quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


Três religiosos assassinados esta semana
Um padre e uma freira no Congo e outro sacerdote na África do Sul foram mortos nos últimos dias.
O Padre Daniel Cizimya Nakamaga e a irmã Denise Kahambu foram as mais recentes vítimas mortais de uma perseguição à Igreja que se está a desenrolar na zona de Bukavu, no Congo.
A situação para a Igreja tem-se agravado nos últimos tempos, tendo levado o Arcebispo Rusengo a encurtar a sua estadia no sínodo dos bispos africanos que decorreu em Outubro, quando dois dos padres da sua diocese foram raptados.
Nestes casos mais recentes o Pe. Nakamaga foi baleado na cabeça por um grupo armado. “As pessoas estão traumatizadas e muito assustadas. Os congoleses estão fartos de morte e de choro”, explicou o padre Pierre Bulambo, vigário-geral de Bukavu, que louvou ainda a bravura dos populares: “admiramos a força e a compaixão do povo de Kabare no apoio ao seu falecido padre. A forma como reagiram é um exemplo para todos.”
Dois dias depois deste crime foi a vez de um mosteiro ser atacado no norte da Diocese. A irmã Denise Kahambu, responsável por receber visitas, foi confrontada por três homens armados, que a mataram enquanto as restantes freiras se esconderam para salvar a vida.
Já a morte do padre francês Luis Blondel ficou a dever-se, ao que tudo indica, a um assalto violento à sua casa em Diepsloot, na África do Sul.
Um grupo de assaltantes invadiu a casa onde vivia o Pe. Blondel e o Pe. Bourgeois. Roubaram a este algum dinheiro e um telemóvel, e dirigiam-se para o quarto do Pe. Blondel quando este abriu a porta e foi imediatamente atingido.
O Pe. Bourgeois conseguiu barricar-se na cozinha até à fuga dos assaltantes, encontrando depois o seu colega já sem vida.
Aos 70 anos de idade, o Pe. Blondel, tornou-se o quarto padre a ser assassinado no país desde o início do ano.
FONTE:RÁDIO RENASCENÇA

Acabou a lua-de-mel, Barack-Por Germano Almeida

Obama foi eleito com uma enorme maioria, gerando uma onda de entusiasmo como há muito não se sentia na política americana. Poucos imaginariam, por isso, que, apenas treze meses depois, a sua Taxa de Aprovação estivesse abaixo dos 50 por cento. Pois é, Barack: parece que a lua-de-mel acabou mesmo.
Esse sentimento de fim de festa é ainda mais paradoxal se nos lembrarmos que amanhã, 10 de Dezembro, Barack Obama vai receber, em Oslo, o Prémio Nobel da Paz, tornando-se no Presidente da história americana que mais rapidamente mereceu essa distinção da Academia Norueguesa.
A decisão do Comité Nobel causou reacções contraditórias, mas terá sido baseada na declaração de Obama (proclamada no discurso de Praga, em Abril passado) de que é contra as armas nucleares e fará tudo, enquanto Presidente da nação mais poderosa do Mundo, para construir um Mundo livre do risco de auto-extermínio.
Pode parecer uma intenção demasiado genérica e até um pouco ingénua, mas a verdade é que Obama foi o primeiro Presidente americano a defini-la nesses termos tão claros.
Essa posição anti-armas nucleares integra-se num conjunto de gestos e atitudes tomadas por Obama que mostraram um salto em frente para uma mudança real em Washington – mas que têm ficado na sombra, apagadas por problemas mais complexos e nebulosos, como a questão do AfPak, a Reforma da Saúde ou a recuperação económica.
A esquerda já se demarca
Uma fatia dos democratas que se entusiasmaram com a Obamania começa a declarar a sua «desilusão». O anúncio do Presidente de enviar mais 30 mil soldados americanos para o Afeganistão foi, para muitos deles, a gota de água.
Os atrasos no arranque do processo de paz no Médio Oriente e uma certa ambiguidade na forma como tem tratado os grandes interesses financeiros e empresariais (um dos pontos fortes da sua campanha foi, de facto, a promessa de acabar com a desregulação dos mercados e não será sustentável que não a cumpra) aumentam o leque de críticas da área mais à esquerda do Partido Democrata.
Michael Moore, polémico documentarista e um dos mais ácidos opositores dos anos Bush, foi um dos liberais que se tinha rendido a Barack Obama.
Durante a campanha presidencial, assumiu o apoio ao nomeado democrata, esquecendo, por uma vez, o argumento dos esquerdistas de que «não há diferença real entre republicanos e democratas, porque os dois campos estão integrados no sistema de poder».
Este tipo de lógica levou uma parte da esquerda americana a assistir, de forma passiva (será melhor dizer... cúmplice?), às duas eleições de George W. Bush, recusando-se a apoiar Al Gore, em 2000, e John Kerry, em 2004, por considerar esses dois nomeados democratas como «mais do mesmo».
O apelo inovador de Obama fez com que essa esquerda mais radical desse uma oportunidade ao jovem senador negro que aparecia do Illinois.
Mas essa franja «liberal» parece estar já a demarcar-se: «Fiquei francamente desiludido ao ver Obama a anunciar um reforço de tropas. Ele preferiu agradar aos generais e não seguiu o seu coração. O Obama que apoiei para a Casa Branca não foi este», comentou, desiludido, Michael Moore, a uma repórter japonesa, no dia do discurso de West Point.
Mesmo Dick Durbin, senador sénior do Illinois e um dos padrinhos da ascensão política de Obama no Partido Democrata, não escondeu o seu desapontamento com a decisão do Presidente para o AfPak. «Infelizmente, Barack está a cometer um erro colossal», apontou Durbin.
O alarme dos independentes
Observações como estas dão conta de um perigo real para o futuro da Presidência Obama: com a ala esquerda do Partido Democrata a descolar, qual será o eixo da sua base de apoio político?
Uma resposta mais imediata apontaria para os independentes. Na América, há três grandes campos políticos: os democratas, os republicanos e os independentes.
Cerca de um terço do eleitorado não tem preferência partidária declarada – e, geralmente, é essa fatia que elege os Presidentes.
Na corrida de 2008, os dois nomeados mostravam forte propensão para atrair os eleitores independentes. Mas no duelo final, Obama arrasou McCain nesse sector crucial.
Sucede que os números mais recentes apontam para uma perda massiva dos independentes, que se mostram cada vez mais críticos com o Presidente. A manter-se esta tendência, Barack Obama corre mesmo o risco de não conseguir ser reeleito.
Voltar a acender a luz do sabre
Nenhuma dúvida: a lua-de-mel de Obama com os EUA acabou mesmo – e basta dizer que apenas 26 por cento dos americanos, de acordo com sondagem feita em vésperas da cerimónia de Oslo, consideram que o Presidente merecia receber, já este ano, o Prémio Nobel da Paz.
Boaventura de Sousa Santos, em artigo assinado na revista «Visão», chamou a Obama o «grande ilusionista», capaz de criar uma ideia de «mudança» em temas que, afinal, pouco ou nada terão mudado.
Mas pode ainda ser cedo para se decretar o fim da Obamania. Numa entrevista no «Daily Show», David Plouffe, estratega muito próximo do Presidente, que dirigiu a sua campanha, falava sobre as qualidades de Obama com tanto entusiasmo que Jon Stewart o interrompeu, perguntando: «Mas será que temos um Presidente tipo Mestre Jedi, com uma espada laser e tudo??»
Sorrindo com a ironia, Plouffe não se descoseu e lançou a resposta: «Parece que sim. E acreditem: mesmo quando as coisas parecem estar a piorar, no momento certo, Barack vai voltar a acender a luz do sabre». Será mesmo?
ABOLA.PT-Germano Almeida é jornalista de A BOLA e autor do blogue CASA BRANCA

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

CV(ASEMANA):CABO VERDE VOLTA A FAZER HISTÓRIA:CONSEGUE SEGUNDO "COMPACTO"MCA


PRAIA-Cabo Verde acaba de ser contemplado com um novo “compacto” do MCA, programa do governo dos EUA para ajudar um grupo selecto de países no seu desenvolvimento. A decisão foi tomada no final do dia desta quarta-feira (volta das 21 horas de Cabo Verde), em Washington, pela Millenium Chalange Corporation (MCC), entidade que gere os fundos do programa. A sessão foi presidida pela secretária de Estado Hilary Clinton.A decisão do MCC, ao que este diário digital conseguiu apurar, será oficialmente comunicada esta quinta-feira ao governo de Cabo Verde pela embaixadora americana na Praia, Marianne Myles, durante uma audiência com o primeiro-ministro, José Maria Neves. Após isso, por volta das 10 horas, os dois farão juntos o anúncio aos cabo-verdianos através da comunicação social. Cabo Verde torna-se no primeiro e único país, até agora, a conseguir um segundo “compacto” do MCA.

