domingo, 13 de novembro de 2011

CV(Asemana):Carlos Veiga diz que partido “não fará chicana política” com a questão da crise


PRAIA-Numa reunião de cerca de 30 minutos, José Maria Neves e Carlos Veiga tiveram tempo de agendar nova reunião, para antes do debate do Orçamento de Estado. O líder do MpD adianta que falaram do agravamento da crise e lembra que já anda a falar desta situação desde 2007 e mostra-se disponível para, juntamente com o governo, encontrar as medidas certas para a estabilidade do país. Afinal, avisa, o seu partido “não fará chicana política com a questão da crise”. Carlos Veiga admitiu aos jornalistas que a reunião “esteve para não acontecer” uma vez que só foi informado deste encontro na véspera. Neste sentido, informa que haverá uma reunião “mais extensa”, antes da discussão do Orçamento do Estado, com uma agenda proposta pelas duas partes para “acertar os problemas reais do país”, porque, segundo diz, “o MpD tem pedido informações mas estas não têm chegado”. “Esperamos que depois desta reunião comecem a chegar”.
Precisamos de mais informações para tomarmos posição sobre questões como o 13º mês, sobre as medidas a tomar nesta crise de que se fala. Há muito tempo que falamos deste perigo, dos orçamentos expansionistas e para um excesso de despesas e agora estamos a sentir os efeitos e a ver as receitas externas a diminuir. Tendo em conta a situação no exterior teremos de equacionar um paradigma diferente de desenvolvimento”, esclarece.
Carlos Veiga defende que “é tempo de colocar os pés na terra e procurar encontrar um novo paradigma para o desenvolvimento” de Cabo Verde para que “a independência do exterior, em vez de aumentar, diminua e ela aumentou” e, segundo o líder ‘ventoinha’ esta dependência “sempre foi combatida” pelo MpD porque sempre disseram que um dia chegaria o fim da ilusão. “E está a chegar, claramente”, acrescenta.
Aos jornalistas, não avança as posições do partido, “por falta de dados e de informação do governo, apesar de serem solicitadas”. Das medidas conhecidas publicamente, como cortes nas despesas, Carlos Veiga considera que “são manifestamente insuficientes, apesar de serem sinais que podem ser no bom sentido, mas não resolvem o problema do país”.
O líder da oposição garantiu ainda que “o MpD não vai fazer chicana política com a questão da crise”. “Somos um partido responsável, de poder, iremos discutir as soluções para a crise, apresentando as nossas propostas, porque entendemos que as temos e que podem ser úteis à reapreciação, fora do período eleitoral, e agora talvez se revelem úteis, assim como vamos apoiar as medidas do governo que considerarmos boas”, assume.
As medidas adoptadas não satisfazem a oposição porque “não está a ser reduzida a dependência do país e as dívidas para com o exterior não estão a ter reflexo na produtividade e no emprego e isso não leva a bons resultados”. “Criticamos essa política e continuamos a criticá-la por isso é que defendo um novo paradigma”.
Carlos Veiga quer, para que Cabo Verde não dependa “sistematicamente” do exterior, que o país “conte mais com as potencialidades nacionais, tirar mais proveito destas potencialidades, apostar nos recursos humanos cabo-verdianos e qualificá-los, tal como se deve apostar na inovação”.
“Para os nossos investimentos, cerca de 80 por cento vem do exterior e estas estão em muita dificuldade e não podemos contar com elas. Por isso temos de, em conjunto, criar consensos políticos e sociais para que a crise não se agrave e ir para soluções extremas e aqui estamos de acordo”, revela o líder da oposição, para quem o MpD “já anda a avisar, desde 2007, para o agravamento desta crise”.
IMN-09 Novembro 2011
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article70017&ak=1

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