domingo, 6 de setembro de 2009

SAÚDE:Anticorpos descobertos em sangue de doente apontam o calcanhar de Aquiles do vírus e abrem um novo caminho para a imunização

Anticorpos descobertos em sangue de doente apontam o calcanhar de Aquiles do vírus e abrem um novo caminho para a imunização.
Uma equipa de cientistas encontrou dois novos anticorpos que conseguem neutralizar o vírus da imunodeficiência humana (VIH). A descoberta foi feita graças ao sangue de um homem africano, do qual não se conhece o nome nem a história. Sabe-se apenas que foi infectado há mais de três anos e nunca desenvolveu a doença. Uma boa notícia que abre a porta ao desenvolvimento de uma vacina eficaz contra esta doença, que afecta mais de 35 mil pessoas em Portugal e cerca de 40 milhões em todo o mundo.
Combinados, os dois anticorpos (que os cientistas baptizaram de PG9 e PG16) são uma arma potente contra o VIH, porque mostram um ponto vulnerável - o calcanhar de Aquiles do vírus . Ou seja, apontam o caminho mais fácil para o neutralizar. Por isso, os cientistas querem usá-los para criar uma vacina, revela a última edição da revista Science.
Os investigadores analisaram amostras de sangue de 1800 pessoas infectadas de sete países africanos, da Tailândia, Austrália, Reino Unido e Estados Unidos da América. O objectivo era encontrar indivíduos com protecção natural: que tendo sido infectados nunca desenvolveram a doença, sem terem recebido qualquer tipo de tratamento. Foi de África, o continente mais afectado pela pandemia, que veio a amostra com os dois anticorpos que enstusiasmaram os cientistas - são os primeiros eficazes contra o VIH a ser encontrados em mais de uma década. Segundo o estudo, o PG9 e o PG16 atacam a parte do vírus que infecta as células. A acção dos dois anticorpos centra-se em regiões do vírus que são comuns à maioria das estirpes, o que explica o seu sucesso.
Agora, é preciso desenvolver uma vacina que imite a acção destes dois anticorpos. Depois é necessário testá-la para garantir que é segura e eficaz - primeiro em animais e em seguida nos humanos. Apesar de esta descoberta ser apenas o início do processo, é uma esperança num campo fértil em desilusões. Os esforços para conseguir uma vacina contra o vírus da sida arrastam-se sem resultados desde que o VIH foi identificado, há mais de 20 anos.
Os responsáveis da Iniciativa Internacional para a Vacina contra a sida esperam encontrar anticorpos ainda mais potentes. "Gostamos de pensar que é apenas a ponta do icebergue", comenta Wayne Koff, vice-presidente da Iniciativa.
DN.PT

A Manipulação do Processo Eleitoral e o Uso Indevido de Dinheiros Públicos-Por BENVINDO RODRIGUES

PRAIA-É vergonhosa a forma como os Governos do PAICV vêm utilizando verbas de contribuintes cabo-verdianos, empresas e famílias. Sabendo-se que muitos deles enfrentam grandes dificuldades, não se compreende como é que os dirigentes do PAICV investidos em cargos públicos podem aproveitar-se das deslocações ao estrangeiro em missão de serviço público para realizar encontros com militantes e amigos do partido do governo, no maior desrespeito pelo princípio da separação de funções públicas das funções partidárias, consagrado nos Estatutos dos Gestores Públicos, sem que ninguém diga alguma coisa sobre essa prática recorrente, imoral e custosa aos bolsos dos cabo-verdianos e cabo-verdianas.Os exemplos do que acabo de dizer abundam, mas limito-me aos dois últimos:
(i)As recentes visitas do Presidente da JPAI, Nuas Silva, a Lisboa, Paris, Rotterdam, Roma e Bissau, para inaugurar as casas do cidadão em que, para além dessa tarefa, aproveita as viagens, pagas com fundos públicos, para criar núcleos do seu partido;
(ii)As visitas mensais à diáspora cabo-verdiana com o mesmo fim do Presidente do Instituto das Comunidades, Álvaro Apolo Pereira, que é, ao mesmo tempo, Secretário Nacional para as Estruturas da Emigração do PAICV.
O exemplo mais recente é a última efectuada a S.Tomé e Príncipe em Agosto passado, em que organizou e presidiu as assembleias electivas dos núcleos de base do PAICV nas duas ilhas daquele arquipélago, que foi objecto de notícia num dos órgãos de comunicação social de Cabo Verde. O mesmo vêm fazendo, de forma desavergonhada, os outros dirigentes do PAICV, como se isso fosse normal em democracia, sem que lhes seja colocado qualquer obstáculo a essa forma de utilização indevida dos dinheiros públicos.Esta prática, enquadra-se numa estratégia de promoção da imagem dos Governos do PAICV junto das comunidades emigradas e de governos dos países de acolhimento da nossa diáspora, para fins eleitoralistas. Com efeito, as comunidades cabo-verdianas no estrangeiro votam e contribuem com 6/72 deputados, para a configuração do poder legislativo em Cabo Verde., Também neste âmbito, os Governos do PAICV, vêm financiando, desde 2002, o programa televisivo Nha Terra Nha Cretchéu, semanalmente difundido na RTP-ÁFRICA, com o propósito de passar para essas comunidades, a imagem de que Cabo Verde é um eldorado, está sendo bem governado e oferece oportunidades mil para quem queira aí ir viver e trabalhar. É caso para se perguntar ao Governo do PAICV quanto paga à RTP-ÁFRICA, com dinheiro de contribuintes cabo-verdianos, para polir a sua imagem já desgastada. Não vemos os governos de outros países africanos mais ricos do que Cabo Verde, a fazer propagandas nos órgãos de comunicação social das antigas metrópoles, como faz o de Cabo Verde.Esta promoção de imagem tem conduzido a que, descendentes de cabo-verdianos com dificuldades de emprego em países como S.Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, sejam ludibriados com essa campanha e vão no conto do vigário, imigrando para Cabo Verde, à procura do tal eldorado e o que encontram, nós todos conhecemos: um país totalmente diferente, para pior, daquilo que são as imagens transmitidas pela RTP-ÁFRICA, caracterizado por altos índices de desemprego, pobreza, criminalidade, prostituição e alcoolismo. Numa expressão, e tendo em conta a magnitude dos problemas que afectam, sobretudo, os jovens e para os quais os dois últimos Governos do PAICV não tem tido políticas eficazes e sustentáveis verifica-se a existência de um desânimo social crescente.. Casos há em que vários desses descendentes regressam aos seus países de origem, pouco tempo depois, porque o que viram não tem correspondência, nem de perto, nem de longe, com a realidade retratada na televisão.Essa propaganda não se limita à RTP-ÁFRICA apenas. Especialmente contratados para o efeito, revistas e jornais próximos do partido do poder, são estrategicamente produzidos e distribuídos nos aviões que transportam emigrantes cabo-verdianos e às missões diplomáticas de Cabo Verde, para atingir esses grupos-alvo e neles criar uma opinião favorável ao regime instalado.A partidarização das associações cabo-verdianas e missões diplomáticas do país no exterior atingiu proporções tais, que assistimos a situações em que representantes diplomáticos nossos, marcadamente afinados com o PAICV, se imiscuem na gestão dessas associações, amedrontando membros que lhes fazem sombra e distribuindo benesses àqueles que lhes são fiéis. O que devia ser Casas de Cabo Verde, foi transformado em centros de reuniões partidárias, de catalogação de emigrantes e de mobilização de votantes para um partido desgastado em fim de segundo mandato e que se quer fazer reeleger a qualquer custo. Assistem-se, nos Estados Unidos, por exemplo, situações caricatas de uso simultâneo da bandeira antiga e da bandeira nova nas cerimónias oficiais com presença de entidades governamentais cabo-verdianas e americanas, ficando estas estupefactas ao ponto de perguntarem de forma naive, que, se calhar, Cabo Verde é o único país do mundo com duas bandeiras!!
O PAICV prometeu, nas suas duas últimas campanhas pela emigração (2000 e 2005), entre muitas coisas demagógicas, criar oportunidades de aquisição de nacionalidade cabo-verdiana, àqueles que provarem ser descendentes de cabo-verdianos. Em alguns dos países africanos de maior concentração da diáspora, muitos dos nossos conterrâneos, deparam-se com dificuldades de meios para pagarem as despesas inerentes, que são elevadas, lentidão das embaixadas, consulados e serviços de registo de Cabo Verde, no processamento dos pedidos, etc. Prometeu-se, em 2002, por exemplo, para S.Tomé e Príncipe, financiar um projecto de agricultura familiar, orçado em 100.000 contos, por 5 anos, dirigido aos descendentes de cabo-verdianos naquele país. Até agora, ainda não se viu o arranque efectivo desse projecto, pois as poucas verbas disponibilizadas têm sido utilizadas em viagens desnecessárias de técnicos do Ministério da Agricultura de Cabo Verde.Aguardemos pelo sucesso do projecto agrícola do Kwanza Sul de Angola, cujo o terreno de mais de 4.000 hectares foi doado a Cabo Verde para esse fim, tendo um alto dirigente do PAICV beneficiado de uma parcela importante dessa área, para uso próprio. É a velha sina do PAICV com terrenos, como disse e bem, alguém recentemente, desde a triste célebre reforma agrária de 1975-1981. Veja-se o que se passa com os terrenos urbanos em Cabo Verde, de alto valor de mercado, que são comprados por gente próxima do poder a preços de pechincha e vendidos aos investidores estrangeiros aos olhos da cara. Veja-se o que se passa com os para fins agrícolas que são oferecidos por países amigos, como forma de criar oportunidades de emprego para os descendentes ou para produção e exportação de alimentos para Cabo Verde. Assim foi com a Guiné-Conacry e Paraguai nos anos oitenta, assim é com o Kwanza Sul, neste momento.As comunidades cabo-verdianas no exterior precisam, da parte das autoridades do país, de políticas públicas a elas direccionadas que resolvam os seus inúmeros problemas, que reforcem a sua cidadania, identidade e cabo-verdianidade e, os prestadores desses serviços terão que ser pessoas descomprometidas com qualquer força política em Cabo Verde, cumpridoras dos seus deveres de servir, sem olhar à cara, à origem social e/ou geográfica, à filiação ou à simpatia partidária dos seus utentes. Essa prática de discriminação é um insulto à inteligência dos emigrantes, que, longe da sua terra natal, gostariam de ver nas representações diplomáticas do seu país, instituições despartidarizadas que os amparassem e deles estivessem próximas..O próximo recenseamento eleitoral na diáspora (biométrico) terá que ser muito bem preparado e realizado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), assim como o foi o de 2007/2008, que serviu de base para as eleições autárquicas de Maio de 2008. Os cadernos eleitorais desse recenseamento terão que ser atempadamente distribuídos aos partidos políticos contendores e a prática de permitir a votação em casas de parentes e amigos de gente do partido do poder e nas sedes de associações cabo-verdianas terá que ser banida.Com excepção do apoio logístico, as representações diplomáticas e associações de cabo-verdianos no exterior deverão ficar fora dessa operação, pois apenas à CNE cabe a realização dessas tarefas, por forma a garantir a máxima transparência e independência do processo e criar condições para eleições justas e transparentes na emigração, sem suspeições de fraude, como aconteceu em 2006, em que estrangeiros votaram, partidos políticos de alguns países se envolveram em campanha a favor do PAICV e do seu candidato presidencial e se deram descargas nas urnas sem a presença dos votantes.Que os partidos políticos com assento no parlamento se entendam quanto à urgência desse recenseamento e à definição de uma estratégia consistente que permita a todos os cidadãos cabo-verdianos no exterior se recensearem e votarem de forma livre e transparente, independentemente, do ponto do país de acolhimento em que se encontrarem a residir e a trabalhar.
FORCV.COM-Por Benvindo Rodrigues
Benvindo Rodrigues é Economista/MBA (Thunderbird, American Graduate School of International Management, U.S.A.) e Consultor Internacional.