Com efeito, tendo conseguido em 2004 um “compacto” de 110 milhões de dólares, a Cidade da Praia estava, inicialmente, excluída de uma segunda selecção. Porém, a forma considerada séria e criteriosa como os recursos do MCA foram geridos em Cabo Verde, com resultados à vista de todos, levou os responsáveis do MCC a reavaliar a sua posição inicial em relação a este arquipélago.
Pois, conforme escreveu Marianne Myles, no “The Providence Journal”, de 19-11-09, os contribuintes americanos “podem descansar e ter a certeza de que o seu dinheiro está sendo investido de maneira inteligente e eficaz em Cabo Verde”. Estas palavras daquela diplomata situam-se, aliás, na linha do que disse a secretária de Estado Hilary Clinton aquando da sua passagem pela ilha do Sal, em Agosto passado, altura em que cobriu Cabo Verde de elogios.
Com os 110 milhões de dólares obtidos em 2004, Cabo Verde procedeu desde então a um conjunto vasto de obras e programas a nível das infra-estruturas (estradas, pontes, modernização do porto da Praia, etc.), gestão de bacias hidrográficas, apoio à agricultura, reforma do seu sector público e valorização dos seus recursos humanos, etc. Com o segundo “envelope” ontem aprovado, e cujo montante ainda se desconhece, o MCA-CV deverá, certamente, dar continuidade ao trabalho em curso desde então e que visa, acima de tudo, a melhoria de vida dos cabo-verdianos.
FONTE:ASEMANA.CV

FUTEBOL:LIGA DOS CAMPEÕES PRIMEIRA FASE ÚLTIMA JORNADA-QUARTA FEIRA


Fiorentina garante 1.º lugar no grupo E

A Fiorentina, carrasco do Sporting na Liga dos Campeões, garantiu o primeiro lugar no grupo E, ao vencer em Liverpool por 2-1. O israelita Benayoun ainda levou a formação de Rafa Benítez (com o lugar na Liga Europa confirmado) para o intervalo a vencer, mas, no segundo tempo, o conjunto italiano operou a reviravolta, graças aos golos de Jorgensen e Gilardino.
Em França, o Lyon, que também já tinha assegurada a presença nos "oitavos" da Champions, goleou o Debrecen, por 4-0, com o último golo a ser apontado por Cissokho, ex-jogador do FC Porto. Gomis, Bastos e Pjanic marcaram os restantes tentos dos franceses, que só contaram com o argentino Lisando no segundo tempo (entrou aos 67').O Debrecen termina esta participação na Champions sem pontos e com 19 golos sofridos. Pior que a equipa húngara só mesmo o Maccabi: zero pontos e zero golos marcados.

Grupo F: Inter e Barcelona nos «oitavos»
O Inter, de Mourinho, garantiu, está quarta-feira, a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, após terem levado de vencido o Rubin Kazan, por 2-0, no derradeiro jogo do Grupo F.
O Inter inaugurou o marcador aos 31 minutos, após Balotelli, de calcanhar, ter assistido na área o goleador Samuel Etoo. O segundo golo surgiu na etapa complementar, aos 64 minutos, depois de Balotelli ter apontado, de forma superior, um livre directo.
Na outra partida deste grupo, o Barcelona chegou a estar a perder e afastado dos oitavos-de-final, após Dínamo de Kiev ter ganho vantagem por Milevsky, logo aos 2 minutos. A reacção do colosso catalão apenas surgiu à passagem da meia hora, com Xavi a restabelecer o empate. O golo da vitória do «Barça» surgiu a três minutos do fim e teve como autor o argentino Leo Messi.

Grupo G: Sevilha vence Rangers e confirma a classificação como primeiro do Grupo
Com a presença de três estrelas de Hollywood(Tom Cruise, Katie Holmes e Cameron Diaz) no camarote principal do estádio Ramón Sánchez Pizjuán, o já classificado Sevilla não teve uma actuação em campo digna de um prêmio do Oscar, mas confirmou a primeira colocação no Grupo G da Liga dos Campeões ao bater, nesta quarta-feira, o Rangers, da Escócia, por 1 a 0. Kanouté, de pênalti, fez o golo da vitória ainda na primeira parte.
Na outra partida o Stuttgart vence Unirea em casa e fica com a segunda vaga. Com um começo avassalador, o Stuttgart bateu o Unirea por 3 a 1, na Alemanha, e garantiu presença nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Grupo H: Leonardo marcou o golo do triunfo de 1 a 0 do Olympiacos sobre o Arsenal.
Com uma vitória de 1 a 0 sobre o Arsenal, o Olympiacos, equipa comandada pelo brasileiro Zico, conseguiu o segundo lugar do Grupo H da Liga dos Campeões. A equipe grega terminou a fase de grupos com 10 pontos. O primeiro lugar ficou com o Arsenal, que já tinha garantido a classificação e a liderança do Grupo na quinta jornada, quando alcançou os 13 pontos. O golo da partida foi marcado pelo meia brasileiro Leonardo.
Standard Liége e AZ Alkmaar empataram  1 a 1.

Na outra partida Standard Liège precisava de uma vitória, e de uma derrota do Olympiacos para classificar-se. Mas não conseguiu nenhum dos dois resultados. Jogando em casa, a equipa empatou com o AZ Alkmaar do caboverdiano David Mendes da Silva a um golo. O Standard Liége terminou em terceiro lugar, com cinco pontos; e a equipa holandesa ficou com a lanterna do grupo, com quatro e portanto fora da Europa.
Mendes da Silva e companheiros precisam agora concentrar nas competições internas e quiça com o novo treinador(Dick Advocaat) consigam calgar até aos lugares cimeiros da Eredivisie.
RA com- Abola,Record e Globo

HOLANDA:MILHARES DE CAPRINOS E OVINOS SERÃO SACRIFICADOS NA HOLANDA POR CAUSA DA FEBRE-Q
HAIA-Os ministros da Saúde e de Agricultura da Holanda(Ab Klink e Gerda Verburg respectivamente ) decidiram que será necessário o sacrificio de quase 20 mil cabras e ovelhas leiteiras devido a uma persistente epidemia de Febre Q  no País.
Esta enfermidade transmissivel de animais para humanos é causado pela bactéria Coxiella Burnetii.

O governo holandês decidiu também pela matança de cabras e ovelhas prenhes  que não foram vacinados, estando doentes ou não.
A medida foi tomada porque a febre-Q transmite com mais facilidade quando os animais abortam espontaneamente.
Segundo os dados apresentados pelas autoridades duas mil e duzentas pessoas foram contagiadas pela febre Q na Holanda  e dessas seis acabaram por falecer.
A febre Q é uma zoonose, ou seja, uma doença habitualmente contraída através do contacto com animais doentes e tem um tempo de incubação de 2 a 5 semanas.
A maioria dos casos da Febre -Q na Holanda acontece no sul do País.

RÁDIO ATLÂNTICO-Com a RNW

Cabo Verde aprova Orçamento de Estado só com votos do PAICV

O Orçamento de Estado para 2010 foi aprovado pelo parlamento de Cabo Verde com os votos do PAICV, no poder, tendo a oposição do MpD e UCID votado contra.
Na votação final global, concluída após dois dias e meio de debates, a proposta do Governo foi aprovada com 39 votos do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, 41 deputados), e 22 contra - 20 do Movimento para a Democracia (MpD, 29 parlamentares) e dois da União Cabo-Verdiana da Independência Democrática (UCID).
Na declaração de voto António Fernandes, deputado do PAICV, afirmou tratar-se de um OE "consistente", com "fortes vertentes" no investimento e nas políticas sociais, e na redução dos impostos quer das empresas que da população.
Por seu lado o líder parlamentar do MpD, Fernando Elísio Freire, disse que o seu partido votou contra por considerar que o Orçamento tem um carácter "eleitoralista", e acusou o Executivo de José Maria Neves de continuar no caminho "já provadamente falhado" de travar o crescimento económico e aumentar o desemprego.
Um dos dois deputados da UCID, também de nome António Monteiro, defendeu o voto contra o OE por representar um aumento "significativo" da dívida pública e do défice orçamental e por não apoiar os pequenos empresários.
O OE para 2010 privilegia o investimento em infra-estruturas e o combate aos efeitos da crise na economia, contando com receitas de 44.000 milhões de escudos (399 milhões de euros) e despesas de 61.000 milhões de escudos (553,2 milhões de euros), o que implica um défice público de 11,8% e um défice da conta corrente do Estado de 16,7%.
A ministra das Finanças cabo-verdiana, Cristina Duarte, sublinhou que o OE é "realista" e desdramatizou os défices público e da conta corrente do Estado, defendendo que, no primeiro caso, a subida se deve às despesas de investimento, que aumentam 3,1%, e não de funcionamento, que diminuirão 0,5%. No segundo caso Cristina Duarte referiu que Cabo Verde "não é uma economia europeia", onde a referência de 3,0%, definida em Maastricht, se baseia noutros pressupostos. "Somos um país essencialmente importador. O défice da conta corrente não é preocupante, mesmo apesar de estar sob pressão, que vai continuar. Mas o mais importante é que, do lado da política orçamental, há rigor e disciplina para manter um nível razoável em termos de reservas internacionais".
A maior fatia da verba do OE vai mais uma vez para as áreas da educação (22%) e saúde (8,6%), havendo também prioridade no domínio das Finanças, que congrega as verbas para o investimento público, razão pela qual atinge 43,2%.
OJE/LUSA

