segunda-feira, 5 de abril de 2010

SUIÇA:SEM FRONTEIRAS TERRESTRES

BERNA-A Suíça integra desde as 00:00 de hoje o espaço Schengen de livre circulação de pessoas, com a supressão das fronteiras terrestres com os 24 países da União Europeia que já formavam a Europa sem fronteiras, que se estende de Lisboa a Tallin.
A Suíça, país que não é membro da UE, decidiu aderir ao espaço Schengen em 1995, através de referendo, e em Junho de 2007 anunciou que iria concretizar essa adesão através da solução informática avançada por Portugal (SISone4all), que permitiu no ano passado o alargamento do espaço de livre circulação de pessoas aos novos Estados-membros, que aderiram em 2004.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, felicitou hoje a Suíça pela sua adesão ao espaço Schengen, considerando que a mesma 'representa uma vitória contra os obstáculos à unidade, paz e liberdade na Europa, criando ao mesmo tempo melhores condições de segurança'.
O anterior alargamento do espaço Schengen operou-se em Dezembro de 2007, no final da presidência portuguesa da UE, com a entrada de nove dos 10 Estados-membros que tinham aderido à União em 2004.
OJE/LUSA

UE:NOVO CÓDIGO DE VISTOS NO ESPAÇO SCHENGEN AGILIZA PROCESSOS, DIZ COMISSÁRIA

BRUXELAS-O novo código de vistos de curta duração da UE, que entra hoje em vigor no espaço Shengen, quer clarificar as regras e agilizar o processo para nacionais de países terceiros, afirma Cecilia Malmstrom, comissária europeia para os Assuntos Internos.
"As condições para a expedição de vistos para o espaço Schengen a nacionais de países terceiros serão mais claras, precisas, transparentes e equitativas", diz Cecilia Malmstrom, destacando ainda a maior rapidez no procedimento burocrático.
O novo código introduz um prazo máximo de duas semanas para a marcação de uma entrevista com o requerente de um visto de curta duração e abertura do processo.
O Estado-membro tem um máximo de 15 dias para decidir sobre o pedido, e os consulados passam igualmente a ter de justificar as recusas e oferecer a possibilidade de um recurso aos requerentes.
O novo código agrupa num único documento todas as disposições jurídicas que regem as decisões sobre vistos com três meses de validade, coordenando regras e práticas entre os 25 países do espaço de livre circulação de pessoas (22 Estados-membros, incluindo Portugal, e três países associados).
A nova regulamentação, adoptada pelo Parlamento Europeu e Conselho Europeu em Junho de 2009 e dirigido aos consulados dos Estados do espaço Schengen que aplicam a política comum de vistos, estabelece regras comuns sobre as condições e procedimentos para a sua emissão, inclui disposições gerais e regras para determinar o Estado-membro responsável pela análise de um pedido de visto, o formulário uniforme de pedido de visto da UE foi reduzido e o conteúdo das diferentes rubricas clarificado.
De acordo com Bruxelas um maior número de categorias de pessoas beneficiará da isenção das taxas de visto, e as crianças entre os seis e os 12 anos deverão pagar uma taxa reduzida de 35 euros, mantendo-se a taxa geral em 60 euros.
Os nacionais de países terceiros com os quais a UE celebrou acordos de facilitação de vistos continuarão a pagar uma taxa de 35 euros.
Segundo dados recentes da Comissão Europeia em 2008 foram emitidos no espaço Schengen 10,3 milhões de vistos de curta duração (menos de 90 dias), tendo sido emitidos em Portugal 112.000.
O espaço Schengen é integrado por 25 países europeus: 22 membros da União Europeia e ainda a Islândia, Noruega e Suíça. Cinco países membros da UE - Reino Unido, Irlanda, Bulgária, Roménia e Chipre - não integram este espaço de livre circulação.
OJE/LUSA

África do Sul: Deputado de origem portuguesa diz que morte de líder da extrema direita não terá efeito no país

LISBOA-O deputado luso-sul-africano e membro do Conselho das Comunidades Portuguesas Manuel de Freitas considerou hoje que o assassínio do líder de extrema direita Eugene Terre'Blanche "não terá efeito" na África do Sul, prevendo o desaparecimento da extrema direita.
"Há muita tensão decorrente da morte de Terre'Blanche. Mas acho que depois do funeral a notícia vai desaparecer e não vai haver efeito verdadeiro na África do Sul", declarou Manuel (Manny) de Freitas, em declarações por telefone à Agência Lusa.
Para o deputado da Aliança Democrática (AD, oposição), com a morte de Terre'Blanche a "extrema direita vai desaparecer", o que considerou "bom para a África do Sul e para o mundo".
LUSA/RTP

CUBA:CASTRO DIZ QUE GREVE DE FOME DE DISSEDENTES É "CHANTAGEM"

Raúl Castro discursou em congresso do Partido Comunista em Havana neste domingo (4). (Foto: Ismael Francisco/AP
'A vacilação é sinônimo de derrota', afirmou presidente cubano.

HAVANA-O presidente cubano, general Raúl Castro, afirmou neste domingo (4) que seu país prefere "desaparecer" a aceitar a "chantagem" de Estados Unidos e Europa com "manipulações" sobre a vigência dos direitos humanos na ilha.
"Este país jamais será dobrado. Antes prefere desaparecer, como demonstramos em 1962", disse o governante em alusão à Crise dos Mísseis da Guerra Fria.
"A vacilação é sinônimo de derrota. Não cederemos jamais à chantagem de nenhum país ou conjunto de nações, por mais poderosas que sejam, aconteça o que acontecer", acrescentou o general ao encerrar em Havana o IX Congresso do ramo juvenil do governante Partido Comunista.
"Cuba também não cederá à chantagem inaceitável dos dissidentes que se declaram em greve de fome para pedir a libertação de presos políticos doentes", disse Castro, reiterando a versão oficial de que são "delinquentes comuns, e se morrerem é culpa deles e de quem lhes apoia".
O líder denunciou "incríveis campanhas midiáticas do inimigo e tergiversações", ao responder às críticas do Parlamento Europeu e outros organismos, Governos e personalidades após a morte em fevereiro do dissidente preso Orlando Zapata depois de uma greve de fome de 85 dias.
Castro lembrou que Cuba também não cedeu "nem um milímetro" quando Washington apontava com suas armas nucleares e, segundo disse, se dispunha a invadir Cuba, nem quando a União Soviética ruiu, seu principal aliado e fornecedor.
O general disse que lhe "repugna o dois pesos e duas medidas dos países europeus que criticam os direitos humanos em Cuba quando ali maltratam os imigrantes e reprimem as manifestações inclusive a tiros".
Segundo Castro, a atual Administração americana, presidida por Barack Obama, "não cessou o apoio à subversão na ilha e mantém o bloqueio comercial que Washington aplica desde 1962". Acrescentou que "a extrema direita espanhola e o império americano continuam buscando a destruição da revolução cubana".
Situação econômica é crítica, ressaltou Castro
Por outro lado, reiterou suas advertências dos últimos anos de que a situação econômica cubana é crítica, que seu governo não pode manter subsídios "excessivamente paternalistas", e que há um milhão de cubanos que sobram nas relações de empregados estatais.
"Há folhas de pagamento infladas, muito infladas, terrivelmente infladas, em quase todos os setores, e pagam-se salários não vinculados à produção, com o que não se pode evitar que se deteriore a capacidade de compras do povo", acrescentou.
Insistiu também em que são gastos "milhões e milhões" para importar alimentos que podem ser cultivados em Cuba, enquanto crescem as "ilegalidades" e a corrupção. "Continuar gastando acima da receita significa comer o futuro e pôr em risco a sobrevivência da revolução", assegurou o presidente.
Criticou os "companheiros que se desesperam pedindo mudanças imediatas", sem levar em conta a quantidade de assuntos que ele tem pela frente para assegurar um futuro para a revolução que liderou em 1959 seu irmão e antecessor, Fidel Castro, ainda primeiro-secretário do Partido Comunista.
Elián González participa de congresso de jovens comunistas em Cuba