CV:Emigrantes descontentes com os serviços das alfândegas

FOTO DO PORTO DA PRAIA NO SITE DA ENAPOR
Foto:Porto da Praia

PRAIA-Os emigrantes dizem estar descontentes com os serviços das alfândegas, na Cidade da Praia. É que, numa época em que muitos demandam Cabo Verde como destino de férias e para reencontros com a família, não faltam acusações envolvendo roubo de encomendas, longos processos de despacho e a constante burocracia da instituição.

De Junho a Setembro acontece a época alta das encomendas dos emigrantes. Mandam de tudo, desde carros e motos aos famosos bidons, passando por equipamentos de todo o tipo, produtos de beleza, material eléctrico, peças de carro, roupa e até mobília.
Mas, dizem, o mais difícil não é mandar para a terra o suor do seu trabalho duro, mas sim ver o que conseguiram com esforço desaparecer ou ficar a apodrecer no Porto da Praia, enquanto eles percorrem um autêntico calvário de papéis, burocracias, falta de respeito e stress. E, assim, as tão sonhadas férias com a família transformam-se num “sufoco” capaz de tirar a paciência a qualquer um.
“Cheguei há um mês a Cabo Verde. Fui a São Vicente e quando cheguei aqui não encontrei as minhas coisas. Porque abriram a minha carga e roubaram metade do conteúdo. Deixaram o que bem entenderam”, conta indignado João Vaz, emigrante residente em Luxemburgo e que se encontra em Cabo Verde de férias.
João Vaz está quase de regresso a Luxemburgo e até ainda não conseguiu retirar a sua carga do armazém da Alfândega. E como tem a família no interior de Santiago, cada dia a mais que leva na Alfândega significa muitas viagens à Praia, muitos dias sem estar com os seus, stress em doses exageradas em vez da descontracção e convivência que veio buscar na sua terra. E o tempo é pouco para quem vem apenas para três semanas.
O "asemanaonline" constatou que muitas pessoas esperavam numa fila enorme, que era atendida apenas por um funcionário. As reclamações eram muitas: “ O atendimento está mal aqui nas Alfândegas. Está muito lento. Temos ainda que enfrentar outras filas. Deviam arranjar mais pessoas para o atendimento”, diz José Sousa, outro emigrante em França, depois de horas e horas à espera para ser atendido.
O director da Alfândega da Praia, Joaquim Sena Silva, compreende as exigências dos emigrantes. Contudo, explica o seguinte: “ o único constrangimento que temos neste momento é que os emigrantes registam a carga em nome de outrem, de familiares e amigos, e depois querem ser eles a levantá-la nas alfândegas. Quando chegam cá, logicamente, não conseguem fazê-lo porque nós só podemos entregar a carga ao verdadeiro dono, ou seja, àquele que tem título de propriedade”.
Por isso, a espera é tanta que esgota a paciência e faz com que alguns “ ajam de forma nem sempre a mais correcta”, explica Sena.
As coimas que vão de cinco a cinquenta mil escudos e os longos processos de despacho são outros motivos que levam muitos emigrantes a se revoltarem.
Mas, Joaquim Sena faz questão de salientar que as Alfândegas procuram dar uma “atenção especial” aos emigrantes até porque leva em em consideração o pouco tempo que têm no país, pelo que “essas coimas já não estão sendo aplicadas e os faltosos só pagam mil escudos de multa”.
Mas as reclamações não ficam por aqui. Os emigrantes querem que as Alfândegas tomem medidas para evitar os furtos que são constantes no Porto da Praia. Segundo dizem, perdem a vontade de vir a Cabo Verde no período de férias, porque não as gozam, passando a maior parte do tempo nas Alfândegas para despachar uma carga que depois não aparece ou aparece com metade do conteúdo.
De acordo com um inquérito realizado em 2005 e 2006 sobre a corrupção e criminalidade nas instituições cabo-verdianas, as Alfândegas de Cabo Verde aparecem como uma das instituições menos credíveis aos olhos dos cabo-verdianos. Esse estudo mostra que 2 em cada 10 entrevistados afirmam já ter pago algum suborno a funcionários alfandegários.
Volume de mercadorias diminuiu neste tempo de crise
De acordo com o director da Alfândega da Praia, a média mensal das receitas alfandegárias é de 700 mil contos. Neste ano, baixaram na ordem dos 10% em comparação com o ano anterior, isso no periodo de Janeiro a Agosto. A crise internacional é apontada como a causa da diminuição tanto das importações de mercadorias como das receitas alfandegárias.
Este ano entraram no país muito menos materiais de construção tais como cimento, ferro, mosaicos reduziram significativamente. O volume dos produtos alimentícios também baixou. Já a movimentação dos comerciantes e as remessas dos emigrantes, idem, sempre aumentam neste período do ano. O que exige a aplicação de despacho-recibo -decreto-lei 138/91- nas mercadorias de imigrantes ou pessoas que não fazem negócio.
Ou seja, aplica-se uma taxa na ordem dos 30% sobre o valor da mercadoria para aqueles que desejam adquirir uma carga, com urgência. Uma forma que o director da Alfandega diz ser eficaz e rápida, criada pelo sistema alfandegário para evitar possíveis constrangimentos na hora de retirar a carga dos armazéns.
O que não acontece no regime de despacho, que exige um processo mais longo e demanda sempre um despachante, além de demorar muito mais tempo. Situação que desagrada muita gente obrigada a se submeter a esse tipo de processo. E entra uma burocracia e outra, entre um tempo e outro, um negócio e outro, acontecem os conflitos de interesse. Os utentes acusam as Alfândegas de favorecer uns e outros e as Alfândegas dizem que só estão a cumprir a lei.
ASEMANA.CV-Por AN

CV:CABO VERDE DERROTA MALTA POR 2-0

TA QALI-A selecção cabo-verdiana de futebol não tomou conhecimento de Malta e bateu os adversários europeus por 2 a 0, ontem, 04, em Ta´Qali . Helton, aos 15 minutos, marcou o primeiro golo após converter uma grande penalidade e Adilson Monteiro, aos 40, fechou o placar completando um canto.
Méritos pra o treinador João de Deus que, além de dar oportunidades aos jogadores campeões do Torneio da Lusofonia, ainda soube montar um esquema táctico consistente.
A imprensa maltesa destacou a supremacia de Cabo Verde durante todo o embate. Os jogadores locais comentaram que na parte inicial, os golos saíram no momento certo, com a equipa a tomar a iniciativa e o controlo da posse de bola. Já a abrir uma folga na etapa complementar, os atletas souberam administrar o resultado, sem sofrer ameaças, se valendo de bons contra-ataques.
Nesta quarta-feira, 09, os crioulos voltam ao relvado para outro importante e difícil teste contra Angola. A expectativa é que os “tubarões azuis” reeditem o bom jogo em Malta e consigam mais um triunfo para ganhar ritmo, experiência e valiosos pontos no ranking da Fifa.

As duas equipas alinharam da seguinte forma:

MALTA:A. Hogg ('46 J. Haber), E. Muscat ('84 A. Agius), B. Said ('66 J. Caruana), R. Fenech, R. Briffa, M. Mifsud, A. Cohen, C. Failla, A. Schembri ('46 S. Bajada), K. Scicluna, J. Pace ('74 K. Sammut).