Uganda quer condenar gays à morte
A vida dos homossexuais no Uganda está seriamente ameaçada com a preparação de uma nova legislação que prevê a pena de morte. A família e os amigos podem ser condenados até sete anos de prisão se não denunciarem às autoridades os casos e até os proprietários de imóveis podem ser presos se alugarem casas a gays..
Os activistas pelos direitos dos homossexuais já vieram condenar a legislação, que têm merecido a contestação internacional, considerando que promove o ódio e é um entrave ao combate contra a sida no país. Para os activistas, trata-se ainda de uma reacção de um movimento retrógrado ao crescimento de visibilidade dos homossexuais no continente africano.As medidas foram apresentadas depois de um grupo de líderes conservadores norte-americanos terem visitado o país, onde apresentaram terapias para converter os gays em heterossexuais. Ainda assim, dentro deste grupo de católicos há críticos da nova legislação.As novas regras têm ainda de ser debatidas e votadas, mas os activistas gays acreditam que as novas regras vão ser aprovadas
SABADO.PT

Boa Vista: Ninhos de tartarugas verificados em 2009 ultrapassam média anual

PRAIA-O número de ninhos de tartarugas postados este ano nas praias da ilha da Boa Vista já ultrapassou a média anual, estimando-se em cerca de 20 mil até o momento, soube a Inforpress.
Segundo o responsável da “Natura 2000”, organização não governamental (ONG) sedeada na “Ilha das Dunas”, Pedro Lopes, anualmente, verificam-se nas praias da Boa Vista entre 10 a 15 mil ninhos, tendo este número aumentado só em 2009 para 20 mil.
Normalmente, dependendo da temperatura da areia, em cada ninho costumam nascer entre 80 e 110 tartaruguinhas.
Estas são algumas das informações, contidas no relatório da ONG de conservação das tartarugas marinhas, que Pedro Lopes vai apresentar aos financiadores do projecto na Espanha.
Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, cinco vivem nas águas de Cabo Verde, nomeadamente, a tartaruga-de-couro (dermochelys coriacea); a tartaruga-verde (chelonia mydas), a tartaruga-de-casco-levantado (eretmochelys imbricata); a tartaruga-parda (lepidochelys olivacea), que ocorre com menor frequência e a tartaruga vermelha (caretta caretta), a única espécie a nidificar nas praias de todo o país.
Segundo o artigo sobre as tartarugas marinhas no arquipélago, elaborado pela Universidade do Algarve em 2007, Cabo Verde representa o segundo maior ponto de desova no Atlântico Norte da tartaruga vermelha ou comum, sendo as praias das ilhas do Sal, da Boa Vista e do Maio com o privilegio de acolherem anualmente a postura de milhares de fêmeas.
Este facto, conforme o Plano Nacional para a Conservação das Tartarugas Marinhas em Cabo Verde - 2008, tem contribuído para que o país tenha a terceira maior população da espécie no mundo depois de Oman e Florida.
Em geral, a tartaruga marinha vem sendo alvo de consumo desenfreado ao longo de décadas no país, sendo a carne, os ovos e o pénis muito apreciados.
Em Cabo Verde foi estabelecido desde 1987 um decreto lei que proíbe a captura dessa espécie nas épocas de desova e mais tarde foi aprovado o decreto regulamentar n.º 7/2002 de 30 de Dezembro, que estabelece a protecção total desse grupo de espécies, proibindo a sua captura ao longo do ano.
Com isso, o país vem apostando no desenvolvimento das actividades económicas à volta da conservação das tartarugas marinhas e do eco-turismo com a elaboração do Plano Nacional para a Conservação das Tartarugas Marinhas em Cabo Verde em 2008.
SAPO.CV/INFORPRESS.CV
 
Nobel: Número recorde de mulheres premiadas na gala de Estocolmo, quinta-feira
ESTOCOLMO - Estocolmo será cenário de uma gala histórica, quinta-feira, graças ao número recorde de mulheres - cinco - distinguidas com o Prémio Nobel, entre as quais Elinor Ostrom, a primeira a receber o de Economia desde a criação deste galardão.

Além de Ostrom, Herta Müller em Literatura, Elizabeth H. Blackburn e Carol Grieder em Medicina e Ada Yonath em Química formam o "póquer de damas" que superou a fasquia estabelecida em 2004 por Linda B. Buck, Wangari Maathai e Elfriede Jelinek ao vencerem, respectivamente, em Medicina, Paz e Literatura.
Ostrom, pela sua "análise do governo económico, especialmente das propriedades comuns", inaugura a lista de mulheres galardoadas na disciplina de Economia, que não constava do testamento de Alfred Nobel mas foi criada em 1969 pelo Banco da Suécia.
EXPRESSO/LUSA

Agência Francesa de Desenvolvimento renova apoio aos Municípios de Cabo Verde(EXPRESSO DAS ILHAS)

PRAIA-Por ocasião da sua visita na Praia, Director da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para Cabo Verde, Denis Castaing, concluiu uma linha de crédito no montante de 10 milhões de euros (aproximadamente 110.000 contos) que irão permitir a quatro bancos (BCA, BCN, BIA, CECV) de atribuir aos municípios empréstimos para investimentos e infra-estruturas urbanas. Esta linha intervém no seguimento de uma primeira de 5 milhões de euros que foi inteiramente utilizada.
Hoje, pelas 19H00, na sala de Conferências do Ministério das Finanças, a ministra Cristina Duarte e o Director da AFD para Cabo Verde, na presença da Embaixadora de França, Marie-Chrisitine Glas, irão assinar uma convenção de subvenção de 300.000 euros (3.300 contos) destinada a reforçar as capacidades de assistência técnica da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV).
Dez municípios beneficiaram de financiamentos através da primeira linha, e realizaram nomeadamente projectos como mercados, equipamentos culturais e desportivos e programas de alojamento social. Esta segunda linha de crédito visa permitir o financiamento de mais equipamentos municipais e inter-municipais.
Estes instrumentos completam os apoios da AFD aos municípios cabo-verdianos, em particular o empréstimo de 10 milhões, atribuído em Março de 2009 ao Governo de Cabo Verde, para melhorar os serviços de água e de saneamento do Município de Santa Catarina.
Cabo Verde inscreve-se numa política de melhoramento do acesso das populações aos serviços essenciais. A França apoia esta política, nomeadamente através destas intervenções da AFD.
Expresso das Ilhas.sapo.cv-Por HF

Santa Catarina: CM promete entregar relatório da auditoria ao Estádio Municipal à PGR(ASEMANA.CV)

ASSOMADA-O presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina (Santiago) garante que irá apresentar, esta quarta-feira, à Procuradoria-Geral da República o relatório da auditoria ao Estádio Municipal. De acordo com o autarca Francisco Tavares (MpD), "o documento é um exemplo da corrupção na anterior gestão" do PAICV.António Semedo, líder da bancada do MpD na Assembleia Municipal, afirma que ainda não conhece os resultados da auditoria efectuada, mas recorda que a sua bancada já havia chamado atenção para as mazelas da anterior gestão.