Jovem ficou famoso após sobreviver a naufrágio perto da Flórida.Em 2000, foi devolvido pelos EUA ao pai, que ficou na ilha.
O cubano Elián González, um adolescente que ficou famoso há dez anos, quando protagonizou uma disputa entre críticos do regime de Havana radicados em Miami - aonde chegou depois de ser levado de Cuba pela mãe - e o governo cubano, participa do IX Congresso da União de Jovens Comunistas (UJC), com uniforme de cadete, noticiou o site oficial Cubadebate.
Com uma curta referência por escrito, o espaço digital publicou três fotos do jovem, agora com 16 anos, vestindo o uniforme das escolas militares "Camilo Cienfuegos", onde estuda para se formar oficial das Forças Armadas Cubanas.O Congresso do qual Elián participa pediu que se enfrente a "apatia" política e a "desobediência das leis" na juventude cubana.
O jovem foi o centro de uma dramática saga de sete meses - de dezembro de 1999 a junho de 2000 - quando sua mãe o tirou clandestinamente de Cuba em uma embarcação precária, que naufragou perto da costa da Flórida.
O menino, que tinha menos de 6 anos na época, se salvou agarrado a um pedaço de madeira, enquanto sua mãe e outras 11 pessoas morreram afogadas.
Salvo por um pescador, Elián foi entregue a parentes cubanos radicados em Miami. O pai, Juan Miguel González, pedia desde Cuba a sua devolução, apoiado pelo governo.
Os tribunais americanos acabaram decidindo a favor do pai, apesar da forte pressão dos cubanos anticastristas, e o menino voltou à ilha em junho de 2000.
O caso foi aproveitado pelo líder cubano, Fidel Castro, para lançar uma ofensiva política denominada oficialmente "Batalha de Ideias".
GLOBO.COM/AFP/EFE

FUTEBOL:«Vou fazer um grande Mundial» – Deco Por Nuno Vieira, em Londres

Vive em Cobham, perto do centro de treinos e longe de Londres. Há dois anos no Chelsea, Deco não esconde que deseja voltar ao Brasil. Mas tem outra meta: o Mundial, onde quer explodir e ajudar Portugal a fazer boa figura.
Estamos muito perto do Campeonato do Mundo. O que acha que pode fazer Portugal na fase final da África do Sul?
Estamos de acordo se dissermos que não há obrigação de sermos campeões, embora ache que há selecções tão boas como a nossa, mas nenhuma melhor! Devemos, em primeiro lugar, tentar passar a primeira fase. Sermos eliminados seria, de facto, uma grande decepção. Acredito que vamos ser apurados e que tudo é possível. Num só jogo podemos perfeitamente ganhar a Espanha, à Argentina ou ao Brasil. Com os jogadores que temos, sinceramente, não vejo ninguém superior. Talvez a Espanha tenha mais soluções, mas não há outra selecção superior à nossa. Mas uma coisa deve ser levada em conta: não somos tão favoritos como Itália, Brasil, Argentina ou Alemanha. Mas se passarmos a primeira fase tudo pode acontecer.
Em termos pessoais, o que espera do Mundial?
Em primeiro lugar espero ser convocado! Estou a preparar-me da melhor forma e vou chegar bem ao Mundial. Vou estar a 100 por cento em termos físicos e mentalmente vou estar disponível, com a motivação nos índices máximos. Acredito, sinceramente, que vou fazer um grande Mundial.
Como se sentirá quando defrontar o Brasil? Já teve essa experiência, na estreia por Portugal...
Certamente que é um jogo especial, por ser brasileiro, por ter toda a minha vida ligada ao Brasil. Claro que é um jogo diferente de todos os outros, mas evidentemente que quero vencer. Quis jogar por Portugal e vou defender a camisola até ao fim. Quando tomei essa decisão sabia que estes jogos poderiam acontecer. E, se marcar, nenhum brasileiro poderá ver isso como uma traição à nação onde nasci.
Disse que é brasileiro, uma frase que causou alguma polémica em Portugal. Quer comentar?
Jogar por Portugal era o que mais queria e não me arrependo nem me arrependerei dessa decisão. Quando vou ao Brasil digo o mesmo aos meus amigos e familiares. Pelos vistos houve gente que ficou chocada por eu ter dito que sou brasileiro, mas não sou hipócrita para dizer que sou português, porque não nasci cá. São Bernardo do Campo não é Vila Nova de Gaia nem pertence ao Porto. Estive no Brasil até aos 17 anos, mas depois vim para Portugal e aprendi a amar o País. Tenho filhos que nasceram em Portugal, fiz amigos em Portugal, alguns deles importantíssimos na minha vida, e o que mais me importa é sentir-me bem comigo mesmo, perante a decisão que tomei. As pessoas podem ter certeza de uma coisa: estou na Selecção de corpo e alma e tenho um intenso sentido de gratidão a Portugal, se calhar até mesmo mais do que alguns portugueses...
Há quem diga que quis jogar por Portugal porque não conseguiria chegar à selecção do Brasil. Como reage quando ouve essas opiniões?
Com a minha carreira a coisa mais normal seria ter jogado pelo Brasil. Há jogadores que não fizeram metade que já vestiram aquela camisola. Jogar na selecção brasileira seria a coisa mais fácil e natural para quem ganhou tudo no FC Porto, foi titular indiscutível no Barcelona durante quatro anos e joga num dos principais clubes do Mundo. A minha carreira fala por mim. Aliás, quando me decidi por Portugal, em 2003, o Brasil não tinha jogadores com as minhas características.
Sente-se triste por isso.
É uma estupidez! Sinto que estou no mesmo barco da Naide Gomes e do Obikwelu: quando ganhamos somos portugueses, quando perdemos somos estrangeiros! Quando ganhei troféus, falavam de mim como o internacional português, mas quando havia notícias menos agradáveis, como derrotas ou lesões, dizia-se e escrevia-se jogador brasileiro. Só deixo um exemplo: o maior ídolo do futebol no País não nasceu em Portugal. As pessoas devem pensar duas vezes antes de falarem.
ABOLA.PT

domingo, 4 de abril de 2010

BRASIL:SERRA CONTRA DILMA-O DUELO PRESIDENCIAL VAI COMEÇAR

Os dois pré-candidatos às eleições de Outubro deixaram esta semana os seus cargos.

Os dois mais fortes pré-candidatos às eleições presidenciais de Outubro, José Serra pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Dilma Rousseff pelo Partido dos Trabalhadores (PT), renunciaram esta semana aos cargos públicos para poderem apresentar-se como "presidenciáveis" e cumprir o calendário eleitoral.
Ele deixou o governo de São Paulo; ela a liderança da Casa Civil. Fizeram-no em clima de aclamação e algumas lágrimas. Os discursos de despedida tiveram o registo popular "pelo Brasil", deixando um "até já" e, nas entrelinhas, mandaram recados mútuos, prenunciando o tom eleitoral da campanha que começa, oficialmente, em Julho.
Dilma criticou ao de leve o governo de Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra fez parte como Ministro da Saúde; e ele ironizou subtilmente que o seu governo "nunca cultivou roubalheira". Na retórica houve também o silêncio: não mencionaram que serão candidatos às eleições. Legalmente não podiam ainda admiti-lo, uma vez que as candidaturas oficiais só serão apresentadas este mês. Serra tem lançamento marcado para o sábado dia 10, em Brasília.
Pelo menos podem desde já admitir que, em matéria de popularidade, Serra continua na liderança. As sondagens desta semana do Instituto Datafolha garantiam-lhe nove pontos (36%) à frente a Rousseff (27%). O tucano - a ave símbolo do PSBD - ganha nas regiões ricas como São Paulo (com expressivo número de eleitores) e no sul, onde Dilma viveu, e que "deveria" ser território político dela. Caso as eleições fossem agora, Serra ganharia na primeira volta; se fossem à segunda, a diferença manter-se-ia favorável a ele.
Para o economista brasileiro Carlos Montenegro, especialista em análise de sondagens, não há dúvidas de que o PSDB será o próximo inquilino do Palácio do Planalto, sede do Governo em Brasília, na primeira volta. E isso, independentemente de os candidatos serem Serra ou Aécio Gomes - que foi governador de Minas Gerais, renunciou também esta semana, e poderá ser vice-presidente de Serra, apesar de já ter sido apontado como presidenciável.
Uma ressalva: segundo Montenegro, a vitória à primeira só é garantida se Ciro Gomes não for candidato pelo Partido Socialista Brasileiro - e ele ainda não obteve consenso dentro do partido, mais interessado numa coligação com o PT. Na mesma sondagem Gomes aparecia em terceiro lugar (11%) e Marina Silva, pelo Partido Verde, atrás dele com 8%.
Ainda é cedo para vitórias e há muito marketing político pela frente. Mas parece haver acordo de que será mais difícil para Dilma: como vai explicar o passado de guerrilheira? Depois, a petista é nova na corrida e a primeira candidata desde 1945 sem qualquer experiência eleitoral. Serra é um veterano: está na política desde 1963. Em 2002, perdeu para Lula da Silva, que nas sondagens desta semana aparecia com 76% de popularidade: a maior desde que assumiu a Presidência.
Nem mesmo as polémicas de inaugurações-relâmpago de obras inacabadas do Programa de Aceleração de Crescimento e as multas do Tribunal Superior Eleitoral, por suposta campanha antecipada a favor de Dilma, lhe desgastaram a imagem. A imprensa da "oposição", conhecida como Partido da Imprensa Golpista, tem-no tentado, veementemente, no último mês como forma de desmoralizar o PT. Lula reagiu: "Eles sabem que o Brasil mudou de patamar."
Certo é que, pela primeira vez em dez anos, haverá eleições presidenciais sem Lula.
DN.PT-POR VANESSA RODRIGUES, São Paulo