CABO VERDE:F. Tavares ('90 E. Soares), P. Cardoso ('79 V. Moreno), A. Monteiro, O. Ramos ('66 W. Borges), F. Neves, D. Furtado, C. Aguiar ('71 R. Duarte), E. Macedo, A. Arauso ('32 W. Amado), R. Silva, H. Ramos ('82 P. Moreira).

ARBITRO: Luca Banti.
CARTÕES AMARELOS: Said; Failla; O. Ramos.

ASEMANA/timesofmalta.com/ e fifa.com

FUTEBOL:PORTUGAL COM POUCAS HIPOTESES DE ESTAR NA AFRICA DO SUL DEPOIS DE EMPATAR NA DINAMARCA

LIEDSON BRASILEIRO NATURALIZADO PORTUGUÊS FOI O AUTOR DO GOLO PORTUGUÊS

COPENHAGUE-e,Obrigada a ganhar, a Selecção Nacional empatou e deixou de depender apenas de si para conseguir a terceira presença consecutiva na fase final de um Mundial. Mas ainda há esperança. Devolvida nos instantes finais por Liedson, que teve uma estreia inesquecível. O Levezinho entrou na segunda parte, marcou um golo e quase deu a vitória a Portugal. Não o conseguiu, é certo, mas provou o quão acertada foi a sua chamada à equipa, que a dada altura do jogo passou a jogar em simultâneo com três jogadores naturalizados. Isto porque Pepe e Deco jogaram o tempo todo, mostrando alma e raça na defesa dos interesses nacionais. O Mágico, por exemplo, foi o motor. Pôs a equipa a jogar, quase sempre ao primeiro toque, e teve aberturas brilhantes, sobretudo na primeira parte. Nesse período, Portugal encostou a Dinamarca à sua baliza, criou inúmeras oportunidades, tanto pelo meio como pelas faixas, aproveitando sobretudo a velocidade de Bosingwa e os cruzamentos de Duda, mas depois, na hora de finalizar, o remate saiu invariavelmente por cima da trave ou foi parado por Andersen, o herói improvável. Terceiro guarda-redes dinamarquês, efectuou uma exibição soberba evitando alguns golos que pareciam certos.
À meia hora de jogo, Portugal já tinha efectuado 12 remates. A exibição chegou a ser uma das melhores dos últimos tempos, provando que o 4x4x2 encaixa que nem uma luva nas características dos jogadores portugueses.
Mas quando se pensava que Portugal iria marcar a qualquer momento, a Dinamarca ficou em vantagem, fazendo valer a força e o talento de Bendtner naquele que foi o primeiro remate que os dinamarqueses fizeram à baliza de Eduardo. O intervalo estava perto, levando Carlos Queiroz a mexer rapidamente na equipa. Liedson entrou na segunda parte para o lugar de Tiago, devolvendo à equipa o 4x3x3, com o Levezinho no eixo do ataque, Ronaldo na direita e Simão na esquerda.
Apesar da alteração, Portugal entrou mal no segundo tempo. A equipa estava perturbada e dividida, deixando a Dinamarca criar perigo em contra-ataque. A Selecção Nacional demorou cerca de 15 minutos a recompor-se, mas depois foi novamente para cima do adversário, levando Morten Olsen a ficar quase em estado de choque.
Novamente com o jogo controlado, e como o resultado não interessava, Queiroz refrescou a equipa com a troca de Nani por Simão e mais tarde acrescentou Nuno Gomes ao ataque, acabando a jogar com quatro avançados. A pressão era tal que os dinamarqueses quase não saíam da área. Portugal tentou o golo de todas as maneiras, efectuando 36 (!) remates, mas só um deles acabou dentro da baliza de Andersen, batido por Liedson. O avançado estreou-se pela selecção portuguesa com um golo e esteve mesmo para oferecer os três pontos, mas o guarda-redes dinamarquês voltou a não deixar. Desta forma, o apuramento ficou mais complicado, mas ainda é possível.
OJOGO.PT

FUTEBOL:BRASIL HUMILHA ARGENTINA EM CASA E CLASSIFICA-SE PARA A COPA

LUIS FABIANO MARCA O TERCEIRO PARA O BRASIL
DUNGA CUMPRIMENTA O ARGENTINO MARADONA

JOGADORES DO BRASIL COMEMORAM O PRIMEIRO GOLO DO LUISÃO

ROSÁRIO-O Brasil venceu esta noite a Argentina 3-1, em Rosário, e garantiu a qualificação para o Mundial-2010, a disputar na África do Sul.O primeiro golo da partida, disputada em Rosário, na Argentina, foi do benfiquista Luisão, aos 23 minutos. Sete minutos depois, o ex-portista Luís Fabiano aumento a vantagem e deixou os argentinos - em posição cada vez mais delicada - à beira de um ataque de nervos.A equipa de Maradona nunca se mostrou capaz de travar a de Dunga e mesmo a ténue reacção, através de um golo de Dátolo aos 64 minutos, foi anulada quase de seguida, com novo golo de Luís Fabiano (67).Aos 68 minutos, o também benfiquista Ramires entrou em campo, para o lugar de Robinho, e ajudou a segurar a vantagem brasileira.O próximo jogo da Argentina, frente ao Paraguai, será decisivo para que a equipa treinada por Diego Armando Maradona consiga o apuramento para a maior prova de selecções do Mundo.

Com a vitória por 3 a 1 sobre a Argentina, neste sábado, no estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, o BRASIL tornou-se na sétima seleção com o passaporte carimbado para a Copa do Mundo na África do Sul, em 2010. Com 30 pontos a três jornadas do fim da competição, os brasileiros não podem mais ser alcançados pela Colômbia, que está em quarto, com 20, nas eliminatórias sul-americanas para a competição. A diferença de 10 pontos coloca a seleção de Dunga numa lista que já tinha, além da África do Sul, país-sede, a Coreia do Sul, Coreia do Norte, Austrália e o Japão, além da Holanda, único país europeu garantido no Mundial.
ABOLA.PT/GLOBOESPORTE.COM

sábado, 5 de setembro de 2009

UE:Receber refugiados é “obrigação moral” da Europa

BRUXELAS-A Europa tem que se esforçar mais no que se refere à recepção e abrigo de refugiados. “Tem que ser melhor e mais humana”, acredita a Comissão Europeia, que propõe uma política comum.
“Estou tentando achar uma solução prática e concreta”, disse esta semana o comissário europeu de justiça, Jacques Barrot, durante a apresentação de seu plano para uma lei de imigração comum para a União Europeia. Actualmente, os países da UE utilizam cada um suas próprias regras na recepção e abrigo de refugiados. E apenas dez dos 27 países membros realmente se esforçam para recebê-los.
Portas fechadas
Em 2008, mais de 65 mil pessoas em todo o mundo estavam em campos de refugiados, em geral situados próximos aos países em guerra dos quais fugiam. Apenas 6,7% foram recebidos na União Europeia, o que o comissário Jacques Barrot considera uma quantidade vergonhosamente baixa. Com uma melhor coordenação da política e a promessa de verbas de um Fundo Europeu para Refugiados*, Barrot espera que, no futuro, todos os países da UE abram suas portas.
Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de refugiados em 2010 deve chegar a mais de 200 mil.
“Trata-se dos mais fracos, que não têm mais para onde ir”, diz Emine Bozkurt, parlamentar europeia do Partido dos Trabalhadores da Holanda (PvdA). “São mães, crianças, principalmente de países como Iraque, Afeganistão e outros em conflito.” Bozkurt está contente com o plano da Comissão Europeia. “Temos que trazer os refugiados para a Europa e distribuí-los de maneira mais justa, de forma que cada país da UE dê sua contribuição.”
Apelo emocionado
Durante sua apresentação, o comissário Jacques Barrot fez um apelo emocionado aos países membros da UE, ressaltando que a Europa tem que ser “um exemplo humanitário no mundo”. “A Europa tem que se lembrar dos refugiados do fascismo e do nazismo”, disse Barrot.
Suas palavras se referiam, claramente, à discussão ocorrida no início desta semana entre a Comissão Europeia e o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. A Comissão Europeia pediu explicações à Itália sobre um barco de refugiados africanos que foi enviado do alto mar de volta à Líbia. Um ‘pedido de explicação’ que Berlusconi recebeu como uma crítica não bem-vinda ao que, para ele, é uma questão de política nacional. Segundo Berlusconi, a Itália já tem um excesso de refugiados, especialmente em locais como a ilha de Lampedusa, onde apenas em 2008 30 mil refugiados africanos aportaram de barco.
O facto de que a Comissão Europeia agora queira coordenar a questão pode, segundo a parlamentar do PvdA, Emine Bozkurt, evitar brigas como esta. “Todos têm que dividir os encargos, e países que hoje fazem muito pouco precisam ser mais solidários. Receber refugiados é uma obrigação moral da Europa”, diz Bozkurt.
* Países que se esforçarem para receber refugiados serão compensados, em parte, por um Fundo Europeu para Refugiados, que em 2010 terá 90 milhões de euros disponíveis. Em 2013, esta quantia deverá ser de 120 milhões de euros.
RNW-PorTijn Sadée