“Na altura denunciamos que uma obra da envergadura do Estádio Municipal, cujo custo ronda os 200 mil contos, não poderia ser feito sem concurso público, com adjudicação directa a pessoas próximas do PAICV e com a participação directa da CMSC na execução da obra. É basta ir lá para ver as deficiências graves de construção que o estádio comporta”, sublinha Semedo.
Já para Joaquim Furtado, líder da bancada do PAICV, essa denúncia do autarca Francisco Tavares não passa de manobras de intimidação.
“A nossa bancada gostaria que ele levasse o assunto ao Ministério Público para o esclarecimento das coisas, mas só que temos a certeza que ele não vai. São ameaças que ele faz. Desde que esta câmara foi eleita, em todas as sessões da Assembleia Municipal, ele ameaça levar-nos ao tribunal. Na sessão anterior, aquando da apreciação das contas de gerência de 2007, pedimos que a conta de gerência fosse enviada ao Ministério Público. O presidente da Câmara foi a primeira pessoa a levantar para dizer que não”, alega Furtado.
Francisco Tavares não quis adiantar, para já, os resultados porque o documento ainda não foi entregue à PGR, prometendo para mais tarde a sua divulgação pública.
ASEMANA.CV-Por Raquel Mendes

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

FUTEBOL:LIGA DOS CAMPEÕES PRIMEIRA FASE ÚLTIMA JORNADA-TERÇA FEIRA


Grupo A: Bávaros mandam Turim abaixo
Noite histórica em Turim. A Juventus partia para o jogo com o Bayern a precisar apenas de um empate. Começou a ganhar e acabou goleada e na Liga Europa.
O Bayern Munique conseguiu esta noite uma histórica goleada em Turim (4-1 à Juventus) e garantiu a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões quando parecia condenado a disputar o que resta da Liga Europa.
Num grupo dominado pelos franceses do Bordéus – terminaram com 16 pontos depois de mais uma vitória, desta vez sobre o Maccabi – cabia à Juventus e Bayern lutarem pela segunda vaga na fase seguinte da Liga milionária.
A Juventus até entrou melhor. Marcou aos 19 minutos através de Trezeguet. Aos 30 minutos, Butt, na conversão de uma grande penalidade, empatou a partida. Este resultado servia ainda os interesses da Juventus que, no entanto, não resistiu a uma segunda parte avassaladora dos alemães, que arrancaram para uma goleada histórica. Olic, Gómez e Tymoschyuk marcaram os golos que eliminaram (e humilharam) os italianos, condenados a disputarem a Liga Europa.

Grupo B: Michael Owen marca três na vitória do Man. United
O Manchester United garantiu esta noite o primeiro lugar no Grupo B da Champions, ao vencer, na Alemanha, o Wolfsburg, por expressivo 3-1. Os alemães, que podiam ganhar o grupo, acabam na Liga Europa, pois o CSKA Moscovo venceu o Besiktas, na Turquia.
À partida para a sexta e última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, o Manchester United não tinha garantida a vitória no grupo. Jogava-a com o Wolfsburgo e precisava de um empate ou, em caso de derrota, perder só por um golo de diferença, marcando dois golos.
Não foi preciso fazer contas tão complicadas. Com Nani e Anderson no onze, o Manchester United impôs-se por margem expressiva ao Wolfsburgo (Ricardo Costa foi titular). O herói da noite foi Michael Owen, avançado que marcou três golos.
Na outra partida do grupo, o CSKA esperava por uma vitória do Manchester e sabia que lhe bastava empatar com o Besiktas. Acabou por ir além do necessário, vencendo na Turquia. Os russos continuam na Champions, o Wolfsburgo desce à Liga Europa.

Grupo C: Cristiano Ronaldo bisa e arruma Marselha
O português Cristiano Ronaldo foi a estrela maior da vitória do Real Madrid em Marselha (3-1), que garantiu aos merengues o primeiro lugar no grupo C. No outro jogo o Milan empatou em Zurique e garantiu o segundo lugar.
Cristiano Ronaldo marcou o primeiro golo da partida logo aos 5 minutos, num pontapé forte e bem longe da baliza, na conversão de um livre directo. Com Pepe em campo, o Real acabou por ver o Marselha igualar, aos 11 minutos, através de Lucho Gonzalez.
O resultado manteve-se até aos 60 minutos, altura em que Albiol fez o segundo golo para o Real e Ronaldo voltou a brilhar aos 80, marcando um golo pitoresco, já que quando rematou não tinha oposição. O guarda-redes do Marselha tentou sair-lhe aos pés, fora da área, mas o português foi mais rápido a recuperar da queda e só teve de empurrar a bola para o fundo da baliza.
O Milan, que até poderia ter perdido, face ao resultado do Marselha, foi segundo classificado no Grupo C. Em Zurique, os italianos começaram a perder, mas na segunda parte viram Ronaldinho, na conversão de uma grande penalidade, empatar a partida.
O Marselha foi terceiro classificado e desce à Liga Europa.

Grupo D: Chelsea a meio-gás salva At. Madrid
O Apoel, do Chipre, arrancou um empate em Stamford Bridge, frente ao Chelsea, mas falhou o apuramento para a Liga Europa por um golo...
Os cipriotas, com os portugueses Paulo Jorge, Hélio Pinto e Nuno Morais no onze, partiam para o jogo em Londres com a necessidade de vencer e esperar que o At. Madrid não fosse além de um empate, em casa, frente ao FC Porto.
Um ponto separava o Apoel dos colchoneros, mas era preciso ganhar mais do que um para poder seguir em frente, já que no confronto directo entre os dois clubes o At. Madrid empatou 1-1 no Chipre e 0-0 em casa. Os regulamentos determinam que em caso de igualdade entre duas equipas, se proceda ao desempate através do confronto directo. Assim, foi inglório o empate do Apoel frente ao todo poderoso Chelsea.
Com Ricardo Carvalho no onze, o Chelsea viu Zewlakow abrir o activo aos 6 minutos para o Apoel, um resultado que colocava os cipriotas nos oitavos. Só que aos 19 Essien empatou e aos 26 Drogba colocou os blues em vantagem.
De pouco acabou por valer ao Apoel o golo, aos 88, de Mirosavljevic. O Apoel acabou por ser mesmo último classificado do grupo D, apesar de ter terminado com os mesmos pontos do At. Madrid.
ABOLA.PT

CV:"Uma reflexão livre sobre candidaturas presidenciais"-Por Jorge Carlos Fonseca


Uma reflexão livre sobre candidaturas presidenciais em semipresidencialismo (o nosso), autonomia ou «clandestinidade» de militantes e dirigentes, a «doença infantil» das democracias em vias de crescimento e a murmuração canibalesca

1. Num sistema, como o nosso, em que as candidaturas a Presidente da República são individuais e não de raiz partidária, os partidos políticos podem decidir apoiar (ou não apoiar) uma das candidaturas apresentadas por cidadãos. Num partido que funcione democraticamente, a decisão será precedida de debate interno, formalizado ou não, mas naturalmente que ele estará atento ao que se passa fora do seu âmbito de acção e funcionamento, isto é na sociedade de onde surgiu e de onde não deve apartar-se. Num tal debate podem e devem participar os seus membros, dirigentes ou simples simpatizantes ou eleitores, com liberdade e autonomia, até pela singela razão de que não há, nunca vai haver um candidato do partido, por este apresentado formalmente.

Num momento considerado adequado ou oportuno, o partido toma a decisão – qualquer que ela seja, de apoio a um candidato ou deixando livres os militantes na escolha do sentido do voto - através de procedimentos definidos estatutariamente. Discutível, polémico, pode já ser se ainda é suportável que um afiliado opte por acompanhar candidato que não seja exactamente o preferido pelo partido a que pertence, pela via de uma deliberação interna e democrática. Temos, mesmo em países próximos de nós, experiências não coincidentes. Pode dizer-se que a resposta, na prática, dependerá do perfil regulamentar do partido e de suas história e tradição políticas, sobretudo.
2. Não será, porém, de afastar a ideia de que o sentido constitucional dos princípios e regras sobre o sistema de governo e, em especial, sobre a natureza da eleição presidencial, poderia ficar ladeado ou posto em causa numa interpretação (ou num regulamento) que privilegiasse a obrigação de «silêncio político» ao militante em posição minoritária (afinal não há, não pode haver candidato do partido, podendo ver-se na deliberação partidária uma mera indicação política geral).
Confessamos não ter uma noção acabada ou definitiva sobre a concreta questão posta.
3. Mas ao menos enquanto o partido não adopta uma posição favorável a uma ou outra candidatura (se disso for caso, já que ele pode legitimamente não o fazer), deve ser totalmente livre e autónomo o comportamento do membro, ainda que dirigente ou responsável, no sentido do compromisso mais ou menos público, mais ou menos ostensivo, relativamente a uma candidatura presidencial, sendo inclusivamente uma tal eventual postura elemento dos necessários debate, jogo político democrático (de influência democrática, legítima) e envolvimento que são úteis ao esclarecimento dos membros antes de uma participação o mais consciente possível no processo de deliberação. Naturalmente que o militante e, particularmente, o dirigente pode entender, por motivos os mais diversos, designadamente de ordem estratégica pessoal ou de grupo, de «gestão» de percurso pessoal, seguir um posicionamento diferente, por exemplo mostrando-se reservado ou até intencionadamente plástico quanto ao sentido de sua preferência.
4. É muito normal que isso aconteça com o líder máximo do partido. O mais normal, quiçá aceitável, é que pretenda e deva ser prudente nas tomadas de posição públicas antes do momento da deliberação formal da organização que dirige, com o propósito de assegurar uma imagem de neutralidade que favoreça a sua própria chefia e a «sobredeterminação final» de resultados como a coesão interna ou a eficiência organizativa. Mas se entender fazer coisa diferente, não será caso de qualquer ilegitimidade ou irregularidade, mas simplesmente de acto político susceptível de avaliação, positiva ou negativa, por parte do colectivo a que pertence e da sociedade, com a assunção das correspondentes consequências políticas.
5. O leitor aperceber-se-á nesta altura que não é rigorosamente assim que, entre nós, se passam as coisas. Viu-se isso há uns meses quando um potencial candidato presidencial, provindo da área de determinado político, esteve presente num evento mais ou menos público acompanhado por um certo número de dirigentes que manifestavam simpatia pela candidatura, havendo reacções vigorosas de altos responsáveis partidários. Algum «ruído», neste caso, anónimo ou «clandestino», mas sem grande ressonância, surgiu igualmente por causa da presença de dirigentes de um outro partido num encontro de incentivo a uma eventual outra candidatura presidencial.
Normais tais reacções? Sim, enquanto expressão de uma, ainda, incompreensão do facto de, em democracia, serem, deverem ser também os partidos espaços e territórios de liberdade. Trata-se, sim, de uma, em nosso entender, inadequada visão do que devem os partidos políticos numa sociedade democrática moderna e aberta, sobremaneira dos processos de seu funcionamento. Entre nós ainda são frequentes assomos de intransigência crítica e, amiúde, de violência verbal (sobretudo e significativamente, na veste do anonimato) face àqueles que decidem não ser «clandestinos» militantes da democracia e da cidadania. Que decidem assumir por inteiro a condição de democratas e homens e mulheres livres.
[ Outra coisa seria a utilização de meios e recursos partidários para sustentar uma candidatura. Aqui deve valer, em absoluto, o princípio da igualdade de tratamento para os membros]
6. Aliás, este sintoma de «doença infantil» da democracia ainda em crescimento verifica-se com facilidade, quando somos quase sempre acríticos em público – somos todos muito bons profissionalmente, toda a obra literária produzida por um cabo-verdiano é estupenda, não há visita cujos resultados não sejam «muito positivos» ou, pelo menos, «globalmente positivos», qualquer CD que se apresente é «um marco fundamental na música de Cabo Verde» e por aí fora – e surgimos com frequência radicalmente ferozes, de uma inusitada agressividade verbal, senão mesmo canibalesca murmuração, no escrito ou no comentário anónimo e «clandestino» (basta ler, para quem tenha ainda tempo e paciência de o fazer, os comentários em certos on lines).
Esse é um claro tropeço em caminhos necessários de liberdade
Jorge Carlos Fonseca
jcafa@yahoo.com/jcfonseca@cvtelecom.cv

