantenha o seu comissário europeu.
O Tratado de Nice obrigava a fazer uma redução e um sistema rotativo.
4. Direito de petição
Quando o tratado entrar em vigor, bastará um milhão de cidadãos de países da UE para fazer uma petição.
5. Novo Parlamento Europeu
O tratado obriga o PE a reduzir-se para 750 deputados (mais o presidente).
6. Carta dos Direitos Fundamentais
A Carta dos Direitos Fundamentais da UE fica de fora do tratado. Mas mantém todo o seu valor jurídico.
7. Reforço da componente externa
Criação do cargo do alto-representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.
8. Regra da unanimidade
Os Estados membros deixam de poder usar o direito de veto em mais de 30 áreas. Uma delas passa a ser a da energia.
9. Cooperação reforçada
Estas formações já existem: o exemplo mais famoso é o da moeda única. Mas será mais fácil organizar uma.
10. Cláusula de saída da UE
Os países passarão, pela primeira vez, a poder sair voluntariamente da UE.
DN.PT

USA:Envio de 30 mil soldados ao Afeganistão é 'vital' para os EUA, diz Obama


O presidente Barack Obama afirmou na noite desta terça-feira (1) que o envio de mais 30 mil soldados americanos ao Afeganistão é algo "vital" para o "interesse nacional" dos Estados Unidos.
Em discurso na Academia militar de West Point, Obama revelou que a nova estratégia militar custará US$ 30 bilhões.
"Trabalharei com o Congresso para fazer frente a estes custos, ao mesmo tempo em que trabalhamos para reduzir o déficit", disse o presidente.O presidente garantiu que o Afeganistão "não está perdido", mas reconheceu que nos últimos anos a situação regrediu diante da retomada da força dos rebeldes talibãs.
A nova estratégia consiste em lutar contra a rede terrorista Al-Qaeda, que segue "planeando ataques neste momento", e impedir o avanço dos talibãs.
Obama destacou ainda a importância de se treinar as forças afegãs e iniciar a transferência de responsabilidades. "Os dias de cheque em branco acabaram".
O presidente revelou que as tropas americanas começarão a sair do Afeganistão em julho de 2011, e rejeitou qualquer comparação com o atoleiro da Guerra do Vietnam.
FONTE:GLOBO.COM

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

UE:TRATADO DE LISBOA JÁ ESTÁ EM VIGOR


LISBOA-Os 27 países da União Europeia podem suspirar de alívio: depois de dois anos de hesitações, o Tratado de Lisboa entra agora em vigor. Palco da assinatura em 2007, Lisboa volta a estar no centro das atenções: as comemorações do 'dia 1 do Tratado' arrancam esta terça-feira, ao final da tarde, junto à Torre de Belém.

A escolha do local para as comemorações não é inocente: a Torre de Belém fica a escassos metros do Mosteiro dos Jerónimos, onde, a 13 de Dezembro de 2007, os 27 líderes da União Europeia se reuniram para assinar o Tratado de Lisboa. Mas ao contrário do que aconteceu na altura, desta vez, o número de convidados será bem menor.
Lado a lado com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e o Primeiro-Ministro, José Sócrates, estarão apenas as figuras de proa da União Europeia: desde o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, até aos recém-nomeados Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e a Alta Representante para a Política Externa e de Segurança, Catherine Ashton.

Dois anos de hesitações e obstáculos
Depois de assinado, o Tratado de Lisboa teve de a barreira da ratificação pelos 27 estados-membros - processo que envolveu hesitações e recuos por parte de alguns estados.
A larga maioria ratificou o Tratado por via parlamentar, sem recorrer a um referendo popular. A excepção à regra foi a Irlanda, que depois de um primeiro ‘não’ ao Tratado em Junho de 2008, acabou por dizer ‘sim’ já em Outubro deste ano.
Também na Polónia e na República Checa, a ratificação foi sucessivamente adiada. Varsóvia cedeu em Outubro, depois de garantir que as leis polacas não seriam ‘esvaziadas’ pela Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Já a República Checa foi a última a ceder: depois de sucessivos obstáculos levantados pelo presidente Vaclav Klaus, eurocéptico, acabou por assinar o Tratado de Lisboa já no início do mês passado.

Tratado em vigor. E agora?
Embora só agora entre em vigor, algumas das novidades introduzidas pelo Tratado de Lisboa já estão em marcha. É o caso, por exemplo, da criação dos novos cargos de Presidente do Conselho Europeu e de Alta Representante para a Política Externa e de Segurança - cargos para os quais, no mês passado, já foram escolhidos titulares.

Por causa do Tratado de Lisboa, o número de Comissários que vão acompanhar Durão Barroso na Comissão Europeia é também mais pequeno, tal como o próprio número de eurodeputados com assento no Parlamento Europeu. Entre outras mudanças de fundo, destaque ainda para a mudança das regras nas votações e a redistribuição de competências dentro da União Europeia.
Sapo.pt- Por Marco Leitão Silva

CV(INFORPRESS):Sida: Cabo Verde regista 272 novos casos em 2008


PRAIA-O ministro de Estado e da Saúde, Basílio Ramos, anunciou hoje na Praia, que Cabo Verde registou no ano passado, 272 novos casos de HIV/Sida, o que aponta para uma tendência à estagnação da epidemia.