NATO:NATO abre inquérito ao bombardeamento que matou 90 pessoas no Afeganistão

O secretário-geral da NATO, Fogh Rasmussen, prometeu hoje um inquérito "imediato e completo" sobre o bombardeamento que esta manhã matou pelo menos 90 pessoas em Kunduz, norte do Afeganistão.
"O povo afegão tem de saber que nós estamos totalmente empenhados em protegê-lo e que vamos fazer um inquérito imediato e completo sobre o incidente", garantiu Rasmussen em conferência de imprensa da sede da Aliança em Bruxelas.O bombardemento visou um camião cisterna que tinha sido desviado pelos talibãs na província de Kunduz e que acabou por ficar encalhado num pequeno ribeiro."Um ataque aéreo da ISAF [a força internacional de assistência da NATO no Afeganistão] contra os talibãs durante a noite", disse a Rasmussen. "É certo que morreram talibãs. É possível que tenham morrido civis, mas ainda não temos a certeza", explicou, acrescentando que já enviou uma euipa para Kunduz.tendo estes militantes pedido aos populares para que fossem eles próprios buscar o combustível. Segundo os relatos recolhidos pela AFP, que vão ao encontro das primeiras declarações da pólicia local, centenas de aldeões de uma aldeia próxima do local onde o camião ficou encalhado levaram combustível com garrafas e baldes, a pedido dos talibãs.O bombardeamento ocorreu nessa altura, pelo que a morte de civis não está descartada.No entanto, de acordo com o ministro da Defesa alemão - a Alemanha é responsável por esta província no quadro da ISAF - "foram mortos mais de 50 militantes" talibãs, qualificando de "especulações" e "propaganda inimiga" as informações de mortes de civis.
SIC.PT

MOÇAMBIQUE:Duas escolas proíbem o uso do véu islâmico

MAPUTO – O Governo moçambicano emitiu um comunicado intimando as duas escolas que proibiram o uso do véu islâmico, a permitirem essa forma de apresentação das raparigas muçulmanas nas suas instalações.
Esta quinta-feira, a direcção da Escola Secundária Francisco Manyanga, uma das maiores do país, proibiu o uso do véu islâmico. «Não estamos contra a religião muçulmana, mas temos um regulamento interno que proíbe isso. Também este Estado é laico. Imagine se cada um viesse com aquilo que são as vestes da igreja, teríamos uma multiplicidade de pessoas vestidas de várias maneiras», justificou o director da Escola Francisco Manyanga, Francisco Dimas.Também a Escola Comunitária Armando Emílio Guebuza proibiu a apresentação das suas alunas com o véu islâmico. A decisão das duas escolas conduziu aos protestos da comunidade muçulmana do país e levou o presidente do Conselho Islâmico de Moçambique, Abdul Carimo, a considerar a medida «uma ingerência na liberdade de culto defendida pela Constituição moçambicana». Na sequência da polémica, o Ministério da Educação e Cultura moçambicano emitiu um comunicado, instando as direcções das escolas do país para «excepcionalmente admitirem as formas de apresentação dos alunos que estejam estritamente ligadas ao momento religioso em que se encontram».
JORNALDIGITAL.COM

RUSSIA:O navio "Arctic Sea" transportava mísseis terra-ar para o Irão

O cargueiro Arctic Sea, desviado no final de Julho em águas suecas, transportava, além da carga oficial de madeira, mísseis terra-ar S-300 para o Irão expedidos por um grupo mafioso russo, noticiou hoje o diário austríaco Salzburger Nachrichten.
Citando "fontes israelitas bem informadas e com bons contactos com os serviços secretos ocidentais", o correspondente do jornal em Jerusalém afirma que os mísseis foram carregados no navio quando este estava parado para reparação no porto de Kalininegrado (Rússia), no início do Verão.
Segundo o jornalista, o Irão terá entrado em contacto com um grupo da máfia russa composto por militares russos que aceitam contratos duvidosos para aumentarem o seu rendimento. O objectivo era organizar a entrega daqueles mísseis, entre os mais modernos do mercado de armamento.
Esse contrato com o Irão terá sido comunicado aos serviços secretos russos FSB por "um serviço (de informações) ocidental", o que levou Moscovo a decidir interceptar o cargueiro.
"Isso explica por que razão a Rússia levou tanto tempo, depois de ele ter sido 'desviado por piratas', a interceptar o cargueiro ao largo de Cabo Verde, quando a posição da embarcação era conhecida, segundo a NATO", escreve o correspondente do Salzburger Nachrichten.
O jornalista acrescenta que esta versão dos factos explicaria também por que os serviços secretos ocidentais não intervieram, por que os "piratas" correram tantos riscos por um simples carregamento de madeira com um valor de apenas 1,5 milhões de euros e por que a Rússia enviou grandes aviões de carga para a retirada dos 14 membros da tripulação e 8 piratas.
O jornal afirma também que esta versão do caso do Arctic Sea explicaria também por que o presidente israelita, Shimon Peres, fez uma visita relâmpago à Rússia a 19 de Junho, na qual, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, "entregou provas concretas de que o Irão e a Síria fornecem armas ao Hamas e ao Hezbollah".
LUSA/DN

UNESCO:Processo de designação do próximo director-geral da UNESCO inicia-se segunda-feira


PARIS-A UNESCO inicia segunda-feira o processo de designação do seu director-geral, com o ministro da Cultura egípcio a perfilar-se como favorito e a beneficiar da aparente incapacidade dos países europeus em escolher um candidato comum.
A dificuldade deve-se ao facto de haver três candidatas europeias ao cargo de responsável máximo pela organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura: a actual comissária europeia para as Relações Externas, a austríaca Benita Ferrero-Waldner, a embaixadora lituana na UNESCO, Ina Marciulionyte, e a embaixadora búlgara em Paris, Irina Bokova.
"Sem dúvida que não haverá" uma posição comum dos países europeus em torno de um candidato na primeira volta do processo de designação, afirmou hoje Ferrero-Waldner em declarações à imprensa à margem de uma reunião dos chefes das diplomacias da União Europeia. "Pode ser que seja possível na volta seguinte", acrescentou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco, Michael Spindelegger, declarou-se optimista quanto às hipóteses de Ferrero-Waldner, argumentando que, apesar de um provável veto dos países bálticos e dos búlgaros, "ela é conhecida no mundo inteiro".
Mas o seu colega italiano, Franco Frattini, mostrou-se mais prudente, considerando que as hipóteses da comissária, que não pretende integrar a próxima Comissão Europeia "vão depender da primeira volta... e também da segunda".
A chefe da diplomacia letã, Maris Riekstins, referiu que há um acordo entre os três países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) para apoiar Ina Marciulionyte, mas não excluiu a possibilidade de um outro acordo para uma segunda volta: "Se a questão não ficar resolvida à primeira volta, veremos que tipo de consenso poderemos construir entre os europeus", disse.
Depois de apresentarem os respectivos programas, os nove candidatos ao cargo serão escolhidos a partir de 17 de Setembro através de uma votação de um máximo de cinco voltas. O candidato designado será depois confirmado em Outubro pela Conferência Geral, a assembleia plenária dos 193 membros da organização.
Enquanto país anfitrião da UNESCO, a França tem uma obrigação de neutralidade, embora fontes diplomáticas francesas admitam que Paris prefere o candidato egípcio, o ministro da Cultura Farouk Hosni.
Mas a candidatura de Hosni, que diz ter assegurado o apoio de 32 dos 58 países membros do conselho executivo da UNESCO, gerou controvérsia devido a declarações consideradas anti-israelitas e anti-semitas que fez em 2008, quando disse que queimaria ele próprio os livros israelitas que estão nas bibliotecas egípcias.
Personalidades judias, como o Nobel da Paz Elie Wiesel e o escritor Bernard-Henri Levy, manifestaram a sua indignação com a possibilidade de Hosni aceder à liderança da UNESCO.
O ministro egípcio pediu entretanto desculpas por essas declarações numa entrevista ao diário francês Le Monde.
O director-geral cessante, o japonês Koichiro Matsuura, termina em Novembro o mandato iniciado em 1999.
LUSA/OJE