CV:FERRI GAITA-Espectáculo em comemoração do 13º Aniversário do Grupo


PRAIA-O Grupo Musical Ferro Gaita irá realizar dia 12 de Dezembro – Sábado, no Pavilhão Vavá Duarte, um espectáculo musical em comemoração ao 13º aniversário do mesmo, fechando as suas actividades em 2009.
O mesmo servirá para apresentar o CD “Cidade Velha” á Praia, a reedição do 1º CD da banda de nome “Fundu Baxu” e para a apresentação do 1º CD/DVD “Sentimento” do grupo Gaita Ferro, integrado por alunos da escola de musica tradicional do grupo.
O espectáculo terá a presença de vários artistas convidados, como o Jay, Chandinho Dédé, Meno Pecha, Zé di Pinton, Felix Lopes, Ló e passagem de modelos com as New Look Models.
O espectáculo terá inicio ás 22:00 e a duração de 3 horas, estando as portas do recinto abertas a partir das 20:00.

CV:Ratificação da Revisão Constitucional de Cabo Verde adiada para 14 e 15 de Dezembro


PRAIA-A ratificação parlamentar do acordo de revisão constitucional em Cabo Verde, prevista para sexta-feira, foi adiada, "em princípio", para 14 e 15 de Dezembro por razões de ordem logística, disse hoje à Agência Lusa fonte da Assembleia Nacional (AN) cabo-verdiana.
Os 72 deputados cabo-verdianos estão reunidos desde segunda-feira em sessão especial, destinada a analisar e proceder à votação final global do Orçamento de Estado (OE) para 2010, trabalhos que estão a decorrer de forma lenta, com votações sucessivas sobre as várias dezenas de pontos em discussão.
O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder e com maioria absoluta, 41 deputados) e o Movimento para a Democracia (MpD, oposição, 29 deputados) chegaram em fins de Novembro último a um acordo para a revisão da Constituição, datada de 1991, após 11 meses de intensas discussões, com sucessivas suspensões e adiamentos dos trabalhos.
O acordo, que não contou com a participação dos dois deputados da União Cabo-Verdiana da Independência Democrática (UCID), foi assinado pelos líderes do PAICV, José Maria Neves, igualmente primeiro-ministro, e do MpD, Carlos Veiga.
A revisão constitucional vai permitir concretizar alterações de fundo em vários domínios, sobretudo na área da Justiça, onde a reforma afecta os diferentes órgãos judiciais, mas não engloba a institucionalização do cabo-verdiano como língua oficial do país, a par do português, projecto apresentado pelo PAICV mas que acabou por cair.
Com a nova revisão, entre outras questões, vai ser ratificado o Estatuto de Roma, que cria o Tribunal Penal Internacional e a possibilidade de realização de buscas ou revistas nocturnas em determinados casos (terrorismo ou narcotráfico, por exemplo).
Para a próxima revisão da Constituição ficou a questão do distanciamento das eleições legislativas das presidenciais, que actualmente decorrem com um mês de diferença.
O partido no poder quer modificar a lei fundamental também no que respeita à liberdade de expressão e informação, valorizando a liberdade de imprensa, e introduzir a possibilidade de demissão do Governo mediante a aprovação de uma única moção de censura (actualmente são necessárias duas).
A última revisão da Constituição foi feita em 1999 e, apesar de a nova revisão ordinária da lei fundamental de Cabo Verde estar aberta desde Novembro de 2004, só em Janeiro deste ano começaram oficialmente as negociações nesse sentido.
OJE/LUSA

CV:Divergências entre governo e oposição em Cabo Verde atrasam OE para 2010


PRAIA-As divergências de fundo entre governo e oposição em Cabo Verde não têm impedido o partido no poder de aprovar todas as propostas contidas no Orçamento de Estado para 2010, mas os trabalhos estão demorados e ameaçam tornar-se uma maratona.

Os 72 deputados à Assembleia Nacional (AN) de Cabo Verde começaram ontem a analisar a proposta do governo, já aprovado na generalidade, mas persistem as divergências de fundo, sobretudo entre Movimento para a Democracia (MpD, oposição com 29 parlamentares) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, 41, maioritário no parlamento).
Perante as sucessivas abstenções da União Cabo-Verdiana da Independência Democrática (UCID, dois deputados), o extenso documento está a ser longamente discutido ponto a ponto e, num caso até, vírgula a vírgula, propostas aprovadas sempre pelo PAICV, sempre com o "chumbo" do MpD, que já disse que votará contra o OE.
O ponto mais quente dos debates atingiu-se com a discussão em torno da política de recrutamento da Administração Pública, que suscitou acesas discussões na sessão, uma vez que o governo quer congelar a admissão de novos funcionários em 2010, ano que, mal termine, dará lugar às eleições legislativas e presidenciais.
O MpD sustenta que essa política "interfere na gestão do pessoal dos municípios", defendendo que os municípios "não podem deixar de recrutar pessoal qualificado só por "capricho" do executivo, tal como afirmou o deputado Mário Silva, do MpD.
Para Mário Silva, a medida constitui "um retrocesso aos anos 80" e de "duvidosa constitucionalidade", uma vez que, a respeito da contratação do pessoal nos municípios, deve obedecer-se à Lei das Finanças Locais e aos Estatutos dos Municípios.
No entanto, a bancada do PAICV acabou por votar a favor, alegando que, com a medida, o Governo quer "maior transparência e maior rigor na gestão da coisa pública", justificou o líder parlamentar do partido no poder, Rui Semedo, alegando que, desta forma, os municípios destinarão os recursos às realizações que satisfaçam os interesses das populações.
A votação final do OE para 2010, documento que prevê receitas de 44.000 milhões de escudos (399 milhões de euros) e despesas de 61.000 milhões de escudos (553,2 milhões de euros), está prevista para quarta ou quinta-feira, dependendo sempre do andamento dos trabalhos.
Segundo o governo, o OE baseia-se em três pilares, em que o primeiro é a preservação do poder de compra das famílias, o segundo a competitividade das empresas - 64% do programa de investimentos vai para a infra-estruturação - e o terceiro garante que o orçamento continue "blindado e a servir a estabilidade macroeconómica do país".
OJE/LUSA