 Basílio Ramos, que falava na cerimónia de apresentação do Estudo Sobre Indicadores em Sida no País, acto realizado em celebração ao Dia Mundial da Luta contra a Sida (1 de Dezembro), destacou que o acesso universal aos testes constitui um ganho importante para os cabo-verdianos.

“De 2003 a 2008 passamos de 3542 para 16 mil testes anuais, sendo uma percentagem significativa constituída por grávidas. Em 2008 dos 10 mil 411 atendidos nas primeiras consultas pré natal 6.405 realizaram o teste HIV o que corresponde a uma cobertura de 71 por cento”, explicou.
Em Cabo Verde, sublinha, desde o surgimento do primeiro caso até agora o serviço vigilante e epidemiológico do Ministério notificou 2.600 casos, sendo 1.350 femininos e 1.148 masculinos e 73 não certificados.
Segundo o governante, as actividades da luta contra a Sida em Cabo Verde assentaram nos seguintes eixos: meios universais de prevenção, acesso ao tratamento, criação de um ambiente jurídico favorável, e a garantia de cuidados psico-sociais das pessoas infectadas e as respectivas famílias.
“Todas essas dimensões de tratamento foram asseguradas no âmbito da implementação do Plano Estratégico de Luta Contra Sida 2002-2006 e 2006-2010. Neste momento está-se a trabalhar para o plano que cobrirá 2011-2015 e que à semelhança dos anteriores assegurará a universalidade do acesso aos cuidados e aos direitos dos infectados e afectados”, informou o ministro, defendendo que a prevenção continua a ser a principal aposta do arquipélago.
Por seu turno, ao usar da palavra nesse acto, a representante do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Petra Lantz, felicitou os esforços que o arquipélago tem realizado na luta contra a Sida, tendo apontado o país como sendo o único na África com uma taxa de prevalência dos 0,8 por cento.
“Essa prevalência tem sido vencida graças ao engajamento das autoridades, dos agentes de diferentes sectores de saúde e a uma mobilização das organizações da sociedade civil”, frisa, apelando para a continuação do trabalho de prevenção.
Ao intervir também na cerimónia, a representante da Câmara Municipal sublinhou o facto da instituição ter vindo a trabalhar com um grupo de famílias afectadas e infectadas com o HIV/Sida através de apoio mensal, particularmente às mães sero-positivas na compra de leite para os recém-nascidos.
O Dia Mundial de Luta contra a Sida assinala-se a 1 de Dezembro e tem como objectivo promover a prevenção e consciencialização sobre a epidemia de HIV no mundo.

 Situação do Sida na ilha do Sal é preocupante - delegada de Saúde
A delegada de Saúde no Sal, Ana Paula Santos, considera preocupante a situação do HIV/Sida na ilha, revelando que a Delegacia dá acompanhamento a 30 seropositivos, a 19 indivíduos já doentes com sida.


Segundo Ana Paula Santos, no passado mês de Outubro registou-se mais 31 casos novos, situação que, como disse, “é preocupante”, uma vez que pode ser evitada. “Porém, as pessoas não querem consciencializar ao uso do preservativo”, frisou.
Dos 30 pacientes seropositivos, com predominância do vírus H1, 20 são do sexo feminino e 10 do sexo masculino com idade compreendida entre os 20 e 30 anos. De entre estes encontram-se três crianças de cinco, seis e oito anos de idade.

Quanto a pacientes com Sida, nove são do sexo feminino e 10 do sexo masculino na casa dos 30 a 40 anos.
Deste universo, três pacientes - estrangeiros -, com sida e outros seis seropositivos já iniciaram tratamento.
Refira-se entretanto, que de 2008 a 2009 se verificaram quatro óbitos por Sida.
A delegada manifesta-se também preocupada pelo facto da ilha do Sal contar com um alto número de seropositivos que recusam fazer o acompanhamento.
Aproveitando a passagem do Dia Mundial da Luta contra o HIV/Sida, que se comemora hoje, 1 de Dezembro, Ana Paula Santos apela a todos os seropositivos a comparecerem nas consultas, fazerem o acompanhamento clínico, psicológico e nutricional.
“Essa consulta regular aos seropositivos é precisamente para ajudar-lhes a ter melhor qualidade de vida”, notou.
Outra luta da equipa da Delegacia responsável pelo sector do HIV/Sida é consciencializar os cidadãos da Costa Ocidental africana, em número considerável nessa ilha, que devido à sua cultura têm resistência ao uso do preservativo.

“O uso do preservativo é muito importante já que, para além do HIV/Sida, temos várias outras doenças sexualmente transmissíveis muito graves, caso de HPV - Papiloma vírus, por exemplo”.

No Sal, à semelhança das outras ilhas do país, várias actividades marcam o Dia Mundial de Luta contra a Sida, desde testes gratuitos de HIV/Sida, em diferentes bairros periféricos, nomeadamente Chã de Matias, África 70, Hortelã. Além disso, será feita a projecção de filmes alusivos à questão, distribuição de preservativos, palestras e sensibilização da população ao uso de preservativos, vulgarmente conhecido por “camisinha”.
Sapo.cv/Inforpress.cv

CV(ASEMANA):Boa Vista: José Pinto Almeida visita comunidade boavistense na Itália


O presidente da Câmara Municipal da Boa Vista encontra-se, na Itália, para encontros com a comunidade cabo-verdiana radicada naquele país europeu, onde há uma forte presença de boavistenses. José Pinto Almeida procura também parcerias para vários projectos de desenvolvimento a implementar na ilha das dunas. Pinto Almeida e a sua comitiva chegaram a Roma desde o dia 25 de Novembro e cumprem um programa de visita a convite da recém-criada Associação dos Amigos da Boa Vista na Itália. O autarca fez-se acompanhar por uma grande comitiva, inclundo artistas boavistenses.

