
PORTO NOVO-O presidente do Movimento para a Democracia assegurou esta sexta feira, 11, no Porto Novo, que o seu partido vai propor ao governo que canalize os fundos do Programa Qualidade e Cidadania, no valor um milhão de contos, aos municípios. Carlos Veiga acredita que, ao invés do fim proposto, o governo vai usar esse montante para a compra de votos em épocas eleitorais.O líder do MpD, que falava para militantes do seu partido no concelho, pontuou que é inaceitável que o governo continue a sufocar financeiramente os municípios enquanto inscreve no OGE, através do Programa Qualidade e Cidadania, cerca de um milhão de contos para distribuir aos militantes tambarinas em épocas eleitorais.
“O MpD vai propor que esse montante seja canalizado aos municípios ao invés de serem hostilizados como já acontece com as câmaras suportadas pelo MpD,” asseverou o líder ventoinha, acrescentando que o seu partido vai impedir também que o governo crie uma lei denominada de Tutela Administrativa cuja finalidade será penalizar os municípios subtraindo por tudo e por nada verbas do FFM.
Carlos Veiga, que está a desdobrar em contactos no país com vista a preparação das eleições autárquicas de 2012, garante que o seu partido está a trabalhar afincadamente para manter as câmaras municipais onde já é poder, resgatar as perdidas em 2008 e ganhar as mais difíceis para o partido como são os casos de São Filipe e Santa Cruz.
Para tal, o líder do maior partido da oposição cabo-verdiana pede união e serenidade aos seus militantes e possíveis pré-candidatos a essas eleições, ressalvando que os candidatos devem ser conhecidos na totalidade até finais de Dezembro após o partido conhecer os resultados de uma sondagem que já encomendou.
No encontro tanto Carlos Veiga como a plateia ouviram de viva voz a disponibilidade do edil Amadeu Cruz para disputar o terceiro mandato no Porto Novo, confirmando a notícia avançada pelo asemanaonline no dia 10 de Outubro passado.
“O MpD no Porto Novo vai respeitar o calendário autárquico definido pelo partido. Já manifestei a minha disponibilidade ao presidente e ao MpD que devem avaliar se estou em condições de disputar mais um mandato. Se a avaliação for positiva e o partido entender que sou a melhor opção vou avançar independentemente de outros sacrifícios que possam existir,” clarificou o edil.
PN
http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article70108&ak=1
12 Novembro 2011
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