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

CV:JORGE SANTOS CONFIRMA LISTA ÚNICA NO MPD

Jorge Santos confirma lista única


PRAIA-O presidente do MpD, Jorge Santos, acaba de produzir uma comunicação ao país na qual coloca um ponto final no processo de disputa interna no seu partido, deixando claro que já não vai disputar o cargo. Dada à importância do assunto, publicamos, na íntegra, o texto que foi lido esta sexta-feira aos jornalistas pelo próprio Jorge Santos.
Caros militantes e amigos do MPD,Minhas Senhoras e Meus Senhores:
Antes de mais queria agradecer e saudar, muito sinceramente, a presença neste acto, de dirigentes, deputados, autarcas, militantes e amigos do MpD, bem como de muitos elementos da sociedade civil cabo-verdiana, sinal de inequívoco interesse e profundo envolvimento na vida política e, particularmente, na do partido que todos nós vimos ajudando a construir - o MpD - , cada um dando o que pode para a afirmação crescente de uma alternativa capaz e credível para Cabo Verde, a ser concretizada nas próximas eleições legislativas de 2011.
Na verdade, vimos percorrendo um caminho, procurando valorizar o património histórico e político do MpD, sem deixar de introduzir as correcções que julgámos necessárias para potenciar o partido para as vitórias eleitorais e a assumpção das responsabilidades políticas que o competem, no espectro político cabo-verdiano.
É assim mesmo o percurso dos partidos políticos, na assumpção plena e responsável do seu passado, mas sempre com a lucidez necessária para renovar e introduzir, sem complexos, alterações que possam assegurar uma maior eficácia no combate político e a actualização e ajustamento programático que a evolução social e os desafios da modernidade impõem.
Todos os militantes e amigos do MpD registaram, com enorme satisfação, a clara e significativa vitória nas últimas eleições autárquicas.
O MpD é, inquestionavelmente, o maior partido autárquico nacional sob todas as perspectivas e o de maior convergência social.
Fizemos, todos, um grande esforço para que isso acontecesse, mesmo perante o cepticismo de alguns.Procurámos investir mais na organização, tanto no território nacional como na diáspora; procurámos melhorar a gestão financeira e as contas do partido e, hoje, apesar das dificuldades, podemos dizer que, com a contribuição de muitos, os principais estrangulamentos foram ultrapassados.
Procurámos fazer uma oposição responsável e determinada, mormente em matérias atinentes à luta contra a corrupção, transparência na gestão da coisa pública, e moralização da função política, sempre com o objectivo de colocar o Cabo-verdiano como o fim único da nossa actividade politica.
De igual modo, desenvolvemos acções políticas em matérias estruturantes do regime, nomeadamente na participação no processo de revisão do Código Eleitoral, na revisão da Constituição da República e na Proposta do Salário Mínimo Nacional - factor de correcção das desigualdades sociais e de competitividade da nossa economia; procurámos relançar uma política de relações internacionais e de relacionamento privilegiado com as representações diplomáticas, acreditadas no país.
É evidente que ainda temos fragilidades. Elas são, porém, ultrapassáveis com o esforço dos dirigentes, dos deputados, autarcas, militantes e amigos do MpD. Já demos provas de que podemos vencer quando queremos; quando, com desprendimento, colocámos os interesses do MpD acima das nossas legítimas aspirações pessoais.
Caros Militantes do MpD,Minhas Senhoras e Meus Senhores:
Apresentei a minha candidatura ao cargo de Presidente do MpD, por acreditar que podia contribuir, com o meu esforço político pessoal, para a construção de uma equipa e de um projecto que pudessem conduzir o MpD para uma vitória, nas eleições legislativas e presidenciais, que se avizinham.Um militante histórico do partido, fundador e dirigente durante cerca de dez anos, o Dr. Carlos Veiga, também viria a apresentar a sua candidatura ao cargo de Presidente do MpD. Duas candidaturas legítimas, motivadas, seguramente, pelo natural desejo de fazer mais e melhor para o MpD e para Cabo Verde.
É claro que, em democracia, é normal a competição intra-partidária, factor que até contribui para clarificação das estratégias políticas e para a formação da vontade política dos militantes. Por isso, a ocorrência de duas ou mais candidaturas deve ser tomada como decorrência lógica de democracia interna.
Vários militantes perfilham esse entendimento e, na verdade, não raras vezes incentivaram-me a prosseguir com a candidatura ao cargo de Presidente do MpD. Agradeço de fundo do coração todo o apoio e a confiança em mim, assim, manifestados.
Porém, há certos momentos na vida em que somos obrigados a fazer escolhas difíceis, mas nem por isso devemos deixar de nos guiarmos por critérios de objectividade e de racionalidade.Há momentos em que se impõe submeter as nossas aspirações pessoais legítimas a um interesse geral superior.
E devo dizer que sempre defendi que as nossas aspirações políticas pessoais devem ser permanentemente confrontadas com a vontade e o interesse superior do MpD e do país. Na verdade, entendo que as nossas aspirações devem servir o partido e ajudá-lo a crescer e nunca o contrário - usar o partido para servir os nossos interesses, ainda que legítimos.
É este o entendimento que perfilho dos cargos públicos, especialmente dos cargos partidários. Procurei, assim, manter sempre a lucidez necessária para perceber o sentimento geral dos militantes e os desafios que o MpD enfrenta, não obstante todos os incentivos recebidos, para a minha recandidatura à presidência do partido.E cedo apercebi-me de que os militantes do MpD, na sua grande maioria, preferiam um entendimento sobre projectos e equipas, à disputa interna num período relativamente próximo das eleições legislativas e presidenciais.
Por isso, repensar a minha candidatura ao cargo de Presidente do MpD passou a ser um imperativo e não representou, propriamente, um sacrifício e, muito menos, um recuo.
Penso, aliás, que ninguém de boa fé pode ignorar o impacto de uma disputa interna, neste momento, sobre as eleições legislativas e presidenciais de 2011. Ignorar este facto seria ignorar a realidade, com consequências, eventualmente negativas na estratégia e nos resultados eleitorais.Na verdade, temos um grande combate pela frente; um combate que vai exigir o máximo de nós. O máximo empenho, a máxima força.
A máxima força exige uma unidade sólida do MpD, cimentada em propostas políticas assumidas por todos e uma equipa forte, credível, e determinada.
Caros Militantes do MpD,Minhas Senhoras e Meus Senhores:
Por entender que a disputa interna - embora salutar em termos de princípios - poderia enfraquecer a disponibilidade combativa de todos e pôr em causa os propósitos e métodos, para um combate contra um adversário sempre poderoso, porque especialmente dotado de ilimitados recursos financeiros e da máquina de Estado, que não tem coibido de instrumentalizar, em seu proveito;
Porque o MpD precisa apresentar-se na sua máxima força;
Porque devemos fazer um esforço para afastar todos os factores que possam perturbar a nossa capacidade máxima de resposta no grande combate político de 2011;
Porque o que está em jogo é, afinal, o futuro do país;

Informo aos militantes do MPD e aos cabo-verdianos que não sou candidato a minha própria sucessão como Presidente do Partido.
Penso, assim, contribuir para o fortalecimento do MpD como o maior partido de Cabo Verde, apto a enfrentar os grandes desafios do futuro:
- Mais e melhor emprego, especialmente para os jovens, sem descurar o princípio constitucional do salário mínimo;
- Mais segurança e uma justiça independente, justa e pronta;- A moralidade na administração pública, com combate firme contra a corrupção, nas suas mais variadas formas;
- Uma profunda reforma fiscal, que liberte a economia e as empresas e assegure o financiamento de despesas indispensáveis, no quadro de um Estado à medida das necessidades do país;
- O debate político responsável e construtivo sobre a necessidade de regionalização;- A questão energética e a dos transportes inter-ilhas;
- Uma maior integração das Comunidades Emigradas no processo de desenvolvimento nacional;
- A revisão constitucional e a revisão do Código Eleitoral, de forma a aprofundar e aperfeiçoar o Estado de Direito democrático; são, dentre outras, as causas pelas quais continuarei a combater e as linhas orientadoras que irei sugerir para a moção de estratégia conjunta, a ser apresentada na próxima Convenção do MpD, a 30 de Outubro, próximo
.
A minha decisão não põe, pois, em causa, o meu empenhamento político, a minha entrega e a minha combatividade pelos valores e princípios, norteadores do MpD.
Posso também assegurar aos militantes do MpD que existe um quadro político de diálogo na promoção duma alternativa interna forte e mobilizadora para a liderança do MpD, face ao combate político e os grandes desafios de 2011.
Caros Militantes do MpD,Minhas Senhoras e Meus Senhores:
É momento de nos juntarmos.
Todos são necessários, pois, é momento de mobilizar todas as capacidades para garantir a vitória nas próximas eleições legislativas e presidenciais, em nome do interesse nacional.
Juntos, saberemos construir um futuro de liberdade, democracia e prosperidade para todos os cabo-verdianos.
VIVA O MPD! VIVA CABO VERDE!
MUITO OBRIGADO!

EXPRESSODASILHAS.CV

PORTUGAL: O EFEITO "YES, WE CAN":"OBAMAS" DA EUROPA

O efeito “Yes, we can”:Novos "Obamas" da Europa

LISBOA-Se Joaquim Crima e Francisco Pereira tinham muita coisa em comum - ambos jovens africanos a viver em solo europeu, licenciados por uma universidade europeia, oriundos de dois países africanos lusófonos -, a partir de agora estão unidos por uma outra particularidade: ambos são os primeiros candidatos negros às eleições locais nas suas regiões de residência.
Joaquim Crima, natural da Guiné-Bissau, 37 anos, e a residir há 20 anos na Rússia, e já conhecido pelo “Obama da Rússia”, concorre, dia 11 de Outubro, como independente à Câmara de Srednyaya Akhtuba, uma pequena cidade província de Volgograd, situada na margem direita do rio Volga.
Francisco Pereira, 28 anos, natural de Cabo Verde e residente em Portugal desde 1998, é investigador no Centro de Estudos de Migrações e Relações Interculturais da Universidade Aberta , encabeça o movimento MICA (Movimento de Intervenção e Cidadania pela Amadora), lançando-se na corrida às próximas eleições autárquicas, neste município, este mês de Setembro.
O inconformismo dos jovens e a difíicil situação social que se vive na Amadora são apontados como algumas das causas da criação do MICA. Em carta aberta aos eleitores, publicada no site oficial do Movimento, o candidato Francisco Pereira define os seus objectivos: “Esta candidatura é naturalmente consequência do sentir dos amadorenses, o desafio de um projecto colectivo para cumprirmos os anseios da população, difundido inclusivé e nomeadamente as virtualidades de quem na Amadora trabalha, ou habita com a esperança num futuro melhor, no tal sonho possível de concretizar, uma aposta forte, apesar dos custos familiares, pessoais e profissionais que uma candidatura independente acarreta.”
Se no caso de Francisco Pereira a favorável condição luso-cabo-verdiana resulta dos laços historico-culturais entre Portugal e Cabo Verde, para não referir os milhares de cidadãos de origem cabo-verdiana instalados neste concelho, já Joaquim Crima enfrenta o desafio de ser o primeiro candidato negro as umas eleições na Federação Russa, país conhecido por ser dos mais racistas e mais xenófobos de todo o continente, onde a simples presença de negros nas ruas é motivo para actos de violência.
Para alguma imprensa, estes dois fenómenos são vistos como ondas do chamado “efeito Obama” – de uma nova coragem e tenacidade - , que vão surgindo um pouco por todo o mundo, na voz de jovens candidatos dispostos a trazer mudanças socias e económicas, nas suas comunidades de residência, e, claro, com vontade de fazer história.
Joaquim Crima vive há mais de dez anos em Srednyaya Akhtuba, é casado com uma arménia, Anait, e é pai de um menino de nove anos. Deixou a sua Bolama natal para prosseguir os estudos superiores na cidade de Voivograd e por aqui ficou, passando a trabalhar com o sogro, um agricultor especializado em melancias.
Ao telefone, o português de Joaquim acusa a ausência de prática, mas é o suficiente para, em entrevista ao portal SAPO, recordar que a ideia de “entrar para a política já estava na cabeça há muitos anos, desde o tempo do liceu e depois na universidade”. E porquê agora? “É preciso mudar a situação actual das pessoas”, diz.
E o facto de ser um candidato negro na Rússia? “A população local, de início, ficou muito acanhada, mas agora está quase toda do meu lado”. Crima confirma o resultado das últimas sondagens: “Entre nove candidatos, já estou em terceiro lugar”. E por entre várias quebras na ligação, Joaquim Crima não nega os perigos que corre pela ousadia, “principalmente se continuar a subir nas sondagens”. Por isso, conclui, confiante: “Por causa dos bons resultados já tive de arranjar um guarda-costas”.
E o exemplo de Barack Obama, é inspirador?”Claro que sim. Obama deu-me as bases para realizar o meu sonho, por isso acredito num bom resultado”.
O chamado “Obama da Rússia” refere com uma ponta de orgulho a atenção que vem tendo dos media internacionais: "Já falei com vários jornalistas da Federação Russa, com a BBC, o Canal Arte, uma televisão americana e mesmo a Aljezira...”
Sapo-Por Joaquim Arena