O edil já reuniu-se com os boavistenses de Milão e com o embaixador de Cabo Verde na Itália, José Barbosa. No fim de semana o grupo Mazurca, que integra esta comitiva municipal, animou os cabo-verdianos radicados naquele país europeu com uma boa noite dançante, conforme informa uma nota da Câmara Municipal. Não faltou morna, coladeira, mazurca e funaná.
Na manhã do dia 29, Pinto Almeida aproveitou para participar no encontro da Comissão Política do Movimento para a Democracia e reuniu-se com a comunidade de Roma e com representantes de Nápoles. Domingo foi dia de uma participação especial no programa da Rádio B. Leza.
Na segunda-feira, 30, o edil e a sua comitiva tiveram um encontro com a Direcção Geral para Paises da África Sub – Sahariana. E hoje, terça-feira, a delegação vai visitar o Vaticano.
O regresso da comitiva a Cabo Verde está marcado para  amanhã quarta-feira.
Fonte-ASEMANA

CV:Cabo Verde vai receber 8,9 ME para apoio a portadores de HIV


PRAIA-O Comité de Coordenação do Combate à Sida (CCCS/Sida) de Cabo Verde vai receber 8,9 milhões de euros do Fundo Global para apoiar projectos de assistência a doentes portadores do vírus HIV, disse hoje fonte da organização.

Segundo o secretário executivo do CCCS/Sida, José António dos Reis, a primeira fatia, no montante de 3,71 milhões de euros, destina-se a projectos para os próximos dois anos e será desbloqueada no primeiro trimestre de 2010.
"Estamos a ultimar os pormenores de um financiamento do Fundo Global para o período de cinco anos. O montante ronda os 8,9 milhões de euros. O acordo que vamos assinar vai ser para uma primeira fase e orça os 3,71 milhões de euros", disse, lembrando que a taxa de incidência do HIV em Cabo Verde é inferior a 1%, a menor de África.

José António dos Reis adiantou que, durante a execução da primeira fase do programa, o Fundo Global avaliará a situação e analisará, depois, as condições para o financiamento da segunda fase, de três anos.
"No quadro desse acordo, existem dois gestores do fundo, um para o sector público (CCCS/Sida) e o outro para a sociedade civil (Plataforma das ONG). É um programa que irá dar continuidade ao que já vinha sendo desenvolvido no país, nos últimos sete anos, com o financiamento do Banco Mundial", explicou José António dos Reis.
O financiamento do Fundo Global vai ser destinado a programas que visam a prevenção e tratamento de pessoas com VIH, facilidades para formação profissional e um cabaz básico de alimentação.
Desde a criação do Fundo Global, em 2002, esta organização já investiu mais de 18.000 milhões de dólares (12.860 milhões de euros) em 144 países.
A luta contra a Sida em Cabo Verde tem vindo a receber apoios das Nações Unidas, das cooperações brasileira e espanhola e da Fundação Clinton, dos EUA.
OJE/LUSA

ANGOLA(PÚBLICO):Isabel dos Santos: A face invisível dos negócios angolanos em Portugal


filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos tem cada vez mais negócios no seu país de origem e em Portugal. Mas nada disso a faz alterar a sua postura de total discrição, o que dificulta a resposta à pergunta: afinal, quem é Isabel dos Santos, e como é que tem montado o seu império empresarial?
Para Isabel dos Santos, este foi um ano em grande no que diz respeito aos negócios, e ainda falta cerca de um mês para chegar ao fim. Até lá, tem ainda a oportunidade de acrescentar um outro projecto ao pequeno império empresarial que já montou.
Na terça-feira foi lançado para o espaço um satélite da Eutelsat, a partir do Cazaquistão, que permitirá reforçar os serviços prestados pela empresa de comunicações. Entre os seus clientes estão a filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos e a portuguesa Zon. É este satélite que irá permitir o arranque do mais recente negócio da empresária, a televisão por subscrição em Angola através de uma parceria onde detém 70 por cento do capital, ficando a Zon com os restantes 30 por cento.
A analogia é fácil, mas este é apenas mais um sinal de que os investimentos de Isabel dos Santos estão em plena ascensão, sejam em Portugal ou em Angola. O nome de Isabel José dos Santos, ou simplesmente Isabel dos Santos, como é conhecida, é hoje um sinónimo de negócios. E se estes são cada vez mais, o certo é que a empresária, nascida em 1973, filha única do primeiro casamento de Eduardo dos Santos (com Tatiana Kukanova, quando foi estudar para a ex-URSS), não alterou a sua postura de total discrição pública.
Negócios em expansão
Para a primogénita do Presidente angolano, formada em Engenharia em Londres, este foi, de facto, um ano repleto de avanços e concretizações. Após ter comprado ao BCP os 9,7 por cento que o banco detinha no BPI, por 164 milhões de euros, colocou em Abril um gestor da sua confiança, Mário Silva, no conselho de administração da instituição financeira liderada por Fernando Ulrich.
O banco BIC Portugal, onde detém 25 por cento e faz parceria com Américo Amorim (dono de outros 25 por cento), terminou em Junho a sua primeira fase de expansão no mercado nacional com a abertura do sexto escritório em Braga. E foi através deste banco que Isabel dos Santos assumiu recentemente o seu primeiro cargo numa empresa no território português, fazendo agora parte do conselho de administração do BIC Portugal, gerido por Luís Mira Amaral. Uma forma de acompanhar mais de perto os seus investimentos.
Na Galp Energia, onde está indirectamente através da Amorim Energia (é sócia da Sonangol na Esperaza, empresa com sede na Holanda, onde tem 40 por cento do capital, e que por sua vez é accionista de referência da Amorim Energia), é dona de seis por cento da petrolífera. Esta percentagem, que a torna na quarta maior accionista, já lhe rendeu cerca de 56 milhões de euros em dividendos desde 2006 até meados deste ano.
A par da Sonangol, Isabel dos Santos é a maior investidora em Portugal. Segundo a consultora AT Kearney, os investimentos da empresária e da petrolífera estatal angolana valiam, no início de Setembro, três por cento do principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, o que equivale a 1813 milhões de euros. Enquanto não ocorre uma maior distribuição de riqueza em Angola, com o despontar de classe média e novos empreendedores, Isabel dos Santos continua a fazer parte do sector privado angolano, que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) caracteriza com sendo "dominado por uma elite muito restrita, ligada aos partidos".
Objectiva e implacável
No único depoimento escrito que lhe é conhecido em Portugal, um direito de resposta que enviou à Sábado, em 2007, a propósito de um artigo da revista que motivou mesmo um processo, Isabel dos Santos fez questão de sublinhar a sua independência face a ligações familiares. "Não represento nenhum interesse e não represento ninguém, a não ser a mim própria. Há mais de uma década escolhi uma carreira diferente e independente da minha família", afirmou. O certo é que os seus dois meios-irmãos, "Tchizé" dos Santos e José Paulino dos Santos, são menos dados às lides de investimentos empresariais. Ligados à Semba Comunicações, uma consultora, tiveram ambos uma participação no angolano Banco de Negócios Internacional (BNI), mas já venderam as suas acções.
A discrição de Isabel dos Santos, por oposição à visibilidade crescente dos seus negócios, segundo afirma quem lidou com a empresária, está relacionada com a sua própria personalidade. Gosta de conversar, de negociar, ver obra feita e os investimentos a darem frutos, mas sente-se pouco à vontade quando exposta publicamente e revela muitas reticências no que toca a lidar com a comunicação social. Algo que é visível mesmo em termos de imagem, já que há poucas fotografias suas disponíveis. A mais distribuída, nomeadamente na Internet, foi feita por um fotógrafo da agência Lusa em 1992.
Adversa a grandes aparições, sente-se como peixe na água quando há algo objectivo para tratar, como numa reunião de negócios. Mas o facto de não gostar de ser uma figura pública não quer dizer que deixe de marcar presença em determinados eventos, como foi o caso do casamento da filha do presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, em Maio deste ano.
Nas suas variadas deslocações a Portugal, que aproveita para visitar conhecidos e lidar com os responsáveis pelos seus investimentos, tanto fica alojada no apartamento que comprou em Lisboa como opta por ficar em hotéis, conforme seja mais prático. Uma outra cidade que faz questão de visitar é Londres, seja pela sua anterior ligação à capital inglesa, seja porque é aqui que reside a sua mãe. Tida como uma pessoa simpática e afável, também há quem a descreva como algo fria, precisa e implacável nos processos de negociação. "Extremamente dinâmica", "objectiva" e "muito profissional", bem como "bonita" e detentora de "bom gosto", foram outras características de Isabel dos Santos apontadas ao P2 por responsáveis ligados aos negócios entre Portugal e Angola que preferiram não ser identificados.