ETA:ACTIVISTA COM LIGAÇÕES A PORTUGAL E A CABO VERDE EM PRISÃO PREVENTIVA

Um juiz espanhol colocou hoje em prisão preventiva o advogado e activista basco Joseba Agudo, suspeito de ligações a membros da ETA em países como Portugal, Cabo Verde ou Cuba
O activista basco, conhecido como «Pagoa», foi colocado em prisão preventiva por suspeita de integração na organização terrorista, com base em documentos que ligam o detido a elementos da ETA evadidos na América, África e Europa, segundo a imprensa espanhola.
O juiz Fernando Grande Marlaska afirma que Agudo revelou conhecer «com muita exactidão a situação dos membros da ETA que se encontram a residir em Cabo Verde».
Segundo o diário El País, afirmou ainda que Agudo acompanha «o estado legal de José Luís Telletxea em Portugal» - um basco residente em Portugal que foi detido em 1996, acusado por Espanha de colaborar com a ETA.
Nos documentos citados pelo juiz, o advogado e activista basco revela conhecer o «protocolo de fuga» dos etarras e levanta a possibilidade de «enviar alguns militantes a terceiros países europeus».
Os documentos - apreendidos a um dos líderes da ETA já detidos - mostram ainda que Agudo teve que atrasar um viagem a Cuba, em Setembro de 2008, «atendendo a um pedido realizado pelo Governo desse país», segundo escreve o juiz no auto.
A Venezuela aparece também citada, com referências a que o activista basco controlava também militantes da ETA nesse país.
Joseba Agudo, advogado do chamado Movimento Pró Amnistia de apoio a presos da ETA, foi detido a 28 de Outubro na localidade francesa de Hendaya e entregue na quinta-feira às autoridades espanholas.
Sol/ Lusa

ALEMANHA:Empresas alemãs apelam à corrupção em negócios no exterior


       Sede da Daimler em Stuttgart, na Alemanha
Nos últimos anos, empresas alemãs foram denunciadas com frequência por causa de corrupção. Os casos mostram que o problema é intrínseco aos grandes mercados internacionais.
Na última semana, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou um histórico de corrupção por trás da fabricante alemã de automóveis Daimler: a empresa subornou oficiais estrangeiros em pelo menos 22 países entre 1998 e 2008.
No processo encerrado nesta sexta-feira (02/04) em Washington, a Daimler confessou ter subornado durante mais de uma década representantes governamentais na China, Rússia, Egito, Grécia e em pelo menos outros 18 países em todo do mundo. Os negócios em questão envolviam dezenas de milhões de dólares. Pela ação criminosa, a Daimler terá que pagar 138 milhões de euros em multas.
A investigação sobre a Daimler é a mais recente numa sequência de inquéritos envolvendo grandes corporações alemãs nos últimos anos. Em 2006, a Siemens foi acusada de desviar milhões de euros para fundos suspeitos, a fim de assegurar contratos no exterior. Dois anos depois, a empresa teve que pagar 594 milhões de euros em multas devido a um escândalo de corrupção ligado à Argentina, Bangladesh, Iraque e Venezuela.
Segundo analistas, os escândalos não indicam um crescimento da tendência de corrupção no meio corporativo na Alemanha. No entanto, os casos mostram que o país, cujo poder econômico está fundado na exportação de produtos e know-how, faz negócios em partes do mundo onde a corrupção e acordos "paralelos" são normais e inerentes ao ato de negociar.
Mudanças trazidas com a globalização
Em 2009, o relatório da organização Transparência Internacional sobre a propagação de corrupção listou a Alemanha em 14º lugar – o que indica que a corrupção dentro do país é pequena. Por outro lado, muitas das nações onde a Alemanha mantém negócios obtiveram notas baixas.
A China, por exemplo, que é o oitavo país para onde a Alemanha mais exporta, ocupa a 76º posição na lista da Transparência Internacional. Já a Rússia, 13º mercado para os alemães, está em 176º lugar. Os dois países teriam recebido também suborno da empresa Daimler, dizem oficiais do Departamento norte-americano de Justiça.
Em algumas nações, a rápida mudança do cenário político global estimulou a corrupção nos negócios. Com a queda do comunismo, os países da antiga União Soviética, por exemplo, tiveram que se desenvolver rapidamente para poder competir.
A Transparência Internacional reconhece o mesmo problema nos países da Europa Oriental, tendo apelado à UE para que o bloco econômico melhore os mecanismos anticorrupção.
Em Bruxelas, nos últimos anos, a questão tem sido combatida com mais seriedade. Em dezembro de 2009, a União Europeia incluiu uma série de medidas contra a corrupção em suas metas quinquenais relativas à consolidação do sistema jurídico. Isso inclui um código de comportamento para os países-membros no combate à corrupção e formas de incentivo à cooperação policial e civil.
"A UE tem agora um mandato que a autoriza a fazer uma avaliação periódica do empenho dos 27 países-membros no combate à corrupção. Isso também vale para os países interessadas em ingressar no bloco", explica Jana Mittermaier, diretora do departamento da Transparência Internacional encarregado da União Europeia.
Segundo Mittermaier, relatórios regulares e avaliações de medidas anticorrupção nos países-membros irão ajudar a aumentar a confiança dos cidadãos europeus nas instituições públicas de seus países e da UE.
Cultura da corrupção
Enquanto a Europa tem estrutura legal e política para lidar com a corrupção, em outros países percebe-se a falta de vontade política para combater o problema ou, simplesmente, a aceitação do método no meio corporativo.
Após a dissolução da União Soviética, a corrupção se alastrou na Rússia. O presidente Vladimir Putin fez tentativas bem-sucedidas de combater a corrupção em larga escala, e o atual líder Dimitri Medvedev também reconhece a gravidade do problema. Por outro lado, para muitos a corrupção continua sendo aceita como um fator cultural.
Por ser um problema tão disseminado na Rússia, algumas empresas decidiram interromper os investimentos naquele país. A fabricante de móveis Ikea, por exemplo, anunciou no ano passado que não arriscaria mais seu capital na Rússia devido à "imprevisibilidade dos processos administrativos" no país. No mês passado, dois executivos da companhia foram demitidos por pagarem suborno a negociantes russos.
"A Ikea deseja investir na Rússia para servir aos nossos clientes e gerar emprego e crescimento. Mas, considerando a pendência de tantas questões importantes para o desenvolvimento da empresa, temos que suspender todos os planos de investimento", explicou Per Kaufmann, diretor da empresa.
O mesmo pode ser dito sobre a China – como ilustra o caso do escândalo recente envolvendo a mineradora Rio Tinto. Quatro funcionários da empresa foram presos por pagarem e receberem suborno.
Segundo a Rio Tinto, seus empregados estavam simplesmente se comportando de acordo com regras tácitas de se fazer negócio na China – embora recentemente a empresa também tenha afastado os funcionários em questão.
Minxin Pei, integrante do programa chinês Carnegie Endowment for International Peace, afirma que a corrupção é tão endêmica que chega a ameaçar seu desenvolvimento econômico do país.
"A corrupção ainda não tirou a China do trilho de crescimento econômico, não provocou uma revolução social ou desencorajou investidores do Ocidente. Mas seria estúpido concluir que o sistema chinês tem uma capacidade infinita de absorver os custos da corrupção", escreveu Pei numa recente publicação. "Em algum momento, o crescimento irá parar", concluiu.
RADIO DW-WORLD.DE
Autor: David Francis (np)
Revisão: Simone Lopes

Guiné-Bissau: Missão avançada da CPLP reúne-se domingo com PM, tranquilidade em Bissau

BISSAU-A missão avançada da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que está na Guiné-Bissau para ajudar as autoridades guineenses a normalizar a situação depois da intervenção militar reúne-se domingo com o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior.
Depois de ter qualificado de "perturbação séria à ordem constitucional" a intervenção militar de quinta feira na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP, iniciou hoje em Bissau uma série de contactos para tentar perceber e ajudar as autoridades guineenses a ultrapassar a situação.
Durante o dia de hoje, Domingos Simões Pereira e os embaixadores de Portugal, Brasil e Angola mantiveram encontros com o chefe de Estado, Malam Bacai Sanhá, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Adelino Mano Queta, e com as Nações Unidas e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
SAPO/LUSA

