quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CV(ASemana):Carlos Veiga defende diálogo para evitar greve geral


PRAIA-O líder do MpD foi parco nas palavras sobre o encontro com o Presidente da República mas respondeu às questões dos jornalistas sobre a situação política do país, nomeadamente a eventual greve geral anunciada pelos sindicatos. Carlos Veiga diz que a greve é um direito mas apela a um maior diálogo para que possa ser evitada. Sobre a primeira audiência com o Chefe de Estado, Carlos Veiga revelou que passaram “em revista as grandes questões do país”. Sem se adiantar quanto às questões, o líder do MpD diz que também abordaram “os efeitos da crise internacional” em Cabo Verde e “as alternativas da oposição” e também se congratulou com o agendamento de reuniões regulares entre os partidos e Jorge Carlos Fonseca.
“Acreditamos que é importante para o país e para a oposição encontrar-se com regularidade com o senhor Presidente, estamos totalmente disponíveis. O senhor Presidente estabelecerá esta periodicidade e nós estaremos de acordo. Há uma grande abertura e acho que todos os partidos e o governo vão aproveitar para termos mais um interlocutor dos nossos pontos de vista”, acredita o líder "ventoinha".
Sobre o Orçamento de Estado, que tinha sido aprovado uma hora antes, Carlos Veiga diz que fez uma referência sobre o assunto, apresentando a posição do MpD e a justificar os votos contra. Aos jornalistas revelou ainda a “disponibilidade para dialogar com o governo para apresentar as propostas de solução da oposição, sempre que o executivo quiser”.
Diálogo foi também a proposta apresentada por Carlos Veiga para que a greve geral possa ser evitada. “Devemos encarar esta situação (de greve) com muita serenidade. Se houver verdade e concertação efectiva à volta de uma mesa a discutir as coisas com tranquilidade, creio que não será necessário chegarmos a um ponto destes. Uma greve é sempre legítima mas também traz sempre prejuízos”, defende o líder da oposição.
“É um direito constitucional dos trabalhadores, mas temos todos de assumir que este país é o nosso e quando for necessário vamos ter de assumir e adoptar as medidas mais adequadas para enfrentar esta situação. Tem de se falar a verdade, tem de haver abertura na concertação e um esforço efectivo de nos sentarmos à mesa, sem espectáculo, com seriedade e com propostas concretas para que possamos chegar a entendimento”, desafiou.
Questionado se durante o encontro com o chefe de Estado foi abordado o assunto que levou à suspensão do Parlamento na manhã de terça-feira, Carlos Veiga admite que “o incidente foi abordado” mas também defendeu que “não se deve exagerar muito”.
“Foi um incidente que acontece nos vários parlamentos de todo o mundo e agora é seguir em frente porque o futuro exige de nós todos mais trabalho, mais dedicação muita ponderação e muita serenidade”, pediu Carlos Veiga.
“Tratámos desse incidente do nosso lado (do partido), com o nosso deputado, internamente, falámos sobre isso. Quem iniciou a sequência que conduziu a essa dinâmica foi o Primeiro-ministro e fico satisfeito que hoje as coisas tenham corrido muito melhor, com o discurso final do senhor Primeiro-ministro muito sereno a tentar responder às minhas propostas e creio que há uma margem muito grande de entendimento”, rematou o líder da oposição.
IMN
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article70442&ak=1

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