As últimas notícias dão-na como futura parceira da Sonae na entrada do grupo português (proprietário do PÚBLICO) no mercado retalhista angolano. Primeiro, foi a revista Focus em Junho, que mostrava mesmo fotografias da empresária, acompanhada pelo marido, Sindika Dokolo, e por gestores da Sonae, a visitar o interior de um hipermercado Continente.
Depois, o Diário Económico fez manchete há cerca de duas semanas a dar o negócio como certo. A Sonae reagiu, afirmando que está atenta a oportunidades, mas que ainda não existe "qualquer acordo firmado ou prestes a ser firmado de investimento neste mercado". Ou seja, este é um processo de namoro negocial entre duas partes que ainda agora começou, mas que ambas gostavam de ver concretizado.
Para a Sonae, é todo um novo mercado, num país que tem vindo a crescer economicamente desde o fim da guerra e onde falta oferta, seja em qualidade seja em quantidade. Para Isabel dos Santos, é uma nova oportunidade de expandir, ainda mais, os seus negócios.
De Luanda a Portugal
Foi na sua terra natal que começou a carreira empresarial, facilitada ao nível dos contactos e influências por ser filha do responsável máximo do partido do poder, o MPLA. Não é fácil perceber ao certo até onde é que, neste país, se alargaram os seus negócios, mas tudo terá começado no final de década de 90, ficando responsável pela empresa que geria a recolha de lixo na zona de Luanda. Juntamente com outras personalidades afectas ao regime, o seu nome surge ligado também a empresas que operam nas áreas da agricultura, dos diamantes, do petróleo e do gás, da indústria e da restauração. Mas torna-se complicado confirmar oficialmente todos os investimentos por falta de informações, até porque Isabel dos Santos recusa dar entrevistas, não tendo o P2 sido uma excepção. E essa postura é respeitada e levada à letra pelos que lhe estão mais ligados, como o sócio Américo Amorim, Mário Silva, que gere os seus investimentos em Portugal através da Santoro, e Mira Amaral, o dinamizador do BIC Portugal. Nenhum deles se mostrou disponível para responder às perguntas sobre a empresária.
Certo é que os negócios começaram a ganhar dimensão e visibilidade a partir do início desta década. Em 2001 a "princesa", como é conhecida em Angola, lançou, via Geni, a Unitel, empresa privada de comunicações móveis, onde tem como sócios a Portugal Telecom e a Sonangol.
Tendo recebido a licença por parte do Governo através de adjudicação directa, a Unitel é hoje líder de mercado e a maior empresa privada de Angola. Foi também nesse ano que se fundou o Banco Espírito Santo Angola (BESA), onde Isabel dos Santos detém parte do capital.
As ligações a Portugal começam então a intensificar-se, até porque o BES é accionista de referência da PT. O passo em frente dá-se em 2005, quando lançou em Angola o Banco Internacional de Crédito (BIC) juntamente com Américo Amorim e outros sócios como Fernando Telles, presidente da instituição, e Sebastião Lavrador, ex-governador do Banco Nacional de Angola.
O banco, que contou com muitos quadros que estavam ligados ao Banco de Fomento de Angola (BFA), cresceu rapidamente e é hoje um dos maiores do mercado angolano, tendo alargado a sua actividade a Portugal. No ano passado, voltou a reforçar os investimentos no mercado angolano, tendo a Unitel adquirido 49 por cento do BFA, a maior instituição financeira local e que era detida a 100 por cento pelo BPI. Um processo que contou com a pressão do Governo angolano, que exigiu a abertura do capital dos bancos detidos por estrangeiros a investidores locais.
O amante de arte africana
Investidora de longo prazo, Isabel dos Santos reforçou as suas ligações a Américo Amorim entre 2005 e 2006. Entrou no capital da angolana Nova Cimenteira, substituindo a Teixeira Duarte, aliada a Amorim. Pouco tempo depois fez parte do consórcio Amorim Energia, a quem o Estado vendeu 33,3 por cento da Galp Energia, estreando-se assim em Portugal e diversificando os seus negócios de Angola para a Europa.
O seu marido, o congolês Sindika Dokolo, é um dos administradores não executivos da Amorim Energia. Isabel dos Santos casou-se com ele em Dezembro de 2002, numa cerimónia que reuniu perto de 800 pessoas em Luanda, incluindo diversos portugueses, sendo metade dos convidados familiares dos noivos. Sindika Dokolo tem sensivelmente a mesma idade de Isabel dos Santos (nasceu em 1972) e, tal como a filha de Eduardo dos Santos, também nasceu numa família privilegiada.
Filho de Sanu Dokolo, milionário congolês que fundou o Banco de Kinshasa, e de Hanne Kruse, dinamarquesa, Sindika viveu diversos anos em Paris. Embora seja formado em Economia, tem sido mais conhecido pelas suas ligações à arte contemporânea africana. Herdou dos pais parte do fascínio pela arte, tendo ficado com uma colecção de arte congolesa do século XIX. Mas o grande marco foi a aquisição, há perto de oito anos, do espólio do alemão Hans Bogatzke, que tinha uma das mais interessantes colecções privadas de arte africana contemporânea.
Dono de uma fundação com o seu nome, com sede em Luanda, Sindika Dokolo tem vindo a enriquecer o seu património cultural como novas aquisições, incluindo obras de Jean-Michel Basquiat. "Esta é uma colecção africana, não de arte africana", afirmou uma vez, citado no sítio de Internet da fundação.
Organizador de exposições, tem como objectivo abrir o primeiro centro de arte contemporânea em Luanda
dentro de três anos e colocar a cidade que escolheu para viver com Isabel dos Santos no mapa do circuito de arte mundial.
Em 2006 escreveu: "A ideia de que, para o século XXI, a contribuição de África na história de arte mundial se reduziria ao artesanato decorativo gela-me o sangue. Ou talvez não. Faz-me ferver." Não deixa, no entanto, de ter um papel activo a nível empresarial ao lado de Isabel dos Santos e, além de marcar presença na Amorim Energia, detém, entre outros negócios, a Amigotel, empresa retalhista de comunicações com relações comerciais com a Unitel.
Entre os investimentos e activos que já tem nas áreas das telecomunicações, banca, energia e indústria, Isabel dos Santos é hoje uma das mulheres mais ricas de Angola (senão mesmo a mais rica) e da África subsariana. Tudo indica que pretende continuar a crescer no mundo dos negócios e que, à medida que for ganhando dimensão, mais dificuldades irá sentir para manter a sua postura de reserva total face à opinião pública.
PÚBLICO-Por Luis Villalobos