AFRICA DO SUL:LIDER DA EXTREMA DIREITA É ASSASSINADO NA ÁFRICA DO SUL

O líder direitista sul-africano, Eugene Terreblanche, militante separatista que pregava uma "pátria de brancos", foi assassinado neste sábado na sua fazenda, informou a agência de notícias SAPA.
O líder de 69 anos do Movimento de Resistência Afrikaner foi atacado e morto na sua fazenda no nordeste do país depois de uma briga com dois empregados, sendo um deles menor de idade, por causa de salários não pagos. Os dois foram presos e acusados de assassinato.
"O corpo de Terreblanche foi encontrado na cama com ferimentos na face e na cabeça", informou a porta-voz da polícia, Adele Myburgh.
Sozinho na sua propriedade em Ventersdorp, no noroeste do país, o líder do AWB estava a dormir na altura do ataque e foi encontrado pela polícia, ainda com vida, mas acabou por morrer.
"Um jovem de 21 anos e outro de 15 anos foram presos e acusados de assassinato. Os dois disseram à polícia que a briga começou porque eles não foram pagos pelo trabalho que fizeram na fazenda", disse a porta-voz.
Os simpatizantes do extremista, caracterizados por usar uniformes cáqui com símbolos semelhantes à suástica, opuseram-se violentamente às negociações que levaram à democracia sul-africana.
A campanha deles incluiu ataques à bomba durante as eleições de 1994.
Eugène Ney Terre'Blanche fundou o AWB (Afrikaner Resistance Movement) em 1970, com seis amigos, e o partido político cresceu de sete para 70.000 membros, de entre uma população branca de 3,5 milhões.
Terreblanche saiu da prisão em 2004 depois de ter sido preso em 2001 por agredir um guarda negro.
SAPO/AFP

CV DIÁSPORA:Convite para um encontro com o Senhor Primeiro Ministro de Cabo Verde (dia 10 Abril - 15h00), em ENGELS‏

Ex.mo (a) Senhor (a)
O Consulado Geral de Cabo Verde em Roterdão tem a honra de lhe comunicar que Sua Excelência o Primeiro Ministro de Cabo Verde Senhor José Maria Neves estará de visita a Holanda nos próximos dias 09 e 10 de Abril corrente.
O Sr Primeiro Ministro agendou um encontro com a Comunidade Cabo Verdiana na Holanda para transmitir informações actualizadas sobre o actual processo de desenvolvimento em Cabo Verde, aproveitando igualmente para auscultar a opinião dos presentes relativamente as questões que se prendem com a actualidade no nosso país e com a emigração.
O referido encontro está programado para o dia 10 de Abril, sábado, às 15h00 da tarde, no salão principal do Grandcafé Engels (em Stationsplein 45).
Pelo que aproveitamos esta oportunidade de lhe convidar, e, dignificar com a sua presença o encontro com o Primeiro Ministro de Cabo Verde.
Rogamos que retransmita esta comunicação aos que provavelmente não conseguiremos de forma directa dirigir por esta via.
Com os nossos melhores cumprimentos.
Felino Carvalho
Cônsul Geral
Uitnodiging voor een bijeenkomst met de Eerste Minister van Kaapverdië
Het Consulaat-generaal van Kaapverdië in Rotterdam laat u hiermee weten dat Z.E. de Eerste Minister van Kaapverdië, de heer José Maria Neves, op 09 en 10 april aanstaande een bezoek aan Nederland zal brengen.
In zijn programma heeft de Eerste Minister een ontmoeting met de Kaapverdische gemeenschap in Nederland opgenomen, om actuele informatie te geven over de ontwikkelingen in Kaapverdië en om de mening van de aanwezigen te vernemen over zaken die verband houden met de actualiteit in ons land.
De bijeenkomst zal plaatsvinden op zaterdag 10 april aanstaande om 15:00 uur, in de "Royal Residence" zaal van Engels Grandcafé - Restaurant - Zalen, Stationsplein 45 te Rotterdam.
Graag nodigen wij u hiermee uit om bij deze bijeenkomst met de Eerste Minister van Kaapverdië aanwezig te zijn.
Tevens verzoeken wij u aan deze uitnodiging nadere bekendheid te geven bij diegenen die wij langs deze weg niet hebben kunnen bereiken.
Met vriendelijke groet,
Felino de Carvalho
Consulado Geral de Cabo Verde
Baan 6
3011 CB Rotterdam
Tel.: 010 – 477 89 77
010 – 477 87 60
Fax.: 010 – 477 45 53
Email : felino@conscv.nl
cons.cverde-nl@wxs.nl
Website : www.conscv.nl

sábado, 3 de abril de 2010

HOLANDA:"HOLANDA NÃO QUER SABER QUANTO CUSTA A IMIGRAÇÃO

Os cientistas holandeses não querem saber quanto custa a imigração. Essa é a conclusão da tese de doutorado que o pesquisador Jan van de Beek, da Universidade de Amsterdã , acaba de defender.

“Por acaso você é de extrema direita?” perguntou um dos colegas de Jan van de Beek logo após sua apresentação. A pesquisa dele toca num ponto delicado. Aconteceu várias vezes de as pessoas o ofenderem, chamando-o de nazista ou fascista.
Quando estava preparando sua monografia sobre políticas de refugiados, em 1999, Van de Beek percebeu a falta de dados econômicos sobre a imigração, o que achou estranho, já que a Holanda é um país de imigração por excelência desde os anos 1960. Ele então decidiu investigar a razão disso para sua tese de doutorado.
Politicamente correto
A partir dos anos 1960 quase não foram feitas pesquisas com relação ao custo-benefício da imigração. Também não há dados estatísticos, por parte das autoridades, sobre o desemprego e o uso do seguro social por imigrantes, por exemplo. A partir do começo dos anos 80, a escassez de informações passou a estar relacionada com o que recebeu o nome de ‘politicamente correto’.
“Naquela época via-se um crescimento do partido de extrema-direita de Hans Janmaat, o que fez com que ressurgisse entre muitos o trauma da Segunda Guerra Mundial. A nossa elite escolheu evitar de todas as formas o que poderia soar como medida de extrema-direita. Hans Janmaat usava com frequência argumentos econômicos contra os migrantes. Dessa maneira, criou-se um tabu em torno de pesquisas econômicas sobre migrantes.
Van de Beek evita usar o termo ‘politicamente correto’ em sua tese; ele prefere usar a expressão acadêmica ‘leitura moral’: “O conhecimento científico não era mais avaliado pelo grau de veracidade, mas pelo efeito político e social esperado. Isso é decepcionante ao se pensar que o objetivo da ciência é buscar a verdade."
Agenda política
Durante a defesa de sua tese de doutorado, Van de Beek foi elogiado diversas vezes pela sua independência. Por quatro anos, o pesquisador remou contra a maré dentro da Faculdade de Ciências Sociais, conhecido como ‘de esquerda’.
Mas também houve contestações afiadas à sua pesquisa. “O senhor critica a postura politicamente correta dos seus colegas. Mas não há uma agenda política por trás da sua pesquisa?”, perguntou Jan Willem Duivendak, docente de sociologia na Universidade de Amsterdã.
Mercado de trabalho
Van de Beek não guarda segredo sobre o seu ponto de vista de que imigrantes de países pobres pouco contribuem com a Holanda. “Em uma economia de conhecimento como a nossa, imigrantes pouco escolarizados não nos oferecem muitos benefícios. Se houvessem mais pesquisas nesse assunto, provavelmente já teríamos chegado à conclusão que devemos selecionar os imigrantes por nível educacional. Os migrantes estão mal posicionados no mercado de trabalho na Holanda, em comparação com outros países ricos.”
Geert Wilders
Van de Beek não quer de maneira nenhuma ser colocado no mesmo campo do político populista Geert Wilders. “Wilders ameaça, com sua convocação para a deportação de milhões de muçulmanos, o estado de direito holandês. Mas eu acredito que há uma ligação entre a tendência de nossas elites em não querer saber sobre a imigração e o sucesso do PVV (Partido da Liberdade, criado por Wilders). Uma pesquisa sobre os efeitos econômicos da migração poderiam diminuir a tensão política na Holanda.”
Em 2009, o líder do PVV exigiu do governo uma pesquisa sobre os custos e os benefícios da migração na Holanda. O gabinete negou. “Estrangeiros fazem parte de nossa sociedade. A presença deles não se reduz a uma simples soma e subtração em euros”, disse em resposta o ministro da Integração, Eberhard van der Laan. Diante dessa reação, Wilders concluiu que “parece que o cidadão não pode saber o custo da migração em massa”. O político calcula que os estrangeiros vindos de países pobres deixaram a Holanda bilhões de euros mais pobre.
RNW-Por Michel Hoebink (escrito no português do Brasil)