PORTUGAL:Manuela Moura Guedes afastada do ecrã


LISBOA-A direcção de informação da TVI composta por João Maia Abreu (director) Mário Moura e Manuela Moura Guedes (directores-adjuntos) apresentou a sua demissão em virtude do cancelamento do "Jornal Nacional" de sexta-feira que deveria ir para o ar amanhã depois de uma paragem para férias.
Os chefes de redacção, António Prata e Maria João Figueiredo, também apresentaram a demissão.
A decisão de suspender o "Jornal Nacional" de sexta-feira partiu directamente do presidente da Prisa, em Espanha, e foi comunicada à direcção da TVI hoje de manhã, disseram à Lusa fontes da estação.
De acordo com as mesmas fontes, o director-geral da TVI, Bernardo Bairrão terá ainda tentado convencer a Prisa a não suspender o "Jornal Nacional" de sexta-feira, apresentado por Manuela Moura Guedes.
O director-geral da TVI Bernardo Bairrão, que era vice de José Eduardo Moniz e que lhe sucedeu após a saída para o grupo Ongoing, tem estado incontactável.
No entanto, segundo a TSF, que avançou com a notícia em primeira-mão, "a suspensão deste noticiário foi decidido pela Administração um dia depois de uma reunião em que a direcção foi questionada sobre o tipo de promoção que o noticiário estava a ter".
Recorde-se que a promoção ao "Jornal Nacional" de sexta-feira incluía uma declaração de José Sócrates com a alusão ao "jornalismo travestido" feito neste noticiário e uma frase final em que se dizia que neste jornal não se mudam linhas editoriais.
De acordo com a TSF foram ainda "questionados critérios e modelos em relação a algumas peças jornalísticas que iriam ser divulgadas no 'Jornal Nacional' de sexta-feira".
Em entrevista ao "Diário de Notícias", hoje publicada, a pivô disse que estava consciente de que "há muita gente que gostaria" que não voltasse ao pequeno ecrã, mas "só se fossem muito estúpidos" é que a afastariam.
"Só se fosse alguém muito estúpido. Como sabe, o meu jornal faz grandes audiências, esta televisão é uma televisão comercial, vive de audiências e daquilo que elas geram", afirmou Moura Guedes.
Durante a entrevista ao DN disse ainda que é "um alvo a abater" por José Sócrates e recusou as críticas que lhe fazem à forma como apresenta o "Jornal Nacional".
"Isso é um disparate. Eu tento sempre contextualizar a informação. Procuro que o meu pivô tenha mais informação, recordando coisas que já aconteceram. E admito que possa ter um bocadinho do que eu penso. Eu não quero ser uma alforreca, eu não sou uma alforreca."O director de informação demissionário da TVI, João Maia Abreu, vai manter-se em funções interinamente até ser nomeada uma nova direcção de informação, anunciou a administração do canal.
EXPRESSO.PT

USA:MICHAEL JACKSON FINALMENTE ENTERRADO NO CIMITÉRIO DE FOREST LAWN

Família de Michael Jackson no cemitério Forest Lawn

LOS ANGELES-A família de Michael Jackson e amigos do rei do pop, como Elizabeth Taylor, Macaulay Culkin, o ator Chris Tucker, o Reverendo Al Sharpton e a ex-mulher do astro Lisa Marie Presley, participaram na cerimônia de sepultamento do cantor na noite desta quinta (3) no cemitério Forest Lawn, em Glendale.

A polícia escoltou a caravana dos parentes de Jackson até o cemitério, que foi isolado por um grande aparato policial. O espaço aéreo na zona também foi fechado. Helicópteros, cães e policiais patrulham uma área de 120 hectares em torno do local.

O corpo do astro foi enterrado numa área de acesso restrito, um mausoléu feito de mármore e concreto reforçado, protegido de curiosos, longe dos holofotes e dos paparazzi.

Marlon, irmão do cantor, disse que os três filhos de Michael Jackson - Prince Michael, 12, Paris, 11, e Blanket, 7 - escreveram uma carta onde se lê: "Papai, nós te amamos, sentimos sua falta". O bilhete será depositado junto ao corpo do rei do pop.
Na última quarta-feira (2), a mãe do cantor recebeu o direito de que o enterro seria pago com o dinheiro da herança deixada pelo astro. A solicitação à Justiça foi feita por Katherine Jackson um dia antes. No testamento, o rei do pop estipulou que a sua herança e seus negócios fossem administrados pelo advogado John Branca e o executivo de gravadora John McClain.

A certidão de óbito de Michael Jackson foi rectificado para incluir as circunstâncias de sua morte, declarada como homicídio e especificada como "injeção intravenosa por um outro". O registro lista "intoxicação aguda por propofol" como a causa principal e "efeito benzodiazepínico" como outra contribuição significativa.

Cemitério com história

Michael Jackson vai descansar em paz cercado pela grandiosidade dos monumentos e de lendas de Hollywood, como Clark Gable, Walt Disney e Nat King Cole, além de uma réplica de vidro em tamanho real de ”A Santa Ceia" de Leonardo da Vinci, e de uma reprodução de uma escultura que Michelangelo fez para a tumba do Papa Julius II em Roma.

Fundado em 1906 por um grupo de homens de negócio na cidade de Tropico (mais tarde Glendale), o parque onde fica o cemitério de Forest Lawn não tinha floresta nem gramado, apenas lápides tradicionais de granito.
O cenário mudou com a chegada de Hubert Eaton em 1912, que havia perdido uma pequena fortuna em uma mina em Nevada e precisava recuperar seu dinheiro como vendedor. Ele então convenceu as pessoas a comprar lotes antes de morrer, fazendo com que as vendas aumentassem 250 por cento.
Em três anos, ele se tornou gerente-geral e passou a colecionar arte e reproduções, acrescentando mausoléus, árvores, capelas e até uma loja de souvenir.
Hoje, o cemitério tem 300 acres e emprega 150 pessoas. O local foi dividido em seções baptizadas de Slumberland, Babyland, Graceland e Inspiration Slope. Durante décadas, o cemitério seguiu a política de abrigar apenas brancos, e não se sabe em que ano isso mudou. Cerca de 70 mil pessoas já se casaram no parque de Forest Lawn, incluindo Ronald Reagan e Jane Wyman, e especula-se que a procura pelo local tenha aumentado desde que a família de Michael Jackson anunciou seus planos de enterrar ali o corpo do rei do pop. Os profissionais da área, no entanto, dizem que a privacidade dos parentes e amigos do astro está garantida, já que o acesso ao mausoléu é monitorado.
Com Globo.com

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CV:SELECÇÃO DA ILHA DE SANTIAGO VENCEDORA DA TAÇA DA INDEPENDÊNCIA

PORTO NOVO: Santiago goleia Santo Antão e leva a taça

A selecção de Santo Antão perdeu, pela segunda vez consecutiva, a oportunidade de se sagrar campeão no torneio Inter-ilhas. Desta vez a formação treinada por Carlos Fonseca sofreu uma pesada derrotada, em casa, frente à poderosa selecção de Santiago por quatro bolas sem resposta.