CV(LIBERAL):PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA PRAIA ENCONTRA-SE COM MAYOR DE BROCKTON


BROCKTON-O Presidente da Câmara Municipal da Praia, Ulisses Correia e Silva, encontrou-se ontem nos Estados Unidos com a nova Mayor de Brockton, a Sra Linda Balzotti, onde estiveram presentes várias dezenas de cabo-verdianos residentes naquele estado de Massachussets.
Os dois presidentes de Câmara decidiram aprofundar as relações de cooperação entre Praia e Brockton, cientes de que deve haver uma acção conjunta junto da comunidade cabo-verdiana residente em Brockton com vista à promoção de uma melhor integração na vida da cidade.
A questão da segunda geração foi particularmente referida no encontro de Correia e Silva e Balzotti, e ambos chegaram à conclusão de que é preciso um trabalho mais engajado com vista a prevenir as situações de delinquência e criminalidade naquela cidade americana.
Durante o encontro, aqueles dois responsáveis chegaram à conclusão de que é preciso promover algumas actividades, visando a difusão de informação junto da comunidade cabo-verdiana residente em Brockton sobre a realidade económica, cultural e social de Cabo Verde e da Cidade da Praia, mas também de informações e dados relacionados com as leis, normas e cultura americana junto da comunidade cabo-verdiana de Brockton.
A Mayor Linda Balzotti quis deixar bem claro aos presentes que ela é Mayor de todos os que vivem em Brockton e define-se como uma pessoa sensível aos problemas das minorias, daí esperar uma contribuição positiva de todos para a cidade que irá dirigir a partir do dia 4 de Janeiro, data da sua tomada de posse.
LIBERAL.SAPO.CV

UE:O QUE O TRATADO MUDA PARA PORTUGAL


LISBOA-Quase dois anos depois de ter sido assinado na capital portuguesa pelos 27, o tratado reformador da União Europeia entra hoje em vigor. A ocasião vai ser assinalada com uma cerimónia rápida e simbólica na Torre de Belém. Estarão presentes e discursarão o Presidente e o primeiro- -ministro de Portugal, Cavaco Silva e José Sócrates, os presidentes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, Durão Barroso e Jerzy Buzek, o presidente em exercício da UE, Fredrik Reinfeldt, o novo presidente permanente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, o primeiro--ministro espanhol, Rodríguez Zapatero, cujo país assume em Janeiro a presidência rotativa da UE. Presente também estará a nova alta-representante para a Política Externa e de Segurança Comum, Catherine Ashton, que não está previsto discursar. O DN apresenta aqui dez mudanças que este tratado vai trazer para Portugal.
O direito de petição
A partir de agora, os cidadãos dos vários Estados membros podem juntar-se para obrigar a Comissão Europeia a propor legislação sobre uma matéria que consideram importante. O tratado fala apenas em nacionais de um número significativo de Estados membros. O mínimo de pessoas para pôr em andamento uma petição deste género é de um milhão. Nada difícil de conseguir, na era dos fóruns sociais na Internet, como o Facebook ou o Hi5. A medida visa combater o défice democrático na UE.
A perda de peso nas votações do Conselho
A partir de 2014 passa a haver uma nova ponderação de votos assente numa dupla maioria de 55% de países que somem 65% da população da UE. Em consequência disso, Portugal terá menos peso nas decisões. No actual esquema, previsto no Tratado de Nice, Portugal pesa 3,4% em cada votação, tem 12 votos e são necessários 88 para bloquear uma decisão. No futuro, para travar uma decisão, necessitará de coligações maiores. Com dez milhões de habitantes, Portugal pesa apenas 2% nas votações do sistema proporcional. A votação por maioria qualificada passa a ser a regra, estendendo-se a 40 áreas, como justiça e assuntos internos. A unanimidade mantém-se, porém, em matérias fiscais, por exemplo. Alemanha, França e Reino Unido terão maior facilidade em formar alianças.
A manutenção do comissário português
Após negociadas as garantias para a Irlanda, a UE permitirá que cada país mantenha o seu comissário europeu. Nice e Lisboa, antes do compromisso com a Irlanda, obrigava à redução e a um sistema rotativo, por uma questão de eficácia, uma vez que a UE tende a aumentar e não há pastas para atribuir a todos os Estados membros. O português Durão Barroso foi reeleito presidente da Comissão até 2014. Depois disso, Portugal voltará a ter direito a um comissário. E tudo graças à pressão dos eleitores irlandeses, que só aprovaram o Tratado ao segundo referendo.
Maior fiscalização por parte da Assembleia
Os parlamentos nacionais terão mais poderes para fiscalizar o princípio de subsidariedade, ou seja, garantir que a UE só intervém em certas áreas quando os países não conseguem resolver as questões. Assim, os deputados da Assembleia da República continuarão a avaliar as propostas de legislação comunitária, vendo o prazo para o fazerem alargado de seis para oito semanas. Além disso, quando um terço dos parlamentos dos 27 países da UE acharem que é preciso rever uma proposta legislativa, podem reenviá-la à Comissão Europeia.
A perda de liderança nas presidências da UE
Portugal, quando voltar a exercer a presidência rotativa da UE, dentro de 15 anos, já não vai ter o primeiro-ministro a liderar o Conselho Europeu e o chefe da diplomacia a chefiar o Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros. Isto porque o Tratado de Lisboa cria dois novos cargos, o de presidente permanente do Conselho, com mandato de dois anos e meio, renovável uma vez, e o de Alto representante para a Política Externa e de Segurança, que é ao mesmo tempo vice-presidente da Comissão. Os nomes escolhidos para ocupar os cargos pela primeira vez foram o belga Herman van Rompuy e a britânica Catherine Ashton. Esta opção foi tomada para criar uma representação estável da UE a nível externo. A nível das outras formações do Conselho de Ministros continua a haver presidências rotativas de seis meses.
A hipótese de sair da União Europeia
Os Estados membros vão ter, pela primeira vez, a possibilidade de entrar e sair na União Europeia consagrada num tratado. É uma cláusula que foi herdada do defunto Tratado Constitucional Europeu e era considerada como uma das suas maiores inovações. Assim, quando alguém em Portugal fizer como o ex-ministro da Agricultura Jaime Silva, que perguntou aos agricultores se queriam sair da UE, no meio de uma discussão, os cidadãos já podem responder que 'Sim'. Muitos críticos do Reino Unido já chegaram a sugerir que este país eurocéptico poderia ser o primeiro a fazer uso desta nova medida.
O respeito pelos direitos fundamentais
A Carta dos Direitos Fundamentais, assinada em 2000, passa a ter carácter vinculativo, obrigando, por isso, a UE a respeitar os direitos fundamentais dos seus cidadãos na legislação comunitária. Apesar de não estar fisicamente dentro do tratado, foi proclamada em Estrasburgo, em 2007, e consta numa declaração anexa. Reino Unido e Polónia obtiveram derrogações neste capítulo, um por não querer que direitos como o da greve sejam impostos a partir de fora, outro por não quer flexibilizar o direito ao aborto e dar mais direitos dos homossexuais. No mês passado, numa manobra de última hora, a República Checa conseguiu também a garantia de que não será obrigada pelo Tribunal Europeu das Comunidades, no Luxemburgo, a devolver terras confiscadas aos alemães sudetas na II Guerra Mundial. Este tribunal vai também ver se as leis nacionais na área da justiça e assuntos internos estão em conformidade com o direito comunitário. Também aqui há derrogações, para o Reino Unido e para a Irlanda.
Integrar uma Zona Euro com mais peso
O euro, moeda única, é um bom exemplo de como a UE a duas velocidades pode funcionar. Portugal integra desde o início o pelotão da frente nesta matéria e é um dos 16 países que actualmente pertencem à zona euro. O Eurogrupo, grupo de ministros das Finanças desses 16 Estados, vai ser formalizado pela primeira vez e ter um presidente com um mandato de dois anos e meio, renovável uma vez. Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro e ministro das Finanças do Luxemburgo, que já é o presidente do Eurogrupo, deve ser hoje escolhido para este mandato permanente que cria o tratado. A reunião surge depois de ontem, em Bruxelas, os ministros das Finanças dos 27 terem dado até 2013 para que Portugal equilibre o défice. As actuais regras europeias admitem um máximo de 3% e o país ultrapassa actualmente esse valor.
Menos eurodeputados mas com mais poder
O Parlamento Europeu vê o seu número de deputados limitado a um número máximo de 750, mais o presidente. Portugal passa a ter 22 deputados na legislatura de 2009--2014, quando tinha 24 na anterior. Estes terão, porém, mais poder, uma vez que o Tratado de Lisboa alarga as áreas de co-decisão. Assim, os eurodeputados serão parceiros do Conselho e da Comissão na aprovação de leis, em áreas como o direito de asilo, espaço Schengen ou cooperação judiciária. E controlarão em cerca de 95% a legislação comunitária.
Ajudar e ser ajudado em caso de catástrofe
O Tratado de Lisboa cria uma cláusula de solidariedade entre os Estados membros da União Europeia, para que haja uma reacção rápida perante determinadas situações, como catástrofes naturais ou ataques terroristas. A regra é que, perante cenários e ameaças deste tipo, os 27 ajam e respondam em conjunto.
DN.PT