HOLANDA:POLÍCIA ENCONTRA COCAÍNA EM OVOS DE CHOCOLATE

AMSTERDAM-Ovos de chocolate cheios de cocaína, telemóveis e computadores portáteis foram confiscados numa operação levada a cabo em Amesterdão. Ao todo foram detidas seis pessoas.
A Polícia holandesa encontrou cocaína escondida num carregamento de ovos da Páscoa, numa operação em que foram detidas seis pessoas, noticiou hoje a agência holandesa ANP.
Os ovos de chocolate cheios de cocaína encontravam-se num carro que foi confiscado, bem como telemóveis e computadores portáteis.
A operação decorreu na quinta feira passada em Amesterdão, mas a Polícia apenas a divulgou hoje.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
LUSA/EXPRESSO

VATICANO:VATICANO NÃO COMPARA CRÍTICAS AO PAPA COM O ANTISSEMITISMO

VATICANO-Comparar as críticas ao Papa pelos casos de padres que abusaram de menores com o antissemitismo "não é a linha da Santa Sé", afirmou hoje o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Numa declaração emitida hoje pela Rádio Vaticano, Lombardi afirmou que "comparar os ataques a Bento XVI pelos escândalos de abusos sexuais de crianças por sacerdotes ao antissemitismo não é a linha mantida pela Santa Sé".
O porta-voz disse que o pregador da casa pontifícia, o padre franciscano Raniero Cantalamessa, apenas quis tornar pública a solidariedade para com o papa manifestada por um judeu dada "a experiência de dor sofrida por eles".
"Foi uma referência que pode dar azo a más interpretações", disse Lombardi.
Sexta-feira, no sermão que fez durante a liturgia da Paixão de Cristo, o padre franciscano Raniero Cantalamessa, pregador da casa pontifícia, leu uma carta "de solidariedade" para com o Papa e a Igreja que disse ter recebido de um "amigo judeu".
Nessa carta, o autor lamentava "o ataque violento e concêntrico contra a Igreja e o Papa" e afirmava que "a utilização do estereótipo, a passagem da responsabilidade e das falhas pessoais para uma falha coletiva, lembram-me os aspetos mais vergonhosos do antisemitismo".
As palavras de Cantalamessa foram logo criticadas por vários diários israelitas e norte-americanas e, hoje, pelo rabino de Roma, Riccardo Di Segni, e pelo secretário-geral do Conselho judaico alemão, Stephan Kramer.
O sacerdote Raniero Cantalamessa é o responsável pelas pregações papais desde 1980 e a escolha teve de ser confirmada pessoalmente por Bento XVI, quando tomou posse, caucionando assim as suas prédicas.
A pregação alvo da polémica sucedeu durante a Via Sacra que marca as celebrações da Sexta feira Santa e evoca a Paixão de Cristo.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
SIC/Com Lusa

CV(EXPRESSO):"A Praia quer voltar a ser uma cidade segura" - Abailardo Amado

PRAIA-A Praia quer voltar a ser uma cidade segura - Abailardo Amado, vereador com pelouro da segurança, protecção civil e cidadania

A criação da Guarda Municipal, a construção do Complexo de Segurança Municipal, o controlo da habitação clandestina, mais iluminação pública e educação para a cidadania são partes de um plano global para diminuir a criminalidade na Cidade da Praia. A autarquia espera ver resultados práticos até ao final deste mandato, ou seja, até 2012.
A Guarda Municipal vai estar nas ruas dentro de meio ano. Até ao final de Agosto, inícios de Setembro sairá o primeiro contingente, para apoiar a zona dos bairros, e para trabalharem em sintonia com as populações, garante o vereador com o pelouro da segurança, Abailardo Amado.
Conforme foi aprovado pela Assembleia Municipal, em Agosto passado, neste momento estão a ser articulados os planos curriculares com os formadores. O curso arranca na segunda semana de Abril. Participam quarenta agentes, destes serão recrutados trinta, mas a Câmara Municipal da Praia optou por ter dez formandos a mais para que haja alguma competitividade entre os candidatos.
O perfil desejado já existe, como explica o vereador Abailardo Amado, "queremos cidadãos engajados, com capacidade de aguentar o stress, porque não vai ser fácil lidar com algumas situações, às vezes quando há interesses difusos em jogo temos de mostrar a presença da autoridade - não num sentido coercivo mas em termos do ordenamento social, para garantir que o que está prescrito nos regulamentos sejam cumpridos".
Concorreram cerca de 360 candidatos e, de acordo com o regulamento, houve uma série de fases, de selecção, que passaram pela avaliação curricular, testes médicos e físicos, entrevista e psicotécnicos. O concurso abriu em Agosto de 2009.
Agora, a formação vai ter duas fases - três meses de teórica e mais três meses de teórico-pratica. "De acordo com as competências", sublinha Amado, "queremos dar-lhes a parte teórica, saberem como funciona a parte sanitária, urbanista, económica, o código penal, o processo de contra ordenação. Porque é com as infracções que eles vão lidar no dia a dia".
O papel será fiscalizador, preventivo e pedagógico. Por exemplo, têm de saber informar, por isso aprendem história e geografia da cidade. Qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, que peça uma informação obterá sempre uma resposta.
Para o curso que está quase a começar, a autarquia da Praia inspirou-se na experiência portuguesa e no centro de Formação Autárquica de Coimbra, onde se ensinam as polícias municipais portuguesas. "De acordo com esse programa, elaborámos um currículo que abarca: noções gerais de direito, deontologia profissional, técnicas de comunicação orais e escritas (apesar de terem o 12º ano - terão mais formação para saberem escrever relatórios e contra ordenações), noções de direito e processo penal, como resolver os atritos (relações com o publico e resolução de conflitos), protecção civil, defesa do consumidor, gestão e ordenamento territorial, as contra ordenações, e também noções de direitos e liberdades dos cidadãos - uma vez que é com eles que vão lidar todos os dias", salienta o vereador.
O dinheiro das contra ordenações que são passadas em função dos regulamentos municipais, reverterão para a autarquia, as que são do estado serão repartidas.
Vão agir em toda a cidade, porque a Câmara da Praia tem como prioridades o combate a problemáticas como a venda ambulante, as construções clandestinas, o saneamento. Tudo o que tenha a ver com o código de postura da autarquia que está também para sair.
"A Guarda Municipal vai trabalhar 24h por dia, sete dias por semana", refere Abailardo Amado, "porque há fiscalizações que exigem trabalho nocturno, como o funcionamento dos bares e restaurantes, ou as construções clandestinas, que surgem durante a noite. Por isso os agentes vão trabalhar dia e noite. É um trabalho que vai exigir muito". Porque isso também, a curto/médio prazo haverá reforço de pessoal. Inicialmente estava previsto um efectivo de 54, mas a autarquia resolveu, para experiência, arrancar com 30 e abrir o concurso para oficiais.
Praia, uma cidade segura atrai mais turistas
Autarquia tem a noção que a Praia é uma cidade insegura. Nos últimos tempos, os indicadores de criminalidade provocam um sentimento de intranquilidade nos cidadãos. Para o município esta é uma questão que tem de ser combatida por todos. O poder central, sustenta o vereador, tem de assumir também as suas responsabilidades. "Mas não chega aumentar o número de polícias", reforça Abailardo Amado, "é preciso um trabalho de fundo, articulado entre todos os parceiros. Não é só a câmara a actuar".
O exército na rua não incomoda a autarquia, muito pelo contrário, estando os militares nas ruas para combater a violência, o efectivo policial podia ser desviado para o cumprimento do código de conduta, adianta Amado.
Outra constatação é que a cidade precisa de pessoas na rua. "Sempre foi uma cidade viva, no centro e nos bairros. Precisamos de regressar a esse cenário, em que as pessoas andavam nas ruas. Precisamos de um pacto de regime, porque esse é um trabalho de todos. O poder central, local, mas também ONG, a igreja. Com a nossa inacção, estamos a contribuir para o declínio da nossa cidade, a cidade é de todos, é nossa, temos de a recuperar", reforça o vereador.
Um dos contributos para a segurança é a iluminação pública, ora a autarquia não tem condições de resolver o problema e acha que essa é uma tarefa do estado. "Quando se trata da capital de um país, se estiver bem iluminada, serve para diminuir os actos de violência e os crimes. Temos insistido junto do governo mas também não estamos parados. Procuramos outras soluções como acontece nos parques e espaços públicos municipais, onde estamos a introduzir o sistema de iluminação através da energia solar. Queremos continuar este processo. Se for preciso também faremos o mesmo em vários bairros", enumera Abailardo Amado.
"A resposta do governo é passar a bola e dizer que devem ser os municípios a pagar essa iluminação pública. Nos achamos o contrário. No meu ponto de vista, deve ser o governo a arcar com os custos. Os cidadãos é que estão a pagar por este impasse. Por isso é que procuramos as soluções alternativas".
"O fundamental é transformar a Praia numa cidade segura, não vamos fazer tudo sozinhos mas queremos deixar uma pedra, que outros poderão empilhar outras mais. Dentro de dois anos [altura em que termina o mandato], se houver vontade do poder central e local, penso que será possível resolver os problemas de segurança. Todos temos uma quota-parte de responsabilidade para construir esse edifício de segurança e de clima mais saudável", diz o vereador, que não quis comentar as últimas declarações do primeiro-ministro. Recorde-se que José Maria Neves informou que queria reunir-se com os líderes dos bandos da Praia para tentar travar a criminalidade que assola o município.
Construções Clandestinas
A construção clandestina é considerada um problema complexo pela autarquia praiense porque, reconhece, há um elevado défice de habitação na Praia. Os números do último relatório de actividades apontam, em 2008, mais de onze mil pessoas viviam em défice habitacional quantitativo, e mais de dezasseis mil em défice habitacional qualitativo.
"Esse é um problema que já vem de longe", diz o vereador Abailardo Amado, "aqui estão concentradas cerca de 60 por cento das actividades do país. Mais de um quinto dos cabo-verdianos vive cá. E não temos terrenos suficientes. Temos consciência das dificuldades, mas não quer dizer que deixaremos que as coisas se mantenham à margem da lei. Esperamos que o estado também faça a parte dele que nós faremos a nossa".
As demolições são um instrumento normal na gestão autárquica. A lei prevê isso. Para se construir tem de haver autorização camarária, uma licença, um projecto aprovado, um terreno, não havendo quer dizer que as pessoas estão a construir à margem da lei e uma das medidas punitivas é a demolição. "Nós deitamos a baixo o que é possível", assume o vereador, "percebemos a situação de algumas pessoas, que é preocupante, em termos de habitação. Grande parte das pessoas tem necessidades, mas mesmo assim não podemos permitir que as pessoas construam como querem".
"Nós derrubamos bastantes casas", continua Abailardo Amado, "mas, mesmo estando uma casa construída de forma clandestina, se estiver habitada, não temos hipótese de deitar abaixo. Tanto mais que as coisas depois arrastam-se nos tribunais. Agora quando sabemos de uma construção no seu início, derrubamos".
Educação Cívica
A autarquia diz que, "na medida do possível", tenta ensinar as pessoas a comportarem-se. Tem sido feito um trabalho de sensibilização, afirma Abailardo Amado. "Temos programas na rádio, não só para passar informação mas para ensinar à população a necessidade de cumprir. Nas obras clandestinas, por exemplo, fazem essas obras em zonas que não deviam ser ocupadas, encostas, leitos de rio, isso está errado, e nós tentamos educar as pessoas para saírem dessas zonas perigosas".
Outra preocupação da Câmara da Praia é o lixo que se acumula nas ruas da cidade. "Isso tem a ver com a postura, é um trabalho a fazer a nível multidisciplinar - tem a ver com a educação - não no sentido clássico da escola, mas da família, da autarquia, da própria comunicação social", aponta Abailardo Amado.
Protecção civil e bombeiros
Os bombeiros já têm regulamento. Criados em 1978, desde então o governo ficou de regular o estatuto mas isso nunca foi feito. O efectivo tem, entretanto, aumentado, e há elementos, com mais de vinte anos de serviço, que nunca viram qualquer tipo de alteração de carreira. Este regulamento estava previsto no programa eleitoral do MpD, e foi agora criado.
Outro dos projectos é construir um novo quartel. Neste momento, em cooperação com a câmara de Palmela (Portugal), está a ser ultimado o projecto de arquitectura. Em meados de Abril virá à Praia uma delegação, onde estará o pessoal técnico de urbanismo, para apresentar a primeira versão do Complexo de Segurança Municipal. "Não vai ser apenas um quartel de bombeiros", explica Abailardo Amado, "este terá o seu espaço, num lado, mas, no mesmo complexo, também ficará o comando da Guarda Municipal e a Protecção Civil - três serviços no mesmo espaço", que será construído na zona do Palmarejo. Uma obra que deve começar ainda este ano.
Antes do final do mês de Abril deve também ser aprovado o plano global de emergência da autarquia, que depois será posto a consulta pública. Se houver sugestões ou comentários serão ouvidos.
"Queremos também dar formação e dar informação ao público", refere Abailardo Amado, "por isso mesmo queremos criar um espaço, em articulação com as escolas, para que as crianças conheçam todas as regras de segurança, como se devem comportar numa emergência, as regras de trânsito, como usar a casa com segurança. Queremos mudar comportamentos desta maneira", conclui o vereador.
JM, Expresso das Ilhas