FIFA:Cristiano Ronaldo nos finalistas para Melhor do Mundo da FIFA


Cristiano Ronaldo vai rivalizar com Lionel Messi, Andres Iniesta, Xavi e Kaká na atribuição do Melhor do Mundo da FIFA, prémio que será conhecido no próximo dia 21 de Dezembro em Zurique.
Os cinco finalistas foram confirmados após a votação dos treinadores e capitães das selecções de todo o Mundo sobre uma lista elaborada por especialistas da Comissão de Futebol da FIFA.
Num duelo entre Real Madrid (Cristiano Ronaldo e Kaká) e Barcelona (Messi, Xavi e Iniesta), o internacional português deverá perder o título conquistado no ano passado para o argentino, tal como aconteceu na «Bola de Ouro», prémio atribuído pela revista francesa France Football.
Durante a Gala do Melhor Jogador do Mundo da FIFA 2009 também serão conhecidos os vencedores do ‘FIFA/FIFpro World XI’, jogadores que irão integrar a melhor equipa do ano e para o qual Pepe e Cristiano Ronaldo estão nomeados.
ABOLA.PT

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

BRASIL:Andrade vence preconceito e revela lema: ‘Os humilhados serão exaltados’


RIO DE JANEIRO-No dia seguinte ao título brasileiro, treinador lamenta comentários maldosos que ouviu na Gávea: ‘Perceberam que estavam errados’.
Andrade iniciou a trajetória na comissão técnica do Flamengo há cinco anos, longe dos holofotes e dos tapinhas nas costas que recebeu após a conquista do Campeonato Brasileiro. Em vez disso, ouviu piadas e deboches nos corredores do clube.
Aguentou calado. Teve o apoio dos amigos e da família. Por isso, foi com eles que comemorou o hexacampeonato. Uma festa surpresa que celebrou a consolidação do treinador e a vitória sobre o preconceito.
- Escutei coisas desagradáveis. Um diretor da base, quando soube que eu e Adílio fomos contratados, comentou que era o urubu Flamengo. Foi uma colocação maldosa. Mas eu ouvi e tive que engolir. Dei a volta por cima e eles perceberam que estavam errados – declarou, durante entrevista coletiva na tarde desta segunda, em um hotel na Barra da Tijuca.
Quando foi efetivado pela primeira vez, no fim de 2004, não tinha o apoio do grupo. Pelas costas, alguns jogadores ironizaram a dicção não tão clara do comandante durante as preleções. Bem diferente do respeito e carinho que tem com o elenco atual.
- Se estou aqui é por causa desse grupo. Eles sempre disseram que correriam por mim e comprovaram isso ao longo do campeonato – afirmou o treinador.
As situações constrangedoras se acumularam no período em que foi auxiliar. Certa vez, serviu como “barreira” debaixo de sol forte para um treino na Urca. Novamente, não se rebelou.
- Os humilhados serão exaltados. Isso resume bem minha trajetória no Flamengo.
GLOBOESPORTE.COM-Por Eduardo Peixoto

CAN: Paulo Duarte revela convocados do Burkina Faso


O seleccionador do Burkina Faso, Paulo Duarte, revelou os nomes dos 23 jogadores que vão estar presentes na fase final da Taça das Nações Africanas (CAN), que irá decorrer em território angolano.
De salientar nos convocados da Burkina Faso a presença de Panandétiguiri, Mamadou Tall e Youssouf Ouattara, todos do União de Leiria.
Lista de convocados:
Guarda-redes: Daouda Diakité (Mokawloo Al-Arab, Egypte), Germain Sanou (Saint-Étienne, França), Adama Sawadogo (ASFA-Y, Burkina)
Defesas: Ibrahim Gnanou (Alania Vladiskavkaz, Russia), Bakary Koné (Guingamp, Françe), Paul Koulibaly (Al Ittihiad Tripoli, Libye), Moussa Ouattara (Kaiserslautern, Alemanha), Madi Panandétiguiri (Leiria, Portugal), Mamadou Tall (Leiria, Portugal)
Médios: Charles Kaboré (Marselha, França), Mahamoudou Keré (Charleroi, Belgique), Mohamed Koffi (Petrojet, Egipto), Aziz Nikiéma (Qingdao Jonoon, China), Jonathan Pitroipa (Hamburgo, Alemanha), Florent Rouamba (Sheriff Tiraspol, Moldavie), Sibiri Alain Traoré (Auxerre, França)
Avançados: Habib Bamogo (OGC Nice, France), Aristide Bancé (FSV Mainz, Alemanha), Moumouni Dagano (Al Khor, D1 Qatar), Youssouf Koné (CFR Cluj, Roménia), Youssouf Ouattara (Leiria, Portugal), Narcisse Yaméogo (Migan, Azerbaijão), Patrick Zoundi (Fortuna Düsseldorf, Alemanha)
ABOLA.PT

FUTEBOL:ADVOCAAT AUTORIZADO A ORIENTAR AZ ALKMAAR


O actual seleccionador da Bélgica foi autorizado pelo Comité Executivo da Federação daquele país a prosseguir negociações com o AZ Alkmaar, podendo assim acumular funções.
Advocaat, que assumiu o cargo de seleccionador no passado dia 1 de Outubro, sendo o mais bem pago de sempre naquele país, assumiu o desejo de vir a aceitar o convite para dirigir o AZ Alkmaar até final da presente época, ocupando a vaga deixada em aberto com a demissão de Ronald Koeman.
O assunto abriu grande polémica na Bélgica, levando o presidente da Federação a convocar de urgência o Comité Executivo, que acabou por ceder à pretensão do técnico, ainda que exigindo uma compensação financeira ao clube holandês.
ABOLA.PT

CV:Dengue começa a regredir em Cabo Verde


PRAIA-A epidemia de dengue que assola Cabo Verde teve, nas últimas 24 horas, mais 19 novos casos, já longe da média diária de mais de mil detectados no início de Novembro.
Fonte do Ministério da Saúde cabo-verdiano disse hoje à Lusa que "já se respira fundo" nos hospitais e centros sanitários das principais ilhas afectadas, sobretudo Santiago e Fogo.
O total de casos confirmados ascende a 20652. Destes, 174 evoluíram para febre hemorrágica, sendo que seis pessoas morreram.
O último caso fatal foi conhecido a 6 de Novembro último
RR.PT

COP15:Cimeira abre com filme sobre consequências catastróficas das alterações climáticas


COPENHAGA-A Cimeira de Copenhaga arrancou, esta manhã, com milhares de delegados de 192 países a assistirem à projecção de um filme acerca das consequências catastróficas do aquecimento no planeta. "O mundo está a depositar as suas esperanças em vocês", disse o Primeiro-ministro dinamarquês.
A Cimeira de Copenhaga arrancou, esta manhã, com milhares de delegados de 192 países a assistirem à projecção de um filme acerca das consequências catastróficas do aquecimento no planeta.
O filme começa com uma menina que dorme numa cama confortável ao lado do seu urso de peluche branco e acorda no meio de um deserto e sob sol forte, antes de ser apanhada por vagas descontroladas. Aparecem, de seguida, o antigo Arcebispo sul-africano Desmond Tutu e o Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a apelar à obtenção de um acordo ambicioso no decorrer da cimeira que permita evitar aquelas perspectivas.
A conferência climática de Copenhaga será a “depositária das esperanças da Humanidade” durante as duas próximas semanas, declarou o Primeiro-ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, na abertura dos trabalhos, perante 1200 delegados.
“As alterações climáticas não conhecem fronteiras. Nada discriminam. Afectam-nos a todos. E se hoje estamos aqui é porque estamos todos determinados em agir”, salientou.
“Este acordo que convidamos todos os dirigentes a assinar afectará todas as nossas sociedades em todos os seus aspectos”, notou. E, segundo Rasmussen, a missão "está ao nosso alcance". A cimeira tem como objectivo limitar a subida da temperatura média no planeta Terra, o que passa pela redução acentuada das emissões de gases com efeito de estufa.
Num artigo publicado no diário britânico "The Guardian, o Primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, elevou a fasquia das negociações sobre alterações climáticas, instando os líderes mundiais a aprovarem em Copenhaga um acordo que, em seis meses, se converta num tratado legalmente vinculativo.
A Cimeira decorre até dia 18, estando prevista a participação de vários chefes de Estado e de Governo
RR.PT