FUTEBOL:Messi conquista a Bola de Ouro de 2009


GLOBO.COM-Lionel Messi é o primeiro argentino e um dos jogadores mais jovens a ganhar a Bola de Ouro da revista francesa "France Football". Na noite desta segunda-feira, a publicação europeia anunciou a vitória do atacante do Barcelona, de apenas 22 anos, por 473 votos, contra 233 do português Cristiano Ronaldo. Kaká ficou na sexta posição, com 58 votos.
Messi disse à revista francesa que foi com muita emoção que recebeu a notícia:
- É uma grande honra ser eleito para a Bola de Ouro, mas também ser o primeiro argentino na história a receber este prêmio.
A conquista de Messi demonstrou a maior diferença de votos da eleição desde que foi internacionalizada, há três anos. Em 2007, Kaká venceu com 444 votos e, no ano seguinte, Cristiano Ronaldo levou o prêmio com 446. Esse foi o terceiro pódio do argentino, campeão da Liga dos Campeões, Liga Espanhola e Copa do Rei com o Barcelona em 2009. Nos dois últimos anos, ele ficou em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Perguntado se esperava receber o prêmio, Messi, que o dedicou à sua família, não fingiu surpresa:
- Honestamente, eu sabia que estava entre os favoritos, pois o Barça ainda goza de um 2009 de sucesso, em que ganhamos tudo. Mas eu não imaginava impor uma margem tão grande. A Bola de Ouro é algo muito importante para mim. Todos aqueles que ganharam foram grandes jogadores. E alguns grandes nunca conseguiram ganhar.
A lista completa da revista traz o espanhol Xavi Hernández em terceiro lugar, com 170 votos, seguido pelo compatriota Andrés Iniesta (149) e pelo camaronês Samuel Eto’o (75). O sueco Zlatan Ibrahimovic ficou atrás de Kaká, em sétimo (50), e o inglês Wayne Rooney terminou em oitavo (35). O ranking dos dez melhores jogadores é fechado com Didier Drogba (33) e Steven Gerrard (32).