O jogo até iniciou de uma forma equilibrada com Santo Antão a querer surpreender Santiago logo nos primeiros minutos de jogo.
Mas foi a formação liderada pelo treinador Beto que, aos 14 minutos da primeira parte, abriu a contagem com um golo de Alex.
Santo Antão, apesar de contar com o apoio dos muitos adeptos que se deslocaram ao Estádio Municipal do Porto Novo, deixou-se afectar e não soube aproveitar as oportunidades para empatar a partida.
Di, aos 53 minutos, Tom (43) e Nuna (45+2) marcaram os restantes golos e garantiram a quarta taça à selecção de Santiago.
Carlos Fonseca
, treinador da equipa de Santo Antão assumiu a derrota mas garante que a selecção sai de cabeça erguida, pois soube dignificar o futebol.
“Nós estivemos bem na primeira parte, conseguimos dominar o jogo mas infelizmente falhamos oportunidades. A equipa de Santiago teve alguns momentos bons e foi melhor no capítulo da finalização. Mas estamos de cabeça erguida porque lutamos até ao fim e dignificamos o futebol ”.
Beto, por sua vez, preferiu realçar não só a entrega dos seus jogadores como também o apoio que o público deu à equipa de Santo Antão durante todo jogo.
“Primeiro queria agradecer a entrega dos jogadores e fazer referência a esse público maravilhoso que mesmo estando a sua equipa a perder, apoiaram-na até ao último minuto e souberam dar brilho à festa. Essa vitória tem um sabor diferente. A cada dia que passa conheço mais um sabor diferente no futebol. E isso nos motiva não só em relação aos dirigentes como também ao público, à comunicação social, à arbitragem. Mostraram que vale a pena apostar e apoiar para que o futebol seja, de facto, uma festa de união entre as ilhas”.
Com esta vitória, a selecção de Santiago conquista a quarta taça no torneio inter-ilhas.

Os vencedores dos troféus do torneio

Melhor jogador: Oceano (Santo Antão)Guarda-redes menos batido: Maguete (Santiago), com três golos sofridos em quatro jogos.Fair-play: Selecção de Santo Antão

O troféu para o melhor marcador será anunciado posteriormente.

Ficha de jogo
Jogo no Estádio Municipal do Porto Novo.
Selecção Santo Antão – Selecção Santiago, 0 – 4.
Ao intervalo: 0 – 1.
Marcadores:
0-1, Alex, 14 minutos0-2, Di, 530-3, Tom, 880-4, Nuna, 90+2
Equipas:

Santo Antão: Tui, Tony, Ká, Fogá, Niná, Kukula, Oceano (Fredy, 61), Tartá (Tcheuim, 59), Mantcha, Dó (Cholote, 74), Xaline. (Suplentes: Dário, Didisso, Cholote, Vavá, Tcheuim, Ponk, Paléla, Ivan e Fredy)
Santiago: Maguete, Kadú, Loloti, Tó, Nilson (Di, 52), Kuka (Nuna, 2º tempo), Fufuko (Vando, 9), Tom, Tchesco, Alex Babacar.(Suplentes: Sá, Litos, Nuna e Lenine, lambreta, Vando, Félix e Di)
Árbitro: Fernando Semedo (Sal)Árbitros Ass.: Humberto Costa (SV) e Albertino Lopes (SV) 4º Árbitro: Victor Lima (SV)
Acção disciplinar: Cartão amarelo para FuFuko (12), Babacar (45), Nilson (46), Tom (73), Nuna (73) e Niná (SA).
Assistência: 2468 espectadores
ASEMANA.CV-Por RM

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

HOLANDA:Primeiro processo por mutilação genital feminina na Holanda

Começa nesta quinta-feira, na cidade de Haarlem, o primeiro processo por mutilação genital feminina na Holanda. O réu é um homem de 30 anos, de origem marroquina, acusado de ter mutilado sua filha de 5 anos. Durante as audiências pró-forma no início deste ano, o oficial de justiça leu a seguinte acusação:“O suspeito é acusado de pesado abuso premeditado de sua filha. Ele é acusado de ter infligido graves ferimentos – mutilação genital - a sua filha, Zoë, nascida em 2003, cortando com uma tesoura ou outro objecto de corte, os pequenos lábios e o clitóris.”
O acusado, Mustafa el M., nega tudo, inclusive a acusação de que teria espancado muitas vezes a criança e mordido seu rosto e braços.
A parteira e antropóloga cultural Dineke Korfker vive há 12 anos na África e pesquisa casos de mutilação genital feminina para o TNO (Toegepast Natuur- en Wetenschappelijk Onderzoek), um instituto de pesquisas na área de ciências naturais e aplicadas na cidade de Leiden, na Holanda. A mutilação genital feminina, também conhecida como circuncisão feminina, ainda é comum em países africanos como a Somália, o Sudão e o Egito. Mas não no Marrocos, país de origem do acusado. Também não se trata de um costume muçulmano, segundo Dineke Korfker.
Arábia Saudita”
As pessoas com frequência veem a mutilação genital como algo islâmico e pensam que sua religião a prescreve, mas a mais alta instituição de conhecimento sobre o islã, a Universidade Al-Azhar, no Egito, rejeitou a prática e não a aconselha. Demorou muito até que eles ousassem tornar pública esta posição, mas hoje eles se distanciam claramente desta prática. Em um país em que você até esperaria algo assim, a Arábia Saudita, absolutamente não acontece. Lá eles não conhecem este costume”, comenta Dineke Korfker.
Prática oculta
Na Holanda a mutilação genital de meninas é crime e o Tratado Internacional dos Direitos da Criança proíbe sua prática. Mas as vítimas muitas vezes permanecem ocultas, porque a mutilação é feita dentro da esfera familiar.
Vanessa Penn é especialista na área de mutilação genital feminina e é consultora do Conselho de Proteção à Criança, órgão da Justiça holandesa: “Estes casos com frequência não são percebidos, por isso chegam poucos ao Conselho de Proteção à Criança. A estimativa é de que cerca de 50 meninas por ano sofram mutilação genital na Holanda, mas nem todos os casos chegam ao conhecimento do Conselho e quase nunca é feita uma denúncia. É um crime de abuso. É uma lesão deliberada e se os pais estão envolvidos é uma circunstância agravante”, diz Penn.
A defesa do réu Mustafa el M. tem dúvidas sobre a declaração da menina e pediu que uma contra-perícia fosse feita por um psicólogo judicial. A menina e sua irmã foram retiradas da casa dos pais.
RNW-Por Marcel Decraene

CV:Cabo Verde tem 900 deportados e metade vem dos Estados Unidos da América

PRAIA-O arquipélago de Cabo Verde possui, neste momento, mais de novecentos deportados cabo-verdianos de acordo com os dados provisórios facultados pelo Instituto das Comunidades e 50 por cento são oriundos dos Estados Unidos da América.
Os cabo-verdianos retornados, por imposição da lei dos países de acolhimento, chegam dos Estados Unidos, Portugal, França, Brasil, Canadá e Luxemburgo.
Cerca de 94 por cento dos expatriados são do sexo masculino. A maioria é filhos de emigrantes nascidos no país de acolhimento ou crianças que saíram pequenas de Cabo Verde e nunca tiveram contacto com a realidade insular.
De acordo com Nádia Marçal, coordenadora Nacional do Projecto de Integração de Deportados em Cabo Verde, chega ao arquipélago uma média de 3/4 retornados forçados por mês.
São na grande maioria jovens e o processo de deportação é duro e humilhante. Chegam sem pertences, sem documentação, sem vínculos familiares em Cabo Verde, o que torna difícil o processo de estabilização.
Um dos programas do Projecto de Integração dos Deportados é a criação de uma rede de apoio social aos expatriados que se estende dos Estados Unidos da América a Cabo Verde. A pretensão é melhorar o apoio e o acompanhamento do país de origem (pais de acolhimento) ao de retorno (Cabo Verde).
“Se conseguimos compilar dados dos indivíduos retornados antecipadamente, podemos preparar para receber e encaminhá-los às instituições e tentar, com isso, minimizar as carências que sofrem de forma a garantir a sua autonomia”, refere a coordenadora.
Para isso é necessário a criação de uma rede interna de funcionamento social que envolva um trabalho não só do Instituto das Comunidades, mas também de outras instituições sociais do país, visando desenvolver um trabalho interdisciplinar.
“O Instituto das Comunidades tem como missão receber, acolher e acompanhar os casos dos retornos forçados, mas não possui recursos humanos e financeiros, nem é a sua obrigação lidar com os deportados em todos os aspectos”, explica.
Até o momento, o Instituto já gastou cerca de cinco mil contos em projectos socioeconómicos, insuficientes para contemplar as demandas. Não possui um orçamento específico para questão de deportação, esclarece Nádia Marçal, inclusive carece de condições para fazer um levantamento do número exacto dos deportados existentes no país.
São projectos em processo de estudo e análises no intuito de solicitar auxílio internacional em instituições que desenvolvem projectos do género para avaliações conjuntas e apostar na reestruturação do programa nacional de intervenção junto aos deportados que não param de chegar ao país.
Inforpress/Fim.