ANGOLA:MPLA não deve pactuar com a corrupção, diz José Eduardo dos Santos


LUANDA-O líder do MPLA e presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, apontou hoje como caminho para o seu partido "não pactuar com a corrupção e com a apropriação de meios do erário público ou do partido".
Numa intervenção sistematicamente interrompida pelos aplausos dos mais de 3.000 delegados ao VI Congresso, José Eduardo dos Santos deixou um lote recheado de recados para o MPLA e para o país.
"Hoje é voz corrente equiparar a pessoa investida em funções políticas a um homem sem palavra, desonesto e sem escrúpulos. É necessidade absoluta assumir atitudes positivas que desfaçam essa imagem pálida e inconveniente de forma a dar credibilidade, valorizar e repor a nobreza da função dos dirigentes políticos".
José Eduardo dos Santos sublinha que o partido "tem dito isto por outras palavras" e adverte que "as nossas palavras e promessas devem corresponder aos actos que praticamos".
"No exercício das suas funções, os políticos devem respeitar as regras estabelecidas e as leis, pautando a conduta por comportamentos e procedimentos éticos e tendo no centro das preocupações o respeito pela pessoa humana". E pede o "fim da intriga, dos boatos e a manipulação de factos na comunicação social para prejudicar os outros". O que será necessário para esse efeito é, aponta, "uma direcção executiva esclarecida e dinâmica, o envolvimento dos militantes e de todos os órgãos do partido e a concretização de planos com métodos correctos e com disciplina".
"Devemos aperfeiçoar o modo de encarar a política, um modo pró-activo e rigoroso de mostrar o nosso empenho e dedicação que sirva para mobilizar milhões para a nossa causa", diz.
O presidente da República e do MPLA aproveitou, na senda do que têm sido as suas intervenções públicas mais recentes, mas hoje de forma mais incisiva, para lembrar que no país, "em cada 100 angolanos, 60 são muito pobres, não conseguem comer normalmente todos os dias, não têm acesso fácil a água potável, acesso aos cuidados de saúde nem casa normal para se abrigar". O "desemprego, o analfabetismo e a pobreza são três problemas muito graves e difíceis de resolver, que atingem especialmente as mulheres famílias e crianças". E explicou que, depois do final da guerra, a prioridade foi resolver os problemas dos deslocados, a reinserção social dos ex-militares e a reabilitação das vias de comunicação e pontes para se chegar a todo o país.
Os mais prementes problemas sociais por si apontados são agora também prioridade. "Os esforços do partido e da sociedade e grande parte dos recursos do país devem ser canalizados para a eliminação da pobreza, do analfabetismo e do desemprego", especificando que "a criança deve ser a primeira a beneficiar deste esforço" porque "o seu bem-estar é a garantia de um futuro melhor para Angola".
Mas José Eduardo dos Santos referiu ainda no arranque do congresso que o partido que dirige e é o maior de Angola, conduzindo o Governo desde 1975, e "pugna pela defesa das liberdades direitos e garantias dos cidadãos, e considera o direito à associação como fundamental". Exprimiu a sua "satisfação" pelo surgimento de organizações da sociedade civil e fundações, manifestando o reconhecimento pelo "auxílio que prestam na resolução de problemas". Mas apontou também a "discordância pelo facto de algumas" destas organizações "estarem a realizar tarefas e missões que competem aos partidos políticos. Pretendemos uma sociedade organizada e ordenada e onde cada um ocupe o seu espaço de intervenção nos marcos da lei, temos de promover o aperfeiçoamento dos regulamentos para que não haja confusão".
Para os problemas que persistem no país, como a pobreza, José Eduardo dos Santos, retomou a evocação da "pesada herança do colonialismo" que foi "agravada pelo período de guerra que o país viveu" até 2002.
OJE/LUSA

Conferência de Copenhaga é "depositária das esperanças da Humanidade", diz primeiro-ministro dinamarquês


COPENHAGA-A conferência climática de Copenhaga é "depositária das esperanças da Humanidade" nas próximas duas semanas, afirmou hoje Lars Loekke Rasmussen, primeiro-ministro dinamarquês, na abertura dos trabalhos, perante 1.200 delegados de todo o mundo.
"A alteração climática não conhece fronteiras. Não discrimina. Afecta-nos a todos. E se estamos aqui hoje é porque estamos determinados a agir", salientou Lars Loekke Rasmussen.
A Dinamarca vai presidir à conferência, que decorre até 18 de Dezembro, e tem como objectivo encontrar um acordo mundial sobre as emissões de gases com efeito de estufa para travar as alterações climáticas.
"Estou dolorosamente consciente de que têm perspectivas diferentes acerca do quadro e o conteúdo deste acordo", prosseguiu o responsável dinamarquês, referindo-se a um acordo "justo, aceitável para todos", além de "eficaz e operacional". Este acordo, "que convidamos todos os dirigentes a assinar, afectará o conjunto das sociedades em todos os seus aspectos".
Segundo Lars Loekke Rasmussen 110 chefes de Estado e de Governo anunciaram a presença em Copenhaga para o encerramento do encontro a 17 e 18 de Dezembro.

Cabo Verde, Costa Rica, EAU, Eslovénia, Islândia e Singapura defendem "nova atitude" face às mudanças climáticas.
Cabo Verde e cinco outro países reclamam, numa posição conjunta, uma "nova atitude global"sobre as alterações climáticas que o mundo deve instituir na cimeira de Copenhaga, que começa hoje na capital dinamarquesa.
Num comunicado conjunto, divulgado na Cidade da Praia, os ministros dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Costa Rica, Emirados Árabes Unidos, Eslovénia, Islândia e Singapura lembram que as mudanças climáticas terão maior impacto nas comunidades mais vulneráveis, de fracos recursos naturais e com capacidade limitada para se adaptarem a estes desafios.
"As pequenas ilhas em desenvolvimento estão entre as mais vulneráveis, enfrentando igualmente a ameaça do aumento do nível da água do mar", lê-se no texto, onde se sublinha que, como as medidas preventivas são custosas, nem todos os países em desenvolvimento poderão implementá-las com os seus meios. Nesta perspectiva o chefe da diplomacia de Cabo Verde, José Brito, e os homólogos Bruno Ugarte (Costa Rica), Samuel Bogar (Eslovénia), Cheikh Abdallah Bin Zayid Al Nahyan (EAU), Össur Skarphéðinsson (Islândia) e George Yeo (Singapura) consideram que serão necessários apoios financeiros e tecnológicos aos países mais vulneráveis.
Na carta conjunta os seis ministros dos Negócios Estrangeiros defendem que as mudanças climáticas poderão também exacerbar as instabilidades políticas em regiões particularmente voláteis no mundo, criando novas disputas geopolíticas à volta dos já fracos recursos. "Contudo um acordo em Copenhaga com grandes cortes na emissão dos gases para limitar o aumento do aquecimento apenas a dois graus centígrados, e tomando em consideração o princípio de igualdade mas também o de responsabilidades diferenciadas, serão de capital importância recursos específicos".
O grupo de seis países, que apresentará as suas recomendações conjuntamente na capital dinamarquesa, defende que a comunidade internacional deve analisar a situação tendo como pano de fundo o "para além de Copenhaga", uma vez que as mudanças climáticas requerem uma governação global. Na carta os signatários recordam que os seis países estão a promover as energias limpas, energias renováveis e a eficiência energética, considerando que o combate às mudanças climáticas exige "um forte empenho a nível governamental".
OJE/LUSA

CV:JORGE CARLOS FONSECA MOTIVADO COM APOIO DA JUVENTUDE


PRAIA- O restaurante Quintal da Música, na Praia, encheu-se para acolher os mais de cem jovens dirigentes políticos, associativos e quadros universitários que quiseram expressar a sua vontade em ter Jorge Carlos Fonseca, como candidato às próximas eleições presidenciais de 2011.
Na opinião de Leida Santos (dirigente da Ordem dos advogados  de Cabo Verde) e Luís Leite (Ex. Presidente da Associação Prédio), membros da comissão organizadora do almoço, Jorge Fonseca é a personalidade nacional, que reúne as condições necessárias para o prestígio da função presidencial e capaz de dar voz à sociedade civil. Para ambos o percurso político e académico de “Zona”, com a  sua experiência, inteligência e dimensão humana, será o Presidente capaz de defender a constituição, as liberdades, a participação cívica e política dos jovens e mulheres e de projectar a imagem do país no mundo, como aliás, aconteceu na altura em que exercia as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros no I Governo do MpD, com a entrada de Cabo Verde no Conselho de Segurança da ONU.