Além de Kaká, mais quatro brasileiros aparecem na lista. Luis Fabiano ficou na 16ª posição, com oito votos. Já o goleiro Julio César foi o 19° (5), seguido por Maicon (4) e Diego (3).
Antes de Messi, dois jogadores que nasceram na Argentina, Alfredo di Stéfano e Enrique Omar Sívori, já haviam conquistado o prêmio, mas só os receberam por terem se naturalizado espanhol e italiano, respectivamente. Até 1995, somente jogadores europeus podiam receber a Bola de Ouro, por essa razão, Maradona, maior ídolo da história do futebol argentino, jamais pôde ganhar o prêmio. Di Stéfano ganhou em 1957 e 59, e Sívori, em 61.
Confira abaixo a lista de todos os ganhadores do prêmio:
1956 - Stanley Matthews (Blackpool - Inglaterra), com 47 pontos.
1957 - Alfredo di Stéfano (Real Madrid - Espanha), com 72 pontos.
1958 - Raymond Kopa (Real Madrid - Espanha), com 71 pontos.
1959 - Alfredo di Stéfano (Real Madrid - Espanha), com 80 pontos.
1960 - Luis Suárez (Barcelona - Espanha), com 54 pontos.
1961 - Omar Sívori (Juventus - Itália), com 46 pontos.
1962 - Josef Masopust (Dukla - Tchecoslováquia), com 65 pontos.
1963 - Lev Yashin (Dínamo de Moscou - URSS), com 73 pontos.
1964 - Denis Law (Manchester United - Inglaterra), com 61 pontos.
1965 - Eusebio (Benfica - Portugal), com 67 pontos.
1966 - Bobby Charlton (Manchester United - Inglaterra), com 81 pontos.
1967 - Florian Albert (Ferencvaros - Hungria), com 68 pontos.
1968 - George Best (Manchester United - Inglaterra), com 61 pontos.
1969 - Gianni Rivera (Milão - Itália), com 83 pontos.
1970 - Gerd Müller (Bayern de Munique - Alemanha), com 77 pontos.
1971 - Johan Cruyff (Ajax - Holanda), com 116 pontos.
1972 - Franz Beckenbauer (Bayern de Munique - Alemanha), com 81 pontos.
1973 - Johan Cruyff (Barcelona - Espanha), com 96 pontos.
1974 - Johan Cruyff (Barcelona - Espanha), com 116 pontos.
1975 - Oleg Blokhin (Dínamo de Kiev - URSS), com 122 pontos.
1976 - Franz Beckenbauer (Bayern de Munique - Alemanha), com 91 pontos.
1977 - Allan Simonsen (Borussia Mönchengladbach - Alemanha), com 74 pontos.
1978 - Kevin Keegan (Hamburgo - Alemanha), com 87 pontos.
1979 - Kevin Keegan (Hamburgo - Alemanha), com 118 pontos.
1980 - Karl-Heinz Rummenigge (Bayern - Alemanha), com 122 pontos.
1981 - Karl-Heinz Rummenigge (Bayern - Alemanha), com 106 pontos.
1982 - Paolo Rossi (Juventus - Itália), com 110 pontos.
1983 - Michel Platini (Juventus - Itália).
1984 - Michel Platini (Juventus - Itália), com 128 pontos.
1985 - Michel Platini (Juventus - Itália), com 127 pontos.
1986 - Igor Belanov (Dínamo de Kiev - URSS), com 84 pontos.
1987 - Ruud Gullit (Milan - Itália), com 106 pontos.
1988 - Marco Van Basten (Milan - Itália), com 129 pontos.
1989 - Marco Van Basten (Milan - Itália), com 119 pontos.
1990 - Lothar Matthäus (Inter de Milão - Itália), com 137 pontos.
1991 - Jean-Pierre Papin (O. de Marselha - França), com 141 pontos.
1992 - Marco Van Basten (Milan - Itália), com 98 pontos.
1993 - Roberto Baggio (Juventus - Itália), com 142 pontos.
1994 - Hristo Stoichkov (Barcelona - Espanha), com 210 pontos.
1995 - George Weah (Paris Saint Germain - França), com 144 pontos.
1996 - Matthias Sammer (Borussia Dortmund - Alemanha), com 144 pontos.
1997 - Ronaldo (Inter de Milão - Itália), com 222 pontos.
1998 - Zinedine Zidane (Juventus - Itália), com 244 pontos.
1999 - Rivaldo (Barcelona - Espanha), com 219 pontos.
2000 - Luis Figo (Real Madrid - Espanha), com 197 pontos.
2001 - Michael Owen (Liverpool - Inglaterra), com 176 pontos.
2002 - Ronaldo (Real Madrid - Espanha), com 171 pontos.
2003 - Pavel Nedved (Juventus - Itália), com 190 pontos.
2004 - Andreiy Shevchenko (Milan - Itália), com 175 pontos.
2005 - Ronaldinho Gaúcho (Barcelona - Espanha), com 225 pontos.
2006 - Fabio Cannavaro (Real Madrid - Espanha), com 173 pontos.
2007 - Kaká (Milan - Itália), com 444 pontos.
2008 - Cristiano Ronaldo (Manchester United - Inglaterra), com 446 pontos.
2009 - Lionel Messi (Barcelona - Espanha), com 473 pontos.