terça-feira, 22 de novembro de 2011

CV(Lusa):Se a crise se repercutir no arquipélago "terá de se repartir o mal pelas aldeias", avisa PR

PRAIA- Se a crise internacional vier a ter impacto em Cabo Verde "terá de se repartir o mal pelas aldeias" para não serem "sempre os trabalhadores a pagarem", avisou hoje o Presidente cabo-verdiano.
"Se houver impacto da crise há que se repartir o mal pelas aldeias porque não podem ser só os trabalhadores a sofrer", frisou Jorge Carlos Fonseca, citado pela Inforpress, numa conferência de imprensa destinada a fazer um balanço da participação, sábado, no Brasil, numa cimeira para comemorar o Ano Internacional dos Afro-descendentes.
Jorge Carlos Fonseca, que admitiu que o recurso à greve é um direito constitucional, defendeu ser necessária uma concertação "efetiva", sublinhando que se um país quer coesão social tem que atender aos interesses dos trabalhadores.
As afirmações aludem à falta de consenso registada na reunião do Conselho de Concertação Social, realizada quarta-feira passada, em que as duas centrais sindicais cabo-verdianas, ao contrário do Governo e Patronato, se recusaram a assinar o Acordo de Concertação Estratégica.
Quer a União Nacional dos Trabalhadores Cabo-Verdianos - Central Sindical (UNTC-CS), quer a Confederação Cabo-Verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL) não assinaram o documento, alegando que está fora de questão não haver, em 2012, aumentos salariais, a fixação do salário mínimo e a atribuição do 13.º mês.
As duas centrais sindicais, que, juntamente com o Governo e patronato, integram uma comissão tripartida que terá até dezembro para apresentar soluções para desbloquear o impasse na Concertação Social, admitiram sábado a possibilidade de recorrerem a uma greve geral.
A este propósito, o chefe de Estado cabo-verdiano realçou o facto de a greve geral não o preocupar, porque acredita que não está na agenda dos trabalhadores.
"A possibilidade de uma greve nunca é boa, mas é um direito constitucional que, felizmente, existe em Cabo Verde. Acho natural que as centrais sindicais e os trabalhadores lutem pelos seus direitos", sublinhou.
Segundo Jorge Carlos Fonseca, é importante, mesmo em tempos de crise, encontrar condições que atenuem o ambiente de deterioração do poder de compra dos trabalhadores cabo-verdianos ao longo dos últimos anos.
Assumindo-se como "garante da Constituição e do Estado social", o presidente cabo-verdiano sublinhou que irá manter-se "atento e interessado" para que os direitos económicos, sociais e culturais dos trabalhadores cabo-verdianos sejam afirmados.
JSD./Lusa/Fim
Foto:Expresso das Ilhas
http://noticias.sapo.cv/lusa/artigo/13382854.html

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