G.BISSAU:REGRESSSO Á NORMALIDADE COM PEDIDO DE DESCULPAS

BISSAU-Carlos Gomes Júnior garantiu hoje que a situação que se viveu nas últimas horas na Guiné-Bissau vai ser ultrapassada e que o seu cargo se mantém e que irá continuar a cumprir o seu mandato.
"Vou continuar como primeiro-ministro. Vou continuar o mandato. Fui eleito pelo povo", afirmou o primeiro-ministro da Guiné-Bissau ao mesmo que garantiu que os incidentes registados ontem vão ser ultrapassados.
"Vou para o gabinete tratar dos assuntos correntes", acrescentou Carlos Gomes Júnior após falar com os jornalistas e depois de ter estado reunido com o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.
Recorde-se que o antigo chefe do Estado-Maior da Armada, José Américo Bubo Na Tchuto, e o actual vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, major general António Indjai, protagonizaram no dia de ontem uma intervenção militar que conduziu à detenção do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Zamora Induta.
O primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, chegou também a estar detido pelos militares, mas já regressou a casa e ao trabalho, mantendo-se nesta altura detido Zamora Induta.
Indjai pede desculpas
O general António Indjai cumpriu o prometido ao início da tarde de hoje e veio falar aos jornalistas para pedir desculpa pelas palavras de ameaça de morte proferidas no dia de ontem contra o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior.
"Só queria pedir desculpa pela alteração que tinha ontem devido à pressão que estava em mim. No trabalho que estávamos a fazer proferi uma frase que não é boa, por isso peço desculpa à sociedade civil e ao povo da Guiné-Bissau", declarou António Indjai.
O general Indjai pediu desculpa e apresentou como justificação para a sua atitude de ontem a "muita pressão" que tinha sobre si pelo que "devido à aglomeração de pessoas nas ruas disse que se o povo não abandonasse as ruas vou mandar matá-lo".
As palavras de desculpa ao povo da Guiné-Bissau foram proferidas por António Indjai numa conferência de imprensa no quartel-general na Fortaleza d'Amura, em Bissau.
Já quando questionado a falar sobre a situação do almirante Zamora Induta, de quem era vice-chefe do Estado-Maior, António Indjai afirmou que aquele oficial se encontra detido "mas não lhe fizeram nada de mal".
"Zamora está detido, juntamente com o coronel Samba Djaló, mas não lhe fizeram mal nenhum, não lhe beliscaram sequer. Terá que ir responder na Justiça pelos males que fez", sublinhou Indjai ao mesmo tempo que desmentia que tenha havido mais detenções de militares ou civis.
Já sobre a situação de Zamora Induta, se continuava a ser o chefe do Estado-Maior ou não, António Indjai disse que não, mas que as Forças Armadas iam aguardar pela indicação "pelos políticos" de um novo responsável, deixando entender que Zamora Induta não voltará para esse posto.
Em nota lida pelo major Dabana Walna, chefe do gabinete de Zamora Induta, foi apresentado um conjunto de acusações contra o chefe do Estado-Maior, nomeadamente alegadas tentativas de assassínios de oficiais militares, divisão, personificação do Exército e uso indevido de armas.
RTP.PT
CPLP manifesta satisfação por não ter havido mais violência na Guiné-Bissau

A presidência portuguesa da CPLP emitiu hoje um comunicado em que "manifesta satisfação por não se ter registado mais violência em Bissau", reiterando a "condenação do uso da força para a resolução de divergências".No texto, a presidência portuguesa informa que, ao longo do dia de hoje, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) "encetará diligências junto das autoridades do país e das instâncias internacionais presentes em Bissau com vista a apoiar soluções para o regresso à normalidade constitucional".