ONU:ONU pede 500 mil milhões de dólares anuais para crescimento sustentável dos países pobres

As Nações Unidas pediram ontem um plano mundial, ao estilo do “Plano Marshall”, de 500 mil milhões de dólares (cerca de 349 mil milhões de euros) anuais, no terreno já a partir da próxima década, como única forma de colocar os países pobres na senda do desenvolvimento sustentável.A ideia por detrás do relatório “Estudo económico e social mundial 2009: promover o desenvolvimento, salvar o planeta” é que não pode haver combate climático sem crescimento económico dos países pobres. A solução passa pela sustentabilidade, diz o estudo. Mas para isso serão precisos compromissos políticos e financiamento, mais concretamente 500 mil milhões de dólares (cerca de 349 mil milhões de euros) ou seja, o correspondente a um por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.“A ciência é clara. Precisamos, drasticamente, de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa para protegermos o planeta e evitar que a temperatura suba perigosamente”, salientou Rob Vos, director do Departamento para os Assuntos Económicos e Sociais da ONU.“Se não reduzirmos, significativamente, as emissões, os danos para os países pobres serão dez vezes maiores do que nos Estados Unidos e na maioria dos países desenvolvidos”, acrescentou Rob Vos aos jornalistas em Nova Iorque, no lançamento do relatório. Segundo a ONU, serão os países pobres que mais sentirão os efeitos das alterações climáticas, como secas mais intensas, tempestades mais fortes e degelo que levará a inundações.Vos sublinhou que, por cada aumento de um grau nas temperaturas globais, o crescimento médio anual nos países em desenvolvimento deverá cair entre dois e três pontos percentuais.Para satisfazer as necessidades de crescimento, a procura energética nos países pobres deverá aumentar, colocando um desafio sobre como combinar a redução das emissões de gases com efeito de estufa com objectivos económicos.Para tal, a ONU defende um programa global de financiamento que inclui um fundo mundial de energia limpa, um regime mundial de tarifas para a compra e ligação à rede energética com base nas renováveis, um programa de tecnologia climática e um regime mais equilibrado de propriedade intelectual para ajudar à transferência de tecnologias limpas.“Estamos a sugerir que precisamos de um programa global de investimento público que permita aos países em desenvolvimento adoptar uma nova geração de energia limpa e satisfazer os seus objectivos de crescimento”, explicou Vos.A diferença é que desta vez “o novo acordo de financiamentos que será necessário para enfrentar o desafio climático deve considerar-se um projecto verdadeiramente mundial”, escrevem os autores do relatório.Actualmente existem entre 1600 e 2000 milhões de pessoas que não têm acesso à electricidade, estima a ONU.
PÚBLICO.PT

ANGOLA:Escom inaugura maior edifício de Luanda

LUANDA-O edifício mais alto da capital angolana , com 24 andares e 102 metros de altura, que custou 135 milhões de dólares, vai ser inaugurado pela Escom, do Grupo Espírito Santo, no dia 22 de Setembro, anunciou hoje o investidor.
A obra, que custou 135 milhões de dólares (94,5 milhões de euros) e foi construída pela portuguesa Teixeira Duarte, foi considerada hoje pelo presidente da Escom, Hélder Bataglia, como "muito importante para Luanda e para Angola" e a sua inauguração vai ocorrer com uma festa com 350 convidados.
Iniciado em 2004, o Edifício Escom levou 48 meses a ser concluído e tem uma área de construção de 50 mil metros quadrados, divididos em sectores de escritórios, com 16 mil metros quadrados, habitacional, comercial e com seis pisos subterrâneos para estacionamento.
Toda a área posta à venda, a um preço de 7500 dólares (5250 euros) por metro quadrado, já está entregue.
Devido à dimensão da obra, que, entre outras curiosidades, levou a que fossem escavados cerca de 70 mil metros cúbicos e consumiu mais de 18 mil metros cúbicos de betão, os responsáveis da Escom admitem que houve vários atrasos.
Estes ocorreram ou porque houve alterações ao projecto inicial ou porque "a construtora se deparou com falta de cimento no mercado e dificuldades para retirar do porto contentores com material importado para os acabamentos", explicou Bataglia, também accionista do grupo.
Para contornar as constantes quebras de energia pública ou de água, o Edifício Escom está equipado com quatro geradores com 850 kwa de potência e um sistema de armazenamento e tratamento de água que leva a que este seja auto-suficiente em ambos os casos.
Mas a Escom, que tem no sector imobiliário um dos seus mais fortes componentes em Angola, tem, distribuídos pelas províncias do Zaire, Benguela e Luanda, projectos em curso com 1.600 mil metros quadrados de construção com um investimento de três mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros).
Questionado pela Agência Lusa sobre o impacto da crise económica e financeira internacional, com relevante impacto neste sector, Hélder Bataglia admitiu que esse efeito "já se sente em Angola há vários meses".
Mas, no que toca aos investimentos da Escom, Hélder Bataglia adiantou que, apesar de alguma diminuição da procura que aconteceu, "está-se já na fase de recuperação".
E sustentou que o sucesso da empresa está na "aposta na diversificação" do tipo de construção, com destaque para uma oferta que abarque valores mais altos, como no caso deste edifício, até habitações "mais controladas" entre os 200 e os 600 mil dólares por apartamento.
Outra das razões para que a crise em Angola tenha ou venha a ter menos impacto que noutras latitudes, é, explicou Bataglia, o facto de, segundo dados de consultoras internacionais, como a KPMG, haver uma falta de cerca de um milhão de metros quadrados para as empresas que procuram instalar-se em Luanda.
O edifício da Escom está situado numa das zonas mais nobres de Luanda, entre o Largo do Kinaxixi e o Bairro do Miramar, onde se situam as principais embaixadas no país e onde o Presidente da República tem a sua residência privada.
LUSA/DN.PT

AFRICA DO SUL:Concessão de asilo a branco sul-africano considerada "racista"

O Congresso Nacional Africano (ANC), no poder na África do Sul desde 1994, considerou hoje "racista" a decisão do governo canadiano de conceder asilo político a um cidadão branco sul-africano.
As autoridades de Otava concederam o estatuto de refugiado a Brandon Huntley, oriundo de Mombray, Cidade do Cabo, depois de este ter alegado que receava ser perseguido na África do Sul pelo facto de ser branco, ilustrando os seus receios com sete agressões de que foi alvo no seu país por negros, incidentes de violência contra familiares e uma colecção de recortes de jornais sul-africanos.
A notícia da concessão de asilo a Huntley, que foi segunda-feira noticiada em primeira mão pelo portal de notícias News24.com, originou um aceso debate sobre o racismo na África do Sul pós-apartheid e a situação dos brancos no país, subalternizados no acesso ao mercado de trabalho e à educação pelas leis em vigor de acção afirmativa.
Os argumentos apresentados pelo emigrante sul-africano Brandon Huntley, que estava em situação ilegal no Canadá, prendem-se com agressões repetidas por homens de cor que, segundo ele, lhe chamaram "cão branco" e "colono" em várias ocasiões, bem como exemplos de violência perpetrada contra membros da sua família.
Huntley acusou igualmente a polícia sul-africana de não ter actuado em sua defesa durante os referidos incidentes.
Para um porta-voz do ANC, no entanto, é a decisão do magistrado canadiano que é "racista" e que "perpetua o racismo".
Ronnie Mamoepa, porta-voz da ministra do Interior sul-africana, classificou as alegações do novo refugiado como "sensacionalistas, alarmistas, e racistas", em face dos esforços do governo em combater a criminalidade e proteger os seus cidadãos, independentemente da raça.
"O governo ficou indignado pela decisão de conceder asilo ao nosso cidadão com base em alegações infundadas contra o nosso povo e o nosso país. Teríamos preferido que o governo canadiano tivesse tido a cortesia de permitir que o nosso governo respondesse às alegações", concluiu Mamoepa.
Mas para a associação de defesa dos direitos políticos e cívicos sul-africana Afriforum, "o governo deveria olhar para este caso à luz da seriedade".
"O cadastro sul-africano no campo dos direitos humanos já sofreu danos consideráveis em resultado do incontrolável crime no país, e o que agora se exige é que seja nomeada uma equipa de peritos de todos os grupos minoritários para que sejam investigados em profundidade os receios que levam à emigração", sugeriu Willie Spies, do Afriforum.
LUSA/DN.PT

terça-feira, 1 de setembro de 2009

FUTEBOL:Benfica aplica goleada das antigas (8-1) ao V. Setúbal

Benfica aplica goleada das antigas (8-1) ao V. Setúbal

O Benfica goleou esta noite o V. Setúbal (8-0) e mantém-se no grupo dos segundos classificados, a dois pontos do Sp. Braga e igual ao FC Porto.Benfica aplica goleada das antigas (8-1) ao V. Setúbal.
A equipa encarnada precisou de apenas 15 minutos para se colocar em vantagem e o golo de Javi Garcia, na sequência de um canto, serviu também para desatar o novelo de futebol ofensivo que empolgou os muitos milhares que compareceram no estádio.Cinco minutos depois, novo golo para a equipa encarnada, desta vez por Luisão. A história do jogo foi praticamente a história dos golos marcados, tal a superioridade do Benfica frente a um adversário que acusou em demasia a quantidade de golos sofrida e se mostrou sempre perdido em campo.Ao intervalo já o marcador assinalava 5-0, com os outros três golos a pertencerem a Cardozo (28, g.p.), Aimar (34) e Ramires (36).Depois de durante breve período da segunda parte o V. Setúbal ter dado a ilusão de aparecer mais forte sobre o relvado, nova marcha triunfal dos encarnados, que, mesmo sem colocarem o pé no acelerador acabaram por dilatar a vantagem com relativa normalidade.Cardozo fez mais dois (64 e 74), Nuno Gomes estreou-se a marcar (84) e até final ainda houve algumas oportunidades desperdiçadas pelo Benfica, mas foi Hélder Barbosa a marcar o golo de honra do V. Setúbal, já em período de compensação.Bom indício para Jorge Jesus é o facto de o ataque encarnado começar a mostrar sinais de bom entendimento entre os seus principais jogadores, bem como a extrema eficácia nos lances de bola parada, de onde quase sempre saem ocasiões de grande perigo.Do lado do V. Setúbal, que se apresentou na Luz com apenas um ponto conquistado em dois jogos, os motivos de preocupação são muitos. A defesa não rende e o ataque nem se vê. Motivos mais do que suficientes para Carlos Azenha ficar preocupado.
FONTE: A BOLA.PT