Num ambiente de muito convívio e animação musical, Fonseca mostrou-se sensibilizado com a iniciativa e estímulo de uma plateia qualificada e representativa de extractos profissionais e políticos significativos. Este ambiente veio claramente, reforçar a ideia, já mais ou menos consistente, de que há boas condições para avançar para uma candidatura à Presidência da República, assegurou na ocasião.
Para Fonseca, um adequado exercício dos importantes poderes que a Constituição confere ao PR, é preciso conhecê-los bem, e ter vontade de os exercer. Acho que tenho as condições para vestir o “fato constitucional” de Presidente da República, asseverou. No seu entender, caberá ao PR, no quadro dos sistema de Governo definido na CRCV, exercer funções de arbitragem, de moderação do sistema político, de uma magistratura de influência política e moral face ao conjunto de poderes e perante a sociedade e capacidade de diálogo permanente com a sociedade, com os agentes sociais e culturais, os jovens, as mulheres e suas organizações.
Quanto às relações com o Governo, Fonseca defende que não é papel do PR interferir na esfera da acção governativa. O governo deve ter todas as condições e a cooperação institucional do PR, para realizar o programa que apresentou ao eleitorado e foi sufragado pelo voto popular. Da mesma  forma, o PR não deve deixar de exercer os poderes que a constituição lhe confere, como o primeiro garante da unidade do Estado e da defesa dos direitos fundamentais. O PR nunca poderia estar, por exemplo, ausente, num caso de violação da constituição como o da proibição de frequência a estabelecimentos de ensino por parte de jovens grávidas, elucidou. Pelos contactos até agora realizados, com personalidades ligadas aos partidos da oposição, o MpD e a UCID, autarcas e personalidades da sociedade civil, no pais e na diáspora, mas igualmente com cidadãos interessados na consolidação do Estado de Direito, Jorge Carlos Fonseca confidenciou que estariam reunidos os pressupostos para avançar com um projecto de candidatura, a ser oficialmente confirmado, dentro de dois a três meses.
De realçar que, no almoço de sábado, estiveram presentes vários dirigentes nacionais e personalidades próximas do MpD, como Fernando Elísio Freire, Austelino Correia, Miguel Monteiro, Joana Rosa, Clemente Garcia, José Luís Santos, António Semedo, Lourenço Lopes, Milton Paiva, Casimiro de Pina, Carlos Monteiro, António Miranda, entre muitos outros.
FONTE:COMISSÃO ORGANIZADORA DO ALMOÇO

ENTREVISTA COM O MINISTRO DA CULTURA DE CABO VERDE MANUEL VEIGA-FIM


OFICIALIZAÇÃO DO CRIOULO

RA:Desde 2005 que se fala que o crioulo vai passar a ser língua oficial em Cabo Verde em. Passaram-se quatro anos e ainda tudo está em banho maria.
O porque desse atraso?
MV:A proposta mais consistente para o reconhecimento do crioulo caboverdiano como língua oficial data da revisão constitucional de 1999, sob a proposta do PAICV. De então para cá, o Grupo Parlamentar do MPD vem invocando que as condições ainda não estão reunidas. Quando se pergunta quais são essas condições ninguém sabe responder. Paradoxalmente, alguns invocam a dificuldade que se tem em publicar o Boletim Oficial e as leis da República em crioulo. Ora, a forma de combater essas dificuldades é com o ensino. Mas a oficialização do crioulo que reconhece e legitima esse ensino é negada pelos parlamentares do MPD.
É caso para se perguntar até quando vai-se continuar, por razões de estratégia política, a invocar o escudo da «falta de condições».
RA:Na diáspora critica-se muito o ALUPEC talvez quiçá por falta de informação. O governo tem sempre um discurso de que somos a décima segunda ilha mas as informações que chegam a 12 segunda ilha são escassas.O que pensa o seu ministério fazer para que esse assunto de oficialização do crioulo seja mais socializada na diáspora cabo-verdiana?
MV:A informação dá-se e procura-se. Tem havido sessões de informação nos EUA, em algumas cidades da Europa onde vive a nossa diáspora, mas acredito que é preciso haver mais informação. O Ministério da Cultura, na parte que lhe toca, vai estar mais atento e mais disponível. A diáspora também tem que colaborar. Há que solicitar os préstimos do Ministério da Cultura, há que colaborar na organização das sessões de informação, há que estar disponível para tomar parte nessas sessões, há que procurar informações em todas as fontes disponíveis, através da net, dos livros, da comunicação social e de outros suportes de informação.
RA:É comum ler-se em fóruns de discussão que o ALUPEC é uma espécie de imposição da língua de Santiago aos habitantes das restantes ilhas.
Aos defensores desta tese qual a sua resposta?
MV: O ALUPEC é um modelo de alfabeto. É um instrumento para a escrita da nossa língua em todas as suas variantes. Não é língua, é uma ferramenta para a representação da língua escrita. Há exemplos do uso do ALUPEC na variante da Boavista, S.Vicente, Santo Antão, Fogo, Brava, Santiago, etc, etc. Aos incrédulos, recomendo a leitura do romance Perkurse de Sul d’Ilha, de Eutrópio Lima da Cruz ou então as Aventuras de Tintin, em curso de tradução, por Guy Ramos.
RA:A Universidade de Cabo Verde ora criada não seria a Instituição certa para continuar a investigação da língua e definir o timing certo para o ensino do crioulo nas escolas cabo-verdianas?
MV: A Universidade de Cabo Verde é uma parceira para o estudo da língua caboverdiana. O timing para a massificação do ensino deve ser determinado pelo Ministério da Educação. Pensamos que o Ministério da Educação deve começar a equacionar o problema, definir as metas e as etapas a curto, médio e longo prazos, programar e realizar em cada etapa as acções possíveis. Nunca deixar de dar o passo possível que se deve dar hoje para amanhã.
RA- Os dois maiores partidos chegaram acordo no tocante a revisão constitucional, mas o acordo deixou de fora oficialização do crioulo.
Tendo em conta que é um dos grandes defensores da língua cabo-verdiana vai demitir-se?
MV: O crioulo caboverdiano é língua da Nação desde que essa Nação começou a existir. Alguns historiadores fixam o nascimento da Nação no século XVII. Com a Independência Nacional, em 1975, Cabo Verde conquistou a dignidade política, social e cultural. Essa dignidade é extensiva ao crioulo caboverdiano que é a língua do nosso quotidiano, das nossas tradições, do nosso imaginário, da nossa cultura. Língua oficial é muito mais do que língua da administração. Ela deve ser língua da Nação. É por isso que a actual Constituição da República, no seu artigo 9º.3, diz que « Todos os cidadãos cabo-verdianos têm o dever de conhecer as línguas oficiais e o direito de usá-las». O estatuto de língua da Nação a Constituição não pode dar, só pode reconhecer. O facto do MPD não reconhecer ao crioulo o estatuto de língua oficial não faz com que o crioulo deixe de ser língua da Nação e, por conseguinte, língua oficial. Não deixa de ser um paradoxo quando o MPD recusa o estatuto de oficialidade ao crioulo e entretanto o seu líder parlamentar utiliza esta mesma língua para fazer o encerramento do debate sobre a aprovação do Orçamento para 2010, quando alguns dos seus deputados utilizam no Parlamento quase que exclusivamente o crioulo, quando a língua que utiliza nas campanhas eleitorais é sobretudo o crioulo, quando na respectiva família e, muitas vezes, no trabalho, a língua que reina é o crioulo.
Por tudo isto, eu não me sinto derrotado, até porque o crioulo é língua da Nação e não apenas de Manuel Veiga. Por isso, quem deveria demitir-se é quem formalmente nega ao crioulo o estatuto de língua da Nação e, na prática, dá o dito por não dito.
RA:Muitos pensam que o senhor como acadêmico devia estar na Universidade e não na Política. Qual a sua resposta aos que pensam dessa forma?
MV: Penso que como académico eu tenho condições para me realizar. Se chegar a receber o convite para ir para uma universidade, eu analisarei, na altura, as condições de trabalho, tanto no ensino como na investigação. Até lá, estou na política, mas não nasci para fazer da política uma profissão. É apenas uma experiência e estou certo que não será longa.
RA:Esteve recentemente na Holanda para dar posse aos membros da casa da Cultura anunciada há um ano pelo MNE José Brito.Qual a importância da casa no sentido de ser um elo de ligação de Cabo Verde com a sua Diáspora?
MV: Como disse, e bem, a Casa da Cultura da Holanda vai ser uma ponte de ligação com Cabo Verde. É uma iniciativa muito louvável. A diáspora já não se preocupa apenas com os TACV, com a Alfândega, com fazer economia para a construção da sua casinha, mas já tem preocupação em formar os filhos nas melhores universidades, em investir no conhecimento para ser mais útil tanto a Cabo Verde como ao país de acolhimento. É no âmbito desta nova filosofia que surgiu a Casa de Cultura da Holanda. Ela será um instrumento para o conhecimento e difusão da nossa cultura, um espaço de encontro, de debate e de sementeira de uma visão moderna do desenvolvimento para Cabo Verde e para o respectivo país de acolhimento. O exemplo da Holanda deveria acontecer em outros espaços da nossa diáspora.
RA:Estão previstas ainda este ano mais “Casas” em outras paragens?
MV: Esta pergunta só a diáspora pode responder. Cabo Verde apenas pode facilitar e estará, na medida do possível, a cumprir o seu papel.
RA:Cultura e Emigração é o tema de um fórum que o Ministério da Cultura devia realizar já no mês de Novembro na Praia. O anúncio foi feito à Rádio de Cabo Verde pelo senhor. O porque desse adiamento e qual o objectivo desse Fórum?
MV: Em termos de participação da diáspora, sobretudo no tocante à apresentação de comunicações, tivemos algumas dificuldades. Depois, o problema da epidemia da dengue veio agravar a situação. Tínhamos que fazer o encontro com o mínimo de representatividade e as condições não estavam reunidas. Por isso, a Comissão preparatória entendeu que se deveria adiar.
RÁDIO ATLÂNTICO-POR NORBERTO SILVA