Na capital guineense, acrescenta o texto, a CPLP vai ser representada pelos embaixadores de Portugal, Angola e Brasil e pelo seu secretário-executivo, Domingo Simões Perereira.
A instabilidade voltou quinta-feira à Guiné-Bissau quando militares, liderados pelo antigo chefe da Armada almirante José Américo Bubo Na Tchuto e pelo "número dois" do Estado Maior General das Forças Armadas, que se auto-proclamou chefe do EMGFA, major-general António Indjai, detiveram o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e o CEMGFA, almirante Zamora Induta.
Carlos Gomes Júnior foi depois libertado, enquanto Zamora Induta continua detido.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
Com Lusa

sexta-feira, 2 de abril de 2010

HOLANDA:GREENPEACE BLOQUEIA CARREGAMENTO DE CARNE DE BALEIA EM ROTERDÃO

ROTTERDAM-Quinze ativistas da organização ecologista Greenpeace acorrentaram-se hoje de manhã às amarras de um cargueiro transportando carne de baleia com destino ao Japão no porto holandês de Roterdão.
 "Vamos ficar o tempo que for necessário até termos a certeza de que os contentores com a carne de baleia não partem para o Japão", declarou um dos organizadores do protesto, Pavel Klinckhamers, à agência France Presse.
Os manifestantes acorrentaram-se cerca das 04:30 locais (03:30 em Lisboa) às amarras de um cargueiro de pavilhão panamiano proveniente da Islândia, disse.
LUSA.PT

HOLANDA:Tipicamente holandês? A visão do estrangeiro

Como são os holandeses realmente? Rudes e mesquinhos ou educados e hospitaleiros? E o que dizer da famosa tolerância holandesa, que tem sido posta em cheque pelo aumento do sentimento anti-imigrante?
Ninguém melhor para responder essas questões do que os estrangeiros que vivem na Holanda. A Radio Nederland conversou com três estrangeiros durante a cerimônia do prêmio ‘Estrangeiro do Ano’ sobre as características tipicamente holandesas.
Direto
Os holandeses têm a reputação de serem diretos e de esperar que os outros também o sejam. O alemão Thiel Jansen, que viveu na Holanda durante quatro anos, diz que o ‘ser direto’ também significa estar aberto, especialmente a respeito de si mesmo.
"Os holandeses querem que você confie neles. Você tem que ser aberto e não ter medo de mostrar quem você é ou falar sobre sua vida privada. Assim, você ganha a confiança deles e se sente mais em casa."
Falta de espontaneidade
Os holandeses são conhecidos por marcarem compromisso com antecedência para tudo. Há pouca espontaneidade. Sarah Harvey mudou da Austrália para Holanda há nove anos e teve que aprender a se planejar socialmente.
"Agora eu tenho compromisso marcado para tudo. Na Austrália não é assim, pelo menos não para programas sociais durante o fim de semana. Nós não precisamos marcar na agenda os programas sociais. Você simplesmente faz o que tem vontade numa sexta-feira. Mas desde que eu cheguei aqui, aprendi a planejar com antecedência."
Individualista
A estrutura social nos Países Baixos não é tão hierárquica - o patrão não deve olhar ou agir de forma muito diferente dos empregados. Sueli Brodin foi criada na França, mas nasceu no Brasil, filha de pai francês e mãe nipo-brasileira. Ela vive na Holanda desde o início dos anos 90 e acabou de ganhar o prêmio ‘Estrangeiro do Ano’.
"Às vezes você simplesmente tem que falar por si mesmo. Eu não fiz isso no começo, por causa da minha experiência francesa. Na França a estrutura social é muito mais hierarquizada. Aqui, cada um pode ser ele mesmo. Aprendi isso e me tornei uma pessoa mais forte aqui na Holanda."

Internacional
A Holanda inventou o comércio internacional como o conhecemos hoje. Por centenas de anos a Holanda esteve aberta aos produtos estrangeiros. Entretanto, não se deixe enganar por esse envolvimento internacional - as aparências podem enganar.
"É engraçado porque, por um lado, a Holanda tornou-se muito mais internacional. Por exemplo, você pode encontrar todos os tipos de ingredientes para cozinhar pratos internacionais no supermercado. Isso mudou desde que vim morar aqui. Quando eu cheguei, abobrinha era um legume pouco comum. Agora, todo mundo come. Mas, por outro lado, às vezes leio notícias que são perturbadoras. Este país tem medo de olhar para além das suas fronteiras.”
Tolerante
Finalmente, a famosa tolerância holandesa. A reputação de tolerância foi atingida recentemente, com o surgimento de políticos populistas com ideias anti-imigração, como Geert Wilders (foto) e Pim Fortuyn (assassinado em 2002). Mas, como observa Thiel Jansen, as comunidades cristãs fundamentalistas sempre existiram na Holanda.
"A Holanda é conhecida, principalmente na Europa, como uma sociedade muito tolerante, muito moderna. Mas quando cheguei aqui e ouvi pela primeira vez sobre as comunidades cristãs fundamentalistas, e ouvi as notícias holandesas, percebi que a imagem que temos da Holanda não coincide 100% com a realidade."
RNW-POR JOHN TYLER(Escrito no português do Brasil)

HOLANDA:INCIATIVA CONTRA O USO DE ANTIBIÓTICOS EM FRANGOS

HAIA-O uso de antibióticos na criação de frangos ameaça tornar cada vez mais pessoas resistentes a estes tipos de medicamentos. Por isso o governo holandês quer diminuir o uso de antibióticos na avicultura em pelo menos 20%. Esta semana, também teve início um experimento com dezenas de avicultores para tentar banir os antibióticos por completo.
A discussão política sobre a abordagem dada à chamada febre-Q, que atingiu o rebanho de cabras na Holanda, mal terminou e já surge um novo problema. O uso constante de antibióticos na criação industrial de frangos faz com que bactérias resistentes sejam transmitidas para o ser humano, cujo organismo, por sua vez, pode se tornar resistente aos antibióticos.
Também parece haver uma ligação com duas bactérias resistentes que são encontradas com cada vez mais frequência em hospitais. Trata-se da temida ‘bactéria de hospital’ MRSA e da menos conhecida ESBL. Ambas são também cada vez mais frequentes na avicultura.
Experimento
No início do mês de março ficou decidido que antibióticos como as cefalosporinas poderão ser utilizados em animais apenas em casos excepcionais. Mas a ministra holandesa da Pecuária e Agricultura, Gerda Verburg, criou outras regras:
”Aqui há empresas que dizem que irão tentar trabalhar sem nenhum antibiótico. Isso significa, portanto, que irão experimentar com outra ração, outra temperatura nos galpões e outras medidas do tipo. Assim veremos se estes pioneiros poderão dar o exemplo para todo o setor. E o resto já sabe: 20% de antibióticos a menos em 2011.”
Muito pouco
Críticos acham que a redução de 20% no uso de antibióticos é muito pouco. Nos últimos anos o uso aumentou muito mais que isso. Além disso, este não é mais que um acordo informal com os avicultores. Só caso não seja cumprido a ministra irá considerar medidas legislativas.
Mesmo assim é um passo ambicioso, acredita Ludo Hellebrekers, presidente da organização de veterinários KNMvD.
”Nós podemos aconselhar os criadores a tomar outras medidas para melhorar a saúde dos animais, de forma que precisem de menos antibióticos. Mas os avicultores se veem diante da questão de como realizar isso de maneira economicamente viável. Este é o dilema.”
Este é, portanto, o núcleo do problema. Para produzir de maneira barata, são criadas muitas aves em um espaço muito pequeno, o que permite que doenças se disseminem rapidamente. Frequentemente, os avicultores utilizam antibióticos com caráter preventivo. No passado, eles eram inclusive usados para estimular o crescimento das aves.
Sem regras mundiais
Mudar para galpões com muito mais espaço ou para a criação orgânica faz com que o frango fique muito mais caro. E aí há também a concorrência estrangeira. Embora o tema também esteja na agenda da Organização Mundial da Saúde, ainda não há regras mundiais para o uso de antibióticos na avicultura. Mas isso não é motivo para não tomar uma atitude, acredita Ludo Hellebrekers:
”Acho que há uma diferença de ‘tempo’ entre os diferentes países, mas isso não nos impede, na Europa e na Holanda, de assumir nossa responsabilidade.”
A Europa tem algumas regras, assim como outros países, mas elas não são as mesmas. Além disso, o controle destas regras nem sempre é bom. Avicultores holandeses reclamam, por exemplo, das importações da América do Sul.
Último recurso
O dinheiro, desempenha portanto, um papel real. Mas a ansiedade na Holanda é grande. O antibiótico Ceftiotur era usado em larga escala para aumentar a resistência dos pintinhos. Mas eles ficaram cada vez mais resistentes ao medicamento e hoje ele é praticamente proibido na avicultura.
Existe a suspeita de que seres humanos que comem carne de frangos resistentes a antibióticos também se tornem resistentes. Se isso realmente acontecer, haverá um problema ainda maior. O Ceftiotur é usado em humanos apenas como último recurso no caso de infecções bacterianas graves, quando nenhum outro antibiótico funciona.
RNW-Por Johan Huizinga

quinta-feira, 1 de abril de 2010

LIGA EUROPA:CARDOSO BISA NA VITÓRIA DO BENFICA(2-1)


