segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CV(Inforpress):Diabetes: Doença atinge 12,7 por cento da população adulta cabo-verdiana


Segundo a responsável do Programa Nacional das Doenças Não Transmissíveis (PNDNT), do Ministério da Saúde, a médica especialista em cardiologia Irinita Soares, a diabetes está na lista das 10 doenças de maior índice de morte no mundo e é a maior em termos de população atingida em relação aos países da sub-região africana.
Por esse motivo, foi criado um grupo de estudo com o fim de realizar um plano sobre o número de diabéticos existente em Cabo Verde e a sua situação em termos de medicação e terapia.
“Com a uniformização dos doentes diabéticos no arquipélago poderemos saber se estão a seguir a medicação, controlar as suas dietas e disponibilizar um melhor tratamento as pessoas que sofrem com o problema da glicose”, indicou Irinita Soares.
Segundo a médica, a doença tem constituído preocupação, uma vez que os diabéticos convivem com diversas outras enfermidades que têm a ver com cegueira, imputações, insuficiência renal, entre outras.
“São doentes que vivem dispersos, em diferentes pontos do país, daí a necessidade de um estudo para um melhor controlo”, explicou.
Questionada quanto as causas desse número levado de diabéticos no país, a médica recorre a outras doenças crónicas para explicar que, num país com uma média de 38 por cento da população com problemas de hipertensão são sempre esperadas complicações a nível diabético.
A responsável do PNDNT admite que o grande problema dos doentes crónicos é a medicação e garante que os hospitais e centros de saúde oferecem a medicamentação necessária, mas às vezes, por carência no mercado, os doentes terão de a comprar.
No que respeita a informações para uma vida melhor convivendo com a diabetes, Irinita Soares afirma que sempre tem sido promovido acções de educação para saúde, divulgando informação sobre a importância de uma vida saudável, uma alimentação equilibrada e a prática de exercício físico regular, como condição preponderante para prevenir o aparecimento da diabetes.
No que respeita a alimentação e a possibilidade financeira de muitos doentes em seguir as recomendações médicas, Irinita Soares garante que todos os pacientes são encaminhados a nutricionista para que esta faça um regime alimentar de acordo com a possibilidade de cada um.
No entanto, a responsável do PNDNT defende que o combate à doença passa por educar as pessoas para os riscos associados à diabetes e sensibilizar as crianças e os jovens para este problema.
A diabetes é uma doença crónica que deriva da incapacidade do corpo para produzir ou usar adequadamente a insulina.
A longo prazo, se a doença não for devidamente tratada, pode trazer complicações cardiovasculares, problemas de perda de visão e entorpecimento das mãos e pés.
Um estudo publicado na revista científica “Lancet” em Junho deste ano refere que Cabo Verde encontra-se entre países onde a diabetes se expandiu mais rapidamente nos últimos 30 anos.
PC
Inforpress/fim
http://noticias.sapo.cv/inforpress/artigo/91084.html

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