quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CV(Liberal):VEIGA DEFENDE QUE “NÃO DEVEM SER SÓ OS TRABALHADORES A PAGAR A CRISE”

 O líder do MpD considerou que a melhor forma de enfrentar os problemas nacionais é as pessoas sentarem-se à volta de uma mesa, com verdade e seriedade.António Monteiro, o líder da UCID – também recebido por JCF -, reportando-se à promessa do 13º disse que o Primeiro-ministro deveria ter tento na língua

Veiga manifestou preocupação pela situação do país
PRAIA- O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, recebeu ontem, no Palácio do Plateau, os presidentes do MpD e da UCID, respectivamente, Carlos Veiga e António Monteiro. Os encontros com os líderes partidários enquadram-se numa lógica de diálogo com os partidos políticos, um compromisso assumido por JCF durante a campanha eleitoral.
A situação política nacional, o sentido de voto no do MpD no que respeita ao Orçamento do Estado 2011 e a perspectiva de um diálogo social permanente, foram as grandes questões abordadas entre Veiga e o Presidente da República.
Ao fim do encontro de meia hora, o líder do MpD, manifestou aos jornalistas a concordância com Jorge Carlos Fonseca no que respeita à crise actual vivida no país: “estamos de acordo com a lógica de que não devem ser só os trabalhadores a pagar a crise, todos os cabo-verdianos devem contribuir, dentro das suas possibilidades, para ultrapassarmos um situação que é de todos nós”, adiantando, de igual modo que o seu partido está disponível para “quando o governo quiser, apresentarmos as nossas propostas de solução”.
Veiga considerou de igual modo, que verdade, concertação e serenidade devem ser tónicas do presente para se poder evitar uma Greve Geral, cuja possibilidade já foi avançada pelas centrais sindicais. “Penso que se deve falar verdade, haver uma abertura para a concertação e um esforço efectivo de nos sentarmos todos à mesa, sem espectáculo, com seriedade, com propostas concretas para que possamos chegar a entendimento”, considerou Carlos Veiga fundamental para acorrer às dificuldades que o País atravessa.

Para Monteiro, promessas não cumpridas desacreditam políticos
Na conversa com Presidente, esteve também presente o incidente verificado durante os trabalhos parlamentares da última terça-feira, interrompidos após troca de palavras entre o líder parlamentar do PAICV, José Manuel Andrade, e o deputado do MpD Orlando Dias. “Falamos sobre esse incidente, acho que não se deve exagerar muito. Tratamos desse incidente com o nosso deputado, internamente. Foi um incidente, acontece em todos os parlamentos por todo o mundo”, disse Veiga aos jornalistas.
TENTO NA LÍNGUA…
A visão da UCID sobre o País, as relações externas, as questões sociais e a crise internacional estiveram na agenda do encontro entre António Monteiro e Jorge Carlos Fonseca. Mas o enfoque principal esteve centrado na “ampliação da voz da UCID” no parlamento cabo-verdiano. Por outro lado, o líder não deixou, à saída de fazer referência à promessa de 13º mês não cumprida por José Maria Neves: “quando se sabe que não se pode cumprir, você como político tem que ter algum tento na língua e não prometer coisas que, eventualmente depois, poderão não ser cumpridas e desacreditar a classe política nacional”
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=34459&idSeccao=523&Action=noticia

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