O Benfica derrotou, esta quinta-feira, o Liverpool, por 2-1. A equipa «encarnada» chegou ao intervalo a perder, mas na segunda parte Cardozo, de grande penalidade, apontou os dois golos que originaram a reviravolta no marcador.
O Liverpool entrou bem na partida e logo aos nove minutos chegou ao golo. Gerrard apontou o livre e Agger, de calcanhar, bateu o guarda-redes Júlio César. O Benfica reagiu e Cardozo, por duas vezes, e Ramires falharam as oportunidades.
Aos 30 minutos lance decisivo do jogo, após uma falta de Luisão sobre Fernando Torres, o árbitro acabou por expulsar Babel, que colocou a mão na cara do defesa brasileiro. Ainda assim, o Benfica não conseguiu capitalizar na vantagem numérica durante a primeira parte.
Na segunda parte, o Benfica procurava chegar ao golo e aos 59 minutos o árbitro assinalou uma grande penalidade por falta sobre Aimar, após um lance em que Cardozo rematou ao poste. O avançado paraguaio foi chamado para apontar o castigo máximo e não falhou a ocasião.
Aos 78 minutos, Agger tocou a bola com a mão na área e o árbitro assinalou nova grande penalidade. Cardozo foi chamado novamente para apontar o lance e não falhou.
Após este resultado, o Benfica está em vantagem para o jogo da segunda-mão, que será em Anfield Road.
ABOLA.PT

ISRAEL:JOVENS APROVEITAM FERIADO COM FESTIVAL NA PRAIA

Jovens se reúnem em Nitzanim durante o Pessach.
Festa tem shows de rock, meditação, ioga e nudismo.
Garotas israelenses tomam banho de lama nesta quinta-feira (1º) durante festival na praia de Nitzanim, no sul do país. (Foto: AFP)
O festival ocorre durante o feriado israelense do Pessach, a Páscoa judaica. (Foto: AFP)
Ele atrai muitos jovens israelenses com shows de rock, meditação, ioga e campos de nudismo. (Foto: AFP)
FONTE:GLOBO.COM

Brasil: Jovens negros têm maiores probabilidades de ser assassinados do que brancos – estudo

Brasília–A probabilidade de um jovem negro ser assassinado no Brasil é 130 por cento maior do que um jovem branco segundo o estudo “Mapa da Violência 2010: Anatomia de Homicídios no Brasil”, divulgou a imprensa brasileira.
Segundo o estudo, divulgado pelo jornal “O Estado de São Paulo”, o Brasil registou 47,7 mil assassínios em 2007, o equivalente a uma média diária de 117 mortes.
O relatório mostra que pela primeira vez foi possível quantificar o risco de um jovem negro ser vítima de assassínio no Brasil, sendo 130 por cento maior do que um jovem branco.
A desigualdade entre as populações aumentou muito num período de cinco anos. Em 2002, morria uma média de 1,7 negros, entre 15 a 24 anos, para cada jovem branco, mas em 2007, esta proporção subiu de 2,6 para 1.
Nas outras faixas etárias, a situação não é diferente, já que o número de vítimas brancas passou de 18 852 para 14 308, o que significa uma redução de 24,1 por cento e, entre negros, o número de mortes subiu de 26 915 para 30 193, um crescimento de 12,2 por cento.
Para cada branco assassinado, morrem 2,2 negros no país, o que significa que morrem no Brasil 107,6 por cento mais negros do que brancos.
O abismo entre as taxas de homicídios é resultado de duas tendências opostas.
Nos últimos cinco anos, o número de mortes por assassínio entre a população jovem branca apresentou redução, 31,6 por cento. Entre negros, houve aumento de 5,3 por cento das mortes no mesmo período.
“Brancos foram os principais beneficiados pelas acções de combate à violência. Temos uma grave anomalia que precisa ser reparada", declarou o autor do estudo, Júlio Jacobo.
Os dados do estudo foram recolhidos porque, a partir de 2002, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a registar nas certidões de óbito a raça do morto em mais de 80 por cento dos casos.
Lusa/Inforpress/Fim

CV:Telecomunicações de Cabo Verde sobem 5 posições no ranking mundial, e estão no 4.º lugar em África

PRAIA-Cabo Verde saltou da 107.ª posição para a 102.ª na lista mundial em desenvolvimento da tecnologia da informação e comunicação, atingindo, a nível continental, o quarto lugar.
Segundo o jornal cabo-verdiano A Semana os dados constam no relatório "Avaliando a Sociedade da Informação 2010", publicado pela União Internacional para as Telecomunicações (UIT).
O estudo avalia a redução dos preços de telefonia e Internet em 159 países, comparando os dados levantados entre 2007 e 2009, com o índice a combinar os custos médios de telefone fixo, móvel e serviços de acesso à Internet em banda larga.
Na avaliação geral as maiores quedas dos custos foram observadas no preço da Internet (42%), seguido de serviços de telefone móvel (25%) e fixo (20%). Mas, apesar da redução significativa, os serviços de telecomunicações, em especial o acesso à banda larga, continuam fora do alcance de muitas pessoas, lê-se no documento.
Em Cabo Verde o índice dos custos dos serviços de telecomunicações foi encurtado de 11,26% do rendimento médio bruto per capita em 2008 para 7,09% em 2009.
Na lista dos países africanos o arquipélago alcançou o quarto lugar, apenas atrás das Seychelles (66.ª posição no ranking geral), ilhas Maurícias (72.ª), e África do Sul (92.ª).
A telefonia fixa e a móvel são os melhores índices na avaliação dos serviços cabo-verdianos, com os custos a caírem de 4,22 para 1,93% (fixo) e de 9,9 para 5,98% (móvel).
Quanto à banda larga, apesar da redução, o custo ainda é relativamente alto, fixado no ano passado em 19,65% do rendimento.
OJE/LUSA

ANGOLA:TAAG PREPARA RENOVAÇÃO DA FROTA

LUANDA-A companhia aérea angolana TAAG, autorizada a sobrevoar todo o espaço aéreo da União Europeia, desde terça-feira, apresentou já ao Estado angolano um plano de renovação da sua frota, que brevemente deverá ser melhorada.
Em declarações à imprensa, na terça-feira, o porta-voz da comissão de gestão da TAAG, Rui Carreira, disse que o plano está a ser analisado pelo governo e "brevemente" poderá haver novidades.
A Comissão Europeia anunciou o levantamento das restrições que impediam a TAAG de sobrevoar o espaço aéreo europeu, desde Julho de 2007, por razões de segurança.
Entretanto, essa permissão foi feita sob "determinadas condições estritas e com aeronaves específicas".
Segundo Rui Carreira, para a TAAG, esta restrição "deixa de ter muito sentido", porque não é intenção da companhia voar para a Europa com as aeronaves de geração antiga, os Boeings 747-300.
"(...) porque para nós também é uma aeronave que já não é muito rentável comercialmente, consome muito combustível e já apresenta algum desgaste. Esta restrição para nós é apenas uma mera formalidade porque não fazia parte das nossas intenções ir para Europa com esta aeronave", disse o porta-voz da TAAG.
Depois da inclusão da TAAG na lista negra da Comissão Europeia, o Governo angolano deu início a um programa de refundação da companhia com o objectivo de torná-la "moderna, eficiente e regida pelo mais alto padrão de qualidade.
Desde essa data, durante os últimos 18 meses, foram realizadas várias transformações na companhia, com o apoio de outras empresas e entidades do sector do transporte, como a introdução de novos processos operacionais e de gestão de qualidade.
Neste momento, de acordo com Rui Carreira, a TAAG está apostada na melhoria da pontualidade da companhia, que este ano é o seu "cavalo de batalha".
"Se no ano que passou incidimos todos os nossos esforços para restabelecer a credibilidade técnica, do ponto de vista de segurança da companhia, este ano vamos incidir as nossas baterias para o serviço ao cliente. Aqui a pontualidade joga um papel muito importante", frisou Rui Carreira.
Rui Carreira disse que, os indicadores dão conta que, nos últimos tempos, foram registadas melhorias no que toca ao aspecto da pontualidade, mas "trata-se de uma tarefa difícil e que ainda requer muita preocupação".
"Os nossos indicadores apontam que nos últimos tempos esta performance tem estado a melhorar muito nos voos intercontinentais, mas há ainda muitos desafios nos voos domésticos e regionais", salientou.
O porta-voz disse que a TAAG está a estudar o aumento das suas rotas, mas faltam neste momento aeronaves e recursos humanos suficientes para este desígnio.
"Para já, importa-nos consolidar as rotas existentes de maneira que elas sejam pontuais, que não hajam percalços na operação. Depois vamos pensar noutros destinos e principalmente naqueles que sejam comercialmente viáveis. Estamos a fazer estudos já, mas estamos sempre dependentes da quantidade", disse.
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